Casos de venda e aluguel irregular de imóveis destinados a programas habitacionais voltaram a gerar revolta entre famílias que aguardam há anos pela casa própria em Campo Grande. A situação reacendeu o debate sobre a fiscalização dos imóveis e a necessidade de garantir que as unidades sejam ocupadas por quem realmente atende aos critérios dos programas habitacionais.
Moradores cadastrados na Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) relatam que permanecem na fila há muitos anos, enquanto identificam imóveis sendo comercializados ou alugados de forma irregular. Para quem espera pela oportunidade de conquistar a casa própria, a situação é vista como injusta.
A Emha informou que negociações desse tipo são proibidas e que, quando as irregularidades são confirmadas, os imóveis podem ser retomados para serem destinados a famílias que atendam aos requisitos previstos nos programas habitacionais.
A agência também esclarece que a contemplação não acontece apenas pela ordem de inscrição. A seleção considera critérios estabelecidos pela legislação, como renda familiar, situação de vulnerabilidade social e as regras específicas de cada programa.
Enquanto novas moradias são planejadas, famílias que aguardam atendimento defendem o reforço da fiscalização para evitar fraudes e garantir que os imóveis cumpram sua finalidade social.