Secretário Lucas Bitencourt representou a Capital em intercâmbio com gestores de sete cidades brasileiras. Formação reuniu experiências sobre novas tecnologias, qualificação de professores e modernização da gestão escolar, sem custos de viagem para a Prefeitura, segundo o secretário.
A educação pública de Campo Grande esteve representada em uma missão internacional realizada em Xangai, na China, entre os dias 8 e 18 de outubro. A iniciativa reuniu gestores educacionais de diferentes capitais brasileiras em uma programação voltada à inovação, à formação de professores e ao uso de novas tecnologias no ambiente escolar.
O secretário municipal de Educação, Lucas Henrique Bitencourt, participou da imersão, que proporcionou contato com experiências internacionais de gestão educacional e metodologias de ensino.
A missão, denominada Diálogos Formativos, foi promovida pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela East China Normal University (ECNU), em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação das Capitais (Consec), com apoio técnico e institucional da Unesco Brasil.
A proposta foi ampliar o intercâmbio de conhecimentos entre Brasil e China e apresentar experiências que possam contribuir para o aperfeiçoamento das redes públicas de ensino.
Campo Grande entre sete capitais brasileiras representadas
A participação de Campo Grande integrou uma agenda internacional com representantes das redes municipais de Educação de Aracaju, Belém, Goiânia, Macapá, Porto Velho e Salvador.
A programação foi desenvolvida principalmente na East China Normal University, instituição chinesa reconhecida por sua atuação na formação de professores e gestores educacionais.
Durante a imersão, os participantes tiveram acesso a discussões sobre governança, liderança educacional, utilização de dados na gestão pública, formação docente e aplicação da inteligência artificial na educação.
Também foram programadas visitas técnicas a escolas e instituições de ensino chinesas, permitindo conhecer diferentes experiências relacionadas à organização escolar e ao desenvolvimento de práticas pedagógicas.
A participação de gestores de diversas capitais brasileiras também favoreceu a troca de informações sobre desafios comuns enfrentados pelas redes municipais.
Inteligência artificial e formação de professores estiveram entre os principais temas
Com o tema Educação e Gestão Impulsionadas pela Inteligência Artificial, a missão dedicou parte de suas atividades às transformações tecnológicas que vêm modificando a maneira de ensinar, aprender e administrar instituições de ensino.
Entre os assuntos abordados estiveram a inteligência artificial generativa, a utilização de dados para avaliação educacional, o desenvolvimento profissional dos professores e novas estratégias de gestão.
O intercâmbio permitiu aos participantes conhecer diferentes formas de utilização de recursos tecnológicos no planejamento pedagógico e no acompanhamento dos processos de aprendizagem.
Para Campo Grande, o contato com essas experiências representa a possibilidade de avaliar novas ferramentas e práticas que possam contribuir para o trabalho desenvolvido nas escolas municipais.
A eventual aplicação dessas iniciativas dependerá de estudos técnicos e da adaptação às necessidades da Rede Municipal de Ensino.
Lucas Bitencourt destaca oportunidade de aprendizado
Ao comentar sua participação na missão internacional, o secretário Lucas Bitencourt ressaltou a importância do intercâmbio de experiências para ampliar os conhecimentos sobre educação pública.
Em declaração divulgada no início da programação, ele afirmou:
“Participar desta imersão em Xangai é uma grande oportunidade de aprendizado e troca de experiências.”
O secretário também agradeceu às instituições organizadoras e destacou a intenção de conhecer práticas relacionadas à gestão, à inovação e à inteligência artificial que possam contribuir para o desenvolvimento da educação de Campo Grande.
Sua participação integrou uma iniciativa coletiva de formação destinada a gestores públicos, com foco na identificação de experiências internacionais que possam ser estudadas e adaptadas à realidade das capitais brasileiras.
Viagem à China não teve custos para a Prefeitura, informa secretário
Outro ponto esclarecido pelo secretário foi o financiamento da viagem internacional.
Em resposta encaminhada ao portal TopMídiaNews, Lucas Bitencourt informou que a participação foi custeada pelas instituições organizadoras, sem despesas para os cofres municipais.
Segundo ele, a Fundação Getulio Vargas ficou responsável pelas passagens aéreas internacionais, enquanto a East China Normal University custeou hospedagem, alimentação, transporte local, formação e visitas técnicas.
Lucas também esclareceu que foi o único representante da Prefeitura de Campo Grande na missão, sem a formação de uma comitiva municipal.
Experiências poderão contribuir para a Rede Municipal de Ensino
A Rede Municipal de Ensino de Campo Grande atende mais de 100 mil estudantes, distribuídos entre escolas e unidades de educação infantil.
O contato com experiências internacionais abre possibilidades de estudo em diferentes áreas, incluindo formação continuada de professores, uso responsável da inteligência artificial, acompanhamento da aprendizagem e modernização dos processos de gestão escolar.
Entre os potenciais benefícios dessas iniciativas estão a ampliação dos recursos disponíveis para os educadores, o aprimoramento do planejamento pedagógico e a utilização de informações para identificar necessidades de aprendizagem.
Entretanto, o secretário esclareceu que ainda não existem projetos, metas ou prazos oficialmente definidos para implementar mudanças decorrentes da viagem.
Segundo Lucas, as experiências conhecidas durante a missão poderão passar por avaliação técnica da Secretaria Municipal de Educação, considerando sua viabilidade e adequação à realidade das escolas da Capital.
Intercâmbio amplia diálogo sobre o futuro da educação
A participação de Campo Grande na missão internacional integra um movimento de cooperação entre gestores públicos interessados em conhecer experiências educacionais desenvolvidas em diferentes países.
Além das discussões sobre inteligência artificial, a programação abordou aspectos da formação docente, da avaliação educacional e da organização das redes de ensino.
Para a Capital, a experiência oferece referências que poderão subsidiar estudos e futuras decisões sobre políticas educacionais.
Com o encerramento da programação em 18 de outubro, a próxima etapa será avaliar de que maneira os conhecimentos adquiridos poderão ser aproveitados na rede municipal.
A experiência internacional amplia o repertório técnico da gestão, enquanto os possíveis resultados para professores e estudantes dependerão das iniciativas que vierem a ser desenvolvidas em Campo Grande.
Fontes: Conselho Nacional de Secretários de Educação das Capitais (Consec); Fundação Getulio Vargas (FGV); Correio do Estado; A Crítica; Morena News; TopMídiaNews — outubro de 2026.