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Conectividade ecológica é essencial para preservar espécies, afirma representante da ONU em MS

Discurso na COP15 reforça necessidade de cooperação internacional e proteção de habitats integrados A secretária-executiva da Convenção sobre Espécies Migratórias, Amy Fraenkel, destacou a importância da conectividade ecológica como estratégia central para a preservação da biodiversidade global. A declaração foi feita durante a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, realizada em Campo Grande. Representando a Organização das Nações Unidas, a dirigente enfatizou que a sobrevivência de espécies migratórias depende diretamente da integração entre ecossistemas e da cooperação entre países. “As espécies não reconhecem fronteiras” Durante o discurso, Fraenkel ressaltou que a conectividade entre habitats é fundamental para manter populações viáveis de espécies que percorrem grandes territórios. Segundo ela, a fragmentação ambiental aumenta riscos como: “As espécies migratórias dependem de redes de habitats que cruzam continentes. Sem conectividade, essas populações se tornam isoladas e vulneráveis”, afirmou. Como exemplos, citou a onça-pintada e peixes migratórios, que necessitam de territórios contínuos para sobrevivência. Áreas úmidas e infraestrutura sob alerta A representante da ONU também chamou atenção para o papel estratégico das áreas úmidas, essenciais para alimentação, reprodução e descanso de diversas espécies. Apesar disso, alertou que: “Sem planejamento conjunto, cerca de 25 milhões de quilômetros de novas estradas podem impactar diretamente esses habitats”, destacou. Nova iniciativa global e prioridades Durante a conferência, foi anunciada uma nova iniciativa internacional com participação de entidades como: O objetivo é ampliar ações globais voltadas à conectividade ecológica. Fraenkel também apresentou três prioridades da COP15: Brasil amplia áreas protegidas Durante a agenda do evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou medidas voltadas à conservação ambiental. Entre elas: Segundo Lula, a iniciativa fortalece a biodiversidade, a conectividade ecológica e os modos de vida de comunidades tradicionais. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, também destacou que a preservação ambiental está diretamente ligada ao desenvolvimento e à estabilidade social. Evento reúne mais de 130 países A COP15 ocorre entre os dias 23 e 29 de março, reunindo representantes de mais de 130 países para discutir estratégias globais de conservação. O encontro deve definir ações conjuntas para:

Pesquisa com IA identifica terras agrícolas abandonadas no Cerrado

Uma pesquisa desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Universidade de Brasília (UnB) com o uso de inteligência artificial (IA) mapeou terras agrícolas abandonadas no Cerrado que podem passar por processos de restauração ambiental.  A partir de imagens de satélite da Agência Espacial Europeia (ESA), a pesquisa utilizou a tecnologia de aprendizado profundo (deep learning) para que a IA fosse capaz de reconhecer padrões que identificam essas áreas.  O estudo analisou terras agrícolas do município de Buritizeiro, no norte de Minas Gerais, que faz parte do bioma Cerrado. Pelas imagens de satélite, a IA conseguiu classificar vegetação nativa, pastagens cultivadas, lavouras anuais, plantações de eucalipto e, de forma inédita, áreas agrícolas abandonadas.A precisão da análise alcançou 94,7%. De acordo com a pesquisa, é um indicador “considerado excelente” para classificações de uso da terra com sensoriamento remoto. Pesquisadores da empresa estatal e da universidade federal publicaram artigo com os resultados na revista científica internacional Land, especializada em temas como terras, água e clima. O texto recebeu o título Putting Abandoned Farmlands in the Legend of Land Use and Land Cover Maps of the Brazilian Tropical Savanna (Incluindo Terras Agrícolas Abandonadas na Legenda de Mapas de Uso e Cobertura da Terra da Savana Tropical Brasileira, em tradução livre). Restauração ecológica Uma vez identificadas as áreas agrícolas abandonadas, os analistas da Embrapa e da UnB sustentam que os dados podem servir de subsídio para formuladores de políticas públicas voltadas à área ambiental.  “Esses mapas podem auxiliar órgãos governamentais, planejadores ambientais e proprietários rurais a priorizar áreas para reabilitação, incluindo plantações de eucalipto degradadas e pastagens de baixo desempenho”, escrevem no artigo. Pesquisador da Embrapa, o analista Gustavo Bayma, da divisão Meio Ambiente, ressalta ainda que os mapas detalhados de áreas abandonadas demonstram o potencial das tecnologias de IA para apoiar políticas públicas de restauração ambiental. Ele sugere, por exemplo, o uso das informações para estratégias de estimativa do potencial de sequestro de carbono da atmosfera, já que áreas verdes ajudam a reduzir a concentração do dióxido de carbono, uma das causas do aquecimento global. Outra utilidade seria orientar a criação de corredores de restauração ecológica no Cerrado. Abandono de quase 5% As imagens de Buritizeiro foram usadas para comparar dados de 2018 a 2022. A IA constatou que mais de 13 mil hectares ─ área equivalente à cidade de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro ─ foram abandonados no intervalo. Essa dimensão equivale a 4,7% da área agrícola original da cidade mineira. Das terras abandonadas, 87% correspondiam a antigas plantações de eucalipto destinadas à produção de carvão vegetal. De acordo com o pesquisador Edson Sano, da divisão Cerrado da Embrapa, a região é caracterizada por desafios produtivos, como baixa produtividade em pastagens durante períodos secos e custos crescentes de insumos fertilizantes. “A predominância do abandono em áreas de eucalipto está associada à queda da atratividade econômica da produção de carvão vegetal, em função de fatores como o aumento nos custos logísticos e de produção”, aponta. Limitação Os pesquisadores reconhecem que são necessários mais avanços para resolver uma das limitações da tecnologia, conforme detalha o representante da Embrapa Agricultura Digital Édson Bolfe. “A análise se baseou em apenas duas datas de aquisição de imagens durante um período de quatro anos, o que impede distinguir com precisão entre abandono permanente e práticas temporárias de pousio [descanso da terra por um ano ou menos]”, diz. “Embora o uso de imagens de alta resolução e de visualizações auxiliares tenha ajudado na validação, a confirmação de abandono ainda depende, em parte, da interpretação visual e do conhecimento local”, completa Bolfe. O texto no periódico internacional aponta que “a melhoria da precisão do monitoramento exigirá conjuntos de dados com maior resolução espaço-temporal”. No entanto, a conclusão ressalta que as descobertas destacam a adequação de métodos de aprendizado profundo para “captar transições sutis” de uso da terra em ambientes complexos de savana tropical. “Oferecem uma ferramenta valiosa para o planejamento do uso da terra em nível regional e para a gestão ambiental no Cerrado, fornecendo informações espaciais precisas sobre áreas abandonadas para apoiar processos de tomada de decisão relacionados à restauração agrícola”, assinalam os pesquisadores.

Pantanal ganha mais área protegida e nova reserva é criada durante COP15

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, no último domingo (22), a ampliação de duas áreas de conservação no Pantanal e a criação de uma nova reserva no norte de Minas Gerais. A medida adiciona mais de 148 mil hectares ao sistema federal de áreas protegidas. O anúncio foi feito durante a COP15, realizada em Campo Grande. No Pantanal, foram ampliados o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e a Estação Ecológica Taiamã, que juntos somam mais de 104 mil hectares adicionais. Com isso, a área protegida no bioma passa de 4,7% para 5,4%. Essas regiões são essenciais para a preservação de espécies como onça-pintada, ariranha e cervo-do-pantanal. No Cerrado, foi criada a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas Gerais, com cerca de 40,8 mil hectares. A área abrange três municípios e tem como objetivo proteger recursos hídricos e garantir o uso sustentável pelas comunidades locais. Durante o evento, autoridades destacaram a importância da iniciativa. “A medida fortalece a proteção da biodiversidade e apoia comunidades tradicionais”, foi ressaltado. A ação também pode impulsionar o turismo, a economia local e estratégias de prevenção a incêndios.

Lula reforça importância de Vander Loubet no Senado por MS

A passagem do presidente Lula por Campo Grande para a reunião da alta cúpula da COP15 marcou não apenas o protagonismo ambiental do Brasil no cenário internacional, mas também movimentou os bastidores da política sul-mato-grossense. Chamou atenção positivamente o fato de que a base do PT foi a única a acompanhar a recepção no aeroporto, momento em que o presidente conversou com aliados sobre o cenário político de 2026 e os desafios para a consolidação do projeto nacional. Já no evento, após discursar em agenda internacional vinculada à ONU no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, Lula se reuniu com lideranças petistas, entre elas o deputado federal Vander Loubet, o pré-candidato ao governo Fábio Trad e a pré-candidata a vice Dona Gilda. O encontro foi marcado por uma sinalização política clara sobre a importância da representação de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional. Segundo Vander, o presidente destacou a necessidade de fortalecer a base aliada em Brasília. “O presidente está confiante de que vamos seguir governando o Brasil, mas reforçou que não basta vencer a eleição. É fundamental garantir uma base sólida no Senado e na Câmara Federal”, afirmou Vander Loubet. Sem declarações públicas diretas, o teor da conversa indicou a relevância estratégica do nome de Vander para esse cenário, especialmente na disputa pelo Senado. Após a reunião, o parlamentar pantaneiro afirmou que o diálogo com o presidente reforçou ainda mais sua disposição para essa disputa. “Saio dessa conversa ainda mais animado. O presidente Lula deixou claro o quanto é importante termos um senador comprometido com o projeto de reconstrução do Brasil. Isso aumenta nossa responsabilidade e nossa vontade de seguir construindo esse caminho.” O deputado também destacou que Lula confirmou presença ativa no estado durante o processo eleitoral. “O presidente disse que virá ao Mato Grosso do Sul para apoiar o projeto do Fábio Trad ao governo. Isso mostra o compromisso dele com o nosso estado e com a construção de um novo ciclo de desenvolvimento para MS.” A candidatura de Vander Loubet ao Senado vem sendo construída como prioridade dentro do Partido dos Trabalhadores, em sintonia com o Palácio do Planalto. Com experiência em articulação política e atuação destacada em Brasília, Vander é apontado como um nome capaz de ampliar o protagonismo de Mato Grosso do Sul no cenário nacional. “O PT está ajustando os últimos detalhes da chapa para 2026, faltam poucos ajustes. Tenho muita convicção de que o PT estará no segundo turno com o Fábio Trad. Vamos eleger quatro deputados estaduais, dois federais e conquistar uma vaga no Senado”, conclui Vander.

Estado articula para trazer vacina da chikungunya para MS e garante inclusão em estratégia piloto nacional

Mato Grosso do Sul vai receber a vacina contra a chikungunya como parte da estratégia piloto do Ministério da Saúde. A inclusão ocorre após solicitação formal da SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul), motivada pelo cenário epidemiológico registrado em Dourados, especialmente em território indígena. Antes mesmo da confirmação do envio das doses, o Estado já havia estruturado uma resposta técnica para pleitear a participação na estratégia nacional, inicialmente restrita a poucos municípios brasileiros. O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, destacou que a inclusão de Mato Grosso do Sul é resultado desse trabalho antecipado.“Desde o início, acompanhamos o avanço da chikungunya no Estado e, diante do agravamento do cenário em Dourados, estruturamos uma resposta técnica consistente para garantir a inclusão de Mato Grosso do Sul. Essa é uma medida baseada em evidências e na necessidade de ampliar a proteção da população”, afirmou. Estratégia piloto e articulação estadual A vacina contra a chikungunya já foi aprovada pela Anvisa e está em fase 4 de monitoramento, etapa que avalia a efetividade em condições reais de uso. No Brasil, o imunizante está sendo utilizado de forma controlada, dentro de uma estratégia piloto conduzida pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Butantan, já implementada em municípios selecionados de diferentes estados. A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou que a inclusão do Estado foi construída de forma integrada entre as áreas técnicas da SES.“Essa é uma construção coletiva, que envolveu as equipes de imunização, vigilância e assistência. Trabalhamos de forma coordenada para apresentar um cenário técnico consistente, que demonstrasse a necessidade e a capacidade do Estado em participar dessa estratégia”, afirmou. Critérios técnicos e prioridade para Dourados A definição dos municípios que recebem a vacina segue critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, como situação epidemiológica, capacidade operacional e estrutura de vigilância. Nesse contexto, Dourados se enquadra como área prioritária, especialmente pelo impacto da doença nas comunidades indígenas. A Coordenadora de Imunização, Ana Paula Goldfinger, explicou que Mato Grosso do Sul não estava entre os territórios inicialmente contemplados.“Foram selecionados municípios em outros estados e, naquele momento, Mato Grosso do Sul não havia sido incluído. Por isso, elaboramos um documento técnico conjunto, envolvendo imunização e arboviroses, para demonstrar que o Estado reúne os critérios necessários para participação na estratégia”, destacou. Segundo ela, o cenário recente foi determinante para reforçar a solicitação.“A emergência no território indígena de Dourados, com ocorrência de óbitos por chikungunya, reforçou o pedido de inclusão com prioridade para a aldeia, considerando o risco e a necessidade de resposta rápida”, completou. Treinamento e início da vacinação O Ministério da Saúde já confirmou o envio de equipes para capacitação dos profissionais de saúde em Mato Grosso do Sul. A estratégia terá início pela população indígena, com treinamento específico nos territórios, voltado aos profissionais que atuam diretamente nessas comunidades. O gerente de Imunização, Frederico Moraes, destacou a importância da preparação das equipes.“O treinamento é fundamental para garantir a aplicação segura da vacina e o correto monitoramento dos casos, conforme os protocolos estabelecidos. A estratégia começa pela população indígena justamente pelo cenário epidemiológico mais sensível”, explicou. Além disso, o Instituto Butantan também realizará treinamento com equipes de sala de vacina no Estado, com agenda prevista para a próxima semana, reforçando a organização da rede para o início da vacinação. Perspectivas e ampliação Por se tratar de uma estratégia piloto, a vacinação contra a chikungunya ainda ocorre de forma restrita e monitorada no país. A expectativa é que, a partir dos resultados obtidos, haja ampliação progressiva da oferta do imunizante no SUS. Danúbia Burema e André Lima, Comunicação SESFotos: Arquivo SES

ATeG Presente aproxima produtores rurais e fortalece a representatividade do agro no MS

Produtores rurais atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) participaram, neste sábado (21), da ATeG Presente, iniciativa do Senar/MS em parceria com a Famasul e o Sindicato Rural de Campo Grande. O evento teve como foco ampliar o acesso à informação sobre serviços, capacitações e ações voltadas ao desenvolvimento do setor, além de aproximar os produtores das instituições que atuam na representação e no fortalecimento do agro em nível municipal, estadual e federal. Realizado na sede do Sindicato Rural de Campo Grande, que abrange também os municípios de Rochedo e Corguinho, o encontro reuniu mais de 100 participantes, entre produtores rurais e técnicos da ATeG, em uma programação voltada à troca de experiências e ao compartilhamento de conhecimento. Para o presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, a iniciativa reforça a relevância de estar próximo da realidade do campo e de apresentar, de forma objetiva, o papel das instituições que atuam em defesa do produtor. “É de extrema importância estarmos presentes, principalmente junto aos produtores que já são atendidos pela ATeG, para mostrar o que é o sistema sindical, o que é a CNA, a Famasul, o Senar/MS, e o que nós fazemos. Isso permite que o produtor tenha uma visão mais ampla do que o Sindicato pode proporcionar, com serviços e ações que vão desde atendimentos diretos, como assistência, até a defesa dos interesses da porteira para fora, diante de leis e demandas que impactam o setor”, destacou Bertoni. A programação foi estruturada de forma dinâmica e interativa, com atividades práticas voltadas a evidenciar o papel da assistência técnica contínua e da atuação conjunta entre as instituições no dia a dia do produtor. O superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan, apresentou o funcionamento do Sistema Famasul, destacando a missão, os programas e os serviços disponíveis aos produtores rurais. “O Senar tem uma série de produtos e serviços voltados ao trabalhador e ao produtor rural, mas para que esse acesso aconteça de forma efetiva, é fundamental contar com um Sindicato Rural forte, uma Federação atuante e o sistema CNA trabalhando em conjunto. Eventos como esse reforçam essa integração e mostram a importância dessas instituições para que possamos alcançar o produtor rural e cumprir nossa missão”, afirmou Galvan. O presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, José Monreal, destacou o papel do associativismo e da difusão de conhecimento como pilares para o desenvolvimento da atividade no campo. “Esse é um dia pensado para o produtor, para que ele conheça mais o Sindicato Rural, a assistência técnica do Senar e tenha acesso à informação de qualidade. O Sindicato é a casa do conhecimento e da difusão de tecnologia. É aqui que o produtor pode entender melhor sobre produção, legislação, impostos e acesso a crédito, fortalecendo sua atividade e ampliando suas oportunidades”. Outro destaque da programação foi o painel com casos de sucesso da ATeG, que apresentou exemplos reais de produtores que alcançaram avanços em produtividade e gestão a partir do acompanhamento técnico. A iniciativa evidenciou o impacto das ações desenvolvidas no campo e o papel estratégico das instituições no apoio ao produtor rural. Para o produtor rural Valdemar Miranda, de Corguinho, o evento foi uma oportunidade de conhecer melhor os serviços oferecidos pelas instituições e enxergar, na prática, os benefícios do trabalho coletivo. “Foi muito bom participar. A gente leva daqui experiências boas, porque esse tipo de ação faz muita diferença para nós, produtores. Depois que comecei a me envolver mais com o Senar, vi o quanto isso traz vantagem pra gente e também para ajudar outras pessoas. O sindicato tem muita coisa boa para o produtor, principalmente para os pequenos, como eu, que muitas vezes não conseguem ter acesso direto ao mercado sozinhos”. A produtora rural Cristhiane Vicente destaca que a proximidade com o sindicato tem sido fundamental para ampliar o acesso à informação, orientar decisões no dia a dia da propriedade e fortalecer o conhecimento sobre direitos e deveres no campo. “Participei de um evento no sindicato no final do ano passado e, a partir disso, percebi o quanto esse contato faz diferença. Lá na propriedade, recebo muitos alunos, então estou sempre buscando me atualizar. Por meio do sindicato, a gente passa a ter acesso a informações importantes e fica mais antenado sobre o que está acontecendo no agronegócio”, pontua. “Além disso, o suporte no dia a dia é essencial. Coisas simples, como fazer uma folha de ponto, que para quem está na lida pode ser complicado, acabam se tornando mais fáceis com esse apoio. Isso impacta diretamente no nosso trabalho e, com certeza, gera bons resultados”, complementa a produtora. Com a ATeG Presente, o Senar/MS, a Famasul e os Sindicato Rural reforçam o compromisso com a disseminação de conhecimento, o fortalecimento da atividade rural e a construção de um agro cada vez mais estruturado e forte em Mato Grosso do Sul. Assessoria de Imprensa do Sistema Famasul – Ana Palma Fotos: João Carlos Castro

Prefeitura leva atendimento odontológico a escolas públicas no Dia B da Saúde Bucal

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) realiza nesta sexta-feira (20), Dia Mundial da Saúde Bucal, uma grande mobilização nacional voltada à promoção, prevenção e ampliação do cuidado odontológico no Sistema Único de Saúde (SUS). O atendimento preventivo no município já ocorre rotineiramente, mas a ação do Dia B da Saúde Bucal é considerada ainda mais especial, em razão da sua abrangência. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde indicam que a cárie é uma das doenças mais prevalentes na infância, cerca de 40% das crianças entre 5 a 12 anos apresentaram cárie dentária, conforme SB Brasil, realizado pelo Ministério da Saúde. Com o objetivo de ampliar o acesso ao atendimento odontológico em todo o país, surgiu o Projeto Criança Sorridente, estratégia do Ministério da Saúde voltada ao enfrentamento da cárie dentária na infância. Em Campo Grande, a mobilização é coordenada pela Sesau, por meio da Gerência da Rede de Atenção à Saúde Bucal, em parceria com o Programa Saúde na Escola (PSE). A dentista e gerente da Rede de Atenção à Saúde Bucal da Sesau, Christiane Saliba, explica que a proposta é alcançar principalmente estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, priorizando aqueles em situação de maior vulnerabilidade. Todavia, a faixa etária de 0 a 3 anos também está sendo contemplada nesta ação, com equipes também em Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEI), em diversas regiões da Capital.  Nesta ação, o foco principal é o atendimento direto aos alunos da rede pública. Ao todo, 13 escolas participam, com o envolvimento de 29 equipes de saúde bucal da Atenção Primária da Sesau. Os profissionais realizam avaliações clínicas, orientações de higiene e procedimentos odontológicos básicos. O objetivo é garantir acesso ao cuidado e evitar o agravamento de problemas bucais. “O destaque de hoje é o Tratamento Restaurador Atraumático (ART), técnica baseada na odontologia de mínima intervenção. O método utiliza instrumentos manuais e dispensa o uso de equipamentos invasivos, reduzindo o desconforto e ampliando a aceitação das crianças durante o atendimento”, destaca Christiane. Parcerias A mobilização também reforça a integração entre saúde e educação, reconhecendo a escola como espaço estratégico para a promoção de hábitos saudáveis. Além dos atendimentos de hoje, as equipes realizam atividades educativas, como palestras e orientações sobre escovação correta. O diretor da EM Prof.ª Ione Catarina Gianotti Igydio, Marcus Fabio Cruz Santana, conta que a parceria funciona com sucesso e que é importante conscientizar os pais da necessidade de participar desse movimento. “Eu sou daquela época em que as crianças tinham medo dos dentistas, da roupa branca, do motorzinho. Mas, hoje em dia, os dentistas estão mais incluídos na nossa rotina, são pedagógicos. Esta parceria da escola, família e Sesau é excepcional. As crianças aprendem brincando a cuidar dos dentes e já posso ver os seus sorrisos mais bonitos”, ressalta. A ação, que em Campo Grande também conta com apoio de profissionais vinculados à residência da Fiocruz e à coordenação estadual de saúde bucal, ocorre simultaneamente em mais de 60 municípios brasileiros, ampliando o alcance das políticas públicas. Quem aprova a iniciativa é o estudante Simon Pedro, de 7 anos, aluno da 2º ano. “Achei legal, colocaram uma massinha no meu dente. Oh, nem doeu”. A expectativa é que milhares de atendimentos sejam realizados ao longo do dia em todo o Brasil, contribuindo para a prevenção de doenças e o fortalecimento da Política Nacional de Saúde Bucal. 

Patente da semaglutida cai nesta sexta-feira; entenda

A patente da semaglutida no Brasil expira nesta sexta-feira (20). A substância é o princípio ativo de alguns medicamentos agonistas do receptor GLP‑1 – como o Ozempic – e popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. A queda da patente abre caminho para versões mais baratas do remédio. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indicam que há, atualmente, oito processos em análise para novos medicamentos com o mesmo princípio ativo. Em nota, a agência informou que, neste momento, dois pedidos de registro de semaglutida sintética estão em exigência, ou seja, dependem da apresentação de dados da empresa para que a análise possa seguir em frente. “Nos dois casos, o prazo para resposta das empresas é até o final de junho e, por isso, não é possível definir prazos para conclusão do processo. Na área de biológicos, um produto está em análise e outro aguarda início de avaliação”, informou. Já os demais pedidos em avaliação, segundo a Anvisa, devem receber um posicionamento das áreas técnicas até o final de abril. “Esta posição pode ser pela aprovação, reprovação ou apresentação de exigência técnica”. Desafio técnico e segurança Ainda de acordo com a agência, os medicamentos à base de semaglutida registrados atualmente no país são classificados como produtos biológicos. Já os pedidos de registro em avaliação neste momento são de dois tipos: biossimilar, quando é obtido por via biológica; ou sintéticos, quando são obtidos por síntese química, sendo que esses últimos são chamados de análogos sintéticos de peptídeos biológicos.  “No caso de medicamentos biológicos, não existe a opção de registro como genéricos, por isso, o produto deve se enquadrar em uma das duas categorias citadas acima. Esses produtos podem ser avaliados a partir de diversos ensaios de comparação com o produto biológico, mas não são genéricos nem similares – são análogos sintéticos de produtos biológicos.”  Já a avaliação dos análogos sintéticos de semaglutida tem sido tratada, segundo a própria Anvisa, como um desafio técnico para as agências reguladoras em todo o mundo. “Até o momento, nenhuma das principais agências de medicamentos do mundo, como as do Japão, Europa e Estados Unidos, registrou análogos sintéticos da semaglutida”.  “Um dos motivos é a necessidade de avaliar estes produtos utilizando parâmetros tanto de fármacos sintéticos como de biológicos. Isso ocorre porque esses produtos compartilham preocupações típicas de medicamentos sintéticos (ex. resíduos de solventes no processo, resíduos de catalisadores metálicos, impurezas com estrutura química semelhante) quanto as de produtos biológicos (ex. Risco de imunogenicidade, formação de agregados, entre outros).”  Principais pontos de avaliação  Entre os pontos citados pela Anvisa como foco de maior atenção técnica estão os ensaios de impurezas, a formação de agregados, a garantia de esterilidade e a imunogenicidade. “A avaliação busca garantir, por exemplo, que o medicamento não provoque reações imunes indesejadas, como a criação de anticorpos anti-fármaco, que podem levar à ineficácia de qualquer semaglutida para o paciente, ou mesmo reações de imunidade mais graves.” Justiça Em janeiro, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu não admitir a prorrogação do prazo de vigência das patentes do Ozempic e do Rybelsus, outro medicamento que tem a semaglutida como princípio ativo, mas no formato oral. A ação foi ajuizada pela empresa dinamarquesa Novo Nordisk e pela Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda., detentoras das patentes do Ozempic e do Rybelsus, contra o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), requerendo o reconhecimento da mora administrativa na tramitação das referidas patentes. As instâncias ordinárias negaram os pedidos por considerarem que, a partir do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.529 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), consolidou-se o entendimento de que o prazo de vigência da patente de invenção é de 20 anos, a contar do depósito do pedido no Inpi, vedada a sua prorrogação judicial em razão de eventual demora na análise administrativa.

Petrobras diz que está entregando todo o combustível produzido

A Petrobras afirmou, em nota, que continua entregando ao mercado “todo o volume de combustíveis produzidos em suas refinarias, que estão operando em carga máxima”. A companhia diz ainda que tem “ampliado e antecipado entregas às distribuidoras, fornecendo volumes de 15% superiores aos montantes acordados no início do mês”. A manifestação ocorreu após, nesta quinta-feira (19), a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informar que irá notificar a Petrobras para que oferte imediatamente os volumes de combustíveis referentes aos leilões de diesel e gasolina de março deste ano que haviam sido cancelados.  A Petrobras disse ainda que irá analisar o teor completo da decisão da ANP e avaliar todos os detalhes e implicações envolvidas. “A Petrobras sempre prestou e continuará prestando todas as informações e esclarecimentos solicitados pela ANP, com a qual mantém relação de respeito e colaboração, conforme é a obrigação da empresa perante seu órgão regulador”, garantiu a companhia na nota.  Suspensão Nessa quarta-feira (18), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a suspensão do leilão de diesel e gasolina está diretamente ligada à necessidade de reavaliar estoques. O mercado internacional de petróleo e derivados enfrenta cenário de incertezas por causa do conflito no Oriente Médio.  Segundo ela, o leilão foi suspenso, primeiramente, porque há necessidade de reavaliar todo o estoque disponível.  “Adiantamos entre 10% e 15% das nossas entregas de combustíveis. Mas as condições não permitiam mais que fizéssemos isso, sob risco de penalizar novamente a sociedade, que a gente procura resguardar das ansiedades e da volatilidade do mercado internacional”, disse a presidente.  ANP  Segundo a ANP, após a notificação, a Petrobras deve apresentar detalhes sobre importações previstas, produtos a serem ofertados, preços de compra e venda, datas de chegada e nome dos navios, e demais informações que aumente a previsibilidade do setor. A agência informou também que, até o momento, não identifica restrições à manutenção das atividades ou à disponibilidade de combustíveis no mercado doméstico, considerando as fontes usuais de suprimento do país e as importações. Agência Brasil

Artesã transforma inspiração no Pantanal em fonte de renda com apoio do Senar/MS

Em Aquidauana, Maria Sibele descobriu no artesanato  um novo olhar sobre a própria vida. Foi a partir do curso de amigurumi do Senar/MS que ela transformou as lembranças da infância em renda e propósito “Menina do Amigurumi”, como é conhecida nas feiras da cidade, passou a dar vida, em cada peça, ao Pantanal que a inspira e, de fato, viver da arte.  “Eu procurava uma forma de renda que eu pudesse ficar em casa para cuidar da minha família e o Senar me proporcionou isso. O curso de amigurumi me permitiu focar nisso, hoje trabalho em casa e consigo cuidar do meu pai e meu filho aqui. O Senar não trouxe somente um artesanato , mas fez eu ver o Pantanal de outra forma, aqui mesmo onde eu moro”, conta. O Transformando Vidas de hoje é uma homenagem aos artesãos, que comemoram o dia alusivo à profissão em 19 de março, confira: A artesã conheceu o mundo do artesanato quando era criança, nas confecções de sua mãe costureira e de sua madrinha crocheteira. Foi acompanhando a família que ela se interessou pela atividade e decidiu aprender mais sobre as técnicas de costura. Com a chegada do curso de amigurumi do Senar/MS, Maria se apaixonou pelo formato e logo colocou em prática. “Quando eu vi a divulgação do curso, me interessei e fiz três em uma semana, para mim aquilo foi um recorde. Hoje consigo fazer uma peça por dia. O Senar é nota 10, as pessoas têm que se espelhar e aproveitar esses cursos trazidos para a sua cidade”, explica. Após aprender o amigurumi, Maria decidiu criar personagens que refletissem a cultura do Pantanal e se inspirou nos próprios pais para criar os bonecos e, assim, nasceu o casal pantaneiro. “O homem chama Alonsito, pois o nome do meu pai é Alonso e a esposa, que faz alusão à minha mãe, está sempre com ele. O homem tem o chapéu, toma tereré, tem laço na mão, cuia e a bomba de alumínio, a faixa pantaneira, a bainha da faca e o tirador”. Foto: Adelino Vargas Além dos bonecos pantaneiros, a produção conta também com araras, capivaras e animais da região, que ela  decidiu personalizar com acessórios e até vestidos de noiva. O trabalho fez que Maria se tornasse conhecida na região pelo seu trabalho com amigurumi e hoje ela participa de diversas feiras de artesanato local e vive do trabalho feito à mão, que permite que ela trabalhe de casa e tenha mais tempo com sua família. “Foi uma transformação para mim que o Senar/MS me trouxe porque,a partir dali, mudou tudo”, destaca. Além do aprendizado das técnicas de amigurumi, ela passou a reparar nas belezas do bioma pantaneiro e conhecer os animais típicos da região, que se tornaram a sua paixão e principal inspiração para o seu trabalho. “Ser artesã é transformar, é uma cultura, porque eu, vivendo dentro do Pantanal, muitas vezes não dava valor e nem via os bichos que estavam em volta. Como artesã consigo enxergar tudo isso com outros olhos, focar na natureza. Ser artesã é ser livre. Descer com a linha, com a agulha, é transformar”, finaliza.  Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Ana Carla Souza*  e Adelino Vargas