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Omeprazol pode causar demência? Entenda o que dizem os especialistas

O omeprazol, um dos medicamentos mais prescritos para refluxo e gastrite, voltou ao centro do debate após estudos sugerirem uma possível ligação com o risco de demência. No entanto, especialistas afirmam: não há comprovação científica de que o uso de omeprazol cause Alzheimer ou outras formas de demência. 💊 De onde vem essa preocupação Os medicamentos conhecidos como inibidores de bomba de prótons (IBPs) — grupo que inclui omeprazol, pantoprazol, esomeprazol e lansoprazol — atuam reduzindo a acidez estomacal.Um estudo alemão publicado em 2014 no JAMA Neurology observou uma associação estatística entre o uso prolongado desses fármacos e uma maior incidência de demência em idosos.Contudo, a pesquisa não comprovou relação de causa e efeito, apenas uma correlação — ou seja, não significa que o medicamento cause a doença. “Esses estudos mostraram associação, não causa. A maioria dos pacientes avaliados já tinha outros fatores de risco para demência, como idade avançada, diabetes e hipertensão”, explica Dr. Diogo Haddad, neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 🧩 Por que o omeprazol pode afetar a cognição indiretamenteA hipótese mais aceita entre os médicos é que o uso prolongado do omeprazol pode reduzir a absorção de vitamina B12, importante para a saúde do sistema nervoso.A deficiência crônica dessa vitamina está relacionada a problemas de memória, atenção e até neuropatia, o que poderia confundir os diagnósticos. “O uso diário por muitos anos pode estar associado a pior desempenho de memória, principalmente em idosos, que costumam tomar vários remédios ao mesmo tempo — o que também afeta a cognição”, observa a endocrinologista Alessandra Rascovski, diretora médica da Atma Soma. ⚠️ Riscos reais do uso prolongado Embora o risco de demência não seja comprovado, o uso contínuo de IBPs pode trazer outros efeitos adversos, como: Segundo o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Lucas Nacif, da clínica Hepatoclin, o segredo está na duração e na supervisão médica: “Quando o uso é bem indicado e acompanhado, os riscos são mínimos. O problema está na automedicação e no uso contínuo sem necessidade clínica.” 🍽️ Como reduzir riscos Usar sob prescrição médica. Evite tomar omeprazol por conta própria. “Apesar de seguro, o omeprazol deve ser usado com responsabilidade. A medicação é um apoio, não uma solução permanente”, reforça Nacif. 📲 Resumo prático ✅ Omeprazol não causa demência comprovadamente.⚠️ O uso prolongado pode levar à deficiência de B12 e afetar a cognição indiretamente.💊 Use sob orientação médica e, se possível, sob demanda.🥗 Adote mudanças no estilo de vida para tratar a causa do refluxo.

Câncer de mama: verdades e mentiras que toda mulher precisa saber

Mitos sobre anticoncepcionais, sutiã apertado e nódulos ainda confundem muitas mulheres. Mastologista esclarece o que é fato e o que é boato quando o assunto é câncer de mama.  Outubro está terminando, mas a conscientização sobre o câncer de mama deve ser constante, isso porque mesmo com informações acessíveis, ainda há muitas dúvidas sobre o assunto: Será que o uso de anticoncepcional aumenta o risco da doença? Pancadas no seio podem causar câncer? E quem não tem casos na família, precisa se preocupar?  Para esclarecer o que é verdade e o que é mentira, a mastologista a mastologista da Unimed Campo Grande, Dra. Thais Regina Daltoe respondeu às principais perguntas sobre o tema.  Quem não tem casos de câncer na família não precisa se preocupar Mentira. A maior parte, na verdade, em torno de 90% dos cânceres de mama, são aleatórios, causados por hábitos de vida e não por relação com a família. Os casos de mutação genética giram em torno de 10%, de acordo com a maior parte dos estudos. Então, pelo contrário, a população inteira precisa se cuidar e quem tem casos de câncer na família tem que se cuidar mais do que os outros.  Reposição hormonal durante a menopausa pode causar câncer de mama Raramente. A reposição hormonal durante a menopausa é associada com um pequeníssimo aumento do risco de câncer de mama. No entanto, esse risco é muito baixo, principalmente nos primeiros anos. O principal problema é que esse risco é cumulativo, ou seja, a cada ano de uso ele se soma e, com isso, a partir de 5 a 7 anos pode aumentar um pouco mais o risco. Nos primeiros anos, quando a maioria das mulheres precisa da reposição para combater os sintomas da menopausa, o risco é muito baixo. A reposição pode ser usada com tranquilidade, mas deve ter início e fim definidos pelo médico.  Todo nódulo no seio é sinal de câncer de mama Mentira. A maior parte dos nódulos dos seios é benigna. Porém, para diferenciar corretamente, é necessário realizar os exames indicados e a consulta com um mastologista.  Sobrepeso e obesidade são considerados fatores de risco Verdade. O sobrepeso e a obesidade estão cada vez mais relacionados a um risco aumentado da doença. Manter-se mais magra, principalmente após a menopausa, aliado à prática regular de atividade física e alimentação saudável, é protetor. A gordura corporal produz hormônios que estimulam o tecido mamário, o que aumenta o risco de câncer, especialmente após a menopausa.  Sutiã apertado e pancadas no seio podem causar câncer de mama Mentira. Estudos já mostraram que sutiãs mais ou menos apertados, com aro ou sem aro não interferem no risco da doença. Da mesma forma, pancadas nos seios não causam câncer de mama. O que pode acontecer é a mulher dar mais atenção após a pancada e perceber um nódulo que já estava lá antes.  O uso do anticoncepcional oral pode causar câncer de mama Raramente. Estudos populacionais fora do Brasil citam nas estatísticas que quem já utilizou algum método anticoncepcional hormonal, em algum momento da vida, tem o risco levemente aumentado em relação a quem nunca utilizou nenhum método hormonal de anticoncepção. Por isso, o uso de anticoncepcional oral, injetável ou DIU com hormônio aumenta minimamente o risco de desenvolver a doença e esse aumento mínimo pode ser facilmente combatido com atividade física regular e hábitos de vida mais saudáveis.  Fazer autoexame nas mamas descarta a necessidade da mamografia Mentira. O autoexame serve como ferramenta de autoconhecimento e para detectar alterações entre as mamografias de rotina. Ele não substitui o exame, mas ajuda a identificar mudanças precoces, o que facilita o diagnóstico. Lembrando que ao notar um nódulo é preciso procurar um médico o mais rápido possível.  Homens também podem desenvolver câncer de mama Verdade. Embora seja raro, o câncer de mama também pode atingir homens. No entanto, a incidência é muito mais rara e, geralmente, tem associação com mutações genéticas. Como é menos comum, o autoexame é suficiente para detectar alterações, qualquer nódulo, mesmo pequeno, é palpável. Neste caso, é preciso procurar um médico para confirmar o diagnóstico.  Hábitos saudáveis podem reduzir o risco de desenvolver câncer de mama Verdade. Alimentação equilibrada, prática de atividade física (pelo menos 150 minutos por semana, o equivalente a pelo menos 30 minutos 5 dias por semana), ingestão adequada de água, evitar álcool e cigarro. Todos esses hábitos reduzem ativamente o risco de câncer de mama. A prática regular de exercícios, inclusive, pode diminuir o risco em até 30%, mesmo em mulheres com alto risco ou que já trataram a doença. 

Anvisa proíbe duas substâncias utilizadas em unhas em gel

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a utilização de duas substâncias que podem estar presentes em produtos usados para fazer unhas ou esmaltação em gel, que precisam ser expostos à luz ultravioleta ou LED. As substâncias são o TPO (óxido de difenil [2,4,6-trimetilbenzol] fosfina) e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), também conhecido como dimetiltolilamina (DMTA). A resolução foi aprovada nesta quarta-feira (29). O objetivo é proteger a saúde das pessoas que utilizam esses produtos e principalmente dos profissionais que trabalham com eles. Segundo a Anvisa, o DMPT pode causar câncer em humanos e o TPO é tóxico para a reprodução e pode prejudicar a fertilidade. “Com a decisão, o Brasil se alinha aos padrões de segurança da União Europeia, que também baniu recentemente esses ingredientes. A medida impede que produtos considerados inseguros em outros países sejam comercializados aqui. A proibição das duas substâncias se aplica a qualquer produto cosmético”, diz a agência em nota. Segundo a resolução, a fabricação, a importação e a concessão de novos registros ou notificações para produtos que contenham TPO ou DMPT estão proibidas imediatamente. No comércio, as empresas e estabelecimentos têm 90 dias para parar de vender ou utilizar os produtos que já estão no mercado.  Após esse prazo, todos os registros e notificações desses produtos serão cancelados pela Anvisa. As empresas responsáveis deverão realizar o recolhimento daqueles que ainda estiverem em lojas e distribuidoras. “Ainda que o risco ocupacional seja mais intenso, usuárias e usuários também estão sujeitos aos efeitos nocivos decorrentes da exposição, reforçando sua dimensão social. Diante desse cenário, é dever do Estado atuar preventivamente, evitando a perpetuação de risco sabidamente evitável”, afirmou a relatora da norma, a diretora Daniela Marreco. Ela reforçou ainda que os eventos adversos dessas substâncias estão, em geral, associados a exposições repetidas e prolongadas, de modo que contatos ocasionais ou pouco frequentes representam risco significativamente menor.  “Contudo, não afasta a necessidade de uma medida tempestiva de proibição dessas substâncias, cumprindo nosso papel de proteção da saúde com a edição da medida de precaução ora proposta”, disse.

Identificar os sinais de AVC e procurar ajuda imediata pode salvar vidas 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) continua sendo uma das principais causas de morte e incapacidade em todo o mundo. Ele ocorre quando a circulação de sangue no cérebro é interrompida e, quanto mais tempo o órgão fica sem oxigênio, maior o risco de sequelas graves.  Segundo o neurologista Dr. Gabriel Pereira Braga, coordenador do Serviço de Neurologia do Hospital Unimed Campo Grande, o AVC pode atingir qualquer faixa etária, de crianças a idosos, embora seja mais comum a partir dos 60 anos.  “O que chama atenção é o aumento dos casos entre pessoas mais jovens e economicamente ativas. Isso se deve, principalmente, à obesidade, ao mau controle de fatores de risco, ao consumo de álcool e drogas e ao uso de terapias hormonais sem orientação médica”, explica o especialista.  O tipo mais frequente é o AVC isquêmico, responsável por cerca de 85% dos casos. Ele acontece quando uma artéria cerebral é bloqueada, impedindo o fluxo de sangue e levando à morte de células cerebrais. Já o AVC hemorrágico ocorre quando há o rompimento de um vaso sanguíneo, provocando sangramento dentro do cérebro.   “Cada tipo de AVC tem um tempo específico para tratamento. Quanto mais rápido o paciente receber atendimento, melhor será o prognóstico e menores as chances de sequelas”, reforça Dr. Gabriel.  O Hospital Unimed Campo Grande conta com um Serviço de Neurologia preparado para o acolhimento rápido e seguro de pacientes com suspeita de AVC. A equipe é composta por neurologistas e neurocirurgião disponíveis para atendimento emergencial, seguindo protocolos da ONA e do Angels, programa internacional que certifica hospitais com excelência em atendimento neurológico de urgência.  Sinais de alerta do AVC Os sintomas podem ser reconhecidos facilmente e exigem ação imediata:  Fraqueza ou dormência em um lado do corpo;  Dificuldade para falar ou compreender;  Alterações na visão;  Dor de cabeça súbita e intensa;  Tontura ou perda de equilíbrio.  “Muitas vezes, as pessoas confundem os sintomas com epilepsia, rebaixamento de consciência ou até infecções. Por isso, é fundamental reconhecer os sinais e acionar o serviço de emergência o mais rápido possível”, orienta o neurologista.  Alguns fatores aumentam as chances de sofrer um AVC, como hipertensão arterial, fibrilação atrial, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, depressão e ansiedade.  O AVC pode ser evitado com cuidados simples. Manter hábitos saudáveis e fazer acompanhamento médico regular são atitudes essenciais.  Entre as principais medidas estão: reduzir o consumo de sal, praticar atividade física por pelo menos 30 minutos, cinco vezes por semana, evitar bebidas alcoólicas, controlar doenças crônicas e seguir corretamente o tratamento para fibrilação atrial, quando houver indicação médica. 

Casos de Covid-19 voltam a crescer e elevam registros de síndrome respiratória em cinco estados, aponta Fiocruz

O Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz nesta quinta-feira (16), mostra aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados pela Covid-19 em cinco estados brasileiros: Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. O levantamento, que considera dados da Semana Epidemiológica 41 (de 5 a 11 de outubro), também indica crescimento de casos de SRAG por influenza A em Goiás e São Paulo, embora sem impacto relevante nas taxas de hospitalização. De acordo com a Fiocruz, as crianças de até dois anos continuam sendo o grupo mais afetado pela SRAG, enquanto a mortalidade segue mais alta entre idosos. O Espírito Santo é o único estado onde o número de casos entre pessoas mais velhas se mantém estável, embora ainda em patamar elevado. Com o aumento de notificações, o Ministério da Saúde realiza neste sábado (18) o Dia D de mobilização nacional pela vacinação, reforçando a importância da imunização para conter os casos graves. A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, alerta que grupos de risco devem manter a vacinação em dia: “Idosos precisam tomar doses de reforço a cada seis meses, e pessoas imunocomprometidas devem atualizar a vacina uma vez por ano”, destacou. Nas últimas quatro semanas, o rinovírus foi o mais identificado entre os casos de SRAG (39,8%), seguido por influenza A (20,1%) e Covid-19 (16,2%). Já entre os óbitos, a Covid-19 aparece como principal causa (51,5%), à frente do rinovírus (21,4%) e da influenza A (15,5%). No acumulado de 2025, o vírus sincicial respiratório (VSR) lidera as detecções entre os casos positivos (42,1%), seguido por rinovírus (27,4%) e influenza A (23,3%). O ano já soma mais de 11 mil mortes, sendo que 51,6% tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. 📊 Dados principais (Fiocruz – SE 41/2025) Vírus Casos (%) Óbitos (%) Rinovírus 39,8 21,4 Influenza A 20,1 15,5 Covid-19 16,2 51,5 VSR 9,1 6,8 Influenza B 2,0 2,9

Governo acerta com empresa chinesa para produção de insulina no Brasil

Uma parceria firmada entre o Ministério da Saúde e biofarmacêutica chinesa Gan & Lee Pharmaceuticals vai tornar possível a produção nacional da insulina glargina, que tem ação prolongada e é usada no tratamento do diabetes tipo 1 e 2. A parceria, assinada pelo ministro Alexandre Padilha, reúne Bio-Manguinhos (Fiocruz), Biomm e a Gan & Lee, com previsão inicial de produzir 20 milhões de frascos para abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).  Transferência de tecnologia O acordo estabelece, inclusive, transferência de tecnologia e cooperação científica para o Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a parceria é estratégica para reduzir a dependência externa de insulinas e ampliar a oferta do medicamento no sistema público de saúde. O governo acrescentou que, inicialmente, o envase e a rotulagem ocorrerão no Brasil sob supervisão da Biomm, com uso de insumo farmacêutico ativo (IFA) importado da Gan & Lee. Depois, o produto passará a ser fabricado no país, no Centro Tecnológico em Insumos Estratégicos (CTIE) da Fiocruz, em Eusébio (CE). O ministro da Saúde considera que há um empenho dos governos do Brasil e da China para que essa parceria seja produtiva e capaz de gerar conhecimento conjunto a fim de garantir mais medicamentos ao povo brasileiro. Economia O governo entende que a parceria vai fortalecer a cadeia nacional de insumos estratégicos, com efeitos multiplicadores em fornecedores, logística, insumos químicos e biotecnologia. O acordo ainda deve gerar economia para o SUS, já que a produção nacional deve reduzir custos logísticos e de importação. A vice-presidente da Fiocruz, Priscila Ferraz, também assinou o acordo e defendeu que a iniciativa vai ampliar possibilidades de tratamento de doenças importantes para a saúde pública como cânceres e doenças autoimunes. “A insulina glargina já é utilizada na China há mais de 20 anos e essa cooperação abre novas possibilidades de desenvolvimento tecnológico e de estudos clínicos”, destacou, em divulgação do governo.  Produto O governo informou que essa insulina glargina já é comercializada em mais de 30 países e deve impulsionar a produção local de medicamentos estratégicos. O objetivo é ainda que a parceria colabore no desenvolvimento de pesquisas e produtos para tratamento de cânceres, diabetes, obesidades e doenças autoimunes no SUS, além de reforçar estudos clínicos no Brasil. Tratamento da obesidade O diretor da empresa chinesa, Wei Chen, disse ao governo brasileiro que o acordo simboliza um novo patamar de cooperação tecnológica. “Acreditamos que este projeto será um modelo de colaboração internacional, capaz de incentivar novas alianças entre empresas chinesas e brasileiras.”  A ideia, segundo Chen, é contribuir para que mais pacientes tenham acesso a terapias seguras e modernas. Outro exemplo de resultado do acordo é a possibilidade de desenvolvimento de pesquisas e medicamentos análogos ao hormônio GLP-1 produzido naturalmente no intestino que ajuda a regular o apetite, a glicose no sangue e a saciedade. Esses medicamentos imitam o hormônio para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil

Vacina nacional contra covid deve chegar ao SUS no 1º semestre de 2026

A primeira vacina contra a covid-19 totalmente nacional, chamada SpiN-TEC, deve estar disponível para a população via Sistema Único de Saúde (SUS) no primeiro semestre do ano que vem. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a dose conta com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O ministério investiu R$ 140 milhões, por meio da RedeVírus, apoiando desde ensaios pré-clínicos até as fases clínicas 1, 2 e 3. Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministra, produzido pelo Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Luciana lembrou que o imunizante está em fase final de estudos – no início do mês, o Brasil publicou o primeiro artigo científico sobre testes de segurança que mostram que a vacina é segura. “Já vamos dar entrada na Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] para poder fazer a validação dessa vacina. Quem está fazendo a compra tecnológica é uma empresa também brasileira, a Libbs. Estive ontem (15) com eles, em São Paulo. Vão fazer o IFA [insumo farmacêutico ativo]. E quem vai envasar é outra empresa brasileira de Minas Gerais. É um orgulho nacional.”

Vacina brasileira contra covid entra na fase final de estudos

O Brasil está prestes a ter uma vacina contra a covid totalmente nacional. O país publicou o primeiro artigo científico sobre os resultados dos testes de segurança da vacina SpiN-TEC que mostram que o imunizante é seguro. A vacina avança agora para a fase final de estudos clínicos. A expectativa é que até o início de 2027, ela possa estar disponível para a população. A vacina foi desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CT-Vacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), gerido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Nos testes conduzidos, de acordo com o pesquisador e coordenador do CT-Vacinas, Ricardo Gazzinelli, a SpiN-TEC mostrou ter inclusive menos efeitos colaterais do que a vacina da norte-americana Pfizer. “Concluímos que a vacina se mostrou imunogênica, ou seja, capaz de induzir a resposta imune em humano. O estudo de segurança foi ampliado e ela manteve esse perfil, na verdade foi até um pouco mais, induziu menos efeitos colaterais do que a vacina que nós usamos, que é da Pfizer”, diz o pesquisador. A SpiN-TEC adota estratégia inovadora, a imunidade celular. Isso significa que ela prepara as células para que não sejam infectadas. Caso a infecção ocorra, a vacina capacita o sistema imunológico a atacar apenas as células atingidas, que são destruídas. Essa abordagem mostrou-se mais eficaz contra variantes da covid-19 nos ensaios em animais e em dados preliminares em humanos.   Testes clínicos Ao todo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) investiu R$ 140 milhões no desenvolvimento da vacina, por meio da RedeVírus, apoiando todas as etapas de testes, desde os ensaios pré-clínicos até as fases clínicas 1, 2 e 3.   A fase 1 do estudo contou com 36 voluntários, de 18 a 54 anos, e teve como objetivo avaliar a segurança do imunizante em diferentes dosagens. Já a fase 2 contou com 320 voluntários. Agora, os pesquisadores aguardam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a fase 3, com estimativa de 5,3 mil voluntários de todas as regiões do Brasil.  De acordo com Gazzinelli, esse é também um marco para o Brasil. O país, segundo o pesquisador tem “um ecossistema de vacinas quase completo”, com pesquisas em universidades, fábricas de produção de vacinas e distribuição dos imunizantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “O que nós não temos é exatamente essa transposição da universidade para o ensaio clínico, né? Não temos exemplo disso feito no Brasil. Os ensaios clínicos normalmente são com produtos vindo de fora. Ideias, vacinas idealizadas fora. E esse foi um exemplo de uma vacina idealizada no Brasil e levada para os ensaios clínicos”, explica. Gazzinelli destaca que esse é um passo importante inclusive para outras pesquisas. “Eu acho que isso agrega uma expertise que nós não tínhamos e também um aspecto muito importante não só na área de inovação tecnológica de vacinas, mas para outros insumos da área de saúde”, diz . Caso seja aprovada em todas as fases do estudo, a expectativa, de acordo com o pesquisador, é que a vacina brasileira possa ser disponibilizada no SUS até o início de 2027. Outras vacinas O CT-Vacinas é um centro de pesquisas em biotecnologia criado em 2016, como resultado da parceria entre a UFMG, o Instituto René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Minas) e o Parque Tecnológico de Belo Horizonte. Atualmente, reúne cerca de 120 pesquisadores, estudantes e técnicos. “O MCTI observou, durante a pandemia, que o Brasil não tinha uma autonomia, não tinha soberania para desenvolver vacinas. Eu digo que um dos grandes legados desse programa além, obviamente, da vacina contra covid, é que aprendemos o caminho de levar uma vacina para a Anvisa e fazer o teste clínico”, diz Gazzinelli. Além da pesquisa sobre covid, o centro trabalha no desenvolvimento de vacinas contra outras doenças, como malária, leishmaniose, chagas e monkeypox. O pesquisador e coordenador do CT-Vacinas reforça: “Nós sabemos que vacinas realmente protegem. Evitam, inclusive, a mortalidade. De novo, quanto mais gente vacinado, mais protegida está a população”.

Anvisa manda recolher 78 cosméticos irregulares e suspeitos. Veja a lista

A Anvisa determinou, nesta 2ª feira (6.out.25), o recolhimento de cosméticos produzidos pela Cosmoética Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda. Além disso, a ação de fiscalização suspendeu a comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso dos produtos. Os cosméticos precisam ser registrados na Anvisa, mas foram apenas notificados na Agência. A notificação é um procedimento mais simples e rápido, usado para cosméticos de baixo risco. Veja a lista dos produtos suspensos: Outro produto que deve ser recolhido é o cosmético Truss Máscara Capilar Selante Blond , fabricado pela Vegan do Brasil Indústria de Cosméticos Ltda. Esse produto teve sua a comercialização, a sua distribuição, a sua fabricação, a sua propaganda e o seu uso suspensos, pelo mesmo motivo (precisa ter registro na Anvisa, mas apenas foi notificado). Cosméticos da Ozonteck A ação de fiscalização atingiu também a +Briefing Agência de Publicidade e Representações Ltda. Os cosméticos da empresa devem ser recolhidos e a sua comercialização, a sua distribuição, a sua fabricação, a sua propaganda e o seu uso foram suspensos. Isso porque, apesar de serem registrados como cosméticos, eles alegam atividade farmacológica, o que não é permitido para esse tipo de produto. Confira os produtos suspensos: Denuncie produtos irregulares  Produtos sem registro ou regularização não oferecem garantia de qualidade, segurança e eficácia, representando sérios riscos à saúde. Por isso, a Anvisa não recomenda a sua utilização. Tais produtos podem ser denunciados à Agência, através da Ouvidoria ou pela Central de Atendimento ( 0800 642 9782 ).

MS recebe antídoto contra intoxicação por metanol; distribuição reforça preparo dos hospitais

O Ministério da Saúde iniciou o envio de 60 ampolas de etanol farmacêutico para Mato Grosso do Sul, substância usada como antídoto em casos de intoxicação por metanol — composto tóxico comumente encontrado em bebidas alcoólicas adulteradas. O reforço faz parte da estratégia nacional de ampliação de estoques no Sistema Único de Saúde (SUS). “O foco é garantir que os hospitais estejam preparados para atender com rapidez os casos de intoxicação. A distribuição está sendo feita de forma estratégica”, afirmou o ministro Alexandre Padilha, no sábado (4). Ele também confirmou a compra de 12 mil novas ampolas de etanol farmacêutico e 2,5 mil unidades de fomepizol, outro medicamento usado no tratamento. Casos em MS e no Brasil O estado já soma cinco notificações de intoxicação suspeita, enquanto o país ultrapassa 190 casos e 13 mortes associadas ao consumo de bebidas clandestinas. A ampliação dos estoques busca evitar desabastecimento diante do aumento de ocorrências. Além das novas remessas, o Ministério informou que 4,3 mil ampolas já foram enviadas a hospitais universitários com apoio da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). Os novos lotes devem estar disponíveis até o fim da próxima semana. Ações emergenciais A medida integra um plano emergencial para conter a crise sanitária causada pela circulação de bebidas adulteradas. “Precisamos agir com agilidade para salvar vidas e evitar que essa situação se agrave”, reforçou Padilha. O etanol farmacêutico é administrado em ambiente hospitalar e impede que o organismo metabolize o metanol em substâncias altamente tóxicas, como o formaldeído e o ácido fórmico — responsáveis por causar cegueira, falência renal e até morte.