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Projeto em Campo Grande transforma resíduos em 40 toneladas de adubo orgânico

Iniciativa une sustentabilidade, produção de alimentos saudáveis e educação ambiental, beneficiando hortas comunitárias e moradores da Capital

O reaproveitamento de resíduos orgânicos tem se transformado em uma importante ferramenta de sustentabilidade em Campo Grande. Por meio do Projeto Solo Fértil, o Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) produz, em média, 40 toneladas de adubo agroecológico por ciclo, contribuindo para a preservação ambiental e o fortalecimento da agricultura urbana.

A iniciativa funciona na Unidade Técnica de Agricultura Urbana (UTA), localizada na Rua Santana, nº 1.750. O espaço possui aproximadamente 1.200 metros quadrados e reúne atividades de compostagem, cultivo de alimentos e educação ambiental.

O processo utiliza resíduos orgânicos que passam por uma transformação natural até se tornarem fertilizante. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (13), o processo leva cerca de 40 dias para produzir o composto, que pode ser utilizado no enriquecimento do solo e no cultivo de hortaliças, frutas e legumes.

Sustentabilidade que beneficia a população

Além de evitar que materiais orgânicos sejam descartados em aterros sanitários, o projeto contribui para reduzir impactos ambientais e incentivar práticas agrícolas sustentáveis.

O adubo produzido é utilizado nas hortas da própria unidade, em espaços pedagógicos e em cooperativas, além de ser disponibilizado à comunidade para melhorar a fertilidade do solo.

A produção também fortalece ações sociais desenvolvidas pelo FAC. Parte dos alimentos cultivados no espaço é destinada a iniciativas de apoio alimentar, contribuindo para o acesso de famílias em situação de vulnerabilidade a uma alimentação mais saudável.

Educação ambiental na prática

A unidade também funciona como ambiente de aprendizado, promovendo orientações sobre compostagem, agricultura urbana e implantação de hortas em escolas e outros espaços comunitários.

A proposta é mostrar que materiais frequentemente considerados lixo podem ganhar uma nova finalidade, transformando-se em recursos para a produção de alimentos.

O trabalho demonstra como iniciativas locais podem unir preservação do meio ambiente, responsabilidade social e incentivo à alimentação saudável, ampliando os benefícios da sustentabilidade para a população de Campo Grande.

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