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Médicos alertam para riscos da gripe em pessoas com mais de 60 anos

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou em 2024 um crescimento de 189% nas hospitalizações de idosos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza, em relação a 2023. Para chamar a atenção da população para os riscos da gripe em pessoas com mais de 60 anos, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), em parceria com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), realiza nesta quarta-feira (26) o encontro Além da Gripe – Um debate sensível à gravidade dos riscos e impactos provocados pelo vírus da influenza. O objetivo do encontro é fazer um alerta sobre a sazonalidade da gripe, principalmente por conta dos baixos índices vacinais e dos riscos que este cenário pode causar para a população idosa. Segundo as entidades organizadoras, a sazonalidade está associada ao começo do outono e à mudança do clima em vários lugares do país, época em que as baixas temperaturas podem contribuir para que o vírus acabe circulando com mais intensidade, o que aumenta a necessidade de proteção e o risco de hospitalização. De acordo com as entidades, a partir dos 40 anos, o risco de ataque cardíaco aumenta em dez vezes e o de AVC oito vezes nos primeiros três dias após uma infecção por influenza e idosos permanecem com risco elevado para AVC até dois meses depois de se contaminar pelo vírus, o que reflete nas admissões em UTI, que cresceram 187% e em 157% mais óbitos. Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil 

Delas Day movimenta Campo Grande com protagonismo feminino, inovação e grandes nomes nacionais

​O “Delas Day”, evento que celebra o protagonismo feminino, inicia nesta quarta-feira, 26 de março, em Campo Grande. Realizado no Bosque Expo, localizado no Shopping Bosque dos Ipês, o evento ocorre nos dias 26 e 27 de março, das 13h às 21h, com expectativa de reunir mais de três mil participantes. ​ Com o tema “Jornadas que inspiram novas histórias”, o Delas Day oferece uma programação diversificada, incluindo palestras, painéis, workshops, rodadas de negócios e atrações culturais. Os temas abordados englobam liderança, empreendedorismo, diversidade, inclusão, ciência e tecnologia. O evento contará com a participação de palestrantes renomadas nacionalmente, como Mariana Rios, Ana Hickmann, Maria Cândida, Camila Renaux, Elisama Santos, Carol Paiffer e Anne Wilians. ​ A infraestrutura do evento foi planejada para proporcionar um ambiente acolhedor e inclusivo, dispondo de praça de alimentação com food trucks, salas exclusivas para rodadas de negócios e uma mostra de expositoras. Além disso, haverá dois palcos para palestras simultâneas e uma plenária principal para as palestras magnas. ​ O Delas Day é uma iniciativa conjunta do Sebrae/MS, Sistema Fiems, Sistema Comércio MS (Fecomércio, Sesc, Senac), Faculdade Insted, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Governo do Estado de Mato Grosso do Sul. Conta ainda com o apoio de diversas entidades, incluindo a Prefeitura de Campo Grande, Federação das Associações Empresariais de Mato Grosso do Sul (FAEMS), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Associação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado de Mato Grosso do Sul (AMEMS), Banco do Brasil, Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (ASSOMASUL), TV Morena e Sistema OCB/MS. ​ Destinado a lideranças, empresárias, aspirantes a empreendedoras, estudantes, investidores e apoiadores do protagonismo feminino, o Delas Day é gratuito. As inscrições podem ser realizadas no site oficial: delasday.com.br. ​ A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) apoia e participa do evento, oferecendo serviços como brinquedoteca com monitores, sala de amamentação e sala sensorial, visando contribuir para a inclusão e conforto dos participantes. ​ Para mais informações e detalhes sobre a programação, visite o site oficial do evento.

MS atinge recorde na produção de etanol e se consolida como referência em bioenergia e descarbonização

Mato Grosso do Sul alcançou um novo patamar no setor bioenergético ao registrar produção recorde de etanol na safra 2024/25. Com 4,2 bilhões de litros produzidos, o estado se firmou como o quarto maior produtor do país, demonstrando resiliência e inovação mesmo diante de desafios climáticos que impactaram a moagem da cana-de-açúcar. O crescimento expressivo se deve, em grande parte, à adoção do etanol de milho como fonte complementar. Atualmente, o etanol derivado do cereal representa 37% da produção total no estado. Essa diversificação tem sido estratégica, possibilitando a manutenção da produtividade mesmo com a redução de 5,1% na quantidade de cana processada. No total, 22 usinas estão em operação em MS, gerando aproximadamente 30 mil empregos diretos. O avanço está alinhado à meta estadual de neutralidade de carbono até 2030. Segundo dados da Biosul (Associação de Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul), entre 2020 e 2024, as usinas do estado deixaram de emitir 13,7 milhões de toneladas de CO₂, o equivalente ao plantio de cerca de 89 milhões de árvores. Durante a Expocanas 2025, feira realizada em Nova Alvorada do Sul e considerada uma das maiores do segmento no estado, mais de 120 expositores se reuniram para debater soluções e tecnologias para o setor de bioenergia. O evento também foi palco para o fortalecimento de parcerias institucionais e reconhecimento de lideranças. Na cerimônia de abertura, o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, destacou o compromisso do governo com o setor. “O Mato Grosso do Sul vem investindo fortemente em bioenergia. Nossa competitividade em áreas como floresta plantada e proteína animal impulsiona esse setor que é estratégico para o crescimento sustentável do estado”, afirmou. Amaury Pekelman, presidente da Biosul, também ressaltou a importância do etanol de milho na estabilidade e crescimento da cadeia produtiva. “Essa complementaridade trouxe não apenas estabilidade diante das variações climáticas, mas também eficiência e avanços tecnológicos. O setor demonstrou sua capacidade de adaptação com resultados positivos”, disse. Para a próxima safra (2025/26), as projeções apontam para mais um ciclo de crescimento: a moagem de cana deve alcançar 50,5 milhões de toneladas — um aumento de 3,5% — e a produção de etanol pode atingir 4,7 bilhões de litros, o que representa alta de 11%. Como parte do reconhecimento ao trabalho em prol do setor, o secretário Jaime Verruck foi homenageado pela Embrapa Agropecuária Oeste e pela TCH Gestão Agrícola. A entrega da homenagem foi feita por Harley Nonato de Oliveira, chefe da Embrapa Dourados, e por José Trevelin Jr, da TCH Agrícola. O desempenho de MS no setor reforça sua posição de liderança na produção de energia limpa e na contribuição efetiva para a mitigação dos impactos das mudanças climáticas, com geração de renda, empregos e inovação tecnológica. Foto: Mairinco de Pauda/Semadesc

Campo Grande inicia vacinação contra a Influenza nesta quinta com mais de 25 mil doses disponíveis

A partir desta quinta-feira (27), a campanha de imunização contra a Influenza terá início em Campo Grande. O município recebeu um lote com 25.300 doses da vacina, que serão distribuídas nas 74 unidades básicas de saúde da cidade. A vacinação priorizará os grupos considerados de maior vulnerabilidade, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. A ação visa conter o avanço dos casos graves da gripe, em um momento em que os atendimentos por síndromes respiratórias vêm aumentando significativamente na capital. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), neste último fim de semana, as unidades de saúde ultrapassaram 4 mil atendimentos relacionados a sintomas respiratórios. Nesta fase inicial, serão contempladas as pessoas incluídas nos grupos prioritários do Programa Nacional de Imunização (PNI), entre elas: crianças de 6 meses até menores de 6 anos, gestantes, puérperas, indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, profissionais da saúde e da educação, integrantes das Forças Armadas, Forças de Segurança e Salvamento, trabalhadores de transporte coletivo, caminhoneiros, trabalhadores portuários, carteiros, população carcerária e funcionários do sistema prisional, jovens sob medidas socioeducativas, pessoas com doenças crônicas e condições clínicas especiais, além de idosos com 60 anos ou mais. A secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, reforçou a importância da adesão à campanha. “Nosso objetivo é proteger quem mais precisa. A vacinação é fundamental, especialmente diante do aumento expressivo nos atendimentos por problemas respiratórios. A partir de quinta, esperamos que todos os integrantes dos grupos prioritários compareçam às unidades de saúde para se imunizar”, destacou. Ela também alertou sobre a importância de medidas preventivas, como o uso de máscaras em casos de sintomas gripais. “Se você está com tosse, coriza ou outros sinais de gripe, evite o contato direto com outras pessoas, principalmente com crianças e idosos, e utilize máscara”, recomendou Rosana. Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde e Ambiental, Veruska Lahdo, a vacina é uma ferramenta crucial de prevenção. “Ela não impede totalmente a infecção pelo vírus, mas evita que a doença evolua para formas graves, reduzindo internações e óbitos. Por isso, é essencial garantir uma alta cobertura entre os grupos prioritários”, explicou. Além da imunização contra a Influenza, as unidades de saúde também farão a atualização da caderneta vacinal, incluindo a aplicação de doses contra a Covid-19. A expectativa da Sesau é de que novos lotes da vacina sejam enviados nas próximas semanas, permitindo a ampliação da campanha e o alcance de mais pessoas em Campo Grande. A vacinação seguirá até o fim da campanha nacional, com foco na prevenção, segurança e no fortalecimento da saúde pública da capital sul-mato-grossense.

Situação dos rios na Mata Atlântica é preocupante, aponta pesquisa

Pesquisa da Fundação SOS Mata Atlântica coletou dados em 112 rios durante o ano de 2024, em 14 estados com incidência de Mata Atlântica, e percebeu ligeira piora e estagnação em alguns pontos, e poucos registros de melhora, restritos a projetos pioneiros, além de um aumento pequeno mas sensível de pontos em que a qualidade das águas foi considerada ruim. O estudo recebeu apoio de uma rede de voluntários e cobriu 145 pontos de coleta em 67 municípios do Nordeste ao Sul do país, 18 pontos a mais do que o estudo anterior, com dados coletados em 2023.  Em 7,6% dos pontos (11), as amostras apresentaram qualidade boa, enquanto 13,8% (20) foram classificados como ruins e 3,4% (5) atingiram a pior classificação, péssima.  A predominância da qualidade regular, em 75,2% dos pontos (109), reforça o alerta sobre a vulnerabilidade dos recursos hídricos na Mata Atlântica, segundo o relatório.  A melhor classificação, ótima, não foi encontrada em nenhum ponto de medição. São 16 parâmetros analisados, que remetem à Resolução 357/05 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). O levantamento produziu uma métrica batizada de Índice de Qualidade da Água (IQA), que atesta que os rios com qualidade ótima ou boa contam com condições adequadas para abastecimento, produção de alimentos e vida aquática equilibrada, enquanto aqueles classificados como regulares já apresentam impactos ambientais que podem comprometer seu uso para consumo ou lazer.  Nos rios com qualidade ruim ou péssima, a poluição atinge níveis críticos, prejudicando tanto a biodiversidade quanto a população que depende desses recursos hídricos, e a saúde pública. É o caso do Rio Pinheiros, em São Paulo, há pelo menos 5 décadas com ocupação intensiva e despejo de esgoto direto.  No começo dos anos 1960 ainda era possível navegar e pescar nele, assim como em centenas de rios menores, que foram canalizados na cidade, história que a TV Brasil contou em reportagem. Soluções “Por enquanto, o que a gente tem observado avançando a partir do marco legal do saneamento, de 2020, é o processo de privatização das empresas de saneamento, mas não necessariamente os investimentos estão aparecendo. O rio nos conta tudo, e ele está nos contando que ainda faltam esses investimentos”, explica Gustavo Veronesi, coordenador do programa Observando os Rios na SOS Mata Atlântica.  “Também [o rio] nos conta que com as soluções tradicionais talvez a gente não chegue em 2033, que o marco preconiza como a data em que a gente tem que ter 99% das pessoas com acesso à água e 90% das pessoas com acesso à coleta e tratamento de esgoto”, alerta. Para Veronesi, as soluções convencionais não vão dar conta, em um cenário de emergências climáticas, sendo necessário aplicar soluções alternativas para atingir a universalização do saneamento, viáveis em áreas rurais ou em cenários isolados dentro de grandes cidades.  “São comunidades isoladas, pequenas comunidades, em que o investimento para se levar a tubulações, quilômetros de tubulações para se coletar esse esgoto, não são viáveis”, diz o pesquisador. Parque Municipal da Fonte com nascente na Travessa da Fonte, Vila Pirajussara, instalou um Tanque de Evapotranspiração – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Uma dessas iniciativas para melhorar a qualidade de rios acontece no coração da maior cidade do país, São Paulo, no Butantã. O bairro na zona oeste é cortado por diversos riachos e córregos. Alguns deles correm próximos e afloram  em uma fonte, com construções que nos remetem a antes da ocupação portuguesa.  O Parque da Fonte Peabiru, em um terreno tombado, tornado de utilidade pública e municipalizado após décadas de luta da comunidade do Morro do Querosene, enfrentou por muitos anos poluição de esgoto doméstico, uma vez que a rede de saneamento da Sabesp não atendia a todas as casas do bairro.  Em um projeto apoiado pela SOS Mata Atlântica e organizado por moradores, foi construído um sistema para descontaminação do Córrego da Fonte constituído por uma pequena rede coletora desse esgoto que o despeja em um Tanque de Evapotranspiração (Tevap), isolado do lençol freático. É um projeto de permacultura com conceitos de Soluções Baseadas na Natureza, que impede que os efluentes de cerca de 30 pessoas sejam lançados no parque, que ainda não foi oficialmente aberto à população. Parte dos moradores se junta todo domingo de manhã para limpeza e melhorias no espaço. Moradora da região há algumas décadas, Cecília Pellegrini considera que esse tipo de esforço, de soluções no micro, são necessárias.  “Nós do bairro convivíamos com o mau-cheiro e a poluição, mas desde dezembro, quando terminamos o sistema Tevap, o problema acabou. A água está limpa. É o tipo de solução que representa o futuro, que trata aqui, no local, ao invés de jogar esse esgoto para ser tratado longe, com perda e contaminação no caminho”, comemora Cecília Pellegrini.  Para Cecília, é uma solução que ainda beneficia o bairro com bananeiras, girassóis e uma dezena de plantas que fazem a filtragem e devolvem a umidade ao entorno, que conta com árvores centenárias e o carinho da comunidade. Cecília Pellegrini participou do projeto de descontaminação do Córrego da Fonte, no Parque Municipal da Fonte – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil O estudo reforça que a insuficiência das estruturas de saneamento básico ainda é o principal elemento a determinar a ausência de melhorias. Cerca de 35 milhões de brasileiros seguem sem acesso à água potável e metade da população do país não têm tratamento de esgoto.  Foram identificados casos pontuais de melhoria, que “demonstram o potencial de recuperação quando há mobilização e políticas adequadas, mas exige um esforço coordenado entre sociedade, governos e empresas”, segundo a pesquisa.  Um desses exemplos é o Córrego Trapicheiros, na cidade do Rio de Janeiro, que apresentou uma melhora de qualidade regular para boa, assim como os rios Sergipe e do Sal, em Sergipe. Em São Paulo, o Córrego São José, na capital, saiu da classificação ruim para regular. O relatório apontou a piora no Rio Capibaribe, em Pernambuco, e no Rio Capivari, em Florianópolis, onde houve impacto significativo de despejo irregular de esgoto.  “A ausência de fiscalização adequada e a expansão urbana desordenada contribuem para esse cenário de

Lula e Janja são recebidos por casal imperial do Japão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja da Silva foram recebidos pelo imperador do Japão, Naruhito, e a imperatriz Masako, às 21h20 desta segunda-feira (24), manhã de terça-feira (25) no horário oficial de Tóquio (12 horas à frente do horário de Brasília). A cerimônia de boas-vindas, com honras militares, ocorreu no Palácio Imperial, na capital japonesa, no primeiro ato oficial da visita de Estado de Lula ao país asiático. De acordo com o Palácio do Itamaraty, no Japão, as visitas de Estado, consideradas as mais relevantes do ponto de vista diplomático, são organizadas, no máximo, uma vez por ano, e esta será a primeira visita de Estado organizada pelo Japão desde 2019. Este ano, Brasil e Japão celebram 130 anos de relações diplomáticas. O Brasil abriga a maior população nipodescendente fora do Japão, com cerca de 2 milhões de pessoas, enquanto o Japão abriga a quinta maior comunidade brasileira no exterior, com cerca de 200 mil pessoas. Após a recepção, Lula e Janja cumprimentaram a delegação japonesa, ao som de músicas brasileiras, como Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, executada pela banda militar imperial do país anfitrião. Presidente Lula e comitiva durante chegada a Tóquio. Foto: Ricardo Stuckert / PR Do lado brasileiro, cerca de 20 ministros, parlamentares e autoridades, incluindo os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), acompanham o presidente. Em seguida, Lula seguiu para uma reunião reservada com o casal imperial. Segundo a agenda oficial, após o encontro reservado e cumprimentos do casal imperial à delegação brasileira, está previsto um almoço privado do presidente. Por volta das 15h, horário local (3h no horário de Brasília), Lula terá reunião com integrantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). No início da noite de terça, no horário japonês, a delegação brasileira participa de um jantar oferecido pelas majestades imperiais. Nesta quarta-feira (26), Lula participará do Fórum Empresarial Brasil-Japão, com cerca de 500 empresários de ambos os países, e terá uma reunião com o primeiro-ministro Shigeru Ishiba, seguido de um jantar oferecido pelo anfitrião no Palácio Akasaka. Carne brasileira e Mercosul Uma das expectativas da viagem, em termos comerciais, é de abrir o mercado japonês para a carne bovina brasileira e avançar nas negociações para um acordo entre o gigante asiático e os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). Do ponto de vista comercial, em 2024, o Japão foi o terceiro maior parceiro comercial do Brasil na Ásia e terceiro maior destino de exportações brasileiras à região, com intercâmbio comercial de US$ 11 bilhões e superávit de US$ 148 milhões. Segundo o Banco Central (BC), em 2023, o Japão respondia por um total de US$ 35 bilhões em investimentos diretos no país, sendo o nono maior estoque de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no Brasil e o segundo maior investidor asiático. A última visita de Lula ao Japão ocorreu em 2023, quando ele participou, como convidado, da Cúpula do G7. E, ao todo, esta é a quinta vez que Lula visita o Japão como presidente da República, ao longo de seus mandatos.  Nos dias 28 e 29 de março, Lula cumpre visita oficial em Hanói, no Vietnã. O primeiro-ministro do país do Sudeste Asiático, Pham Minh Chính, esteve no Brasil em 2023. O presidente retorna ao Brasil no dia 30. Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

Correios enfrentam risco de paralisação nacional devido a atrasos em pagamentos a transportadoras

Os serviços de entrega dos Correios em todo o país podem ser impactados ainda nesta semana por conta da ameaça de paralisação por parte das empresas terceirizadas responsáveis pelo transporte de cargas. O motivo da possível interrupção é o atraso nos pagamentos que deveriam ter sido feitos pela estatal. Cerca de 118 transportadoras, que atuam em parceria com os Correios, assinaram um documento oficial na última semana alertando que suspenderão os serviços em nível nacional caso os repasses financeiros pendentes não sejam regularizados com urgência. A carta foi endereçada diretamente ao presidente da estatal, Fabiano Silva dos Santos, e denuncia a recorrência dos atrasos. No documento, os empresários classificam como insustentável a continuidade da prestação de serviços diante da falta de pagamento. Um dos casos relatados é o de Vanderlei de Souza, dono de uma empresa de transporte em Cascavel (PR), que afirma não receber R$ 413 mil desde o dia 16 de março. Segundo ele, as pendências se acumulam desde o mês passado, comprometendo o funcionamento de sua operação. “Já enviei duas notificações e não recebi retorno. Estou com dívidas em impostos e combustível por conta desses atrasos”, contou. A possível paralisação afetaria principalmente os grandes centros urbanos, como Brasília, Curitiba e Belo Horizonte. “Se a situação persistir, o início da semana será caótico nas capitais”, alertou um dos representantes das empresas terceirizadas. Em nota oficial, os Correios admitiram a existência de falhas técnicas no sistema de pagamentos, mas garantiram que os valores devidos já foram processados e as compensações devem ser concluídas até o início da próxima semana. A estatal afirmou ainda que, até o momento, as entregas seguem acontecendo normalmente e não houve interrupção nos serviços. A crise acontece em um momento estratégico para os Correios, que estão prestes a lançar seu próprio marketplace, com foco na entrega de mercadorias – justamente a atividade que agora corre risco de paralisação. O projeto é parte de uma iniciativa para reverter os sucessivos prejuízos financeiros da estatal. Atualmente, as transportadoras terceirizadas desempenham papel central na logística dos Correios, sendo responsáveis por boa parte da entrega de encomendas no Brasil. Algumas dessas empresas operam com frotas de até 600 veículos, o que demonstra o impacto que uma paralisação teria na cadeia de distribuição nacional.

Família ganha ensaio fotográfico com Melissa, bebê de 4 meses, internada em UTI Pediátrica  

Com o apoio da equipe do Hospital Unimed Campo Grande, o mêsversário da pequena foi eternizado, trazendo conforto e carinho à família em meio à adversidade  A experiência de estar internado em um hospital é, para muitos, marcada pela sensação de tempo interminável e pela espera ansiosa por dias melhores. Nessas horas, muitas coisas rondam o pensamento, especialmente sobre aquilo que gostaríamos de fazer para aproveitar a vida. É também nos momentos mais difíceis que os gestos de carinho e dedicação de profissionais de saúde podem transformar a realidade de uma família. E foi isso que aconteceu com a pequena Melissa, uma bebê de 4 meses que, internada na UTI Pediátrica Mista do Hospital Unimed Campo Grande, em cuidados paliativos, teve um mêsversário inesquecível, graças ao cuidado e o olhar de empatia de toda a equipe.  Entre uma conversa e outra com a psicóloga hospitalar, Cinthia Munhões Elias, a mãe da pequena paciente, Alessandra Bueno de Castro, revelou sua tristeza por não ter feito um ensaio fotográfico com sua família antes da internação de Melissa, algo que, em seu coração, representava uma forma de eternizar a alegria da sua pequena.   Sensibilizada, Cinthia, com o apoio de outros profissionais do hospital e da sede da cooperativa médica, organizou um ensaio fotográfico ali mesmo, na UTI, seguindo todos os protocolos necessários, com direito a cenário discreto, mas cheio de amor, roupas especiais e uma fotógrafa profissional. Na hora da visita, Alessandra recebeu Cinthia e seu parceiro de trabalho, Fagner Hiroshi Sato, que anunciaram a surpresa. “Eu comentei com a Cinthia que se soubesse o que passaríamos, teria feito um ensaio enquanto podíamos sair com ela e ter essa surpresa me deixou muito emocionada. Fiquei muito feliz, porque vejo o tanto de carinho, amor e dedicação que todos têm conosco. Mesmo em meio às dificuldades, encontramos um acolhimento incrível, e vejo como Deus coloca pessoas maravilhosas em nossas vidas”, falou Alessandra bastante emocionada.  A ação sensibilizou toda a equipe de plantão naquela manhã de sábado, que se achegava no cantinho da porta para dar uma olhada no momento mágico vivido pela família de Melissa. “Esse ensaio vai além da prática profissional.  Sempre tento me colocar no lugar dos pacientes, oferecendo acolhimento e carinho, e saber que estou ajudando a realizar um desejo, ainda que simples, torna nosso trabalho muito mais gratificante. Aqui, enxergamos não só a saúde dos pacientes, mas também as necessidades emocionais de suas famílias”, disse a psicóloga.  O momento especial foi eternizado pelas lentes de Mari Tavora, fotógrafa que usou seu dom e falou da importância desse trabalho realizado a muitas mãos. “Poderia ser só um ensaio simples, mas senti que essa família merecia mais. Assim formamos uma verdadeira força tarefa. O resultado? O mais lindo da minha carreira, não só pela estética, mas pelo significado”.   Dra. Patrícia Otto, pediatra paliativista responsável pelo acompanhamento de Melissa, ressaltou a importância dessas ações em um contexto em que a medicina não pode curar. “Como médica, proporcionar conforto em momentos em que a cura não é possível é essencial. O gesto de oferecer um momento de carinho e lembrança, como o ensaio fotográfico, traz um alívio para a criança e seus familiares. O foco aqui é garantir a qualidade de vida e o conforto de todos, humanizando a assistência.”  Cuidados Paliativos – No Hospital Unimed Campo Grande, a Rede do Abraço é o serviço responsável pelos cuidados paliativos, uma abordagem e cuidado direcionados para pacientes com doenças ameaçadoras da vida e também aos seus familiares, com o objetivo de promover alívio de sofrimento, por meio da prevenção e do controle de sintomas em várias esferas: físicos, social, emocional e espiritual.   

Roberval Andrade domina em Campo Grande e leva a melhor na estreia da Copa Truck 2025

O Autódromo Internacional de Campo Grande foi palco, neste domingo (23), da abertura da temporada 2025 da Copa Truck, a mais robusta das competições do automobilismo nacional. A etapa inaugural atraiu grandes nomes da categoria e um público entusiasmado, que compareceu em peso para acompanhar de perto as emoções da primeira corrida do ano. Em um fim de semana de calor intenso, o piloto Roberval Andrade – campeão da temporada 2021 – mostrou total domínio na categoria Pro. Ele liderou todas as sessões de treinos e confirmou seu excelente desempenho ao vencer a primeira corrida do domingo. No pódio da categoria principal, Roberval foi acompanhado por Beto Monteiro e Raphael Abbate. Já o tricampeão Felipe Giaffone terminou em quarto lugar. Na segunda prova do dia, que contou com a inversão do grid entre os oito primeiros colocados, André Marques cruzou a linha de chegada em primeiro. Completaram o pódio dessa bateria os pilotos Wellington Cirino, Felipe Giaffone, Raphael Abbate e Roberval Andrade. Entre os destaques das demais categorias, Pedro Perdoncini venceu a primeira prova da elite, enquanto Nic levou a melhor na segunda corrida. A próxima etapa da Copa Truck está marcada para o segundo fim de semana de abril e será realizada no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina (PR). A temporada 2025 contará com nove etapas ao todo, encerrando-se em dezembro no tradicional circuito de Interlagos, em São Paulo. Foto: Copa Truck

Beber água diariamente pode reduzir pela metade o risco de AVC

Manter-se hidratado pode ser uma das práticas mais eficazes – e simples – para proteger a saúde do cérebro. De acordo com uma pesquisa da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, o consumo diário de pelo menos cinco copos de água pode diminuir em até 53% a probabilidade de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Além de atuar na prevenção, a hidratação adequada também colabora no processo de recuperação de pessoas que já passaram por um AVC, reforçando a importância desse hábito constante. Outro estudo, realizado em 2015 por especialistas do Hospital Johns Hopkins, revelou que a desidratação pode aumentar em até quatro vezes o risco de complicações cardiovasculares. Isso ocorre porque a falta de líquidos engrossa o sangue, favorecendo a formação de coágulos – um dos principais gatilhos para o AVC. A recomendação dos pesquisadores é consumir, em média, seis copos de água por dia, o que representa entre 1.800 e 2.000 ml. É importante ressaltar que bebidas como refrigerantes ou sucos não substituem os benefícios da água pura, considerada a forma mais eficaz de hidratação. Entenda o que é um AVC O Acidente Vascular Cerebral acontece quando o fornecimento de sangue a uma área do cérebro é interrompido, seja por obstrução ou rompimento de um vaso sanguíneo. Os principais sinais de alerta incluem: Em alguns casos, o AVC pode ocorrer de forma silenciosa, sem sintomas aparentes. Hidratação como aliada da saúde Beber água regularmente vai além de matar a sede: trata-se de um cuidado fundamental com o bem-estar cardiovascular e cerebral. Incorporar esse hábito no dia a dia é uma medida preventiva simples, mas com grande impacto na redução de riscos à saúde. Agora que você já sabe, aproveite o momento e beba um copo de água – um gesto pequeno que pode fazer uma enorme diferença.