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Hospital realiza 1ª cirurgia torácica com robô no Mato Grosso do Sul

O uso de tecnologia avançada passou a integrar a rotina médica em Mato Grosso do Sul. Neste sábado (21), um hospital da Capital realizou pela primeira vez no Estado uma cirurgia torácica com auxílio de um robô de alta precisão. O procedimento representa um novo momento para a medicina local, que agora conta com recursos antes restritos a grandes centros do país. A paciente, diagnosticada com câncer de pulmão em estágio inicial, passou pela retirada do tumor por meio de uma técnica minimamente invasiva. O equipamento utilizado, chamado Toumai, foi desenvolvido na China e está instalado na unidade hospitalar desde o começo do mês. O investimento aproximado foi de R$ 10 milhões. A tecnologia permite movimentos mais delicados e precisos, além de possibilitar acompanhamento remoto por especialistas por meio de conexão 5G. A proposta é reduzir impactos no organismo, preservar funções pulmonares e oferecer recuperação mais rápida, diminuindo também o risco de recidiva da doença. A equipe médica responsável passou por anos de capacitação para operar o sistema. “Foram anos de preparação e treinamento intensivo para chegarmos a esse resultado”, afirmou um dos cirurgiões. Segundo os profissionais, a novidade amplia o acesso ao tratamento e evita que pacientes precisem viajar para outros estados em busca da cirurgia robótica.

Telessaúde de Mato Grosso do Sul lidera cobertura no Centro-Oeste e cresce mais de 500%

Com a implantação das bases da saúde digital no território estadual, a estratégia tem ampliado o acesso à atenção especializada e contribuído diretamente para a redução das filas de regulação no SUS (Sistema Único de Saúde). Houve expansão consistente da telemedicina e do telediagnóstico, com incorporação estruturada, em 2025, de modalidades como tele-ECG, teledermatologia, teleoftalmologia, teleconsultas, teleinterconsultas e teleconsultorias na Rede de Atenção à Saúde, elevando a resolutividade do atendimento. O principal destaque é o tele-ECG (tele-eletrocardiograma), com 84.880 exames realizados em 2025, consolidado como uma das ferramentas clínicas mais utilizadas na rede pública. No mesmo período, as teleinterconsultas somaram 18.630 atendimentos, fortalecendo o suporte especializado às equipes da Atenção Primária e qualificando a condução clínica dos pacientes nos próprios municípios. De acordo com monitoramento do Ministério da Saúde, todos os municípios do estado contam com ofertas de telessaúde e avançam na organização do uso dos serviços, alinhados aos eixos do Programa SUS Digital: cultura e educação permanente em saúde digital; soluções e serviços tecnológicos; e interoperabilidade e uso estratégico da informação. Cobertura e impacto na regulação A ampliação do telediagnóstico impactou a regulação estadual. Atualmente, 60 municípios utilizam tele-ECG e 28 contam com teledermatologia. Outros 8 participaram da campanha itinerante de teleoftalmologia, com 954 exames realizados, ampliando o acesso a diagnóstico especializado. Quatorze municípios apresentam alto índice de resolutividade via teleatendimento, com redução expressiva e em alguns casos, eliminação da demanda reprimida por especialidades, entre eles: Caracol, Aquidauana, Pedro Gomes, Brasilândia, Coxim, Fátima do Sul, Angélica, Anastácio, Deodápolis, Rio Negro, Sidrolândia, Selvíria, Vicentina e Bandeirantes. Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, o próximo passo é consolidar o uso contínuo das ferramentas.“Os avanços demonstram o potencial da telessaúde para ampliar o acesso e reduzir desigualdades. Agora, é fundamental integrar as soluções digitais à rotina dos serviços, com fluxos organizados e equipes engajadas para gerar impacto permanente no cuidado”, destaca. Estrutura e política de saúde digital A política estadual é coordenada pela Superintendência de Saúde Digital da SES (Secretaria de Estado de Saúde) em articulação com os municípios. Segundo a superintendente Marcia Tomasi, a prioridade é qualificar o uso da estrutura já implantada.“A base tecnológica está disponível em todo o estado. O foco é apoiar as equipes na incorporação da telessaúde ao processo de trabalho, fortalecendo a rede assistencial”, afirma. O avanço é sustentado por portarias federais publicadas em 2025 que reforçam a política de saúde digital no SUS e por investimentos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com envio de kits multimídia e equipamentos para Unidades Básicas de Saúde, ampliando a capacidade de teleatendimento e telediagnóstico. Modalidades e especialidades O Núcleo de Telessaúde oferta atendimento remoto em diversas especialidades e formatos. As teleconsultorias, síncronas ou assíncronas, contemplam áreas como clínica médica, infectologia, dermatologia, pediatria, nefrologia, obstetrícia, hematologia, psiquiatria, endocrinologia, pneumologia, neurologia, geriatria, reumatologia, ortopedia, medicina de família, psicologia, nutrição e enfermagem. As teleinterconsultas promovem troca técnica entre profissionais para apoio à decisão clínica em especialidades como cardiologia, endocrinologia, pneumologia, neurologia, pediatria, psiquiatria, nefrologia, infectologia e gastroenterologia, incluindo gestação de alto risco. Já as teleconsultas conectam especialista e paciente diretamente, ampliando o acesso a áreas como endocrinologia, pneumologia, neurologia, pediatria, psicologia, nutrição, reumatologia e ortopedia. Segundo a coordenadora do Telessaúde da SES, Rosângela Dobbro, a diversidade de modalidades sustenta os resultados alcançados.“A telessaúde aproxima o especialista do cidadão e apoia as equipes locais. Isso se reflete em mais acesso, cuidado qualificado e maior resolutividade da rede”, ressalta. André Lima, Comunicação SESFoto: Agência Brasil

TSE lança websérie para combater desinformação nas redes

O Tribunal Superior Eleitoral lançou nas redes sociais a websérie “V de Verdade – Em Terra de Fatos, Fake Não Tem Vez”, com o objetivo de orientar o público sobre como identificar e enfrentar a desinformação. Com linguagem simples e didática, a campanha é composta por seis vídeos de aproximadamente um minuto cada. Os episódios explicam como a desinformação surge, se espalha e pode impactar a vida das pessoas, especialmente no ambiente digital. A produção apresenta os chamados “5 Vs da Desinformação”, ferramenta que ajuda o eleitor a analisar conteúdos potencialmente falsos: volume de informação, variedade de temas, velocidade de propagação, viralidade e verossimilhança. Segundo o material, esses cinco elementos evidenciam como determinadas informações podem “parecer” verdadeiras, mesmo sendo enganosas. Durante o Seminário da Justiça Eleitoral sobre segurança, comunicação e desinformação, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, destacou a importância do enfrentamento ao problema. “Temos desafios novos, desafios que são os de sempre, mas desafios inclusive inéditos, questões que nunca existiram. Uma delas é a questão da chamada desinformação, que pode afetar a liberdade de escolha do eleitor e pode levar alguém a votar acreditando em uma falsidade e, depois, perceber que jamais teria feito aquela escolha se conhecesse a verdade”, afirmou a ministra. Entenda os 5 Vs Volume: refere-se à grande quantidade de informações que circulam diariamente na internet, o que dificulta distinguir conteúdos verdadeiros de falsos. Variedade: diz respeito à diversidade de temas e formatos em que as informações chegam ao público, aumentando o risco de enganos. Velocidade: trata da rapidez com que conteúdos são produzidos e compartilhados, muitas vezes mais rápido do que a checagem de fatos. Viralidade: destaca a capacidade de certos conteúdos fabricados se espalharem rapidamente, alcançando grande número de pessoas em pouco tempo. Verossimilhança: aborda como informações manipuladas ou produzidas artificialmente podem parecer verdadeiras, inclusive com uso crescente de inteligência artificial. Os episódios serão publicados semanalmente, às quartas-feiras, nas redes sociais do TSE e no canal da Justiça Eleitoral no YouTube. O conteúdo também será disponibilizado para emissoras de televisão e parceiros institucionais.

Empréstimo impulsiona Rota Bioceânica e fortalece ligação de MS com o Pacífico

O corredor da Rota Bioceânica deu mais um passo estratégico rumo à consolidação. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aprovou empréstimo de US$ 200 milhões ao Paraguai para a construção do segundo trecho da Rodovia Nacional PY15, obra considerada fundamental para a integração logística entre Brasil, Paraguai e Argentina. O recurso será aplicado na pavimentação de 102,5 quilômetros da via, além da manutenção contratual do trecho. O financiamento tem prazo de 22 anos e meio, com oito anos de carência, e juros vinculados à taxa internacional SOFR. Trecho estratégico para a integração regional A nova etapa completa a ligação terrestre entre o Brasil e a Argentina por território paraguaio. O primeiro trecho já está concluído, enquanto o terceiro permanece em execução. Além da pavimentação principal, o projeto inclui: Impacto direto para Mato Grosso do Sul Para Mato Grosso do Sul, o avanço da obra representa ganho logístico relevante. O corredor permitirá conexão mais eficiente entre o Centro-Oeste brasileiro e os portos do Pacífico, reduzindo distâncias até mercados asiáticos e ampliando competitividade do agronegócio e da indústria. A Rota Bioceânica terá cerca de 2.400 quilômetros de extensão, atravessando Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. No território paraguaio, o corredor soma 532 quilômetros, ligando Carmelo Peralta (fronteira com o Brasil) a Pozo Hondo (divisa com a Argentina). O projeto é tratado como um dos principais vetores de integração sul-americana e de fortalecimento da infraestrutura regional. Em 2026, o Paraguai sediará as reuniões do BID, evento que deve reunir representantes de 48 países e ampliar o debate sobre investimentos estratégicos no continente.

Mães já podem solicitar auxílio de R$ 600 para pagar creche ou cuidador em MS

O Governo de Mato Grosso do Sul abriu o pré-cadastro para o programa Criança na Creche, iniciativa voltada a mães solo beneficiárias do Mais Social que precisam de apoio para deixar os filhos em segurança enquanto trabalham. A ação é coordenada pela Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos) e garante auxílio financeiro mensal para custear creche particular ou cuidador. O benefício é de R$ 600 por mês para cada filho com idade de zero a três anos, 11 meses e 29 dias. O objetivo é permitir que a mãe possa ingressar ou permanecer no mercado de trabalho e, assim, ampliar a renda familiar. Além do valor principal, mulheres que estiverem frequentando o ensino regular ou a Educação de Jovens e Adultos (EJA) podem receber um adicional de R$ 300 mensais. Cuidador particular passa a ser permitido Desde dezembro de 2025, o programa também passou a autorizar a contratação de cuidador particular. Para isso, a mãe deve informar quem será o responsável e o local onde a criança permanecerá. O cuidador indicado precisa apresentar: O endereço informado pode ser visitado por equipes de acompanhamento para verificação das condições. Quem pode participar Podem solicitar o benefício mães solo que: O Criança na Creche não pode ser acumulado com outros programas de transferência de renda, com exceção do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e do próprio Mais Social. Como fazer o pré-cadastro O pré-cadastro deve ser feito exclusivamente pela internet, por meio do portal oficial do Governo do Estado. A Sead ressalta que o envio do formulário não garante concessão automática. Os dados passam por triagem, cruzamento de informações e análise técnica antes da aprovação. O Mais Social, programa ao qual o auxílio está vinculado, já atende mais de 43 mil famílias no Estado e disponibiliza cartão para compra de alimentos, gás de cozinha e produtos de higiene e limpeza. O benefício é destinado a famílias com renda per capita de até meio salário mínimo e que residam em Mato Grosso do Sul há pelo menos dois anos, com prioridade para lares chefiados por mulheres, com crianças ou em situação de violência doméstica.

Golpe com site falso do Detran-MS faz três vítimas e acende alerta em Campo Grande

Pelo menos três pessoas procuraram o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) nesta semana, em Campo Grande, após perceberem que os débitos de seus veículos continuavam pendentes mesmo depois de efetuarem o pagamento. A apuração apontou que as guias foram emitidas por páginas falsas que imitavam o portal oficial do órgão. De acordo com o departamento, um novo site fraudulento foi identificado nesta terça-feira (11). A página clonada reproduzia a identidade visual do Detran-MS e induzia os usuários ao pagamento de boletos irregulares. Nos casos confirmados, a orientação é registrar boletim de ocorrência. A assessoria informou que a equipe de Tecnologia da Informação mantém monitoramento constante para localizar e retirar páginas falsas do ar. Somente em janeiro, duas já haviam sido derrubadas. Ainda assim, o órgão reforça que a principal barreira contra o golpe continua sendo a atenção do cidadão. O diretor de Tecnologia da Informação do Detran-MS, Robson Lui, destaca que o acesso aos serviços deve ser feito exclusivamente pelos canais oficiais. Segundo ele, o aplicativo Meu Detran MS é hoje a alternativa mais segura, pois reduz o risco de redirecionamento para páginas fraudulentas e garante ambiente protegido para consultas e pagamentos. Como evitar cair no golpe O Detran-MS reforça algumas orientações importantes: Outro canal seguro é a assistente virtual Glória, que atende pelo WhatsApp no número (67) 3368-0500. Pelo serviço, é possível consultar guias, verificar autenticidade de boletos e confirmar valores antes de concluir o pagamento. O Detran-MS alerta que, em caso de suspeita ou confirmação de golpe, além de registrar ocorrência, o cidadão deve comunicar imediatamente o banco para tentar bloquear a transação.

Alems reabre inscrições para concurso com salário de até R$ 8 mil

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) reabriu, nesta quarta-feira (11), as inscrições do concurso público que oferece 80 vagas imediatas e formação de cadastro de reserva. O novo prazo, no entanto, é exclusivo para candidatos autodeclarados indígenas, conforme previsto no edital. Segundo o comunicado oficial, os interessados devem optar, no ato da inscrição, pela concorrência às vagas reservadas e preencher autodeclaração específica. Além disso, é obrigatória a apresentação de pelo menos um documento que comprove o pertencimento étnico, como: O prazo para inscrição segue até 15 de fevereiro, com pagamento da taxa até o dia 27 do mesmo mês. A prova objetiva está prevista para 29 de março. Até o momento, o concurso já contabiliza cerca de 20 mil inscritos em diversos cargos. Salários e cargos Para o cargo de analista legislativo (nível superior), a remuneração inicial é de R$ 8.030,65, composta por salário-base e encargos do cargo. Há oportunidades para áreas como Administração, Direito, Jornalismo, Engenharia, Arquitetura, Enfermagem, Psicologia, Tecnologia da Informação, entre outras especialidades. Já para técnico legislativo (nível médio), o salário inicial é de R$ 4.912,20. As vagas contemplam áreas como administrativa, audiovisual, fotografia, informática, motorista, operação de áudio, Polícia Legislativa, tradução de Libras e refrigeração e climatização. Os salários são de R$ 4.912,20 (técnico nível médio) e R$ 8.030,65 (analista nível superior) para jornada de trabalho de 40 horas semanais. Para garantir sua inscrição, clique aqui. O edital prevê reserva de vagas de: Provas e cronograma As provas objetivas serão realizadas em Campo Grande, no dia 29 de março de 2026: Serão aplicadas 80 questões, divididas entre conhecimentos gerais e específicos, com duração de quatro horas. Cargos como Polícia Legislativa exigirão Teste de Aptidão Física (TAF), previsto para 24 de maio de 2026. Já o cargo de Tradutor de Libras terá prova prática no dia 23 de maio. O resultado final está previsto para: O concurso terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período.

Governo federal articula carteira ferroviária para impulsionar logística em Mato Grosso do Sul

O Ministério dos Transportes trabalha para estruturar ainda em 2026 um conjunto de projetos ferroviários em Mato Grosso do Sul, consolidando o Estado como eixo estratégico para o escoamento de cargas no Centro-Oeste. O movimento ganhou novo impulso após o início das obras do ramal da Arauco, em Inocência, empreendimento ligado à cadeia da celulose e considerado marco do novo modelo de autorizações ferroviárias. Além da ferrovia da Arauco, a carteira inclui projetos já autorizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), como os trechos planejados pela Suzano e pela Eldorado Brasil Celulose, além do aguardado leilão da Malha Oeste. A proposta do governo é ampliar a participação da iniciativa privada na expansão da malha, com foco em reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade das exportações e diminuir a dependência do transporte rodoviário. Os investimentos previstos somam bilhões de reais e abrangem ligações estratégicas entre polos industriais e corredores de exportação, especialmente com destino ao Porto de Santos (SP). No caso da Malha Oeste, o edital deve ser lançado nos próximos meses, com previsão de leilão ainda este ano. O trecho, que corta Mato Grosso do Sul e conecta o Estado ao Sudeste, é visto como peça-chave para transformar a região em corredor de escoamento de celulose, grãos e combustíveis. Especialistas, porém, ponderam que o sucesso dos projetos depende de garantias de demanda contínua e de regras claras de acesso às malhas já operacionais. Sem uma “carga âncora” que sustente a operação e segurança contratual para circulação até os portos, há risco de baixa atratividade ao mercado. Ainda assim, o ministério mantém o cronograma e aposta na retomada ferroviária como vetor de desenvolvimento regional e nacional.

MS registra abertura de 1.254 novas empresas no primeiro mês de 2026

Mato Grosso do Sul registrou a abertura de 1.254 novas empresas em janeiro de 2026, segundo dados divulgados nesta 2ª.feira (9) pela Junta Comercial do Estado (Jucems). O número representa o segundo maior volume de registros já contabilizado para o mês. O resultado reforça a continuidade do ambiente considerado favorável aos negócios no Estado. A série histórica aponta crescimento constante na abertura de empresas nos últimos anos. O setor de serviços liderou as aberturas, com 982 empresas, o equivalente a 78,31% do total. Em seguida aparece o comércio, com 244 novos empreendimentos, representando 19,4%. A indústria registrou 28 empresas abertas no período, o que corresponde a 2,23% do total. Os dados indicam maior concentração das atividades no setor terciário. Entre as atividades econômicas com maior número de registros estão as atividades médicas ambulatoriais. Também se destacam holdings e instituições não financeiras, além de serviços combinados de escritório e apoio administrativo. Os números evidenciam a diversificação da base produtiva e o fortalecimento do setor de serviços. O comportamento acompanha a dinâmica econômica observada no Estado. No ranking dos municípios, Campo Grande concentrou o maior número de aberturas, com 546 empresas registradas em janeiro. Dourados aparece em seguida, com 120 novos empreendimentos. Três Lagoas registrou 45 aberturas no período, seguida por Corumbá, com 28, e Naviraí, com 20 empresas. Os dados mostram concentração das atividades nas principais cidades do Estado. O diretor-presidente da Jucems, Nivaldo Domingos, afirmou que o desempenho confirma a regularidade do crescimento do empreendedorismo. Segundo ele, o resultado de janeiro é o segundo maior já registrado para o mês. Ele destacou que o cenário econômico pode impulsionar novos recordes ao longo de 2026. A expectativa é de continuidade do processo de expansão empresarial. O secretário estadual da Semadesc, Jaime Verruck, avaliou que houve dois movimentos relevantes no período. O primeiro foi a concentração de aberturas no setor de serviços, acompanhando a expansão da atividade econômica. O segundo movimento, segundo ele, está ligado ao aumento de fusões e à criação de holdings. A mudança nas regras de tributação do ganho de capital teria estimulado a abertura desse tipo de empresa. Verruck afirmou que os números indicam continuidade no processo de crescimento das aberturas. O secretário também atribuiu o resultado ao aumento do nível de atividade econômica. Segundo ele, o cenário reflete políticas públicas voltadas ao empreendedorismo e à segurança jurídica. O governo estadual avalia que os dados apontam um ambiente favorável para investimentos.

Cobrança irregular resulta em reembolso de mais de R$ 2,3 milhões a estampadoras

A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu que o Detran estadual deverá restituir valores cobrados de forma indevida de empresas responsáveis pela produção de placas veiculares no padrão Mercosul. A sentença reconheceu que o órgão extrapolou suas atribuições ao instituir uma cobrança própria durante a implantação do novo sistema de emplacamento no Estado. O caso envolve ações ajuizadas por empresas do interior que questionaram exigências financeiras impostas a partir de 2020, quando o modelo Mercosul passou a vigorar. Na análise do processo, a magistrada adotou entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal, segundo o qual apenas a União, por meio do Conselho Nacional de Trânsito, pode regulamentar e estabelecer regras para o serviço de fabricação e estampagem das placas. Com base nesse posicionamento, a Justiça concluiu que o Detran-MS não tinha respaldo legal para criar a taxa aplicada por placa produzida, ainda que a cobrança tenha sido posteriormente revogada. A retirada da norma, ocorrida em 2023, não foi considerada suficiente para afastar o direito das empresas à devolução dos valores pagos. Além do ressarcimento, a decisão impõe ao órgão estadual o pagamento de despesas processuais e honorários advocatícios, que serão definidos após a apuração do montante final. O Detran informou que foi notificado da sentença e avalia os próximos passos jurídicos.