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Famasul Conecta e Funar oferecem vagas de emprego e estágio na Expogrande

Quem busca emprego ou estágio terá uma chance especial na Expogrande. Nos dias 7 e 8, das 8h às 17h, a Famasul Conecta e a Fundação Educacional de Desenvolvimento Rural (Funar) estarão com um balcão de oportunidades para receber currículos e cadastrar candidatos, no estande do Senar/MS. Empresas também podem divulgar vagas gratuitamente. A plataforma Famasul Conecta facilita o encontro entre empregadores e profissionais, além de oferecer estágios. O cadastro pode ser feito em famasulconecta.com.br. No ano passado, 230 pessoas foram inseridas no mercado de trabalho por meio da plataforma, e 87 empresas aderiram ao serviço. Já a Funar preencheu 44 vagas de estágio apenas no início do ano e espera dobrar o total de 150 ocupadas em 2023. Para Everton Ferraz, coordenador de arrecadação do Senar/MS e responsável pela Famasul Conecta, a iniciativa amplia o acesso ao mercado de trabalho. “Nosso objetivo é conectar candidatos e empresas, oferecendo suporte para cadastros e recolocações. O balcão será uma grande oportunidade para quem busca uma nova colocação profissional.” Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Suelem Fonseca

Rastreabilidade de bovinos e búfalos avança e pecuaristas têm até 2032 para se adaptar

A rastreabilidade de bovinos e búfalos no Brasil avançou para uma nova etapa com o lançamento do Plano Nacional de Identificação Individual (PNIB), que será implementado gradualmente até 2032. Em uma reunião estratégica realizada nessa semana, durante a Dinapec 2025, a Comissão Nacional de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu as implicações dessa iniciativa para a cadeia produtiva da carne bovina, com a participação da Famasul e outras nove federações, além de especialistas e entidades representativas. O encontro teve como um dos principais temas o avanço da rastreabilidade individual dos rebanhos, um movimento que visa atender à crescente demanda global por maior transparência e segurança alimentar. De acordo com Francisco de Castro, presidente da comissão, a rastreabilidade será um diferencial para garantir o controle sanitário e a sustentabilidade da pecuária brasileira, especialmente em face das exigências internacionais. “O período até 2026 é uma fase de transição, de testes e aperfeiçoamento das ações de rastreabilidade. Nosso objetivo é garantir que, quando essa exigência entrar em vigor, os pecuaristas estejam preparados, com um sistema eficiente e adaptado à realidade da nossa pecuária. Essa medida é uma oportunidade de agregar ainda mais valor ao nosso produto, garantindo qualidade ao que chega à mesa do consumidor e fortalecendo nossa competitividade no mercado internacional”, afirma Francisco. O plano, anunciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), visa monitorar a movimentação e a sanidade dos animais, estabelecendo um sistema informatizado que permitirá acompanhar o rebanho de forma detalhada. Para os pecuaristas de Mato Grosso do Sul, o projeto é uma oportunidade estratégica, já que o estado se destaca pela certificação internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação, prevista para maio de 2025. Mariana Urt, diretora-técnica da Famasul, destaca que a rastreabilidade será fundamental para garantir a integridade dessa certificação e além de colocar o Brasil como referência em sanidade e sustentabilidade, abrindo novas portas para a pecuária. “O PNIB fortalece a vigilância sanitária ao permitir um controle mais preciso da movimentação dos animais, o que reduz riscos e garante maior segurança à produção. Além disso, a certificação internacional eleva a credibilidade do estado, possibilitando uma melhor valorização da carne sul-mato-grossense no mercado global”, pontua. Para Rafael Gratão, presidente da Novilho Precoce MS e vice-presidente da comissão, a implementação da rastreabilidade pode gerar custos com tecnologias como brincos eletrônicos, sistemas de monitoramento e softwares de gestão. No entanto, a modernização da pecuária, aliada à evolução da gestão, pode compensar esses gastos, tornando a atividade mais eficiente e ampliando o acesso a mercados premium. “Em sete anos, a rastreabilidade será uma exigência para todos, e é fundamental enxergar esse monitoramento como uma oportunidade. Quem se preparar desde agora terá um diferencial competitivo, agregando valor ao seu produto e garantindo mais segurança e qualidade ao consumidor. Seguiremos atentos às movimentações do mercado e trabalhando para que os pecuaristas tenham a melhor informação e as melhores oportunidades para se adequarem às mudanças”, destaca Gratão. A implementação será gradual e ocorrerá ao longo dos próximos sete anos. Até 2026, será construída a base de dados nacional. Entre 2027 e 2029, terá início a identificação individual dos animais, com a previsão de atingir todo o rebanho até 2032. Além da rastreabilidade, outros dois temas de grande impacto para a pecuária foram discutidos. Um deles foi a atualização das regulamentações da União Europeia (UE) sobre o uso de antimicrobianos. As novas regras estabelecem restrições mais rígidas quanto ao uso desses medicamentos em animais destinados à exportação, o que exige atenção dos pecuaristas brasileiros para garantir conformidade com as exigências sanitárias internacionais. Essas mudanças reforçam a necessidade de uma produção cada vez mais sustentável e alinhada às demandas globais. Outro ponto abordado foi a investigação iniciada pelo Ministério do Comércio da China sobre a importação de carne bovina. O país asiático está analisando o impacto do aumento das importações em seu mercado interno e pode adotar medidas como tarifas adicionais ou cotas. Essa movimentação exige um monitoramento constante, e a CNA segue acompanhando o processo para defender os interesses da pecuária brasileira e preservar a competitividade no principal destino da carne bovina brasileira. Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Ana Palma

Governo anuncia isenção de impostos para importação de alimentos

Com o objetivo de reduzir o custo dos alimentos e conter a inflação, o governo federal divulgou um conjunto de medidas tributárias e regulatórias. Entre as principais ações, está a isenção do imposto de importação sobre itens como carne, café, açúcar, milho, azeite de oliva, massas e biscoitos. A iniciativa foi anunciada pelo vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, na noite da última quinta-feira (6). A decisão ocorre em um contexto de aumento dos preços dos alimentos, que impacta diretamente a inflação e o poder de compra da população. Em 2024, a inflação acumulada no Brasil foi de 4,83%, sendo que o setor de Alimentação e Bebidas registrou um aumento de 7,69%. Diante desse cenário, o governo busca aliviar os custos para os consumidores. As novas regras ainda precisam ser aprovadas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) antes de entrarem em vigor, mas Alckmin afirmou que a implementação é iminente. Segundo ele, embora não seja possível quantificar com exatidão o impacto nos preços, a expectativa é que a medida beneficie diretamente os consumidores. Outras iniciativas para redução de preços Além da isenção de impostos, o governo também pretende agilizar os processos fitossanitários para ampliar a lista de países autorizados a exportar alimentos ao Brasil. “Muitas vezes, um país tem um produto competitivo, mas ainda não pode vendê-lo para o Brasil por questões regulatórias. Vamos acelerar essa análise”, explicou Alckmin. Outra medida destacada foi a priorização da cesta básica no Plano Safra e o fortalecimento dos estoques reguladores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), visando garantir oferta suficiente para conter oscilações abruptas nos preços. Apesar de temores sobre possíveis impactos negativos para os produtores nacionais, Alckmin garantiu que a medida não prejudicará a produção interna, mas sim complementará a oferta de alimentos. “Nosso objetivo é reduzir custos para os consumidores sem afetar a cadeia produtiva brasileira”, enfatizou. Apoio à inspeção de alimentos e apelo aos estados O governo também anunciou a ampliação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), aumentando de 300 para 1.500 os estabelecimentos sob sua supervisão, com a meta de chegar a 3.000. Essa descentralização busca acelerar a fiscalização e facilitar a comercialização de produtos como leite e mel. Outra solicitação feita pelo vice-presidente foi para que os estados também zerem o ICMS sobre produtos da cesta básica. “O governo federal já zerou os tributos sobre esses itens. Agora, pedimos que os estados façam o mesmo para ampliar o impacto positivo aos consumidores”, afirmou Alckmin. Efeitos fiscais e possíveis impactos no mercado O Ministério da Fazenda ainda está calculando o impacto fiscal das medidas. O secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, declarou que a redução na arrecadação será pequena em relação ao benefício proporcionado aos consumidores. “A meta é aumentar a competição e baratear os preços no mercado interno”, disse Mello. Diante das medidas anunciadas, especialistas aguardam para observar como o mercado reagirá às mudanças e se, de fato, a política contribuirá para a estabilização dos preços dos alimentos no Brasil.

Planejamento estratégico fortalece a gestão e a produtividade no campo em MS

Gerir uma propriedade rural exige mais do que trabalho no campo, é preciso visão de negócio. Para apoiar os produtores nesse desafio, o Senar/MS atua como um parceiro fundamental, oferecendo conhecimento e ferramentas para transformar a gerência das propriedades rurais, as tornando mais eficientes.  E no campo, o conhecimento faz toda a diferença. A instituição oferece programas que ajudam os produtores a enxergar suas propriedades como verdadeiras empresas rurais, aliando produção e gestão eficiente. Um dos destaques dessa atuação é a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), que promove ações focadas nas boas práticas e planejamento estratégico para fortalecer a gestão e a produtividade no campo. Quando a gestão é feita de forma estratégica, todo o setor agropecuário de Mato Grosso do Sul se fortalece. Com o auxílio da assistência técnica, o produtor recebe cursos sobre gestão, onde é ensinado a ele como funciona o processo de gestão, fluxo de caixa, e outras situações para que ele comece a aprender sobre indicadores de gestão. “A tomada de decisão baseada em dados corretos permite que o produtor invista com mais precisão, adote as melhores práticas, melhorando seus resultados. Sem a assistência do Senar/MS, o produtor toma decisão em cima do que acha. Com a assistência, toma decisão em cima do que tem certeza”, explica o coordenador da ATeG, Nivaldo Passos. O crescimento da propriedade rural impacta diretamente a economia do estado. Mato Grosso do Sul segue no topo quando o assunto é crescimento econômico. Em 2025, a previsão é que o PIB do estado cresça 6,86%, chegando a R$227,8 bilhões. Dentro desse número, a agropecuária se destaca ainda mais, com uma expansão estimada de 11,7% – a maior do país. E não é por acaso. Por trás desses resultados, está o trabalho de milhares de produtores e trabalhadores rurais que investem cada vez mais em conhecimento e gestão eficiente para suas propriedades. Essa evolução não beneficia apenas o produtor, mas toda a cadeia produtiva. Com a intensificação da atividade, há um aumento na demanda por insumos, serviços terceirizados e mão de obra qualificada, aquecendo o mercado local. Além disso, a padronização e o crescimento da produção tornam o estado mais atrativo para novas indústrias e investidores, fortalecendo ainda mais a economia sul-mato-grossense.   Mas o apoio do Senar/MS não para por aí. Além da assistência técnica, a instituição também investe na capacitação dos produtores por meio de cursos de gestão, que oferecem as ferramentas necessárias para uma administração rural mais eficiente e sustentável. Segundo a coordenadora educacional do Senar/MS, Pauline Guimarães,  as ações oportunizam que o participante tenha uma visão mais clara de seu papel na sociedade, promovendo mudanças de comportamento e de atitudes.  “Estamos desenvolvendo cursos pelo Programa de Gestão em Produção de Grãos e Pecuária de Corte para fortalecer a competitividade do setor, incentivar práticas agrícolas responsáveis e otimizar o uso dos recursos naturais, em sintonia com as exigências ambientais e as tendências de sustentabilidade”, finaliza a coordenadora.  Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Julia Nogueira

Senar/MS capacita técnicos para combater a violência contra mulheres no campo

Em quatro anos, mais de 300 trabalhadores do meio rural de Mato Grosso do Sul foram capacitados para combater a violência doméstica e familiar contra a mulher. O Projeto Acolhe no Campo, realizado pelo do Senar/MS em conjunto com Ministério Público do Estado (MPMS), é voltado para profissionais que lidam diretamente com produtores rurais. O coordenador da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), Nivaldo Passos, destaca que a capacitação tem um papel fundamental na conscientização desses profissionais sobre comportamentos que antes poderiam passar despercebidos, mas que podem indicar situações de violência. “A iniciativa capacita profissionais para identificar e agir diante de situações de vulnerabilidade e violência no campo, especialmente contra mulheres. Nesse cenário, instrutores, supervisores e técnicos de campo têm um papel essencial, pois atuam diretamente no atendimento e vivenciam de perto a realidade dos produtores rurais.” A parceria entre as instituições têm o objetivo de levar informação de qualidade, com clareza e responsabilidade, aos homens e mulheres do campo, oferecendo às famílias informações e ferramentas para enfrentar o problema. O trabalho de formação dos profissionais é realizado pelo Núcleo da Cidadania do MPMS.  A promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo da Cidadania do MPMS, Clarissa Carlotta, explica que as mulheres que residem no campo encontram maior dificuldade de acesso à informação pela posição geográfica que se encontram. “Um dos pilares do projeto é levar esse conhecimento à mulher por meios dos técnicos e técnicas do Senar/MS, especialmente com relação aos tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha e as formas de proteção.” Ao longo do projeto, situações envolvendo violência contra mulheres foram identificadas. A analista da ATeG, Paula Martins, destaca que o programa vai além do âmbito profissional, estimulando reflexões pessoais nos participantes.  “No ano passado, nós tivemos uma situação de violência doméstica envolvendo uma familiar de um profissional que passou pela capacitação. Com o conhecimento adquirido, ele conseguiu orientar a vítima a procurar a delegacia e solicitar uma medida protetiva, que pode ter evitado que o caso tomasse proporções ainda mais graves”, contou a analista.  Para alcançar cada vez mais pessoas, o Sistema Famasul, em parceria com o MPMS, vai realizar uma palestra do programa Acolhe no Campo na Casa Rural no dia 28 de fevereiro, exclusivamente para colaboradores. O objetivo é apresentar práticas para identificar e lidar com as diferentes formas de violência que afetam, principalmente, mulheres na comunidade rural. Assessoria Famasul

Senar/MS tem centro de formação técnica de excelência voltada ao Agronegócio

A jornada de Thayslla Danchen no universo agropecuário começou de maneira inusitada. Sem qualquer ligação prévia com o setor rural, ela exercia a profissão de manicure quando seu irmão, engenheiro agrônomo, a convidou a explorar novos horizontes. Foi então que ela descobriu o Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte do Senar/MS, em Campo Grande. Hoje, formada pela instituição, comemora uma conquista: a contratação como auxiliar de campo e laboratório na Embrapa Gado de Corte. “Talvez eu continuaria sendo manicure se não fosse o Centro de Excelência. Nem pensava em trabalhar no Agro, não tinha relação nenhuma. O convite do meu irmão me fez descobrir esse mundo novo. Hoje não sou mais a mesma do passado, sou literalmente do agro e faço parte disso. Tive a vida toda transformada”, comenta Thayslla. A dedicação e entusiasmo de Thayslla não passaram despercebidos. Logo após concluir o curso, surgiu a oportunidade de integrar a equipe da Embrapa Gado de Corte como auxiliar de campo e laboratório em uma pesquisa sobre melhoramento de pastagens. “É uma realização tremenda. Hoje auxilio um dos doutores nesse estudo que busca melhorar a nutrição dos animais, por meio de novas braquiárias que serão colocadas no mercado. Sei que tudo que trabalhar ali dentro pode ajudar os produtores”, celebra. Durante os dois anos de curso, Thayslla se viu encantada pelo Agro nos grupos de estudo e atividades práticas. “Eu tinha dificuldade com o conhecimento no campo e ter a oportunidade de estar em grupos que permitiam trabalhar com os animais despertou meu encanto e me fez entender de maneira reforçada o que era trabalhado em sala de aula e laboratórios”, relembra. Hoje, entusiasta do Agro, ela faz questão de compartilhar sua experiência com quem busca uma nova carreira. “Tenho orgulho de ser técnica em agropecuária formada pelo Centro de Excelência. Ter isso no currículo agrega muito no mercado de trabalho. Sempre que posso, recomendo a instituição para quem deseja ingressar no setor”, conclui. Centro de Excelência – Inaugurado em 2018, o Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte (CEBC) do Senar/MS, localizado em Campo Grande, oferece cursos técnicos e programas de capacitação que combinam teoria e prática, preparando profissionais para atender às demandas do mercado e contribuir para o desenvolvimento sustentável do Agronegócio. Além das salas de aula, a instituição conta com laboratórios especializados e áreas experimentais que proporcionam aos alunos vivências práticas essenciais para sua formação. O CEBC também é responsável por toda a educação formal oferecida pelo Senar/MS em 15 polos distribuídos por todo estado. A educação formal do Senar/MS, que existe desde 2015, já formou mais de mil profissionais nas áreas de agronegócio, florestas, fruticultura e agropecuária. Com a inauguração do Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte, as oportunidades na formação em agropecuária foram ampliadas, beneficiando somente nessa área específica, 265 formados.  Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Michael Franco

Governo suspende aumento da mistura de Biodiesel no Diesel para conter inflação

O governo federal desistiu temporariamente de aumentar o percentual de biodiesel na composição do diesel, medida que estava prevista para entrar em vigor nos próximos meses. A decisão foi tomada como uma estratégia para evitar impactos diretos no preço dos combustíveis e, consequentemente, na inflação. O plano inicial era elevar a mistura de 14% para 15% em março, e depois para 16% em novembro, dentro da política de incentivo à produção de combustíveis renováveis. Entretanto, a equipe econômica avaliou que esse aumento poderia elevar o custo final do diesel, afetando setores como transporte e agronegócio. A medida gerou reações no setor de biocombustíveis. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e outras entidades do setor criticaram a decisão, alegando que pode prejudicar produtores e desacelerar os avanços na substituição de combustíveis fósseis. O governo, por sua vez, destacou que a suspensão é temporária e que segue monitorando os impactos no mercado antes de definir um novo cronograma para a ampliação do uso de biodiesel.

Bracell anuncia megafábrica de celulose em Bataguassu com investimento bilionário

A Bracell, empresa do grupo indonésio Royal Golden Eagle (RGE), confirmou a construção de sua sexta megafábrica de celulose no Brasil, escolhendo o município de Bataguassu (MS) para abrigar o novo empreendimento. O investimento, estimado em US$ 4 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões), promete transformar a região em um hub estratégico da indústria de celulose no país. Com foco na produção de celulose solúvel especial, a nova unidade terá capacidade de produzir 2,8 milhões de toneladas por ano. Além do impacto econômico, o projeto trará grandes oportunidades de emprego, com a geração de 10 mil vagas durante a fase de construção e 3 mil postos de trabalho permanentes após o início da operação. O complexo industrial será instalado a 15 quilômetros do perímetro urbano de Bataguassu, e os trâmites para o licenciamento ambiental já estão em andamento, com previsão de conclusão até fevereiro de 2025. Investimento fortalece economia e sustentabilidade do Estado O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, destacou a importância da iniciativa para o desenvolvimento do estado. Segundo ele, a nova fábrica reforça o compromisso do governo em atrair investimentos que impulsionem a economia local de maneira sustentável. “Estivemos no Fórum Empresarial Brasil-Indonésia, onde alinhamos detalhes estratégicos para viabilizar esse projeto. Esse investimento consolidará ainda mais Mato Grosso do Sul como um grande polo da celulose”, afirmou. O ex-prefeito de Bataguassu, Akira Otsubo, foi um dos principais articuladores do projeto, recebendo representantes da empresa em setembro de 2024 para tratar da instalação da nova planta. Ele ressaltou que a cidade se beneficiará diretamente da iniciativa, consolidando-se como um dos maiores geradores de empregos da história da região. “Bataguassu está em um ponto estratégico e faz parte da Rota Bioceânica, o que fortalece ainda mais sua atratividade para grandes investimentos”, explicou. Mato Grosso do Sul se consolida como referência no setor de celulose A Bracell reforçou, em nota, que Mato Grosso do Sul desempenha um papel estratégico em sua expansão de negócios no Brasil. A empresa também destacou que segue avaliando novas possibilidades de investimento no estado, além da já anunciada unidade de Água Clara (MS). Com a nova fábrica, Mato Grosso do Sul se fortalece ainda mais como referência no setor de celulose, ampliando sua participação no mercado global e contribuindo para o crescimento da economia regional.  Foto: Divulgação/Bracell

Programa Despertando do Senar/MS alfabetiza e amplia oportunidades para o homem do campo

Desde 2022, o Programa Despertando, do Senar/MS, tem transformado a vida de produtores e trabalhadores rurais por meio da alfabetização. Com 35 turmas formadas e 389 participantes beneficiados, a iniciativa vem proporcionando mais autonomia e inclusão social para quem vive e trabalha no campo. Até julho de 2025, mais oito novas turmas serão certificadas, ampliando ainda mais o impacto do programa no estado. Segundo a coordenadora do programa, Arilaine Pessoa, a alfabetização representa mais do que apenas aprender a ler e escrever: “A formação proporciona autonomia e verdadeira liberdade, permitindo que os participantes possam exercer sua cidadania sem precisar de outra pessoa para ler ou escrever por eles”, destaca. Histórias de transformação no Campo O programa tem beneficiado pessoas de todas as idades, incluindo aqueles que acreditavam que já não poderiam mais estudar. A produtora rural Irene Vasconcelos, de 60 anos, moradora da área rural de Corumbá, concluiu o curso em dezembro de 2024 e celebra a oportunidade: “Eu achava que, por causa da idade, não poderia mais aprender. Antes, só sabia assinar meu nome. Hoje, aprendi matemática e muito mais, graças aos professores que me incentivaram. Sou muito grata ao Senar”, conta. Já o produtor Antônio Sodré, de 61 anos, também de Corumbá, superou dificuldades com a escrita: “Eu sabia ler, mas escrever era um grande desafio. Com o curso, aprendi muito e tive uma experiência incrível com uma professora atenciosa. Esse programa do Senar é maravilhoso e me ajudou bastante”, relata. Como funciona o Programa? O Despertando é estruturado em duas etapas, de acordo com o nível de escolaridade dos participantes: 📌 Primeira etapa – voltada para adultos sem escolaridade formal, mas que possuem alguma noção de leitura e cálculo básico.📌 Segunda etapa – destinada a quem tem Ensino Fundamental incompleto e deseja aprimorar seus conhecimentos. Para se inscrever, os interessados devem procurar o Sindicato Rural de seu município e apresentar RG e CPF. Educação no Campo: Um compromisso do Senar/MS O Senar/MS reforça seu compromisso com a educação e inclusão social no meio rural, levando conhecimento para trabalhadores que, muitas vezes, vivem em áreas de difícil acesso. O Programa Despertando segue ampliando oportunidades e promovendo transformação na vida de centenas de produtores e trabalhadores sul-mato-grossenses, mostrando que nunca é tarde para aprender.

MS Lidera projeções de crescimento econômico em 2025, impulsionado pelo Agronegócio

Mato Grosso do Sul se destaca como um dos estados com maior previsão de crescimento econômico para 2025, segundo análises do Banco do Brasil e da consultoria Tendências. O agronegócio continua sendo o principal motor desse avanço, impulsionado pelo aumento na produção de grãos e pelos investimentos na indústria de papel e celulose. Especialistas apontam que a ampliação de áreas cultiváveis, aliada a novas tecnologias agrícolas, tem contribuído para elevar a produtividade do setor. Além disso, empresas do ramo florestal e de bioenergia têm expandido suas operações no estado, gerando empregos e atraindo investimentos. Outro fator que favorece a economia sul-mato-grossense é a infraestrutura logística, com a modernização de rodovias e ferrovias para escoamento da produção. O governo estadual segue apostando em incentivos fiscais e parcerias público-privadas para garantir que o crescimento econômico se mantenha sustentável nos próximos anos. Com uma previsão otimista para 2025, Mato Grosso do Sul reforça sua posição como um dos principais polos de desenvolvimento do país, consolidando-se como referência em produção agrícola e industrial.