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Inep divulga lista de espera para vagas remanescentes do Fies 2025

Os candidatos a vagas remanescentes do processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referente ao segundo semestre de 2025, já podem conferir o resultado com a ordem de classificação divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), nesta terça-feira (4). A lista dos pré-selecionados está disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Fies. As vagas remanescentes do Fies referem-se às oportunidades de financiamento que não foram preenchidas durante as etapas regulares de seleção do programa. Nesta edição, ao todo, o MEC ofertou mais de 58 mil vagas para 10.319 cursos/turnos de graduação, em 690 instituições privadas de educação superior. Classificação De acordo com o MEC, a classificação dos pré-selecionados seguiu a ordem decrescente das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com prioridade para os seguintes candidatos: O financiamento para quem for selecionado para as vagas remanescentes cobrirá as mensalidades a partir deste segundo semestre letivo de 2025. Para isso, os inscritos deverão ter condições de atingir a frequência mínima exigida neste período no curso, turno na instituição de ensino superior para o qual se inscreveram. Próximos passos O estudante pré-selecionado a uma das vagas remanescentes do processo seletivo do Fies deverá comprovar as informações declaradas no momento da inscrição à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino superior em que foi pré-selecionado. O prazo para este procedimento é de dois dias: quarta-feira (5) e quinta-feira (6). De acordo com o edital com as regras do Processo Seletivo (nº 21/2025, a entrega dos documentos comprobatórios pode ser realizada por meio físico ou digital, nos horários definidos pela instituição.  Se a documentação for aprovada, o próximo passo é a validação das informações em um agente financeiro em até dez dias, contados a partir do terceiro dia após a validação da inscrição pela comissão da faculdade. Somente após a aprovação do banco poderá ser formalizada a contratação do financiamento. Se o candidato pré-selecionado não apresentar todos os documentos ou não seguir as etapas exigidas dentro do prazo estabelecido, ele perde a vaga. Essa vaga perdida é imediatamente transferida para o próximo candidato classificado na lista de espera. Complementação O candidato que se inscreveu para vagas destinadas às pessoas com deficiência (PCD) deverá comprovar sua situação com laudo médico atestando a espécie e o grau de deficiência, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doença (CID). Caso a comissão da faculdade privada identifique erros ou inconsistências referentes às informações prestadas, a instituição de ensino superior poderá exigir a apresentação de documentação complementar. Fies Social Metade das vagas é reservada ao Fies Social, ocupada por candidatos com renda familiar per capita de até meio salário mínimo (R$ 759,00 em 2025), inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico). Este candidato pré-selecionado à vaga do Fies Social está dispensado da comprovação de renda familiar. No entanto, ele deve comparecer à comissão da faculdade privada para validar as demais informações. Lista de espera Os estudantes que não forem pré-selecionados na chamada única serão incluídos automaticamente na lista de espera, e poderão ser convocados de 13 às até às 23 horas e 59 minutos de 28 de novembro. Financiamento Estudantil O Fies é o programa federal que concede financiamento a estudantes de baixa renda de cursos de graduação, em instituições de educação superior privadas. Agência Brasil Foto:  Wilson Dias/Agência Brasil

INSS inicia pagamento de benefícios de outubro nesta segunda; veja quem recebe

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa nesta segunda-feira (27) o pagamento dos benefícios referentes a outubro de 2025 para aposentados e pensionistas. O cronograma, divulgado pelo Ministério da Previdência Social, segue até o dia 7 de novembro e leva em conta o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador que aparece após o traço. Os primeiros a receber são os segurados que ganham até um salário mínimo, com depósitos realizados entre os dias 27 de outubro e 7 de novembro. Já quem recebe acima do piso nacional terá os pagamentos creditados a partir do dia 3 de novembro. 📅 Calendário de pagamentos — até um salário mínimo 📅 Acima de um salário mínimo O calendário segue o padrão tradicional do INSS, que organiza os pagamentos para evitar sobrecarga nas agências e garantir fluidez nos créditos. Para os próximos meses, as previsões são de 24 de novembro a 5 de dezembro (referente a novembro) e 22 de dezembro a 8 de janeiro (referente a dezembro). 💬 Como consultar o benefício Os valores podem ser conferidos pelo aplicativo “Meu INSS”, disponível para Android e iOS, ou pelo site meu.inss.gov.br. Também é possível obter informações pela Central 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h, informando o CPF e confirmando dados pessoais. Com o reajuste do salário mínimo previsto para 1º de janeiro de 2026, o novo valor será pago entre o fim de janeiro e o início de fevereiro.

MS cria Comitê Executivo do Proclima para enfrentar mudanças climáticas

O Governo de Mato Grosso do Sul formalizou, nesta quinta-feira (9), a criação do Comitê Executivo do Proclima, órgão que será responsável por coordenar e articular as políticas públicas ligadas ao Plano Estadual de Mudanças Climáticas. A medida foi publicada no Diário Oficial e representa um novo passo na institucionalização das ações voltadas à mitigação dos efeitos da crise climática no estado. 🌱 Estrutura e atribuições O comitê terá poder deliberativo e será encarregado de definir diretrizes, metas e ações para o Proclima e para o Programa Jurisdicional de REDD+, iniciativa voltada à redução das emissões por desmatamento e degradação florestal.Entre suas funções estão: 🤝 Representação e transparência O grupo será composto por representantes da Semadesc, da Secretaria Executiva de Meio Ambiente (Sema) e de três conselhos estaduais: As reuniões ocorrerão trimestralmente e poderão contar com a presença de instituições convidadas, sem direito a voto. Todas as atas e deliberações serão disponibilizadas online, garantindo transparência e acesso público. 🌍 Conexão com políticas nacionais e globais O texto da resolução também determina que o comitê siga os princípios da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa e das Salvaguardas de Cancún, que reforçam critérios internacionais de transparência e respeito aos direitos socioambientais. Com essa estrutura, Mato Grosso do Sul reforça seu papel de destaque na agenda ambiental brasileira, buscando conciliar desenvolvimento econômico, sustentabilidade e inclusão social.

Superávit comercial de MS cresce 10,8% e alcança US$ 6,34 bilhões até setembro

Mato Grosso do Sul registrou superávit de US$ 6,34 bilhões na balança comercial entre janeiro e setembro de 2025, segundo dados da Carta de Conjuntura do Comércio Exterior da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O resultado representa um crescimento de 10,84% em relação ao mesmo período de 2024. O Estado exportou US$ 8,18 bilhões e importou US$ 1,83 bilhão, consolidando-se como um dos maiores exportadores líquidos do país. O avanço foi impulsionado pela queda de 12,75% nas importações, especialmente de gás natural, e pelo aumento de 4,5% nas exportações. 🌾 Principais produtos exportados “O desempenho mostra a solidez da nossa economia, com destaque para a celulose, a soja e o setor de carnes. A redução nas importações de gás natural também contribuiu para o resultado positivo”, destacou Jaime Verruck, secretário da Semadesc. 🔻 Importações em queda O principal item importado continua sendo o gás natural da Bolívia, cuja compra caiu 33,03%, passando de US$ 874,5 milhões em 2024 para US$ 606,1 milhões em 2025. Em volume, a redução foi de 2,86 milhões para 2,1 milhões de toneladas, reflexo da menor demanda e da diversificação energética no Estado. Outros itens importados foram cobre (8,14%) e equipamentos industriais, como caldeiras e geradores a vapor (6,86%), utilizados pelo setor sucroenergético. 🌏 Principais destinos das exportações Com o resultado acumulado até setembro, Mato Grosso do Sul mantém um dos maiores superávits per capita do país, consolidando seu papel estratégico nas exportações do Centro-Oeste brasileiro.

Cenário fiscal dos municípios melhora diante de conjuntura econômica

O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), aponta que em um contexto de conjuntura econômica favorável e maior repasse de recursos, o cenário fiscal das cidades melhorou, mas 36% delas, com 46 milhões de brasileiros, ainda têm situação fiscal difícil ou crítica. O estudo analisou as contas de 5.129 municípios com base em dados declarados pelas prefeituras. Segundo a Firjan, com pontuação que varia de zero a um, o IFGF é composto pelos indicadores de Autonomia, Gastos com Pessoal, Investimentos e Liquidez. Após a análise de cada um deles, a situação dos municípios é considerada crítica, se os resultados são inferiores a 0,4 ponto; em dificuldade, com resultados entre 0,4 e 0,6 ponto; boa, resultados entre 0,6 e 0,8 ponto; ou de excelência, com resultados superiores a 0,8 ponto.  Na média, os municípios brasileiros atingiram 0,6531 ponto, referente à boa situação fiscal. Vitória é a única capital a alcançar nota máxima no estudo. Já Cuiabá tem nota zero em liquidez e nível crítico de investimentos. De acordo com o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, é fundamental considerar que o cenário está melhor por conta dos resultados econômicos de 2024 e de maior repasse de recursos, mas que isso pode não se repetir em outros momentos.  “Também é importante frisar que, mesmo com maior folga fiscal, continuamos com uma parcela significativa de cidades em situação desfavorável, evidenciando desigualdades históricas e mantendo o Brasil longe de patamar elevado de desenvolvimento”, disse Caetano. Somente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi registrado o total de R$ 177 bilhões de repasses em 2024.  De acordo com o presidente da Firjan, as cidades precisam desenvolver ações para estimular a economia e gerar recursos localmente.  “Assim, além de não ficarem tão vulneráveis aos ciclos econômicos, darão oportunidades para a população, com melhoria da renda e da qualidade de vida”, acrescenta Caetano. Naiara Freire, especialista de estudos econômicos da Firjan, explica que o crescimento de distribuição de receitas nos últimos anos, principalmente pós-pandemia, tornou as cidades mais ricas, mas esse crescimento foi bem desigual.  Segundo Naiara, “as cidades que recebem mais FPM, que são as cidades pequenas, ficaram com mais receitas disponíveis do que as médias e grandes cidades”. A pesquisadora acrescenta que os municípios nunca tiveram uma situação fiscal tão favorável, mas esse ajuste foi feito por meio de receitas.  “A maior descentralização dos recursos públicos permitiu que a maior parte das prefeituras tivessem uma situação fiscal melhor. Mas os municípios estão longe da excelência. Existem muitos gargalos a serem superados”, avalia Naiara. Segundo o estudo, no indicador de Autonomia, que mostra se as receitas oriundas da atividade econômica local suprem as despesas essenciais para o funcionamento da máquina pública municipal, a média das cidades brasileiras é de 0,4403 ponto, de gestão em dificuldade.  “A pontuação evidencia a alta dependência de municípios por transferência de recursos da União para suprir necessidades mínimas locais. O estudo ressalta que mais de 50% das prefeituras vivem situação crítica de autonomia e que, desse grupo, 1.282 cidades não produzem receita suficiente para manter prefeito e Câmara de Vereadores”, alerta a federação. Gastos com pessoal Em Gastos com Pessoal, indicador que aponta quanto os municípios gastam com o pagamento de pessoal em relação ao total da Receita Corrente Líquida, a média brasileira é de 0,7991 ponto,considerado boa gestão.  A Firjan informa que essa foi a maior nota entre os indicadores do IFGF é resultado do forte crescimento do orçamento total, e não de ajuste na folha de pagamentos, medida que atualmente não é possível por conta da legislação. “As cidades destinam, em média, 46% da receita para essa despesa [gastos com pessoal]. Em período de baixa arrecadação, esse percentual alcançou 56,1%. Porém, mesmo com cenário mais favorável, 540 prefeituras comprometem mais de 54% do orçamento com gastos com pessoal. Entre elas, 131 destinam mais de 60% para essa finalidade e ultrapassam o limite máximo estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”, aponta a federação. Investimentos O indicador de Investimentos mede a parcela da receita total dos municípios para essa finalidade. O país alcançou 0,7043 ponto (boa gestão), o que reflete a destinação de, em média, 10,2% da receita para os investimentos públicos. Esse é o maior percentual registrado na série histórica do IFGF. Além disso, 1.601 cidades conquistaram a nota máxima no indicador (1 ponto) ao destinar mais de 12% do orçamento para essa despesa.  No entanto, a Firjan ressalta que, como não há plano nacional de desenvolvimento com mecanismos para medir a qualidade dos gastos, os investimentos podem não ser os mais eficientes para diminuir as desigualdades no país. Além disso, 938 cidades (18,3% do total) apresentam nível crítico no IFGF Investimentos por destinarem, em média, apenas 3,2% da receita para essa finalidade. Liquidez No indicador que verifica se as prefeituras estão adiando pagamentos de despesas para o exercício seguinte sem a devida cobertura de caixa, a média das cidades brasileiras é de 0,6689 ponto (boa gestão).  De acordo com a Firjan, o aumento das receitas também contribuiu para que os municípios terminassem 2024 com boa liquidez. Apesar do cenário majoritariamente positivo, 2.025 municípios apresentaram nível de liquidez difícil ou crítico em 2024. Nesse grupo, destacam-se negativamente as 413 prefeituras que terminaram o ano sem recursos em caixa suficientes para cobrir as despesas postergadas para o ano seguinte e, por isso, ficaram com nota zero no indicador. Na prática, esses municípios estão no “cheque especial”, explica a federação. O gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, ressalta que no contexto doméstico há um claro cenário de desigualdade na economia regional.  “Quando a gente olha os municípios que têm alto desenvolvimento, 98% estão no Centro-Oeste, Sul e Sudeste. E quando a gente olha os municípios que estão com desenvolvimento crítico, 95% estão no Norte e no Nordeste”, disse. O gerente destaca que, diante do quadro geral apresentado pelo IFGF, reformas são essenciais para tornar a gestão municipal mais eficiente para o desenvolvimento do país.  “Entre os principais pontos que precisam ser

Desemprego recua para 5,6%, a menor taxa desde 2012, mostra IBGE

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em julho ficou em 5,6%, a menor da série histórica iniciada em 2012. No trimestre móvel anterior, a taxa era de 5,8%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O país tinha no fim de julho 6,118 milhões de pessoas desocupadas, o menor contingente desde o último trimestre de 2013 (6,1 milhões). O número de ocupados atingiu o recorde de 102,4 milhões. O trimestre foi marcado também pelo recorde no número de trabalhadores com carteira assinada, 39,1 milhões. Com esses dados, o nível de ocupação ─ percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar ─ manteve o percentual recorde de 58,8%. De acordo com William Kratochwill, analista da pesquisa, o resultado do trimestre sustenta o bom momento do mercado de trabalho. “O mercado se mostra aquecido, resiliente, com características de um mercado em expansão. O estoque de pessoas fora da força de trabalho vem diminuindo”, diz. A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procura uma vaga. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. O IBGE faz também um mapeamento das pessoas que estão fora da força de trabalho, que ficou em 65,6 milhões, estável ante o trimestre móvel anterior. A população desalentada, os que não procuraram emprego por achar que não conseguiriam vaga, recuou 11% no trimestre e alcançou 2,7 milhões de pessoas. Para Kratochwill, os indicadores mostram que as pessoas que deixaram a população desocupada “não estão se retirando da força de trabalho ou caindo no desalento, elas estão realmente ingressando no mercado de trabalho”. O levantamento mostra que a ocupação no período de maio a julho foi puxada por três dos dez grupamentos pesquisados: A análise dos dados aponta que a taxa de informalidade chegou a 37,8%. No trimestre anterior, era 38%. A taxa de julho 2025 é a segunda menor já registrada, perdendo apenas para julho de 2020 (37,2%), quando, em plena pandemia, trabalhadores informais foram os que mais sofreram com o desemprego, sendo expulsos do mercado de trabalho, por isso a taxa ficou menor à época.  Apesar da redução da informalidade, o número de trabalhadores sem vínculo formal, ou seja, sem todas as garantias trabalhistas, ficou em 38,8 milhões, superando a do trimestre anterior (38,5 milhões). “Como teve aumento na população com emprego formal, a taxa de informalidade caiu”, explica.   O analista do IBGE faz a ressalta de que esse crescimento da parcela informal não teve significância estatística. Rendimento O rendimento do trabalhador no trimestre encerrado em julho ficou em R$ 3.484, o maior para o trimestre. No entanto, levemente abaixo do período de três meses terminado em junho (R$ 3.486). A massa de rendimentos, que é o total de renda do conjunto dos trabalhadores, alcançou R$ 352,3 bilhões, ficando 2,5% acima do segundo trimestre. Adiamento A data original de publicação da Pnad do trimestre encerrado em julho era 29 de agosto, mas o IBGE precisou atrasar a divulgação em 18 dias por problemas técnicos. Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil Foto:  Marcello Casal JrAgência Brasil

Alfabetização de adultos pode aumentar renda em até 16%, aponta estudo

A educação de jovens e adultos (EJA) tem impacto positivo direto na renda, ocupação e formalização no mercado de trabalho dos estudantes que participam dessa etapa de ensino. É o que destaca um estudo inédito que mapeou qual é o retorno econômico para aqueles jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade certa, mas retornaram para a escola em turmas de EJA. A modalidade faz parte da educação básica e possibilita àqueles que não concluíram a escola na idade esperada retomarem os estudos e obterem o diploma de ensino fundamental e médio, em cursos com duração mais rápida do que as classes regulares. A pesquisa será lançada nesta quarta-feira (10), no Seminário Nacional de Educação de Jovens e Adultos: 1º Ano do Pacto pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA). A investigação busca “preencher uma lacuna importante na pesquisa sobre o tema” e oferecer subsídios para ampliar o investimento e o acesso da população a essa etapa de ensino. A análise foi encomendada pelo Ministério da Educação, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O que é a EJA? Nas últimas décadas, o país ampliou significativamente o acesso à educação formal – a taxa de atendimento entre 6 e 14 anos, que compreende todo o ensino fundamental, chegou a 96,7% em 2010, contra 75,5% em 1991. No entanto, destaca o estudo, as altas taxas de reprovação e evasão persistiram. Dessa forma, parte dos estudantes não termina os estudos na idade esperada ou abandona a escola antes da conclusão do ensino fundamental ou médio. Em 2023, por exemplo, 35 de cada 100 jovens brasileiros não haviam concluído o ensino médio até os 20 anos. Para frequentar o EJA ensino fundamental, é preciso ter pelo menos 15 anos; para o médio, 18 anos, e para as turmas de alfabetização (AJA), a única restrição é a idade mínima é de 15 anos. O estudo também mapeou qual é o público potencial para cada uma das etapas, considerando diferenças regionais, de raça e moradia rural/urbana. “As gerações que frequentaram, ou deveriam ter frequentado a escola, há duas décadas ou mais, vivenciaram um período de grande exclusão educacional e, por isso, grande parte não concluiu a educação básica. Apesar dos avanços, mesmo entre jovens adultos ainda há um grande contingente de pessoas que não concluíram a educação básica na idade apropriada, e também vão compor o público potencial da EJA e da AJA”, destaca o estudo. Renda e mercado de trabalho Em todas as etapas da modalidade, desde a alfabetização até a conclusão do ensino médio, o estudo aponta um incremento na renda dos estudantes, após frequentarem e concluírem a EJA. Esse aumento varia de acordo com a faixa etária. Alfabetização Para quem concluiu as classes de alfabetização, por exemplo, a renda média teve um incremento de 16,3% no grupo entre 18 e 60 anos. O impacto é ainda maior na faixa etária entre 46 e 60 anos, superando 23%. A AJA também aumenta a probabilidade de ter uma ocupação formal em 7,7 pontos percentuais (pp) e de ter uma ocupação de qualidade em 2,3 pp, considerando todas as faixas etárias. É considerada uma ocupação de qualidade quando o trabalhador recebe pelo menos um salário mínimo e trabalha até 44 horas semanais. Ensino fundamental Para quem concluiu os anos finais do ensino fundamental pela EJA, a renda média tem um incremento de 4,6%. “Esse impacto é particularmente notável para o grupo de 26 a 35 anos, com um aumento de 14,9% na renda”, destaca o estudo. A conclusão da etapa também aumenta a probabilidade de ter um trabalho formal em 6,6 pp e uma ocupação de qualidade em 3,2 pp. Ensino médio No caso da EJA ensino médio, a conclusão eleva a renda mensal em 6%, em média, para o grupo de 18 a 60 anos em comparação com quem parou no ensino fundamental. O maior impacto foi observado na faixa de 26 a 35 anos, com um aumento de 10% na renda média. A probabilidade de ter uma ocupação formal cresce 9,4 pp e uma ocupação de qualidade em 3,3 pp, com impactos positivos em todas as faixas etárias avaliadas.  Para a autora do estudo, Fabiana de Felicio, os resultados reforçam a importância estratégica da educação de jovens e adultos no Brasil. “Os expressivos contingentes de pessoas aptas a cursar a alfabetização e as etapas da EJA, somados aos retornos econômicos positivos identificados, indicam um vasto potencial para a expansão dessas modalidades de ensino. Os ganhos ao longo da vida parecem ser suficientes para justificar os custos de curto prazo do retorno aos estudos, especialmente para os grupos de idade mais jovens”, indica. Ela reforça ainda que o investimento na EJA traz, além de benefícios para os indivíduos, impactos para o desenvolvimento social e econômico locais, destacando a importância de secretários de educação e gestores olharem para a modalidade de forma estratégica.   “O aumento da renda, da formalidade e da qualidade das ocupações não só melhora a qualidade de vida das pessoas, como também contribui para a produtividade e a redução da pobreza e desigualdade”, destaca o estudo. Pacto EJA Lançado no ano passado pelo MEC, o Pacto Nacional de Superação do Analfabetismo e Qualificação de Jovens e Adultos prevê a criação de 3,3 milhões de novas matrículas na EJA e a sua oferta integrada à educação profissional, com um investimento de R$ 4 bilhões em quatro anos. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há no Brasil 9,1 milhões de pessoas com 15 anos ou mais não alfabetizadas, o equivalente a 5,3% da população nessa faixa etária. Agência Brasil Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Líderes do Brics conversam sobre tarifaço e guerras em reunião virtual

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, na manhã desta segunda-feira (8), de reunião virtual com líderes dos países membros do Brics.  A cúpula foi organizada pelo Brasil, que está na presidência rotativa do bloco de países emergentes, com o objetivo de coordenar estratégias centradas no multilateralismo, em meio à nova política dos Estados Unidos de elevar as tarifas contra parceiros comerciais. O fortalecimento de acordos e o uso de moedas nacionais e mecanismos alternativos de comércio devem ser discutidos, bem como as guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza e a necessidade de reformas nas instituições de governança global. Lula ainda deve reforçar o convite aos líderes para participar da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em Belém, em novembro próximo. O tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump tenta reverter a relativa perda de competitividade da economia do país norte-americano para a China nas últimas décadas. Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a medida do governo estadunidense também é uma chantagem política com objetivo de atingir o Brics, já que o grupo de potências do Sul Global tem sido encarado por Washington como uma ameaça à hegemonia dos Estados Unidos no mundo, em especial, devido à proposta de substituir o dólar nas trocas comerciais. A reunião extraordinária de hoje ocorre dois meses após a Cúpula do Brics no Rio de Janeiro, momento em que Trump voltou a ameaçar os países que se alinhassem às políticas do bloco. O Brics é formado por Brasil, Rússia, Índia, China – que são os países fundadores –, África do Sul – que integrou o bloco logo após a criação –, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. A reunião será fechada e o governo deve divulgar uma nota após o encontro com detalhes do que foi tratado na reunião. Em sua fala, Lula deve reforçar a defesa da soberania do país e a importância de ampliação e diversificação comercial entre os países do Sul Global. Andreia Verdélio – repórter da Agência Brasil Foto: Ricardo Stuckert/PR

Câmara aprova primeira lei federal de proteção ao Pantanal

O Pantanal, um dos biomas mais emblemáticos do Brasil, acaba de conquistar um marco histórico. A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) o Projeto de Lei 5482/2020, que estabelece diretrizes específicas para a conservação, recuperação e exploração sustentável do bioma. O texto, já aprovado pelo Senado, agora segue para sanção presidencial. Com abrangência nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além de partes da Bolívia e do Paraguai, o Pantanal é a maior planície alagável do mundo e o menor bioma brasileiro em extensão, mas também o mais afetado por queimadas nas últimas décadas. 🔍 O que prevê a nova lei: A proposta traz sete diretrizes principais para a gestão do bioma: 🚨 Contexto ambiental crítico: Entre 1985 e 2024, 62% do Pantanal foi atingido por incêndios, segundo o MapBiomas. Isso representa 9,3 milhões de hectares, com 93% das áreas queimadas compostas por vegetação nativa. Especialistas alertam que, embora o fogo faça parte do ciclo natural do bioma, as mudanças climáticas e a ação humana têm intensificado a degradação.

Brasil e Chile fortalecem laços comerciais e impulsionam rota bioceânica em MS

Com o objetivo de intensificar a cooperação entre Brasil e Chile e consolidar a rota bioceânica, autoridades dos dois países participaram nesta quarta-feira (3) de uma rodada de negócios na sede da Fiems (Federação das Indústrias de MS), em Campo Grande. O encontro reuniu empresários, investidores e representantes dos governos federal, estadual e municipal. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, destacou que a nova infraestrutura pode dobrar o comércio bilateral com o Chile nos próximos cinco anos, com destaque para a ponte de Porto Murtinho, prevista para ser entregue em 2026. “Agora não falta mais logística”, afirmou. 🚛 Rota estratégica para o comércio com a Ásia O governador Eduardo Riedel ressaltou que a rota vai integrar o Centro-Oeste aos mercados asiáticos, beneficiando não apenas o MS, mas também os estados do Sudeste e Sul. Ele citou investimentos como: “A China é o maior comprador do Mato Grosso do Sul e do Brasil. A rota encurta caminhos para países como Japão, Vietnã, Malásia e Singapura”, destacou Riedel. 🏙️ Campo Grande se posiciona como polo logístico A prefeita Adriane Lopes afirmou que Campo Grande está pronta para receber novos investimentos. Segundo ela, a cooperação entre os três níveis de governo oferece segurança para o empresariado. Já o presidente da Fiems, Sérgio Longen, alertou sobre a necessidade de reduzir a burocracia, apontando a Receita Federal como gargalo logístico que pode comprometer o avanço do projeto. 🤝 Conexões internacionais e oportunidades para negócios locais Empresários sul-mato-grossenses aproveitaram o evento para buscar parcerias internacionais. O empreendedor Daniel Pavão, da startup Nivo, afirmou que a rota bioceânica abre portas para pequenas e médias empresas de ecoturismo. “É hora de ampliar nossa atuação e atrair investidores para o setor”, disse. O evento também contou com a presença de: A programação incluiu painéis empresariais, rodada de negócios e coquetel de encerramento. Foto: Governo MS