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Plano Safra vai reduzir preços dos alimentos, diz ministro

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse nesta terça-feira (1º) que os preços dos alimentos vão cair com o Plano Safra da Agricultura Familiar, que prevê R$ 89 bilhões para crédito rural no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e outras políticas. O valor é recorde para o setor – em 2024, foram destinados R$ 76 bilhões em recursos. “Pelo terceiro ano consecutivo, o presidente Lula lança três planos Safra recorde no Brasil, tanto da agricultura familiar quanto da agricultura empresarial. Este ano, estamos batendo novo recorde, com R$ 89 bilhões. Isso ajuda? Ajuda. Porque, em três anos consecutivos, temos safras recordes no Brasil – R$ 1,2 bilhão de toneladas de alimentos produzidos”, disse. Ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Teixeira lembrou que os investimentos já se refletem na queda do preço do arroz, que baixou 33%; do feijão, que caiu 10%; da batata inglesa, que teve queda de 46%; da banana, 16%; e do tomate, 29,77%. “Ao mesmo tempo em que temos a inflação baixando, quem lidera essa baixa na taxa de inflação são os alimentos”, afirmou. “Estamos vivendo um momento bom e o que o presidente Lula quer são alimentos baratos e de qualidade, com fartura na mesa do povo brasileiro”, completou. Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil.

Frio intenso e geadas em MS podem causar prejuízos na agricultura e pecuária

A entrada de uma massa de ar polar sobre Mato Grosso do Sul provocou temperaturas próximas de 3°C e sensação térmica negativa em diversas regiões do estado, especialmente no sul. As geadas já registradas em alguns municípios impactaram lavouras de milho e acenderam o alerta no campo sobre os efeitos do frio nas plantações e no rebanho. Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), ainda há previsão de novas geadas nos próximos dias. De acordo com o projeto SIGA MS, as baixas temperaturas colocam em risco o milho da segunda safra que está em fase de enchimento e maturação dos grãos. Cerca de 48% das lavouras estão em estádios fenológicos mais sensíveis ao frio e à ocorrência de geadas. “Desse total, 24% encontram-se no estágio R4, quando o grão está pastoso e ainda em formação, e nessa fase, uma geada pode provocar perdas de 25% a 40% no potencial produtivo. Isso ocorre porque o frio intenso compromete o enchimento adequado dos grãos e, consequentemente, a produtividade final”, afirma coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta. O Departamento Técnico do Sistema Famasul também destaca o risco para outras culturas agrícolas. “Os episódios de frio exigem atenção imediata do setor agropecuário. Milho safrinha, feijão, hortaliças e frutíferas tropicais são os mais vulneráveis, podendo sofrer queima foliar, perda de área fotossintética e até abortamento de grãos”, detalha a analista da Famasul Lenise Castilho. Na pecuária, os prejuízos são mais imediatos. A geada queima a vegetação das pastagens tropicais, como a braquiária, comprometendo o valor nutricional da forragem e dificultando a alimentação do rebanho. Dados da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO) mostram que em 2024 foram registradas mais de três mil mortes de bovinos por hipotermia em 14 municípios do estado, superando os números de 2023. “Além da perda de peso e do estresse térmico, o frio intenso enfraquece o sistema imunológico dos animais, tornando-os mais suscetíveis a doenças respiratórias. Bezerros, vacas prenhes e animais idosos são os mais vulneráveis”, aponto o consultor da Famasul Diego Guidolin. Na suinocultura e na avicultura, os desafios também são relevantes. Apesar de essas cadeias produtivas contarem com maior tecnificação, o frio intenso exige cuidados redobrados com o ambiente, ventilação, aquecimento e fornecimento hídrico, especialmente nas pequenas propriedades, onde a infraestrutura pode ser mais limitada. A queda na temperatura ambiente, se não compensada por sistemas de aquecimento adequados, pode comprometer o desempenho zootécnico dos animais, afetando taxas de conversão alimentar, crescimento e produção de carne ou ovos. A exposição prolongada ao frio também eleva o risco de doenças respiratórias, exigindo atenção especial ao manejo sanitário e ao conforto térmico. Para reduzir os impactos, o Sistema Famasul orienta os produtores a reforçarem a suplementação alimentar, manterem fontes de abrigo naturais ou artificiais nas propriedades e ficarem atentos a sintomas de hipotermia. “A adoção rápida de boas práticas de manejo é essencial para preservar o bem-estar animal, evitar perdas econômicas e manter a resiliência da pecuária sul-mato-grossense frente às oscilações climáticas”, reforça Diego. Nas áreas em ponto de colheita e aguardando apenas a redução da umidade dos grãos, os efeitos da geada tendem a ser pontuais, impactando mais a qualidade do que a produtividade. Já nas áreas ainda em desenvolvimento, os riscos são maiores. Até o momento, não há previsão de novas geadas para os próximos dias. A chuva deve retornar a Mato Grosso do Sul entre quinta-feira (27) e sexta-feira (28), especialmente na região centro-sul. Com isso, espera-se aumento gradual das temperaturas no estado. O Sistema Famasul segue acompanhando as condições climáticas e reforça sua atuação junto aos sindicatos rurais e ao Senar/MS, mobilizando esforços para apoiar tecnicamente os produtores durante esse período crítico. “A adoção rápida de boas práticas de manejo é essencial para preservar o bem-estar animal, evitar perdas econômicas e manter a resiliência da pecuária sul-mato-grossense frente aos desafios impostos pelas oscilações climáticas”, finaliza a analista técnica Lenise Castilho. Assessoria de imprensa do Sistema Famasul – Ana Palma Com informações da Aprosoja/MS e Cemtec

Com status sanitário unificado, MS tem trânsito de bovinos liberado para todo o Brasil

O trânsito de bovinos entre Mato Grosso do Sul e outros estados brasileiros está oficialmente liberado. A medida ocorre após o reconhecimento internacional do Brasil como zona livre de febre aftosa sem vacinação, alcançado em maio deste ano. Com isso, todo o território nacional passa a compartilhar a mesma condição sanitária, eliminando as últimas barreiras interestaduais para a movimentação de animais suscetíveis à febre aftosa. A decisão foi formalizada por meio de ofício do Ministério da Agricultura e Pecuária, enviado a todas as superintendências do país. O documento autoriza o livre trânsito, desde que sejam respeitadas as normas sanitárias específicas de cada espécie e as exigências de fiscalização nos postos estaduais. Impacto para a pecuária A conquista representa um marco histórico para a agropecuária nacional, fortalecendo a imagem do Brasil como fornecedor seguro de proteína animal e abrindo portas para mercados internacionais mais exigentes, que priorizam países com status sanitário avançado. Com a unificação da condição sanitária, o artigo 4º da Portaria nº 665/2024, que anteriormente proibia o trânsito de bovinos de áreas ainda não reconhecidas, perde sua validade. Mato Grosso do Sul, um dos principais estados exportadores de carne bovina do país, deve ser um dos maiores beneficiados com a medida.

Produtor pantaneiro, prepare-se: programa de Pagamento por Serviços Ambientais será lançado em breve

O Governo do Estado está prestes a lançar o edital do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais – Subprograma Conservação e Valorização da Biodiversidade. Essa importante política pública vai reconhecer financeiramente quem preserva a vegetação nativa no bioma pantaneiro. O edital do subprograma pretende oferecer pagamentos aos produtores rurais que mantiverem excedentes de vegetação nativa em seus imóveis rurais, em forma de pastagens nativas e áreas florestais. A gestão do PSA será feita pela Funar (Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural), entidade sem fins lucrativos vinculada à Famasul, com atuação voltada ao ensino, extensão e pesquisa nas áreas de ciências agrárias, humanas e tecnológicas. Criada para promover o desenvolvimento rural por meio da educação, da assistência técnica e da difusão de conhecimentos, a FUNAR foi escolhida por meio de edital como o agente-executor do programa, sendo responsável por coordenar a seleção dos participantes, o repasse dos valores e o acompanhamento técnico. Os recursos do subprograma virão do Fundo Clima Pantanal, criado para estimular ações de conservação ambiental aliadas à produção sustentável. O Sistema Famasul foi a primeira entidade a apoiar a iniciativa, com a doação de R$ 100 mil para contribuir com a preservação do bioma. O Governo do Estado prevê repasses anuais de R$ 40 milhões. Para orientar os produtores e evitar a perda de prazos importantes, a Famasul elaborou um material com perguntas e respostas sobre o PSA, explicando quem pode participar, como se inscrever e quais são os critérios exigidos. Quem pode participar? Produtores que: • Tenham propriedades inseridas no Bioma Pantanal; • Possuam excedente de vegetação nativa preservada; • Estejam com o CAR (Cadastro Ambiental Rural) regularizado; • Cumpram todas as exigências legais referentes à reserva legal, APPs e vegetação obrigatória; • Estejam em conformidade com a justiça estadual e federal, e demais órgãos de controle. Quanto será pago? O valor será de R$ 55,47 por hectare ao ano, com limite de até R$ 100 mil por propriedade (CPF ou CNPJ). Para aqueles que tiverem licença de supressão vegetal emitida, também receberão pela área licenciada se concordarem na extinção da licença. Quem terá prioridade? 1. Produtores com licença de supressão vegetal vigente; 2. Produtores tradicionais pantaneiros (segundo índice da IAGRO); 3. Demais interessados, conforme índice de sustentabilidade ambiental a ser calculado pelo agente-executor. Como participar? A adesão ao Subprograma PSA Pantanal será realizada por meio de edital de chamada pública divulgado pela Semadesc e agente-executor, nos quais estarão descritos todos os critérios, documentos exigidos, etapas do processo e regras de participação. A expectativa é que o primeiro edital seja lançado em breve. Por isso, produtor rural, fique atento e acompanhe os canais oficiais do Sistema Famasul e prepare-se para não perder essa oportunidade. “O PSA Pantanal é uma conquista significativa para o setor produtivo pantaneiro, que há 300 anos adota práticas sustentáveis, mesmo sem receber por isso. Com o PSA, o produtor será finalmente valorizado por preservar e produzir com qualidade”, destaca o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni. Para mais informações, entre em contato com a FUNAR pelo e-mail psapantanal@funar.org.br

Goiás confirma 1º caso de gripe aviária em galinhas criadas em quintal

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) confirmou a detecção do primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em Goiás. O caso foi registrado em aves de subsistência (fundo de quintal) no município de Santo Antônio da Barra, região sudoeste do estado. Em nota, a Agrodefesa informou que a notificação da suspeita foi feita à agência na última segunda-feira (9), incluindo relatos de mortes de aproximadamente 100 galinhas que apresentaram sinais como asas caídas, secreção nasal, dificuldade respiratória, apatia, diarreia e edema de face. “Assim que notificada, a Agrodefesa atuou de forma imediata, enviando equipes técnicas, em até 12 horas, para realizar a interdição das propriedades e a coleta de amostras, seguindo rigorosamente os protocolos do Programa Nacional de Sanidade Avícola”, destacou o comunicado. As análises foram feitas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária do Ministério de Agricultura e Pecuária. Após a confirmação, equipes da Agrodefesa foram mobilizadas e permanecem na região com ações de controle sanitário, investigação epidemiológica e reforço das orientações à população. As ações emergenciais incluem vigilância em um raio de 10 quilômetros ao redor do foco, com monitoramento intensivo do trânsito de aves, ovos e materiais avícolas, restrição de movimentações e reforço nas barreiras sanitárias, suspensão temporária de feiras e exposições com aves vivas nas regiões afetadas e ações de educação sanitária. “O caso não deve impactar as exportações de carnes e ovos, pois não envolve aves comerciais. Importante também reforçar que a influenza aviária não representa risco à saúde humana quando não há contato direto com aves doentes e que o consumo de carne de aves e de ovos continua seguro para a população”, destacou a nota. No comunicado, a Agrodefesa ressaltou que um outro possível foco da doença, que havia sido notificado também no dia 9 na cidade de Montes Claros de Goiás, testou negativo para influenza aviária. A orientação do órgão é que produtores, criadores e a própria população em geral notifiquem imediatamente qualquer morte súbita ou sinais de doença em aves pelo número de WhatsApp (62) 98164-1128.

Casal troca a boleia do caminhão pela roça e transforma vida com apoio do Senar/MS

Com a coragem de quem enfrentou a vida na estrada por 18 anos, Cleide e Anildo Bueke decidiram sair da boleia do caminhão e estacionar de vez no campo. Foi em Jaraguari, interior de Mato Grosso do Sul, que o casal recomeçou a vida, e contou com a ajuda decisiva do Senar/MS, por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Prepara, para transformar a incerteza em uma propriedade produtiva e cheia de propósito. “Eu não sei mais ficar sem o Senar. Eu sempre peço que eles não saiam daqui de perto da gente. Com eles é só felicidade.”, comenta Cleide. Essa é a história do Transformando Vidas de hoje, confira: Durante 18 anos, o casal rodou o Brasil, dividindo o volante e as histórias da estrada. Mas o tempo foi passando e o cansaço chegou junto com os pedidos das filhas para que largassem o caminhão e buscassem uma vida mais tranquila. A oportunidade apareceu com uma sociedade no cultivo de mamão, na propriedade rural. O negócio não deu certo, os sócios foram embora, mas eles ficaram. Sozinhos, sem saber muito bem o que fazer com a terra. Só não faltava coragem. “Eu nunca tive preguiça de enfrentar qualquer coisa. Peguei gosto pelo campo, parei de plantar mamão, inventei de plantar mandioca e acabou dando certo”, relembra Anildo. Hoje, a raiz garante o ganha pão dos dois e chega a render pés de mais de sete quilos. Com plantio escalonado, o casal consegue manter produção e comercialização constantes. O produto já ganhou fama pelo bom cozimento e qualidade, graças ao manejo certeiro, controle de pragas e adubação adequada práticas aprendidas com o apoio do Senar/MS. “A ajuda no controle de pragas também foi essencial. Tivemos problemas com muitas delas e ter o apoio do técnico nos indicando os produtos certeiros para sair do sufoco foi essencial”, explica o produtor rural. A mudança de vida do casal aconteceu em meio a um período difícil. Foi justamente quando Anildo começava a apostar mais na produção que Cleide recebeu o diagnóstico de câncer. A rotina no campo que antes era tocada a dois, passou a depender apenas dele. Ela, que sonhava em iniciar a criação de carneiros, teve que pausar os planos. Foi aí que o Senar apareceu não só com orientação técnica, mas com acolhimento humano. “Me ajudou muito. O papel deles era atender nosso sítio, mas acabaram virando amigos pois me impulsionavam. Falavam que eu ia vencer, conseguir. Isso é maravilhoso, foi precioso pra mim. Hoje eu tenho o técnico como um filho”, conta Cleide. E o crescimento não é só na produção da mandioca. O sítio virou praticamente um pomar de possibilidades. A diversidade de frutas e plantas é tamanha que fica difícil listar todas. Tem de tudo um pouco: desde as mais comuns até as exóticas, como o famoso “pé de Campari”, uma planta cujo fruto é usado na fabricação da bebida. A ideia, segundo o casal, é aproveitar ao máximo o potencial da terra. “Sítio bom é aquele cheio de coisa. Só mandioca seria muito chato!”, brinca Cleide. Hoje, Cleide e Anildo vivem com orgulho da escolha que fizeram. Não se arrependem de ter saído da estrada para viver da roça. Se dizem mais felizes, mais saudáveis e, acima de tudo, realizados. “Agora só pedimos saúde para continuar trabalhando porque vontade nós temos”, resume Anildo. Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Michael Franco

Sete casos de doenças respiratórias em aves são investigados no país

O Ministério da Agricultura e Pecuária investiga sete casos de doenças respiratórias em aves, segundo o painel Síndrome Respiratória e Nervosa em Aves, da pasta, atualizado às 13h01 desta terça-feira (20).  Dois dos casos analisados são em granjas comerciais, em Ipumirim (SC) e em Aguiarnópolis (TO); quatro, em criadouros de subsistência, em Triunfo (RS), Estância Velha (RS), Salitre (CE), e Eldorado dos Carajás (PA); e um, em aves silvestres, em Derrubadas (RS). Os casos em investigação, segundo o ministério, podem vir a ser de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP ou gripe aviária), doença de Newcastle (DNC) ou outras doenças respiratórias. No momento, segundo o painel, há dois “focos em andamento” de gripe aviária no país: em Montenegro (RS) – o primeiro foco registrado no Brasil em uma granja comercial – e em Sapucaia do Sul (RS), no zoológico da cidade, em aves consideradas silvestres. De acordo com os dados do ministério, o país já registrou 164 focos confirmados de gripe aviária em animais silvestres, sendo o primeiro em 15 de maio de 2023; três, em criadouros de subsistência, o primeiro em 27 de junho de 2023; e um, em uma granja comercial, em Montenegro (RS), confirmado na última quinta-feira (15). Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Senar/MS oferece 420 vagas gratuitas em cursos técnicos para formar profissionais do agro

O Senar/MS está com inscrições abertas até o dia 23 de junho para 420 vagas em cursos técnicos gratuitos. As formações são nas áreas de Agropecuária, Florestas, Agronegócio, Agricultura e Zootecnia, nas modalidades presencial e semipresencial, e serão realizadas em Campo Grande e em outras cidades do interior de Mato Grosso do Sul. De acordo com o diretor do Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte, Gustavo Cavalca, os cursos oferecem uma formação técnica de qualidade, alinhada às demandas do setor agropecuário e com foco na inserção dos alunos no mercado de trabalho. “Mais do que qualificação profissional, o Senar/MS oferece oportunidades reais de transformação de vida. Um exemplo disso é que, na última turma, 80% dos alunos saíram do curso já empregados, prontos para contribuir com o desenvolvimento do agro em nosso estado. Isso comprova que investir em educação técnica é também investir em um futuro mais promissor para o MS”, disse Cavalca. Na modalidade presencial, as aulas ocorrerão no Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte, em Campo Grande. Serão disponibilizadas 60 vagas para o curso Técnico em Agropecuária e 20 vagas para o curso Técnico em Florestas. Já na modalidade semipresencial, as formações contam com 20 vagas por polo, distribuídas nos municípios de Angélica, Camapuã, Campo Grande (no Centro de Excelência e no Sindicato Rural), Chapadão do Sul, Costa Rica, Coxim, Maracaju, Três Lagoas, Ivinhema, Bataguassu, Inocência e Corumbá. Os cursos têm duração de dois anos, com aulas on-line e encontros presenciais aos sábados, realizados nos Sindicatos Rurais de cada município polo. Os candidatos podem escolher até duas opções de curso no momento da inscrição. Os detalhes sobre os cursos disponíveis em cada cidade estão especificados no edital. Inscrições As inscrições seguem abertas até 23 de junho e devem ser feitas exclusivamente pelo site etec.senar.org.br, onde também estão disponíveis os editais com todas as informações sobre o processo seletivo. Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Suelem Fonseca

Após acordo, movimentos desocupam sede do Incra em MS após quase uma semana de protestos

Depois de seis dias de manifestações, os movimentos sociais que lutam pela reforma agrária desocuparam, nesta quinta-feira (1º), as sedes da Superintendência Regional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e da Superintendência Federal do Desenvolvimento Agrário em Mato Grosso do Sul. A mobilização teve início no último sábado (26) e incluiu bloqueios de rodovias em diversas regiões do estado, além da ocupação de prédios públicos. De acordo com o Incra, os manifestantes alegam que as ações do governo federal até o momento são insuficientes para atender às principais demandas dos trabalhadores rurais sem terra. Um dos principais pedidos é o agendamento de reuniões com ministros, a fim de debater políticas públicas mais efetivas para a reforma agrária no país.

Casal encontra nos queijos artesanais a oportunidade para recomeçar no campo

Ao trocar a cidade pelo campo, Demian Gabriel e Ângela Portolan encontraram mais do que uma nova rotina: descobriram no leite e na produção de queijos artesanais uma forma de prosperar. Com o apoio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar/MS, o casal transformou o pequeno Sítio Bom Princípio, em Guia Lopes da Laguna, em um negócio em expansão. O casal, que vivia em Maracaju, viu a oportunidade de recomeçar quando Demian perdeu o emprego e o sogro ofereceu a propriedade para que eles pudessem reconstruir sua vida. Com apoio do Senar/MS, a escolha resultou em uma verdadeira revolução. A quantidade ordenhada do rebanho aumentou e os dois estão perto de obter a autorização para a fabricação formalizada dos queijos. “Nós víamos que isso aqui dava dinheiro, mas não pensávamos que poderíamos focar em uma atividade e viver dela. Conforme o Senar foi nos mostrando e orientando, nós conseguimos tirar nossa renda do leite e vimos que é possível viver de um sítio pequeno”, relembra o produtor rural. Essa é a história do Transformando Vidas de hoje: O início foi desafiador: com ordenha manual e produção de apenas cinco litros de leite por dia. Demian colocava o produto em uma garrafa de água mineral e entregava à vizinha para que ela produzisse queijos. Com o tempo, o casal decidiu dedicar todo o leite ordenhado para fabricar os próprios produtos. “Nesse tempo, fomos corajosos na nossa decisão. A produção era muito modesta, apenas um ou dois queijos por dia. Mesmo assim continuamos porque eu me encontrei fazendo queijos, é minha terapia”, relembra Ângela. A grande mudança na trajetória do casal aconteceu quando um problema com uma vaca levou Demian a conhecer Ana Karina, veterinária e técnica de campo do Senar/MS. “Era um sábado. O animal teve uma complicação no parto e eu não encontrava nenhum profissional disponível para atendimento. Um amigo me indicou ela e em cerca de 40 minutos, ela já estava aqui para ajudar e salvar a vaca”, relata. Após o atendimento, a veterinária apresentou a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar/MS aos produtores e, a partir daí, o Sítio Bom Princípio iniciou uma parceria de sucesso com a instituição. “Recebemos suporte para o melhoramento nutricional dos animais, a introdução do capiaçu na alimentação das vacas e o curumi para os bezerros. A inseminação artificial e o planejamento reprodutivo também foram incorporados à gestão da propriedade, garantindo um fluxo constante de vacas em lactação”, explica o produtor. De um processo produtivo mínimo de dez litros diários, hoje o casal passou a ordenhar cerca de 90 litros por dia, com automação no processo. A fabricação de queijos também se multiplicou. Agora, a escala de fabricação saltou para mais de dez queijos por dia, atendendo uma demanda crescente. A ATeG em Bovinocultura de Leite abriu caminho para que os produtores conhecessem também o atendimento em Agroindústria. Os dois estão próximos de formalizar a produção e obter autorização de comercialização. “Temos um espaço que está em construção onde será nossa queijaria. Me emociono só de pensar nela pronta, toda branquinha, garantindo higiene. Quero que visitem nosso sítio e vejam que ali, meus queijos são feitos corretamente”, conta Ângela. Histórias como a de Demian e Ângela demonstram o impacto positivo da educação e do conhecimento no desenvolvimento rural. O Senar/MS segue comprometido em transformar vidas no campo, levando capacitação e oportunidades para quem decide apostar na produção rural. ATeG – A Assistência Técnica e Gerencial, ferramenta de melhoria da gestão do negócio, produtividade e sustentabilidade das propriedades rurais de Mato Grosso do Sul. Com a aplicação da metodologia proposta em conjunto com o produtor, o Senar/MS difunde conhecimento e tecnologias que permitem o crescimento de empresas rurais em várias cadeias produtivas do agronegócio. Para saber mais procure o Sindicato Rural do seu município. Transformando Vidas – Toda sexta-feira o Sistema Famasul divulga uma reportagem sobre a atuação do Senar/MS e as suas transformações no campo. Confira outras histórias de sucesso no canal do Youtube e no site. Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Michael Franco