Festival de Inverno de Bonito 2025 reforça Mato Grosso do Sul próspero, verde, digital e inclusivo

O Festival de Inverno de Bonito 2025 confirma sua posição como um dos maiores símbolos de transformação cultural e social de Mato Grosso do Sul. Mais do que uma celebração artística, o evento se consolida como modelo de desenvolvimento integrado, alinhado aos quatro pilares que norteiam o Governo do Estado: Próspero, Verde, Digital e Inclusivo. Organizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Setesc (Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura) e da Fundação de Cultura, em parceria com a Prefeitura de Bonito, o festival se tornou vitrine de políticas públicas, práticas sustentáveis e experiências inclusivas que apontam para o futuro do Estado. A acessibilidade ganhou protagonismo em 2025. Foram mais de 25 atividades com intérpretes de Libras e diversas atrações protagonizadas por pessoas com deficiência. “O foco não foi apenas garantir acesso, mas promover protagonismo. Artistas com deficiência participaram de oficinas, palestras e apresentações. A inclusão foi feita por pessoas e para pessoas com deficiência”, explicou Felipe Sampaio, coordenador de acessibilidade do FIB. Entre os destaques, o DJ Cabi, pessoa com deficiência visual, se apresentou no Palco Lua. Na Galeria de Artes Visuais, obras de Juliano Varela, artista com síndrome de Down, e Nestor Pereira, no espectro autista, encantaram o público com recursos de acessibilidade como audiodescrição e visitas guiadas. O festival também marcou história ao se tornar oficialmente Carbono Neutro e Lixo Zero. A startup socioambiental Ciclo Azul implantou coleta seletiva, reciclagem e compostagem em diferentes pontos do evento, garantindo o destino correto dos resíduos. O processo envolveu o mapeamento das emissões de gases de efeito estufa e medidas de neutralização, como o plantio de árvores no Balneário Estrela do Formoso. Natural de Bonito, Lucas Fernando Magalhães, 19 anos, colaborador da Ciclo Azul e pessoa com deficiência visual, destacou o impacto da experiência. “Foi um desafio novo e marcante. A equipe me acolheu, me incluiu e me ajudou a participar ativamente. É uma vivência que vou levar para a vida toda”. Na dimensão da prosperidade, os números de 2025 falam por si. O Festival atraiu cerca de 20 mil visitantes, com média de três dias de permanência e gasto diário de R$ 387 por pessoa. O impacto direto é estimado em R$ 23,22 milhões injetados na economia de Bonito em hospedagem, alimentação, passeios, transporte e comércio. A rede hoteleira registrou ocupação total. Restaurantes ampliaram equipes e estoques, com vendas até 80% maiores que em dias normais. O comércio e o artesanato também tiveram alta, com crescimento de 20% a 70% durante o evento. Histórias como a de Elsa Nunes Ribeiro, 46 anos, reforçam esse poder transformador. Após participar de uma oficina de bordado em folhas secas em 2023, ela transformou o aprendizado em negócio próprio e hoje exporta suas peças. “Desde janeiro já vendi mais de 50 bordados, alguns até para o Japão. O Festival abriu um novo caminho pra mim, mudou minha vida”, contou. A inovação também teve espaço garantido. Oficinas de cultura geek, jogos digitais e experiências tecnológicas aproximaram novos públicos e estimularam a formação em inclusão digital. Campeonatos de FIFA, Super Smash Bros e Street Fighter reuniram jovens e famílias na Praça da Liberdade. O Lounge Geek apresentou ainda um escape room interativo que desafiou a criatividade do público. Ao unir inclusão, sustentabilidade, prosperidade e inovação, o Festival de Inverno de Bonito 2025 demonstra que cultura e políticas públicas caminham lado a lado. O evento se transforma em um laboratório vivo de cidadania, reafirmando a visão do Governo do Estado de que a cultura é vetor de desenvolvimento, geração de oportunidades e transformação social. Bel Manvailer, Ascom FIB 2025Fotos: FIB 2025
Frente fria perde força e calor deve voltar com força em MS ainda nesta semana

A frente fria que trouxe alívio ao calor em Mato Grosso do Sul neste domingo (24), com máxima de apenas 25°C em Campo Grande, deve perder força a partir da quarta-feira (27), segundo a previsão do Climatempo. Até lá, os sul-mato-grossenses ainda devem sentir as manhãs frias. Na capital, os termômetros devem marcar mínima de 11°C nesta terça-feira (26), enquanto as máximas permanecem abaixo dos 25°C até então. A partir de quarta, o calor volta com força: a previsão aponta máximas de 31°C na quarta e quinta-feira (28). Apesar do clima ameno nos próximos dias, não há previsão de chuva em nenhuma região do estado. O céu deve seguir com muitas nuvens, especialmente durante a noite. Previsão por regiões:
UEMS abre inscrições para pós-graduações em Segurança Pública e Direito Constitucional

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), por meio do curso de Direito da unidade de Dourados, lançou dois novos cursos de pós-graduação lato sensu na modalidade EAD: Direito Constitucional e Segurança Pública e Fronteiras. 📚 Vagas e público-alvo 🖥 Formato e cronogramaAs especializações terão encontros presenciais obrigatórios no Polo da UEMS em Dourados, além de aulas síncronas semanais — previstas para segundas-feiras, às 19h (horário de MS). As inscrições começaram dia 13 de agosto e o início das aulas está marcado para 8 de setembro. 📄 InscriçõesTambém há vagas para profissionais de segurança pública de outros estados. O acesso completo a esse processo seletivo pode ser feito neste link.
Nelson Wilians cumpre agenda institucional em Campo Grande e destaca desafios do empreendedorismo no Brasil

O advogado e empresário Nelson Wilians, fundador do maior escritório de advocacia da América Latina, esteve em Campo Grande nesta semana cumprindo uma série de compromissos institucionais. Com uma agenda intensa, Wilians concedeu entrevista à TV SBT MS, visitou entidades locais e encerrou sua passagem pela Capital com uma palestra na Universidade Insted, realizada na noite de ontem (04/08), a convite da Diretora Executiva, Neca Chaves Bumlai e do Mantenedor, professor Pedro Chaves. Durante o encontro com estudantes e profissionais, Nelson Wilians abordou o tema “Empreendedorismo no Brasil: coragem ou loucura?”, provocando reflexões sobre os desafios enfrentados por quem decide empreender no país. Em tom direto, afirmou: “No Brasil, quem espera condições ideais, nunca começa,” uma de suas frases de impacto ao retratar a realidade do ambiente de negócios nacional. Diagnóstico do cenário brasileiro Com uma trajetória marcada pela atuação jurídica estratégica em todo o território nacional, Wilians expôs os principais obstáculos enfrentados por empresários brasileiros: insegurança jurídica, morosidade dos processos, decisões conflitantes, interpretações voláteis das leis, além de altos custos processuais e desigualdades regionais. “Empreender no Brasil exige mais que coragem, exige blindagem”, afirmou. Para o advogado, o sucesso empresarial está fortemente ligado à qualidade da assessoria jurídica: “Um empresário bem-sucedido é um empresário bem-assessorado. Boa assessoria jurídica não trava o negócio, viabiliza com segurança”, disse ao público. Coragem com estratégia Wilians também alertou para a linha tênue entre dedicação e teimosia, defendendo que planejamento, estudo de mercado e apoio especializado são elementos essenciais para transformar coragem em resultados concretos. “Muita gente salta sem saber montar o paraquedas. A ousadia precisa andar de mãos dadas com a estratégia”, provocou. Ele reforçou que o empreendedor precisa agir com base em informações sólidas e evitar decisões impulsivas. “Antecipar riscos é mais inteligente — e mais barato — do que remediar crises”, ressaltou. Realismo e inspiração A palestra foi permeada por relatos reais e reflexões sobre a trajetória empreendedora. Ao final, Nelson Wilians reforçou: “Para empreender em nosso país, não basta querer, sonhar ou ter coragem. É preciso agir com estratégia, blindagem e ter bons parceiros ao lado. Afinal, a vida é como ela é, e não como gostaríamos que fosse.” Após cumprir a agenda em Campo Grande, o advogado segue para Dourados, onde dará continuidade às visitas institucionais e encontros com lideranças da região.
Exame pré-natal reduz chance de bebê nascer com anomalia

Estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que associações entre as condições do bebê e fatores de acompanhamento como pré-natal insuficiente, idade materna, raça, cor e baixa escolaridade, além de fatores socioeconômicos e biológicos associados às anomalias congênitas no Brasil, aponta que uma parte dessas anomalias poderia ser evitada com o aprimoramento de políticas públicas. A pesquisa identificou que mulheres que não realizaram consulta pré-natal durante o início da gravidez tiveram 47% mais chances de ter um bebê com anomalias do que mulheres que iniciaram o acompanhamento no primeiro trimestre. A investigação foi realizada a partir de bases de dados interligadas do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), da Fiocruz. Para a pesquisa foram utilizados dados de nascidos no Brasil entre 2012 e 2020, totalizando cerca de 26 milhões de bebês nascidos vivos, sendo cerca de 144 mil com algum tipo de anomalia congênita. Das anomalias registradas, foram priorizados defeitos de membros, cardíacos, tubo neural, fenda oral, genitais, parede abdominal, microcefalia e síndrome de Down, selecionados por serem identificadas como anomalias prioritárias para vigilância no Brasil. O artigo – de autoria da pesquisadora associada do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fiocruz Bahia, Qeren Hapuk – foi publicado no periódico BMC Pregnancy and Childbirth. O trabalho procurou compreender como esses fatores impactam no desenvolvimento dos bebês, buscando embasar estratégias preventivas direcionadas para crianças com anomalias congênitas. Fatores Anomalias congênitas são alterações estruturais e/ou funcionais que contribuem significativamente para o aumento do risco de morbidade e mortalidade observado em crianças em todo o mundo. Esses distúrbios são complexos e sua ocorrência é influenciada por uma variedade de fatores, incluindo condições socioeconômicas que desempenham um papel significativo. A investigação aponta ainda que mães que se autodeclararam pretas tiveram 16% mais chance de ter filhos com anomalias congênitas em comparação com mães brancas. Outro fator de risco identificado foi a idade. Enquanto mulheres com mais de 40 anos possuíam quase 2,5 vezes mais chances de ter um bebê com anomalias congênitas, mulheres com menos de 20 anos também tiveram um risco maior (13%) do que mães com idade entre 20 e 34 anos. A escolaridade também se apresentou como um fator que influenciou na chance de mulheres terem filhos com alguma anomalia: possuir baixa escolaridade (0 a 3 anos) significou 8% mais de chances do que com 12 ou mais anos de escolaridade. Algumas anomalias tiveram maior associação a determinados fatores de riscos. Os casos de nascidos com defeitos do tubo neural (estrutura embrionária que dará origem ao cérebro e à medula espinhal) foram fortemente ligados à baixa escolaridade, ausência de pré-natal e gestação múltipla. Defeitos cardíacos foram associados à idade avançada, perda fetal e pré-natal inadequado, enquanto casos com Síndrome de Down foram fortemente associados à idade materna superior a 40 anos. Desigualdades Além disso, houve variações significativas nas chances de crianças nascerem com anomalias entre as regiões do país e os grupos de anomalias. A principal causa dessa variação é a subnotificação. O Sudeste é a região que melhor notifica nascimentos com anomalias congênitas em comparação com as demais regiões. A Região Nordeste concentra quase metade da população brasileira vivendo em situação de pobreza, o que pode ajudar a explicar a maior probabilidade de mães residentes terem nascimentos com defeitos do tubo neural, uma vez que essa condição está altamente associada à baixa renda, baixa escolaridade e má alimentação (suplementação insuficiente). A epidemia do vírus Zika no Brasil – entre 2015 e 2016 – resultou em um aumento na notificação de nascidos vivos com microcefalia e outras anomalias congênitas do sistema nervoso, especialmente no Nordeste, o que pode ter contribuído para os resultados observados. “Esses dados mostram que a desigualdade socioeconômica em conjunto com fatores biológicos impacta diretamente na saúde e desenvolvimento do bebê”, disse a pesquisadora Qeren Hapuk. Para ela, os achados indicam que tais fatores de agravamento são evitáveis ou modificáveis. Intervenções em educação materna, planejamento reprodutivo, nutrição e, principalmente, acesso ao pré-natal são fundamentais para a prevenção de anomalias congênitas. Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil
Com acesso limitado à saúde, moradores do Pantanal recebem atendimento do Senar/MS na região da Nhecolândia

Ação levou consultas médicas gratuitas para populações rurais distantes dos centros urbanos Após três anos, o programa Saúde do Homem e da Mulher Rural, do Senar/MS, retornou ao Pantanal, na região da Nhecolândia, com uma grande ação realizada em parceria com o Sindicato Rural e a Prefeitura de Corumbá. A iniciativa realizou mais de 300 atendimentos com serviços gratuitos em diversas especialidades médicas, como clínico geral, ginecologia, pediatria, urologia, dermatologia e oftalmologia. A estrutura contou ainda com vacinação, coleta de sangue, exames preventivos e testes de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), realizados por uma equipe de enfermagem. “A proposta é transformar vidas, indo até onde o acesso é escasso. Aqui, muitos moradores não conseguem buscar atendimento rotineiro na cidade. Então, a missão do Senar é ir até essas pessoas, oferecendo saúde onde elas vivem”, destaca Lucas Gottardi, coordenador do programa. A região da Nhecolândia, marcada por sua beleza natural e riqueza cultural, abriga comunidades ribeirinhas que enfrentam dificuldades de acesso a serviços essenciais. O deslocamento até Corumbá pode exigir longas viagens de barco, e muitas famílias que vivem da pesca, da pecuária e da agricultura de subsistência, muitas vezes, não têm transporte nem recursos para chegar à cidade. É o caso de Roseli Silva, 46 anos, moradora da comunidade Japorá. Há dois anos vivendo no próprio sítio — onde cria galinhas, porcos e cultiva mandioca — ela conta que a travessia do Rio Paraguai é apenas o primeiro desafio. “Não tem postinho médico para o nosso lado do rio. Atendimento só quando eles vêm. Sou diabética, hipertensa, preciso de receita e remédio, mas é muito difícil ir até a cidade”, relata. Roseli acordou às 5h30 da manhã para participar da ação e aproveitar todos os atendimentos disponíveis. “Tirei o dia só para isso. Passei por especialista, saí com a receita certa para os meus olhos, coisa que eu precisava desde que tive paralisia facial em 2018. Agora é só cuidar.” João Francisco da Silva, de 58 anos, produtor rural no Assentamento São Gabriel, também buscou atendimento porque estava sentindo muita dor na coluna. “Trabalho só com enxada e carregando peso, e foi assim que veio o problema na coluna, que já me acompanha há uns quatro, cinco anos. O médico explicou direitinho, passou o remédio. A gente que é do campo sofre porque não tem maquinário, então acaba se machucando. É muito importante ter esse atendimento.” O seu Juraci Amorim, que trabalha em uma fazenda da região, também aproveitou. “Fazia três anos que eu não ia ao médico. Agora aproveitei para medir a pressão, ver como está o diabetes, cuidar da saúde. Com os ônibus que trouxeram o pessoal, ficou melhor para todo mundo”. A pescadora Cleonice de Amorim, de 44 anos, da comunidade ribeirinha de Porto Esperança, nunca havia feito o exame de mamografia. “Nunca fiz porque não tinha dinheiro para pagar carro e sair de lá. É difícil. Hoje aproveitei a oportunidade e já peguei o encaminhamento, fiz também o exame do preventivo que desde 2013 não realizei mais”. Para o presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Stefano Rettore, o programa representa inclusão e cuidado com quem vive e trabalha no campo. “É para todos os trabalhadores e produtores rurais, não só quem é dono da terra, mas todos que vivem dela. A ação só é possível com o envolvimento do sindicato, da prefeitura e, principalmente, dos nossos produtores, que apoiam e mobilizam a comunidade.” Para muitos moradores, cada consulta, exame ou receita representa uma oportunidade real de cuidar da saúde e continuar produzindo com mais qualidade de vida. Por meio dessa ação, o Senar/MS reforça que a distância não impede a transformação. Para saber os próximos destinos do programa Saúde do Homem e da Mulher Rural, acompanhe nas redes sociais do Sistema Famasul. Além do Sindicato Rural e a prefeitura de Corumbá, a ação contou com a parceria da Fazenda Novo Horizonte, onde aconteceram os atendimentos, Exército Brasileiro, Defesa Civil, Polícia Militar Ambiental, Polícia Militar Rural, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e outras empresas privadas. Assessoria de Imprensa do Sistema Famasul – Ana Palma
Alerta de chuvas e ventos fortes atinge 61 cidades de MS até sexta-feira

Mato Grosso do Sul segue sob alerta de chuvas intensas e ventos de até 60 km/h, conforme aviso do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A condição climática, classificada como perigo potencial, se estende de quarta-feira (25) até sexta-feira (27) e afeta 61 municípios do estado. O primeiro alerta entrou em vigor às 21h desta quarta-feira e já inclui 50 cidades, especialmente na região sul e sudoeste do estado. Outros 11 municípios, incluindo Campo Grande, passam a integrar a lista a partir da tarde de quinta-feira (26). Segundo o Inmet, são esperadas chuvas entre 30 mm/h e 50 mm/dia, acompanhadas de rajadas de vento que podem alcançar 60 km/h, além de risco de descargas elétricas, quedas de galhos de árvores, interrupções no fornecimento de energia e alagamentos pontuais. 🛑 Cuidados recomendados: A lista de cidades sob alerta inclui municípios como Dourados, Ponta Porã, Corumbá, Aquidauana, Bonito, Jardim, Nova Andradina, Amambai e Naviraí, entre outros. O órgão reforça a importância de acompanhar os canais oficiais de meteorologia e acionar a Defesa Civil em caso de emergência.
Cursos gratuito SENAC: 60 opções online com certificado

O SENAC Brasil lançou a nova plataforma digital Orango, que oferece 60 cursos gratuitos e totalmente online, com certificado a todos os participantes que concluírem com aproveitamento. Voltada especialmente ao público jovem (16 a 24 anos), mas aberta a qualquer pessoa no país, a iniciativa busca democratizar o acesso a temas contemporâneos e de alta relevância profissional. Com formatos que combinam vídeos, podcasts, slides e materiais interativos, os cursos abordam temáticas de tecnologia, marketing, design, arte, saúde, hospitalidade, turismo, moda e mais. A maior parte dos cursos tem duração entre 8 e 60 horas, sendo compatível com rotinas corridas e imediata inserção no currículo. O que você aprende na Orango? Os cursos disponíveis cobrem áreas que são tendências em empregabilidade e inovação, como: A plataforma Orango disponibiliza: Para garantir sua participação, basta acessar o site oficial orango.senac.br, fazer um cadastro gratuito (nome, CPF e e‑mail), pesquisar pelo curso de seu interesse e iniciar imediatamente. A Orango representa uma nova frente do SENAC para ampliar o alcance dos cursos de capacitação profissional, especialmente entre os jovens, reforçando sua tradição como referência nacional em educação profissional.
Gripe é a principal causa de mortes por SRAG em idosos, alerta Fiocruz

O boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado nesta quinta-feira (15) faz uma alerta sobre o vírus da influenza A, causador da gripe, que se tornou a principal causa de mortalidade por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em idosos e uma das três principais causas de óbitos entre as crianças. Foi registrado também um aumento nas hospitalizações por influenza A em diversas partes do país, com níveis moderados a altos de incidência em estados do Centro-Sul e nas regiões do Norte e Nordeste. Em alguns estados das regiões Centro-Oeste e Sudeste, o número de casos de SRAG em crianças pequenas, associado ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) vem apresentando sinais de desaceleração ou até de reversão. “Apesar disso, ainda não é o momento de relaxar os cuidados nessas regiões, já que a incidência de casos continua alta ou moderada”, avalia a pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella. A especialista chama a atenção que a mortalidade por SRAG nas crianças pequenas se aproxima da observada nos idosos. A principal causa de mortalidade por SRAG nos idosos é o vírus da influenza A, seguida pela Covid-19. Já nas crianças, o VSR permanece como a principal causa de mortalidade por SRAG, seguido pelo rinovírus e pela influenza A. Tatiana Portella orienta que as pessoas dos grupos mais vulneráveis se vacinem contra o vírus da influenza o quanto antes. Os pesquisadores do InfoGripe reforçam que a vacina é a ação mais eficaz para prevenir hospitalizações e mortes causadas pela doença. “Além disso, reforçamos a importância do uso de máscaras em unidades de saúde, locais com maior aglomeração de pessoas e, principalmente, em caso de aparecimento de sintomas de gripe ou resfriado”, alertou a pesquisadora. Casos de SRAG O boletim mostra sinal de aumento de casos de SRAG em diversos estados, tanto nas tendências de longo prazo (últimas 6 semanas) quanto nas de curto prazo (últimas 3 semanas). Esse cenário se deve ao crescimento de SRAG nas crianças pequenas, associado principalmente ao VSR, e na população de jovens, adultos e idosos, associado ao vírus da influenza A. O VSR mantém uma incidência expressiva tanto de incidência quanto de mortalidade por SRAG em crianças pequenas. Outros vírus de destaque nessa faixa etária são o rinovírus e a influenza A. A influenza A, além de ser a principal causa de mortalidade por SRAG entre os idosos, é uma das três principais razões de óbitos por SRAG em crianças pequenas. Estados Ao todo, 15 das 27 unidades da federação apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Outros oito estados também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento de longo prazo: Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Sergipe e Rio Grande do Norte.
INSS: 473,9 mil segurados já contestaram descontos indevidos

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram nesta quarta-feira (14) a abrir requerimentos de devolução de valores descontados indevidamente nos últimos anos, por meio dos canais oficiais da autarquia. O pedido deve ser feito pelo aplicativo Meu INSS, pelo site ou pelo telefone 135. Em balanço apresentado no fim do dia, o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, informou já terem sido abertos, neste primeiro dia de funcionamento do sistema, um total de 480.660 procedimentos de reconhecimento ou não dos descontos, somando plataforma online e atendimento telefônico. Desse total, 473.940 pessoas (98,6%) informaram não reconhecer a cobrança de mensalidade por entidade associativa. Outros 6.720 (1,4%) reconheceram os vínculos. Esses dados foram apurados até as 16h. São 41 entidades associativas contestadas em todos esses lançamentos, abrangendo todas que têm ou tinham algum credenciamento com o órgão para fazer o desconto. “Estamos encaminhando para 41 entidades para que, em 15 dias úteis, elas informem o vínculo, documentação que comprove o vínculo ou realizem o pagamento [do desconto não autorizado]. Esse pagamento não vai para a conta do segurado, vai para a conta do Tesouro e o INSS vai ressarci-lo no pagamento em folha, na conta em que ele recebe o benefício”, explicou Waller, em coletiva de imprensa. Cerca de 9 milhões de segurados começaram a ser notificados desde terça-feira (13) sobre descontos por entidades e associações. Agora é possível saber o nome da entidade à qual o aposentado ou pensionista que teve desconto está vinculado, por meio do serviço “Consultar Descontos de Entidades Associativas”, disponível no aplicativo. “A gente precisa reforçar: a forma de entrada desse pedido é pelo aplicativo Meu INSS, central 135 ou pelo site da Previdência, no Meu INSS. Não há nenhuma outra forma de contato. A central de atendimento 135 não liga para ninguém, não entra em contato com ninguém. É você, tendo interesse, liga para o INSS. Não informe nada a ninguém, não assine nada a ninguém, não abra link algum, não dê qualquer tipo de informação”, reforçou o presidente do INSS. Sem prazo Waller Júnior também enfatizou que os segurados do INSS não precisam ter pressa em abrir o requerimento, pois não há prazo para a contestação dos valores. “Todos serão ressarcidos no menor tempo possível. Não precisa correr, gente não vai fechar o sistema de um hora para outra”, garantiu. As associações que tiverem seus descontos contestados por um segurado terão de apresentar a documentação individualizada, no prazo de 15 dias úteis, também em uma plataforma própria disponibilizada pela Dataprev. “Foi colocado à disposição das entidades um sistema que permite que elas façam exatamente esse procedimento. Já é possível para as entidades cumprirem com sua obrigação de apresentarem autorização comprobatória”, explicou Rodrigo Assumpção, presidente da Dataprev. Para quem abriu procedimento pelo Meu INSS, após esse prazo, a documentação apresentada pela entidade poderá ser conferida, e o segurado vai poder verificar se a assinatura e os documentos conferem com seus dados. Na mesma plataforma, o segurado pode recusar a veracidade da documentação. A entidade associativa também vai ter a opção de pagar o valor descontado, por meio de Guia de Recolhimento à União (GRU) paga ao Tesouro Nacional. Quem vai pagar “A ideia inicial é que quem custeie essa indenização seja o fraudador, aquele que gerou dano a essa pessoa. Depois de verificado quantas pessoas, qual valor a ser pago, aí a gente vai verificar de onde vai sair o dinheiro e como vai sair o dinheiro. Mas, primeiro a gente precisa levantar um tanto, qual o valor”, disse o presidente do INSS. Até o momento, o órgão conta com R$ 1 bilhão apreendido em contas de entidades já no dia da deflagração da operação contra as fraudes, no fim do mês passado. Outros R$ 2,5 bilhões e bloqueios também já foram solicitados pela Advocacia Geral da União (AGU). A Dataprev, empresa que fornece o serviço de tecnologia da informação para os sistemas da Previdência, não quis adiantar o valor total contestado por esses mais de 473 mil segurados que já abriram processo na plataforma, já que os prazos de apuração sobre a legalidade dos descontos ainda estão em andamento. Atendimento presencial Segundo o INSS, dos mais de 480 mil requerimentos já abertos, 450.426 (93,7%) utilizaram o canal Meu INSS (aplicativo ou site). Pela Central 135, houve 30.234 ligações. Pela média dos atendimentos diários, a autarquia registrou um aumento de 13% nos atendimentos neste primeiro dia de período para pedido de devolução dos descontos. Dos quase 100 milhões de segurados, 89,5 milhões já utilizam regularmente a plataforma Meu INSS, via aplicativo ou página na internet. Já a média mensal de atendimento pela Central 135 é de 6,9 milhões de ligações, e o atendimento presencial chega a 2,1 milhões de pessoas, mas, nesses casos, se referem a segurados que precisam realizar algum tipo de perícia. No momento, o presidente do INSS avalia que não é necessário expandir o atendimento de forma presencial utilizando agências de parceiros como Caixa Econômica Federal ou os Correios, que possuem maior capilaridade que o INSS, que está presente em cerca de 800 dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros. “O INSS vem monitorando esses canais de atendimento e verificando se será necessário abrir outros canais. Esse pedido [de devolução de desconto] não tem prazo para terminar. A gente vai monitorando essa situação para verificar se é necessário encontrar parceiros, se vai precisar atender nas agências ou outras formas de busca”, afirmou Gilberto Waller Júnior. O gestor, no entanto, não descartou a possibilidade de fazer busca ativa a partir de um balanço futuro, caso segmentos específicos desses 9 milhões de segurados não tenham conseguido acessar os canais principais de atendimento para avaliar os descontos. Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil foto: Joédson Alves/Agência Brasil