A crise financeira da Santa Casa de Campo Grande se agravou e já começou a afetar diretamente o atendimento à população. O hospital anunciou a suspensão das cirurgias eletivas e acionou a Justiça para garantir o repasse de R$ 26,5 milhões que, segundo a instituição, são devidos pelo Governo do Estado e pela Prefeitura de Campo Grande.
De acordo com a direção do hospital, a falta de recursos compromete a compra de medicamentos, insumos e materiais cirúrgicos, além de dificultar o pagamento das equipes médicas. O cenário levou profissionais de diversas especialidades a cogitarem uma demissão coletiva, o que pode impactar ainda mais os serviços prestados.
Entre as áreas afetadas estão cardiologia intervencionista, urologia, ortopedia, radiologia intervencionista, ultrassonografia e psiquiatria. As cirurgias eletivas suspensas incluem procedimentos gerais, pediátricos, cardíacos e vasculares. Apenas os atendimentos de hematologia, oncologia e transplante renal seguem normalmente devido à alta complexidade dos pacientes.
A Santa Casa também pede que a Justiça prorrogue por mais 30 dias o atual convênio com o poder público, enquanto aguarda a regularização dos valores atrasados. O hospital afirma que enfrenta um déficit acumulado provocado pela falta de atualização dos repasses e defende a revisão do contrato para garantir a continuidade dos atendimentos.