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Ponte da Rota Bioceânica se aproxima da ligação final do mês de maio

A ligação entre Brasil e Paraguai pela ponte da Bioceânica deve ocorrer em cerca de 60 dias, com conclusão prevista para maio. O engenheiro responsável pelo projeto, Mario de Miranda, reforçou o prazo: “Quando a Rota Bioceânica estiver funcionando, será um verdadeiro corredor de prosperidade e oportunidades para toda a região”. Atualmente, restam apenas 69 metros para unir as extremidades da estrutura. Com 1.294 metros de extensão e vão central de 350 metros sobre o rio, a ponte é considerada peça-chave do corredor logístico que ligará o Atlântico ao Pacífico. A estrutura conecta a rodovia paraguaia PY15 à malha regional e permitirá navegação segura abaixo do trecho elevado, sustentado por torres de grande porte. As obras estão concentradas entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, já na fase final. Técnicos acompanham o uso do “trem de avance”, equipamento que possibilita a instalação dos cabos e a concretagem do tabuleiro. Após a união das duas partes, começam os serviços de acabamento, como pavimentação, iluminação, sinalização e construção de pistas e calçadas. Além da ponte, seguem em andamento as alças de acesso e viadutos nos dois países. No Brasil, a ligação com a BR-267 ainda deve ser concluída até 2028. Para o secretário Jaime Verruck, o impacto vai além da engenharia: “Mais do que uma obra, trata-se de um projeto estruturante para a integração regional, a competitividade logística e o desenvolvimento econômico”.

Fundtur-MS inicia diagnóstico para fortalecer o turismo acessível e inclusivo na Serra da Bodoquena

A Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur MS) iniciou um diagnóstico voltado ao mapeamento das condições de acessibilidade em empreendimentos turísticos da região da Serra da Bodoquena. A ação integra a primeira etapa do Projeto de Turismo Acessível e Inclusivo de MS, que neste momento contempla os municípios de Bodoquena, Bonito e Jardim. O levantamento busca identificar como os empreendimentos turísticos estão estruturados para receber pessoas com deficiência, pessoas idosas e visitantes com mobilidade reduzida. Entre os pontos analisados estão acessos externos, rotas internas acessíveis, banheiros adaptados, estacionamento, comunicação acessível, capacitação das equipes e práticas inclusivas de atendimento. As informações serão utilizadas para orientar ações futuras de qualificação do setor, apoio técnico aos empreendimentos e fortalecimento das políticas públicas voltadas à inclusão no turismo. Para o diretor-presidente da Fundtur-MS, Bruno Wendling, a iniciativa reforça o compromisso do Estado com um turismo mais democrático e preparado para receber todos os visitantes. “O turismo acessível é um caminho importante para tornar os destinos mais inclusivos e competitivos. Quando trabalhamos acessibilidade, estamos ampliando oportunidades, qualificando os serviços e garantindo que mais pessoas possam vivenciar as experiências turísticas do nosso estado com segurança, autonomia e qualidade”. O diagnóstico está sendo realizado por meio de um formulário direcionado aos empreendimentos turísticos da região, permitindo a construção de um panorama inicial sobre o nível de acessibilidade existente e os principais desafios enfrentados pelo setor. De acordo com Telma Nantes, coordenadora do Projeto de Turismo Acessível e Inclusivo da Fundtur, a participação dos empreendedores é fundamental para o sucesso da iniciativa. “Esse levantamento é um passo importante para compreendermos a realidade dos empreendimentos e identificarmos oportunidades de melhoria. A partir dessas informações, será possível desenvolver ações de capacitação, orientação técnica e fortalecimento da acessibilidade nos destinos turísticos do estado”, salienta. A iniciativa está alinhada às diretrizes da Lei Brasileira de Inclusão, ao Estatuto da Pessoa Idosa, à Agenda 2030 da ONU e às políticas nacionais e estaduais de turismo, que reconhecem a acessibilidade como elemento essencial para o desenvolvimento de destinos turísticos mais sustentáveis e inclusivos. Além de contribuir para a melhoria da infraestrutura e dos serviços, o projeto também busca fortalecer o posicionamento de Mato Grosso do Sul como um destino comprometido com a inclusão e com a ampliação do acesso ao turismo. Empreendimentos interessados em participar do diagnóstico e fazer a adesão ao programa podem responder ao formulário disponibilizado pela Fundtur MS (Diagnóstico do Turismo Acessível em Mato Grosso do Sul), contribuindo para a construção de um turismo cada vez mais acessível no estado. Fundtur MSFoto: @visitmsoficial

Hospital Regional de Três Lagoas realiza 1ª cirurgia cerebral pelo SUS para tratar Parkinson em MS

Um procedimento inédito pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em Mato Grosso do Sul marcou um avanço no tratamento de pacientes com doença de Parkinson. Neste mês foi realizada a primeira cirurgia de implante de eletrodos para estimulação cerebral na rede pública estadual. A cirurgia ocorreu no Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, em Três Lagoas (MS), unidade administrada pelo Instituto Acqua em parceria com a SES (Secretaria de Estado da Saúde). O paciente submetido ao procedimento foi o servidor público aposentado Gilberto Barbieri, de 58 anos, morador de Nova Andradina (MS), município localizado a 260 quilômetros de Três Lagoas. Há cerca de 15 anos ele convive com os sintomas da doença, que começaram com tremores nas mãos e evoluíram para limitações motoras mais severas ao longo do tempo. A doença Parkinson é uma enfermidade neurológica crônica, degenerativa e progressiva que afeta os movimentos, causando tremores de repouso, rigidez muscular, lentidão de movimentos e instabilidade postural. Para Gilberto ela apareceu com um tremor em suas mãos. A preocupação o levou a procurar ajuda médica e, após passar por exames e consultas em hospitais de sua cidade, Campo Grande, Dourados e São Paulo, recebeu o diagnóstico de doença de Parkinson. Desde então, a rotina mudou significativamente. Atividades simples do dia a dia passaram a exigir mais esforço. “Não tenho mais a vitalidade que tinha antes. Tudo piorou na minha vida com a chegada da doença”, relata. Há mais de dez anos, ele depende de medicamentos para controlar os sintomas da doença, tomando doses ao longo do dia em intervalos de cerca de três horas. Embora auxiliem no controle do Parkinson, os remédios também provocam efeitos colaterais, como movimentos involuntários constantes. Essa agitação contínua acabou fazendo com que ele perdesse peso. “Quando o efeito do remédio passa, entro no que os médicos chamam de estado ‘OFF’, quando penso no movimento, mas meu corpo não responde e vou paralisando”, explica. Para ele, a cirurgia representa a possibilidade de reduzir a quantidade de medicação e recuperar parte da qualidade de vida. “O que eu quero é diminuir os remédios e ter mais controle sobre meu próprio corpo”, afirma. Como funciona a cirurgia  O procedimento realizado no hospital é chamado de implante de eletrodo para estimulação cerebral, técnica utilizada em casos específicos e mais graves de Parkinson para ajudar no controle dos sintomas motores. A cirurgia consiste na implantação de eletrodos em áreas profundas do cérebro responsáveis por modular os circuitos ligados ao controle dos movimentos. Conforme explica o médico neurocirurgião Eduardo Cintra Abib, responsável pelo procedimento, os eletrodos são implantados em uma região chamada núcleo subtalâmico. “Colocamos um eletrodo de cada lado do cérebro, porque cada hemisfério controla o lado oposto do corpo. Durante a cirurgia o paciente permanece acordado, para podermos testar os movimentos e identificar o ponto exato de estimulação que melhora sintomas como tremor e rigidez”, detalhou. Após o implante, os eletrodos são conectados a um pequeno dispositivo semelhante a um marca-passo, implantado na região do peito. O aparelho envia impulsos elétricos ao cérebro que ajudam a regular a atividade responsável pelos movimentos. O neurocirurgião esclarece que nem todos os pacientes com Parkinson podem realizar esse tipo de cirurgia. Existem critérios médicos para a indicação, como ter pelo menos cinco anos de tratamento, já ter utilizado diferentes tipos de medicamentos e estar em um estágio da doença no qual os remédios já não conseguem mais controlar bem os sintomas. Nesses casos, a cirurgia passa a ser uma alternativa de tratamento. Segundo o especialista, a técnica pode reduzir em até 80% a necessidade de medicamentos, além de melhorar significativamente a mobilidade e a qualidade de vida do paciente. Integraram a equipe principal, além de Eduardo Abib, o neurocirurgião Marco Aurélio Fernandes Teixeira, os anestesistas Ariane Freitas Neves e Walter Chimello Balhester e os profissionais de enfermagem Raisa Carvalho Batista e Felipe Gabriel Rocini Araújo. Recuperação e acompanhamento Após o procedimento, realizado no dia 05 de março, Gilberto permaneceu um dia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mais dois dias em observação, recebendo alta hospitalar no dia 8 de março. Dentro de duas semanas ele retornará ao hospital para a etapa de programação do dispositivo implantado, quando serão realizados os primeiros ajustes da estimulação. “O sistema possui vários pontos de contato no eletrodo. A corrente elétrica pode ser direcionada para áreas específicas, de acordo com os sintomas predominantes de cada paciente, como tremor, rigidez ou instabilidade. No retorno vamos avaliar como foi a rotina dele e ajustar o dispositivo conforme a necessidade”, ressaltou Eduardo. Esperança de uma nova rotina Para Gilberto, a cirurgia representa a possibilidade de recuperar autonomia e retomar atividades que ficaram mais difíceis nos últimos anos. “Quero poder fazer coisas simples sem ser refém dos remédios, sem tremer ou ficar paralisado. Quero viajar, pescar, visitar minha irmã que mora em uma fazenda em Pontes Lacerda, no Mato Grosso, e pegar meus netos no colo sem medo de derrubá-los”, conta. A esposa, Elcia Oliveira Umbelino Barbieri, de 56 anos, com quem Gilberto é casado há 36 anos, acompanhou todo o processo e também vê a cirurgia com esperança. “Hoje sou motorista oficial dele. Hesitamos de sair de casa, dá receio de ir em eventos, festas, porque temos receio de o efeito do remédio acabar e ele congelar ou começar a tremer em público. As pessoas ficam olhando e é uma situação constrangedora, por isso muitas vezes preferimos ficar em casa, em certas ocasiões. Agora temos esperança de que a vida volte a ser mais tranquila”, disse. Marco para a saúde pública de MS  Para o diretor técnico do Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, Marllon Nunes, a realização do procedimento representa um avanço importante para a saúde pública do estado. “Este procedimento representa um avanço para o SUS em Mato Grosso do Sul. Oferecer uma cirurgia de alta complexidade como a estimulação cerebral profunda demonstra a capacidade técnica do hospital e reforça seu papel como referência regional e estadual em assistência especializada, ampliando o acesso da população

Vigilância inicia projeto de orientação aos comerciantes do Mercadão

Na manhã desta segunda-feira (16), a Vigilância Sanitária lançou o projeto “Mercadão em Foco – Monitoramento e Educação Sanitária”, em evento realizado na sede do órgão, em Campo Grande. A iniciativa reúne comerciantes e órgãos de defesa do consumidor com o objetivo de reforçar a orientação sanitária e garantir mais segurança à população que frequenta o Mercadão Municipal de Campo Grande. O projeto tem como foco a educação sanitária e o monitoramento das práticas adotadas pelos comerciantes do Mercadão. A proposta é orientar permissionários e manipuladores de alimentos sobre normas de higiene, armazenamento e conservação de produtos, além de identificar possíveis irregularidades e promover adequações que garantam mais qualidade e segurança alimentar para a população. Durante a abertura, a prefeita Adriane Lopes destacou a importância do trabalho da Vigilância Sanitária para o desenvolvimento da cidade e para a segurança dos consumidores. “Vocês são fundamentais para o crescimento da cidade e para garantir segurança à população nos espaços que frequenta e nos produtos que consome”, afirmou. A gerente da Vigilância Sanitária, Renata Sanches, explicou que as ações já começaram. Em fevereiro, 80 manipuladores de alimentos participaram de capacitação e receberam certificados durante o evento. Ao longo do ano, equipes da Vigilância Sanitária realizarão visitas aos boxes para orientar sobre boas práticas de manipulação, armazenamento e conservação de produtos. Para o presidente da Associação dos Comerciantes do Mercadão, Cleber Linhares, a parceria fortalece a credibilidade do espaço. “O Mercadão já tem a confiança da população, e esse trabalho educativo da Vigilância Sanitária vem para somar ainda mais”, destacou. O projeto prevê acompanhamento ao longo do ano e a apresentação de resultados das ações voltadas à melhoria das condições sanitárias e à segurança alimentar da população.

Vereador Landmark assegura R$ 9,6 milhões para a saúde campo-grandense

O vereador Landmark Rios (PT) confirmou a destinação de mais de R$ 9,6 milhões para a saúde pública de Campo Grande (MS). Os valores incluem recursos viabilizados em 2025 e novos compromissos firmados no início de 2026. Os investimentos abrangem aquisição de medicamentos, recomposição do estoque da farmácia municipal, custeio das unidades básicas e compra de equipamentos odontológicos. No dia 10 de fevereiro, o vereador reuniu-se com o senador Nelsinho Trad, quando foi confirmado o envio de R$ 4 milhões para compra de medicamentos destinados à rede municipal. “Este ano nós já temos compromisso nesses primeiros bimestres de R$ 4 milhões para pagamento ou compra de medicamentos para a farmácia da saúde pública de Campo Grande”, declarou. RECURSOS CONFIRMADOS O montante informado reúne emendas parlamentares de diferentes esferas. São R$ 5 milhões do deputado federal Vander Loubet, confirmados em 2025, para aquisição de medicamentos. Outros R$ 4 milhões foram destinados pelo senador Nelsinho Trad para reforço do estoque da rede municipal. A deputada estadual Gleice Jane destinou R$ 350 mil à área da saúde, incluindo apoio à Santa Casa de Campo Grande e outras entidades. Já o deputado estadual Pedro Kemp indicou R$ 300 mil para compra de compressores odontológicos. “A emenda do deputado Pedro Kemp é específica para compra de compressores odontológicos novos, já que desde o ano passado as unidades vêm sofrendo com problemas recorrentes com esses aparelhos, o que tem impactado diretamente o atendimento ao público”, explicou Landmark. Segundo o vereador, a maior parte dos recursos será aplicada na recomposição do estoque de medicamentos. “No final do ano passado tivemos a confirmação de R$ 5 milhões do deputado Vander para a área da saúde. São recursos para atender as demandas, principalmente na compra de medicamentos”, afirmou. ATUAÇÃO PARLAMENTAR A destinação dos recursos ocorre após cobranças relacionadas ao abastecimento da farmácia municipal e à gestão da rede pública. Ao longo de 2025, o vereador realizou fiscalizações em unidades de saúde e apresentou propostas voltadas à reorganização administrativa. Entre os pontos defendidos estão regularização do fornecimento de medicamentos, fiscalização de contratos, defesa de profissionais da saúde e captação de recursos junto às bancadas estadual e federal. “São investimentos que vêm especificamente para atender a saúde pública de Campo Grande. Nosso compromisso é buscar recursos, fiscalizar e garantir que cheguem na ponta, onde a população mais precisa”, completou.

Mercado reduz previsão da inflação para 3,97% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 3,99% para 3,97% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (9), pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para os dois anos. Pela quinta semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e está dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%. A primeira divulgação sobre o IPCA de 2026 será feita nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com o índice de janeiro. Em dezembro, a alta no preço dos transportes por aplicativo e das passagens aéreas fez a inflação chegar a 0,33%, acima do aumento de 0,18% registrado em novembro. O resultado fez o IPCA acumular alta de 4,26% em 2025. Taxa Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado não mexeu nos juros pela quinta vez seguida. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Em comunicado, o Copom confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico. A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica de juros caia para 12,25% ao ano até o final de 2026, a mesma previsão do boletim Focus da semana passada. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano. Juros Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permanece em 1,8%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) também ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Puxada pelas expansões da indústria e da agropecuária, no terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 0,1%, o que é considerado pelo IBGE como estabilidade. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está agendada pelo IBGE para 3 de março. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando ele alcançou 4,8%. A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,50 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique nesse mesmo patamar. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Plano Clima é publicado como um guia para economia de baixo carbono

O governo federal publicou na última quinta-feira (5) o sumário executivo do Plano Clima, que funciona como um guia com diretrizes, estratégias e planejamento para que o país seja capaz de alcançar o compromisso de reduzir as emissões de gases do efeito estufa e fazer frente às mudanças climáticas.   “Como humanidade, temos o dever de promover a transição para um modelo econômico que respeite a capacidade de suporte do planeta, a fim de ajudar a restabelecer o equilíbrio climático de forma ética”, destacou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, na publicação. A ministra acrescentou que a transição justa também é o caminho para superar um modelo econômico que perpetua desigualdades históricas. A íntegra da política pública reúne as Estratégias Nacionais de Mitigação (ENM) e as Estratégias Nacionais de Adaptação (ENA), além de planos setoriais e temáticos. O documento completo conta com 90 páginas, com pesquisa interativa para leitura facilitada por tema, gráficos e tabelas. Aprovado pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) em dezembro de 2025, o Plano Clima reúne iniciativas a serem implementadas no país até 2035 pelos setores público e privado. Metas do Acordo de Paris O ministro da Casa Civil, Rui Costa, avalia, em carta na abertura da publicação, que a aprovação do Plano Clima, após 17 anos da primeira edição, marca um momento decisivo na política brasileira sobre mudança do clima.  Ele classifica que o documento contribui “com o estabelecimento de um caminho transparente, robusto e participativo para que o país cumpra integralmente suas metas no âmbito do Acordo de Paris”. O objetivo do Brasil é reduzir o total de emissões de gases de efeito estufa, de 2,04 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, em 2022, para 1,2 bilhão de toneladas, em 2030, e alcançar a faixa entre 1,05 bilhão e 850 milhões de toneladas, em 2035.  Os volumes representam a queda de 59% a 67% nas emissões, assumida pelo Brasil como compromisso na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC na sigla em inglês) do Acordo de Paris. Fabíola Sinimbú – repórter da Agência Brasil Foto:  Marcelo Camargo/Agência Brasil

Licitação da saúde é suspensa em Corumbá

O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul suspendeu, de forma cautelar, uma licitação da Prefeitura de Corumbá estimada em R$ 3,7 milhões, voltada à manutenção de equipamentos médico-hospitalares e laboratoriais. Segundo o TCE-MS, foram identificadas falhas técnicas no estudo preliminar, na pesquisa de preços e no critério de julgamento do pregão eletrônico. A medida é preventiva e busca evitar possíveis prejuízos aos cofres públicos. A prefeitura foi intimada a prestar esclarecimentos e corrigir as inconsistências antes que o processo possa ser retomado.

Fundesporte publica edital do processo seletivo para os programas Bolsa Atleta e Bolsa Técnico 2026

A Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer) publicou no Diário Oficial do Estado de quarta-feira (28) o edital do processo seletivo dos programas Bolsa Atleta e Bolsa Técnico. Os auxílios financeiros variam de R$ 523 a R$ 7,3 mil, conforme categorias. Ao todo, são 15 categorias de bolsas destinadas a atletas, paratletas e treinadores. As inscrições para atletas têm início previsto para o dia 9 de fevereiro, já as inscrições dos técnicos iniciam no dia 12 de março. Os programas contemplam 13 categorias de benefício para atletas e duas para técnicos, todas com vigência de 12 meses, com o objetivo de garantir condições de preparação e participação em competições de alto nível. Entre as categorias atendidas estão: estudantil, universitário, atleta e paratleta nacional, pódio, internacional, máster, pré-olímpico, olímpico, paralímpico e surdolímpico. As inscrições dos atletas terão início no dia 9 de fevereiro e deverão ser realizadas exclusivamente pelo site oficial do programa (www.bolsa.fundesporte.ms.gov.br), com encerramento em 11 de março. Já os treinadores poderão se candidatar no período de 12 a 23 de março, no mesmo site. O processo seletivo também prevê uma etapa de entrevistas com os participantes inscritos. A avaliação dos candidatos será baseada nos resultados alcançados em competições disputadas em 2025, com pontuação atribuída conforme o nível e a relevância dos campeonatos. “Fiquem ligados, não percam essa oportunidade que ajuda tanto os atletas a continuarem treinando em alto nível, sabemos que o Mato Grosso do Sul, é o primeiro estado a criar o Bolsa Técnico no Brasil, e queremos que todos participem. Prepare a sua documentação, acesse todas as informações, não deixe para última hora, queremos que todos tenham acesso”, ressaltou o titular da Setesc, Marcelo Ferreira Miranda. Leandro Fonseca, diretor de Gestão de Políticas de Excelência e Capacitação Esportiva da Fundesporte, setor que administra os programas Bolsa Atleta e Bolsa Técnico, salienta que a meta é ampliar o número de inscrições no processo seletivo: “São as mesmas categorias do ano passado, não houve nenhuma alteração na legislação, no dia 9 de fevereiro abrimos as inscrições e a expectativa é ampliar o número de inscritos, fizemos algumas alterações no sistema para facilitar a inscrição, baseado em algumas dificuldades que alguns atletas tiveram no ano passado, organizamos com a SETIDG (Secretaria-Executiva de Transformação Digital) para que eles pudessem fazer algumas adaptações no sistema facilitando a inscrição. A expectativa é de ampliar o número de inscritos no processo e de que a gente possa continuar atendendo com as bolsas os melhores atletas do estado”, salientou Leandro. Acesse o edital do processo seletivo dos programas Bolsa Atleta e Bolsa Técnico 2026 (clique para acessar). Comunicação SetescFoto: Arquivo/Fundesporte

“Graças à representatividade da Famasul, conseguimos achar o caminho”: Após 34 anos, produtores rurais e indígenas assinam acordo fundiário

Foi publicada nesta segunda-feira (26), no Diário da Justiça, a homologação do acordo que coloca fim a um conflito fundiário que durou mais de 30 anos, envolvendo proprietários rurais e indígenas da Terra Indígena Jarará, localizada no município de Juti, no sul de Mato Grosso do Sul. Para o presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, a homologação é mais um exemplo de que, com diálogo, é possível construir soluções que tragam segurança jurídica ao campo. “Esse acordo mostra que é possível encontrar um caminho resolutivo quando há maturidade de todas as partes envolvidas que estão dispostas a conversar. Estamos falando de uma família que aguardou por mais de 30 anos uma definição da justiça em busca de seus direitos, assim como os indígenas”, afirma Bertoni. A área em litígio, com 479 hectares e demarcada como terra indígena em 1992, permaneceu por décadas sob disputa judicial. O desfecho representa o encerramento de um longo período de incertezas.“O papel da Famasul, através do presidente Marcelo Bertoni, foi fundamental para chegarmos a uma negociação. Foi graças a essa representatividade da Famasul perante o governo federal, e outras partes do processo, que a gente conseguiu achar o caminho. Embora estivesse judicializado o processo, nós temos as sentenças a nosso favor, em todas as instâncias onde já tramitou o processo, a solução definitiva ainda estava por vir e sabe lá quanto tempo ainda ia demorar”, afirma a proprietária. Com o acordo judicial, a União pagará R$ 6 milhões de indenização pela propriedade rural, encerrando definitivamente o processo. Caberá à Funai promover a transferência do domínio da área no cartório de Caarapó, enquanto a União deverá adotar, até 31 de janeiro, as providências para expedição do precatório, com pagamento previsto para 2027 pelo TRF da 3ª Região. O caso de Jutí é o segundo acordo realizado em Mato Grosso do Sul, envolvendo proprietários e indígenas. Em 2024, o Estado foi palco de um marco histórico ao registrar, pela primeira vez, um acordo fundiário firmado de forma consensual no município de Antônio João, na região de fronteira com o Paraguai, e envolveu produtores rurais e indígenas da Terra Indígena Ñande Ru Marangatu. A solução, inédita no país, foi resultado mediação institucional e participação ativa das entidades representativas, entre elas a Famasul. “Há mais de 30 anos, a Famasul e a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), trabalham incansavelmente como intermediadores para chegar a estes acordos. Somente assim os produtores estarão seguros para investir em suas propriedades e contribuir para o desenvolvimento econômico do setor e da região”, ressalta Bertoni. “Existe um sentimento de alívio, por ter encontrado uma parceria como a Famasul. De ter encontrado, na gestão atual do presidente Marcelo Bertoni, essa disposição de nos ouvir, compreender, ajudar e orientar. Porque senão a gente ia estar batendo de porta em porta, como já fizemos em outras ocasiões, sem conseguir uma resolução. É um trabalho que eu acho que realmente justifica, enriquece a atuação da federação”. Assessoria de Comunicação Sistema Famasul – Camilla Jovê e Laura Toledo