Surto de chikungunya em Dourados já deixa 5 mortos e 2 sob análise

Dourados investiga duas novas mortes suspeitas por chikungunya registradas no dia 3 de abril. Os casos envolvem um adolescente de 12 anos e um homem de 55 anos. A cidade já confirmou cinco óbitos pela doença e segue em alerta diante do aumento das infecções. O avanço da doença preocupa principalmente nas aldeias indígenas, onde se concentra a maior parte dos casos. Nessas comunidades, são 1.608 registros prováveis, com 1.115 confirmações e 227 internações. Todas as mortes confirmadas e em investigação ocorreram entre indígenas aldeados. Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam 2.733 casos prováveis no município. Desses, 1.365 foram confirmados, 469 descartados e 1.837 ainda estão em investigação, totalizando 3.671 notificações. Outro dado que chama atenção é a taxa de positividade, que chegou a 74,42%. Isso indica que a maioria das pessoas com sintomas testadas teve resultado positivo para chikungunya, reforçando o cenário de alta transmissão. Diante da situação, o Ministério da Saúde iniciou uma força-tarefa nas aldeias. A ação inclui o envio de 50 agentes de combate às endemias, distribuição de cestas de alimentos e reforço nas equipes de saúde indígena, com previsão de novos profissionais a partir de maio.
Brasil concorre ao Global Water Awards por avanços promovidos pela ANA

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) foi indicada ao prêmio de Agência Pública de Água do Ano na Global Water Awards, uma premiação que reconhece avanços nos setores de água, esgoto, tecnologia e dessalinização por sustentabilidade dos recursos hídricos do planeta. A indicação, segundo o superintendente adjunto de Regulação de Saneamento Básico da ANA, Alexandre Anderáos, representa um reconhecimento de que o Brasil tem construído estruturas, normas, órgãos e mecanismos governamentais mais robustos para água e saneamento. “Na prática, esse reconhecimento internacional ajuda a dar mais visibilidade e legitimidade a uma agenda que busca ampliar o acesso com maior equidade territorial e social”, avalia. Agenda Alguns exemplos dessa agenda desempenhada pela ANA nos últimos anos foram a edição de normas de referência para os quatro componentes do saneamento básico: limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas. Também, em 2025, a regulação para redução progressiva e controle de perdas de água, que trata sobre planos de gestão de perdas de água e padroniza indicadores como referência para órgãos municipais e estaduais de fiscalização dos serviços públicos de água e esgoto, as Entidades Reguladoras Infranacionais (ERI). Na avaliação de Anderáos, é uma iniciativa central para a segurança hídrica. “Reduzir perdas significa aproveitar melhor a água já produzida, diminuir desperdícios e ampliar eficiência sem pressionar desnecessariamente os mananciais”, diz. A agência também elaborou norma sobre reuso não potável de água proveniente de efluentes sanitários tratados, um tema transversal ao saneamento e recursos hídricos que traz sustentabilidade na forma cíclica de uso da água. Um exemplo é o tratamento de água usada em banheiros e cozinhas para uso em irrigação paisagística e agrícola, recarga de aquíferos, lavagens de ruas e veículos. Outras regulações destacadas pelo gestor foram a criação de metas progressivas de universalização de água e esgoto e a norma que trata da governança das ERI. “Para o setor brasileiro, isso reforça uma mensagem importante, que em um ambiente federativo e fragmentado como o nosso, melhorar a prestação dos serviços depende de coordenação, referências nacionais, previsibilidade contratual e redução de incertezas regulatórias”, afirma. Desafios Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico 2025 (Sinisa) apontam que, em 2024, a rede de abastecimento de água alcançou 84,1% da população brasileira e a rede de esgoto chegou a 62,3% da população. No mesmo ano, foram investidos R$ 14,59 bilhões em abastecimento de água e R$ 13,68 bilhões em esgotamento sanitário. “Isso sugere um setor ainda em fase de expansão e consolidação, no qual o avanço regulatório ajuda a criar condições para que os investimentos se convertam em obras, operação e, ao longo do tempo, em aumento dos níveis de atendimento”, explica Alexandre Anderáos. Indicação Ao indicar a ANA ao Global Water Awards, a iniciativa que promove a premiação Global Water intelligence (GWI) destacou que as novas normas de referência da agência ajudaram a resolver disputas antigas, reduzir incertezas para operadores e investidores, estabelecer metas nacionais de universalização e introduzir indicadores de desempenho comparáveis em escala nacional. Além da ANA, também concorrem na categoria Agência Pública, a Korea Water Resources Corporation (K-Water), da Coreia do Sul; o Orange County Water District, dos Estados Unidos; a Sharakat, da Arábia Saudita; e a Suruhanjaya Perkhidmatan Air Negara (SPAN), da Malásia. A votação para a escolha dos premiados será feita por membros do GWI, e o resultado final deverá ser divulgado no dia 19 de maio.
Inscrições para o programa Mais Médicos seguem até quarta-feira

As inscrições para o 45º ciclo do projeto Mais Médicos para o Brasil (PMMB) podem ser feitas até quarta-feira (8). O projeto é voltado à atuação na Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS), em regiões prioritárias, remotas, de difícil acesso e de alto índice de vulnerabilidade, incluindo territórios indígenas, onde há escassez ou ausência de médicos Os profissionais interessados em participar devem se inscrever por meio da Plataforma de Gerenciamento de Programas de Provimento, com login da conta do portal Gov.br. Os profissionais selecionados atuarão por até 48 meses, combinando atendimento direto à população com formação continuada. Vagas Neste novo edital (nº 24/2026), o Ministério da Saúde abriu 1.524 vagas. São 1.351 vagas para equipes de Saúde da Família (eSF), 75 para equipes de consultório na rua e 98 para Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Todos os médicos poderão participar; no entanto, os profissionais formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no Brasil terão prioridade na seleção e ocupação das vagas ofertadas pelo Mais Médicos. O edital contempla três perfis principais: perfil 1: médicos formados no Brasil ou com diploma revalidado, com registro ativo no Conselho Federal de Medicina (CRM); perfil 2: médicos brasileiros formados no exterior (intercambistas); perfil 3: médicos estrangeiros com habilitação para atuar no exterior. Os profissionais selecionados atuarão por 48 meses. Bolsa-formação O programa oferece uma bolsa-formação de R$ 14.121,63 para os médicos matriculados e com situação regular quanto às atividades educacionais previstas no projeto. O médico participante deverá cumprir semanalmente com a carga horária de 44 horas de atividades que envolvem ensino, pesquisa e extensão, com componente assistencial, nas unidades de saúde no município ou distrito em que for alocado. No caso de o médico comprovar a necessidade de mudança de domicílio em razão da alocação em município diferente do seu domicílio, o Ministério da Saúde poderá conceder ajuda de custo, que não poderá exceder ao valor de três bolsas-formação. Mais Médicos Lançado em 2013 para suprir a falta de profissionais em regiões remotas e prioritárias de difícil acesso, atualmente, o Programa Mais Médicos para o Brasil conta com mais de 26 mil médicos em atuação em todo o país. Saiba mais sobre as diversas estratégias federais para disponibilizar e fixar médicos em regiões prioritárias no site do Mais Médicos para o Brasil.
Campo Grande ganha ‘óleoponto’ para descarte sustentável

Uma solução que alia tecnologia, sustentabilidade e incentivo direto ao cidadão começa a transformar a forma como o óleo de cozinha é descartado em Campo Grande. A Capital recebeu a primeira unidade da plataforma inteligente Óleoponto, instalada em um supermercado atacadista na região da Avenida Três Barras. O projeto conta com patrocínio da ADM do Brasil, fabricante de óleo vegetal, e da Águas Guariroba, além do apoio do Governo do Estado, do Grupo Pereira e da Câmara Municipal. A iniciativa amplia o acesso a soluções adequadas de destinação e estimula práticas alinhadas à economia circular, integrando a agenda verde, próspera, digital e inclusiva de Mato Grosso do Sul. De acordo com o executivo da plataforma, Zadrik Mendonça, o objetivo é criar infraestrutura acessível e incentivar a participação da população. Segundo ele, o principal problema não está no uso do óleo de cozinha, mas no descarte incorreto, muitas vezes realizado em pias ou redes de esgoto. Quando destinado corretamente, o resíduo pode ser reaproveitado como matéria-prima para biodiesel e outras soluções sustentáveis. A máquina funciona de forma semelhante a um caixa eletrônico. O usuário informa o número de celular, deposita o óleo usado e acumula pontos em uma plataforma digital. A cada 40 pontos, equivalentes a 4 litros descartados, é possível trocar por uma nova embalagem de óleo no supermercado parceiro. Cada operação permite o descarte de até 5 litros por pessoa. Cidadãos que levaram óleo usado retirando os óleos novos A tecnologia já vem sendo aplicada em outras regiões do país. No Rio de Janeiro, a plataforma atua na comunidade da Rocinha, em parceria com a ONG Sabão no Morro, que transforma o óleo usado em produtos de limpeza e sabão ecológico, gerando impacto ambiental e social. Em Campo Grande, a iniciativa integra uma prova de conceito que vai avaliar o desempenho da solução em ambiente urbano. A expectativa é expandir o modelo para outros pontos da cidade e, posteriormente, para diferentes regiões do país, posicionando a Capital como referência em inovação ambiental e logística reversa. Alexandre Gonzaga, Comunicação Governo de MSFotos: Divulgação
União envia R$ 1,34 milhão para ações emergenciais em MS

A União autorizou o repasse de R$ 1.348.143,40 para Mato Grosso do Sul aplicar em ações emergenciais da Defesa Civil. O recurso será utilizado no atendimento à população afetada por desastres e na recuperação de áreas atingidas. O prazo para execução das medidas é de até 180 dias a partir da publicação da portaria. Após esse período, o responsável deverá apresentar a prestação de contas em até 30 dias. “A aplicação dos recursos deve seguir critérios técnicos e dentro do prazo estabelecido”, aponta o texto oficial. O valor será transferido em parcela única, dentro do orçamento destinado à proteção e defesa civil. A verba também pode ser usada na reconstrução de estruturas danificadas, desde que respeite as normas federais para obras públicas. De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, os recursos são exclusivos para ações de resposta, como socorro, assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais. “As medidas devem atender demandas registradas no sistema nacional de desastres”, informa a portaria.
Operação Semana Santa intensifica combate a infrações nas estradas federais

A Polícia Rodoviária Federal deu início nesta quinta-feira (2) à Operação Semana Santa 2026, com reforço no policiamento em trechos de maior fluxo de veículos em todo o país. Em Mato Grosso do Sul, a ação tem como principal objetivo reduzir comportamentos de risco no trânsito, especialmente as ultrapassagens proibidas, consideradas uma das principais causas de sinistros graves e mortes nas rodovias. Além disso, a operação prioriza o combate à embriaguez ao volante, ao excesso de velocidade, ao não uso do cinto de segurança e ao transporte inadequado de crianças, sem os dispositivos de retenção exigidos por lei. No estado, a PRF atuará a partir de nove Delegacias e 24 Unidades Operacionais, cobrindo mais de 4 mil quilômetros de rodovias federais distribuídas em 11 vias que cruzam o território sul-mato-grossense. Não haverá restrição de tráfego durante o feriado da Semana Santa. Orientações aos motoristas A PRF reforça a importância de os condutores realizarem a revisão do veículo antes de viajar, com atenção especial a itens de segurança como freios, pneus e sistemas de iluminação e sinalização. Também é recomendado planejar a viagem para evitar longos períodos ininterruptos ao volante, com pausas regulares para descanso, especialmente após quatro horas de direção. O uso do cinto de segurança é obrigatório para todos os ocupantes do veículo, e crianças devem ser transportadas em equipamentos adequados. Bagagens devem ser acondicionadas corretamente, a fim de reduzir riscos em caso de acidentes. A orientação é respeitar a sinalização e os limites de velocidade, realizando ultrapassagens apenas em locais permitidos e com segurança. Em caso de chuva, a recomendação é reduzir a velocidade, manter os faróis acesos e ampliar a distância entre os veículos. Em situações de emergência nas rodovias federais, o atendimento da PRF pode ser acionado pelo telefone 191. Leonado Cabral.
Autismo: mulheres são as principais cuidadoras, revela pesquisa

Haja emoção nos olhos da advogada Anaiara Ribeiro, de 43 anos, quando presenciou o filho, João, de 18 anos, chegar a uma faculdade em Brasília, no Distrito Federal. “Era o sonho dele fazer o curso de jornalismo”. Tamanha foi a realização que a mãe também resolveu se matricular e viver, com ele, a experiência da sala de aula. Ser parceirona de João em tudo é a razão da vida de Anaiara, muito antes do diagnóstico de autismo (de leve a moderado) no filho. O laudo, que ele só teve com 8 anos de idade, foi a confirmação do que ela percebia no dia a dia e das necessidades principais do menino. Desde que João tinha dois anos de idade, Anaiara passou a correr diariamente por consultas de diferentes especialistas. A mãe resolveu pedir demissão do trabalho e viver como autônoma para poder dar mais suporte ao menino. Trabalha noites, feriados e finais de semana para dar conta de tudo. “Nada faria sentido se não fosse para ver a felicidade dele, e o seu crescimento, ver onde ele já chegou hoje”. A vida impôs a ela mais desafios ainda depois que veio o divórcio do pai de João. A cuidadora da pessoa com autismo ser uma mulher, como no caso de Anaiara, é uma realidade brasileira. Esse é um dos resultados do Mapa do Autismo no Brasil que traz respostas de 23.632 pessoas de todos os estados. Pesquisa Os dados detalhados só serão publicados oficialmente na próxima quinta-feira, dia 9, uma semana após o dia de conscientização sobre o autismo, hoje (2). Dessas respostas, 18.175 são de pessoas responsáveis por uma pessoa autista, 2.221 são as responsáveis e também estão dentro do espectro. A pesquisa teve ainda 4.604 respostas de pessoas autistas acima dos 18 anos de idade. O mapeamento inédito em cenário nacional foi uma iniciativa do Instituto Autismos, que é uma organização não governamental. “A maior parte das cuidadoras são mulheres. E grande parte dessas mulheres não estão no mercado de trabalho. Isso fala muito sobre o cuidado”, adiantou a presidente do instituto, a musicoterapeuta Ana Carolina Steinkopf, em entrevista à Agência Brasil. <<Entenda o que é o transtorno do espectro autista Diagnóstico precoce No entanto, um dos dados que ela antecipou foi uma situação diferente da realidade de Anaiara Ribeiro com seu filho João, que teve o diagnóstico apenas com 8 anos. É uma novidade positiva para o país. “A média da idade do diagnóstico tem sido igual ao dos padrões internacionais: em torno dos 4 anos de idade”, enfatiza Ana Carolina Steinkopf. Ela explica que quanto mais jovem for a pessoa diagnosticada, melhor será o caminho para os tratamentos e cuidados necessários para estímulo. Um fator de alerta que o levantamento vai trazer é que as famílias gastam mais de R$ 1 mil com as terapias necessárias. “A maior parte tem usado planos de saúde para conseguir ter acesso às terapias”. Ana Carolina acrescenta que as famílias do Norte e Nordeste utilizam mais da estrutura do sistema público de saúde do que as outras regiões. Sistema público Em relação aos desafios do atendimento de pessoas com autismo no sistema público, o governo federal emitiu nota garantindo que ampliou a assistência a pessoas com transtorno do espectro autista com investimento de R$ 83 milhões. O Ministério da Saúde anunciou que vai habilitar 59 novos serviços, que incluem Centros Especializados em Reabilitação (CER), oficinas ortopédicas e transporte adaptado. As portarias serão assinadas nesta quinta-feira. “Estamos estruturando uma rede cada vez mais preparada para cuidar das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no SUS, desde a identificação precoce na atenção primária até o atendimento especializado, com equipes multidisciplinares”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na nota. Recomendações A respeito dos resultados do mapeamento, a pesquisadora acrescentou que o poder público federal e de cada estado vai receber recomendações de melhoria no atendimento com base nesses dados. Não obstante, ela entende que tem aumentado, ano a ano, a sensibilização e a conscientização sobre o autismo. Não invisibilizar a doença é importante, por exemplo, para que existam mais pesquisas e especialistas em autismo. No Brasil, a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de que 2,4 milhões de pessoas sejam autistas. Quanto mais cedo vier o diagnóstico, maior é a possibilidade de que as famílias procurem seus direitos, que vão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a ações de inclusão na educação, saúde e bem-estar, por exemplo. <<Síndrome de Asperger: entenda por que o termo não é mais usado Direitos Assim como foram conquistas de Anayara e João. “A inclusão, por exemplo, em todos os espaços de lazer, em que a pessoa com autismo não paga ingresso e a acompanhante tem 50% de desconto”, diz a mãe. A advogada, depois do divórcio, reconstruiu a família. Ela se casou novamente e tem uma filha desse novo relacionamento. “Sou uma exceção. A maioria das mães que eu conheço continuam solteiras ou separadas. Os pais abandonaram, seja fisicamente e financeiramente, mas eu tive a sorte de encontrar um parceiro que assumiu a paternidade do João. Somos muito felizes”. Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil Foto: Anaiara Ribeiro/Arquivo pessoal
Indústria de etanol de milho avança em Jaraguari com investimento de R$ 300 milhões

Jaraguari se prepara para receber uma nova indústria do setor bioenergético. A instalação da Usina de Etanol de Amido Pioneiras foi oficialmente viabilizada na segunda-feira (30), com a entrega da Licença de Instalação ao empresário Egnomar Freitas Tiago, marcando mais um passo na expansão industrial de Mato Grosso do Sul. O empreendimento prevê investimento de R$ 300 milhões e terá capacidade para processar diariamente 500 toneladas de milho ou sorgo, com produção anual estimada em até 200 mil metros cúbicos de etanol. A chegada da indústria reforça o posicionamento do Estado como polo estratégico na cadeia de biocombustíveis, agregando valor à produção agrícola e ampliando a base industrial. A instalação da usina também deve impulsionar o desenvolvimento econômico de Jaraguari, com geração de empregos, fortalecimento da infraestrutura local e atração de novos negócios. O município já conta com iniciativas voltadas à industrialização, como a estruturação de um polo industrial e projetos de melhoria logística, incluindo pavimentação de acesso. Durante o ato de entrega da licença, autoridades estaduais destacaram o ambiente favorável aos investimentos e a agilidade nos processos de licenciamento ambiental como fatores decisivos para a concretização do projeto. O prefeito de Jaraguari, Cláudio Ferreira da Silva, agradeceu o empenho do secretário Jaime Verruck na atração do investimento e à agilidade do Imasul na análise e liberação da licença ambiental. O prefeito externou sua confiança do desenvolvimento do município a partir de mais esse empreendimento, lembrou que o Estado apoiou a instalação do Polo Industrial do município e apresentou um projeto para pavimentação do acesso. Já o secretário Jaime Verruck disse que levará ao governador Eduardo Riedel a reivindicação do município e deu as boas-vindas ao empresário Egnomar Tiago, expressando sua confiança no sucesso do empreendimento. Mato Grosso do Sul já possui outras três usinas de etanol de milho em operação, localizadas em Sidrolândia, Dourados e Maracaju, consolidando o avanço do setor no Estado. A nova planta industrial em Jaraguari amplia esse cenário, diversificando a economia regional e fortalecendo a competitividade sul-mato-grossense no mercado de energias renováveis. João Prestes, Comunicação SemadescFotos: Mairinco de Pauda/Semadesc
PrefCG abre Processo Seletivo com 982 vagas temporárias

A Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Administração e Inovação (Semadi), abriu Processo Seletivo Simplificado para a contratação temporária de 982 profissionais. As vagas destinam-se a recompor vacâncias em órgãos da administração pública e garantir a prestação de serviços essenciais à população. As oportunidades são para Auxiliar Administrativo e Financeiro, Cuidador Social, Educador Social, Motorista, Técnico de Atividades Socioculturais (Educação Física) e Terapeuta Ocupacional. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente online, no site oficial da Prefeitura: www.campogrande.ms.gov.br/semadi/processoseletivo, de 6 a 10 de abril de 2026, até às 18h do último dia. Vagas e requisitos Auxiliar Administrativo e Financeiro – 40h – 500 vagas – Ensino Médio completo – Remuneração: R$ 1.621,00;Cuidador Social – 40h/s ou jornada de 12×36 – 210 vagas – Ensino Médio completo – Remuneração: R$ 2.100,00;Educador Social – 40h/s ou jornada de 12×36 – 120 vagas – Ensino Médio completo – Remuneração: R$ 1.900,00;Motorista – 40h/s ou jornada de 12×36 – 120 vagas – Alfabetizado e sem infrações de trânsito, CNH categoria B ou superior, Remuneração: R$ 1.621,00;Técnico de Atividades Socioculturais – Educação Física – 40h/s ou jornada de 12×36 – 30 vagas – Graduação em Educação Física e registro no CREF/MS – Remuneração: R$ 3.200,00;Terapeuta Ocupacional – 40h – 2 vagas – Graduação em Terapia Ocupacional e registro no CREFITO/MS – Remuneração: R$ 3.200,00. Sobre o Processo Seletivo A seleção será feita por prova de títulos e entrevista técnica, totalizando 100 pontos (30 para títulos e 70 para entrevista), considerando experiência profissional, capacidade de comunicação, trabalho em equipe e conhecimento técnico. O edital prevê reserva de vagas para pessoas com deficiência (5%), negros (10%) e indígenas (5%), além do direito ao nome social para pessoas travestis e transexuais. A classificação final será publicada no Diário Oficial do Município, obedecendo a ordem decrescente de pontuação. O edital completo e todas as orientações de inscrição estão disponíveis neste link.
Governo apresenta plano para desenvolver bioeconomia no país

O governo apresentou, nesta quarta-feira (1º), uma nova estratégia para tornar a biodiversidade um dos principais ativos econômicos de desenvolvimento no país até 2035. O Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) deve abranger desde extrativistas até a indústria. Entre as metas estão a ampliação do pagamento por serviços ambientais, incorporação de novos fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS) e a concessão de novas Unidades de Conservação para promoção de ecoturismo. O PNDBio está organizado em três eixos: Sociobioeconomia e ativos ambientais; Bioindustrialização competitiva e Produção sustentável de biomassa. A secretária nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Carina Pimenta, explicou que se trata de uma estratégia de desenvolvimento nacional que olha para os ativos ambientais não apenas do ponto de vista da conservação, mas de como fazer o uso deles dentro das atividades econômicas, “gerando um novo ciclo de prosperidade” A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a bioeconomia pensada para o Brasil é para todos. “Há lugar para extrativista, para industrial do cosmético, dos fármacos. É uma bioeconomia para um novo ciclo de prosperidade”, acrescenta. Indústria No eixo de bioindustrialização, o plano pretende atuar especialmente nos setores de saúde e bem-estar, a partir do uso sustentável do patrimônio genético. Estão previstas a incorporação de novos fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS) e um aumento 5% da participação desse tipo de medicamento no faturamento da indústria farmacêutica do país. Serviços ambientais O primeiro eixo prevê a estruturação de um ecossistema de negócios comunitários da sociobioeconomia. Entre as ações estão o apoio a 6 mil empreendimentos, o aumento de 20% nos contratos da linha de financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) destinada a produtores de baixa renda, além da duplicação do valor bruto produzido ao ano a partir da sociobiodiversidade. Também estão previstos a valorização de serviços ambientais e socioculturais promovidos por povos e comunidades tradicionais, a partir do pagamento a 300 mil beneficiários. Também foi proposto o aumento em 50%, até 2035, no número de organizações que podem receber benefícios a partir da repartição de benefícios do patrimônio genético. O patrimônio genético é o conjunto de informações contidas nas plantas, animais e microrganismos que são utilizados na indústria cosmética, farmacêutica e de outros ramos. A legislação já prevê que as comunidades tradicionais, como povos indígenas, recebam parte desse lucro. A meta é ampliar essa repartição. O PNDBio tem como meta a recuperação de vegetação nativa de 2,3 milhões de hectares integrados às cadeias da bioeconomia, além da consolidação de 30 territórios de restauração no país. Também estão previstas a concessão de 60 Unidades de Conservação para promoção de ecoturismo e do aumento das áreas para manejo florestal para 5,28 milhões de hectares. Economia circular A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin – Marcelo Camargo/Agência Brasil O Plano Nacional destaca ainda, no terceiro eixo, o aproveitamento da biomassa na indústria nacional, com origem em produtos agrícolas e florestais. Biomassa é todo material orgânico de origem vegetal ou animal que pode ser utilizado como fonte de energia. Também está incluso o desenvolvimento da indústria bioquímica de renováveis, à exemplo da produção de biocombustíveis como o etanol. “Inovadora, competitiva, exportadora e verde. Então temos uma indústria sustentável”, afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. O PNDBio é resultado do trabalho desenvolvido ao logo de dois anos com a participação de 16 ministérios, organizações da sociedade civil, da academia e do setor privado que atuaram na Comissão Nacional de Bioeconomia (CNBio). Após ser submetido a consulta pública, com mais de 900 contribuições, a política pública foi concluída e aprovada pela CNBio em 5 de março de 2026, com a definição de 185 ações estratégicas para o país.