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Furto de celulares preocupa em MS; saiba como proteger seus dados e evitar prejuízos

Mais de 6 mil aparelhos foram roubados ou furtados no Estado em 2025; medidas simples podem dificultar o acesso a contas bancárias, redes sociais e informações pessoais

O celular deixou de ser apenas um aparelho de comunicação e passou a concentrar boa parte da vida digital das pessoas. Contas bancárias, e-mails, redes sociais, fotos, documentos e aplicativos com informações pessoais estão a poucos toques de distância.

Por isso, quando um aparelho é roubado ou furtado, o prejuízo pode ir muito além do valor do telefone.

Em Mato Grosso do Sul, 6.101 celulares foram roubados ou furtados em 2025, segundo dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Apesar do número elevado, houve redução de 14,6% em comparação com 2024, quando 7.087 aparelhos foram levados no Estado.

Furtos representam a maioria dos casos

Dos 6.101 aparelhos levados em Mato Grosso do Sul no ano passado, 4.614 foram furtados e 1.487 roubados.

Os furtos apresentaram redução de 12,1% em relação ao ano anterior, enquanto os roubos diminuíram 21,4%.

Considerando os dois tipos de crime, a taxa estadual ficou em 208,6 aparelhos roubados ou furtados a cada 100 mil habitantes.

Em número de ocorrências policiais, foram 5.664 registros em 2025, contra 6.631 no ano anterior. A quantidade de aparelhos pode ser superior à de ocorrências porque um mesmo boletim pode envolver mais de um celular.

Prejuízo pode continuar depois do crime

A preocupação não termina quando o criminoso leva o aparelho. Dependendo das configurações de segurança, quem consegue desbloquear o celular pode tentar acessar contas bancárias, aplicativos de pagamento, e-mails, redes sociais e serviços de mensagens.

O e-mail merece atenção especial porque, em muitos serviços, é por meio dele que o usuário consegue redefinir outras senhas.

Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha mostrou que 78,8% dos brasileiros têm medo de ter o celular roubado ou furtado. Outros 83,2% disseram temer golpes praticados pela internet ou pelo aparelho.

Como proteger o celular antes de um furto ou roubo

Algumas medidas podem dificultar o acesso de terceiros às informações armazenadas no aparelho.

O primeiro cuidado é utilizar senha de bloqueio forte, além de biometria ou reconhecimento facial quando disponíveis. Combinações simples e facilmente associadas ao proprietário devem ser evitadas.

Também é importante ativar previamente os recursos que permitem localizar, bloquear ou apagar o conteúdo do celular remotamente.

Aplicativos bancários, e-mails e outros serviços com informações sensíveis devem contar com proteções adicionais sempre que possível, como autenticação em dois fatores.

Outra recomendação é guardar o IMEI, número que identifica individualmente o aparelho. O código pode ser encontrado na caixa, na nota fiscal, nas configurações do telefone ou por meio do comando *#06# no teclado de chamadas.

Celular Seguro é uma das ferramentas disponíveis

O Governo Federal disponibiliza gratuitamente o programa Celular Seguro, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A ferramenta permite cadastrar previamente o aparelho e uma pessoa de confiança. Em caso de roubo, furto ou perda, é possível emitir um alerta para agilizar medidas de proteção junto às empresas e instituições participantes.

O programa oferece diferentes alternativas para restringir o uso do aparelho após uma ocorrência. Por isso, o usuário deve verificar as características de cada modalidade antes de emitir o alerta.

O ideal é fazer o cadastro antes de qualquer problema acontecer, evitando ter que descobrir como utilizar o serviço justamente no momento de maior preocupação.

O que fazer se o celular for levado?

Caso o aparelho seja roubado ou furtado, agir rapidamente pode diminuir os riscos de prejuízos adicionais.

Entre as principais providências estão comunicar a operadora, proteger as contas bancárias e cartões vinculados ao aparelho e alterar as senhas dos principais serviços utilizados.

É recomendável começar pelo e-mail principal, especialmente quando ele é utilizado para recuperação de outras contas. Em seguida, devem ser protegidos aplicativos de mensagens, redes sociais e demais serviços importantes.

Também é necessário registrar boletim de ocorrência e informar corretamente os dados do aparelho sempre que possível, incluindo o IMEI.

Os recursos de localização do próprio sistema operacional também podem permitir o bloqueio ou apagamento remoto das informações.

Atenção também na compra de celular usado

Os cuidados não são necessários apenas para quem teve o telefone levado.

Antes de comprar um celular usado, é importante verificar sua procedência e consultar se existe alguma restrição associada ao IMEI do aparelho.

Ferramentas oficiais permitem verificar registros relacionados a roubo, furto ou extravio, reduzindo o risco de o consumidor adquirir um equipamento irregular.

Preço muito abaixo do praticado no mercado, ausência de nota fiscal ou dificuldade do vendedor em informar a procedência do aparelho também devem servir de alerta.

Brasil registrou quase 800 mil ocorrências

O problema atinge todo o país. Em 2025, o Brasil registrou 792.284 ocorrências de roubo e furto de celulares, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

O número representa uma redução de 7,7% em comparação ao ano anterior, mas ainda revela a dimensão desse tipo de crime no país.

Com cada vez mais informações pessoais concentradas nos smartphones, medidas preventivas se tornam fundamentais. Proteger senhas, ativar recursos de segurança e saber como agir rapidamente após um roubo ou furto pode evitar que a perda do aparelho se transforme também em prejuízo financeiro e exposição de dados pessoais.

Fontes: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Ministério da Justiça e Segurança Pública, Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

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