O caso do influenciador conhecido como “Ken de CG” voltou a chamar a atenção para um hábito muito comum: espremer espinhas. Apesar de parecer algo inofensivo, especialistas alertam que a prática pode provocar infecções, deixar cicatrizes permanentes e, em situações raras, causar complicações mais graves.
Uma das regiões que merece atenção é a chamada “zona da morte” do rosto, localizada entre o nariz e o lábio superior. Nessa área, as veias possuem conexões com estruturas profundas do cérebro, o que faz com que infecções, embora incomuns, possam se espalhar mais rapidamente se não forem tratadas.
Além do risco de infecção, manipular espinhas com as mãos ou objetos sem higiene pode agravar a inflamação, aumentar a vermelhidão, favorecer o surgimento de manchas escuras e cicatrizes, além de prolongar o tempo de recuperação da pele.
Dermatologistas orientam que o tratamento da acne seja feito de forma adequada e personalizada. Dependendo da gravidade, o problema pode exigir o uso de medicamentos tópicos, antibióticos ou até tratamentos específicos para controlar a inflamação e prevenir novas lesões. Quanto mais cedo a acne for tratada, menores são as chances de marcas permanentes.
Também é importante manter uma rotina de cuidados com a pele, utilizando produtos indicados para cada tipo de pele, evitando tocar o rosto com frequência e nunca tentando remover espinhas inflamadas por conta própria.
Sinais como dor intensa, aumento rápido do inchaço, febre, vermelhidão que se espalha pelo rosto, saída excessiva de pus ou alterações na visão exigem avaliação médica imediata.