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Pé-de-Meia será depositado na conta de alunos a partir de terça-feira

O Ministério da Educação (MEC) pagará, a partir de terça-feira (25), a parcela de R$ 1 mil do Pé-de-Meia a estudantes que participam do programa e que concluíram um dos três anos do ensino médio regular em escola pública em 2024. Os pagamentos dessa parcela de incentivo à conclusão do curso seguem até quinta-feira (27), de acordo com a série dos estudantes. Adicionalmente, os alunos aprovados no terceiro ano em 2024, que participaram dos dois dias da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), receberão mais R$ 200. Os depósitos serão feitos após o Tribunal de Contas da União (TCU) desbloquear, no dia 12, R$ 6 bilhões para o pagamento das parcelas do programa, apelidado de Poupança do Ensino Médio. O Pé-de-Meia é direcionado a estudantes matriculados no ensino médio em escolas públicas, inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).  A poupança tem o objetivo de promover a permanência dos alunos e a conclusão dessa etapa de ensino. O ministro da Educação, Camilo Santana, comentou, na rede social, a importância da política. “No programa Pé- de- Meia você pode ganhar até R$ 9,2 mil como incentivo à permanência na escola. Esse é o grande programa do governo para garantir a permanência do nosso jovem na escola”, declarou. Depósitos e saques Para os estudantes que terminaram o terceiro ano em escola pública no ano passado, ou seja, se formaram no ensino médio regular, os depósitos serão feitos na terça e quarta-feira (26), conforme a data de nascimento. No dia 25, recebem os nascidos em janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho. Em 26 de fevereiro, recebem os aniversariantes de julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro. Os valores depositados (R$ 1 mil do incentivo-conclusão e mais R$ 200 pela participação no Enem 2024) poderão ser sacados imediatamente. Já os alunos do Pé-de-Meia aprovados no primeiro ou segundo ano do ensino médio em 2024 terão R$ 1 mil depositados na modalidade poupança na quinta-feira (27), independentemente da data de nascimento. A quantia somente poderá ser retirada após concluírem o ensino médio. O ministro da Educação, Camilo Santana explicou o que acontece com quem passa de ano, mas ainda não concluiu o ensino médio. “Aos alunos que concluíram o primeiro ou o segundo ano do ensino médio, vamos depositar R$ 1 mil da poupança e esse dinheiro vai ficar lá rendendo. É bom lembrar, você só vai poder sacar ao final da conclusão do ensino médio. Os recursos repassados à Caixa Econômica Federal serão depositados nas contas que foram abertas automaticamente pela instituição em nome de todos os beneficiários do Pé-de-Meia que cumprem os critérios do programa. Caso o adolescente tenha menos de 18 anos, é necessário que o responsável legal o autorize a movimentar a conta, sacar o dinheiro ou usar o aplicativo Caixa Tem,  A autorização pode ser feita pelo aplicativo ou em uma agência da Caixa Econômica Federal. Se o estudante tiver 18 anos ou mais, a conta já estará desbloqueada para uso do valor depositado. Outras situações O MEC avisa que os estudantes do ensino médio de escolas públicas que ainda não terminaram o ano letivo de 2024 vão receber o incentivo quando tiverem as aprovações informadas pelas redes de ensino estaduais. Já os alunos que tiveram parcelas bloqueadas em 2024 também podem receber os valores nos próximos meses, desde que cumpram os requisitos do programa, matrícula, frequência, aprovação nos anos letivos e participação no Enem. Para saber se é beneficiário do Programa Pé-de-Meia, o interessado pode consultar gratuitamente no aplicativo Jornada do Estudante, disponibilizado pelo MEC. O login é feito na conta do aluno no portal único de serviços digitais do governo federal, o Gov.br, com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha cadastrados. A conta pode ser nível bronze de segurança. Pé-de-Meia Criado em janeiro de 2024, o Pé-de-Meia é destinado a estudantes do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de escolas públicas de todas as regiões do país que integram famílias inscritas no Cadúnico  Não há necessidade de inscrição dos estudantes. O objetivo do MEC é democratizar o acesso ao ensino médio e reduzir a desigualdade social entre os jovens, além de fomentar mais inclusão social pela educação. Os beneficiários da política, após ampliação para o CadÚnico e a EJA em julho do ano passado, chegam a 3,9 milhões de estudantes. Estão aptos a participar os alunos que cumprirem os requisitos do programa. Pelas regras, além de estar inscrito no Cadúnico, o estudante deve ser matriculado na rede pública de ensino até dois meses após o início do período letivo. Os estudantes do ensino médio regular devem ter idade entre 14 e 24 anos e, no caso da EJA, entre 19 e 24 anos. A chamada Poupança do Ensino Médio oferece os seguintes benefícios:  incentivo-matrícula: R$ 200 pagos em parcela única anual aos estudantes que se matricularem na rede pública de ensino; incentivo-frequência do ensino regular: até R$ 1,8 mi,l pagos em nove parcelas de R$ 200 aos estudantes que tiverem a frequência mínima de 80% comprovada pela rede de ensino pública do estado; incentivo-frequência da EJA: será pago em quatro parcelas de R$ 225, por semestre cursado; incentivo conclusão (poupança) do ensino regular: até R$ 3 mil pagos em três parcelas de R$ 1 mil, ao fim de cada ano concluído com aprovação. Contudo, o saque será possível apenas na conclusão do ensino médio; incentivo conclusão (poupança) da EJA: acumulado em até três parcelas de R$ 1 mil, condicionadas à aprovação parcial para a certificação de conclusão do ensino médio ao final de cada semestre ou ano letivo; incentivo Enem: R$ 200 pagos em parcela única aos estudantes do terceiro ano do ensino médio que participarem do Enem. Considerando todas as parcelas, tanto da poupança quanto dos depósitos disponíveis para saque imediato, os valores do Pé-de-Meia chegam a R$ 9,2 mil por aluno.  Para mais informações, acesse o site do programa.

Senar/MS tem centro de formação técnica de excelência voltada ao Agronegócio

A jornada de Thayslla Danchen no universo agropecuário começou de maneira inusitada. Sem qualquer ligação prévia com o setor rural, ela exercia a profissão de manicure quando seu irmão, engenheiro agrônomo, a convidou a explorar novos horizontes. Foi então que ela descobriu o Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte do Senar/MS, em Campo Grande. Hoje, formada pela instituição, comemora uma conquista: a contratação como auxiliar de campo e laboratório na Embrapa Gado de Corte. “Talvez eu continuaria sendo manicure se não fosse o Centro de Excelência. Nem pensava em trabalhar no Agro, não tinha relação nenhuma. O convite do meu irmão me fez descobrir esse mundo novo. Hoje não sou mais a mesma do passado, sou literalmente do agro e faço parte disso. Tive a vida toda transformada”, comenta Thayslla. A dedicação e entusiasmo de Thayslla não passaram despercebidos. Logo após concluir o curso, surgiu a oportunidade de integrar a equipe da Embrapa Gado de Corte como auxiliar de campo e laboratório em uma pesquisa sobre melhoramento de pastagens. “É uma realização tremenda. Hoje auxilio um dos doutores nesse estudo que busca melhorar a nutrição dos animais, por meio de novas braquiárias que serão colocadas no mercado. Sei que tudo que trabalhar ali dentro pode ajudar os produtores”, celebra. Durante os dois anos de curso, Thayslla se viu encantada pelo Agro nos grupos de estudo e atividades práticas. “Eu tinha dificuldade com o conhecimento no campo e ter a oportunidade de estar em grupos que permitiam trabalhar com os animais despertou meu encanto e me fez entender de maneira reforçada o que era trabalhado em sala de aula e laboratórios”, relembra. Hoje, entusiasta do Agro, ela faz questão de compartilhar sua experiência com quem busca uma nova carreira. “Tenho orgulho de ser técnica em agropecuária formada pelo Centro de Excelência. Ter isso no currículo agrega muito no mercado de trabalho. Sempre que posso, recomendo a instituição para quem deseja ingressar no setor”, conclui. Centro de Excelência – Inaugurado em 2018, o Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte (CEBC) do Senar/MS, localizado em Campo Grande, oferece cursos técnicos e programas de capacitação que combinam teoria e prática, preparando profissionais para atender às demandas do mercado e contribuir para o desenvolvimento sustentável do Agronegócio. Além das salas de aula, a instituição conta com laboratórios especializados e áreas experimentais que proporcionam aos alunos vivências práticas essenciais para sua formação. O CEBC também é responsável por toda a educação formal oferecida pelo Senar/MS em 15 polos distribuídos por todo estado. A educação formal do Senar/MS, que existe desde 2015, já formou mais de mil profissionais nas áreas de agronegócio, florestas, fruticultura e agropecuária. Com a inauguração do Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte, as oportunidades na formação em agropecuária foram ampliadas, beneficiando somente nessa área específica, 265 formados.  Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Michael Franco

Após temporal, bairros de Campo Grande ainda estão sem energia

Diversos bairros de Campo Grande seguem sem energia elétrica após o forte temporal que atingiu a cidade na tarde de ontem (20). A concessionária responsável pelo fornecimento informa que equipes estão trabalhando para restabelecer o serviço, mas algumas áreas ainda enfrentam dificuldades. Moradores relataram queda de árvores, danos em telhados e alagamentos em algumas regiões. A orientação da Defesa Civil é que a população evite contato com fios caídos e registre ocorrências junto à concessionária de energia para agilizar os reparos. A prefeitura anunciou que será feito um mutirão de limpeza para remover entulhos e galhos das ruas, minimizando os impactos do temporal.

Programação do Carnaval 2025 em Campo Grande começa neste sábado

A partir deste sábado (22), tem início a programação oficial do Carnaval 2025 em Campo Grande, com atrações em diversos pontos da cidade. O evento de abertura será na Praça Cuiabá, a partir das 15h, com apresentações musicais e atividades para todas as idades. A festa seguirá ao longo de 15 dias, com expectativa de reunir cerca de 100 mil foliões. Entre as principais atrações estão blocos carnavalescos, desfiles de escolas de samba e shows ao vivo. O tradicional desfile das escolas de samba ocorrerá na Praça do Papa, com uma estimativa de público de 20 mil pessoas. A prefeitura reforça que a programação inclui ações de conscientização sobre o consumo responsável de álcool, além da distribuição de preservativos e campanhas contra o assédio durante as festividades.

Brasil celebra o Dia Internacional da Língua Materna

Nesta sexta-feira (21), o mundo celebra o Dia Internacional da Língua Materna, uma data instituída pela UNESCO para promover a diversidade linguística e a valorização dos idiomas nativos. No Brasil, a data reforça a importância da preservação das línguas indígenas e das variações regionais do português, reconhecendo-as como parte essencial da identidade cultural do país. Atualmente, o Brasil possui mais de 150 línguas indígenas ainda faladas, mas muitas delas estão em risco de extinção. Especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que incentivem o ensino e a documentação dessas línguas, garantindo sua preservação para as futuras gerações.

Campo Grande – temperaturas altas e baixa probabilidade de chuva

Nesta sexta-feira (21), Campo Grande amanheceu com céu nublado e temperatura em torno de 20°C. No decorrer do dia, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que o clima permanecerá parcialmente nublado, com máxima de 34°C e mínima de 22°C. A umidade relativa do ar varia entre 39% e 100%, com baixa probabilidade de chuva. No entanto, o calor intenso pode contribuir para a formação de pancadas isoladas de chuva no fim da tarde. Especialistas alertam para os cuidados com a exposição prolongada ao sol, recomendando o uso de protetor solar, roupas leves e hidratação constante.

Lei do Pantanal completa um ano com avanços e desafios na preservação

A Lei do Pantanal, que estabelece diretrizes para a conservação e o uso sustentável do bioma, completa um ano de vigência nesta quarta-feira (19). A legislação foi criada para proteger a fauna e a flora, combater queimadas e desmatamento e regular atividades econômicas na região. Apesar dos avanços, especialistas apontam desafios na implementação das medidas, especialmente no que diz respeito à fiscalização e à aplicação de sanções para crimes ambientais. Dados indicam que, em 2024, o desmatamento no Pantanal reduziu 18%, mas os incêndios florestais continuam sendo uma ameaça para o ecossistema. Para este ano, o governo estadual pretende reforçar políticas ambientais, aumentando a capacitação de brigadistas e promovendo incentivos para práticas sustentáveis. Organizações ambientais cobram mais investimentos na proteção do bioma e no combate às mudanças climáticas.

Banco do Brasil tem lucro recorde de R$ 37,9 bi em 2024

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O Banco do Brasil (BB) teve lucro líquido ajustado recorde de R$ 37,9 bilhões em 2024, com crescimento de 6,6% em relação a 2023. Segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (19) à noite pela instituição financeira, apenas no quarto trimestre, o lucro totalizou R$ 9,6 bilhões, alta de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com o BB, o crescimento no lucro pode ser explicado pelo crescimento na margem financeira bruta (+11,2%), das receitas de prestação de serviços (+4,9%) e pela contenção das despesas administrativas, que cresceram 4,4% no ano passado e subiram menos que a inflação. Carteira de crédito A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil encerrou 2024 com saldo de R$ 1,3 trilhão, alta de 15,3% em relação a 2023. Os destaques foram as operações com pessoas físicas, com empresas e com o agronegócio. Em relação às pessoas físicas, a carteira de crédito ampliada cresceu 7,3% no ano passado, somando R$ 336 bilhões. A expansão foi influenciada pela carteira de crédito consignado, que cresceu 9,8% no ano passado. A carteira de crédito para pessoas jurídicas totalizou R$ 461,1 bilhões, com alta de 18% em 12 meses. A carteira ampliada do agronegócio somou R$ 397,7 bilhões, batendo o recorde registrado em 2023. O crescimento totalizou 2,9% em relação ao trimestre anterior e 11,9% em 12 meses. O BB manteve a liderança no crédito ao segmento. A carteira de negócios sustentáveis, que engloba os empréstimos a projetos com impacto social e ambiental positivo, somou R$ 386,7 bilhões no ano passado, com alta de 12,7% em 12 meses. O montante corresponde a 30% do crédito total do banco. Inadimplência O índice de inadimplência acima de 90 dias das operações de crédito do banco ficou em 3,32% em dezembro de 2024, alta em relação aos 2,92% registrados no fim de 2023. Segundo o BB, a elevação decorreu principalmente do segmento de agronegócio, afetado por desastres climáticos no ano passado. Com a inadimplência maior, a despesa com a provisão (reserva) para créditos de liquidação duvidosa subiu 16,9% no ano passado. Receitas e despesas As receitas com prestação de serviços cresceram 4,9% em 2024, totalizando R$ 35,5 bilhões. Os destaques foram os segmentos de consórcios (+17,4%); rendas do mercado de capitais (+16,7%); administração de fundos (+11,6%); e seguros, previdência e capitalização (+10,4%). As despesas administrativas somaram R$ 37 bilhões, alta de 4,4% no ano passado, abaixo da inflação acumulada no ano passado e dentro das projeções do banco, que variavam entre 5% e 7%. O BB também divulgou as projeções para 2025. Para este ano, a instituição prevê lucro líquido ajustado entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões, expansão de 5,5% a 9,5% na carteira de crédito. As receitas com prestação de serviços deverão ficar entre R$ 34,5 bilhões e R$ 36,5 bilhões; e os gastos administrativos, entre R$ 38,5 bilhões e R$ 40 bilhões.

PGR: Bolsonaro liderou “longa construção criminosa”

Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil Foto:  Leobark Rodrigues/Secom/MPF A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que o ex-presidente Jair Bolsonaro liderou uma “organização criminosa” que, a partir de 2021, “se dedicou a incitar a intervenção militar no país” e, assim, deflagrar um golpe de Estado, permitindo que ele e seus apoiadores permanecessem no poder, independentemente do resultado das eleições presidenciais de 2022. Ao longo das 272 páginas da denúncia apresentada na noite desta terça-feira (18), a PGR elenca fatos, evidências e depoimentos de investigados, como o do ex-ajudante de Ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, e conclui que Bolsonaro e outras 33 pessoas, incluindo ex-ministros e militares de alta patente, agiram para minar a confiança popular no sistema eletrônico de votação e nas instituições democráticas brasileiras. Com base no inquérito da Polícia Federal (PF) que, em novembro de 2024, indiciou Bolsonaro e outras 36 pessoas pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa, a PGR sustenta que o ex-presidente não só tinha conhecimento, como participou de várias das ações arquitetadas para a consumação do golpe de Estado, incluindo o suposto plano para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. “Os fatos narrados ao longo desta peça acusatória não deixam dúvidas de que o cenário de instabilidade social identificado após o resultado das eleições de 2022 foi fruto de uma longa construção da organização criminosa que se dedicou, desde 2021, a incitar a intervenção militar no país e a disseminar, por múltiplos canais, ataques aos poderes constitucionais e a espalhar a falsa narrativa do emprego do sistema eletrônico de votação para prejudicar Jair Bolsonaro”, afirma o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Na denúncia, a PGR afirma que o plano de ruptura da ordem democrática foi colocado em marcha de forma mais acintosa em março de 2021, após o STF anular as condenações criminais de Lula no âmbito da Operação Lava Jato, permitindo que o petista disputasse as eleições do ano seguinte.  “Convém recordar que, a partir de 2021, o presidente [Jair Bolsonaro] adotou crescente tom de ruptura com a normalidade institucional nos seus repetidos pronunciamentos públicos em que se mostrava descontente com decisões de tribunais superiores e com o sistema eleitoral eletrônico em vigor. Poucos dias depois de superada a causa de inelegibilidade [de Lula], o grupo de apoio do então presidente [Bolsonaro], que formará o núcleo da organização criminosa, cogitou de o mesmo, abertamente, passar a afrontar e a desobedecer a decisões do Supremo Tribunal Federal, chegando a criar plano de contingenciamento e fuga de Bolsonaro, se a ousadia não viesse a ser tolerada pelos militares”, afirma Gonet. A partir daí, segundo a PGR, “a trama conspiratória armada e executada contra as instituições democráticas” evolui em diferentes frentes, “desenrolando-se em cadeia de acontecimentos, alguns com mais marcante visibilidade do que outros, sempre articulados ao mesmo objetivo [golpista]”.  Para a PGR, são provas da participação ativa de Bolsonaro no suposto “plano de insurreição” a transmissão (live) que o presidente fez nas redes sociais, em 29 de julho de 2021, durante a qual ele repetiu acusações já então desmentidas contra o sistema eleitoral, conclamando as Forças Armadas a agirem. “A partir de então, os pronunciamentos públicos [de Bolsonaro] passaram a progredir em agressividade, com ataques diretos aos poderes constituídos, [de forma a] inculcar sentimento de indignação e revolta nos seus apoiadores e com o propósito de tornar aceitável e até esperável o recurso à força contra um resultado eleitoral em que o seu adversário político mais consistente triunfasse”, considera a PGR. Na mesma linha, a denúncia relembra que, ao participar de um ato em seu apoio, em 7 de Setembro de 2021, em São Paulo, Bolsonaro atacou Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga o financiamento e organização de atos antidemocráticos, ameaçando não mais cumprir suas decisões. E que, em julho de 2022, o ex-presidente convocou uma reunião ministerial durante a qual “cobrou do alto escalão de seu governo a multiplicação dos ataques às urnas eletrônicas e ao processo eleitoral”. “As investigações da PF revelaram que o pronunciamento não era mero arroubo impensado e inconsequente. Já então, o grupo ao redor do presidente tinha traçado uma estratégia de atuação em prol do seu líder, incluindo um plano de fuga do país, se porventura lhe faltasse o apoio armado com que contavam”, aponta a PGR. Entre as provas que a PRG afirma ter para comprovar que Bolsonaro tinha conhecimento e estimulava a proposta golpista está a cópia de um discurso que, supostamente, seria lido por Bolsonaro durante a consumação do golpe. O discurso foi encontrado na sala do ex-presidente na sede do PL e, para a PGR, reforça o domínio que este possuía sobre as ações da organização criminosa, especialmente sobre qual seria o desfecho dos planos traçados – a sua permanência autoritária no poder, mediante o uso da força”. Uma segunda cópia do documento foi encontrada no aparelho celular de Mauro Cid, cujo depoimento à PF parece reforçar a tese da PGR. De acordo com a denúncia, o ex-ajudante de Ordens confirmou, por exemplo, que, em novembro de 2022, Bolsonaro e seu então assessor Filipe Garcia Martins Pereira discutiram a redação e posterior publicação de um decreto golpista, intervindo no inclusive no Poder Judiciário e decretando a realização de novas eleições. “De acordo com o colaborador [Cid], Bolsonaro fez, adiante, ajustes na minuta, submetendo à prisão apenas o ministro Alexandre de Moraes [do STF] e se limitando à realização de novas eleições presidenciais. As informações prestadas pelo colaborador indicam que a primeira versão do documento foi submetida à apreciação de representantes das Forças Armadas, em reunião realizada no Palácio da Alvorada. Na ocasião, Bolsonaro apresentou a minuta ao [então comandante do Exército], general Freire Gomes, ao [então comandante da Marinha] almirante Almir Garnier Santos e ao [então] ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira”. Em nota, a defesa do ex-presidente informou ter ficado “estarrecida e indignada com a denúncia” apresentada nesta

UEMS na Comunidade leva ações sociais e cidadania a diversos municípios de MS

O Programa UEMS na Comunidade, iniciativa de extensão da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), tem como objetivo aproximar a instituição da sociedade, levando conhecimento, cultura e serviços essenciais às comunidades do estado. Por meio de ações itinerantes, o programa oferece atendimentos em saúde, educação, cidadania e diversas atividades culturais, fortalecendo o vínculo entre a universidade e a população. Para a programação do primeiro semestre de 2025, o programa apresenta o seguinte cronograma de atividades: FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO O reitor da UEMS, Dr. Laércio Alves de Carvalho, destaca a relevância do programa: “O UEMS na Comunidade é a perfeita representação do papel da Universidade. Estar com o povo, na Capital e no interior, avançando com estudo, pesquisa e extensão, é o que transforma vidas.” A coordenadora do programa, profa. Dra. Erika Kaneta Ferri, reforça o compromisso da universidade com a sociedade: “Através do UEMS na Comunidade, desenvolvemos ações em diversas áreas, como educação, saúde, direitos humanos, meio ambiente e cultura, promovendo um impacto positivo nas comunidades atendidas.” Em 2024, o programa realizou sete edições, beneficiando milhares de pessoas em municípios como Mundo Novo, Campo Grande, Dourados, Ponta Porã e Miranda. A continuidade das ações em 2025 reforça o compromisso da UEMS em promover cidadania, inclusão e desenvolvimento regional por meio da extensão universitária. Para acompanhar as atividades e novidades do programa, siga as redes sociais oficiais: @uemsoficial e @uemsnacomunidade. Para visualizar um pouco das ações realizadas, confira o vídeo da 10ª edição do Programa UEMS na Comunidade: