O Governo de Mato Grosso do Sul publicou novas regras para orientar a produção de carne sustentável e orgânica no Pantanal, com critérios mais detalhados voltados ao manejo do rebanho, infraestrutura das propriedades e controle ambiental.
As mudanças foram divulgadas no Diário Oficial do Estado e envolvem ações conjuntas da Secretaria de Estado de Fazenda e da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação.
Entre as principais exigências, estão práticas obrigatórias de conservação dos recursos naturais, como o uso adequado da água, medidas de prevenção à erosão e manejo correto de resíduos, com o objetivo de evitar a contaminação do solo e dos rios.
O texto também reforça regras mais rígidas para o bem-estar animal, incluindo controle de lotação, garantia de alimentação adequada e ações para reduzir o estresse dos animais durante o manejo e o transporte.
Outro ponto central é a rastreabilidade do rebanho. Os produtores deverão realizar a identificação individual dos animais desde os primeiros meses de vida, além de cumprir protocolos sanitários, como vacinação, controle de doenças e acompanhamento técnico especializado.
Na parte de infraestrutura, passam a valer critérios específicos para armazenamento de insumos, funcionamento de confinamentos e destinação adequada de resíduos. Também são exigidas a regularização ambiental das propriedades e o cumprimento das normas trabalhistas e de segurança no campo.
As novas diretrizes fazem parte de uma estratégia para alinhar a produção do Pantanal às exigências de mercados mais rigorosos, especialmente no exterior, que demandam garantias de sustentabilidade e origem responsável.
Com isso, o Estado busca fortalecer a competitividade da carne pantaneira, conciliando produtividade com conservação ambiental.