Justiça agenda audiências para ouvir 79 testemunhas em caso de desvio de R$ 8 milhões na Apae

O juiz Deyvis Ecco, da 2ª Vara Criminal de Campo Grande, marcou quatro dias de audiências para ouvir 79 testemunhas no processo que apura o desvio de R$ 8 milhões da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) da capital sul-mato-grossense. O caso é um dos desdobramentos da Operação Turn Off, que investiga fraudes em contratos públicos das áreas de Saúde e Educação em Mato Grosso do Sul, com prejuízo total estimado em R$ 68 milhões. De acordo com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), a ação concentra-se no superfaturamento de bolsas de colostomia destinadas a crianças em tratamento. “Pagavam até 1.400% acima do valor de mercado por produtos imprestáveis”, destacou o órgão. O ex-coordenador da Apae, Paulo Henrique Muleta de Andrade, é apontado como líder do esquema, ao lado da ex-servidora Kellen de Lis e dos empresários Lucas e Sérgio Coutinho. Segundo o Ministério Público, o grupo usava empresas de fachada para desviar recursos públicos, com a participação de servidores da instituição. O Gaeco acrescenta que Muleta tentou esconder valores e planejava deixar o país, solicitando cidadania italiana. A movimentação de cerca de R$ 500 mil e a tentativa de fuga levaram à decretação de sua prisão preventiva durante as investigações. As audiências foram marcadas para os dias 13 a 16 de abril de 2026. Cada réu terá suas testemunhas ouvidas separadamente, e, caso o cronograma permita, os acusados também poderão ser interrogados ao final dos depoimentos. Todos respondem por peculato, crime que prevê pena de 4 a 12 anos de reclusão.
Escritório Nelson Wilians denuncia uso indevido de seu nome e imagem institucional

O escritório Nelson Wilians Advogados (NWADV), um dos maiores do país, publicou um comunicado oficial alertando a sociedade sobre o uso indevido de seu nome e imagem institucional. A nota esclarece que determinados escritórios, autodenominados de “consultoria”, vêm se apresentando, de forma indevida, como “parceiros”, “representantes” ou “escritórios de apoio administrativo” da NWADV, com o intuito de criar uma falsa associação com a renomada banca. A NWADV afirma categoricamente que não possui qualquer vínculo com esses grupos e que as alegações feitas por eles são inteiramente falsas. A instituição reforça que todas as medidas legais e administrativas cabíveis já estão em andamento para resguardar sua atuação e proteger a sociedade contra essas práticas. “Todos os contatos com a NWADV são realizados exclusivamente por nossos canais oficiais, institucionais e corporativos”, diz o comunicado. O escritório ainda reforça seu compromisso com uma advocacia ética, estratégica e voltada à excelência, atuando em defesa dos interesses dos seus clientes no Brasil e no exterior. Para casos de dúvida ou denúncias sobre possíveis abordagens em nome da NWADV, o canal oficial de contato é o e-mail: ouvidoria@nwadv.com.br
Polícia prende, em Olinda, suspeito de ameaçar influenciador Felca

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta segunda-feira (25), um homem suspeito de fazer ameaças ao influenciador Felipe Bressanim Pereira, mais conhecido como Felca, que publicou um vídeo recente de grande repercussão alertando sobre a importância da proteção de crianças e adolescentes na internet. O suspeito foi detido em Olinda (PE) e não teve o nome informado pelas autoridades policiais. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a operação para prender o suspeito foi realizada em duas residências da cidade pernambucana. O suspeito foi localizado em uma dessas residências e preso por ameaça, perseguição e associação criminosa praticados em ambiente virtual. A Polícia Civil informou que, no momento da abordagem, o suspeito estava acompanhado por um outro homem e ambos foram conduzidos à delegacia, “por estarem em situação de flagrante delito”. Durante a operação, os policiais encontraram e apreenderam um computador, por meio do qual as ameaças a Felca teriam sido feitas. Em suas redes sociais, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, confirmou a prisão e disse que o homem preso também vendia material na internet com crianças e adolescentes. “A Polícia Civil de São Paulo acaba de prender, em Pernambuco, um indivíduo que ameaçou o youtuber Felca após suas denúncias. Um belo trabalho de investigação que levou até esse criminoso que, além das ameaças, vendia material infantil nas redes”. Felca passou a sofrer ameaças após ter divulgado denúncias sobre adultização e pedofilia nas redes sociais. O vídeo resultou na prisão de outro influenciador, Hytalo Santos, e de seu marido, Israel Nata Vicente. O casal está preso em São Paulo desde o dia 15 de agosto. >> Veja dicas para proteger crianças e adolescentes nas redes sociais As prisões foram determinadas pela Justiça da Paraíba após o influenciador Felca denunciar perfis que usam crianças e adolescentes para promover a “adultização infantil”. Hytalo está sendo investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por exploração e exposição de menores de idade em conteúdos produzidos para as redes sociais.
‘Sociedade lucra sonegando direitos às domésticas’, critica sindicato

Aprovada há dez anos, a Lei das Domésticas, como ficou conhecida a Lei Complementar 150, é considerada um marco por regulamentar direitos dos trabalhadores domésticos conquistados a partir da Emenda Constitucional 72, a PEC das Domésticas. Passado esse tempo, a categoria, formada por uma maioria de mulheres negras, ainda enfrenta barreiras para ter a carteira de trabalho assinada e os novos direitos. Outro desafio é inclusão das diaristas, deixadas de fora da lei. Na avaliação da presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos do Município do Rio de Janeiro, Maria Izabel Monteiro, a LC 150 introduziu direitos importantes, como a jornada máxima de 44 horas semanais, o pagamento de horas extras, adicional noturno e a obrigatoriedade do pagamento do FGTS. Porém, a sociedade, como um todo, se beneficia da economia do trabalho doméstico, que libera tempo para outros profissionais, mas sonega encargos e ignora direitos da categoria. “A sonegação vem porque a própria sociedade vê um valor social menor neste trabalho e ignora os direitos das domésticas” afirmou a dirigente. “A classe média alta não considera o trabalho doméstico como profissão, mas não abre mão de ter uma trabalhadora em casa. Quem é empregador – e tem direitos trabalhistas – precisa saber que aquela pessoa que cuida do seu bem maior, da sua casa, de seus filhos, de seu pai, mãe, avô, avó, não é da família e tem direitos”, completou Maria Izabel. Ela defende mais fiscalização, com blitzes em condomínios, por exemplo. O Brasil tinha 5,9 milhões de trabalhadores domésticos em 2022, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cerca de 91% são mulheres, e sete em dez são negras. A metade dos trabalhadores domésticos (52,9%) é chefe de família, e só dois em dez possuíam carteira assinada. “Falhas na lei” Creuza Maria de Oliveira em audiência na Câmara dos Deputados em 2021. José Cruz/Agência Brasil Apesar dos benefícios trazidos pela Lei Completar 150, a coordenadora-geral da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), Creuza Maria Oliveira, cobra também o reconhecimento das diaristas como domésticas, e a correção do que ela chamada de “falhas” na lei. As domésticas foram excluídas do abono salarial (PIS), pago aos trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, e só têm direito a três parcelas de auxílio-desemprego, com teto de R$ 1.518 (um salário mínimo). Os demais trabalhadores formais recebem cinco parcelas, de até R$ 2.424,11. “Essa questão do seguro-desemprego é difícil porque, quando a gente é mandada embora, ganha menos, e há uma série de regras novas que dificultam o resgate, se você ficou menos de um ano em uma casa, por exemplo”, disse Maria*, que hoje é babá e trabalha desde os 10 anos de idade em casa de família. Ela reconhece avanços, mas cobra a igualdade. “A única coisa que a gente ainda não tem é o PIS, mas assinar a carteira foi bom. Quando eu comecei, em Guarabira, no interior da Paraíba, a gente não ganhava R$ 100 por semana. Até hoje, o pessoal lá não paga um salário”, contou. A pedido da categoria, a equiparação dos direitos das domésticas e inclusão das diaristas na LC 150 está em discussão no governo federal. De acordo com a subsecretaria de Estudos do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) Paula Montagner, a medida é complexa e exige discussão com a sociedade. “Qualquer medida ou legislação apresentada pelo Executivo demanda ir ao Congresso [Nacional] e ser capaz de convencer o legislador nessa direção”. Porém, Paula reconheceu que o ministério precisa “facilitar o recolhimento patronal combinado”. Em 2015, a lei complementar garantiu aos domésticos também a indenização por demissão sem justa causa, o pagamento de horas extras, folga semanal remunerada e o direito a intervalo para repouso ou alimentação de uma hora, no mínimo, por dia, admitindo-se a redução para 30 minutos por meio de acordo. Para assegurar o registro, a trabalhadora precisa ser inscrita pelo patrão no Sistema E-social. Os direitos conquistados são uma forma de reconhecer a importância da profissão, na opinião de Tâmara*, que é empregada doméstica registrada. Porém, mais medidas de valorização são necessárias. “A gente dá nosso tempo, amor, carinho, a gente se dedica às crianças, aos idosos, é um trabalho cansativo, que libera tempo para os outros moradores, mas que não é respeitado, muitas vezes, somos maltratadas pelos patrões”, reclamou. Ela se refere a violências, como o assédio moral e sexual. Tâmara é mãe solo de duas crianças e complementa a renda como folguista aos finais de semana e no contraturno. Segundo a PNAD, em 2022, quatro em dez domésticas eram pobres (26,2%), com renda de até meio salário mínimo, ou extremamente pobre (13,4), com renda menor que um quarto de salário mínimo. Mulher negra, pobre, chefe de família e com baixa escolaridade, Tâmara tem o perfil da trabalhadora doméstica no país. Na avaliação de Anazir Maria de Oliveira, assistente social e pioneira na luta das domésticas, a desvalorização da categoria tem raízes na escravidão. O fim do regime não garantiu empregos assalariados a pessoas negras, e a relação com as domésticas espelhou a casa grande, com formas de assédio, violência e maus tratos. Creuza Oliveira, da Fenatrad, concorda que a resistência ao pagamento das domésticas está enraizada no passado, o que explica a rejeição à formalização. “[Patrões] Passaram décadas e décadas sem pagar nada, tendo os serviços dessas mulheres em suas casas, em suas fazendas e em seus apartamentos, sem pagar nada”. Além disso, por ser feito por mulheres, nunca foi valorizado, refletiu Creuza. Trabalho doméstico escravo Autora da PEC das Domésticas, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), que também atuou pela LC 150, vê ainda outra barreira para enfrentar a exclusão histórica das domésticas: o trabalho doméstico escravo. “Nós temos tido avanços, mas ainda não concluímos a tarefa de ter as trabalhadoras domésticas com seus direitos conquistados cumpridos pelos seus empregadores”, afirmou a deputada à Agência Câmara. Para melhorar a fiscalização, a subsecretaria Paula Montagner, do MTE, informou que é necessário construir “um percurso legal”, que está em discussão na área de inspeção, e envolve outras áreas, como as polícias, a assistência
Ações do Instituto Nelson Wilians já impactaram mais de 75 mil pessoas em todo o Brasil

O Instituto Nelson Wilians (INW) alcançou a marca de 75 mil pessoas impactadas por suas ações sociais desde 2017, segundo o Relatório de Impacto Social 2024, divulgado recentemente. Apenas no último ano, 2.478 brasileiros foram beneficiados com projetos que promovem educação, cidadania e inclusão produtiva. Com atuação em 62 cidades de 20 estados brasileiros, o INW mobilizou 5.322 voluntários que dedicaram mais de 6.900 horas de trabalho, o equivalente a R$ 37 mil em investimento social estimado. 📚 Educação e acesso à cidadania Com foco na redução das desigualdades, os projetos do INW se sustentam em três pilares: Apenas em 2024, 1.154 jovens foram capacitados profissionalmente, somando 2.428 pessoas ao longo dos anos. 🔹 O Projeto Compartilhando Direito impactou 1.090 jovens com ações voltadas à democracia e participação social.🔹 Em parceria com a UNESCO, o Projeto Cidadaniar capacitou líderes comunitários em Cultura da Legalidade. ⚖️ Justiça gratuita e apoio legal O programa Pro Bono NW atendeu 94 organizações da sociedade civil (OSCs), somando 179 demandas jurídicas com valor estimado em R$ 935 mil em horas doadas. O Mutirão Jurídico, por sua vez, realizou 197 atendimentos em 2024, com foco nas áreas de Direito Civil, Família e Previdenciário, com a colaboração de 128 voluntários. 💼 Inclusão produtiva e empregabilidade O Edital INW apoiou nove instituições que qualificaram 1.154 jovens, sendo 77% pretos, pardos ou indígenas. O Projeto Potencialize preparou 643 jovens para o mercado de trabalho e 94% saíram prontos para processos seletivos. No Projeto Líderes que Inspiram, 999 jovens participaram de mentorias, e 95% se sentiram mais preparados para planejar o futuro. 🌍 Destaque internacional e reconhecimento O INW marcou presença em eventos globais como: O Instituto também foi finalista do Prêmio Chambers de Diversidade & Inclusão, consolidando seu reconhecimento no setor jurídico. 🎙️ Declarações “Acreditamos que a cidadania plena seja o caminho para um futuro verdadeiramente inclusivo”, afirma Anne Wilians, presidente do INW.“Cada número do nosso relatório não é mera estatística, representa vidas transformadas”, completa. Com informações do Observatório do Terceiro Setor
Saiba como funciona o SinPatinhas, novo RG Animal para cães e gatos

Cães e gatos já podem ter o seu próprio RG Animal. O Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas) já está em operação e aberto para que tutores registrem seus bichos de estimação e emitam, gratuitamente, a carteirinha com um número de identificação único, válida em todo o país. Organizações de resgate de animais e prefeituras também poderão cadastrar os animais sob sua responsabilidade e emitir o documento, que inclui um código de identificação (QR Code). Esse código poderá ser fixado na coleira do animal, permitindo que, via câmera do celular, qualquer pessoa consiga localizar o tutor. O registro é voluntário e gratuito. O sistema pode ser acessado com a conta Gov.br, o portal de serviços do governo federal. A iniciativa será gerida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O SinPatinhas foi criado para registrar cães e gatos em um banco de dados nacional, um instrumento para promover o controle populacional ético de cães e gatos, estimulando a guarda responsável e o combate ao abandono e aos casos de maus-tratos. Atualmente, o Brasil tem aproximadamente 62,2 milhões de cães e 30,8 milhões de gatos, com cerca de 35% deles vivendo nas ruas ou abrigos. O cadastro deve conter dados: Do tutor: Do animal: Será dever dos tutores informar sobre a venda, doação ou morte do bicho de estimação. Tela de início do Sinpatinhas, que permite o cadastro de cães e gatos. Foto: Planalto/Divulgação Microchip Caso o animal utilize um microchip subcutâneo que o identifique, o dispositivo poderá ser incluído no cadastro. Mas qualquer cão ou gato, microchipados ou não, castrados ou não, pode ser registrado no SinPatinhas. O microchip é um dispositivo eletrônico colocado por veterinários sob a pele dos animais, com um código associado aos dados do proprietário. Para acessar as informações, é necessário utilizar um leitor adequado, normalmente disponível em clínicas veterinárias que fazem o procedimento. Informações Uma vez cadastrados, os tutores também receberão informações sobre campanhas públicas de castração, vacinação e microchipagem em sua região, facilitando o acesso aos serviços de cuidado e bem-estar animal. A medida também deve proporcionar mais segurança em negociações de compra e venda. Conforme disponibilidade de recursos, o governo federal apoiará estados e municípios em seus programas de castração e microchipagem, permitindo o acesso a esses serviços, principalmente, por pessoas de menor renda ou em situação de vulnerabilidade. Em até 90 dias, o MMA divulgará edital com as regras de adesão. Além disso, o SinPatinhas permitirá o acompanhamento da destinação de recursos federais para essas ações em cada ente federativo ou beneficiário de emendas parlamentares, promovendo mais transparência nos gastos públicos. Programa de proteção O SinPatinhas foi desenvolvido no âmbito do Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos (ProPatinhas). As duas iniciativas foram lançadas nesta quinta-feira (17) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, frutos da Lei 15.046/2024. Após a aprovação do projeto do Senado, no final do ano passado, surgiram especulações sobre a possibilidade de criação de um imposto a ser pago por quem é dono de animal doméstico, como ocorre em outros países, como a Alemanha. A nova lei, entretanto, não prevê pagamento de nenhum tipo de taxação, apenas autoriza a criação do cadastro, que é gratuito. O objetivo é melhorar a gestão e o planejamento de ações, sem impor sanções ou cobranças. “O acesso público aos dados será limitado ao necessário para dar suporte a políticas públicas, com garantia de privacidade e proteção dos dados pessoais”, destacou o governo federal. Além do apoio à realização de castração e à implantação de microchip em cães e gatos, o ProPatinhas prevê a formação continuada de gestores públicos e demais profissionais envolvidos na implementação do programa, como médicos veterinários públicos e agentes de segurança. Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Mendonça barra depoimento de Deolane na CPI das Bets

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar para desobrigar a influenciadora Deolane Bezerra de comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets. O depoimento estava marcado para esta quinta-feira (10), às 9h, no Senado. Deolane foi convocada para explicar a atuação de influenciadores nas plataformas de apostas para atrair apostadores. A convocação atendeu ao requerimento do senador Izalci Lucas (PL-DF). Na decisão, Mendonça concedeu liminar solicitada pela defesa e entendeu que Deolane é investigada pela Polícia Civil de Pernambuco. Dessa forma, ela não está na condição de testemunha, como definiu a CPI. Pelo entendimento, a influenciadora pode exercer o direito à não autoincriminação e deixar de comparecer ao depoimento. No ano passado, André Mendonça também barrou o depoimento de Deolane em outra comissão, a CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas do Senado. Deolane é investigada pela Operação Integration, da Polícia Civil de Pernambuco. A influenciadora é acusada de criar um site de apostas para lavar dinheiro de jogos ilegais. A ação foi desencadeada contra uma quadrilha suspeita de movimentar cerca de R$ 3 bilhões num esquema de lavagem de dinheiro de jogos de azar. A influenciadora nega as acusações.
Estudantes se defendem após polêmica sobre vídeo com paciente transplantada; caso é investigado

As estudantes Gabrielli Farias de Souza e Thaís Caldeira Soares Foffano se pronunciaram nesta quarta-feira (9) após a repercussão de um vídeo em que são acusadas de debochar da história clínica de Vitória Chaves da Silva, de 26 anos, paciente transplantada três vezes e internada no Hospital das Clínicas da USP. Vitória faleceu dias depois da publicação, o que intensificou a repercussão. Em nota assinada por ambas e seus advogados, as alunas afirmam que o vídeo publicado no TikTok tinha apenas o objetivo de demonstrar surpresa diante de um caso clínico raro mencionado no estágio. Elas garantem não ter tido acesso ao prontuário médico de Vitória, tampouco sabiam sua identidade. “As informações divulgadas foram de natureza genérica e sem exposição de imagem”, argumentam. Gabrielli e Thaís negam qualquer intenção de deboche ou insensibilidade, e dizem que o conteúdo reflete apenas “curiosidade acadêmica”. “As falas não foram feitas com escárnio, mas sim com espanto diante de um caso incomum”, reforçam. Elas ainda prestaram solidariedade à família de Vitória e afirmam estar adotando medidas para proteger suas integridades pessoal e acadêmica. Thaís declarou que sofre com o impacto emocional da repercussão: “Como fica a saúde mental de uma estudante que se vê alvo de ódio e julgamento na internet?”, questiona. A publicação feita em 17 de fevereiro viralizou e já somava mais de 212 mil visualizações antes de ser deletada na última terça-feira (8). No vídeo, as estudantes comentam sobre os três transplantes cardíacos de Vitória, feitos na infância, adolescência e maioridade, e relatam o desejo de encontrá-la pessoalmente. Uma das falas gerou revolta ao dizer que a paciente “acha que tem sete vidas”. Onze dias após a gravação, Vitória faleceu em decorrência de um choque séptico e insuficiência renal crônica. Segundo a mãe, Cláudia Chaves, as estudantes repassaram informações inverídicas sobre o tratamento da filha. “Temos provas de que ela seguia à risca todas as recomendações médicas”, afirma. Ela pede justiça e lamenta a exposição da história de Vitória. A Secretaria de Segurança Pública informou que o caso é apurado como injúria e segue sob investigação pelo 14° Distrito Policial de São Paulo. Caso sejam condenadas, Gabrielli e Thaís podem cumprir pena de até seis meses em regime aberto, com possibilidade de prestação de serviços à comunidade. Instituições envolvidas também se posicionaram. O Incor afirmou que está apurando o ocorrido internamente e repudia qualquer violação ética. A Faculdade de Medicina da USP destacou que as alunas não têm vínculo acadêmico com a universidade — participaram apenas de um curso de extensão temporário — e notificou as faculdades de origem das estudantes. As instituições de ensino superior Anhembi Morumbi e Faseh, onde Gabrielli e Thaís estudam, emitiram nota conjunta reforçando que o episódio não condiz com seus valores e anunciaram medidas internas para apuração rigorosa do caso. Ambas lamentaram a morte de Vitória e se solidarizaram com a família.
Primeira frente fria do ano deve amenizar calor intenso em MS na próxima semana

Após semanas de calor extremo, incluindo um Carnaval marcado por altas temperaturas, Mato Grosso do Sul pode finalmente sentir um alívio térmico com a chegada da primeira frente fria do ano. O que esperar da mudança no tempo? De acordo com meteorologistas da Metsul, uma massa de ar polar vinda da Argentina começará a influenciar o clima no centro-sul do Brasil já na próxima semana. O Rio Grande do Sul será o primeiro estado a registrar mudanças, com a chegada da frente fria prevista para a noite de sábado. Com isso, diversas cidades sul-mato-grossenses, que enfrentam temperaturas próximas dos 40°C desde fevereiro, devem sentir uma leve redução no calor. Modelos meteorológicos indicam que, a partir de domingo, anomalias térmicas serão observadas na região. Previsão para MS 📌 Segunda-feira (11/03): A queda nas temperaturas começa a ser percebida, especialmente nas cidades próximas à fronteira. Em Ponta Porã, por exemplo, as máximas não devem ultrapassar os 27°C. 📌 Terça-feira (12/03): Em Campo Grande, a segunda-feira pode ter chuvas isoladas, e a temperatura máxima na terça deve chegar a 29°C, abaixo dos 33°C registrados nesta semana. 📌 Porto Murtinho, que está entre as cidades mais quentes do Brasil nesta semana, com máximas de 37°C, deve registrar 27°C na terça-feira. Vai esfriar em MS? Apesar do nome, a frente fria não significa frio intenso. Esse fenômeno ocorre quando uma massa de ar mais frio substitui o ar quente predominante na região, mas nem sempre provoca resfriamento acentuado. Em períodos quentes, como de dezembro a março, essas frentes costumam aumentar a nebulosidade e reduzir as temperaturas máximas, sem necessariamente trazer frio intenso. Ou seja, a sensação de calor diminui, mas as temperaturas seguem dentro da média do verão.
Festival Champions Burger elege os melhores hambúrgueres de Mato Grosso do Sul

O 2º Festival Champions Burger, um dos maiores eventos gastronômicos de Mato Grosso do Sul, premiou os três melhores hambúrgueres do estado em uma competição acirrada realizada em Campo Grande. A edição deste ano reuniu 28 hamburguerias e contou com mais de 70 variedades de hambúrgueres, atraindo centenas de apreciadores da culinária artesanal. Além das competições culinárias, o festival trouxe atrações musicais, workshops gastronômicos e degustações exclusivas, consolidando-se como um evento cultural e econômico importante para o setor de alimentação e entretenimento local. O evento foi apoiado pelo Sebrae MS, Governo do Estado e Prefeitura de Campo Grande, incentivando empreendedores do setor alimentício a inovar e aprimorar seus produtos. O 2º Festival Champions Burger, realizado recentemente em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, premiou os melhores hambúrgueres do estado. O Tchoco Burger conquistou o 1º lugar, seguido pelo Ney Grill BBQ em 2º lugar e pela Hamburgueria Avenida em 3º lugar com seu lanche Costelone. Os vencedores foram escolhidos por um júri especializado e por voto popular, levando em conta sabor, criatividade e apresentação. A hamburgueria campeã será destaque em publicações gastronômicas e premiações nacionais. Participaram mais de mais de 35 hamburguerias, oferecendo uma variedade de hambúrgueres, incluindo opções inusitadas como carnes de búfalo e avestruz.