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Família ganha ensaio fotográfico com Melissa, bebê de 4 meses, internada em UTI Pediátrica  

Com o apoio da equipe do Hospital Unimed Campo Grande, o mêsversário da pequena foi eternizado, trazendo conforto e carinho à família em meio à adversidade  A experiência de estar internado em um hospital é, para muitos, marcada pela sensação de tempo interminável e pela espera ansiosa por dias melhores. Nessas horas, muitas coisas rondam o pensamento, especialmente sobre aquilo que gostaríamos de fazer para aproveitar a vida. É também nos momentos mais difíceis que os gestos de carinho e dedicação de profissionais de saúde podem transformar a realidade de uma família. E foi isso que aconteceu com a pequena Melissa, uma bebê de 4 meses que, internada na UTI Pediátrica Mista do Hospital Unimed Campo Grande, em cuidados paliativos, teve um mêsversário inesquecível, graças ao cuidado e o olhar de empatia de toda a equipe.  Entre uma conversa e outra com a psicóloga hospitalar, Cinthia Munhões Elias, a mãe da pequena paciente, Alessandra Bueno de Castro, revelou sua tristeza por não ter feito um ensaio fotográfico com sua família antes da internação de Melissa, algo que, em seu coração, representava uma forma de eternizar a alegria da sua pequena.   Sensibilizada, Cinthia, com o apoio de outros profissionais do hospital e da sede da cooperativa médica, organizou um ensaio fotográfico ali mesmo, na UTI, seguindo todos os protocolos necessários, com direito a cenário discreto, mas cheio de amor, roupas especiais e uma fotógrafa profissional. Na hora da visita, Alessandra recebeu Cinthia e seu parceiro de trabalho, Fagner Hiroshi Sato, que anunciaram a surpresa. “Eu comentei com a Cinthia que se soubesse o que passaríamos, teria feito um ensaio enquanto podíamos sair com ela e ter essa surpresa me deixou muito emocionada. Fiquei muito feliz, porque vejo o tanto de carinho, amor e dedicação que todos têm conosco. Mesmo em meio às dificuldades, encontramos um acolhimento incrível, e vejo como Deus coloca pessoas maravilhosas em nossas vidas”, falou Alessandra bastante emocionada.  A ação sensibilizou toda a equipe de plantão naquela manhã de sábado, que se achegava no cantinho da porta para dar uma olhada no momento mágico vivido pela família de Melissa. “Esse ensaio vai além da prática profissional.  Sempre tento me colocar no lugar dos pacientes, oferecendo acolhimento e carinho, e saber que estou ajudando a realizar um desejo, ainda que simples, torna nosso trabalho muito mais gratificante. Aqui, enxergamos não só a saúde dos pacientes, mas também as necessidades emocionais de suas famílias”, disse a psicóloga.  O momento especial foi eternizado pelas lentes de Mari Tavora, fotógrafa que usou seu dom e falou da importância desse trabalho realizado a muitas mãos. “Poderia ser só um ensaio simples, mas senti que essa família merecia mais. Assim formamos uma verdadeira força tarefa. O resultado? O mais lindo da minha carreira, não só pela estética, mas pelo significado”.   Dra. Patrícia Otto, pediatra paliativista responsável pelo acompanhamento de Melissa, ressaltou a importância dessas ações em um contexto em que a medicina não pode curar. “Como médica, proporcionar conforto em momentos em que a cura não é possível é essencial. O gesto de oferecer um momento de carinho e lembrança, como o ensaio fotográfico, traz um alívio para a criança e seus familiares. O foco aqui é garantir a qualidade de vida e o conforto de todos, humanizando a assistência.”  Cuidados Paliativos – No Hospital Unimed Campo Grande, a Rede do Abraço é o serviço responsável pelos cuidados paliativos, uma abordagem e cuidado direcionados para pacientes com doenças ameaçadoras da vida e também aos seus familiares, com o objetivo de promover alívio de sofrimento, por meio da prevenção e do controle de sintomas em várias esferas: físicos, social, emocional e espiritual.   

Roberval Andrade domina em Campo Grande e leva a melhor na estreia da Copa Truck 2025

O Autódromo Internacional de Campo Grande foi palco, neste domingo (23), da abertura da temporada 2025 da Copa Truck, a mais robusta das competições do automobilismo nacional. A etapa inaugural atraiu grandes nomes da categoria e um público entusiasmado, que compareceu em peso para acompanhar de perto as emoções da primeira corrida do ano. Em um fim de semana de calor intenso, o piloto Roberval Andrade – campeão da temporada 2021 – mostrou total domínio na categoria Pro. Ele liderou todas as sessões de treinos e confirmou seu excelente desempenho ao vencer a primeira corrida do domingo. No pódio da categoria principal, Roberval foi acompanhado por Beto Monteiro e Raphael Abbate. Já o tricampeão Felipe Giaffone terminou em quarto lugar. Na segunda prova do dia, que contou com a inversão do grid entre os oito primeiros colocados, André Marques cruzou a linha de chegada em primeiro. Completaram o pódio dessa bateria os pilotos Wellington Cirino, Felipe Giaffone, Raphael Abbate e Roberval Andrade. Entre os destaques das demais categorias, Pedro Perdoncini venceu a primeira prova da elite, enquanto Nic levou a melhor na segunda corrida. A próxima etapa da Copa Truck está marcada para o segundo fim de semana de abril e será realizada no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina (PR). A temporada 2025 contará com nove etapas ao todo, encerrando-se em dezembro no tradicional circuito de Interlagos, em São Paulo. Foto: Copa Truck

Beber água diariamente pode reduzir pela metade o risco de AVC

Manter-se hidratado pode ser uma das práticas mais eficazes – e simples – para proteger a saúde do cérebro. De acordo com uma pesquisa da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, o consumo diário de pelo menos cinco copos de água pode diminuir em até 53% a probabilidade de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Além de atuar na prevenção, a hidratação adequada também colabora no processo de recuperação de pessoas que já passaram por um AVC, reforçando a importância desse hábito constante. Outro estudo, realizado em 2015 por especialistas do Hospital Johns Hopkins, revelou que a desidratação pode aumentar em até quatro vezes o risco de complicações cardiovasculares. Isso ocorre porque a falta de líquidos engrossa o sangue, favorecendo a formação de coágulos – um dos principais gatilhos para o AVC. A recomendação dos pesquisadores é consumir, em média, seis copos de água por dia, o que representa entre 1.800 e 2.000 ml. É importante ressaltar que bebidas como refrigerantes ou sucos não substituem os benefícios da água pura, considerada a forma mais eficaz de hidratação. Entenda o que é um AVC O Acidente Vascular Cerebral acontece quando o fornecimento de sangue a uma área do cérebro é interrompido, seja por obstrução ou rompimento de um vaso sanguíneo. Os principais sinais de alerta incluem: Em alguns casos, o AVC pode ocorrer de forma silenciosa, sem sintomas aparentes. Hidratação como aliada da saúde Beber água regularmente vai além de matar a sede: trata-se de um cuidado fundamental com o bem-estar cardiovascular e cerebral. Incorporar esse hábito no dia a dia é uma medida preventiva simples, mas com grande impacto na redução de riscos à saúde. Agora que você já sabe, aproveite o momento e beba um copo de água – um gesto pequeno que pode fazer uma enorme diferença.

Águas Guariroba mantém compromisso com sustentabilidade e gestão eficiente dos recursos hídricos em Campo Grande

Mesmo após o Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, a importância da preservação desse recurso essencial continua sendo pauta fundamental. Em Campo Grande, a Águas Guariroba atua há 25 anos como protagonista na gestão responsável e sustentável da água, garantindo o abastecimento de qualidade e o saneamento para a população da Capital. A água que chega diariamente aos lares campo-grandenses percorre um processo rigoroso de captação, tratamento e distribuição, seguido pelo tratamento de esgoto, formando um ciclo completo de cuidado com o meio ambiente. Diariamente, mais de 280 milhões de litros de água são captados de fontes superficiais e subterrâneas, tratados e distribuídos com monitoramento 24 horas feito pelo Centro de Controle de Operações (CCO) da concessionária. Desde 2011, 100% das residências e comércios de Campo Grande estão conectados à rede de água. Após o uso, a água é coletada por uma ampla rede de esgoto, com cobertura de 93% da cidade, sendo tratada integralmente antes de ser devolvida ao meio ambiente – o que representa mais de 93 milhões de litros de esgoto tratados por dia. Segundo Gabriel Buim, diretor-presidente da Águas Guariroba, a responsabilidade na gestão do ciclo hídrico é o que assegura um futuro sustentável: “Cuidar da água de forma responsável é preservar a saúde do planeta e garantir o abastecimento para as próximas gerações.” Além disso, a concessionária avança constantemente em obras de infraestrutura. Somente em março, foi iniciada a construção de uma nova Estação de Tratamento de Esgoto no bairro Colúmbia. Ao final de 2024, dois reservatórios com capacidade de 1 milhão de litros cada foram entregues, assim como a perfuração de um novo poço profundo, fortalecendo a resiliência do sistema de abastecimento em períodos de estiagem. Campo Grande também é destaque nacional em eficiência hídrica. O índice de perdas de água na Capital é de apenas 19%, bem abaixo da média nacional, que ultrapassa 30%. Esse resultado é fruto de investimentos em tecnologia e ações preventivas, como explica o gerente de Operações, José Henrique da Cruz: “Contamos com o trabalho das equipes em campo e com o suporte dos loggers de pressão, dispositivos instalados em pontos estratégicos da cidade para monitorar a pressão da rede e identificar perdas de forma ágil.” A atuação ambiental da Águas Guariroba vai além do sistema urbano. Há 14 anos, a concessionária fundou o Viveiro Isaac de Oliveira com foco na produção de mudas nativas para a recuperação de áreas de preservação ambiental nas bacias dos córregos Guariroba e Lageado. Com essa ação, foi possível recuperar matas ciliares e ampliar a vazão hídrica da região – o córrego Guariroba, por exemplo, apresentou aumento de 10% em sua vazão. O viveiro, recentemente ampliado, agora tem capacidade para produzir até 80 mil mudas por ano. Em mais de uma década, foram doadas mais de 640 mil mudas para ações de reflorestamento em Campo Grande e interior do Estado. Combinando tecnologia, investimentos e compromisso ambiental, a Águas Guariroba segue firme em sua missão de oferecer qualidade de vida à população e proteger os recursos naturais, mantendo Campo Grande entre as cidades mais bem abastecidas e arborizadas do Brasil.

Senar/MS amplia preservação de nascentes e eleva índice de conservação para 70% em 2024

No mês em que é celebrado o Dia Mundial da Água, o Senar/MS reforça a importância da preservação dos recursos hídricos por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Ação de Proteção de Nascentes. Desde sua implementação, em 2020, a iniciativa já identificou 2.233 nascentes em propriedades rurais de 68 municípios sul-mato-grossenses, promovendo a recuperação e conservação dessas áreas estratégicas para a oferta de água em quantidade e qualidade. A legislação brasileira estabelece que as nascentes são Áreas de Preservação Permanente (APP), exigindo um raio mínimo de 50 metros de proteção. O trabalho do Senar/MS, em parceria com produtores rurais, tem sido fundamental para garantir o cumprimento dessas normas e incentivar práticas sustentáveis no agronegócio. Como funciona a Proteção de Nascentes A identificação das nascentes é realizada por técnicos e supervisores da ATeG, que recebem capacitação específica para o monitoramento e proteção dessas áreas. A partir do diagnóstico, são implementadas medidas como cercamento da nascente, limpeza da área, controle de erosão e reflorestamento com espécies nativas, sempre com a autorização dos produtores. De acordo com o coordenador da ATeG Ação de Proteção de Nascentes, Gabriel Pereira, a conservação das nascentes traz benefícios diretos para o produtor rural. “O acesso à água potável melhora a dessedentacão dos animais e pode ser utilizada também no consumo humano. Além disso, protege o solo e amplia a segurança hídrica das propriedades”, destaca. Uma das nascentes monitoradas fica na Fazenda Macaúba, em Corguinho. O dono da propriedade, Celso Afonso, relata que as orientações do Senar/MS ajudam a compreender as normas técnicas da legislação ambiental e os benefícios da conservação. “Isso desperta a possibilidade de transformar o projeto em algo que inspire mais pessoas no cuidado e proteção das nascentes. Cuidar da água é ter a possibilidade de garantir a vida agora e no futuro”, disse. Resultados e impacto ambiental Para medir a conservação das nascentes, são analisados oito quesitos essenciais, incluindo turbidez da água, presença de sedimentos, compactação do solo e cobertura vegetal. Os resultados de 2024 mostram que houve melhora em cinco dos oito indicadores analisados, e um deles se manteve estável. O índice geral de conservação das nascentes atingiu 70% em 2024, um avanço significativo em relação aos 64% registrados no ano anterior. Esse progresso comprova a eficácia das estratégias aplicadas e o engajamento dos produtores na adoção de boas práticas ambientais. A iniciativa do Senar/MS demonstra que é possível conciliar produtividade agrícola com sustentabilidade, beneficiando tanto o setor agropecuário quanto as comunidades que dependem da qualidade e disponibilidade dos recursos hídricos.

Brasil perde o dobro da área da capital paulista em superfície de água

O Brasil perdeu 400 mil hectares de superfície de água em 2024, uma extensão que equivale a mais de duas vezes a cidade de São Paulo, aponta a atualização da série histórica do MapBiomas Água, divulgada nesta sexta-feira (21). No ano passado, o território do país coberto por corpos hídricos e reservatórios ficou em 17,9 milhões de hectares, o que representa uma diminuição de 2% em relação 18,3 milhões registrados em 2023. De acordo com a nova coleção de mapas e dados de cobertura do território nacional por superfície de água, há uma acentuação na trajetória de diminuição dessa área na última década, quando foram registrados oito dos anos mais secos da série histórica iniciada em 1985. No período, apenas em 2022 houve recuperação da superfície de água, quando atingiu 18,8 milhões de hectares. Segundo o pesquisador Juliano Schirmbeck, coordenador técnico do MapBiomas Água, o Brasil o brasil está mais seco por causa da dinâmica de ocupação e uso da terra associada aos eventos climáticos extremos. “Esses dados servem como um alerta sobre a necessidade de estratégias adaptativas de gestão hídrica e políticas públicas que revertam essa tendência”, diz. Em 2024, a Amazônia registrou 10,9 milhões de hectares de superfície de água, representando 61% do total no Brasil. A Mata Atlântica registrou 2,2 milhões de hectares ou 13% do total, o Pampa 1,8 milhão de hectares, ou 10% do total, o Cerrado tem 1,6 milhão de hectares ou 9% do total e a Caatinga tem 981 mil hectares ou 5% do total. Pantanal O Pantanal registrou, em 2024, 366 mil hectares de superfície de água, representando apenas 2% do total no país. O bioma teve uma redução de 4,1% em relação ao ano anterior, e foi o mais afetado pela redução desde 1985, com uma perda de 61% da extensão ao longo desses anos. “Desde a última cheia em 2018, o bioma tem enfrentado o aumento de períodos de seca e, em 2024, a seca extrema aumentou a incidência e propagação de incêndios”, explica o pesquisador Eduardo Rosa, da equipe do MapBiomas Água. Amazônia A seca extrema vivida na Amazônia em 2024 também impactou as superfícies de água no bioma, promovendo uma redução de 1,1 milhão de hectares em relação a 2023 e de 4,5 milhões de hectares em relação a 2022. No ano passado, quase dois terços (63%) das 47 sub-bacias hidrográficas registraram perda de superfície de água em relação à média histórica. Sub-bacias do Rio Negro já perderam mais de 50 mil hectares na média histórica. “Foram dois anos consecutivos de secas extremas na Amazônia, sendo que, em 2024, a seca chegou mais cedo e afetou bacias que não foram fortemente atingidas em 2023, como a do Tapajós”, destaca o pesquisador da MapBiomas Carlos Souza Jr. Pampa Em relação a 2023, o bioma Pampa permaneceu praticamente estável, com um ganho de cerca de 100 mil hectares de área coberta por água, ficando ainda 0,3% abaixo de sua média histórica. Segundo Juliano Schirmbeck, isso ocorre devido aos extremos climáticos, que são apontados como a principal consequência das mudanças causadas pelo aquecimento do planeta. “O Pampa teve um início de ano com estiagens, sendo o mês de março o mês mais seco do ano. No mês seguinte, em maio, ocorreu a cheia extrema, atingindo a maior superfície mensal dos 40 anos da série histórica”, explica. Caatinga Ao longo do ano passado, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica se mantiveram acima da média histórica, com destaque para a Caatinga, que terminou o ano com seis mil hectares a mais que em 2023 e a maior área coberta por água nos últimos 10 anos. Segundo o pesquisador Diêgo Costa, da equipe Caatinga do MapBiomas, esse resultado indica a consolidação de um ciclo de cheias para o bioma iniciado em 2018, mas é preciso ficar alerta. “Apesar desse cenário favorável, persistem áreas com secas recorrentes, especialmente ao longo da bacia do São Francisco e na região do Seridó Nordestino — territórios particularmente vulneráveis à desertificação.”, ressalta. Cerrado Sobrevoo no norte da Bahia e parte do Piauí – Arquivo/Thomas Bauer/ SOS Mata Atlântica Um fenômeno foi observado no bioma Cerrado, que passou por uma substituição de corpos hídricos naturais, como rios e lagos, por superfícies de água artificiais como represas e reservatórios. Ao longo dos 40 anos de série histórica, as regiões onde o bioma ocorre tiveram as superfícies de água naturais reduzidas de 62% para 40% em 2024. Já as superfícies artificiais subiram de 37% para 60% no ano passado. Com isso, as áreas ocupadas por água no bioma permaneceram inalteradas no último ano. De forma geral, no Brasil, houve um crescimento histórico de superfície de água artificial, com um acréscimo de 1,5 milhão de hectares ao longo da série histórica. Entre os biomas que mais concentram reservatórios e represas estão a Mata Atlântica (33%) e Cerrado (24%). Embora ainda respondam por 77% da área coberta por água no país, os corpos de água naturais foram reduzidos em 15% nesses 40 anos. Na avaliação de Schirmbeck, o aumento da superfície de água no Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica derivam do crescimento da água armazenada em hidrelétricas e outros tipos de reservatórios. Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil Foto: Alex Pazuello/Secom

Nova resolução autoriza farmacêuticos a prescrever medicamentos e gera polêmica com entidades médicas

A partir do dia 17 de abril de 2025, entra em vigor a nova resolução nº 5/2025 do Conselho Federal de Farmácia (CFF), que autoriza farmacêuticos a prescreverem medicamentos, inclusive os que exigem receita médica. A medida amplia a atuação desses profissionais no atendimento à saúde da população e é considerada um avanço pelo CFF no sentido de regulamentar e organizar a prescrição farmacêutica com base em protocolos clínicos bem definidos e respaldados pelas melhores evidências científicas. Até então, os farmacêuticos estavam autorizados a prescrever apenas medicamentos isentos de prescrição (MIP), geralmente indicados para sintomas leves e doenças autolimitadas, como resfriados, alergias ou cólicas. Também podiam receitar medicamentos sujeitos a prescrição, desde que estivessem previstos em programas ou protocolos específicos, como no caso da PrEP e PEP para prevenção do HIV. Com a nova norma, no entanto, farmacêuticos com o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Farmácia Clínica poderão prescrever também medicamentos que exigem receita, desde que observadas as condições técnicas e legais estabelecidas. O RQE é um registro concedido aos profissionais que realizam formação específica em áreas de atuação clínica, permitindo uma prescrição mais segura e qualificada. Segundo o CFF, a nova regulamentação visa padronizar o processo de prescrição e ampliar a fiscalização, garantindo mais segurança tanto para os pacientes quanto para os profissionais. A verificação da habilitação do farmacêutico para prescrever poderá ser feita diretamente no site do CFF, onde estará disponível a lista dos profissionais qualificados. A proposta tem por objetivo ampliar o acesso da população a serviços de saúde, sobretudo em localidades com menor cobertura médica, oferecendo uma alternativa baseada em evidências e protocolos. Apesar do posicionamento favorável do CFF, a medida enfrenta forte oposição do Conselho Federal de Medicina (CFM) e de outras entidades médicas. Para o CFM, a resolução é ilegal e representa um risco à saúde pública. A entidade argumenta que prescrever medicamentos exige investigação clínica, diagnóstico e definição de condutas terapêuticas, atividades previstas como exclusivas dos médicos segundo a Lei do Ato Médico (Lei nº 12.842/2013). O CFM afirma ainda que a resolução será contestada judicialmente, como ocorreu em ocasiões anteriores. A disputa entre CFF e CFM sobre a competência para prescrição de medicamentos não é nova e já resultou em batalhas judiciais anteriores. Em 2023, por exemplo, uma resolução semelhante do CFF foi suspensa por decisão da Justiça Federal, sob o argumento de que extrapolava os limites legais da atuação farmacêutica. Ainda assim, o CFF reformulou a norma, alegando que todas as suas resoluções anteriores resistiram aos questionamentos judiciais por falta de embasamento legal por parte dos opositores. De acordo com o CFF, a nova resolução não interfere na atividade médica, mas organiza a prescrição farmacêutica dentro de diretrizes específicas. A entidade defende que a prescrição não é uma atividade exclusiva dos médicos e que a legislação brasileira já reconhece a atuação do farmacêutico no acompanhamento de tratamentos e na indicação terapêutica de acordo com o perfil farmacoterapêutico do paciente. O debate segue aberto e, enquanto a norma não for judicialmente suspensa, passará a valer em todo o país a partir de abril. Ainda assim, seu alcance será restrito aos farmacêuticos devidamente qualificados, com formação clínica especializada, e sempre dentro dos limites estabelecidos pelos protocolos autorizados. A discussão promete se intensificar à medida que o modelo for implementado e testado na prática, colocando à prova os limites da atuação de diferentes categorias da saúde no Brasil.

Vereador Landmark Rios organiza audiência para fortalecer a agricultura familiar em Campo Grande

Na tarde desta terça-feira (19), o vereador Landmark Rios (PT) promoveu uma reunião em seu gabinete para planejar a audiência pública que discutirá políticas de segurança alimentar na capital sul-mato-grossense. O encontro reuniu representantes de entidades, movimentos sociais e produtores da agricultura familiar, com o objetivo de traçar estratégias para garantir à população acesso a alimentos saudáveis e de qualidade. A audiência pública está marcada para o dia 9 de maio na Câmara Municipal, reunindo especialistas, autoridades e produtores rurais para debater formas de fortalecer a agricultura familiar como um pilar no combate à insegurança alimentar. Além disso, serão discutidas soluções para aprimorar a comercialização de alimentos agroecológicos no município. Segundo o vereador Landmark Rios, presidente da Comissão de Agricultura e Agronegócio da Câmara, a questão da segurança alimentar envolve saúde pública, assistência social e o fortalecimento das comunidades periféricas. “A produção sustentável e de qualidade depende do fortalecimento dos assentamentos de Campo Grande e do estado como um todo. Queremos garantir voz e representatividade aos produtores e movimentos sociais, que serão essenciais na construção de propostas concretas para o poder público”, destacou. Entre os desafios apontados na reunião estão as dificuldades na comercialização dos produtos agrícolas, o escoamento da produção e a falta de assistência técnica. Landmark enfatizou a necessidade de políticas de incentivo à reforma agrária, investimentos em equipamentos agrícolas e suporte técnico para os pequenos produtores. “São os agricultores familiares que garantem a oferta de hortaliças, frutas e alimentos livres de agrotóxicos. Precisamos apoiar esse setor com iniciativas que assegurem sua viabilidade econômica”, afirmou. A presidente da Federação da Agricultura Familiar e Empreendedores Rurais de Mato Grosso do Sul (FAFER-MS), Sandra Maria Soares, reforçou a importância do debate. “Essa conversa com os movimentos sociais ligados à agricultura familiar é essencial para o desenvolvimento de Campo Grande. A comercialização ainda é um grande desafio, e discutir soluções para isso é fundamental”, declarou. Como encaminhamento da reunião, foi criado um Grupo de Trabalho (GT) que ficará responsável pela organização da audiência pública. As propostas levantadas no evento serão compiladas em um relatório e encaminhadas para os governos federal, estadual e municipal. Participaram da reunião representantes da União Geral dos Trabalhadores (UGT), da Secretaria Nacional de Participação Social (SNPS-DF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), além de membros de comunidades quilombolas e indígenas. O objetivo comum entre os grupos é desenvolver políticas sustentáveis que fortaleçam a segurança alimentar e incentivem a agricultura familiar no município. Foto: Pedro Roque

Novo empréstimo consignado para trabalhadores CLT entra em vigor hoje

A partir desta sexta-feira, 21 de março de 2025, trabalhadores com carteira assinada (CLT) têm acesso a uma nova modalidade de crédito consignado, denominada “Crédito do Trabalhador”. Essa iniciativa do governo federal visa oferecer empréstimos com taxas de juros mais baixas, utilizando o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia. ​ Como Funciona o Crédito do Trabalhador O “Crédito do Trabalhador” permite que empregados do setor privado, incluindo domésticos e rurais, obtenham empréstimos com parcelas descontadas diretamente na folha de pagamento. Para contratar, o trabalhador deve acessar o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital) e autorizar que instituições financeiras habilitadas consultem informações como nome, CPF, margem consignável e tempo de serviço. Após a autorização, as ofertas de crédito são enviadas em até 24 horas, e a contratação é finalizada nos canais eletrônicos dos bancos participantes. ​ Garantias e Limites O trabalhador pode utilizar até 10% do saldo do FGTS e 100% da multa rescisória como garantias para o empréstimo. As parcelas serão descontadas mensalmente na folha de pagamento, respeitando uma margem consignável de 35% do salário bruto. Em caso de demissão, o saldo do FGTS e a multa rescisória podem ser usados para quitar ou amortizar a dívida. ​ Migração e Portabilidade de Empréstimos Existentes Trabalhadores que já possuem empréstimos consignados poderão migrar para o novo modelo a partir de 25 de abril de 2025. A portabilidade entre diferentes instituições financeiras estará disponível a partir de 6 de junho de 2025. ​Serviços e Informações do Brasil Expectativas e Benefícios O governo federal estima que cerca de 47 milhões de trabalhadores poderão se beneficiar dessa nova linha de crédito, que promete reduzir o custo dos empréstimos e ampliar o acesso ao crédito consignado para a iniciativa privada. ​ Para mais informações e contratação, os trabalhadores devem acessar o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou os canais eletrônicos das instituições financeiras habilitadas.

Outono começa com previsão de temperaturas acima da média

O outono é considerado por muitos como a estação mais bonita do ano com céu azul intenso, temperaturas mais agradáveis que o verão e uma bela luminosidade. O outono no Brasil começou nesta quinta-feira (20), à 6h01 e termina no dia 20 de junho, às 23h42min (horário de Brasília).   O outono é uma estação considerada de transição entre o verão quente e úmido e o inverno frio e seco, principalmente no Brasil Central. Neste período, as chuvas são mais escassas no interior do Brasil, em particular no semiárido nordestino Segundo o prognóstico climático da estação produzido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão do Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nas regiões Norte e Nordeste ainda são registrados volumes importantes de chuva, em associação a atividade convectiva tropical e atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). A estação também é caracterizada por incursões de massas de ar frio oriundas do sul do continente que provocam o declínio das temperaturas do ar, principalmente na Região Sul e parte da Região Sudeste. Durante o outono, observam-se as primeiras ocorrências de fenômenos adversos, típicos do período, como nevoeiros nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; geadas nas regiões Sul e Sudeste e em Mato Grosso do Sul; neve nas áreas serranas e nos planaltos da Região Sul e friagem no sul da Região Norte e nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e até mesmo no sul de Goiás. Região Sudeste A previsão para o outono indica predomínio de chuvas abaixo da média histórica em toda a região. Contudo, não se descartam eventos de chuvas intensas na porção leste da região, devido a passagem de sistemas frontais sobre o oceano, que podem provocar instabilidades para estas áreas. Para a temperatura, as previsões indicam valores acima da média histórica nos próximos meses. No entanto, há a possibilidade de incursões de massas de ar frio nos próximos meses, que poderão provocar queda nas temperaturas, especialmente em regiões de maior altitude. Região Sul A previsão indica condições desfavoráveis para as chuvas, com predomínio de chuvas abaixo da média histórica principalmente sobre os estados do Paraná, Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul. No centro-sul do Rio Grande do Sul, a expectativa é de condições de chuvas variando entre próximas a acima da média. Quanto às temperaturas, a previsão indica predomínio de valores acima da média histórica em grande parte da região. Entretanto, não se descarta a entrada das primeiras incursões de massas de ar frio em 2025 nos próximos meses, que podem provocar declínio de temperaturas na região, e de forma mais acentuada em regiões de maior altitude. Região Centro-Oeste A tendência para o outono é de chuvas abaixo da média histórica em grande parte da região. Porém, vale notar que é comum a redução de chuvas a partir de abril que representa um mês de transição entre o período chuvoso e o período seco desta região. Quanto às temperaturas, a previsão indica predomínio de valores acima da média histórica nos próximos meses. Região Nordeste A previsão climática indica condições desfavoráveis para as chuvas, com predomínio de condições de chuvas abaixo da média histórica no centro-sul da região. Assim como para a Região Norte, são previstas chuvas mais regulares sobre a porção norte da região, devido a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mais ao sul de sua posição climatológica. São previstos valores de temperatura do ar acima da média histórica em grande parte da região nos próximos meses. Entretanto, temperaturas mais amenas poderão ser registradas sobre a costa norte da região em relação a porção central (interior), devido a ocorrência de dias consecutivos de chuva. Região Norte A previsão climática, realizada pelo INMET/CPTEC-INPE para os meses de abril a junho de 2025, indica condições favoráveis para o predomínio de chuvas acima da média histórica no centro-norte da Região Norte. Para as áreas do sul da Região Norte, a previsão é de condições favoráveis para chuvas próximas ou abaixo da média durante o trimestre. A temperatura média do ar é prevista para prevalecer acima da média histórica em praticamente toda a região, com valores podendo atingir 1 a 2ºC acima da média, no sudeste do Pará e oeste do Tocantins. Hortaliças O agrônomo Ítalo Ludke, chefe de transferência e tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Hortaliças, explica que nesta época do ano, no Centro-Oeste, é quando os produtores de hortaliças começam a preparar as áreas e cultivos em campo aberto. No Distrito Federal, se iniciam os plantios de morango em campo aberto. “Só se começa a fazer o plantio protegido em outubro, quando começa a chover. Assim ocorre com várias outras culturas, tomate, pimentão, brócolis, folhosas como alface, couve, os temperos, é possível fazer nessa época com irrigação na região Centro-Oeste onde tem esse período bem definido de chuva e seca, os produtores fazem esse cultivo de hortaliças em campo aberto, sem proteção nenhuma. Nessa região do Centro-Oeste que se expande para parte do Sudeste e parte do Nordeste, tem predomínio de produção de hortaliças em campo aberto”, disse o agrônomo. Ele acrescenta que as cenouras que são cultivares adaptadas a esse período mais ameno, mais fresco, são plantadas em março e abril. “Alho praticamente em todo o país é plantado agora em março, abril e maio e a colheita é feita de setembro a novembro. Cebola também é plantada de março a maio e começa a colheita em junho e julho”.