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Pressão de 12×8 passa a ser considerada pré-hipertensão em nova diretriz

A reclassificação acompanha a Sociedade Europeia de Cardiologia, que já define como pressão elevada valores entre 12×7 e 13×8. Pela referência, a hipertensão só é confirmada a partir de 14×9, mas quem apresenta pressão em torno de 12×8 já está em zona de risco. Com a mudança, a pressão considerada ideal passa a ser abaixo de 12×7. Isso porque pesquisas apontam que valores acima desse limite aumentam as chances de doenças cardiovasculares graves, como infarto e AVC. Para quem se enquadra na faixa de pré-hipertensão, os especialistas recomendam mudanças no estilo de vida: Segundo os cardiologistas, essas medidas podem prevenir a progressão da pressão arterial para níveis de hipertensão e proteger o coração a longo prazo.

Coleta de assinaturas pela intervenção no Consórcio Guaicurus começa na segunda

A partir da próxima segunda-feira (22), será aberta uma petição pública com o objetivo de medir o apoio popular à intervenção no contrato do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande. A meta é alcançar 50 mil assinaturas até dezembro. A iniciativa é liderada pelo vereador Maicon Nogueira (PP), que foi contra o encerramento da CPI que investigou a precariedade do serviço prestado. Ele defende a citação nominal dos diretores do consórcio e a intervenção imediata no contrato bilionário de concessão. Segundo o parlamentar, o movimento busca dar visibilidade ao descontentamento da população. “A gente tem feito reuniões com conselhos de usuários, com coletivos, e a expectativa é colher até 50 mil assinaturas até dezembro nessa petição online”, afirmou. Apesar de ser o porta-voz da mobilização, Maicon esclarece que não é o autor formal da petição. Sua principal crítica foi ao relatório final da CPI, que não trouxe a nomeação explícita dos diretores do consórcio. Por essa razão, mesmo concordando com o teor do texto, ele optou por não assiná-lo. A intervenção, segundo o vereador, é legal e não abusiva, podendo ser usada como instrumento de pressão junto à Prefeitura e ao consórcio para garantir melhorias no transporte coletivo da capital.

Saúde orienta teste para detectar sinais de autismo em todas as crianças

O Ministério da Saúde lançou uma nova linha de cuidado para o Transtorno do Espectro Autista (TEA), com foco na triagem precoce. A principal orientação é que profissionais da atenção primária apliquem o teste M-Chat em todas as crianças de 16 a 30 meses, durante a rotina de acompanhamento do desenvolvimento infantil. Segundo a pasta, a estratégia busca estimular intervenções antes mesmo da confirmação do diagnóstico. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o objetivo é “garantir o diagnóstico e os estímulos o mais cedo possível, apoiando também as famílias”. Além da triagem, o documento traz recomendações sobre encaminhamentos dentro da rede do SUS, até os Centros Especializados em Reabilitação (CERs), considerados essenciais no acompanhamento multiprofissional de pessoas com TEA e outras deficiências. A nova linha de cuidado também prevê planos terapêuticos individualizados, capacitação de profissionais e ações de orientação parental para fortalecer o vínculo entre saúde, família e escola. O Brasil estima que 1% da população viva com TEA, segundo o IBGE. Para ampliar o atendimento, o governo anunciou:

PEC da Blindagem pode barrar ações contra corrupção no uso de emendas

A proposta de emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que proíbe a abertura de ações criminais contra deputados e senadores sem autorização do Parlamento, pode favorecer a corrupção no uso das emendas parlamentares. O alerta vem sendo feito por especialistas e organizações que trabalham com o combate à corrupção. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que reúne diversas entidades da sociedade civil, denunciou, em nota, que a PEC fortalece a impunidade e fragiliza a transparência, sobretudo “ao admitir o voto secreto em decisões que tratam da responsabilização de parlamentares”.  O diretor do MCCE, Luciano Santos, afirmou à Agência Brasil que o crescimento dos volumes de dinheiro das emendas parlamentares favoreceu o aumento da corrupção no país. Em 2025, o orçamento federal destinou cerca de R$ 50 bilhões para emendas, valor semelhante ao previsto para 2026.    “Temos clareza de que se está buscando exatamente uma blindagem por conta dessas investigações sobre as emendas. Não faz o menor sentido fazer essa blindagem dos políticos, especialmente sabendo que existem diversas investigações em curso”, destacou o especialista. Luciano argumenta que falta mais controle, transparência e rastreabilidade na execução desses recursos públicos. “É de fora que tá vindo o controle. É o Supremo quem está exigindo que o Congresso e o Executivo possam ter práticas e medidas para evitar que aconteçam os desvios nas emendas. Não dá para fazer uma lei onde a autorização precisa vir do Congresso. A história demonstra que isso não dá certo”, disse. Nos últimos anos, as emendas parlamentares têm sido alvos de diversas operações da Polícia Federal (PF) e de inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) por falta de transparência no uso desses recursos.   Para o advogado e jurista Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, a grande motivação para a aprovação da PEC está nas investigações sobre pagamentos dessas emendas. “Eles já estão blindados, de alguma forma, pela falta de transparência. A PEC, na verdade, vai trazer uma tranquilidade a mais. É quase uma ação entre amigos. Quase todos, ou boa parte, está envolvida em ações suspeitas no pagamento de emendas. Eles vão ter interesse de se proteger mutuamente”, avalia o advogado. Inviabilizar o país O coordenador da Central das Emendas, plataforma que reúne dados sobre a execução das emendas parlamentares, Bruno Bondarovsky, afirmou à Agência Brasil que essa PEC dificulta que o dinheiro público liberado por emendas seja bem aplicado.  “A transparência já é limitada devido ao modelo atual, que pulveriza os recursos sem o devido controle. A eficiência locativa é baixa por haver poucas restrições técnicas. Se as investigações de corrupção ficarem limitadas, essas emendas serão um ralo que pode inviabilizar o país”, alertou. No final de agosto, o ministro do STF Flávio Dino mandou a PF investigar 964 emendas individuais de parlamentares de transferência especial, chamadas “emenda Pix”, que somam R$ 694 milhões.  Emendas parlamentares vêm sendo alvo de bloqueios bilionários. Em dezembro de 2024, Dino suspendeu o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas por suspeitas de irregularidades.  Nesta semana, Dino suspendeu o repasse de “emendas Pix” para nove municípios. Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) em dez cidades só não encontrou irregularidade em um município.  A execução das emendas parlamentares é um dos principais motivos de disputa entre o Supremo e o Congresso. Em março deste ano, o Parlamento aprovou novas regras para emendas a partir das orientações do STF, mas críticos apontam que as mudanças não foram suficientes para dar transparência e rastreabilidade aos recursos.  Em nota, a Transparência Internacional, outra organização que trabalha com o tema da corrupção, lembrou que, entre 1998 e 2001, o Congresso barrou 253 investigações, autorizando apenas uma. Nessa época, vigorou a regra da autorização do Parlamento para abertura de ações penais contra parlamentares. “[Deputados e senadores] se mostram avessos a qualquer tipo de medida de transparência ou controle [sob emendas parlamentares] e se preocupam mais com a possibilidade de responsabilização pelos desvios do que com a necessidade de interrompê-los. A urgência da blindagem se origina justamente no avanço das investigações sobre esses desvios, que já alcançam quase uma centena”, afirmou a entidade.  Por sua vez, o Instituto Não Aceito Corrupção afirmou que a PEC tem a pretensão “óbvia” de se obter impunidade assegurada pela legislação. “O que se propõe, a partir desta ignominiosa iniciativa, é a criação de uma verdadeira casta com alcunha jocosa de prerrogativa parlamentar para um nobre grupo de intocáveis, de pessoas acima do bem e do mal, afrontando-se também o princípio da isonomia constitucional”, disse a organização. Proteger o Parlamento Os defensores da PEC 3 de 2021 afirmam que a proposta visa proteger o exercício do mandato parlamentar contra interferências indevidas do Judiciário e contra supostas “perseguições políticas”, conforme argumentam parlamentares da oposição. O relator da PEC na Câmara, deputado Claudio Cajado (PP-BA), rejeita o argumento de que a proposta limite as ações criminais contra parlamentares. “Isso aqui não é uma licença para abusos do exercício do mandato, é um escudo protetivo da defesa do parlamentar, da soberania do voto e, acima de tudo, do respeito à Câmara dos Deputados e ao Senado”, justificou. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu que o Congresso Nacional não barraria investigações contra quem cometeu crimes. “Quem cometer crime vai pagar, uai. É simples assim, a gente vota e a gente mostra que essa casa é contra criminoso”, disse Nikolas durante a sessão. Na avaliação do diretor do MCCE, Luciano Santos, o argumento dos parlamentares não é válido porque, quando valeu a regra de autorizar investigações contra deputados e senadores, quase todos os processos foram barrados. “É absolutamente impossível acreditar que isso aconteça. Nós vimos parlamentares que foram cassados pelo Judiciário e que dependiam de votação no Congresso, e que isso leva muito tempo e o corporativismo efetivamente protege. A autoproteção ali é enorme”, finalizou. Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil Foto: Kayo Magalhaes/Câmara dos deputados

PEC da Blindagem se estenderá a deputados estaduais e distritais

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3, de 2021, que dificulta a abertura de processos criminais contra deputados federais e senadores se estende também aos parlamentares estaduais e distritais. Pela PEC aprovada na Câmara, a Justiça só pode processar penalmente os parlamentares com prévia autorização da Casa legislativa. Apesar de a proposta não citar expressamente os deputados estaduais, a extensão desse benefício aos parlamentares dos estados e do Distrito Federal ocorre porque o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em julgamento finalizado em janeiro de 2023, que as imunidades previstas na Constituição também valem para os deputados locais. O tema foi tratado nas Ações Direitas de Inconstitucionalidade (ADIs) 5.824 e 5.825 apresentadas pela Associação de Magistrados Brasileiros (AMB). Nas ações, a entidade questionou as Constituições do Rio de Janeiro (RJ) e Mato Grosso (MT) que determinavam a extensão das imunidades previstas aos deputados federais e senadores. Por seis votos contra cinco, o Supremo entendeu que o legislador constituinte estendeu, expressamente, as imunidades formais do artigo 53 aos parlamentares estaduais, conforme expresso no parágrafo 1º do artigo 27 da Constituição. “Será de quatro anos o mandato dos deputados estaduais, aplicando-lhes as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças Armadas”, afirma o dispositivo constitucional citado. “Assim, os estados e o Distrito Federal devem seguir obrigatoriamente as garantias previstas em nível federal a deputados e senadores”, informou o STF. O professor de direito constitucional Henderson Fürst reforçou à Agência Brasil que o entendimento da Corte é que as regras de imunidades se estendem aos deputados estaduais. “Mas não se estendem aos vereadores. Numa eventual ADI, isso pode ter efeitos modulados cautelarmente”, ponderou. Ou seja, caso seja apresentada nova ação de inconstitucionalidade, o STF pode ser obrigado a revisar sua decisão e ajustar a decisão anterior. A organização não governamental Transparência Internacional ponderou que, enquanto vigoraram regras semelhantes às da PEC da Blindagem, entre 1988 e 2001, foram inviabilizadas 253 investigações contra parlamentares, contra apenas uma autorizada. “A proposta aprovada pela Câmara ainda agrava os crescentes riscos de infiltração do crime organizado na política local, já que dificulta as investigações contra deputados estaduais”, informou, em nota, a organização. Os parlamentares favoráveis à PEC justificaram que a medida visa garantir o exercício do mandato parlamentar diante de suposta “perseguição política” movida pelo Poder Judiciário.

Novo foco de incêndio ameaça Parque Nacional da Serra da Bodoquena

Após o controle parcial das chamas que atingiram o Assentamento Canaã desde a última sexta-feira (12), um novo incêndio foi registrado nesta quarta-feira (17) na Morraria do Sul, em Bodoquena, e ameaça novamente o Parque Nacional da Serra da Bodoquena. De acordo com Sandro Pereira, chefe da unidade do ICMBio, embora o fogo no Canaã esteja controlado, há risco de retorno caso as temperaturas aumentem. Agora, equipes do Corpo de Bombeiros, brigadistas e moradores se dividem entre o combate no assentamento e na nova frente de fogo. Incêndio no Canaã O fogo começou após uma moradora queimar folhas secas no quintal. As chamas se espalharam rapidamente por propriedades e áreas ambientalmente protegidas. A dimensão da área destruída ainda está em levantamento. Penalidades Segundo o comandante da Polícia Militar Ambiental de Miranda, Gesner Batista Ramos, provocar incêndios em florestas pode resultar em pena de até 4 anos de prisão e multa de R$ 3 mil por hectare. Em casos culposos, a punição é de até 1 ano de detenção, além da multa.

Senar/MS lança programa inédito com bolsas de até R$ 2.500 para recém-formados do agro

O Senar/MS abriu inscrições para o Programa Residência Agropecuária, uma oportunidade inédita para jovens profissionais das ciências agrárias que desejam colocar em prática o que aprenderam na formação. A iniciativa vai beneficiar 20 bolsistas em Mato Grosso do Sul, com bolsas mensais de R$ 2.500 para nível superior e R$ 1.500 para nível técnico, durante um período de seis meses de vivência no campo. Voltado para técnicos agrícolas, agropecuários e profissionais formados em Agronomia, Medicina Veterinária ou Zootecnia há até dois anos, o programa oferece uma formação completa, unindo prática supervisionada e capacitação técnica. Os selecionados vão atuar junto à equipe da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar/MS, acompanhando de perto o dia a dia das propriedades rurais no estado. O edital está disponível neste link. Para se inscrever, basta acessar o site da área de seleção do Instituto CNA e preencher o formulário até 26 de setembro. O processo seletivo será realizado em duas etapas sucessivas, ambas aplicadas de forma remota. A primeira, eliminatória e classificatória, consiste em uma prova objetiva de avaliação de conhecimentos, prevista para 5 de outubro de 2025, com duração de até três horas. A segunda etapa é a análise curricular dos candidatos aprovados na prova. Durante a residência, o bolsista terá jornada de 40 horas semanais, atuando nas linhas de produção vegetal, pecuária ou agroindústria, conforme o planejamento da equipe técnica do Senar/MS. Também será obrigatória a participação em uma capacitação metodológica oferecida no formato EAD, iniciada a partir do terceiro mês do programa. O Programa Residência Agropecuária é uma iniciativa do Senar Central, de abrangência nacional, que envolve as administrações regionais em todo o país. Cada regional é responsável pela execução local do projeto, no caso de Mato Grosso do Sul, pelo Senar/MS, garantindo que os bolsistas atuem diretamente nas propriedades rurais do estado e recebam acompanhamento técnico de perto. O objetivo é preparar uma nova geração de profissionais qualificados para atuar no meio rural sul-mato-grossense, com experiência real, visão técnica e foco em resultados. Residência Agropecuária Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Michael Franco

Cenário fiscal dos municípios melhora diante de conjuntura econômica

O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), aponta que em um contexto de conjuntura econômica favorável e maior repasse de recursos, o cenário fiscal das cidades melhorou, mas 36% delas, com 46 milhões de brasileiros, ainda têm situação fiscal difícil ou crítica. O estudo analisou as contas de 5.129 municípios com base em dados declarados pelas prefeituras. Segundo a Firjan, com pontuação que varia de zero a um, o IFGF é composto pelos indicadores de Autonomia, Gastos com Pessoal, Investimentos e Liquidez. Após a análise de cada um deles, a situação dos municípios é considerada crítica, se os resultados são inferiores a 0,4 ponto; em dificuldade, com resultados entre 0,4 e 0,6 ponto; boa, resultados entre 0,6 e 0,8 ponto; ou de excelência, com resultados superiores a 0,8 ponto.  Na média, os municípios brasileiros atingiram 0,6531 ponto, referente à boa situação fiscal. Vitória é a única capital a alcançar nota máxima no estudo. Já Cuiabá tem nota zero em liquidez e nível crítico de investimentos. De acordo com o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, é fundamental considerar que o cenário está melhor por conta dos resultados econômicos de 2024 e de maior repasse de recursos, mas que isso pode não se repetir em outros momentos.  “Também é importante frisar que, mesmo com maior folga fiscal, continuamos com uma parcela significativa de cidades em situação desfavorável, evidenciando desigualdades históricas e mantendo o Brasil longe de patamar elevado de desenvolvimento”, disse Caetano. Somente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi registrado o total de R$ 177 bilhões de repasses em 2024.  De acordo com o presidente da Firjan, as cidades precisam desenvolver ações para estimular a economia e gerar recursos localmente.  “Assim, além de não ficarem tão vulneráveis aos ciclos econômicos, darão oportunidades para a população, com melhoria da renda e da qualidade de vida”, acrescenta Caetano. Naiara Freire, especialista de estudos econômicos da Firjan, explica que o crescimento de distribuição de receitas nos últimos anos, principalmente pós-pandemia, tornou as cidades mais ricas, mas esse crescimento foi bem desigual.  Segundo Naiara, “as cidades que recebem mais FPM, que são as cidades pequenas, ficaram com mais receitas disponíveis do que as médias e grandes cidades”. A pesquisadora acrescenta que os municípios nunca tiveram uma situação fiscal tão favorável, mas esse ajuste foi feito por meio de receitas.  “A maior descentralização dos recursos públicos permitiu que a maior parte das prefeituras tivessem uma situação fiscal melhor. Mas os municípios estão longe da excelência. Existem muitos gargalos a serem superados”, avalia Naiara. Segundo o estudo, no indicador de Autonomia, que mostra se as receitas oriundas da atividade econômica local suprem as despesas essenciais para o funcionamento da máquina pública municipal, a média das cidades brasileiras é de 0,4403 ponto, de gestão em dificuldade.  “A pontuação evidencia a alta dependência de municípios por transferência de recursos da União para suprir necessidades mínimas locais. O estudo ressalta que mais de 50% das prefeituras vivem situação crítica de autonomia e que, desse grupo, 1.282 cidades não produzem receita suficiente para manter prefeito e Câmara de Vereadores”, alerta a federação. Gastos com pessoal Em Gastos com Pessoal, indicador que aponta quanto os municípios gastam com o pagamento de pessoal em relação ao total da Receita Corrente Líquida, a média brasileira é de 0,7991 ponto,considerado boa gestão.  A Firjan informa que essa foi a maior nota entre os indicadores do IFGF é resultado do forte crescimento do orçamento total, e não de ajuste na folha de pagamentos, medida que atualmente não é possível por conta da legislação. “As cidades destinam, em média, 46% da receita para essa despesa [gastos com pessoal]. Em período de baixa arrecadação, esse percentual alcançou 56,1%. Porém, mesmo com cenário mais favorável, 540 prefeituras comprometem mais de 54% do orçamento com gastos com pessoal. Entre elas, 131 destinam mais de 60% para essa finalidade e ultrapassam o limite máximo estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”, aponta a federação. Investimentos O indicador de Investimentos mede a parcela da receita total dos municípios para essa finalidade. O país alcançou 0,7043 ponto (boa gestão), o que reflete a destinação de, em média, 10,2% da receita para os investimentos públicos. Esse é o maior percentual registrado na série histórica do IFGF. Além disso, 1.601 cidades conquistaram a nota máxima no indicador (1 ponto) ao destinar mais de 12% do orçamento para essa despesa.  No entanto, a Firjan ressalta que, como não há plano nacional de desenvolvimento com mecanismos para medir a qualidade dos gastos, os investimentos podem não ser os mais eficientes para diminuir as desigualdades no país. Além disso, 938 cidades (18,3% do total) apresentam nível crítico no IFGF Investimentos por destinarem, em média, apenas 3,2% da receita para essa finalidade. Liquidez No indicador que verifica se as prefeituras estão adiando pagamentos de despesas para o exercício seguinte sem a devida cobertura de caixa, a média das cidades brasileiras é de 0,6689 ponto (boa gestão).  De acordo com a Firjan, o aumento das receitas também contribuiu para que os municípios terminassem 2024 com boa liquidez. Apesar do cenário majoritariamente positivo, 2.025 municípios apresentaram nível de liquidez difícil ou crítico em 2024. Nesse grupo, destacam-se negativamente as 413 prefeituras que terminaram o ano sem recursos em caixa suficientes para cobrir as despesas postergadas para o ano seguinte e, por isso, ficaram com nota zero no indicador. Na prática, esses municípios estão no “cheque especial”, explica a federação. O gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, ressalta que no contexto doméstico há um claro cenário de desigualdade na economia regional.  “Quando a gente olha os municípios que têm alto desenvolvimento, 98% estão no Centro-Oeste, Sul e Sudeste. E quando a gente olha os municípios que estão com desenvolvimento crítico, 95% estão no Norte e no Nordeste”, disse. O gerente destaca que, diante do quadro geral apresentado pelo IFGF, reformas são essenciais para tornar a gestão municipal mais eficiente para o desenvolvimento do país.  “Entre os principais pontos que precisam ser

Auxílio Atleta impulsiona jovens talentos do esporte em Campo Grande

Cerca de 18 atletas e paratletas da capital, foram contemplados com o Auxílio-Atleta da Prefeitura Municipal de Campo Grande. O evento simbólico aconteceu nesta terça-feira (16/9), no Teatro do Paço Municipal, junto com a entrega de novas camisetas. O benefício garante apoio para a participação em competições oficiais. Os esportistas e paradesportistas contemplados competem em modalidades como tiro com arco paralímpico, wrestling, hipismo, karatê e ginástica artística. As disputas acontecem nos meses de outubro e novembro, em diferentes cidades do Brasil. Até setembro deste ano, mais de 130 atletas já foram contemplados em 2025, superando a meta estabelecida para o ano. O diretor-presidente da Funesp, Sandro Benites, destacou a seriedade do trabalho da comissão que avalia as solicitações. “O trabalho da Funesp é extremamente técnico, onde uma comissão analisa e procura atender diversas modalidades. Todos seguem a lei e existe uma porcentagem para atender o paradesporto. É uma alegria muito grande a gente poder ver os atletas mostrando seus desempenhos. É emocionante, a família se reúne em prol dos atletas. Já ultrapassamos o número de contemplados do ano passado e queremos poder ajudar ainda mais”, contou. A amazona Tattiany Freitas Máximo de Castro, da modalidade de hipismo, estará na 7ª Etapa de Ranking de Salto, em Ponta Porã/MS, e ressaltou a importância do benefício. “Minha expectativa para esta competição é de excelência. Tenho me dedicado intensamente aos treinos e estou muito motivada a alcançar os melhores resultados, representando Campo Grande da melhor forma possível. O auxílio-atleta foi essencial para minha preparação. Com ele, posso cobrir os custos da competição, o que me permite focar integralmente no meu desempenho e aprimorar minhas habilidades sem outras preocupações. Representar Campo Grande é uma grande honra e motivo de orgulho. Significa levar o nome da minha cidade para o cenário esportivo, inspirando a comunidade. É com muita responsabilidade e dedicação que abraço essa oportunidade”, declarou. A coordenadora pedagógica do CEFAT de Ginástica Artística da Funesp, Elaine Nagano, destacou o impacto do benefício para a modalidade. “É de grande importância para o incentivo e crescimento do esporte em Campo Grande, oportunizando aos atletas a participação no Torneio Nacional de Ginástica Artística em João Pessoa, em novembro. Alguns atletas estarão viajando pela primeira vez. Ao todo, 12 atletas serão contemplados, e o auxílio contribuirá principalmente para as passagens aéreas”, destacou. Na ginástica artística, a treinadora Érika Alves Morel acompanha uma equipe de meninas com idades entre 9 e 15 anos, que já se destacaram em competições municipais e estaduais. “O treinamento acontece todos os dias da semana, com quatro horas diárias. Já participamos de várias competições internas e agora estamos nos preparando para o principal desafio do ano, que é uma competição nacional. O Auxílio-Atleta é fundamental para cobrir custos com transporte, uniformes e demais despesas. Esse apoio dá um fôlego importante para os pais”, explicou. Entre as atletas estão Maria Luiza, Desireé Effgen, Bella Machado, Rafaela Mota e Isabella Ferreira, todas já classificadas para torneios nacionais. O paratleta Rafael Magno Rosa, do tiro com arco paralímpico, reforçou o apoio da Prefeitura. “Agradecemos pelo apoio fundamental, pois tínhamos dificuldades com isso. A gente vê que a Prefeitura tem esse cuidado e carinho com a gente. O auxílio demonstra que podemos focar e nos dedicarmos 100% ao esporte. Faremos o melhor para tentar colocar Campo Grande sempre nos lugares mais altos do pódio. Isso que podem esperar de todos nós”, afirmou ele que ao lado do também competidor, Carlos Alexandre Souza Santos, de 29 anos. A prefeita Adriane Lopes reafirmou o compromisso da gestão com o esporte. “A Prefeitura Municipal de Campo Grande tem um trabalho diferenciado. Nós acreditamos no esporte, nós investimos nele, e é na prática. É muito importante levar a nossa bandeira no peito, falar da nossa cidade e mostrar que aqui temos atletas importantes para o avanço do esporte na Capital. Já são 130 atletas contemplados. É uma forma de incentivo para que vocês tenham a prática do esporte e da modalidade que escolherem como um caminho para profissionalizar”, disse. Sobre o Auxílio-Atleta Criado pela Lei nº 6.754, de 20 de dezembro de 2021, o programa tem como objetivo oferecer suporte financeiro para custear despesas com transporte, estadia, alimentação e taxas de inscrição. O benefício é voltado a atletas e equipes que representam Campo Grande em competições esportivas e paradesportivas oficiais, no Brasil e no exterior. Em 2024, 125 esportistas foram beneficiados. Em 2025, o programa ampliou o número de contemplados e passou a oferecer valores que podem chegar a até R$ 5 mil por atleta, conforme deliberação do Conselho Municipal de Esporte e Lazer. Os interessados em solicitar o benefício devem preencher o formulário disponível no site da Funesp (https://www.campogrande.ms.gov.br/funesp/) e anexar a documentação exigida. O requerimento precisa ser feito com no mínimo 60 dias de antecedência da competição.

Maracaju confirma liderança na produção de soja em MS na safra 2024/25

O município de Maracaju se consolidou como o maior produtor de soja de Mato Grosso do Sul na safra 2024/2025, segundo dados do SIGA-MS, sistema executado pela Aprosoja/MS. Com produtividade média de 72,06 sacas por hectare em uma área cultivada de 353,1 mil hectares, a cidade alcançou a marca de 1,52 milhão de toneladas produzidas. Na sequência aparece Ponta Porã, com 49,70 sacas por hectare de produtividade média em 348,1 mil hectares, somando 1,03 milhão de toneladas. De acordo com o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o bom resultado é reflexo da combinação entre clima favorável e avanços tecnológicos no campo. “Maracaju vem se consolidando como referência em produtividade, e isso se deve ao trabalho dos agricultores, que investem em manejo de solo, genética e tecnologia. O SIGA-MS permite medir com precisão esses resultados e trazer transparência para o setor”, destacou. 🌱 Monitoramento inovador O levantamento da entidade utiliza metodologia distinta do IBGE. Enquanto o instituto adota pesquisas de campo mensais com apoio de colegiados técnicos, o SIGA-MS trabalha com imagens de satélite, sensoriamento remoto e validação em campo, oferecendo estimativas mais próximas da realidade produtiva. Para Balta, esse diferencial coloca Mato Grosso do Sul em posição de destaque nacional: “O SIGA-MS é único no país. Ele combina monitoramento por satélite com a validação em campo, oferecendo dados que refletem de forma muito próxima a realidade da produção.” Além da soja, o sistema também acompanha a produção de milho em todo o estado, fornecendo informações estratégicas para o mapeamento do uso do solo e para apoiar decisões dos produtores.