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Governo reforça SUS com 760 profissionais em enfermagem obstetrícia

O Ministério da Saúde vai reforçar o Sistema Único de Saúde (SUS) com 760 profissionais que estão em formação no curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne. O curso foi iniciado em novembro de 2025 para profissionais com, pelo menos, um ano de experiência na atenção à saúde das mulheres no SUS.  A ação envolve investimentos de R$ 17 milhões e objetiva formar mais especialistas para fortalecer a atenção obstétrica e neonatal no SUS. O Brasil tem somente 13 mil profissionais desse tipo, o que reforça a necessidade de aumentar a oferta para reforçar a atenção obstétrica e neonatal no SUS.  A formação é coordenada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com 38 instituições e apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo). De acordo com o ministério, no Brasil há apenas 13 mil enfermeiros obstétricos registrados no sistema do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Desse número, 46% (6.247) têm vínculo com algum estabelecimento de saúde registrado no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), o que confirma a insuficiência de profissionais para atender à demanda nacional.  Em contrapartida, em países cujo modelo de atenção é baseado na enfermagem obstétrica há uma densidade maior de profissionais, variando entre 25 e 68 por 1 mil nascidos vivos, enquanto no Brasil são cinco por 1 mil nascidos vivos, segundo dados da Abenfo de 2023. O enfermeiro obstétrico é o profissional especializado que cuida da saúde da mulher durante a gravidez, o parto e o pós-parto, em partos naturais ou vaginais, tornando-os mais humanizados e garantindo à gestante mais confiança e tranquilidade. Ele faz exames, auxilia no parto, presta cuidados ao recém-nascido e colabora com os médicos para garantir um atendimento seguro. Impacto O conselheiro do Cofen Renné Costa avalia que o impacto da medida é positivo, “porque falta enfermeiro obstétrico no Brasil, principalmente quando a gente compara os números do país com o mundo”. “Enquanto no Brasil tem em torno de um enfermeiro obstétrico para quatro médicos, no mundo são quatro enfermeiros obstétricos para um médico”, ressaltou.  Renné Costa disse à Agência Brasil que em países desenvolvidos, onde existe uma boa assistência obstétrica e neonatal, “sempre tem um número muito maior de enfermeiros obstétricos do que de médicos”. Segundo ele, uma das principais características da enfermagem obstétrica é obedecer à fisiologia do parto. Ou seja, deixar que o corpo da mulher, sozinho, produza o parto, baixando o número de intervenções e, com isso, o número de iatrogenias, que são estados de doença, efeitos adversos ou alterações patológicas causadas ou resultantes de um tratamento de saúde.  “Esse é o principal benefício desse profissional [enfermeiro obstétrico] estar na rede, principalmente no SUS, já que o Brasil hoje está entre os primeiros países em número de partos operatórios [cesáreas], indo na contramão do que diz a ciência”, assegurou Costa, acrescentando que o parto operatório “multiplica em 70 o risco de morte dessa mulher”. Questão cultural O conselheiro do Cofen analisa o problema como uma questão cultural, porque o parto natural ainda é visto como um parto do SUS, “um parto de pobre”, daquele que não tem opção de escolha.  “O parto operatório é de quem tem plano de saúde, de quem pode pagar pela hora, é o parto que não dói. Essa é a cultura brasileira”, disse.  Ele chama a atenção que nas novelas brasileiras, o parto é um momento de sofrimento, de angústia, de muita dor, que parece fazer do parto natural o mais inseguro possível. Para Renné Costa, não existe na cultura popular o trabalho de informar que a melhor via de parto é a fisiológica, é o parto natural. O enfermeiro obstétrico defende o parto com um mínimo de intervenção, a não violência obstétrica, que é evitar fazer procedimentos desnecessários, como uso da ocitocina indiscriminado, um hormônio que estimula contrações uterinas no parto, ou da manobra Kristeller, por exemplo, em que o útero da mulher é pressionado para tentar auxiliar a expulsão do bebê, o que pode provocar sérios danos para a mulher e para a criança, como rupturas de costelas e hemorragia. Essa manobra é contraindicada e considerada violência obstétrica pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O conselheiro do Cofen lembra que o corpo da mulher “é muito sábio” e serve para “amadurecer” a criança, para ela chegar no novo ambiente externo.  Valéria com a bebê Maria Catarina (D), o marido (C) e a enfermeira obstétrica Maria Luiza Bezerra – Foto: Valéria Monteiro/arquivo pessoal Ele ressalta ainda que muitas crianças sofrem com o parto abrupto, que não dá maturidade no sistema neurológico e pulmonar dos bebês, para que eles se preparem para o mundo externo, uma vez que se encontram em um mundo controlado até o nascimento.  No parto operatório, adverte, muitas vezes acontece uma coisa muito comum, que é o parto de uma criança prematura, que ainda não está pronta para nascer.  “Tudo isso são prejuízos do parto operatório indiscriminado, como é feito no Brasil”, disse O enfermeiro defende que é preciso que o país tenha a cultura de preparar as mulheres para que elas tenham um plano de parto. Significa, segundo ele, que ao começar a fazer o pré-natal, a mulher deve discutir com a equipe multidisciplinar como ela quer que esse parto aconteça.  “Se ela quer um parto operatório, um parto vaginal, em casa, em ambiente hospitalar, qual a equipe que ela quer, quais as pessoas que ela deseja estejam acompanhando-a.  No decorrer da história, segundo Renné Costa, o parto, que era um evento familiar, se tornou um evento hospitalar, onde a mulher é cerceada do direito de ver família, de ter autonomia sobre o próprio corpo.  Ganhos Na avaliação do conselheiro federal, a rede SUS só tem a ganhar com a presença dos enfermeiros obstétricos. O próprio Renné Costa é fruto de especialização em enfermagem obstétrica. Em 2014, ele fez pós-graduação na área, ainda na Rede Cegonha, anterior à Rede Alyne.  “Essa especialização mudou minha vida profissional, não só como enfermeiro obstetra em que me formei, como

Teste rápido amplia cuidado a contactantes de pacientes com hanseníase

Tratada como tabu por muitos anos, a hanseníase ainda mantém números elevados no Brasil, que ocupa o segundo lugar em número de casos no mundo. Em Campo Grande, pessoas que mantêm contato com pacientes diagnosticados com a doença têm acesso a um teste rápido, que identifica se houve ou não exposição ao agente causador da infecção. O exame, que leva menos de 15 minutos para apresentar o resultado, está disponível na rede pública de saúde há três anos e já foi realizado em 93 contactantes de pacientes com hanseníase, todos com resultado negativo até o momento. “Após a avaliação clínica, onde é identificado se há algum sinal ou sintoma da doença, e observada a inexistência de lesão ou quando não há a possibilidade de diagnóstico clínico, o contactante realiza o teste rápido para identificar se já houve o contato com a bactéria que causa a hanseníase”, explica o responsável técnico pela vigilância epidemiológica da doença na Sesau, Michael Cabanhas. FOTO: Divulgação/ PrefCG Segundo o enfermeiro, quando o resultado é positivo, a pessoa passa a realizar acompanhamento por cinco anos, com o objetivo de identificar precocemente o surgimento de lesões características da doença. Somente no último ano, foram registrados 35 novos casos de hanseníase em Campo Grande. Dos 68 pacientes acompanhados no período, a maioria já apresentava múltiplas lesões pelo corpo no momento do diagnóstico. A transmissão da hanseníase ocorre por via respiratória, por meio da fala, tosse ou espirro, mas de forma diferente de outras doenças. Para que haja o contágio, é necessário um contato íntimo e prolongado, como morar na mesma casa ou compartilhar o mesmo ambiente de trabalho. A transmissão não se dá apenas pelo toque. O compartilhamento de utensílios e toalhas também pode favorecer a transmissão. Por isso, pessoas que mantêm esse vínculo mais próximo com pacientes diagnosticados também precisam de acompanhamento contínuo, com atenção especial ao surgimento de possíveis lesões. Michael reforça que tanto o tratamento dos pacientes quanto o acompanhamento dos contactantes são realizados na própria unidade de saúde. “Quando se tem o conhecimento de um novo caso que não está em tratamento, o contactante deve buscar a unidade de referência da região onde mora, para que seja feita a investigação”, explica. FOTO: Divulgação/ PrefCG DADOS E TRATAMENTO Tanto a testagem rápida quanto o tratamento da hanseníase são  disponibilizados na rede pública, pelo SUS. Seguir corretamente o esquema terapêutico é fundamental para evitar complicações futuras e reduzir a transmissão da doença — que é interrompida apenas 24 horas após o início do tratamento. Entre os principais sinais de alerta estão manchas na pele, que podem ser avermelhadas, acastanhadas ou esbranquiçadas, associadas à diminuição da sensibilidade, redução dos pelos e do suor. Também podem ocorrer perda de força muscular em face, mãos e pés, além do surgimento de caroços, que em alguns casos são avermelhados e dolorosos. Em Campo Grande, parte dos pacientes ainda procura atendimento quando a doença já apresenta sequelas irreversíveis. No último ano, dos 68 pacientes em acompanhamento, 54 apresentavam múltiplas lesões, enquanto 14 tinham apenas uma ou poucas manchas pelo corpo. Do total, 35 eram casos novos.

Boletim Epidemiológico fortalece o planejamento das ações de enfrentamento ao câncer de mama

Com o objetivo de qualificar o planejamento e fortalecer as estratégias de prevenção e cuidado, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) lançou o Boletim Epidemiológico do Câncer de Mama, documento que reúne dados estratégicos para orientar ações de enfrentamento da doença em Mato Grosso do Sul. Instrumento estratégico voltado ao acompanhamento da situação epidemiológica da doença e ao fortalecimento das ações de prevenção, diagnóstico e cuidado no Estado, o boletim foi produzido pela Gerência de Atenção Oncológica e Cuidados Paliativos, vinculada à Coordenadoria das Doenças Crônicas, reafirmando o compromisso da SES com o uso qualificado da informação em saúde. O câncer de mama permanece como um importante desafio para a saúde pública, exigindo ações contínuas de promoção, prevenção, diagnóstico precoce, tratamento oportuno e cuidado integral à saúde da mulher. Nesse contexto, a elaboração e a divulgação de um boletim epidemiológico representam uma ferramenta fundamental para apoiar a gestão e a organização da rede de atenção à saúde. Mais do que reunir informações, o boletim permite compreender o comportamento da doença nos últimos anos, identificar tendências e desigualdades regionais. A análise sistemática desses dados contribui para uma visão ampliada da situação epidemiológica, subsidiando decisões mais qualificadas e alinhadas às necessidades reais da população feminina. Para os gestores de saúde, o boletim epidemiológico é um instrumento essencial de apoio ao planejamento. A partir dele, é possível direcionar ações de forma mais eficiente, priorizar territórios com maior necessidade, organizar fluxos assistenciais, qualificar o acesso ao rastreamento e ao diagnóstico precoce, além de orientar a alocação de recursos e o fortalecimento da rede oncológica. No campo da saúde da mulher, o boletim também se destaca como instrumento de apoio às equipes da Atenção Primária à Saúde e aos serviços especializados. As informações possibilitam o planejamento de estratégias de promoção da saúde, prevenção dos fatores de risco, busca ativa da população-alvo para o rastreamento e acompanhamento adequado das mulheres com exames alterados, contribuindo para a redução de diagnósticos tardios. A apropriação dessas informações pelos profissionais de saúde favorece uma atuação mais integrada, baseada em evidências, fortalecendo a educação em saúde, o monitoramento dos indicadores e a avaliação contínua das ações desenvolvidas nos territórios. Dessa forma, o boletim deixa de ser apenas um documento técnico e passa a ser um instrumento vivo de gestão, cuidado e qualificação das práticas em saúde. Ao investir na produção e disseminação de boletins epidemiológicos, a SES reafirma seu compromisso com a transparência, com o fortalecimento das políticas públicas e com a promoção da saúde da mulher, reconhecendo que informação de qualidade é essencial para o planejamento de ações e para a redução do impacto do câncer de mama. André Lima, Comunicação SESFoto: Reprodução/Agência Câmara

Prazo para adesão ao Mais Médicos Especialistas termina no domingo

Os estados, municípios e o Distrito Federal (DF) têm até domingo (25) para solicitar ajustes ou aderir ao projeto Mais Médicos Especialistas. O objetivo é aumentar a oferta desses profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em regiões prioritárias do país, por meio de cursos de aprimoramento. A ação integra o programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar a qualificação de médicos especialistas enquanto eles exercem suas atividades regulares de trabalho no SUS. Segundo o Ministério da Saúde, o processo de adesão ou ajuste deve ser realizado pelo gestor exclusivamente pelo sistema eletrônico oficial do projeto. “Ao acessar o sistema, o gestor deve, inicialmente, identificar corretamente o seu perfil, selecionando uma das opções disponíveis. A alternativa “Recurso” é destinada aos gestores já elegíveis, conforme lista previamente publicada, enquanto a opção “Adesão” contempla novos municípios, estados ou o Distrito Federal que não foram incluídos na priorização da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de 2025”, informa o ministério. Pelas regras do projeto, os municípios, os estados e o DF devem informar as vagas disponíveis, de acordo com a capacidade dos seus serviços de saúde. O edital também permite a solicitação de novas vagas por serviços que tenham condições de receber médicos em aprimoramento, ampliando a participação dos territórios e levando a atenção especializada para mais regiões do país. A pasta informou que a análise das solicitações ocorrerá no período de 26 a 28 de janeiro, e o resultado final será publicado no dia 29 de janeiro. A adesão será formalizada por meio da assinatura do Termo de Adesão e Compromisso, feita conjuntamente pelo ente federativo e pelo gestor do serviço de saúde indicado. Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil  Fernando Frazão/Agência Brasil

Genérico do Dexilant, usado contra refluxo, recebe registro da Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu nesta terça-feira (20) o registro do primeiro medicamento genérico do Dexilant, utilizado no tratamento da azia relacionada à doença de refluxo gastroesofágico e de lesões no esôfago causadas por esofagite erosiva, além de atuar na redução da acidez estomacal.  A liberação do registro genérico para o dexlansoprazol, princípio ativo da medicação, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). O novo medicamento genérico está indicado para adultos e adolescentes entre 12 e 17 anos, em versões de 30 e 60 miligramas (Mg). Segundo a Anvisa, a chegada do genérico ao mercado é considerada um avanço importante para os pacientes, já que medicamentos genéricos têm preços mais acessíveis. “Isso tende a ampliar o acesso ao tratamento, especialmente para pessoas que necessitam do uso contínuo da medicação”, disse a Anvisa. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A agência reguladora destaca ainda que o medicamento genérico mantém os mesmos padrões de qualidade, segurança e eficácia exigidos para os produtos de referência. “Como todo medicamento genérico aprovado pela Anvisa, o novo dexlansoprazol passou por avaliação técnica rigorosa que comprova sua equivalência terapêutica em relação ao produto de referência”, apontou a agência reguladora. Luciano Nascimento – repórter da Agência Brasil Foto:  Bruno Peres/Agência Brasi

Anvisa aprova novo fármaco com injeção semestral para prevenção do HIV

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (12) o uso do medicamento Sunlenca (lenacapavir) para prevenção do HIV-1, como profilaxia pré-exposição (PrEP). O fármaco tem alta eficácia contra o vírus e, além da apresentação em compromido, para uso oral, está disponível como injeção subcutânea que só precisa ser administrada a cada seis meses, o que facilita a adesão. A indicação é destinada a adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 kg, que estejam sob risco de contrair o vírus. Antes de iniciar o tratamento, é obrigatório realizar teste com resultado negativo para HIV-1. Os estudos clínicos apresentados demonstraram 100% de eficácia do Sunlenca na redução da incidência de HIV-1 em mulheres cisgênero; além de 96% de eficácia em comparação com a incidência de HIV de base e 89% superior à PrEP oral diária. O regime de injeções semestrais mostrou boa adesão e persistência, superando desafios comuns em esquemas diários, informou a Anvisa, por meio de sua assessoria de imprensa. De acordo com a Anvisa, a Sunlenca é um antirretroviral inovador composto por lenacapavir, fármaco de primeira classe que atua inibindo múltiplos estágios da função do capsídeo do HIV-1. Essa ação impede a replicação do vírus, tornando-o incapaz de sustentar a transcrição reversa, processo em necessário para que use as células do hospedeiro para se multiplicar. A agência advertiu que, embora o registro tenha sido concedido, o medicamento depende ainda da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Já sua disponibilização no Sistema Único de Saúde (SUS) será avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e pelo Ministério da Saúde. Prevenção A profilaxia pré-exposição (PrEP) é uma estratégia essencial para prevenir a infecção pelo HIV. Ela envolve o uso de medicamentos antirretrovirais por pessoas que não têm o vírus, mas estão sob risco de contrair a doença, reduzindo significativamente as chances de transmissão. A PrEP faz parte da chamada “prevenção combinada”, que inclui outras medidas, como testagem regular para HIV, uso de preservativos, tratamento antirretroviral (TARV), profilaxia pós-exposição (PEP) e cuidados específicos para gestantes soropositivas, esclareceu a Agência. O lenacapavir passou a ser recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em julho de 2025 como opção adicional para PrEP, classificando-o como a melhor alternativa após uma vacina, recurso que ainda não está disponível no caso da prevenção do HIV.

Anvisa retira do mercado panetones contaminados e produtos com fungo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na 3ª feira (6.jan.2026), a retirada imediata de quatro lotes de panetones da marca D’Viez após identificar fungos na superfície dos produtos. A íntegra. A decisão vale para todo o país e inclui a suspensão da venda, distribuição e consumo. Segundo a agência, os itens afetados pertencem ao mesmo lote e devem ser recolhidos dos pontos de venda. A medida atinge estabelecimentos comerciais que ainda mantenham os produtos em estoque. Entre os panetones proibidos estão versões mini e tradicionais, com gotas de chocolate ou frutas, além de um modelo trufado com bombons em formato de “língua de gato”. Todos pertencem ao lote 251027, em embalagens de 140 g e 700 g. A resolução publicada pela Anvisa estabelece que a comercialização deve ser interrompida de forma imediata. O descumprimento pode resultar em sanções previstas na legislação sanitária. Além dos panetones, a agência também barrou sete produtos da Coguvita II Alimentos Ltda. A íntegra. Os itens utilizam cogumelos não autorizados para consumo no Brasil. A lista inclui pastas, barras, granolas, mixes de castanhas e cápsulas de café das marcas Smush Smushnuts, Smushn Go e Smush Smushnola. A proibição vale para todos os lotes desses produtos. De acordo com a Anvisa, foram identificados os cogumelos Lion’s Mane e Cordyceps (popularizado pela série de ficção The Last of Us) nas formulações. Esses ingredientes ainda não tiveram a segurança avaliada para uso em alimentos no país. A agência também apontou divulgação irregular, com promessas de benefícios à memória, foco, saúde mental e imunidade sem comprovação científica. Com a publicação da resolução, os produtos não podem ser fabricados, vendidos, distribuídos, anunciados ou consumidos em território nacional. Confira a lista de produtos retirados do mercado: Produtos da D’Viez (lote 251027) Produtos da Coguvita II Alimentos Ltda (todos os lotes)

Anvisa proíbe fórmula infantil com risco de contaminação por toxina

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (7), a proibição da venda, distribuição e do uso de alguns lotes de fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, da empresa Nestlé Brasil Ltda. Confira os lotes aqui. Em nota, a Anvisa cita como motivo o risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. “O consumo de alimento contaminado por essa toxina pode causar vômito persistente, diarreia ou letargia, que é a sonolência excessiva, lentidão de movimentos e raciocínio, e incapacidade de reagir e expressar emoções”. Ainda segundo a agência, a medida tem caráter preventivo e o fabricante já iniciou o recolhimento voluntário dos lotes no Brasil e no resto do mundo, após a detecção da toxina em produtos provenientes de uma fábrica localizada na Holanda. “Foi identificado que a toxina estava presente em um ingrediente proveniente de um fornecedor global de óleos terceirizados. Dessa forma, a empresa indicou a necessidade de um recolhimento global”, detalhou a Anvisa. Orientações a pais e responsáveis   Para os consumidores que utilizam as fórmulas infantis citadas, a orientação é verificar o número do lote impresso no rótulo. “Se o produto pertencer a um dos lotes recolhidos, não deve ser utilizado ou oferecido para consumo. Os demais lotes desses produtos não foram afetados”. “Para receber orientações sobre como proceder em relação a eventuais trocas e devoluções do produto, entre em contato direto com a Nestlé Brasil Ltda., por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), indicado na embalagem”, completou a agência. Se a criança apresentar sintomas compatíveis com os citados após o consumo do produto de lotes indicados, a recomendação é buscar atendimento médico. “É importante informar o alimento que foi consumido, se possível, com uma amostra da embalagem, caso tenha disponível”. Mais orientações sobre o uso seguro de fórmulas infantis podem ser encontradas no site da Anvisa. Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Anvisa manda recolher lote de chá de camomila Água da Serra

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (5), o recolhimento do lote 6802956 do Chá de Camomila Lavi Tea, da marca Água da Serra, proibindo sua comercialização, distribuição, divulgação e consumo. Segundo a agência, a medida ocorreu depois da empresa informar o recolhimento voluntário do lote, depois da detecção de irregularidades em seu produto. “O ensaio de identificação de elementos histológicos (células, tecidos e matriz extracelular) apontou a presença de talos, ramos e sementes que não são comuns no chá. O ensaio de pesquisa de matérias estranhas acusou 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos em 25g do produto, sendo que o limite aceitável é de 90 fragmentos em 25g de produto”, explicou a Anvisa em nota. Segundo a agência, o fato evidencia graves falhas no processo de boas práticas de fabricação do referido lote. Pomada Também foi proibida a fabricação, distribuição, comercialização, divulgação, importação e utilização da Pomada Cicatrizante Inkdraw Aftercare, indicada para uso pós-tatuagem. Segundo a Anvisa, a origem do produto é desconhecida e não há registro ou notificação da pomada na agência.

Ministério da Saúde alerta: vacinação em dia é essencial para quem vai viajar

Com o aumento do fluxo de turistas durante o período de fim de ano, o Ministério da Saúde reforça a importância de manter a vacinação atualizada antes de viajar, seja para destinos nacionais ou internacionais. A medida é fundamental para reduzir o risco de contaminação por doenças imunopreveníveis e garantir uma viagem mais segura. A orientação vale especialmente para quem pretende viajar ao exterior. Nesses casos, é recomendado estar com todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação em dia e portar o cartão de vacinação. Dependendo do destino, pode ser exigido o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), documento que deve ser emitido com antecedência, conforme as normas do Programa Nacional de Imunizações. Vacinas recomendadas Entre as principais vacinas indicadas para viajantes estão: No caso da febre amarela, a aplicação deve ocorrer pelo menos 10 dias antes da viagem, período necessário para garantir proteção adequada. Já o sarampo, por ser altamente transmissível, exige atenção redobrada, especialmente em deslocamentos para regiões com circulação ativa do vírus. Para difteria, tétano e poliomielite, é essencial que o esquema vacinal esteja completo, conforme a faixa etária. Orientações para estrangeiros Estrangeiros que visitam o Brasil não são obrigados a apresentar comprovante de vacinação, mas a recomendação é que atualizem a caderneta conforme o calendário de imunização de seus países de origem, garantindo proteção individual e coletiva. Planejamento evita riscos As autoridades de saúde orientam que os viajantes busquem informações antecipadamente e procurem uma unidade de saúde para avaliar e atualizar as vacinas antes do embarque. Segundo o Ministério da Saúde, a prevenção é a forma mais eficaz de evitar doenças e transtornos durante a viagem. “Atualize seu cartão vacinal antes de viajar”, reforça a pasta.