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De “fora do padrão” ao prato: como produtores e comerciantes evitam desperdício de alimentos em MS

Frutas e verduras que não atendem ao padrão estético dos mercados frequentemente acabam descartadas, mesmo estando próprias para o consumo. Em Mato Grosso do Sul, produtores e comerciantes têm buscado alternativas para reduzir esse desperdício, transformando alimentos “fora do padrão” em doações, insumos para restaurantes e produtos reaproveitados. O tema ganha relevância diante dos números preocupantes: segundo a ONG Pacto Contra a Fome, cerca de 300 mil pessoas enfrentam a fome no estado. Em nível nacional, quase 30% da produção de alimentos é desperdiçada — o que equivale a 48 milhões de toneladas por ano. Para suprir a demanda de toda a população brasileira em situação de fome, seria necessário menos de 15% desse volume. Entre os que ajudam a mudar essa realidade está o produtor Cézar Macedo, de Campo Grande. Com uma horta no bairro Vilas Boas, ele doa parte da produção que não é vendida. “Quando sobra, encaminhamos para instituições de acolhimento. É um jeito de garantir que nada se perca”, afirma. A prática se repete entre trabalhadores rurais e entidades sociais. Carlos Henrique dos Santos, agricultor, relata que a rotina inclui acionar ONGs para colher os alimentos diretamente da plantação. Já nas instituições beneficiadas, como abrigos infantis, o aproveitamento dos alimentos vira também aprendizado. “Além de sustentar, ensina às crianças o valor de não desperdiçar”, conta Luiz Carlos Gonçalves, responsável por uma das entidades. No comércio, a estratégia passa pela criatividade. Na Ceasa/MS, a comerciante Andréa Jaqueline Ribeiro separa tomates para restaurantes, congela frutas para sucos e prepara kits de legumes para sopas. “O maracujá é o exemplo perfeito: a casca feia esconde a melhor polpa. Hoje é o que mais vendemos congelado”, explica. De acordo com especialistas do Pacto Contra a Fome, o problema não está na falta de produção, mas na desigualdade e na ausência de políticas públicas eficazes. Nesse contexto, a conscientização do consumidor também é decisiva: muitas vezes, alimentos com pequenas imperfeições são deixados de lado, reforçando o ciclo de desperdício. Em Campo Grande, quem deseja contribuir pode procurar o Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), que orienta sobre doações de alimentos. O telefone é (67) 2020-1361 e o atendimento é feito na Avenida Fábio Zahran, nº 600, em horário comercial. A luta contra a fome passa, também, por reavaliar o conceito de “perfeição” nos alimentos e valorizar cada produto que chega à mesa.

União familiar e Senar/MS: parceria que multiplicou a produção de leite em Anaurilândia

Em Anaurilândia, na região leste de Mato Grosso do Sul, a união da família Vanderlei e o apoio técnico do Senar/MS transformaram a realidade produtiva do Sítio Recanto da Seriema. À frente da propriedade estão Dona Leonil e seu Adeildo, conhecidos na cidade como Dona Preta e Seu Didi. Ela, natural de Presidente Epitácio (SP), já era mãe de dois filhos quando conheceu Didi, alagoano que havia deixado a estrada de caminhoneiro para trabalhar em lavouras na região. O encontro se deu em meio ao trabalho no campo, entre o barulho das máquinas e o cheiro da terra revolvida. Da convivência nasceu a confiança, e da confiança, uma parceria que cresceu passo a passo, primeiro no casamento, depois no sítio, onde ergueram juntos uma vida marcada pelo esforço e pela pecuária leiteira. Senar/MS e a virada na produção Com mais de 60 anos de experiência acumulada na atividade, a família enfrentava desafios antigos, especialmente ligados à nutrição do rebanho e à degradação das pastagens. Foi aí que entrou o Senar/MS, por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Bovinocultura de Leite. Ao iniciar o trabalho na propriedade, Rolnaldo Bandoch, que na época era técnico de campo, identificou que a nutrição seria o primeiro ponto a ser tratado. A degradação das pastagens, a necessidade de correção do solo e a escolha de espécies forrageiras mais adequadas foram os primeiros passos.“Iniciamos com a parte de fomento da nutrição, com processo de volumoso, divisão de pastagens, correção de solo e produção de silagem de milho”, explica Rolnaldo, que hoje é supervisor da ATeG Bovinocultura de Leite na costa leste do estado. Paralelamente, a melhoria genética do rebanho se tornou uma nova frente de evolução. Com a introdução da inseminação artificial, aliada a um manejo reprodutivo mais eficiente, a propriedade passou a investir em genética de qualidade. Hoje, o sítio conta com 16 novilhas oriundas de melhoramento genético, o que projeta um futuro ainda mais promissor.No início, seu Didi teve dificuldades em aceitar tantas mudanças, mas, com o tempo e os resultados aparecendo, a resistência deu lugar à confiança.  “Levei tempo para aceitar. Tudo é muito dificultoso, mas fui vendo as melhorias nas propriedades que já faziam parte do programa. Aperta daqui, outro pouquinho dali, as coisas foram se ajeitando, e eu tomei gosto pelas inovações principalmente na reforma das pastagens, hoje faltam apenas 12 alqueires para completar a reforma de pasto”, recorda ele. Além das mudanças no manejo nutricional, correção de solo e escolha adequada de pastagens, a assistência técnica também orientou a realização de melhorias estruturais importantes na propriedade. Com base nas recomendações do Senar/MS, o curral foi completamente reformado, oferecendo melhores condições de manejo e bem-estar para os animais. A ordenha, que antes era feita manualmente, foi mecanizada, e a família também investiu na aquisição de um resfriador de leite, garantindo maior qualidade do produto e facilitando a comercialização. “Tudo que conseguimos melhorar aqui foi com a orientação do Senar. Fomos aprendendo aos poucos, com muito diálogo, planejamento e acompanhamento técnico. Hoje, podemos dizer que praticamente toda a propriedade passou por uma transformação”, conta. Com planejamento, orientação técnica e esforço coletivo, a família colheu resultados concretos. A produção de leite, que era de 50 litros por dia no início do acompanhamento técnico, alcançou a marca de 250 litros diários, um crescimento de 400%.  A força do trabalho em família A transformação só foi possível porque o conhecimento técnico andou junto com a força da família. As filhas do casal, Eliane Pereira Vanderlei, advogada, e Lozane Pereira Vanderlei, formada em Ciências Contábeis, tiveram papel decisivo nessa evolução. Eliane assumiu a gestão administrativa da propriedade. Com apoio do Senar/MS, que também orienta na parte de gerenciamento, ela organiza as finanças, planeja as compras e garante equilíbrio entre custos e investimentos. “A gente percebeu que, com controle e planejamento, os resultados aparecem. Meu papel é ajudar meus pais a organizarem tudo o que entra e sai da propriedade, e isso tem feito muita diferença”, conta. Já Lozane dedica-se à atualização técnica. É ela quem participa de cursos e capacitações, trazendo ideias novas e dialogando com os técnicos para adaptar inovações à realidade do sítio.“Sempre que participo de cursos do Senar, levo as informações para casa e discutimos juntos o que pode ser aplicado. Acredito que o conhecimento é o que nos mantém em movimento. Já participei dos Dias de Campo e cursos, fiz o de Derivados do Leite, Manejo Nutricional de Bovinos, Manejo de pastagem e vários outros.”, explica.Hoje, o Sítio Recanto da Seriema é referência de como assistência técnica, amor ao campo e união familiar podem multiplicar resultados. Se você é produtor rural e deseja melhorar sua produção, procure o Sindicato Rural do seu município e saiba como ter acesso aos programas do Senar/MS.

Senar/MS lança programa inédito com bolsas de até R$ 2.500 para recém-formados do agro

O Senar/MS abriu inscrições para o Programa Residência Agropecuária, uma oportunidade inédita para jovens profissionais das ciências agrárias que desejam colocar em prática o que aprenderam na formação. A iniciativa vai beneficiar 20 bolsistas em Mato Grosso do Sul, com bolsas mensais de R$ 2.500 para nível superior e R$ 1.500 para nível técnico, durante um período de seis meses de vivência no campo. Voltado para técnicos agrícolas, agropecuários e profissionais formados em Agronomia, Medicina Veterinária ou Zootecnia há até dois anos, o programa oferece uma formação completa, unindo prática supervisionada e capacitação técnica. Os selecionados vão atuar junto à equipe da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar/MS, acompanhando de perto o dia a dia das propriedades rurais no estado. O edital está disponível neste link. Para se inscrever, basta acessar o site da área de seleção do Instituto CNA e preencher o formulário até 26 de setembro. O processo seletivo será realizado em duas etapas sucessivas, ambas aplicadas de forma remota. A primeira, eliminatória e classificatória, consiste em uma prova objetiva de avaliação de conhecimentos, prevista para 5 de outubro de 2025, com duração de até três horas. A segunda etapa é a análise curricular dos candidatos aprovados na prova. Durante a residência, o bolsista terá jornada de 40 horas semanais, atuando nas linhas de produção vegetal, pecuária ou agroindústria, conforme o planejamento da equipe técnica do Senar/MS. Também será obrigatória a participação em uma capacitação metodológica oferecida no formato EAD, iniciada a partir do terceiro mês do programa. O Programa Residência Agropecuária é uma iniciativa do Senar Central, de abrangência nacional, que envolve as administrações regionais em todo o país. Cada regional é responsável pela execução local do projeto, no caso de Mato Grosso do Sul, pelo Senar/MS, garantindo que os bolsistas atuem diretamente nas propriedades rurais do estado e recebam acompanhamento técnico de perto. O objetivo é preparar uma nova geração de profissionais qualificados para atuar no meio rural sul-mato-grossense, com experiência real, visão técnica e foco em resultados. Residência Agropecuária Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Michael Franco

Maracaju confirma liderança na produção de soja em MS na safra 2024/25

O município de Maracaju se consolidou como o maior produtor de soja de Mato Grosso do Sul na safra 2024/2025, segundo dados do SIGA-MS, sistema executado pela Aprosoja/MS. Com produtividade média de 72,06 sacas por hectare em uma área cultivada de 353,1 mil hectares, a cidade alcançou a marca de 1,52 milhão de toneladas produzidas. Na sequência aparece Ponta Porã, com 49,70 sacas por hectare de produtividade média em 348,1 mil hectares, somando 1,03 milhão de toneladas. De acordo com o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o bom resultado é reflexo da combinação entre clima favorável e avanços tecnológicos no campo. “Maracaju vem se consolidando como referência em produtividade, e isso se deve ao trabalho dos agricultores, que investem em manejo de solo, genética e tecnologia. O SIGA-MS permite medir com precisão esses resultados e trazer transparência para o setor”, destacou. 🌱 Monitoramento inovador O levantamento da entidade utiliza metodologia distinta do IBGE. Enquanto o instituto adota pesquisas de campo mensais com apoio de colegiados técnicos, o SIGA-MS trabalha com imagens de satélite, sensoriamento remoto e validação em campo, oferecendo estimativas mais próximas da realidade produtiva. Para Balta, esse diferencial coloca Mato Grosso do Sul em posição de destaque nacional: “O SIGA-MS é único no país. Ele combina monitoramento por satélite com a validação em campo, oferecendo dados que refletem de forma muito próxima a realidade da produção.” Além da soja, o sistema também acompanha a produção de milho em todo o estado, fornecendo informações estratégicas para o mapeamento do uso do solo e para apoiar decisões dos produtores.

Brasil fecha acordo com Burkina Faso para exportar genética bovina e aves

O Brasil acaba de abrir um novo mercado na África. O governo brasileiro concluiu as negociações com Burkina Faso e agora está autorizado a exportar bovinos vivos para reprodução, além de sêmen, embriões, alevinos, ovos férteis e pintos de um dia para o país africano. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a medida fortalece a presença brasileira no continente com produtos de alto valor agregado, e contribui para a melhoria genética do rebanho de Burkina Faso. A África é considerada estratégica para o agronegócio nacional, tanto pelo crescimento econômico quanto pelo potencial populacional. Com essa nova parceria, o Brasil atinge a marca de 434 novos mercados abertos desde 2023, alcançando 72 países no total. O resultado é fruto do trabalho conjunto do Mapa e do Itamaraty.

Cursos do Senar/MS ajudaram Juliana a unir conhecimento e paixão pelos frutos regionais

Juliana Biazon já era pesquisadora da área de alimentos quando descobriu que todo fruto carrega uma história que começa no campo. Foi esse despertar que a levou ao Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte, do Senar/MS, onde, nos cursos técnicos em Agronegócio e Fruticultura, ganhou novas lentes para enxergar o produtor, o mercado e a vida no agro. Hoje, une ciência e prática para valorizar as riquezas do Cerrado e do Pantanal, com um brilho especial no olhar quando fala de sua grande paixão: a guavira, fruto símbolo de Mato Grosso do Sul. “Passei a observar melhor o que era o campo. Sou apaixonada pelo Centro de Excelência e estou naquela fase de sentir saudades de tudo que vivi aqui. Hoje no meu trabalho consigo orientar sobre solo, poda, quebra da dormência de uma semente e muito mais. Com certeza me tornei uma profissional melhor”, relata Juliana. Essa é a história do Transformando Vidas de hoje, confira: Decidida a entender essa nova realidade, Juliana ingressou no curso técnico em Agronegócio, onde descobriu que o campo não se resume a plantar e colher. Ali, aprendeu sobre mercado, comercialização e os desafios que fazem oscilar os preços dos alimentos. Mais do que isso, passou a valorizar profundamente o produtor rural, entendendo suas dores, conquistas e a resiliência que sustenta a produção. “Foram inúmeras descobertas no curso de Agronegócio. Eu consegui compreender e valorizar muito mais os produtores. Quando a gente valoriza, a gente conhece, a gente entende o porquê muitas vezes as altas e baixas dos preços e outras questões de mercado além das demandas do setor rural”, relembra. A transformação ganhou ainda mais força quando ela decidiu cursar também a Fruticultura. Para quem já estudava frutas, esse foi um mergulho em águas conhecidas, mas agora com a chance de tocar a terra, sentir o trabalho braçal e viver de perto a rotina de quem planta. As visitas técnicas foram um divisor de águas. Observar de perto a lida do produtor, ajudar na prática e entender o funcionamento da produção rural trouxe à sua formação um sabor que teoria nenhuma alcançaria. “A visita que mais me marcou foi nossa ida ao Ceasa de Campo Grande quando vi tanto caminhão de outros estados trazendo produtos me despertou uma inquietação. Decidi estudar ainda mais as questões de mercado e buscar fortalecer a produção local”, explica a pesquisadora, que tem esse pensamento como guia dos estudos, projetos e escolhas que ela segue até hoje. Hoje, Juliana une tudo o que aprendeu nos cursos do Senar/MS à sua experiência como pesquisadora e consultora. Se antes falava apenas de colheita e pós-colheita, agora consegue orientar produtores. Mais do que transmitir técnicas, ela inspira. “O Centro de Excelência me ajudou a ser empreendedora do meu próprio conhecimento. E isso me permite motivar produtores de uma forma mais ampla e verdadeira”, afirma. Mas há um detalhe que permeia toda a trajetória de Juliana: sua paixão pelos frutos regionais, em especial pela guavira, fruto símbolo de Mato Grosso do Sul. Foi tema de seu trabalho de conclusão de curso e segue sendo seu maior objeto de pesquisa e encantamento. Ela fala da guavira como quem fala de uma velha amiga, conhece suas propriedades, suas histórias e acredita em seu potencial para a culinária, a indústria e até para a exportação. “A guavira é minha grande paixão, é identidade, é orgulho. Traz renda e dignidade para muitas comunidades do estado e acredito que todos precisam conhecer melhor e valorizar nossos frutos. Foi isso que quis trazer nos meus estudos no Senar/MS e continuo fazendo”, resume com brilho nos olhos. Hoje, seja orientando comunidades rurais, apoiando produtores extrativistas ou pesquisando os frutos do Cerrado e Pantanal, Juliana leva consigo a certeza de que conhecimento transforma. E que, assim como a guavira resiste e floresce no coração do estado, sua própria história floresceu ao unir ciência, prática e paixão com o apoio do Senar/MS. Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Michael Franco

Decisão do Cade suspende Moratória da Soja e impacta operações em MS

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspendeu, de forma preventiva, os efeitos da Moratória da Soja — acordo firmado em 2006 para impedir a compra de grãos provenientes de áreas desmatadas da Amazônia Legal. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (18) e envolve algumas das maiores tradings do agronegócio, que mantêm operações em Mato Grosso do Sul. Entre as entidades citadas estão a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), a Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais) e 30 empresas exportadoras como Bunge, Cargill, ADM, Louis Dreyfus, Cofco, Viterra, Olam, Caramuru, Agrogalaxy e Fiagril. Embora sediadas fora do Estado, muitas atuam diretamente no território sul-mato-grossense, comprando soja e milho, armazenando grãos e fornecendo insumos agrícolas. A investigação do Cade apura se essas empresas, ao atuarem em conjunto por meio do Grupo de Trabalho da Soja, configuraram prática de cartel — ou seja, combinaram regras entre concorrentes, monitoraram o mercado e impuseram restrições ao comércio. Com a suspensão, está proibido o compartilhamento de dados comerciais, a publicação de relatórios e auditorias relacionadas à Moratória. Para o Cade, essas ações podem ter restringido a competitividade e prejudicado produtores e exportadores. A apuração foi iniciada a partir de uma representação da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, com apoio da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e da Aprosoja-MT. Ao fim do processo, empresas e associações envolvidas podem ser multadas: de R$ 50 mil a R$ 2 bilhões no caso das entidades, e de 0,1% a 20% do faturamento bruto para as empresas. Existe ainda a possibilidade de firmar um Termo de Cessação de Conduta (TCC) para encerrar o processo mediante ajustes. 🔍 O que é a Moratória da Soja? Criada em 2006, a moratória foi uma iniciativa do setor privado com apoio de organizações ambientais para barrar o desmatamento na Amazônia. Pelo acordo, as empresas se comprometeram a não comprar soja cultivada em áreas desmatadas após julho de 2008 — mesmo que a derrubada da vegetação tivesse sido legalizada. A medida foi uma resposta à pressão internacional por práticas sustentáveis no agro brasileiro e tornou-se referência mundial na preservação ambiental vinculada à produção de commodities.

Senar/MS e Funtrab firmam parceria para ampliar qualificação e empregabilidade no meio rural

O Senar/MS e a Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica para fortalecer ações voltadas à qualificação profissional, mercado de trabalho e melhoria da qualidade de vida da população rural no estado. A parceria prevê a realização de cursos gratuitos, atividades de orientação profissional e programas de saúde preventiva. As ações acontecerão tanto na sede da Funtrab, em Campo Grande, quanto nas 35 Casas do Trabalhador instaladas em municípios do interior. Entre as iniciativas conjuntas estão os cursos de capacitação, voltados a trabalhadores, empregadores e famílias do meio rural. Também serão oferecidos atendimentos de intermediação de mão de obra e incentivo à inclusão produtiva, além de serviços de orientação sobre o mercado de trabalho. A Funtrab será responsável pela mobilização de turmas, apoio logístico e uso da infraestrutura nas unidades parceiras, além da divulgação das ações. Já o Senar/MS entra com a oferta de cursos por meio de instrutores credenciados, disponibilização de material didático e estrutura técnica para a realização das atividades. “Essa cooperação amplia o alcance dos serviços oferecidos pelo Senar/MS. Estamos presentes em todas as etapas, desde a entrada no mercado de trabalho até a atualização contínua, sempre com foco na valorização e desenvolvimento profissional”, destaca o superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan. Senar/MS presente no MS Qualifica Digital Além da parceria com a Funtrab, o Senar/MS também integra a plataforma MS Qualifica Digital, iniciativa do Governo do Estado por meio da Semadesc, com o objetivo de ampliar a empregabilidade em Mato Grosso do Sul. O ambiente virtual conecta trabalhadores, empresas e instituições de ensino, promovendo a qualificação profissional e a geração de emprego em todo o estado. Na plataforma, além da oferta de vagas de trabalho, estão disponíveis capacitações gratuitas por meio dos programas de Formação Profissional Rural (FPR) e Promoção Social (PS), realizados pelo Senar/MS. Assessoria de imprensa do Sistema Famasul – Ana Palma

Prêmio Agrociência 2025 prorroga inscrições e destina mais de R$ 94 mil para impulsionar pesquisas no agro

Com mais de R$ 94 mil destinados à valorização da produção científica, entre premiações em dinheiro e fomento de bolsas de pesquisa, o Prêmio Agrociência 2025 prorrogou as inscrições até 14 de setembro. A iniciativa, promovida pela Famasul em parceria com a Fundect, é voltada a pesquisadores e estudantes de Mato Grosso do Sul que apresentarem artigos científicos com foco no agronegócio e na inovação regional. O prêmio contempla as categorias Técnico e Tecnólogo, Graduação e Pós‑graduação. Os autores dos trabalhos classificados receberão certificados em barras de ouro e premiação em dinheiro. A Famasul premiará o autor do trabalho que ficar na primeira colocação, na categoria Ensino Técnico e Tecnólogo, com o valor de R$ 870,00; a segunda colocação R$ 650,00 e a terceira, R$ 450,00. Na categoria Graduação, o primeiro colocado receberá R$ 980,00; o segundo R$ 760,00 e o terceiro, R$ 540,00. E na categoria Pós-Graduação os prêmios serão os seguintes: R$ 1.080,00 para o primeiro colocado, R$ 870,00 para o segundo e R$ 650,00 para o terceiro colocado. Os orientadores dos trabalhos premiados também serão reconhecidos e receberão certificados em barras de ouro no valor de R$ 220 cada. Além disso, há fomento financeiro adicional oferecido pela Fundect, onde os três projetos finalistas de pós‑graduação receberão R$ 20 mil por trabalho e para graduação será uma bolsa de iniciação científica de R$ 700 mensais por 12 meses. Podem concorrer alunos regularmente matriculados em instituições de ensino de Mato Grosso do Sul. Cada participante pode submeter um único artigo científico por categoria, enquanto os trabalhos devem abordar temáticas como Produção Vegetal, Produção Animal, Economia, Meio Ambiente e Sociedade, Inovação ou Desenvolvimento Local. A seleção inclui apresentações técnicas em formato virtual para os cinco melhores trabalhos de cada categoria. A cerimônia está prevista para dezembro de 2025 em Campo Grande, com data e local a serem confirmados. Os interessados devem se inscrever até o dia 14 de setembro, por meio do sistema SIGFUNDECT. É necessário preencher o formulário eletrônico e anexar toda a documentação exigida no regulamento (clique aqui). Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail: premioagrociencia@famasul.com.br.

Projeção para 2025 aponta MS no topo do crescimento agropecuário nacional

Quando se fala em força do agro brasileiro, Mato Grosso do Sul tem ocupado um espaço cada vez maior no protagonismo nacional. O estado projeta para 2025 o maior crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário entre todos os estados: um salto de 17,9% no ano, segundo levantamento da Resenha Regional do Banco do Brasil. Esse resultado coloca o campo sul-mato-grossense como verdadeiro motor da economia local e nacional. Não à toa, somando-se também os setores da indústria e serviços, o PIB total do estado deve avançar 5,5%, ficando atrás apenas de Mato Grosso (6,8%). Mas com um diferencial: enquanto Mato Grosso cresce mais no geral, é MS que puxa o agro brasileiro para cima. O impacto desse bom momento se espalha por toda a economia. O avanço da agropecuária impulsiona a indústria alimentícia, a cadeia de insumos, a logística e os serviços especializados que orbitam o setor. Na indústria, o PIB deve crescer 2,9%, e nos serviços, 3,1%, refletindo a força que vem do campo. E essa força tem nome e sobrenome: soja, milho, celulose e bovinocultura de corte. A pecuária, por exemplo, registra alta de 40% na arroba do boi em relação a 2024, produção estável com crescimento de 1% no primeiro trimestre e exportações recordes nos primeiros meses deste ano. Já a agricultura colheu resultados históricos na soja, com 14% de alta na safra 2024/25, somando 14 milhões de toneladas produzidas. O bom desempenho não para por aí. Na produção de biocombustíveis, Mato Grosso do Sul também tem papel relevante, ocupando o 4º lugar nacional em etanol de cana e milho, e sendo o segundo maior produtor de etanol de milho da região Centro-Oeste. Um segmento que cresce de forma expressiva, com alta de 25,8% no valor da produção nacional em 2025. Todo esse avanço não acontece por acaso. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) tem sido peça estratégica nesse processo. Atuando na capacitação, assistência técnica, inovação e representatividade, a entidade fortalece o agro sul-mato-grossense e garante que esse crescimento aconteça de forma sustentável e conectada com as demandas globais. No fim das contas, o agro deve representar 29,4% do PIB brasileiro em 2025, superando os 23,5% de 2024. E Mato Grosso do Sul, com a maior alta agropecuária do país, reafirma que não é só parte do crescimento do Brasil – é parte fundamental do caminho que o país escolhe trilhar para o futuro. Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Laura Toledo