BNDES aprova R$ 1,2 bi para empresas afetadas pelo tarifaço

m dois dias após a abertura para pedidos, o plano Brasil Soberano aprovou R$ 1,2 bilhão em financiamento para empresas afetadas pelo tarifaço americano. O plano de socorro a empresas exportadoras prevê um total de R$ 40 bilhões em crédito para negócios afetados pela barreira comercial que aplica taxas de até 50% às exportações brasileiras. O balanço de pedido e aprovação foi divulgado na noite de sexta-feira (19) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), banco de fomento do governo federal. No período, o total de pedidos de 533 empresas chegou a R$ 3,1 bilhão. Ou seja, 1,9 bilhão anda estão em análise. O total de R$ 40 bilhões do Brasil Soberano inclui R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões de recursos do próprio BNDES. Os recursos são emprestados a juros subsidiados, ou seja, mais baixo do que cobram os demais bancos. Uma das contrapartidas das empresas que se habilitam a receber os empréstimos é não realizar demissões. Os financiamentos são para linhas de capital de giro (contas do dia a dia, como salário e pagamento de fornecedores), investimentos em adaptação da atividade produtiva, compra de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados. Quem pediu empréstimo Enrte quinta (18) e sexta-feira (19), foram feitas 75 operações de crédito, todas na linha destinada a capital de giro. Nos primeiros dias de aprovação, 84,1% dos pedidos aprovados foram empresas da indústria de transformação (seguimento que transforma matéria-prima em um produto final ou intermediário, que vai ser novamente modificado por outra indústria). Em seguida aparecem agropecuária (6,1%), comércio e serviços (5,7%) e indústria extrativa (4,2%). Quase um terço do valor total aprovado (30%) foi solicitado por pequenas e médias empresas. Ao total, 2.236 empresas acessaram o sistema do BNDES para fazer consultas no Brasil Soberano, sendo 533 elegíveis, isto é, com pelo menos 5% do faturamento bruto total, no período de julho de 2024 a julho de 2025, composto por produto na lista de tarifação. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, aponta agilidade na aprovação de recursos e atribui isso ao compromisso do banco e 50 instituições financeiras parceiras. “Nosso objetivo é proteger os empregos e fortalecer as empresas e a economia, inclusive estimulando a participação em novos mercados”, diz. Dos valores ainda em análise, R$ 1,7 bilhão são referentes à linha destinada à busca de novos mercados. Como acessar O primeiro passo para acessar os recursos é consultar se a empresa é elegível para o plano de socorro. A consulta pode ser feita no site do BNDES. Os interessados precisarão se autenticar utilizando a plataforma GOV.BR, exclusivamente por meio do certificado digital da empresa. Caso o sistema indique que a empresa é apta ao crédito, a recomendação é entrar em contato com o banco com o qual já tem relacionamento. Grandes empresas podem procurar diretamente o BNDES. Efeitos do tarifaço Um levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), entidade sem fins lucrativos que representa empresas que atuam no comércio entre os dois países, estima que as exportações de produtos afetados pelo tarifaço americano caíram 22,4% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2024. Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, perdendo apenas para a China. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o tarifaço de 50% incide em cerca de um terço (35,9%) das exportações brasileiras para os Estados Unidos. O governo de Donald Trump assinou uma ordem executiva que estipulou a cobrança de taxas de até 50% a partir de 6 de agosto, mas deixou cerca de 700 produtos em uma lista de exceções. Entre eles estão suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo motores, peças e componentes. Também ficaram de fora produtos como polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos. >> Confira a lista de quase 700 produtos que não serão taxados pelos EUA Trump alega que os americanos têm déficit comercial (compram mais do que vendem) com o Brasil – o que é desmentido por números oficiais de ambos os países. O presidente americano usou como justificativa o tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que considera ser perseguido. Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, em julgamento que terminou na semana passada. Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Escritora mineira lança livro sobre memória, esquecimento e Alzheimer

A escritora mineira Flávia Péret, também professora de criação literária e pesquisadora, lançou o livro Coisas presentes demais, da Relicário Edições, em que narra a reaproximação com a avó de 94 anos, diagnosticada com Alzheimer. “É um romance em fragmentos. É um romance inspirado na vida da minha avó e da minha relação com ela, mas a partir de fragmentos. Ele tem ficção e realidade”, disse Flávia. A autora conta que a avó mora em uma casa de repouso em Belo Horizonte desde que foi diagnosticada com a doença, aos 89 anos. Ela tem Alzheimer avançado, mas ainda não chegou à fase mais grave, pois ainda se alimenta e fala. “Na pandemia, ela teve uma piora muito grande. Morava sozinha em Mariana, no interior de Minas Gerais, em uma casa cheia de escadas. Na transição de ir para uma casa de repouso, registrou piora muito grande. Passou a não reconhecer filhos e netos. Em Mariana, ela tinha uma horta maravilhosa. Num ataque de fúria que ninguém entendeu, mas era o Alzheimer já, ela mandou destruir a horta”, lembra Flávia. A autora recorda ainda que no mesmo dia em que sua avó mandou destruir a horta, começou a escrever sobre essa situação. “Eu construí o livro a partir desse episódio, mas já entrando na casa de repouso. O resumo do livro é uma neta que vai visitar sua avó semanalmente numa casa de repouso. Eu vou contando da nossa relação e vou tecendo vários comentários sobre memória, esquecimento, Alzheimer. É um livro sobre esse enigma que é a memória. O livro narra o reencontro da neta com a avó e a escrita me deu esse presente”. Em suas pesquisas, Flávia relata que o Alzheimer é um problema de saúde pública ligado ao desenvolvimento do país. “Tem algo da saúde pública que pode ser melhorado, a alimentação, o estilo de vida. Ainda é um grande tabu as famílias terem vergonha de falar que um familiar tem Alzheimer. Poder falar sobre isso é muito importante”. No Rio de Janeiro, haverá dois eventos de lançamento do livro. Dia 23 | Quinta | 9h Faculdade de Letras | UFRJ | sala H-319 Seminário Quase-ficções Palestra-performance “A memória é uma obra de ficção” + Lançamento de _*Coisas presentes demais*_ Dia 25 | Sábado | 16h Janela Livraria | Rua Maria Angélica, 171B | Jardim Botânico Roda de conversa com a autora, Danielle Magalhães, Luiza Leite e Tais Bravo + Tarde de autógrafos com Flávia Péret
MPMS apura falhas em obra da Agesul que causaram assoreamento no rio Taquari

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Coxim, abriu inquérito civil para investigar possíveis irregularidades em obras realizadas pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) na Estrada do Pantanal. A apuração concentra-se na ausência de sistemas adequados de drenagem pluvial, erosões formadas às margens da via e o consequente carreamento de sedimentos para o rio Taquari. A denúncia que originou a investigação partiu de uma moradora da região. Segundo ela, a elevação da estrada incluiu caixas de contenção mal planejadas, que acabaram bloqueando a canalização existente há quatro anos e redirecionando a água da chuva para sua residência. O problema teria provocado erosão, ameaça de rompimento de tanques e danos estruturais na propriedade. Apesar das reclamações, a Agesul teria adotado apenas medidas paliativas, como a abertura de uma vala em frente ao imóvel, sem solucionar definitivamente a drenagem. Em vistoria, técnicos do MPMS constataram a inexistência de caixa de captação na parte superior da estrada e a falta de dissipador de energia na parte inferior, fatores que agravaram as erosões e o assoreamento. Um parecer do Núcleo de Geotecnologias do MPMS reforçou os danos ambientais. Embora as imagens de satélite apresentassem baixa resolução, registros fotográficos em campo confirmaram a erosão e a descarga de sedimentos no rio. O documento também apontou ausência de licença ambiental para a obra, citando possíveis infrações previstas na Lei Federal nº 9.605/1998, que trata de crimes ambientais. O MPMS solicitou informações à Polícia Militar Ambiental, à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável de Coxim, ao Cartório de Registro de Imóveis e ao Caoma, braço do Ministério Público dedicado ao meio ambiente. Em nota, a Agesul negou que a obra tenha agravado a situação e afirmou que não há comprovação técnica ligando o material usado na pavimentação às áreas afetadas. A autarquia disse ainda que vem realizando ações paliativas, como limpeza de bueiros e abertura de valas, para mitigar os problemas. O inquérito segue em andamento e poderá resultar em responsabilização dos envolvidos, exigência de reparação ambiental e até a formalização de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
Corregedoria da Câmara pede suspensão de Pollon, deputado bolsonarista de MS

A corregedoria da Câmara dos Deputados recomendou nesta sexta-feira (19) a suspensão dos mandatos de três deputados e a aplicação de censura escrita para 14 parlamentares da oposição que participaram do motim no plenário da Casa, no início do mês passado. Ao finalizar a análise das representações abertas contra os parlamentares, o corregedor da Casa, deputado Diego Coronel (PSD-BA), sugeriu ao Conselho de Ética da Câmara a suspensão do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por 90 dias e dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC) por 30 dias. Todos são acusados de obstrução da cadeira da Presidência. Pollon também é alvo de outro pedido de suspensão por 30 dias, totalizando 120 dias. O deputado foi acusado de fazer declarações difamatórias contra a presidência da Casa. O corregedor também defendeu a aplicação da pena de censura escrita aos deputados Allan Garcês (PP-MA), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ), Caroline de Toni (PL-SC), Domingos Sávio (PL-MG), Julia Zanatta (PL-SC), Nikolas Ferreira (PL-MG), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Marco Feliciano (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Zucco (PL-RS), além de Pollon, Van Hattem e Zé Trovão. Segundo Diego Coronel, as solicitações de punição ocorreram a partir da análise das imagens internas da Câmara e com base nas argumentações das defesas dos parlamentares. “O papel da corregedoria é institucional. Atuamos com imparcialidade, analisamos cada conduta de forma individual e cumprimos o nosso compromisso de agilidade, entregando nosso relatório passados 22 dias úteis da representação, ou seja, metade do prazo. Agora, cabe à Mesa decidir sobre as recomendações apresentada”, declarou o corregedor. De acordo com as regras internas da Câmara, os pedidos de suspensão de mandatos serão analisados pelo Conselho de Ética e o plenário. A aplicação da censura escrita será avaliada pela Mesa Diretora da Casa. A corregedoria analisou os pedidos de afastamento de deputados do PL, PP e do Novo, enviados pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Motim No dia 5 de agosto, senadores e deputados da oposição ocuparam as mesas diretoras dos plenários do Senado e da Câmara dos Deputados para protestar contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que havia sido decretada no dia anterior pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Ao chegar no plenário da Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), teve dificuldades de assumir sua cadeira na Mesa Diretora, impedido por alguns parlamentares, especialmente os deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS). Os senadores e deputados pernoitaram no local, inviabilizando os trabalhos legislativos. Eles exigiam ainda que fossem pautadas as propostas de anistia geral e irrestrita aos condenados por tentativa de golpe de Estado no julgamento da trama golpista e o impeachment de Moraes. Parlamentares da base de apoio ao governo repudiaram o ato, classificado como “chantagem”. No dia 6 de agosto, por volta das 22h30, Hugo Motta abriu a sessão plenária após um longo período de obstrução pelos parlamentares da oposição. Motta criticou a ação dos deputados e disse que as manifestações têm que obedecer o regimento da Casa. Agência Brasil
Primavera reforça potencial de MS no turismo de observação de aves

Com a chegada da primavera, Mato Grosso do Sul ganha ainda mais destaque no turismo de natureza. A estação marca o período de reprodução de muitas espécies, o que torna a observação de aves mais intensa e atrativa para visitantes do Brasil e do exterior. O Estado é privilegiado pela diversidade: reúne quatro biomas — Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica e Chaco — que juntos abrigam mais de 738 espécies já catalogadas, quase 40% de toda a avifauna do país. Essa riqueza coloca a região entre os principais destinos nacionais para o chamado birdwatching. Entre os locais mais procurados está a Serra da Bodoquena, abrangendo Bonito, Jardim e Bodoquena. O encontro de diferentes biomas cria um ambiente único para os amantes da prática. Espécies raras como o Rapaizinho-do-chaco e a Tiriba-fogo são apontadas como grandes atrativos. Guias locais destacam que pontos como o Recanto Ecológico Rio da Prata, o Buraco das Araras e a Estância Mimosa já registraram centenas de aves em diferentes épocas do ano. Passeios de barco pelo Rio Salobra e áreas como a Fazenda San Francisco, no limite com o Pantanal, também se consolidaram como roteiros importantes, inclusive por receber aves migratórias. A combinação de natureza preservada, diversidade de habitats e infraestrutura turística faz de Mato Grosso do Sul um destino em ascensão no cenário mundial do ecoturismo. Para observadores de aves, a primavera é o convite perfeito para explorar a região.
Câncer ocular infantil raro: como identificar sinais precoces e proteger a visão das crianças

Um dos tumores mais raros da infância, o retinoblastoma, exige atenção redobrada de pais e responsáveis. Apesar de pouco conhecido, ele pode comprometer a visão e até colocar a vida da criança em risco se não for diagnosticado a tempo. A oftalmologista Lídia Guedes, especialista em oncologia ocular do HOPE – Hospital de Olhos de Pernambuco, explica que os primeiros indícios podem passar despercebidos. “O reflexo branco na pupila, chamado leucocoria, costuma ser o sinal mais comum e pode ser notado em fotografias com flash. Também devemos ficar atentos a estrabismo e inflamações oculares frequentes”, orienta. A doença afeta principalmente crianças de zero a cinco anos. Por isso, o acompanhamento nos primeiros anos de vida é decisivo. O teste do olhinho, realizado ainda na maternidade, é uma triagem fundamental, mas não suficiente para descartar a doença. Conforme a médica, exames de imagem como mapeamento de retina, ultrassonografia ocular e ressonância magnética são ferramentas essenciais para confirmar o diagnóstico e verificar a extensão do tumor. Por ter origem genética, não há formas de prevenção primária. O que faz diferença, segundo Lídia, é o diagnóstico precoce. “Quando detectado nos estágios iniciais, o índice de cura é elevado e as chances de preservar o globo ocular e a visão aumentam consideravelmente.” O tratamento varia conforme a gravidade. Em fases iniciais, pode incluir quimioterapia associada a laser, crioterapia ou medicações intravítreas. Nos casos mais avançados, pode ser necessária a enucleação, procedimento cirúrgico de remoção do olho, medida extrema mas que garante a cura em muitos pacientes. A especialista reforça um alerta aos pais: “As crianças raramente relatam sintomas. Por isso, consultas oftalmológicas semestrais nos primeiros anos de vida são indispensáveis. Detectar cedo salva não apenas a visão, mas também vidas.”
Doação de órgãos: em MS, resistência das famílias ainda supera 60% apesar de avanços

Falar sobre a morte nunca é simples, mas pode ser decisivo para salvar vidas. Em Mato Grosso do Sul, a negativa das famílias para a doação de órgãos e tecidos continua sendo um dos principais obstáculos: mais de 60% dos entrevistados não autorizam o procedimento, mesmo quando existe viabilidade clínica. Segundo a Central Estadual de Transplantes da SES (Secretaria de Estado de Saúde), esse cenário convive com conquistas importantes. Entre janeiro e setembro de 2025, foram feitos 218 transplantes de córnea, 39 de fígado, 16 de rim e quatro de ossos, proporcionando uma nova oportunidade de vida a dezenas de pacientes. A coordenadora da CET, Claire Carmen Miozzo, lembra que a decisão depende da família, o que torna fundamental a conversa em vida. “A entrevista familiar é uma etapa decisiva e exige acolhimento e sensibilidade. Quando o desejo de ser doador é manifestado em vida, o processo de autorização se torna mais claro e respeita a vontade do paciente”, destacou. Mobilização pelo Setembro Verde Para ampliar o debate, o Setembro Verde traz ações de sensibilização. No domingo (21), acontece a 2ª Caminhada “Passos pela Vida”, no Parque dos Poderes, em Campo Grande. Já na segunda-feira (22), a Assembleia Legislativa promove sessão solene para a entrega do Diploma “Amigo do Transplante”, que homenageia pessoas e instituições que fortalecem a cultura da doação no estado. A legislação determina que apenas familiares até segundo grau, cônjuges ou companheiros podem autorizar a doação, com a presença de testemunhas. Por isso, além do preparo técnico das equipes, a orientação do cidadão em vida é essencial para que esse desejo não se perca em meio ao luto. MS em destaque nacional Apesar das dificuldades, Mato Grosso do Sul já se coloca entre os estados que mais avançam na área. Em menos de um ano após iniciar transplantes de fígado, o estado conquistou o 4º lugar no ranking nacional por milhão de habitantes, com taxa de 17,9 transplantes, segundo o Registro Brasileiro de Transplantes. Fica atrás apenas do Distrito Federal, Paraná e Ceará. Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa, esse é um reflexo do esforço das equipes locais. “A habilitação de profissionais e hospitais fez com que, em pouco tempo, alcançássemos um resultado expressivo e que coloca Mato Grosso do Sul em evidência no cenário nacional”, afirmou.
Deputados se arrependem e pedem desculpas após votação da PEC da Blindagem

A aprovação da chamada PEC da Blindagem na Câmara dos Deputados gerou reações de arrependimento entre parlamentares que apoiaram a proposta. O texto, que busca restringir a abertura de processos penais contra deputados e senadores no Supremo Tribunal Federal (STF), foi aprovado em dois turnos, mas agora enfrenta resistência no Senado. Nos últimos dias, alguns deputados usaram as redes sociais para admitir erro e pedir desculpas pelo posicionamento. A deputada Silvye Alves (União Brasil-GO) classificou seu voto como um “erro gravíssimo” e relatou ter cedido à pressão de “pessoas influentes do Congresso”. Segundo ela, a decisão foi tomada no fim da votação, motivada pelo medo de retaliações. Outro arrependido foi Merlong Solano (PT-PI), que disse ter cometido um “grave equívoco”. Em justificativa, afirmou que sua intenção era preservar o diálogo entre seu partido e a presidência da Câmara, além de tentar viabilizar pautas sociais como a isenção do Imposto de Renda e a taxação das casas de apostas. Na mesma linha, o deputado Pedro Campos (PSB-PE), irmão do prefeito do Recife, reconheceu que buscava evitar o boicote a projetos do governo federal, mas que a estratégia se mostrou equivocada. “A PEC acabou aprovada da forma que não queríamos, inclusive com a volta do voto secreto. Reconheço que não escolhemos o melhor caminho”, declarou. Deputados de MS se dividiram Em Mato Grosso do Sul, a votação expôs divisões. Votaram contra a PEC os deputados Vander Loubet (PT), Geraldo Resende (PSDB) e Camila Jara (PT). Já Dagoberto Nogueira (PSDB), Marcos Pollon (PL), Rodolfo Nogueira (PL), Luiz Ovando (PP) e Beto Pereira (PSDB) optaram pelo sim. O placar geral registrou 353 votos a favor e 134 contra no primeiro turno, e 344 a favor e 133 contra no segundo. Agora, o futuro da proposta será decidido no Senado, onde a expectativa é de um debate mais acirrado. Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
UEMS abre vestibular com 871 vagas em 18 municípios de MS; inscrições já estão disponíveis

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) abriu, nesta sexta-feira (19), as inscrições para o vestibular de 2026. O processo seletivo oferece 871 vagas em cursos de bacharelado e licenciatura distribuídos em 18 municípios do estado. Os interessados têm até 6 de novembro para se inscrever pelo site da Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura. A taxa é de R$ 100. As provas estão marcadas para 23 de novembro de 2025, das 8h às 13h, e serão aplicadas em cidades como Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Aquidauana, Ponta Porã, Naviraí e Maracaju, entre outras. Estrutura das provas O exame contará com 60 questões objetivas nas áreas de Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Matemática. Também haverá prova de redação, de caráter classificatório. Os candidatos terão cinco horas para concluir as atividades. O gabarito preliminar será divulgado no dia 26 de novembro e o resultado final está previsto para 20 de janeiro de 2026. A convocação para matrícula deve ocorrer a partir de fevereiro, conforme calendário acadêmico da UEMS. Cursos disponíveis Entre os cursos oferecidos estão opções tradicionais como Direito, Agronomia, Enfermagem, Psicologia e Engenharia Civil, além de graduações em áreas como Turismo, Terapia Ocupacional, Ciência da Computação, Zootecnia e Fonoaudiologia. Em Campo Grande, por exemplo, há vagas para Medicina, Letras, Geografia e Pedagogia. Já em Dourados, a universidade oferece cursos de Enfermagem, Sistemas de Informação e Ciência da Computação. Expansão e oportunidades Com unidades espalhadas em diferentes regiões, a UEMS se consolida como uma das principais portas de entrada para o ensino superior público no estado. A diversidade de cursos permite atender tanto às demandas acadêmicas quanto às necessidades locais de formação profissional.
Campo Grande abre chamada para agricultores fornecerem alimentos ao PAA Municipal

A Prefeitura de Campo Grande lançou, nesta sexta-feira (5), uma chamada pública voltada a agricultores familiares interessados em fornecer alimentos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Municipal). A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) e tem como objetivo ampliar o acesso a produtos da agricultura familiar e destiná-los a famílias em situação de vulnerabilidade social. O período de fornecimento vai de 6 de outubro de 2025 a 6 de abril de 2026. Os itens adquiridos — como frutas, verduras, legumes, pães, mel e doces caseiros — serão entregues ao Banco de Alimentos de Campo Grande e distribuídos entre entidades sociais cadastradas. Quem pode participar Podem se inscrever agricultores familiares com inscrição no PRONAF, Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao PRONAF (DAP) válida. É necessário, ainda, estar inscrito no CadÚnico e apresentar toda a documentação exigida no edital. As propostas devem ser entregues pessoalmente na sede da Semades, entre os dias 9 e 12 de setembro, das 7h30 às 11h e das 13h às 17h. O endereço é Rua 25 de Dezembro, nº 924, 1º andar, Shopping Marrakech, Centro. Critérios de seleção Caso a procura ultrapasse os recursos disponíveis, terão prioridade agricultores inscritos no CadÚnico, mulheres agricultoras, povos e comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária, produtores orgânicos e jovens entre 18 e 29 anos. O limite de fornecimento será de até R$ 7.500,00 por agricultor ao ano, respeitando os tetos de quantidade estabelecidos para alguns produtos. Renda e segurança alimentar De acordo com o secretário da Semades, Ademar Silva Junior, a iniciativa alia inclusão produtiva e combate à fome. “Estamos trabalhando para orientar e apoiar os agricultores familiares, ajudando-os a se regularizar e a acessar programas como o PAA Municipal. Essa chamada é mais uma forma de gerar renda no campo e, ao mesmo tempo, fortalecer a segurança alimentar em Campo Grande”, ressaltou.