A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de lotes específicos de dois medicamentos utilizados no tratamento de doenças que exigem acompanhamento médico. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (6) e envolve o Imaavy 300 mg, indicado para uma forma de anemia, e o Lizbi 2 mg/ml, um antibiótico administrado por via intravenosa.
As medidas foram adotadas após a identificação de problemas relacionados à qualidade e à segurança dos produtos. As determinações atingem apenas os lotes especificados pela agência, e não todos os medicamentos comercializados com esses nomes. AnvisaLegis
Medicamento contra anemia pode conter partículas de vidro
O primeiro recolhimento envolve o Imaavy 300 mg, da Janssen-Cilag Farmacêutica, empresa do grupo Johnson & Johnson.
O medicamento é utilizado no tratamento da anemia hemolítica autoimune por anticorpos quentes, uma condição em que o sistema imunológico ataca os próprios glóbulos vermelhos do organismo.
A determinação da Anvisa atinge o lote JNYJ1201.
Segundo a resolução, a própria fabricante iniciou o recolhimento voluntário após identificar a possibilidade de presença de partículas de vidro no interior dos frascos.
A medida tem caráter preventivo e busca evitar a utilização de unidades que possam apresentar risco aos pacientes.
Com a decisão, ficam suspensos a comercialização, a distribuição e o uso do lote afetado. AnvisaLegis
Antibiótico apresenta problema de esterilidade
O segundo medicamento é o Lizbi 2 mg/ml, fabricado pela Halex Istar Indústria Farmacêutica.
O produto é um antibiótico administrado por infusão intravenosa, utilizado em tratamentos que exigem acompanhamento profissional.
Nesse caso, a determinação atinge o lote 0000207107.
De acordo com a Anvisa, foi confirmada uma falha de qualidade relacionada à perda de esterilidade da solução, provocada pelo comprometimento da integridade da embalagem primária.
A esterilidade é uma condição essencial para medicamentos administrados diretamente na corrente sanguínea, pois ajuda a prevenir a introdução de microrganismos no organismo.
A agência determinou o recolhimento do lote e suspendeu sua comercialização, distribuição, exportação e utilização. AnvisaLegis
O que fazer se o medicamento pertencer a um dos lotes?
Pacientes, familiares e profissionais de saúde devem verificar a identificação do lote na embalagem do medicamento.
Caso o produto corresponda a um dos lotes afetados, ele não deve ser utilizado.
A orientação é entrar em contato com o estabelecimento de saúde responsável pelo fornecimento ou com o fabricante para receber informações sobre a substituição e os procedimentos de recolhimento.
Pacientes em tratamento não devem interromper ou substituir medicamentos por conta própria. É fundamental procurar a equipe médica responsável para garantir a continuidade da assistência com um produto adequado.
Recolhimento não significa proibição de todos os lotes
É importante destacar que as medidas anunciadas pela Anvisa são direcionadas a lotes específicos.
Isso significa que outros lotes dos mesmos medicamentos não estão automaticamente incluídos nas restrições.
O recolhimento é uma ferramenta de vigilância sanitária utilizada quando são identificadas irregularidades que podem comprometer a qualidade, a eficácia ou a segurança de produtos disponíveis no mercado.
A fiscalização busca impedir que medicamentos com possíveis falhas continuem sendo distribuídos ou administrados aos pacientes.
Confira os lotes afetados
Imaavy 300 mg
- Fabricante: Janssen-Cilag Farmacêutica
- Lote: JNYJ1201
- Problema: possibilidade de partículas de vidro nos frascos
- Medida: recolhimento voluntário e suspensão da comercialização, distribuição e uso
Lizbi 2 mg/ml
- Fabricante: Halex Istar
- Lote: 0000207107
- Problema: perda de esterilidade devido ao comprometimento da embalagem
- Medida: recolhimento e suspensão da comercialização, distribuição, exportação e uso
As determinações fazem parte das ações de fiscalização sanitária da Anvisa para reduzir riscos associados à utilização de medicamentos com desvios de qualidade.
Categoria: Saúde
Referências: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Diário Oficial da União — Resolução RE nº 3.947, de 2 de outubro de 2026; Campo Grande News; Poder360.