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Malha cicloviária de Campo Grande pode crescer 11 km com investimento de R$ 1,2 milhão

Projeto prevê conexão entre regiões e ampliação da estrutura para ciclistas na Capital Campo Grande deve ampliar sua malha cicloviária em mais 11,4 quilômetros, conforme projeto da Prefeitura que ainda será oficializado. A iniciativa prevê investimento de R$ 1,2 milhão para fortalecer a mobilidade urbana voltada aos ciclistas. A proposta tem como objetivo conectar diferentes regiões da cidade, criando novos eixos de deslocamento entre bairros e facilitando o uso da bicicleta como meio de transporte. Trechos estratégicos serão contemplados O novo traçado deve ligar regiões do Anhanduizinho ao Prosa, passando por importantes vias da Capital, como: A ampliação busca integrar áreas já atendidas, tornando o deslocamento mais contínuo e seguro. Cidade se aproxima de 160 km de ciclovias Com a nova etapa, a malha cicloviária da Capital deve alcançar cerca de 160 quilômetros de extensão. Atualmente, a cidade conta com aproximadamente 148 km, considerando: Desafios ainda persistem Apesar do avanço na infraestrutura, ciclistas ainda enfrentam problemas em diferentes pontos da cidade, como: Esses fatores impactam diretamente na segurança e no uso contínuo das vias. Expansão deve continuar Além desse projeto, a Prefeitura prevê novas obras e requalificações com recursos municipais e federais, ampliando gradualmente a infraestrutura cicloviária. A expectativa é consolidar a bicicleta como alternativa viável de mobilidade urbana, com impactos positivos em:

‘Seu Abraço Aquece’ de 2026 terá foco na ampliação das doações e integração de ações sociais em MS

O Governo de Mato Grosso do Sul realiza no domingo (29) o lançamento simbólico da campanha do agasalho ‘Seu Abraço Aquece: Doe calor e faça o bem’. A ação será apresentada durante o lançamento da 4ª Corrida dos Poderes, às 16h30, na Concha Acústica Helena Meireles, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande. Organizada pela SAD (Secretaria de Estado de Administração), a campanha integra, em 2026, um conjunto de iniciativas voltadas ao bem-estar, à saúde e ao voluntariado dos servidores públicos estaduais. Além da campanha do agasalho, fazem parte desse ciclo a Corrida dos Poderes e a campanha de arrecadação de brinquedos para o Natal “Caixa Encantada”. As três ações contam com a primeira-dama do Estado, Mônica Riedel, como mobilizadora. O lançamento oficial da campanha ocorre na quarta-feira (1º), às 8h30, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, com coletiva de imprensa e reunião de trabalho com multiplicadores e secretários estaduais. Na mesma data, serão abertas as inscrições para as entidades interessadas em receber as doações, por meio do site oficial da campanha, com prazo até o dia 24 de abril. As arrecadações seguem até o dia 20 de maio, com pontos de coleta distribuídos em secretarias, autarquias, fundações estaduais e instituições parceiras. Podem ser doados cobertores, roupas, casacos, calçados e acessórios de inverno, novos ou em bom estado. Criada em 2015 a partir de uma iniciativa dos próprios servidores públicos estaduais, a campanha ‘Seu Abraço Aquece’ se consolidou como uma das principais ações solidárias do Estado. Em 2025, foram arrecadadas 161,8 mil peças, destinadas a 333 entidades em 32 municípios. Em 2026, a campanha prevê a ampliação da distribuição de itens para entidades localizadas em municípios do interior do Estado, com o objetivo de alcançar um número maior de famílias em situação de vulnerabilidade social. Segundo o secretário de Estado de Administração, Frederico Felini, a campanha reforça o papel do serviço público na promoção da cidadania. “A campanha ‘Seu Abraço Aquece’ é uma iniciativa que nasceu dos servidores e traduz esse espírito de solidariedade que faz parte do serviço público. Nosso objetivo é ampliar ainda mais esse alcance, envolvendo cada vez mais pessoas e instituições nessa corrente do bem. É aquela máxima de desenvolvimento sustentável, sem deixar ninguém para trás”. A primeira-dama Mônica Riedel destaca a integração das ações como estratégia para fortalecer o sentido de pertencimento nas pessoas. “Quando unimos iniciativas como a corrida, a campanha Seu Abraço Aquece e a Caixa Encantada, ampliamos o impacto social e fortalecemos a cultura do voluntariado. É uma mobilização que envolve servidores e toda a sociedade em torno de um propósito maior, que é cuidar das pessoas. Ao mesmo tempo, as pessoas que são atendidas recebem um item importante que protege a vida, e, mais do que o agasalho, sentem que são parte da sociedade, que outras pessoas se importam e se mobilizam para que elas superem a situação de vulnerabilidade. Faz bem para toda a sociedade”, conclui Mônica. Para o secretário-adjunto de Estado de Administração, Roberto Gurgel, o crescimento das campanhas demonstra a seriedade e organização das ações. “Tanto as campanhas Seu Abraço Aquece e Caixa Encantada, quanto a Corrida dos Poderes, são iniciativas do Poder Executivo em conjunto com os demais poderes públicos e a sociedade. Isso mostra que a atuação coletiva, cada órgão ou entidade assumindo sua responsabilidade como agente de transformação, é o melhor caminho para o avanço social, econômico e humano do nosso Estado. E na SAD, como responsáveis para transversalidade da execução dessas iniciativas estamos a cada campanha, buscando melhorias e ainda mais trabalho em rede”, afirma Gurgel. A campanha conta com uma rede de pontos focais, os ‘multiplicadores de abraços’, em todos os órgãos estaduais e parceiros, responsáveis por mobilizar servidores e organizar as arrecadações internamente, além do apoio de 16 instituições correalizadoras: Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul), Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso do Sul (Anoreg-MS), Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems), Defensoria Pública-Geral do Estado (DPGE), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS), Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MS), Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Faculdade Insted, Ministério Público do Trabalho (MPT), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MS) e Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul). Laiana Horing Nantes, Comunicação SADFoto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo

PrefCG amplia horários e garante mais acesso à cultura

A Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Fundação Municipal de Cultura, publicou no Diário Oficial desta quinta-feira (26), novos horários de funcionamento das unidades culturais em Campo Grande. A medida já está em vigor e organiza o atendimento ao público em regime de escala, com variações entre dias úteis e finais de semana. A iniciativa busca equilibrar a oferta de atividades culturais, com base no Decreto nº 16.556/2026, que estabelece diretrizes para adequação dos horários de funcionamento dos serviços públicos municipais. Com a padronização, algumas unidades passam a abrir aos sábados e até aos domingos, como é o caso do Museu José Antônio Pereira. Já outros espaços mantêm funcionamento ampliado durante a semana, garantindo mais opções de acesso às atividades culturais. Os horários podem ser ajustados conforme a necessidade, mas a proposta é manter o atendimento regular dentro das diretrizes de economia e organização dos serviços culturais do município.Veja os horários de funcionamento das unidades Casa de Cultura Segunda a sexta-feira: 9h às 18hSábado: 9h às 12h Memorial da Cultura Indígena Segunda, quarta e sexta: 7h30 às 13h30Terça e quinta: 7h30 às 17h30Sábado: 8h às 12h Morada dos Baís Terça a sexta-feira: 7h às 17hSábado: 8h às 12h Museu José Antônio Pereira Terça a sexta-feira: 9h às 17hSábado e domingo: 13h às 17h Plataforma Cultural Segunda a sexta-feira: 6h às 18hSábado: 14h às 18h Praça Ary Coelho Segunda a sábado: 7h às 18hDomingos e feriados: fechado

UEMS e parceiros realizam ‘Dias de Campo’ para a difusão de tecnologias no cultivo de amendoim em MS

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) realiza, no mês de abril, dois Dias de Campo dedicados à difusão de tecnologias para a cultura do amendoim. As atividades ocorrerão em áreas experimentais nos municípios de Eldorado (09/04) e Pedro Gomes (23/04), reunindo produtores rurais, técnicos, estudantes e instituições do setor agropecuário. As ações são fruto de uma cooperação entre a UEMS, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), com o apoio estratégico das empresas Agrisolo e Agrisoluções. O objetivo central é transformar a pesquisa científica em soluções práticas que aumentem a produtividade e a rentabilidade do amendoim no Estado. Ciência aplicada ao campo O prof. Dr. Tiago Zoz, pesquisador da UEMS, destaca que os experimentos conduzidos nas duas regiões abordam gargalos reais do produtor, como o arranjo espacial de plantas, o uso de reguladores vegetais e o manejo nutricional com cálcio e boro. “O objetivo é gerar informações consistentes e aplicáveis, que contribuam diretamente para o aumento da produtividade e da rentabilidade da cultura”, afirma. Os participantes poderão conferir de perto o desempenho de cultivares desenvolvidas pelos programas de melhoramento da Embrapa e do IAC. Ainda de acordo com o pesquisador, que também é responsável pelos experimentos, a realização dos eventos em duas localidades distintas é estratégica. “Ao trabalharmos simultaneamente em Eldorado e Pedro Gomes, conseguimos avaliar o desempenho do amendoim em ambientes distintos, o que permite avançar em recomendações mais seguras e ajustadas às diferentes condições do estado”, explica Zoz. Além disso, um diferencial do projeto é a integração com a formação profissional. Os experimentos servem de base para dissertações do Programa de Pós-Graduação em Agronomia (PGAC) e para projetos de iniciação científica. Exemplo disso são os consultores da Agrisolo, Thiago Martins dos Santos e Bruno Aparecido Fronk. Ambos são mestrandos na UEMS e atuam diretamente na validação das tecnologias em condições reais de produção. “Conseguimos transformar os resultados das pesquisas em recomendações técnicas mais seguras para os produtores”, pontua Santos. Para Fronk, “a integração entre a universidade e a empresa nos permite levar soluções mais eficientes, com base científica, para o setor produtivo”. Desenvolvimento regional  A iniciativa também conta com o apoio do Governo do Estado, via Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). O foco é consolidar o amendoim como uma alternativa econômica viável para diversificar a matriz produtiva sul-mato-grossense. O Secretário-Executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Rogério Beretta, reforça que o estado busca protagonismo nacional no setor. “Nosso objetivo é garantir que a inovação tecnológica chegue ao produtor rural, conectando a pesquisa ao campo e consolidando a cultura do amendoim como uma alternativa lucrativa para o desenvolvimento regional e geração de renda”, afirma Beretta. Serviço: Data Local Foco Principal 09 de Abril Eldorado/MS Manejo tecnológico e cultivares 23 de Abril Pedro Gomes/MS Inovação e desenvolvimento regional Público-alvo: Produtores, técnicos, acadêmicos e parceiros do setor.

Campo Grande apresenta ações ambientais em painel da COP15 

Campo Grande participará, nesta quinta-feira (26), durante a Cúpula de Governos Subnacionais e o 2º Encontro Regional Centro-Oeste do Conselho Internacional para Iniciativas Ambientais Locais (ICLEI) Brasil, do painel “CB27: Infraestrutura Verde nas capitais brasileiras como suporte à migração de espécies”. A discussão integra a programação da COP 15.  A participação do município reforça o reconhecimento nacional e internacional das políticas públicas desenvolvidas na área ambiental, especialmente no que diz respeito à arborização urbana e à conservação da biodiversidade.  Serão apresentadas experiências e boas práticas relacionadas à infraestrutura verde como elemento essencial para garantir a conectividade ecológica e apoiar a migração de espécies. A discussão também abordará o papel estratégico das cidades na proteção de habitats naturais, como parques urbanos e áreas de preservação, fundamentais para alimentação, reprodução e descanso de espécies migratórias.  Representando Campo Grande, participam como expositoras a diretora-presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), Berenice Domingues, e a gerente de Arborização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), Dayane Zanela.  A contribuição de Campo Grande será relevante para o debate, segundo a organização do evento, considerando as iniciativas desenvolvidas pela cidade, consolidadas como referência na integração entre planejamento urbano e conservação ambiental.  O painel também reunirá representantes de outras capitais brasileiras, promovendo a troca de experiências e a construção de estratégias conjuntas para fortalecer o papel dos governos locais na agenda climática e de biodiversidade.  Serviço:  Local: Bioparque PantanalEndereço: Av. Afonso Pena, 6277 – Chácara CachoeiraHorário: 11h25 às 12h25 

Combate à dengue é primeiro desafio de coalizão global de saúde

O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (24), que o combate à dengue será o primeiro foco de trabalho da Coalização Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo. A coalizão foi construída pela presidência brasileira do G20 em 2024 e tem como missão promover mundialmente o acesso equitativo a medicamentos, vacinas, terapias, diagnósticos e tecnologias de saúde. Há um olhar especial para países em desenvolvimento, cuja produção e inovação enfrentam mais obstáculos. Os membros do grupo, além do Brasil, são África do Sul, Alemanha, China, França, Indonésia, Reino Unido, Rússia, Turquia, União Europeia e União Africana. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, justificou a escolha da dengue como eixo de ações prioritárias pelo fato de a doença ser endêmica em mais de 100 países e colocar em risco mais da metade da população mundial. A estimativa é de que ocorram entre 100 milhões  e 400 milhões de infecções por ano. “Essa expansão está diretamente relacionada às mudanças climáticas no mundo, que têm provocado o aumento das temperaturas, novo volume de chuvas e níveis mais elevados de umidade: condições favoráveis para a sua transmissão. Assim como ocorre com outras arboviroses, como febre amarela, zika, chikungunya e febre oropouche”, disse o ministro. O ministro citou como exemplo de parcerias internacionais a que envolve a vacina contra a dengue Butantan DV, criada pelo Instituto Butantan, em São Paulo. Um acordo com a empresa chinesa WuXi, anunciado no fim do ano passado, prevê ampliar a capacidade de fornecimento do imunizante para entregar cerca de 30 milhões de doses no segundo semestre de 2026. “Acreditamos e nos movemos por um mundo com menos guerra, menos bomba, menos mortes de crianças, civis e profissionais de saúde. Pelo contrário, com mais vacinas e medicamentos acessíveis”, completou. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) responderá pelo secretariado executivo da coalizão e aposta na experiência internacional para conseguir alcançar os resultados propostos. “Temos elaborado projetos junto a outros países, sobretudo da África e da América Latina, na perspectiva da cooperação estruturante, formando competência local, científica, tecnológica e alguns casos também industrial”, disse Mario Moreira, presidente da Fiocruz. Mario Moreira participa na abertura da Coalizão Global do G20 para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo – Fernando Frazão/Agência Brasil Transferência tecnológica O ministério da Saúde também anunciou que iniciará a produção 100% nacional do medicamento imunossupressor Tacrolimo, que reduz a resposta do sistema imunológico e evita que o organismo rejeite órgãos transplantados. A transferência tecnológica completa foi feita em parceria com a Índia. “Cerca de 120 mil brasileiros recebem hoje o Tacrolimo pelo SUS, um medicamento que custa de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil por mês. Uma pessoa transplantada vai tomar essa medicação ao longo de toda a vida”, disse o ministro. Com a produção nacional, o ministro destaca que os pacientes passam a ter segurança de que o tratamento vai chegar até eles independentemente do que aconteça no mundo. “Em caso de conflito, guerra, pandemia ou interrupção da circulação desse produto, a produção local está totalmente garantida pela nossa fundação pública”. Vacina de RNA Padilha também disse que um novo centro de competência para produzir vacina de RNA mensageiro (mRNA) será instalado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O mRNA é uma molécula que transporta instruções genéticas do DNA. Vacinas feitas com essa tecnologia utilizam apenas o código genético do patógeno (vírus, bactéria, parasita, etc.) para ajudar o corpo a produzir anticorpos. Não usam, portanto, o patógeno enfraquecido ou inativado como em vacinas tradicionais. Padilha explica que o país tem duas plataformas sendo desenvolvidas, uma na Fiocruz e outra no Instituto Butantan. Esses dois centros somam cerca de R$ 150 milhões em investimentos do governo federal. Agora, com o novo centro na UFMG, serão mais R$ 65 milhões investidos para o desenvolvimento dessa tecnologia. “O Brasil passa a ter três instituições públicas produzindo vacinas de RNA mensageiro, o que permitirá não apenas absorver e desenvolver tecnologias para outras doenças, mas também estar preparado para responder rapidamente a novas pandemias ou ao surgimento de novos vírus”, complementou.

Governo destina R$ 15 bi a setores afetados por crises internacionais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória (MP) nº 1.345/2026 que cria linhas de crédito de R$ 15 bilhões do Plano Brasil Soberano, sob a gestão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O texto foi publicado nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União. De acordo com o governo, os recursos visam apoiar as empresas brasileiras exportadoras e aquelas relevantes para a balança comercial nacional em meio a instabilidades geopolíticas, como a atual guerra no Oriente Médio. Também continuam incluídas no plano os exportadores que ainda enfrentam medidas tarifárias impostas pelo governo do Estados Unidos. Lançado em agosto de 2025, o Brasil Soberano foi um pacote de financiamento destinado a empresas exportadoras impactadas pelo tarifaço estadunidense que, na época, impôs tarifas de até 50% para produtos brasileiros vendidos àquele país. No dia 20 de fevereiro, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a decisão do governo Donald Trump, que reagiu impondo tarifa global de 15%. Ainda assim, a alguns setores continuam alvo de tarifas maiores, como a Seção 232, legislação americana, ainda vigente, que possibilita a imposição de tarifas por razões de segurança nacional. Serão até R$ 15 bilhões em recursos que poderão utilizar: o superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), apurado em 31 de dezembro de 2025, inclusive do principal; o superávit financeiro, apurado em 31 de dezembro de 2025, de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda; e outras fontes orçamentárias. Terão direito às linhas de crédito as empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores, como siderúrgico, metalúrgico e automotivo, no segmento de autopeças. Também estão incluídas aquelas que atuam em setores industriais com relevância no comércio exterior brasileiro, como farmacêutico, de máquinas e equipamentos e eletrônicos, além de outros setores importantes, impactados com a falta de fertilizantes devido a conflitos externos. As linhas de crédito vão financiar: capital de giro; aquisição de bens de capital ou investimentos para adaptação da atividade produtiva; investimentos que propiciem a ampliação da capacidade produtiva ou adensamento da cadeia; investimentos em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos; e outras hipóteses, conforme estabelecido em ato conjunto dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As condições, encargos financeiros, prazos e demais normas regulamentadoras das linhas de financiamento serão estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Fazenda e MDIC também definirão os critérios de elegibilidade às linhas de financiamento e demais normas complementares necessárias à implementação. Novo sistema O presidente Lula ainda sancionou a Lei nº 15.359/2026 que cria o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação. O texto, aprovado no início do mês pelo Congresso Nacional, também está publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira. A nova lei visa modernizar o seguro e o financiamento às exportações brasileiras e traz aprimoramentos para a atuação do BNDES. “Uma das alterações mais relevantes incluídas envolve a formalização de normas para financiamento às exportações de serviços pelo BNDES. [A lei] consolida o alinhamento das práticas brasileiras às internacionalmente adotadas e dá segurança jurídica e política ao corpo técnico do banco”, explicou o BNDES, em comunicado. A garantia de maior transparência será adotada com a criação de um portal único para centralizar as informações sobre todas as operações aprovadas. Ainda, uma vez por ano, o BNDES vai apresentar à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal o portfólio de projetos, para ampliar a interlocução e acompanhamento parte dos parlamentares. A nova lei incorpora regra que já constava em normativos internos do banco e que estabelece que países inadimplentes com o Brasil não podem tomar novos empréstimos com o BNDES até a regularização da sua situação. O texto também estabelece mecanismos para incentivar operações que envolvam economia verde e descarbonização. Outra novidade é a possibilidade de cobertura do risco comercial enfrentado pelas micro, pequenas e médias empresas em operações com prazo de até 750 dias na fase de pré-embarque. Até então, o limite era de 180 dias. Por fim, a lei estabelece regras para operacionalizar o Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), instituído em 2012 como um fundo com natureza jurídica de direito privado, criado para dar suporte a exportações brasileiras contra riscos comerciais.

IBGE alerta para quadro preocupante na saúde mental de adolescentes

Três em cada dez estudantes de 13 a 17 anos afirmaram que se sentem tristes sempre ou na maioria das vezes, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Uma proporção semelhante também revelou que já teve vontade de se machucar de propósito. O IBGE entrevistou 118.099 adolescentes que frequentavam 4.167 escolas públicas e privadas de todo o Brasil em 2024, e a amostra é considerada representativa do universo de estudantes do país. O quadro preocupante sobre a saúde mental dessa população inclui ainda 42,9% dos alunos que responderam que se sentem “irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa” e 18,5% que pensam sempre, ou na maioria das vezes, que “a vida não vale a pena ser vivida”. Onde buscar ajuda Adolescentes e seus responsáveis ou quaisquer pessoas com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida devem buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos, educadores e também em serviços de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, é muito importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços de saúde. Serviços de saúde que podem ser procurados para atendimento:  O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias. Desamparo Apesar da gravidade dos números, menos da metade dos alunos frequentava uma escola que oferecia algum tipo de suporte psicológico, proporção que sobe para 58,2% na rede privada e cai para 45,8% na pública. A presença de profissional de saúde mental no quadro de funcionários da escola era ainda mais rara, sendo disponível a apenas 34,1% dos estudantes.  A pesquisa também traz informações sobre a relação desses adolescentes com suas famílias e comunidades, e 26,1% dos estudantes disseram sentir constantemente que “ninguém se preocupa” com eles.  Pouco mais de um terço dos alunos também achava que os pais ou responsáveis não entendiam seus problemas e preocupações e 20% contaram que foram agredidos fisicamente pelo pai, mãe ou responsável, pelo menos uma vez, nos 12 meses anteriores à pesquisa. Saúde mental e gênero Em todos os indicadores, os resultados entre as meninas são mais alarmantes do que entre os meninos. Resposta Meninas Meninos “Sentem-se tristes sempre ou na maiorias das vezes” 41% 16,7% “Já tiveram vontade de se machucar de propósito” 43,4% 20,5% “Se sentem irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa” 58,1% 27,6% “Pensam sempre, ou na maioria das vezes, que a vida não vale a pena ser vivida” 25% 12% “Acham que os pais ou responsáveis não entendem suas preocupações” 39,7% 33,5% “Acreditam que ninguém se preocupa com eles” 33% 19% Autoagressões A partir da amostra, o IBGE calculou que cerca de 100 mil estudantes brasileiros tiveram alguma lesão autoprovocada nos 12 meses anteriores à pesquisa, o que equivale a 4,7% de todos que sofreram algum acidente ou lesão no período analisado.  Entre eles, todos os indicadores são consideravelmente mais altos: As meninas também apresentam maior proporção de lesões autoprovocadas. Entre aquelas que sofreram algum ferimento, 6,8% se machucaram de propósito, contra 3% entre os meninos.   “A criação de políticas públicas que contemplem essas diferenças entre os sexos é importante e urgente, para que as mulheres do país possam manter seu bem-estar e sua capacidade inegável de contribuição para a economia, para a sociedade e para o Estado brasileiro”, defendem os pesquisadores.  Imagem corporal O nível de satisfação com a própria imagem corporal caiu para todos os estudantes desde a última edição da pesquisa, em 2019, de 66,5% para 58%. A situação é pior entre as alunas.  Mais de um terço delas se disse insatisfeita com a própria aparência, contra menos de um quinto dos meninos. Além disso, apesar de 21% das alunas se considerarem gordas ou muito gordas, mais de 31% revelaram que estavam tentando perder peso. Ambas as proporções foram maiores entre o gênero feminino.

Sesau inicia vacinação contra a gripe nesta semana e promove Dia D no sábado

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande dá início, nesta semana, à campanha de vacinação contra a Influenza (gripe). A aplicação das doses começa oficialmente nas unidades de saúde a partir de quinta-feira, 26 de março, após a conclusão da logística de distribuição dos imunizantes. Ao todo, o município recebeu 25,2 mil doses, que estão sendo encaminhadas gradualmente às unidades desde o início da semana. A entrega ocorre de forma escalonada, por distrito, para garantir que todos os pontos estejam abastecidos antes da abertura oficial da campanha. Esse processo é necessário para evitar falta de vacinas e assegurar atendimento à população em todas as regiões da cidade. Por isso, mesmo com a chegada das doses, há um intervalo até o início da vacinação. Plantão especial e Dia D Como parte da mobilização, a Sesau realiza neste sábado, 28 de março, o Dia D de vacinação contra a gripe, com plantão especial em 13 unidades de saúde e também no Shopping Norte Sul. A ação tem como objetivo ampliar o acesso da população à vacina e reforçar a proteção antes do período de maior circulação do vírus. Durante o plantão de sábado e domingo, a vacinação será exclusiva contra a influenza. A orientação é que a população não procure as unidades para atualização da carteira vacinal, já que o foco será exclusivamente a imunização contra a gripe, o que pode gerar maior tempo de espera. A campanha é voltada para os seguintes grupos prioritários: Objetivo da campanha A vacinação contra a influenza tem como principal objetivo reduzir complicações, internações e mortes causadas pelo vírus, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. Além disso, a campanha busca diminuir a sobrecarga nos serviços de saúde e ampliar o acesso da população à imunização. A Sesau reforça que a vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção e proteção coletiva. A orientação é que o público-alvo procure a unidade de saúde mais próxima ou um dos pontos do plantão no sábado para garantir a dose.

Investimento de R$ 12 mi leva pavimentação e drenagem a bairros da capital

A Prefeitura de Campo Grande autorizou a execução de obras de drenagem e pavimentação no Jardim Centenário e no Complexo Tiradentes (Jardim Jerusalém/Estrela Parque). O investimento ultrapassa R$ 12 milhões. Ao todo, serão R$ 5,8 milhões destinados ao Jardim Centenário e R$ 6,1 milhões ao Complexo Tiradentes, com recursos do Tesouro Municipal e de convênios federais. A licitação será publicada em diário oficial. “Essas obras representam mais dignidade para quem vive nessas regiões. Estamos levando infraestrutura, segurança e qualidade de vida, reduzindo problemas históricos como alagamentos e melhorando o dia a dia das famílias”, afirma a prefeita Adriane Lopes. As intervenções incluem drenagem de águas pluviais, terraplenagem, pavimentação asfáltica, recapeamento, implantação de calçadas com acessibilidade e sinalização viária. O prazo de execução é de 180 dias, sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). A proposta é melhorar a mobilidade, garantir o escoamento adequado da água da chuva e tornar as vias mais seguras para motoristas e pedestres.