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Campanha vai aplicar 89 mil doses de vacinas em territórios indígenas

O Ministério da Saúde espera aplicar mais de 89 mil doses de vacinas em 650 aldeias indígenas entre 25 de abril e 25 de maio de 2026. Neste período, será realizado o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI), com o objetivo de ampliar o acesso à imunização em territórios indígenas, especialmente em áreas de difícil acesso. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pela pasta.  No ano passado, foram aplicadas mais de 70 mil doses, alcançando 57 mil indígenas. A campanha de 2026 foi anunciada pela secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, na aldeia Barão do Rio Branco, localizada em Mâncio Lima (AC). O município conta com três etnias (Puyanawa, Nukini e Nawa), somando cerca de 2 mil indígenas. De acordo com a secretária, iniciar a mobilização em um território com desafios históricos de acesso é uma decisão estratégica e necessária. “Nosso objetivo é ampliar a cobertura vacinal justamente em locais de baixa cobertura, garantindo que a informação chegue de forma clara e respeitosa, e que a população compreenda a importância da imunização para a proteção individual e coletiva”, disse. O Ministério da Saúde anunciou o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI) para 2026.  Foto: Fábio Maciel/MS Durante o MVPI, serão ofertados todos os imunobiológicos previstos no Calendário Nacional de Vacinação: Hepatite A; Hepatite B; BCG; Penta (DTP/Hib/Hep B); Pneumocócica 10-valente; Pneumocócica 23-valente (Pneumo 23); VIP (Vacina Inativada Poliomielite); VRH (Vacina Rotavírus Humano); Meningocócica C (conjugada); Meningocócica ACWY (conjugada); Febre amarela; Tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba); Tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela); Varicela (monovalente); DTP (tríplice bacteriana); dTpa; HPV quadrivalente (papilomavírus humano); Influenza; e Covid-19. A iniciativa é realizada desde 2010 e está integrada à 24ª Semana de Vacinação nas Américas e à 15ª Semana Mundial de Imunização, que iniciam no dia 25 e seguem até 2 de maio. Coordenada pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), a campanha reforça a proteção contra doenças imunopreveníveis e contribui para o fortalecimento da atenção primária, por meio da busca ativa de indígenas ainda não imunizados.

Captação de órgãos avança e Hospital Regional de Três Lagoas já alcança metade do total de 2025

Gestos de generosidade têm encurtado distâncias entre a perda e a esperança em Mato Grosso do Sul. O Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, administrado pelo Instituto Acqua em parceria com a SES (Secretaria de Estado de Saúde), realizou duas captações de órgãos neste ano, número que já representa metade de todas as captações realizadas no ano passado.Desde a implantação do serviço, em maio do ano passado, o hospital soma seis captações de órgãos. Em 2025, foram quatro procedimentos ao longo de oito meses, enquanto em 2026 já são duas ocorrências registradas, que ocorreram nos dias 17 e 25 de fevereiro, a partir de doadores da região da Costa Leste: um homem de 32 anos e uma mulher de 53 anos. Em ambos os casos, foram captados rins, destinados a pacientes que aguardavam na fila por transplante em Mato Grosso do Sul. Serviço que avança e salva vidas O processo de captação de órgãos envolve uma complexa articulação entre equipes hospitalares e a CET/MS (Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul). Segundo o cirurgião especialista em transplante de fígado e pâncreas, Gustavo Rapassi, responsável pela equipe que atuou em Três Lagoas, tudo começa dentro do próprio hospital. “A dinâmica da doação parte da notificação da morte pela equipe hospitalar. Essa informação é encaminhada para a OPO (Organização de Procura de Órgãos) e, em seguida, para a CET/MS, que coordena todo o processo. Após a autorização da família, iniciamos uma série de avaliações até a captação”, explica. O médico destaca ainda a importância da agilidade e da integração entre as equipes para garantir o sucesso dos transplantes. “Contamos com apoio logístico, como transporte aéreo, que reduz o tempo e aumenta a viabilidade dos órgãos. Esse trabalho conjunto é fundamental para salvar vidas”, afirma. Entre a chegada da equipe da Central de Transplantes e o retorno para Campo Grande, todo o processo leva, em média, cerca de quatro horas, período que inclui o deslocamento até Três Lagoas, a realização da cirurgia de captação e o retorno ao hospital onde o transplante será realizado. Nesse intervalo, o paciente receptor já está preparado e aguardando o órgão, o que torna a eficiência e a agilidade etapas decisivas para o sucesso do procedimento. Rapassi também ressalta o protagonismo crescente do interior do Estado. “Foi a segunda vez, em menos de dez dias, que viemos a Três Lagoas. Isso é uma surpresa muito positiva. Cada vez mais, hospitais do interior têm se destacado na notificação e efetivação de doadores, o que amplia as chances de atendimento aos pacientes que aguardam na fila”, completa. Formação de novos profissionais Além de salvar vidas, o Hospital Regional também atua no campo de formação prática para estudantes da área da saúde. Um exemplo é a participação da estudante de medicina da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Campus Três Lagoas, Karina Carleto, de 27 anos, natural de Adamantina (SP), que integrou a equipe durante a segunda captação, auxiliando na instrumentação cirúrgica. “Foi uma experiência ímpar, algo que eu nunca imaginei vivenciar e ainda poder colaborar. Aqui tive a oportunidade não só de acompanhar, mas de participar ativamente da cirurgia”, relata.No 6º ano do curso, a estudante destaca o ambiente de aprendizado e oportunidades proporcionado pela unidade. “O hospital é muito acolhedor e aberto ao ensino. A gente aprende na prática e troca experiências com profissionais que incentivam nosso desenvolvimento. Até recebi um convite para contribuir com a equipe de captação quando eu me formar”, afirma. A vivência despertou ainda mais o interesse pela área cirúrgica e pela atuação em transplantes. Karina pretende seguir carreira na área. Qualificação, ampliação e conscientização do serviço O trabalho no hospital é coordenado pela e-DOT (Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes), responsável por identificar potenciais doadores, acolher famílias e garantir que todo o processo ocorra de forma ética e segura. Como parte do fortalecimento do serviço, a presidente da e-DOT, enfermeira Laís Silva, participou, de 9 a 12 de março, de treinamento para enucleação ocular no Banco de Olhos da Santa Casa de Campo Grande. A capacitação habilita profissionais de saúde a realizar a remoção cirúrgica do globo ocular para doação de córneas, garantindo a integridade do tecido. Com isso, o Hospital passará em breve a estar apto para realizar a captação de córneas na própria unidade, ampliando o alcance do serviço e contribuindo para reduzir a fila de espera por transplantes em Mato Grosso do Sul. Ainda no mês de março, nos dias 26 e 27, foi realizada palestra para todos os colaboradores da unidade com o tema “Captação, Doação e Transplantes de Órgãos e Tecidos”, ministrada por Rodrigo Silva, enfermeiro da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul e especialista na área, reforçando a importância da qualificação contínua das equipes. A presidente da e-DOT do Hospital Regional, ressalta que o sucesso desse processo está no trabalho em equipe. “Cada captação representa um trabalho coletivo que começa muito antes do centro cirúrgico. Envolve acolhimento às famílias, respeito às decisões e uma atuação técnica rigorosa de toda a equipe. Ver o hospital avançando nesse processo e contribuindo para salvar vidas reforça a importância de fortalecer, cada vez mais, a cultura da doação de órgãos”, destaca. Com o aumento no número de captações, cresce também a importância da conscientização sobre a doação de órgãos. No Brasil, a autorização familiar é indispensável para que o procedimento aconteça. Por isso, a principal orientação para quem deseja ser um doador é: comunicar à família a vontade de fazer a diferença e transformar vidas, com a doação de órgãos. Comunicação SES*com informações do HR3LFotos: HR3L

Pelo 2º ano consecutivo, Mato Grosso do Sul lidera cobertura vacinal no Brasil

Mato Grosso do Sul se mantém como referência nacional em imunização e, pelo segundo ano consecutivo, alcançou nota máxima (100 pontos) e o 1º lugar no indicador de cobertura vacinal do Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo CLP (Centro de Liderança Pública). O resultado consolida o Estado na liderança nacional e reflete a efetividade das estratégias coordenadas pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), em parceria com os municípios, garantindo alta cobertura em diferentes públicos e imunizantes. A metodologia do ranking considera o número de doses aplicadas — incluindo primeira, segunda, terceira ou dose única — em relação à população-alvo, evidenciando a capacidade da rede pública de alcançar níveis elevados de proteção coletiva. Ao longo de 2025, o Estado intensificou campanhas, ampliou o acesso à vacinação e manteve indicadores acima das metas preconizadas pelo Ministério da Saúde, com destaque para ações extramuros, vacinação em escolas e estratégias voltadas à busca ativa de não vacinados. Ações estratégicas ampliam alcance O alto desempenho do Estado é sustentado por um conjunto de ações articuladas dentro do programa MS Vacina Mais, principal estratégia estadual para ampliação das coberturas vacinais. A partir dele, são desenvolvidas iniciativas como o Aluno Imunizado, a exigência de declaração de vacinação atualizada em parceria entre as áreas de saúde e educação, e a estratégia Cuidar de Quem Cuida, voltada à imunização de profissionais de saúde — medidas que ampliam o alcance da vacinação em públicos estratégicos. Essas ações se integram às campanhas nacionais, como vacinação em áreas de fronteira, campanhas contra a influenza e vacinação nas escolas, fortalecendo a cobertura vacinal e garantindo maior acesso da população aos imunizantes em todo o Estado. Consolidação de resultados Para a coordenadora estadual de Imunização da SES, Ana Paula Rezende Goldfinger, o desempenho contínuo está diretamente relacionado à qualificação da gestão e ao monitoramento permanente dos indicadores. “Trata-se de um resultado sustentado por planejamento técnico, monitoramento sistemático das coberturas vacinais e adoção de estratégias baseadas em evidências. A integração entre Estado e municípios tem sido determinante para ampliar o acesso, reduzir bolsões de não vacinados e garantir homogeneidade nas coberturas”, destacou. Com mais de 2,5 milhões de doses aplicadas em 2025, o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, destaca que o volume expressivo de imunizações reflete ainda a capacidade operacional da rede e o compromisso com a saúde pública. “Alcançar esse quantitativo de doses aplicadas demonstra a eficiência da nossa rede e o alinhamento com os municípios. Esse resultado está inserido em um conjunto de medidas estruturantes voltadas à qualificação da assistência e à ampliação do acesso à vacinação em todo o Estado”, finaliza.

Ministério da Saúde alerta para risco de casos de sarampo após Copa

O Ministério da Saúde emitiu alerta sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil em razão do fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026. Neste ano, a competição será sediada a partir de junho pelos Estados Unidos, Canadá e México, países que enfrentam surtos da doença. A nota técnica descreve um cenário de alta transmissibilidade do sarampo nas Américas e um grande número de brasileiros com destino aos países-sede do evento, bem como a outros países onde há surto ativo da doença. “Há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados”. Vai viajar para a Copa?  O documento reforça recomendações de vacinação contra a doença, visando proteger viajantes e a população residente no Brasil, considerando que os países-sede apresentam elevado número de casos, com surtos ainda ativos. “A vacinação oportuna de viajantes e a vigilância sensível dos serviços de saúde são as únicas estratégias capazes de mitigar o risco de reintrodução do vírus”, alertou o Departamento do Programa Nacional de Imunizações no documento. “Reitera-se, portanto, a necessidade de estados, municípios e profissionais de saúde priorizarem a atualização vacinal e o monitoramento rigoroso de casos suspeitos, a fim de manter o status do Brasil como país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo”, completou a nota. Orientações para o viajante Se você está de malas prontas para o Mundial, fique atento a esses passos: Copa do Mundo A Copa do Mundo 2026 será realizada entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026, com jogos sediados em cidades dos Estados Unidos, do México e do Canadá. A estimativa é que milhões de pessoas participem, incluindo grande número de viajantes internacionais provenientes de diferentes regiões do mundo. “Eventos de massa internacionais como este resultam em grande mobilidade populacional e intensa circulação de viajantes entre países e continentes, o que pode favorecer a disseminação de doenças transmissíveis”, destacou o ministério no documento. Painel da Copa do Mundo de 2026 em Los Angeles REUTERS/David Swanson/Direitos reservados Sarampo nas Américas O Ministério da Saúde define o sarampo como uma doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave. Sua transmissão acontece principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus causador da infecção pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas. O ministério alerta que o sarampo permanece com ampla distribuição global, com persistência de surtos em todos os continentes. “Em 2025, foram confirmados 248.394 casos mundialmente, demonstrando que a circulação viral permanece como uma ameaça crítica à saúde pública”. “Esse cenário é agravado pela existência de bolsões de indivíduos suscetíveis, resultantes da hesitação vacinal e de falhas na cobertura vacinal em diversas regiões.” Na região das Américas, o documento aponta um aumento expressivo na incidência da doença, com milhares de casos de sarampo, sobretudo nos países-sede da Copa. Em 2025, a epidemia de sarampo no Canadá causou 5.062 casos, causando a perda da certificação de país livre de sarampo. Em 2026, foram 124 casos, mantendo a área como de circulação endêmica. Situação semelhante foi observada no México, que passou de sete casos, em 2024, para 6.152, em 2025, e 1.190 casos, em janeiro de 2026, conforme dados preliminares. Já os Estados Unidos notificaram 2.144 casos em 2025 e 721 casos apenas em janeiro de 2026. Os três países se encontram com surtos ativos de sarampo, quando há transmissão contínua do vírus ocorrendo nesse momento. O cenário de agravamento culminou na perda do status da região das Américas como zona livre de transmissão endêmica em novembro de 2025. Brasil livre do sarampo Apesar do contexto regional, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, conquistado em 2024. Em 2025, o país registrou 3.952 casos suspeitos, dos quais 3.841 foram descartados, 46 permanecem em investigação e 38 foram confirmados. Destes, dez foram importados, 25 foram classificados como relacionados à importação e três apresentaram fonte de infecção desconhecida.  “Um dado alarmante é que 94,7% dos casos confirmados em 2025 (36 de 38) ocorreram em pessoas sem histórico vacinal”, destacou o ministério. Em 2026, até meados de março, o Brasil registrou 232 casos suspeitos e confirmou dois casos: uma criança de 6 meses, residente em São Paulo e com histórico de viagem à Bolívia; e uma jovem de 22 anos, residente no Rio de Janeiro, com investigação em andamento; ambas não vacinadas. “O cenário epidemiológico atual reforça a vulnerabilidade do Brasil frente à reintrodução do vírus. A combinação de surtos ativos em países vizinhos, fluxo contínuo de viajantes, brasileiros não vacinados e a confirmação de casos importados faz com que o risco de casos e surtos de sarampo seja alto.”   Vacinas de poliomelite, sarampo; caxumba e rubéola produzidas por Bio-Manguinhos/Fiocruz, exibidas no 9º Simpósio Internacional de Imunobiológicos. Fernando Frazão/Agência Brasil Vacinação A nota reforça que a vacinação constitui a principal medida de prevenção e controle da doença. A proteção é oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações, por meio das vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Dados da pasta mostram que, no Brasil, a cobertura da 1ª dose (D1) atingiu 92,66% em 2025, aproximando-se da meta preconizada de 95% em nível nacional. A homogeneidade (indicador da qualidade da cobertura em diferentes localidades) chegou a 64,56%, sendo que 3.596 municípios atingiram a meta de 95%. Já a cobertura da 2ª dose (D2) atingiu 78,02%, com uma homogeneidade de 35,24%, e 1.963 municípios atingiram a meta de 95%. “Esses resultados evidenciam que ainda há pessoas não vacinadas contra o sarampo no Brasil. Assim, o risco de reintrodução do vírus aumenta com o retorno de viajantes brasileiros infectados ou com a chegada de viajantes estrangeiros infectados, levando a uma potencial ocorrência de surtos e epidemias de sarampo”, ressaltou o documento. Para viajantes internacionais, a orientação é verificar o cartão de vacina e procurar uma unidade de saúde para atualizar a situação vacinal contra o sarampo antes da viagem, conforme esquema detalhado a seguir: “Em situações em que a vacina não foi administrada

Saúde envia 2,2 milhões de doses da vacina de covid-19 aos estados

O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (16) ter enviado 2,2 milhões de novas doses da vacina contra a covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal. Segundo a pasta, a ação garante estoque suficiente para atender às demandas regionais.  Em nota, o ministério destacou que, com a entrega, o total de doses contra a covid-19 distribuídas nos primeiros meses de 2026 chega a 6,3 milhões. “Os estoques estão garantidos em todo o país”, reforçou a pasta no comunicado.  Entenda  As vacinas ofertadas via Sistema Único de Saúde (SUS) são atualizadas contra as cepas em circulação e são recomendadas de forma prioritária para grupos considerados mais vulneráveis. O ministério é responsável por manter um estoque que atenda todo o país. A distribuição das doses às unidades de saúde e a organização da logística local são de responsabilidade dos estados e municípios, que gerenciam seus estoques, controle de validade e aplicação das doses. Números Entre janeiro e março deste ano, a pasta informou ter enviado 4,1 milhões de doses aos estados, com 2 milhões aplicadas.  “A nova remessa, com mais 2,2 milhões de doses enviada nesta semana, dá continuidade ao envio regular e se soma aos estoques regionais para crianças e adultos, reforçando a estratégia de ampliação da cobertura vacinal.” Quem deve se vacinar O esquema de vacinação contra a covid-19 no Brasil segue diretrizes estruturadas conforme faixa etária e condições de saúde, com foco na proteção de grupos mais vulneráveis, conforme descrito abaixo:  A estratégia de vacinação também contempla outros grupos, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios. A orientação do ministério é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a imunização em dia. Cenário epidemiológico Até 11 de abril de 2026, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal por covid-19. Também foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% por covid-19 (1.456 casos), além de 188 óbitos por SRAG causados por covid-19. “Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis”, concluiu o ministério. 

Brasil regulamenta profissão de doula e reforça humanização no SUS

O suporte às gestantes brasileiras ganhou um reforço institucional histórico na 4ª feira (8.abr.26). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 3.946/2021, que regulamenta a profissão de doula no país. A medida garante que essas profissionais ofereçam apoio físico e emocional em todo o ciclo gravídico-puerperal, tanto na rede pública quanto na privada. A nova legislação estabelece que hospitais e maternidades são obrigados a permitir a presença da doula, independentemente do direito da gestante a um acompanhante. Para o exercício da função, passa a ser exigida uma formação mínima de 120 horas de curso específico. ACOMPANHAMENTO PLENO E INTEGRAL Durante o ato no Palácio do Planalto, o presidente Lula destacou que a iniciativa coloca o Brasil em uma posição de vanguarda no cuidado materno-infantil. “Vamos sair de uma fase em que a mulher, na maioria das vezes, entra no hospital sozinha para ter um filho, sem as informações adequadas, para uma fase interessante, porque nós agora sancionamos a lei da doula”, afirmou o presidente. Lula projetou um cenário de assistência multidisciplinar inédito: “Daqui a pouco, o Congresso Nacional vai aprovar a lei da parteira. Nós vamos ter algo sui generis no Brasil. O único país do mundo em que a mulher vai ter uma enfermeira, uma parteira e uma doula para tomar conta dela. Deve ser o único país do mundo em que a mulher vai ter um acompanhamento pleno”. QUALIFICAÇÃO E RECONHECIMENTO Foto: Ricardo Stuckert / PR A regulamentação transforma o que antes era visto apenas como um apoio comunitário em uma profissão legítima da área da saúde. O governo planeja utilizar a rede de Institutos Federais (IFs) para oferecer a capacitação necessária. “Nós vamos terminar esse mandato com 780 Institutos Federais pelo Brasil afora. Eu acho que está muito mais fácil a gente fazer os cursos que vocês precisam para se transformarem em profissionais reconhecidos pela própria lei”, pontuou Lula, celebrando a conquista das mulheres brasileiras. HUMANIZAÇÃO E SAÚDE PÚBLICA O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que a lei encerra barreiras impostas por unidades de saúde que dificultavam o acesso das doulas. A atuação dessas profissionais é estratégica para a Rede Alyne, programa federal focado na redução da mortalidade materna e neonatal, com olhar atento às populações negra e indígena. Diferente da equipe médica ou de enfermagem, a doula não realiza procedimentos clínicos ou técnicos. Seu papel é complementar: Estudos apontam que o suporte contínuo da doula reduz a necessidade de cesarianas e anestesias, além de diminuir o tempo de trabalho de parto e aumentar a satisfação da mulher com a experiência do nascimento.

Baixo número de doadores mantém fila por rim alta no Estado

Mais de 200 pessoas aguardam por um transplante de rim em Mato Grosso do Sul, enquanto o número de doadores permanece abaixo do necessário. Nos últimos anos, as doações não chegaram a 100, o que mantém a fila elevada e aumenta o tempo de espera por um órgão. Desde 2017, o Estado contabiliza 189 transplantes realizados, sendo 54 apenas nos dois anos mais recentes. Apesar dos avanços, a quantidade de procedimentos ainda não acompanha a demanda crescente por esse tipo de tratamento. Atualmente, cerca de 2,1 mil pacientes dependem da diálise para sobreviver, alternativa utilizada nos casos mais avançados da doença. O tratamento, embora essencial, impõe limitações à rotina e à qualidade de vida dos pacientes. A doença renal crônica se desenvolve de forma lenta e progressiva, geralmente associada a condições como diabetes e hipertensão. Por não apresentar sintomas no início, costuma ser diagnosticada apenas em estágios mais avançados. Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, com acompanhamento médico regular e realização de exames, especialmente para pessoas com fatores de risco.

SES cria fluxo emergencial para casos graves de chikungunya

Diante do avanço da chikungunya, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) instituiu um fluxo emergencial de regulação médica para casos graves da doença. A medida, oficializada por meio da Resolução SES/MS nº 555, publicada na terça-feira (7), estabelece prazos mais curtos para resposta assistencial, mecanismos excepcionais para garantir o atendimento oportuno de pacientes em estado crítico e diretrizes prioritárias para a Região de Saúde Centro-Sul e demais macrorregiões do Estado. A normativa estabelece que casos classificados como prioridades P1.0 e P1.1, considerados graves ou potencialmente graves, deverão ter decisão regulatória em até uma hora após a solicitação. O prazo é tratado como meta obrigatória para garantir resposta rápida e reduzir o risco de agravamento ou morte dos pacientes. A resolução também normatiza o uso da chamada “vaga zero”, recurso excepcional que permite a transferência imediata de pacientes críticos mesmo na ausência de leitos disponíveis, como forma de preservar vidas em situações extremas. A medida poderá ser adotada pelo médico regulador quando se esgotarem as alternativas convencionais de encaminhamento dentro do tempo clínico oportuno. A iniciativa ocorre em meio ao cenário de emergência em saúde pública decretado em Dourados, onde a epidemia de chikungunya segue ativa. Dados epidemiológicos recentes indicam taxa de positividade entre 72% e 79%, considerada elevada, além do registro de casos graves, gestantes acometidas e óbitos pela doença no município em 2026. Segundo a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, a medida busca dar mais agilidade e segurança à assistência em um momento de alta pressão sobre a rede. “Estamos estruturando um fluxo mais rápido, organizado e resolutivo para garantir que os pacientes graves tenham acesso ao atendimento oportuno no menor tempo possível. Essa resposta ágil é fundamental para salvar vidas, especialmente diante do cenário epidemiológico que enfrentamos”, afirmou. O fluxo emergencial prioriza a articulação entre as centrais de regulação municipal e estadual, com definição clara de responsabilidades e sequência de encaminhamentos. Em Dourados, o HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) será a primeira referência para os casos graves, seguido pelo HRD (Hospital Regional de Dourados). Na ausência de aceite ou resposta em tempo oportuno, a vaga zero poderá ser acionada para qualquer unidade com capacidade de atendimento. A resolução também detalha critérios clínicos para classificação dos pacientes, incluindo sinais de choque, desidratação grave, rebaixamento de consciência, insuficiência respiratória e condições de maior vulnerabilidade, como gestação, comorbidades e pertencimento a populações indígenas. Entre os objetivos da medida estão a padronização da resposta assistencial, a redução de gargalos na regulação, a ampliação do acesso a leitos de maior complexidade e a melhoria na comunicação entre os serviços de saúde. As unidades de origem deverão iniciar imediatamente as medidas de estabilização e manter contato contínuo com a regulação até a transferência do paciente. Para monitorar a efetividade do fluxo, a SES instituiu indicadores diários e semanais, como tempo de resposta, número de solicitações, percentual de casos atendidos dentro do prazo, negativas de vagas e óbitos antes ou durante a transferência. Relatórios operacionais também deverão apontar gargalos e orientar ajustes na rede assistencial. A medida tem caráter temporário e permanecerá vigente enquanto durar a situação de emergência epidemiológica. Após esse período, os fluxos regulatórios anteriores serão retomados. Kamilla Ratier, Comunicação SESFoto: Arquivo SES/HRD

Surto de chikungunya em Dourados já deixa 5 mortos e 2 sob análise

Dourados investiga duas novas mortes suspeitas por chikungunya registradas no dia 3 de abril. Os casos envolvem um adolescente de 12 anos e um homem de 55 anos. A cidade já confirmou cinco óbitos pela doença e segue em alerta diante do aumento das infecções. O avanço da doença preocupa principalmente nas aldeias indígenas, onde se concentra a maior parte dos casos. Nessas comunidades, são 1.608 registros prováveis, com 1.115 confirmações e 227 internações. Todas as mortes confirmadas e em investigação ocorreram entre indígenas aldeados. Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam 2.733 casos prováveis no município. Desses, 1.365 foram confirmados, 469 descartados e 1.837 ainda estão em investigação, totalizando 3.671 notificações. Outro dado que chama atenção é a taxa de positividade, que chegou a 74,42%. Isso indica que a maioria das pessoas com sintomas testadas teve resultado positivo para chikungunya, reforçando o cenário de alta transmissão. Diante da situação, o Ministério da Saúde iniciou uma força-tarefa nas aldeias. A ação inclui o envio de 50 agentes de combate às endemias, distribuição de cestas de alimentos e reforço nas equipes de saúde indígena, com previsão de novos profissionais a partir de maio.

Inscrições para o programa Mais Médicos seguem até quarta-feira

As inscrições para o 45º ciclo do projeto Mais Médicos para o Brasil (PMMB) podem ser feitas até quarta-feira (8).  O projeto é voltado à atuação na Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS), em regiões prioritárias, remotas, de difícil acesso e de alto índice de vulnerabilidade, incluindo territórios indígenas, onde há escassez ou ausência de médicos Os profissionais interessados em participar devem se inscrever por meio da Plataforma de Gerenciamento de Programas de Provimento, com login da conta do portal Gov.br. Os profissionais selecionados atuarão por até 48 meses, combinando atendimento direto à população com formação continuada. Vagas Neste novo edital (nº 24/2026), o Ministério da Saúde abriu 1.524 vagas. São 1.351 vagas para equipes de Saúde da Família (eSF), 75 para equipes de consultório na rua e 98 para Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Todos os médicos poderão participar; no entanto, os profissionais formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no Brasil terão prioridade na seleção e ocupação das vagas ofertadas pelo Mais Médicos. O edital contempla três perfis principais: perfil 1: médicos formados no Brasil ou com diploma revalidado, com registro ativo no Conselho Federal de Medicina (CRM); perfil 2: médicos brasileiros formados no exterior (intercambistas); perfil 3: médicos estrangeiros com habilitação para atuar no exterior. Os profissionais selecionados atuarão por 48 meses. Bolsa-formação O programa oferece uma bolsa-formação de R$ 14.121,63 para os médicos matriculados e com situação regular quanto às atividades educacionais previstas no projeto. O médico participante deverá cumprir semanalmente com a carga horária de 44 horas de atividades que envolvem ensino, pesquisa e extensão, com componente assistencial, nas unidades de saúde no município ou distrito em que for alocado. No caso de o médico comprovar a necessidade de mudança de domicílio em razão da alocação em município diferente do seu domicílio, o Ministério da Saúde poderá conceder ajuda de custo, que não poderá exceder ao valor de três bolsas-formação. Mais Médicos Lançado em 2013 para suprir a falta de profissionais em regiões remotas e prioritárias de difícil acesso, atualmente, o Programa Mais Médicos para o Brasil conta com mais de 26 mil médicos em atuação em todo o país. Saiba mais sobre as diversas estratégias federais para disponibilizar e fixar médicos em regiões prioritárias no site do Mais Médicos para o Brasil.