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STF julga deputados do PL por suspeita de propina em emendas

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (10) o julgamento de dois deputados federais e um suplente do PL pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. A sessão está prevista para começar às 9h. O colegiado vai julgar a ação penal na qual são réus os parlamentares Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE). Eles são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de cobrarem propina para a liberação de emendas parlamentares. Além dos deputados, mais cinco pessoas ligadas aos parlamentares são réus no processo e também serão julgadas. De acordo com a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os acusados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberação de R$ 6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar (MA). O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin. Também fazem parte da turma os ministros Flavio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia. Além da sessão desta manhã, o STF marcou mais duas reuniões para analisar o caso, que serão realizadas nesta tarde e na manhã desta quarta-feira (11).   Defesas Durante a tramitação do processo, a defesa do deputado Josimar Maranhãozinho declarou ao Supremo que as acusações da PGR contra o parlamentar se “mostram frágeis e desfundamentadas”. Os advogados de Bosco Costa defenderam a rejeição da denúncia por falta de provas. A defesa afirmou ao Supremo que a acusação está baseada  em “diálogos de terceiros e anotações manuscritas desconhecidas de Bosco”. A defesa de Pastor Gil defendeu a ilegalidade das provas obtidas na investigação por entender que o caso deveria ter iniciado no STF, e não na Justiça Federal do Maranhão. Os advogados também acrescentaram que a denúncia é baseada em “hipóteses e conjecturas”.

Defesa pede que STF apure vazamento de mensagens íntimas de Vorcaro

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que instaure investigação para apurar o vazamento de informações extraídas do celular dele, principalmente conversas íntimas e “supostos diálogos com autoridades e até o ministro do STF, Alexandre de Moraes”.  Em nota, a defesa afirma que as conversas estão sendo divulgadas para os mais diversos meios de comunicação, “talvez editadas e tiradas de contexto”. Os advogados afirmam que nem mesmo eles tiveram acesso ao material que tem sido publicado pela imprensa.  “[Requeremos] que seja instaurado inquérito para identificar a origem dos vazamentos e que a autoridade policial apresente a relação de todas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos”, disse a defesa do banqueiro.  Segundo eles, o objetivo não é investigar os jornalistas que receberam as informações, mas apurar a responsabilidade de quem tinha o dever legal de custodiar o material, que ainda se encontra sob sigilo judicial.  Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi preso pela PF. Esfera Brasil/Divulgação Autoridades Entre as conversas divulgadas pela imprensa estão trocas de mensagens entre o banqueiro e Alexandre de Moraes. Prints da troca de mensagens atribuída aos dois foram publicados pelo jornal O Globo nesta sexta-feira (6).  Ao jornal, Moraes negou ter recebido as mensagens. “O ministro Alexandre de Moraes não recebeu essas mensagens referidas na matéria. Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal”, diz o comunicado.  Em conversas que teria mantido com sua ex-namorada, Martha Graeff, Vorcaro relata ainda um aparente contato próximo com parlamentares, políticos e autoridades do Judiciário, com quem diz ter discutido questões relativas ao Master, incluindo a tentativa de vender o banco para o Banco Regional de Brasília (BRB).  De acordo com a defesa de Vorcaro, o espelhamento dos dados dos aparelhos do banqueiro foi entregue à defesa em 3 de março. “O HD foi imediatamente lacrado na presença da autoridade policial, dos advogados e de tabelião, para preservar o sigilo das informações.” “Espera-se que as autoridades que violaram seu dever funcional de resguardar o sigilo sejam identificadas e responsabilizadas por atos que expõem pessoas sem relação com a investigação, bem como atrapalham os trabalhos de esclarecimento dos fatos”, completa a defesa.  Histórico Daniel Vorcaro foi preso novamente na quarta-feira (4) de manhã pela Polícia Federal, na terceira fase da Operação Compliance Zero.  No ano passado, o empresário também foi alvo de um mandado de prisão da operação, mas ganhou direito à liberdade provisória, mediante uso de tornozeleira eletrônica. A nova prisão foi fundamentada em mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da operação. Nas mensagens, Vorcaro ameaça jornalistas e pessoas que teriam contrariado seus interesses. A Compliance Zero apura fraudes bilionárias no Banco Master, que causaram um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos para o ressarcimento a investidores. 

MS terá plano emergencial para ampliar UTIs pediátricas após decisão do TJMS

Justiça determina que Estado e Município apresentem cronograma em 30 dias diante da superlotação de leitos Mato Grosso do Sul deverá adotar medidas emergenciais para ampliar leitos clínicos e de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas no Sistema Único de Saúde (SUS). A determinação ocorre após decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que reconheceu a responsabilidade conjunta do Estado e do Município de Campo Grande na crise enfrentada pela rede pública. A medida é resultado de Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), diante de sucessivos episódios de superlotação. Segundo o órgão, há registros frequentes de ocupação total dos leitos pediátricos, com crianças aguardando dias por vagas, muitas vezes em suporte ventilatório dentro de unidades de pronto atendimento. Decisão impõe prazos e multa Em junho de 2025, uma liminar já havia determinado que o Estado apresentasse plano de expansão da rede. Após recurso do MPMS, o TJMS confirmou que a responsabilidade é solidária entre Estado e Município. No julgamento final, realizado em 13 de fevereiro de 2026, o tribunal estabeleceu: Na decisão, o TJMS destacou que o “robusto conjunto probatório” comprova a superlotação e a permanência prolongada de crianças em pronto-socorros, classificando o cenário como fato público e notório. Direito à saúde e proteção integral O MPMS informou que acompanhará o cumprimento da decisão para garantir o direito constitucional à saúde e à proteção integral da criança. O órgão reforça que, conforme o modelo do SUS, a organização e ampliação dos serviços é responsabilidade solidária entre os entes públicos. A expectativa é que o plano emergencial represente uma resposta estruturada à crise, ampliando a capacidade de atendimento pediátrico e reduzindo o tempo de espera por leitos em Mato Grosso do Sul.

Maduro é mantido em presídio federal de Nova Iorque conhecido por abrigar réus de alto perfil

O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro está sob custódia das autoridades dos Estados Unidos no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn, em Nova Iorque. A unidade é conhecida por receber acusados de crimes graves e figuras de grande repercussão midiática. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, aguardam audiência na Justiça federal. A previsão é que Maduro seja apresentado a um tribunal federal em Manhattan nesta segunda-feira. O MDC funciona como principal centro de custódia de réus que aguardam julgamento nos tribunais federais de Manhattan e do Brooklyn e tem capacidade para cerca de 1.600 detentos. Presídio com histórico controverso Embora receba também acusados por crimes menos graves, o MDC é marcado por uma lista de detentos notórios. Já passaram pela unidade nomes como Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell, o magnata da música Sean Diddy Combs e o cantor R. Kelly. Atualmente, o local também mantém sob custódia Ismael Zambada García, conhecido como “El Mayo”, e Luigi Mangione. Apesar de sua relevância no sistema prisional federal, o presídio é alvo frequente de críticas. Reportagens do The New York Times apontam problemas estruturais e de segurança. Em 2019, a unidade ficou mais de uma semana sem energia elétrica durante o inverno. Já em 2024, foram registrados dois homicídios de detentos, além de processos envolvendo servidores por agressão sexual, contrabando e corrupção. Acusações e investigação A custódia de Maduro ocorre no contexto de graves acusações apresentadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. As denúncias apontam a existência de uma “cultura de corrupção” envolvendo o alto escalão do governo venezuelano, com alegações de enriquecimento ilícito por meio do narcotráfico. Segundo os documentos oficiais, Maduro teria vínculos com cartéis de drogas e grupos classificados como narcoterroristas, que utilizariam estruturas do Estado venezuelano para garantir apoio logístico e proteção policial no envio de cocaína aos Estados Unidos. As acusações também atingem outras figuras centrais do governo, como Diosdado Cabello e Nicolás Maduro Guerra. Operação de custódia A logística para a custódia do ex-presidente envolveu uma operação de segurança de grande porte. O casal foi retirado de sua residência oficial e transportado inicialmente a bordo do USS Iwo Jima, passando por Guantánamo. A chegada a Nova Iorque ocorreu no fim da tarde de sábado, em um avião militar Boeing 757, que pousou no aeroporto internacional Stewart. A transferência até o MDC contou com agentes de diversas agências federais, incluindo o FBI e a DEA.

COP30: rascunho de carta final tem propostas para limitar aquecimento

O rascunho da carta final da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) reúne uma série de recomendações para acelerar a ação climática global e tentar limitar o aquecimento do planeta a 1,5°C. O texto reforça que a meta estabelecida no Acordo de Paris, em 2015, permanece “viva”, mas exige esforços definidos por calendários e mecanismos de implementação, sobretudo no que diz respeito ao fim dos combustíveis fósseis. Governos, sociedade civil, povos originários e especialistas apontam que, para romper ciclos de desigualdade e destruição ambiental, é preciso combinar ciência, justiça climática, financiamento adequado e participação efetiva de quem vive nos territórios mais afetados. O documento destaca que a COP30 deve entregar um acordo que coloque o mundo “no rumo de emissões líquidas zero” até meados do século, alinhado ao horizonte científico do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Para isso, defende que países avancem com trajetórias claras de redução na produção e uso de combustíveis fósseis, incluindo metas para eliminação progressiva do carvão e diminuição substancial do petróleo e gás. A proposta inclui mecanismos de cooperação internacional para garantir uma transição justa em regiões dependentes desses setores. O texto reforça que limitar o aquecimento a 1,5°C depende de novo pacto global baseado em equidade. Em especial, destaca que países historicamente responsáveis pelas emissões precisam aumentar suas metas e prover recursos financeiros acessíveis e adequados. Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30  A ampliação do financiamento climático é tratada como prioridade, incluindo mecanismos para adaptação, mitigação, perdas e danos, e apoio a iniciativas locais lideradas por povos indígenas e comunidades tradicionais. O rascunho indica que “sem financiamento previsível e suficiente, não há como tornar viável a transição que o planeta exige”. O documento também aponta que a COP30 deve fortalecer o recém-criado Fundo de Perdas e Danos. O objetivo é garantir que comunidades atingidas por eventos extremos — como secas, enchentes e desastres induzidos pelo clima — tenham acesso simplificado e direto aos recursos. O texto observa que regimes de financiamento atuais são lentos, burocráticos e incompatíveis com a magnitude dos impactos que já ocorrem no mundo. A COP30, segundo o rascunho, deve avançar para “um sistema de proteção global que reconheça que perdas e danos já são parte da realidade climática”. A adaptação climática, segundo o documento, precisa ocupar o mesmo espaço político da mitigação (termo para redução de emissão de gases do efeito estufa). A proposta de Belém sugere a construção de um quadro global mais robusto, com métricas claras para medir progresso e instrumentos que orientem investimentos estratégicos em infraestrutura resiliente, segurança hídrica, saúde, sistemas alimentares, proteção costeira e redução de riscos de desastres. O texto indica que as políticas de adaptação devem priorizar regiões vulneráveis e incorporar conhecimentos tradicionais. O rascunho dedica atenção especial aos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, destacando que suas contribuições são essenciais para manter florestas em pé, proteger a biodiversidade e fortalecer a resiliência climática. O documento propõe ampliar a participação desses grupos nos espaços formais da Organização das Nações Unidas (ONU) e reforça que decisões climáticas não podem ignorar seus direitos territoriais. Entre as diretrizes, afirma que “a consulta livre, prévia e informada deve ser respeitada como princípio inegociável e como pilar da justiça climática”.

Fraudes no INSS: ex-ministro de Bolsonaro e deputados são alvos da PF

O ex-ministro do Trabalho e Previdência Social José Carlos Oliveira e ao menos dois parlamentares são investigados por suposto envolvimento na cobrança ilegal de mensalidades associativas de milhões de aposentados e pensionistas. Eles são alvo de uma nova etapa da operação Sem Desconto que a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quinta-feira (13). Servidor de carreira do instituto, Oliveira presidiu o INSS de novembro de 2021 a março de 2022, quando assumiu o comando do Ministério da Previdência Social, onde permaneceu até o fim do governo Bolsonaro, em 31 de dezembro de 2022. Na época, ele atendia pelo nome de José Carlos Oliveira, o qual alterou recentemente, por motivos religiosos, para Ahmed Mohamad Oliveira. Em setembro, Oliveira depôs à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e assegurou só ter tomado ciência da fraude relacionada às mensalidades associativas em abril deste ano, após a deflagração da primeira etapa da Operação Sem Desconto. Autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a operação desta manhã também atingiu o deputado federal Euclydes Pettersen Neto (Republicanos-MG) e o deputado estadual maranhense Edson Cunha de Araújo (PSB-MA), alvos de mandados judiciais de busca e apreensão. Pettersen é citado nas investigações da PF e da CGU por supostamente ter vendido um avião a uma das entidades associativas investigadas. Já Araújo é vice-presidente de outra das associações, a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA). A Agência Brasil tenta contato com a defesa do ex-ministro e dos deputados Euclydes Pettersen Neto e Edson Cunha de Araújo e atualizará esta reportagem tão logo consiga suas manifestações. Operação Policiais federais e auditores da CGU estão cumprindo 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares diversas da prisão em 15 unidades da federação. Os cumprimentos atingem os estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal. “Estão sendo investigados os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, divulgou a Polícia Federal. Mais cedo, a PF informou que prendeu o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto. A defesa de Stefanutto informou que, até o momento, não teve acesso ao teor da decisão que resultou na prisão de seu cliente. “Trata-se de uma prisão completamente ilegal, uma vez que Stefanutto não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de investigação”, diz a nota ao manifestar confiança de que comprovará a inocência do ex-presidente do instituto. Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil Foto: Policia Federal/divulgação

Prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo celebra defesa da democracia

No marco dos 50 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, o Vlado, o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos agraciou na noite dessa segunda-feira (27), na 47ª edição da premiação, reportagens focadas na defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social. O evento teve início com a exibição de imagens do ato ecumênico, realizado na noite do último sábado (25), na Catedral da Sé, no centro da capital paulista. O evento marcou os 50 anos da morte do jornalista e da cerimônia inter-religiosa de 1975, realizada na mesma catedral, que desafiou o regime militar e reuniu cerca de 8 mil pessoas. Telões no teatro Tucarena, o teatro de arena da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUS-SP), onde a premiação ocorre tradicionalmente, exibiram também a gravação do pedido de perdão da presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, aos mortos, desaparecidos e torturados do regime militar, estendendo o gesto aos familiares, durante o ato da Sé.. “Neste ano, a cerimônia adquire um significado ainda mais profundo. São 50 anos do assassinato de Vladimir Herzog, o meu pai, no quartel do DOI-Codi [Departamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna, ligado ao Exército Brasileiro]. Meio século depois, o Brasil segue aprendendo, dia após dia, que não há futuro sem memória, democracia sólida sem justiça, liberdade possível sem a coragem de enfrentar as verdades mais duras da nossa história”, disse o filho de Herzog, Ivo. “O nome do meu pai tornou-se sinônimo de resistência e esse prêmio que carrega e embala a sua memória é um tributo vivo a todos que não se calam, muitas vezes sacrificando suas próprias vidas”, acrescentou. Extraordinariamente, nesta edição do prêmio, a comissão organizadora instituiu nova categoria para reconhecer produções focadas na defesa da democracia, com o objetivo destacar pautas que tratam da política nacional, de ataques ao Estado Democrático de Direito e formas com que as instituições brasileiras, em todas as esferas, estão atuando na defesa de democracia. Na nova categoria, foram agraciadas como vencedoras as reportagens Os kids pretos: O papel da elite de combate do Exército nas maquinações golpistas, do jornalista Allan de Abreu, publicada na Revista Piauí; e o documentário 8/1 – A democracia resiste, de Henrique Picarelli e equipe, transmitido pela GloboNews. Todos os conteúdos agraciados podem ser acessados no site da premiação.  O programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), recebeu menção honrosa na categoria “Produção Jornalística em Vídeo”. O episódio “Mães de Luta” aborda a busca por justiça, memória e reparação pelas mulheres que perderam filhos, irmãos, sobrinhos ou netos em casos de violência policial.  Equipe da TV Brasil recebe Menção Honrosa no 47º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos – Foto Paulo Pinto/Agência Brasil Confira todos os premiados na 47ª edição do prêmio: Categoria Arte Vencedor: Diogo Braga “Racismo Ambiental: A outra emergência” Defensoria Pública do Estado do Ceará | Fortaleza/CE Fotografia Vencedora: Márcia Foletto “Antes Que Ela Veja” Jornal O Globo | Rio de Janeiro/RJ Áudio Vencedor: Vinicius Sassine e equipe Raphael Concli, Daniel Castro, Gustavo Simon, Magê Flores “Dois Mundos” – 1º episódio Folha de S. Paulo | Belém/PA Menção Honrosa: Igor Mello e equipe Juliana Dal Piva, Cristiano Botafogo, Camila Mercatelli, Paula Villar, Gabriela Varella, Elenilce Bottari, Eder Ribeiro, Fred Lopes, Stela Nesrine, Amon Medrado – Trilhas sonoras, João Brizzi “Projeto de Poder” – 4º episódio ICL Notícias | Rio de Janeiro/RJ Multimídia Vencedor: Artur Rodrigues e equipe Renan Porto, Fabio Leite, Rodrigo Freitas, Lilian Tahan, Otto Valle, Márcia Delgado, Olivia Meireles, Érica Montenegro, Juliana Garcês, Gui Primola, Lygia Lyra, Gabriel Lucas, Michael Melo, Italo Ridney, Caio Sales, Saulo Marques “A Política da Bala” Metrópoles | São Paulo/SP Menção honrosa: Daniel Camargos e equipe Fernando Martinho, Diego Junqueira, Paula Bianchi, Bruna Damin, Débora de Maio, Beatriz Vitória, Carlos Juliano Barros “Ogronegócio: milícia e golpismo na Amazônia” Repórter Brasil | Belo Horizonte/MG Texto Vencedora: Isabel Harari e equipe Carlos Juliano Barros “Trabalho infantil na indústria tech” Repórter Brasil | São Paulo/SP Menção honrosa: Angélica Santa Cruz “Sorriso: Uma Biografia / Como uma mulher risonha e sem palavras virou um fato social total” revista piauí | São Paulo/SP Vídeo Vencedora: Iolanda Depizzol, Nina Fideles e equipe Vitor Shimomura, Camila Aguiar, Beatriz Drague Ramos, Gabriela Moncau, Gabriela Peres, Marco Antônio Vieira, Mãos Tagarelas, Isabela Gaia, Tatiana Solimeo, Cibele Lima, Carolina Apple, Monyse Ravena, Bruno Amorim, Igor Dutra, Jéssica Antunes “Território em Fluxo” Brasil de Fato | São Paulo/SP Menção honrosa: Ana Passos e equipe Vitor Gagliardo, Gabriel Penchel, Marcio de Andrade, Eric Gusmão, Caroline Ramos, Aleixo Leite, Wagner Maia, Maurício Azevedo Mães de luta TV Brasil – EBC | Rio de Janeiro/RJ Livro-reportagem Vencedor: Sérgio Ramalho “Decaído” Matrix Editora | Rio de Janeiro/RJ Categoria Extra – Defesa da Democracia Allan de Abreu Os kids pretos: O papel da elite de combate do Exército nas maquinações golpistas revista piauí Henrique Picarelli e equipe 8/1 – A democracia resiste GloboNews fonte: Agência Brasil Fotos: Paulo Pinto/Agência Brasil

Justiça agenda audiências para ouvir 79 testemunhas em caso de desvio de R$ 8 milhões na Apae

O juiz Deyvis Ecco, da 2ª Vara Criminal de Campo Grande, marcou quatro dias de audiências para ouvir 79 testemunhas no processo que apura o desvio de R$ 8 milhões da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) da capital sul-mato-grossense. O caso é um dos desdobramentos da Operação Turn Off, que investiga fraudes em contratos públicos das áreas de Saúde e Educação em Mato Grosso do Sul, com prejuízo total estimado em R$ 68 milhões. De acordo com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), a ação concentra-se no superfaturamento de bolsas de colostomia destinadas a crianças em tratamento. “Pagavam até 1.400% acima do valor de mercado por produtos imprestáveis”, destacou o órgão. O ex-coordenador da Apae, Paulo Henrique Muleta de Andrade, é apontado como líder do esquema, ao lado da ex-servidora Kellen de Lis e dos empresários Lucas e Sérgio Coutinho. Segundo o Ministério Público, o grupo usava empresas de fachada para desviar recursos públicos, com a participação de servidores da instituição. O Gaeco acrescenta que Muleta tentou esconder valores e planejava deixar o país, solicitando cidadania italiana. A movimentação de cerca de R$ 500 mil e a tentativa de fuga levaram à decretação de sua prisão preventiva durante as investigações. As audiências foram marcadas para os dias 13 a 16 de abril de 2026. Cada réu terá suas testemunhas ouvidas separadamente, e, caso o cronograma permita, os acusados também poderão ser interrogados ao final dos depoimentos. Todos respondem por peculato, crime que prevê pena de 4 a 12 anos de reclusão.

Escritório Nelson Wilians denuncia uso indevido de seu nome e imagem institucional

O escritório Nelson Wilians Advogados (NWADV), um dos maiores do país, publicou um comunicado oficial alertando a sociedade sobre o uso indevido de seu nome e imagem institucional. A nota esclarece que determinados escritórios, autodenominados de “consultoria”, vêm se apresentando, de forma indevida, como “parceiros”, “representantes” ou “escritórios de apoio administrativo” da NWADV, com o intuito de criar uma falsa associação com a renomada banca. A NWADV afirma categoricamente que não possui qualquer vínculo com esses grupos e que as alegações feitas por eles são inteiramente falsas. A instituição reforça que todas as medidas legais e administrativas cabíveis já estão em andamento para resguardar sua atuação e proteger a sociedade contra essas práticas. “Todos os contatos com a NWADV são realizados exclusivamente por nossos canais oficiais, institucionais e corporativos”, diz o comunicado. O escritório ainda reforça seu compromisso com uma advocacia ética, estratégica e voltada à excelência, atuando em defesa dos interesses dos seus clientes no Brasil e no exterior. Para casos de dúvida ou denúncias sobre possíveis abordagens em nome da NWADV, o canal oficial de contato é o e-mail: ouvidoria@nwadv.com.br

Polícia prende, em Olinda, suspeito de ameaçar influenciador Felca

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta segunda-feira (25), um homem suspeito de fazer ameaças ao influenciador Felipe Bressanim Pereira, mais conhecido como Felca, que publicou um vídeo recente de grande repercussão alertando sobre a importância da proteção de crianças e adolescentes na internet. O suspeito foi detido em Olinda (PE) e não teve o nome informado pelas autoridades policiais. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a operação para prender o suspeito foi realizada em duas residências da cidade pernambucana. O suspeito foi localizado em uma dessas residências e preso por ameaça, perseguição e associação criminosa praticados em ambiente virtual. A Polícia Civil informou que, no momento da abordagem, o suspeito estava acompanhado por um outro homem e ambos foram conduzidos à delegacia, “por estarem em situação de flagrante delito”. Durante a operação, os policiais encontraram e apreenderam um computador, por meio do qual as ameaças a Felca teriam sido feitas. Em suas redes sociais, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, confirmou a prisão e disse que o homem preso também vendia material na internet com crianças e adolescentes. “A Polícia Civil de São Paulo acaba de prender, em Pernambuco, um indivíduo que ameaçou o youtuber Felca após suas denúncias. Um belo trabalho de investigação que levou até esse criminoso que, além das ameaças, vendia material infantil nas redes”. Felca passou a sofrer ameaças após ter divulgado denúncias sobre adultização e pedofilia nas redes sociais. O vídeo resultou na prisão de outro influenciador, Hytalo Santos, e de seu marido, Israel Nata Vicente. O casal está preso em São Paulo desde o dia 15 de agosto. >> Veja dicas para proteger crianças e adolescentes nas redes sociais As prisões foram determinadas pela Justiça da Paraíba após o influenciador Felca denunciar perfis que usam crianças e adolescentes para promover a “adultização infantil”. Hytalo está sendo investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por exploração e exposição de menores de idade em conteúdos produzidos para as redes sociais.