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Vacina da gripe não aumenta risco da doença, alerta ministério

O Ministério da Saúde alertou nesta quarta-feira (1º) que mensagens que circulam nas redes sociais voltaram a espalhar desinformação sobre vacinas. O alvo da vez, segundo a pasta, é a vacina contra a gripe. “Publicações afirmam, sem qualquer base científica, que o imunizante aumentaria o risco de contrair a própria gripe. A informação é falsa”, rebateu o ministério em nota. A pasta destacou que a vacina contra a gripe produzida no Brasil pelo Instituto Butantan apresenta eficácia comprovada na prevenção de hospitalizações e mortes, sobretudo entre grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas e pessoas com 60 anos de idade ou mais. A dose contra a gripe disponível via Sistema Único de Saúde (SUS) é a Influenza trivalente, indicada para prevenir quadros clínicos graves, complicações, internações e óbitos causados pelo vírus. “O imunizante é recomendado pelo Ministério da Saúde, pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e segue as orientações internacionais. Tanto a OMS quanto a agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), recomendam o uso de vacinas trivalentes”, reforçou o ministério. Boatos No comunicado, a pasta ressaltou que a vacina da gripe é produzida com vírus inativados, fragmentados e purificados, não sendo capaz de provocar a doença em quem é imunizado. “Logo, é falso afirmar que a vacina causa gripe mais forte ou aumenta o risco de infecção”, afirma. Um dos fatores que contribuem para a confusão, segundo o ministério, é o fato de que o vírus influenza circula com mais intensidade no outono e no inverno,  período em que também aumentam os casos de outras viroses respiratórias, como parainfluenza, covid-19, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus. “Pessoas vacinadas podem ser infectadas por outros vírus respiratórios no mesmo período e apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, o que pode gerar a falsa impressão de que a vacina não funcionou”, esclarece a pasta.  “Na prática, a imunização reduz a chance de desenvolver sintomas graves e diminui significativamente o risco de internações e morte”, alerta o ministério. Vacinação A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou no sábado (28) e segue até o dia 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.  Podem receber a dose grupos prioritários que incluem idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, trabalhadores da saúde, professores, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência, forças de segurança, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo, entre outros públicos classificados mais vulneráveis. Balanço recente divulgado pelo ministério indica que, desde o início da mobilização, mais de 2,3 milhões de doses foram distribuídas no país. “A vacinação anual é fundamental porque a composição da vacina é atualizada a cada ano, conforme orientações da OMS, para acompanhar as cepas mais prevalentes”, explica o ministério. Reforço A pasta informou ainda que reforçou a vigilância da Influenza A (H3N2), especialmente do subclado K, que vem sendo frequentemente registrada em países da América do Norte, como Estados Unidos e Canadá. No Brasil, até o momento, foram identificados apenas quatro casos do subclado K. As análises foram conduzidas por laboratórios de referência nacional, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Adolfo Lutz, seguindo protocolos rigorosos de vigilância. “A vigilância da Influenza inclui monitoramento contínuo de casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave (SRAG), diagnóstico precoce, investigação de eventos incomuns e fortalecimento do acesso à vacinação e a antivirais”, destacou o ministério. “A vacina contra a gripe não aumenta o risco da doença, ela salva vidas. Aderir à imunização é a forma mais eficaz de proteger a si mesmo e aos mais vulneráveis, reduzindo internações e evitando mortes”, garante o ministério.  “Não espalhe desinformação. Confira sempre em sites de fontes oficiais, como do Ministérios da Saúde e da OMS, antes de repassar fake news”, alerta a pasta.

Chikungunya: entenda doença que preocupa Mato Grosso do Sul

O governo federal reconheceu situação de emergência em saúde pública no município de Dourados (MS) em razão de doenças infecciosas virais, incluindo diversos casos de infecção por Chikungunya. Na última sexta-feira (27), a prefeitura já havia editado decreto declarando situação de emergência em áreas do município afetadas pela doença. Dados do boletim epidemiológico divulgado pouco antes indicam 1.455 casos prováveis, 785 confirmados, 900 em investigação e 39 internações na área urbana. Também há 539 casos em investigação, 629 confirmados e 1.168 prováveis, além de sete internações, 428 casos com atendimento hospitalar e cinco óbitos confirmados na Reserva Indígena de Dourados. Em nota, a Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul informou que o estado vai receber doses da vacina contra o Chikungunya como parte de uma estratégia piloto elaborada pelo Ministério da Saúde. A inclusão do estado ocorre após solicitação formal ao governo federal, motivada pelo cenário epidemiológico de arboviroses registrado em Dourados, sobretudo em territórios indígenas. A doença A chikungunya é uma arbovirose cujo agente etiológico é transmitido pela picada de fêmeas infectadas do gênero Aedes. De acordo com o ministério, no Brasil, até o momento, o vetor envolvido na transmissão é o Aedes aegypti. Introduzido no continente americano em 2013, o vírus foi responsável por uma epidemia em diversos países da América Central e nas ilhas do Caribe. No segundo semestre de 2014, o Brasil confirmou, por métodos laboratoriais, a presença da doença nos estados do Amapá e da Bahia. Atualmente, todos os estados registram transmissão do arbovírus. Em 2023, o ministério cita uma importante dispersão territorial do vírus no país, principalmente em estados da Região Sudeste. Anteriormente, as maiores incidências de chikungunya concentravam-se no Nordeste. As principais características clínicas da infecção são edema e dor articular incapacitante, mas também podem ocorrer manifestações extra-articulares. Casos graves podem demandar internação hospitalar e evoluir para óbito. O vírus também pode causar doença neuroinvasiva, caracterizada por agravos neurológicos como encefalite, mielite, meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, síndrome cerebelar, paresias, paralisias e neuropatias. Sintomas Os principais sintomas da infecção pelo vírus Chikungunya, de acordo com o ministério, são: Fases Segundo a pasta, a doença pode evoluir em três fases: “É possível que se desenvolvam manifestações extra-articulares, ou sistêmicas: no sistema nervoso, cardiovascular, pele, rins e outros”, destacou o ministério. Diagnóstico O diagnóstico da chikungunya tem componentes clínicos e laboratoriais e deve ser feito por um médico. Todos os exames laboratoriais para acompanhamento do quadro clínico e os testes diagnósticos (sorológicos e moleculares) estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Em caso de suspeita da doença, a orientação do ministério é que a notificação seja inserida no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Online) em até sete dias. Já em caso de óbitos, a notificação deve ser feita à própria pasta em até 24 horas. Deve-se considerar como caso suspeito paciente que apresente febre de início súbito, acompanhada de artralgia ou artrite intensa (dor nas articulações) de início agudo, não explicado por outras condições, residente em (ou que tenha visitado) áreas com transmissão até duas semanas antes de começar os sintomas, ou que tenha vínculo epidemiológico com caso confirmado. Tratamento O tratamento da infecção por Chikungunya é feito de acordo com os sintomas, já que, até o momento, não há tratamento antiviral específico para a doença. A terapia utilizada é analgesia e suporte. A orientação do ministério aos profissionais de saúde é estimular a hidratação oral dos pacientes e que a escolha dos medicamentos seja realizada após a avaliação do quadro clínico, com aplicação de escalas de dor apropriadas para cada idade e fase da doença. Em casos de comprometimento musculoesquelético importante, e sob avaliação médica conforme cada caso, pode ser recomendada ainda fisioterapia. “Em caso de suspeita, com o surgimento de qualquer sintoma, é fundamental procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico e prescrição dos medicamentos, evitando sempre a automedicação”, reforçou a pasta, citando que a automedicação pode mascarar sintomas, dificultando o diagnóstico e agravando o quadro.

IPVA 2026: prazo para pagamento da terceira parcela termina nesta terça-feira em MS

Nesta terça-feira (31) vence o prazo para pagamento da terceira parcela do IPVA 2026. A quitação dentro do vencimento é fundamental para evitar encargos e garantir a regularidade do veículo, prevenindo restrições no licenciamento e outros transtornos administrativos. O cronograma teve início em 30 de janeiro, com o vencimento da primeira parcela, para os contribuintes que não optaram pelo pagamento à vista — modalidade que ofereceu desconto de 15% dentro do prazo estabelecido, um dos mais atrativos do país. Nesses casos, o imposto pode ser parcelado em até cinco vezes, conforme o calendário: 1ª parcela: 30 de janeiro; 2ª parcela: 27 de fevereiro; 3ª parcela: 31 de março; 4ª parcela: 30 de abril; 5ª parcela: 29 de maio. Em 2026, o Governo do Estado antecipou a disponibilização das guias do IPVA, ampliando o prazo para organização financeira dos contribuintes. Desde novembro do ano anterior, os boletos passaram a ser emitidos exclusivamente em formato digital, medida que trouxe mais praticidade no acesso ao serviço e integra o processo contínuo de modernização administrativa, além de reforçar a política de estímulo à conformidade tributária. Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com cerca de 870 mil veículos na base de incidência do imposto. O valor mínimo fixado é de R$ 30 para motocicletas e R$ 55 para os demais veículos, buscando equilíbrio entre a necessidade de arrecadação e a capacidade contributiva da população. O Estado também mantém um dos mais amplos conjuntos de isenções do país. Estão dispensados do pagamento veículos oficiais, de entidades assistenciais, autarquias e fundações públicas, templos religiosos, tratores e máquinas agrícolas, aeronaves utilizadas na atividade rural e embarcações de pescadores profissionais. A lista inclui ainda táxis, mototáxis, ambulâncias, viaturas do Corpo de Bombeiros, veículos diplomáticos e automóveis com mais de 15 anos de fabricação. Pessoas com Deficiência (PCD) têm direito à redução de 60% no valor do imposto, conforme critérios previstos em lei. Empresas com frotas a partir de 30 veículos contam com alíquotas diferenciadas. Já os veículos movidos a Gás Natural Veicular (GNV) seguem totalmente isentos, como incentivo ao uso de alternativas mais sustentáveis. O imposto também deixa de ser cobrado em casos de furto, roubo ou perda total devidamente comprovados. O setor produtivo segue contemplado com tratamento específico, com reduções de alíquotas para veículos de carga, transporte coletivo e utilitários, incluindo diminuição de até 50% na base de cálculo para caminhões, ônibus e motorhomes. A medida contribui para a competitividade econômica e para a manutenção do equilíbrio fiscal do Estado. Mais informações e acesso aos serviços do IPVA estão disponíveis no portal oficial da Secretaria de Estado de Fazenda: www.sefaz.ms.gov.br/ipva. Michel Faustino, comunicação SefazIPVA – Foto Edemir Rodrigues

Campo Grande supera 112 mil buracos tapados em três meses e intensifica manutenção viária

Prefeitura mantém ritmo acelerado de reparos e prioriza vias de maior fluxo na Capital A Prefeitura de Campo Grande ultrapassou a marca de 112 mil buracos tapados em apenas três meses, resultado de uma força-tarefa coordenada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). O balanço aponta um total de 112.197 intervenções realizadas entre janeiro e março. O avanço foi impulsionado principalmente pelos períodos de estiagem, que permitiram maior produtividade das equipes em campo. Em fases mais favoráveis do clima, a média chegou a cerca de 2 mil reparos por dia. Estratégia prioriza mobilidade urbana De acordo com a Sisep, os trabalhos seguem uma lógica técnica de priorização. As equipes atuam primeiro nas vias com maior fluxo de veículos, depois nos acessos aos bairros e, por fim, nas ruas internas. A medida tem como objetivo reduzir impactos no trânsito e melhorar a fluidez urbana, especialmente em regiões com maior circulação diária. Produção mensal em alta Os dados detalhados mostram crescimento consistente ao longo do trimestre: Mesmo com variações climáticas, o mês de março manteve média superior a 1.800 serviços diários, indicando continuidade no ritmo das operações. Limitações técnicas e impacto do clima A execução do serviço depende de condições específicas. A aplicação do CBUQ, material utilizado na recomposição do asfalto, exige temperaturas entre 110 °C e 177 °C, o que inviabiliza a operação em dias de chuva. Por isso, a Prefeitura reforça que o planejamento leva em consideração fatores climáticos, garantindo maior durabilidade dos reparos e eficiência no uso dos recursos públicos. Continuidade das ações As equipes seguem mobilizadas para atender tanto demandas emergenciais quanto intervenções programadas. O objetivo, segundo a administração municipal, é manter o ritmo de manutenção e ampliar a qualidade da malha viária da Capital.

Medicamentos podem ter reajuste de até 3,81% a partir desta terça

Medicamentos vendidos no Brasil podem ter o preço reajustado em até 3,81% a partir desta terça-feira (31), conforme estabelecido em resolução publicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). O texto prevê três níveis máximos de reajuste aplicáveis a diferentes grupos de medicamentos, conforme a competitividade de cada categoria: Algumas categorias não se encaixam nesses critérios, como fitoterápicos, homeopáticos e determinados medicamentos isentos de prescrição com alta concorrência no mercado, que possuem regras específicas dentro do sistema de regulação de preços. Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) destacou que o reajuste médio permitido por lei ficará em até 2,47%, o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, de 3,81%. “A redução consecutiva do índice desde 2023 é fruto da política de combate à inflação e reforça a importância da regulação para proteger o consumidor de preços abusivos. Nos anos anteriores, houve um aumento expressivo do percentual, ultrapassando 10%.” A Anvisa destaca que os aumentos não são automáticos. “Na prática, fabricantes e farmácias podem aplicar reajustes inferiores ou até manter os preços atuais, dependendo das condições do setor e do nível de concorrência entre as empresas”. “A regulação econômica dos medicamentos no Brasil garante a proteção do consumidor e, ao mesmo tempo, busca a sustentabilidade do setor para a continuidade do fornecimento de medicamentos no país.” Entenda O reajuste dos preços de medicamentos é feito uma vez ao ano e segue uma fórmula regulatória que parte da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e desconta o ganho de produtividade da indústria. A Cmed é o órgão federal responsável pela regulação econômica do mercado farmacêutico no Brasil e estabelece critérios para a fixação e o reajuste dos preços de medicamentos, com o objetivo de estimular a concorrência e garantir o acesso da população aos produtos. A câmara de regulação é composta pelo Ministério da Saúde, pela Casa Civil e pelos Ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A Anvisa, por sua vez, exerce a função de secretaria executiva, fornecendo suporte técnico às decisões. Relacionadas

Prefeitura convoca médicos especialistas de diversas áreas

Foi publicado em Diário Oficial desta segunda-feira (30) a convocação de médicos especialistas de diversas áreas de atuação para reforçar o quadro de profissionais da rede municipal de saúde.   Na publicação, consta a lista de dez especialidades diferentes, nas quais os profissionais chamados atuaram conforme em cargas horárias semanais diversas. Estão na lista médicos especialistas em otorrinolaringologia, oftalmologia subespecialidade em glaucoma, oftalmologia geral, cardiologia, reumatologia, ginecologia e obstetrícia, pediatria, medicina da família e comunidade, psiquiatria e clínico geral com atuação em saúde mental.  Os profissionais trabalharão entre 12 e 40 horas por semana, de acordo com a inscrição feita no cadastro de médicos temporários da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). O candidato deverá se apresentar na sede da pasta conforme data e horário estabelecidos em edital.  Aquele que não apresentar a documentação exigida dentro do prazo estipulado será considerado desistente, e só poderá ser convocado novamente mediante a uma nova inscrição no cadastro. 

Saúde libera R$ 900 mil para combate ao Chikungunya em Dourados

O Ministério da Saúde liberou aporte emergencial de R$ 900 mil para ações de vigilância, assistência e controle do Chikungunya na região da Grande Dourados, no Mato Grosso do Sul. Em nota, a pasta informou que o valor será transferido em parcela única, do Fundo Nacional de Saúde (FNS) ao fundo municipal. “Os recursos poderão ser utilizados para intensificar estratégias como vigilância em saúde, controle do mosquito Aedes aegypti, qualificação da assistência e apoio às equipes que atuam diretamente no atendimento à população”, informa o ministério. A liberação do montante, segundo o ministério, se soma a outras iniciativas em curso, como a instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), compostas por armadilhas com recipiente plástico e tecido impregnado com larvicida. “Ao entrar em contato com o produto, o inseto passa a disseminar o larvicida em outros criadouros, contribuindo para interromper o ciclo de reprodução”, detalhou o comunicado. Ainda de acordo com a pasta, agentes municipais passaram por capacitação conduzida por técnicos da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses, com foco no uso das novas tecnologias de controle vetorial. Outra medida adotada na região é a busca ativa em territórios indígenas de Dourados, realizada de forma conjunta pela Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), com 106 atendimentos domiciliares nas aldeias Jaguapiru e Bororó. Força-tarefa Na última semana, o ministério instalou uma sala de situação com o objetivo de coordenar as ações federais de combate ao Chikungunya. “Posteriormente, a estrutura será levada ao território, com atuação integrada entre áreas técnicas, gestores estaduais e municipais e outros órgãos públicos, fortalecendo a tomada de decisão”, informou a nota. Desde o início de março, agentes de saúde e de combate às endemias realizaram visitas a mais de 2,2 mil residências nas aldeias da região. As ações incluem mutirões de limpeza, eliminação de criadouros, aplicação de larvicidas e inseticidas. O ministério autorizou ainda, em caráter emergencial, a contratação temporária de 20 agentes de combate a endemias. A admissão será feita por meio de análise curricular e a expectativa é que, nas próximas semanas, os profissionais já estejam atuando. Entenda Desde 18 de março, a Força Nacional do SUS atua no município em parceria com equipes locais.  Segundo a pasta, há atualmente 34 profissionais mobilizados, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, com atuação nas áreas mais afetadas. A equipe foi enviada ao município depois que o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul emitiu alerta epidemiológico em razão do aumento de casos de arboviroses no município. As ações envolvem equipes das Secretarias de Saúde Indígena (Sesai) e de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul, e da Defesa Civil estadual. Doença A Chikungunya é uma arbovirose cujo agente etiológico é transmitido pela picada de fêmeas infectadas do gênero Aedes. No Brasil, até o momento, o vetor envolvido na transmissão é o Aedes aegypti. O vírus foi introduzido no continente americano em 2013 e foi responsável por uma epidemia em diversos países da América Central e nas ilhas do Caribe. No segundo semestre de 2014, o Brasil confirmou, por métodos laboratoriais, a presença da doença nos estados do Amapá e da Bahia. Atualmente, todos os estados registram transmissão do arbovírus. Em 2023, o ministério cita uma importante dispersão territorial do vírus no país, principalmente em estados da Região Sudeste. Anteriormente, as maiores incidências de chikungunya concentravam-se no Nordeste. As principais características clínicas da infecção são edema e dor articular incapacitante, mas também podem ocorrer manifestações extra articulares. Casos graves de chikungunya podem demandar internação hospitalar e evoluir para óbito.

Pé-de-Meia: beneficiários nascidos em novembro e dezembro recebem hoje

Os estudantes beneficiados pelo programa Pé-de-Meia de 2026, que nasceram nos meses de novembro e dezembro, recebem nesta segunda-feira (30) a primeira parcela referente ao incentivo-matrícula. O valor de R$ 200 será creditado em conta poupança Caixa Tem, aberta automaticamente pela Caixa Econômica Federal em nome dos estudantes participantes. A parcela é depositada conforme o mês de nascimento dos estudantes de 14 a 24 anos, que cumprem os requisitos do Pé-de-Meia. Confira o calendário de pagamentos: ·         Nascidos em janeiro e fevereiro: receberam em 23 de março; ·         em março e abril: receberam em 24 de março; ·         em maio e junho: receberam em 25 de março; ·         em julho e agosto: receberam em 26 de março; ·         em setembro e outubro: receberam em 27 de março; ·         em novembro e dezembro: receberam nesta segunda-feira (30); O Pé-de-Meia funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio. Cerca de 3,6 milhões de estudantes receberão o incentivo-matrícula de 2026. Quem tem direito A participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes matriculados na rede pública de saúde e com inscrições ativas no Cadastro Único (CadÚnico). Em 2026, é preciso ter cadastro ativo até a data-base de 7 de agosto de 2026. Também é preciso ter renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa. O Ministério da Educação (MEC) é o responsável por verificar se o jovem pode participar do programa federal a partir dos dados do CadÚnico. Outros pagamentos Neste mês, o MEC também paga o incentivo-conclusão aos participantes do Pé-de-Meia que deixaram de receber na data regular porque as redes de ensino não tinham enviado as informações no prazo anterior estabelecido pelo programa. O valor de R$ 1 mil do incentivo conclusão é referente à aprovação em cada ano letivo do ensino médio, mas somente pode ser sacado após a aprovação no terceiro ano. O Ministério da Educação explica que à medida que as redes de ensino repassam ao MEC os dados que informam a conclusão, os estudantes beneficiários podem receber os valores nas próximas datas de pagamento do programa. Confira o calendário completo de pagamentos do Pé-de-Meia em 2026. Pé-de-Meia O Ministério da Educação estima que, desde 2024, o programa alcançou 6 milhões de estudantes em todo o Brasil. Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9.200 por aluno.  O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login da plataforma digital Gov.br. É preciso digitar a senha da conta do estudante. Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco, no telefone 0800-616161.

MS Cidadão e UEMS na Comunidade levam serviços e experiência imersiva à população no Jardim Noroeste

Ação reuniu atendimentos gratuitos, extensão universitária e inovação com planetário inflável Moradores do bairro Jardim Noroeste, em Campo Grande, participaram no último sábado (28) de mais uma edição do MS Cidadão, realizada em parceria com o programa UEMS na Comunidade – Por Elas. A iniciativa, promovida pelo Governo do Estado e pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, concentrou diversos serviços gratuitos e atividades educativas no CRAS Hércules Mandetta. A ação levou atendimentos nas áreas de saúde, assistência social, documentação, habitação e orientação profissional, facilitando o acesso da população a serviços essenciais em um único espaço. Serviços e acolhimento à comunidade Durante o evento, a população teve acesso a exames como aferição de pressão arterial, testes de glicemia e atendimentos preventivos, além de emissão e atualização de documentos e orientações sobre programas sociais. A programação também contou com atividades culturais e recreativas para crianças e famílias, criando um ambiente acolhedor e integrador. Planetário inflável amplia experiência educativa Um dos destaques da ação foi a instalação de um planetário inflável itinerante da UEMS, que proporcionou uma experiência imersiva ao público, especialmente crianças e jovens. O espaço funciona como uma ferramenta de educação não formal voltada à popularização da ciência, permitindo que os participantes vivenciem conteúdos científicos por meio de projeções digitais em ambiente de realidade imersiva . A estrutura, composta por um domo inflável com projeção em alta resolução, tem capacidade para receber dezenas de pessoas por sessão e é utilizada pela universidade para levar conhecimento a diferentes regiões do Estado. A iniciativa chamou atenção do público e reforçou o papel da universidade na democratização do acesso à ciência e à tecnologia. Universidade próxima da população O programa UEMS na Comunidade teve papel central na mobilização, levando acadêmicos e professores para atuação direta com a população. Para o reitor da UEMS, Laércio Alves de Carvalho, a ação reforça a missão institucional da universidade. “A universidade pública precisa estar onde as pessoas estão. Quando levamos nossos projetos para dentro das comunidades, ampliamos o acesso ao conhecimento e contribuímos diretamente para a melhoria da qualidade de vida”, afirmou. A pró-reitora de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários, Érika Kaneta Ferri, destacou o impacto da extensão universitária. “Essa ação mostra, na prática, o poder transformador da extensão. Nossos acadêmicos vivenciam a realidade da população e, ao mesmo tempo, entregam conhecimento, cuidado e acolhimento. É uma troca que fortalece tanto a formação quanto o compromisso social da universidade”, ressaltou. Edição especial voltada às mulheres Com o tema “Por Elas”, a edição também integrou ações voltadas ao Mês da Mulher, com atividades focadas em cidadania, saúde, qualificação profissional, geração de renda e prevenção à violência. Considerado a maior caravana de extensão universitária do Estado, o programa UEMS na Comunidade já ultrapassou a marca de 100 mil atendimentos e segue ampliando seu alcance, consolidando a universidade como agente ativo no desenvolvimento social de Mato Grosso do Sul.

Chikungunya faz nova vítima e total chega a 6 mortes em Mato Grosso do Sul

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou, na última quinta-feira (26), a sexta morte por chikungunya em Mato Grosso do Sul. A vítima é um idoso de 72 anos, morador de Bonito, que faleceu no dia 19 de março após o caso ficar em investigação. O paciente tinha comorbidades, como hipertensão e diabetes, e apresentou os primeiros sintomas no dia 13 de março. Esta é a primeira morte registrada fora de Dourados, município que concentra a maior parte dos casos até agora. Em Bonito, já são 56 casos confirmados da doença e outros 74 em investigação. A cidade está em nível de risco vermelho, quando há mais de 300 casos por 100 mil habitantes, segundo o boletim epidemiológico. As outras cinco mortes ocorreram em Dourados, entre moradores de aldeias indígenas, incluindo idosos e dois bebês. O avanço da doença levou o município a decretar estado de emergência em saúde pública. Em todo o Estado, são 3.058 casos prováveis e 1.452 confirmações de chikungunya em 2026, incluindo 21 gestantes. Apenas nos três primeiros meses do ano, o número de mortes já ultrapassa um terço do total registrado em 2025, quando houve 17 óbitos, o maior número da série histórica recente.