Uma vacina que atualmente pesa no bolso de quem procura a rede particular poderá, no futuro, ser oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Senado analisa uma proposta para incluir a vacina contra o herpes-zóster no calendário nacional de imunização.
O projeto avançou na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e prevê a oferta do imunizante para pessoas a partir dos 50 anos e também para maiores de 18 anos com imunossupressão ou outra condição clínica que comprometa o sistema imunológico.
Apesar do avanço, a medida ainda não está valendo. Como o texto sofreu alterações durante a tramitação, a proposta ainda precisa cumprir novas etapas antes de uma eventual entrada em vigor.
O que é o herpes-zóster?
O herpes-zóster é provocado pelo mesmo vírus responsável pela catapora, o varicela-zóster.
Depois que uma pessoa tem catapora, o vírus pode permanecer inativo no organismo durante muitos anos. Em determinadas situações, ele pode ser reativado e provocar o herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro.
A doença pode causar lesões e bolhas na pele, acompanhadas de dor, ardência e coceira.
Uma das complicações é a neuralgia pós-herpética, condição em que a dor pode continuar mesmo após o desaparecimento das lesões.
O risco da doença e de suas complicações aumenta com a idade e também merece atenção entre pessoas com comprometimento do sistema imunológico.

Quem poderá receber gratuitamente?
Pelo texto atualmente em discussão no Senado, a vacinação gratuita seria destinada a pessoas com 50 anos ou mais.
A proposta também contempla adultos a partir dos 18 anos com imunossupressão ou outra condição clínica que comprometa o sistema imunológico.
O projeto inicialmente previa outro recorte etário, mas o público foi ampliado durante a tramitação.
Caso a proposta seja definitivamente aprovada, ainda será necessário observar como serão definidos os critérios e a implementação da vacinação na rede pública.
E quem tem doenças autoimunes, como psoríase?
Esse é um ponto que pode gerar dúvidas.
O texto em tramitação não coloca a psoríase, isoladamente, como um critério automático para receber a vacina.
Pessoas com doenças autoimunes podem utilizar medicamentos que interferem na resposta do sistema imunológico. Por isso, dependendo da condição clínica e do tratamento utilizado, alguns pacientes podem fazer parte de grupos considerados imunocomprometidos.
No entanto, o projeto atualmente em discussão estabelece 18 anos como idade mínima para o grupo de imunossuprimidos.
O projeto inicialmente previa outro recorte etário, mas o público foi ampliado durante a tramitação.
Caso a proposta seja definitivamente aprovada, ainda será necessário observar como serão definidos os critérios e a implementação da vacinação na rede pública.
E quem tem doenças autoimunes, como psoríase?
Esse é um ponto que pode gerar dúvidas.
O texto em tramitação não coloca a psoríase, isoladamente, como um critério automático para receber a vacina.
Pessoas com doenças autoimunes podem utilizar medicamentos que interferem na resposta do sistema imunológico. Por isso, dependendo da condição clínica e do tratamento utilizado, alguns pacientes podem fazer parte de grupos considerados imunocomprometidos.
No entanto, o projeto atualmente em discussão estabelece 18 anos como idade mínima para o grupo de imunossuprimidos.
Caso a proposta avance, os critérios específicos deverão ser definidos conforme as regras estabelecidas para a oferta da vacina pelo SUS.
Vacina ainda não está disponível pelo SUS
É importante destacar que o avanço do projeto no Senado não significa que a população já possa procurar uma unidade de saúde para receber a vacina gratuitamente.
A proposta ainda está em tramitação e precisa cumprir as etapas previstas no processo legislativo.
Somente depois da conclusão desse processo será possível saber se a medida entrará em vigor e como a vacinação será implementada na rede pública.
Atualmente, a vacina contra o herpes-zóster pode ser encontrada na rede privada para pessoas que possuem indicação para recebê-la.
Por que a vacinação é importante?
A vacinação é uma das formas de prevenção contra o herpes-zóster e também pode contribuir para reduzir o risco de complicações relacionadas à doença.
A preocupação é especialmente relevante entre pessoas mais velhas e pacientes que apresentam comprometimento do sistema imunológico.
A possibilidade de disponibilizar o imunizante gratuitamente pelo SUS amplia a discussão sobre o acesso à prevenção, já que atualmente a vacinação na rede privada pode representar um custo elevado para muitas famílias.
Por enquanto, a inclusão da vacina no SUS deve ser tratada como uma proposta em tramitação, e não como um benefício já disponível à população.
Fonte: Senado Federal – Projeto de Lei 4.426/2025 / Comissão de Assuntos Sociais (CAS).