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Indígenas de todo o Brasil ocupam a Esplanada dos Ministérios

Milhares de indígenas de todo o Brasil marcham, nesta terça-feira (7), pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O ato integra a 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026), evento que começou no domingo (5) e é considerado a maior e mais importante mobilização do movimento no país. Os tikuna, kokama, makuxí, tupinambá, pataxó, krahô, apinajé, guajajara, krikati, gavião e representantes de parte dos 391 povos indígenas remanescentes deixaram o palco principal do ATL, no Eixo Cultural Ibero-Americano, por volta das 9h30. Sob sol forte, o grupo percorreu os 6 quilômetros até o Congresso Nacional, principal alvo das críticas do movimento, que acusa a maioria dos deputados federais e senadores de propor e aprovar leis contrárias aos direitos constitucionais dos povos originários, colocando em risco seus territórios e modos de vida. Os indígenas também acusam parlamentares e os governos federal e estaduais de cederem à pressão do agronegócio, da mineração e de grandes empreendimentos, permitindo a exploração econômica de territórios tradicionais por não indígenas. Pintados e usando os adereços característicos de suas etnias, os indígenas carregavam seis grandes faixas com os dizeres Congresso Inimigo Dos Povos; Nosso Território Não Está À Venda; O Futuro É Indígena; Marco Temporal É Golpe; Demarcação É Futuro e Marco Temporal Não. Para cumprir um acordo com os órgãos de segurança do Distrito Federal, os indígenas deixaram seus arcos, flechas, bordunas, lanças e zarabatanas no acampamento e ocuparam três das seis faixas e parte do gramado do Eixo Monumental, avenida que corta o Plano Piloto no sentido leste-oeste. “Nossa marcha é pacífica, rumo a um Congresso que não é pacífico, é inimigo dos povos indígenas”, criticou um dos membros da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), entidade organizadora do ATL.  “Viemos pintar Brasília do vermelho do urucum e da resistência do jenipapo, trazendo a força, a resistência e a ressurgência indígena”, acrescentou o mesmo representante da Apib antes do início da marcha. Indígenas de todo o país marcham em Brasília em defesa de seus direitos – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil Marco Temporal Outro alvo recorrente das críticas indígenas é o Marco Temporal, tese jurídica que estabelece que os indígenas só têm direito aos territórios que ocupavam em outubro de 1988, quando a Constituição Federal foi promulgada. Em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou o Marco Temporal inconstitucional. Mesmo assim, em 2025, o Senado aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que impõe o limite temporal às reivindicações indígenas por demarcações.  Como os senadores modificaram o texto que a Câmara dos Deputados aprovara em 2023, a PEC foi devolvida para os deputados federais reanalisarem a proposta, o que ainda não aconteceu. Os manifestantes também reivindicam que o governo federal reconheça mais terras indígenas.  Segundo as lideranças do movimento, após um período de quatro anos (2019-2022) no qual nenhuma nova área de ocupação tradicional foi homologada, o governo federal validou, entre janeiro de 2023 e novembro de 2025, 20 novos territórios.  Segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), os novos territórios equivalem a cerca de 2,5 milhões de hectares de terras protegidas em 11 unidades federativas. “Mas seguimos nessa luta, nesse pleito pela garantia territorial”, explicou o coordenador executivo da Apib, Dinamam Tuxá, à Agência Brasil, no domingo (5).  “Temos um passivo de demarcação muito alto e um cenário de muita violência e vulnerabilidade nas terras indígenas que governo algum conseguiu superar. Isso tem sido um fator motivador para os povos indígenas virem a Brasília apresentar nossas pautas”, disse Dinamam. Ele informou que há, em análise, cerca de 110 novas áreas reivindicadas como terras da União de usufruto indígena. Convidada a falar do alto do caminhão de som, a ex-presidente da Funai e primeira mulher indígena eleita deputada federal Joenia Wapichana destacou a importância dos indígenas “aldearem a política”, conforme propõe as lideranças do movimento. “Estamos aqui para dizer que os povos indígenas têm capacidade para serem o que quiserem: parlamentares, autoridades públicas, representantes políticos. E essas ferramentas estão à nossa disposição”, afirmou.  “Os povos indígenas estão atentos, sabem dos seus direitos”, acrecentou Joenia, destacando a necessidade de mais orçamento para os órgãos públicos de proteção indígena, como a Funai e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde.  Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil Foto:  Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Futsal Valentim embarca para Ponta Porã visando protagonismo no Estadual Escolar da FEEMS

A equipe de futsal da Escola Municipal Padre José Valentim se prepara para mais um importante desafio no cenário esportivo escolar de Mato Grosso do Sul. Entre os dias 17 e 19 de abril, o time participa da 1ª Etapa do Circuito Estadual de Futsal Escolar, competição organizada pela Federação de Esportes Escolares de Mato Grosso do Sul, na cidade de Ponta Porã. O torneio reunirá 12 equipes de escolas públicas e privadas de todo o estado, consolidando-se como uma das principais vitrines do futsal escolar sul-mato-grossense. O Futsal Valentim chega credenciado como uma das forças da competição, após conquistar a terceira colocação geral na Taça dos Campeões de 2025. A equipe é formada por atletas com idade entre 12 e 14 anos (nascidos em 2012, 2013 e 2014), evidenciando o trabalho de base desenvolvido pela instituição. Segundo o técnico Warley Ribeiro, a expectativa é de uma campanha sólida. “O Valentim chega para disputar uma das quatro melhores posições na competição, pois contamos com um elenco qualificado e experiente. Dos 11 atletas que irão para Ponta Porã, nove já atuaram na competição em 2025”, destacou. Elenco do Futsal Valentim Goleiro Luiz Eduardo Fixo Davi Lucas Alas Thales RibeiroKalel VitorIsaac SilvaGabriel SilvaEduardo AlmeidaPedro Henrique GonçalvesDiogo Marques Pivôs Marcelo GabrielPedro Henrique Bordim Além do desempenho dentro das quadras, a equipe também conta com importantes apoios fora delas. A Holofote Estúdio é responsável pela cobertura e divulgação nas mídias digitais, bem como o site de notícias Nuvem de Informação. Já a Central Embalagens contribuiu com uma cota de patrocínio destinada à alimentação dos atletas durante a competição. A comissão técnica segue em busca de novos parceiros para viabilizar os custos da viagem. As cotas de apoio estão fixadas em R$ 150,00, com contrapartida de exposição da logomarca das empresas no Instagram oficial da equipe por um período de seis meses. “A cota é um valor simbólico. Se a empresa quiser colaborar com mais, pode. É uma forma de diminuir os gastos para os atletas”, explicou o professor. O contato para mais detalhes sobre o patrocínio se dá através do e-mail @futsalvalentim . Com uma base consolidada, experiência competitiva e apoio da comunidade, o Futsal Valentim chega motivado para representar a escola e buscar mais um resultado expressivo no cenário estadual. Foto: Holofote Estúdio

MEC divulga nova chamada da lista de espera para Fies do 1º semestre

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta quinta-feira (2), uma nova convocação da lista de espera para vagas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o primeiro semestre de 2026. Os nomes dos pré-selecionados podem ser conferidos na página do Fies no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Os estudantes têm até três dias úteis para fazer a complementação da inscrição na própria página do Fies na internet, contados a partir do dia seguinte à data da convocação. Criado em 2001, o Fies oferece financiamento a estudantes de baixa renda em cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior. A complementação do cadastro é uma fase obrigatória para seguir no processo de contratação com as instituições bancárias. Após essa etapa junto ao MEC, os estudantes devem comprovar as informações declaradas no ato da inscrição, de forma física ou digital, em até cinco dias úteis, junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino em que foram pré-selecionados. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Em seguida, os convocados devem validar no banco a documentação exigida em até dez dias úteis. A etapa de convocação por meio da lista de espera começou em 26 de fevereiro e segue até 10 de abril. Todos os inscritos que não foram pré-selecionados na chamada regular do Fies foram incluídos automaticamente na lista de espera. O MEC alerta que os participantes desta lista devem consultar periodicamente a página do Fies para acompanhar as próximas convocações e que todas as etapas e prazos previstos em edital devem ser rigorosamente observados para evitar a perda da vaga. Em 2026, o total de vagas ofertadas para o Fies será de 112.168. Neste primeiro semestre, o MEC já ofertou 67.301 vagas em 1.421 instituições de ensino superior, distribuídas por 19.834 cursos e turnos. As vagas não ocupadas após todas as convocações desta edição serão ofertadas no processo seletivo do segundo semestre.

Surto de chikungunya em Dourados já deixa 5 mortos e 2 sob análise

Dourados investiga duas novas mortes suspeitas por chikungunya registradas no dia 3 de abril. Os casos envolvem um adolescente de 12 anos e um homem de 55 anos. A cidade já confirmou cinco óbitos pela doença e segue em alerta diante do aumento das infecções. O avanço da doença preocupa principalmente nas aldeias indígenas, onde se concentra a maior parte dos casos. Nessas comunidades, são 1.608 registros prováveis, com 1.115 confirmações e 227 internações. Todas as mortes confirmadas e em investigação ocorreram entre indígenas aldeados. Dados da Secretaria Municipal de Saúde apontam 2.733 casos prováveis no município. Desses, 1.365 foram confirmados, 469 descartados e 1.837 ainda estão em investigação, totalizando 3.671 notificações. Outro dado que chama atenção é a taxa de positividade, que chegou a 74,42%. Isso indica que a maioria das pessoas com sintomas testadas teve resultado positivo para chikungunya, reforçando o cenário de alta transmissão. Diante da situação, o Ministério da Saúde iniciou uma força-tarefa nas aldeias. A ação inclui o envio de 50 agentes de combate às endemias, distribuição de cestas de alimentos e reforço nas equipes de saúde indígena, com previsão de novos profissionais a partir de maio.

Brasil concorre ao Global Water Awards por avanços promovidos pela ANA

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) foi indicada ao prêmio de Agência Pública de Água do Ano na Global Water Awards, uma premiação que reconhece avanços nos setores de água, esgoto, tecnologia e dessalinização por sustentabilidade dos recursos hídricos do planeta. A indicação, segundo o superintendente adjunto de Regulação de Saneamento Básico da ANA, Alexandre Anderáos, representa um reconhecimento de que o Brasil tem construído estruturas, normas, órgãos e mecanismos governamentais mais robustos para água e saneamento. “Na prática, esse reconhecimento internacional ajuda a dar mais visibilidade e legitimidade a uma agenda que busca ampliar o acesso com maior equidade territorial e social”, avalia. Agenda Alguns exemplos dessa agenda desempenhada pela ANA nos últimos anos foram a edição de normas de referência para os quatro componentes do saneamento básico: limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas. Também, em 2025, a regulação para redução progressiva e controle de perdas de água, que trata sobre planos de gestão de perdas de água e padroniza indicadores como referência para órgãos municipais e estaduais de fiscalização dos serviços públicos de água e esgoto, as Entidades Reguladoras Infranacionais (ERI). Na avaliação de Anderáos, é uma iniciativa central para a segurança hídrica.  “Reduzir perdas significa aproveitar melhor a água já produzida, diminuir desperdícios e ampliar eficiência sem pressionar desnecessariamente os mananciais”, diz. A agência também elaborou norma sobre reuso não potável de água proveniente de efluentes sanitários tratados, um tema transversal ao saneamento e recursos hídricos que traz sustentabilidade na forma cíclica de uso da água.  Um exemplo é o tratamento de água usada em banheiros e cozinhas para uso em irrigação paisagística e agrícola, recarga de aquíferos, lavagens de ruas e veículos. Outras regulações destacadas pelo gestor foram a criação de metas progressivas de universalização de água e esgoto e a norma que trata da governança das ERI. “Para o setor brasileiro, isso reforça uma mensagem importante, que em um ambiente federativo e fragmentado como o nosso, melhorar a prestação dos serviços depende de coordenação, referências nacionais, previsibilidade contratual e redução de incertezas regulatórias”, afirma. Desafios Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico 2025 (Sinisa) apontam que, em 2024, a rede de abastecimento de água alcançou 84,1% da população brasileira e a rede de esgoto chegou a 62,3% da população. No mesmo ano, foram investidos R$ 14,59 bilhões em abastecimento de água e R$ 13,68 bilhões em esgotamento sanitário. “Isso sugere um setor ainda em fase de expansão e consolidação, no qual o avanço regulatório ajuda a criar condições para que os investimentos se convertam em obras, operação e, ao longo do tempo, em aumento dos níveis de atendimento”, explica Alexandre Anderáos. Indicação Ao indicar a ANA ao Global Water Awards, a iniciativa que promove a premiação Global Water intelligence (GWI) destacou que as novas normas de referência da agência ajudaram a resolver disputas antigas, reduzir incertezas para operadores e investidores, estabelecer metas nacionais de universalização e introduzir indicadores de desempenho comparáveis em escala nacional. Além da ANA, também concorrem na categoria Agência Pública, a Korea Water Resources Corporation (K-Water), da Coreia do Sul; o Orange County Water District, dos Estados Unidos; a Sharakat, da Arábia Saudita; e a Suruhanjaya Perkhidmatan Air Negara (SPAN), da Malásia. A votação para a escolha dos premiados será feita por membros do GWI, e o resultado final deverá ser divulgado no dia 19 de maio.

Inscrições para o programa Mais Médicos seguem até quarta-feira

As inscrições para o 45º ciclo do projeto Mais Médicos para o Brasil (PMMB) podem ser feitas até quarta-feira (8).  O projeto é voltado à atuação na Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS), em regiões prioritárias, remotas, de difícil acesso e de alto índice de vulnerabilidade, incluindo territórios indígenas, onde há escassez ou ausência de médicos Os profissionais interessados em participar devem se inscrever por meio da Plataforma de Gerenciamento de Programas de Provimento, com login da conta do portal Gov.br. Os profissionais selecionados atuarão por até 48 meses, combinando atendimento direto à população com formação continuada. Vagas Neste novo edital (nº 24/2026), o Ministério da Saúde abriu 1.524 vagas. São 1.351 vagas para equipes de Saúde da Família (eSF), 75 para equipes de consultório na rua e 98 para Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Todos os médicos poderão participar; no entanto, os profissionais formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no Brasil terão prioridade na seleção e ocupação das vagas ofertadas pelo Mais Médicos. O edital contempla três perfis principais: perfil 1: médicos formados no Brasil ou com diploma revalidado, com registro ativo no Conselho Federal de Medicina (CRM); perfil 2: médicos brasileiros formados no exterior (intercambistas); perfil 3: médicos estrangeiros com habilitação para atuar no exterior. Os profissionais selecionados atuarão por 48 meses. Bolsa-formação O programa oferece uma bolsa-formação de R$ 14.121,63 para os médicos matriculados e com situação regular quanto às atividades educacionais previstas no projeto. O médico participante deverá cumprir semanalmente com a carga horária de 44 horas de atividades que envolvem ensino, pesquisa e extensão, com componente assistencial, nas unidades de saúde no município ou distrito em que for alocado. No caso de o médico comprovar a necessidade de mudança de domicílio em razão da alocação em município diferente do seu domicílio, o Ministério da Saúde poderá conceder ajuda de custo, que não poderá exceder ao valor de três bolsas-formação. Mais Médicos Lançado em 2013 para suprir a falta de profissionais em regiões remotas e prioritárias de difícil acesso, atualmente, o Programa Mais Médicos para o Brasil conta com mais de 26 mil médicos em atuação em todo o país. Saiba mais sobre as diversas estratégias federais para disponibilizar e fixar médicos em regiões prioritárias no site do Mais Médicos para o Brasil.

Campo Grande ganha ‘óleoponto’ para descarte sustentável

Uma solução que alia tecnologia, sustentabilidade e incentivo direto ao cidadão começa a transformar a forma como o óleo de cozinha é descartado em Campo Grande. A Capital recebeu a primeira unidade da plataforma inteligente Óleoponto, instalada em um supermercado atacadista na região da Avenida Três Barras. O projeto conta com patrocínio da ADM do Brasil, fabricante de óleo vegetal, e da Águas Guariroba, além do apoio do Governo do Estado, do Grupo Pereira e da Câmara Municipal. A iniciativa amplia o acesso a soluções adequadas de destinação e estimula práticas alinhadas à economia circular, integrando a agenda verde, próspera, digital e inclusiva de Mato Grosso do Sul. De acordo com o executivo da plataforma, Zadrik Mendonça, o objetivo é criar infraestrutura acessível e incentivar a participação da população. Segundo ele, o principal problema não está no uso do óleo de cozinha, mas no descarte incorreto, muitas vezes realizado em pias ou redes de esgoto. Quando destinado corretamente, o resíduo pode ser reaproveitado como matéria-prima para biodiesel e outras soluções sustentáveis. A máquina funciona de forma semelhante a um caixa eletrônico. O usuário informa o número de celular, deposita o óleo usado e acumula pontos em uma plataforma digital. A cada 40 pontos, equivalentes a 4 litros descartados, é possível trocar por uma nova embalagem de óleo no supermercado parceiro. Cada operação permite o descarte de até 5 litros por pessoa. Cidadãos que levaram óleo usado retirando os óleos novos A tecnologia já vem sendo aplicada em outras regiões do país. No Rio de Janeiro, a plataforma atua na comunidade da Rocinha, em parceria com a ONG Sabão no Morro, que transforma o óleo usado em produtos de limpeza e sabão ecológico, gerando impacto ambiental e social. Em Campo Grande, a iniciativa integra uma prova de conceito que vai avaliar o desempenho da solução em ambiente urbano. A expectativa é expandir o modelo para outros pontos da cidade e, posteriormente, para diferentes regiões do país, posicionando a Capital como referência em inovação ambiental e logística reversa. Alexandre Gonzaga, Comunicação Governo de MSFotos: Divulgação

União envia R$ 1,34 milhão para ações emergenciais em MS

A União autorizou o repasse de R$ 1.348.143,40 para Mato Grosso do Sul aplicar em ações emergenciais da Defesa Civil. O recurso será utilizado no atendimento à população afetada por desastres e na recuperação de áreas atingidas. O prazo para execução das medidas é de até 180 dias a partir da publicação da portaria. Após esse período, o responsável deverá apresentar a prestação de contas em até 30 dias. “A aplicação dos recursos deve seguir critérios técnicos e dentro do prazo estabelecido”, aponta o texto oficial. O valor será transferido em parcela única, dentro do orçamento destinado à proteção e defesa civil. A verba também pode ser usada na reconstrução de estruturas danificadas, desde que respeite as normas federais para obras públicas. De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, os recursos são exclusivos para ações de resposta, como socorro, assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais. “As medidas devem atender demandas registradas no sistema nacional de desastres”, informa a portaria.

Operação Semana Santa intensifica combate a infrações nas estradas federais

A Polícia Rodoviária Federal deu início nesta quinta-feira (2) à Operação Semana Santa 2026, com reforço no policiamento em trechos de maior fluxo de veículos em todo o país. Em Mato Grosso do Sul, a ação tem como principal objetivo reduzir comportamentos de risco no trânsito, especialmente as ultrapassagens proibidas, consideradas uma das principais causas de sinistros graves e mortes nas rodovias. Além disso, a operação prioriza o combate à embriaguez ao volante, ao excesso de velocidade, ao não uso do cinto de segurança e ao transporte inadequado de crianças, sem os dispositivos de retenção exigidos por lei. No estado, a PRF atuará a partir de nove Delegacias e 24 Unidades Operacionais, cobrindo mais de 4 mil quilômetros de rodovias federais distribuídas em 11 vias que cruzam o território sul-mato-grossense. Não haverá restrição de tráfego durante o feriado da Semana Santa.  Orientações aos motoristas A PRF reforça a importância de os condutores realizarem a revisão do veículo antes de viajar, com atenção especial a itens de segurança como freios, pneus e sistemas de iluminação e sinalização. Também é recomendado planejar a viagem para evitar longos períodos ininterruptos ao volante, com pausas regulares para descanso, especialmente após quatro horas de direção. O uso do cinto de segurança é obrigatório para todos os ocupantes do veículo, e crianças devem ser transportadas em equipamentos adequados. Bagagens devem ser acondicionadas corretamente, a fim de reduzir riscos em caso de acidentes. A orientação é respeitar a sinalização e os limites de velocidade, realizando ultrapassagens apenas em locais permitidos e com segurança. Em caso de chuva, a recomendação é reduzir a velocidade, manter os faróis acesos e ampliar a distância entre os veículos. Em situações de emergência nas rodovias federais, o atendimento da PRF pode ser acionado pelo telefone 191. Leonado Cabral.

Autismo: mulheres são as principais cuidadoras, revela pesquisa

Haja emoção nos olhos da advogada Anaiara Ribeiro, de 43 anos, quando presenciou o filho, João, de 18 anos, chegar a uma faculdade em Brasília, no Distrito Federal. “Era o sonho dele fazer o curso de jornalismo”. Tamanha foi a realização que a mãe também resolveu se matricular e viver, com ele, a experiência da sala de aula. Ser parceirona de João em tudo é a razão da vida de Anaiara, muito antes do diagnóstico de autismo (de leve a moderado) no filho. O laudo, que ele só teve com 8 anos de idade, foi a confirmação do que ela percebia no dia a dia e das necessidades principais do menino. Desde que João tinha dois anos de idade, Anaiara passou a correr diariamente por consultas de diferentes especialistas. A mãe resolveu pedir demissão do trabalho e viver como autônoma para poder dar mais suporte ao menino. Trabalha noites, feriados e finais de semana para dar conta de tudo. “Nada faria sentido se não fosse para ver a felicidade dele, e o seu crescimento, ver onde ele já chegou hoje”. A vida impôs a ela mais desafios ainda depois que veio o divórcio do pai de João. A cuidadora da pessoa com autismo ser uma mulher, como no caso de Anaiara, é uma realidade brasileira. Esse é um dos resultados do Mapa do Autismo no Brasil que traz respostas de 23.632 pessoas de todos os estados. Pesquisa Os dados detalhados só serão publicados oficialmente na próxima quinta-feira, dia 9, uma semana após o dia de conscientização sobre o autismo, hoje (2). Dessas respostas, 18.175 são de pessoas responsáveis por uma pessoa autista, 2.221 são as responsáveis e também estão dentro do espectro. A pesquisa teve ainda 4.604 respostas de pessoas autistas acima dos 18 anos de idade. O mapeamento inédito em cenário nacional foi uma iniciativa do Instituto Autismos, que é uma organização não governamental. “A maior parte das cuidadoras são mulheres. E grande parte dessas mulheres não estão no mercado de trabalho. Isso fala muito sobre o cuidado”, adiantou a presidente do instituto, a musicoterapeuta Ana Carolina Steinkopf, em entrevista à Agência Brasil. <<Entenda o que é o transtorno do espectro autista Diagnóstico precoce No entanto, um dos dados que ela antecipou foi uma situação diferente da realidade de Anaiara Ribeiro com seu filho João, que teve o diagnóstico apenas com 8 anos. É uma novidade positiva para o país. “A média da idade do diagnóstico tem sido igual ao dos padrões internacionais: em torno dos 4 anos de idade”, enfatiza Ana Carolina Steinkopf. Ela explica que quanto mais jovem for a pessoa diagnosticada, melhor será o caminho para os tratamentos e cuidados necessários para estímulo. Um fator de alerta que o levantamento vai trazer é que as famílias gastam mais de R$ 1 mil com as terapias necessárias. “A maior parte tem usado planos de saúde para conseguir ter acesso às terapias”. Ana Carolina acrescenta que as famílias do Norte e Nordeste utilizam mais da estrutura do sistema público de saúde do que as outras regiões. Sistema público Em relação aos desafios do atendimento de pessoas com autismo no sistema público, o governo federal emitiu nota garantindo que ampliou a assistência a pessoas com transtorno do espectro autista com investimento de R$ 83 milhões. O Ministério da Saúde anunciou que vai habilitar 59 novos serviços, que incluem Centros Especializados em Reabilitação (CER), oficinas ortopédicas e transporte adaptado. As portarias serão assinadas nesta quinta-feira.  “Estamos estruturando uma rede cada vez mais preparada para cuidar das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no SUS, desde a identificação precoce na atenção primária até o atendimento especializado, com equipes multidisciplinares”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na nota. Recomendações A respeito dos resultados do mapeamento, a pesquisadora acrescentou que o poder público federal e de cada estado vai receber recomendações de melhoria no atendimento com base nesses dados. Não obstante, ela entende que tem aumentado, ano a ano, a sensibilização e a conscientização sobre o autismo. Não invisibilizar a doença é importante, por exemplo, para que existam mais pesquisas e especialistas em autismo. No Brasil, a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de que 2,4 milhões de pessoas sejam autistas. Quanto mais cedo vier o diagnóstico, maior é a possibilidade de que as famílias procurem seus direitos, que vão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a ações de inclusão na educação, saúde e bem-estar, por exemplo. <<Síndrome de Asperger: entenda por que o termo não é mais usado Direitos Assim como foram conquistas de Anayara e João. “A inclusão, por exemplo, em todos os espaços de lazer, em que a pessoa com autismo não paga ingresso e a acompanhante tem 50% de desconto”, diz a mãe. A advogada, depois do divórcio, reconstruiu a família. Ela se casou novamente e tem uma filha desse novo relacionamento. “Sou uma exceção. A maioria das mães que eu conheço continuam solteiras ou separadas. Os pais abandonaram, seja fisicamente e financeiramente, mas eu tive a sorte de encontrar um parceiro que assumiu a paternidade do João. Somos muito felizes”. Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil Foto:  Anaiara Ribeiro/Arquivo pessoal