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IFMS oferece 960 vagas gratuitas pelo Sisu para cursos superiores em MS

Estudantes que buscam uma graduação pública e gratuita em Mato Grosso do Sul já podem se organizar para o Sisu 2026. O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) disponibiliza 960 vagas em 16 cursos presenciais, entre bacharelados, licenciaturas e tecnólogos, distribuídos em dez municípios do Estado. As oportunidades estão nos campi de Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã e Três Lagoas. Todas as formações são presenciais e sem cobrança de mensalidade, ampliando o acesso ao ensino superior público. Para participar, é necessário ter feito o Enem em 2023, 2024 ou 2025 e não ter zerado a redação. O IFMS destaca que todo o processo seletivo seguirá exclusivamente as regras do Sisu, conforme edital. As inscrições são gratuitas e ocorrem de 19 a 23 de janeiro, na página oficial do Sisu. O resultado da chamada regular está previsto para 29 de janeiro, com matrículas da primeira chamada entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro. As aulas começam, em sua maioria, em 23 de fevereiro. Do total de vagas, 50% são reservadas a estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas ou comunitárias conveniadas. Há ainda cotas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência; candidatos pretos e pardos passarão por banca de heteroidentificação.

MS lidera avanço do setor primário e consolida protagonismo do agro brasileiro

O crescimento do setor primário em 2025 confirma a força do agronegócio brasileiro e coloca Mato Grosso do Sul na liderança nacional, com alta de 17,9%, segundo ranking que avalia o desempenho dos estados. Na sequência aparecem Tocantins (16,4%) e Paraná (16,1%), demonstrando um cenário de forte expansão tanto em regiões consolidadas quanto em novas fronteiras agrícolas. O resultado reforça o papel estratégico do Centro-Oeste no mapa do agro. Além do desempenho sul-mato-grossense, Mato Grosso registrou crescimento de 15,1%, enquanto Goiás avançou 10,7%, consolidando a região como o principal polo produtivo do país, sustentado por grandes safras, pecuária em larga escala e uso intensivo de tecnologia no campo. Expansão além do Centro-Oeste O ranking também evidencia a força de outras regiões. Estados do Sul e Sudeste, como Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo, mantêm relevância no cenário nacional, combinando produtividade e diversificação agrícola. No Norte do país, o avanço de Tocantins, Roraima e Rondônia destaca o crescimento das novas fronteiras agrícolas, que aliam oportunidades produtivas ao desafio de conciliar expansão econômica e sustentabilidade ambiental. Crescimento generalizado Um dos principais indicadores do levantamento é que todos os estados do ranking apresentaram crescimento em dois dígitos, sinalizando um ano excepcional para o setor primário brasileiro. O desempenho reflete: Com esse cenário, o agronegócio segue como pilar da economia nacional, impulsionando exportações, geração de renda e desenvolvimento regional, com Mato Grosso do Sul assumindo papel de destaque nesse movimento.

Após intensivão de ortopedia no interior do Estado, programa MS Saúde tem prazo ampliado

O Governo de Mato Grosso do Sul ampliou o prazo do Programa MS Saúde após os resultados de um intensivão de cirurgias ortopédicas de alta complexidade no interior do Estado. A ação concentrou atendimentos especializados em Aquidauana, Cassilândia, Coxim, Maracaju e Rio Brilhante, fortalecendo a assistência regional e ampliando o acesso da população a procedimentos ortopédicos de maior complexidade, especialmente para pacientes que aguardavam há mais tempo na fila por cirurgia. O intensivão integrou a estratégia da SES (Secretaria de Estado de Saúde) para descentralizar a assistência, fortalecer a rede hospitalar regional e garantir atendimento mais próximo aos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde). A iniciativa reforça o modelo de atuação do programa, baseado na organização da rede e no apoio direto aos municípios. De acordo com a responsável pela Gestão Estratégica da SES, Maria Angélica, os resultados alcançados com ações concentradas têm impacto direto na ampliação do acesso. “O intensivão de ortopedia demonstra que é possível avançar na redução das filas ao levar procedimentos de alta complexidade para o interior, fortalecendo a rede e garantindo mais resolutividade para os pacientes”, afirmou. Os dados consolidados do programa refletem esse avanço. O painel do MS Saúde registra 99.497 atendimentos realizados, sendo 43.564 cirurgias e 55.888 exames, evidenciando o volume expressivo de procedimentos ofertados pela rede estadual. Entre as especialidades com maior demanda estão os atendimentos relacionados ao aparelho da visão (25.160), além de ressonância magnética (20.391) e tomografia computadorizada (18.055). Também apresentam volume relevante os procedimentos do aparelho digestivo e órgãos anexos (9.452), ultrassonografias (4.921), endoscopias (3.862) e ações voltadas ao sistema osteomuscular (3.521). Na distribuição territorial dos atendimentos, Campo Grande concentra 25.573 procedimentos, seguida por Dourados (11.383), Costa Rica (7.118) e Três Lagoas (6.627). No interior, municípios como Maracaju, com 6.361 procedimentos, além de Aquidauana (2.842) e Coxim (2.549), mantêm participação significativa, evidenciando a capilaridade do programa e o alcance das ações em diferentes regiões do Estado. Diante dos resultados obtidos com iniciativas como o intensivão de ortopedia e da manutenção do ritmo assistencial, a SES decidiu prorrogar até 31 de março de 2026 os prazos do programa, conforme a Resolução SES nº 518. A medida assegura a continuidade das ações do Projeto MS Saúde – Mais Saúde, Menos Fila, mantendo o acesso da população a cirurgias eletivas e exames diagnósticos no âmbito do SUS. A resolução entrou em vigor na data de sua publicação, com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026, garantindo a continuidade das estratégias adotadas pela rede estadual de saúde para ampliar o acesso aos serviços e reduzir o tempo de espera por procedimentos especializados. André Lima, Comunicação SESFoto: Arquivo SES

Prazo final do IPVA com 15% de desconto termina hoje

Termina nesta segunda-feira (5) o prazo para pagamento do IPVA 2026 com desconto de 15% em Mato Grosso do Sul. Os contribuintes que quitarem o imposto à vista até hoje garantem a redução no valor e evitam o parcelamento sem benefício. Os boletos começaram a ser enviados em dezembro, pelos Correios, e também podem ser emitidos diretamente no site da Secretaria de Estado de Fazenda. Mais de 870 mil veículos Cerca de 870 mil veículos estão sujeitos à cobrança do IPVA no Estado. Neste exercício, o prazo para pagamento com desconto foi antecipado em relação a anos anteriores — quando o vencimento ocorria no fim de janeiro — exigindo atenção redobrada dos proprietários logo no início do ano. Opção de parcelamento Quem optar pelo parcelamento poderá dividir o imposto em até cinco vezes, sem desconto, com vencimentos nas seguintes datas: O valor mínimo de cada parcela é de R$ 30 para motocicletas e R$ 55 para os demais veículos. Em caso de atraso, incidem juros de mora e multa, conforme a legislação vigente. Restrições ao veículo Sem a quitação do IPVA ou a comprovação de isenção, o veículo não pode ser licenciado, transferido ou registrado, ficando também impedido de qualquer alteração de propriedade ou posse. A consulta de valores e a emissão do boleto podem ser feitas diretamente no portal da Sefaz. Isenções e reduções O desconto e o parcelamento não se aplicam à primeira tributação de veículos novos, que seguem regras próprias. A legislação estadual prevê ainda isenções, imunidades e reduções, contemplando:

Caixa Encantada conclui entregas presenciais em Dourados e leva magia do Natal às crianças de MS

Popularizadas por influenciadores e celebridades, as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes sem orientação médica e sem nenhum critério. Diante da procura desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos. Segundo a Anvisa, a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e é considerado um crime hediondo no país. A farmacêutica Natally Rosa esclarece que o uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa. “Uma pessoa que ela se submete, que ela é exposta ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, estão exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes.” A farmacêutica destaca o que observar na embalagem e no produto para conferir sua autenticidade: “Temos alguns sinais. A própria embalagem já chama a atenção, já que as bulas são de fácil acesso na internet. Então, qual é a apresentação física dessa embalagem? De que forma que ela se apresenta? Como está o rótulo? O rótulo está no idioma do Brasil? Do nosso idioma aqui? Não deve estar em outras línguas, por exemplo. Existe lote e validade de fácil acesso? Você consegue identificar? A leitura, a descrição do medicamento, o princípio ativo, ela precisa estar bem legível. Todas as informações precisam estar bem claras.” Ela também chama a atenção para valores: preços muito abaixo do praticado no mercado são sinal de alerta grave. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica.

MP investiga degradação ambiental em área rural de Bonito e impõe medidas de recuperação

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou inquérito civil para apurar degradação ambiental em uma propriedade rural no município de Bonito, um dos principais destinos turísticos do Estado. O proprietário foi notificado a cumprir uma série de exigências ambientais, com prazos que variam entre 30 e 60 dias, para conter danos aos cursos d’água da região. Entre as medidas determinadas estão o cercamento das Áreas de Preservação Permanente (APPs), a recuperação da vegetação nativa e a adequação de travessias utilizadas por gado e veículos, que atualmente ocorrem de forma direta dentro dos córregos. Segundo a fiscalização, essas intervenções são essenciais para conter o “turvamento dos cursos d’água”, fenômeno que compromete a qualidade ambiental e o equilíbrio dos ecossistemas. As exigências decorrem de uma autuação do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), que identificou falhas no manejo do solo e no uso irregular das APPs. O laudo técnico aponta acesso irrestrito de gado aos córregos, ausência de mata ciliar em diversos trechos e processos erosivos agravados pelo tráfego dentro da água. Durante a vistoria, também foi constatado armazenamento inadequado de combustíveis na propriedade. Apesar disso, o relatório destaca que não houve constatação de contaminação do solo no momento da fiscalização. Com base nos apontamentos, a 2ª Promotoria de Justiça de Bonito deu início ao inquérito civil e notificou o responsável para apresentação de defesa e documentos, incluindo a matrícula atualizada do imóvel rural. O MP também requisitou apoio de núcleos técnicos especializados para aprofundar o acompanhamento do caso. Segundo o Ministério Público, as condutas identificadas podem, em tese, configurar crime ambiental, a depender da conclusão da análise técnica e jurídica. O órgão, no entanto, informou que prioriza uma solução consensual, por meio da celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com foco na recuperação das áreas degradadas. Caso não haja acordo ou se as exigências não forem cumpridas dentro dos prazos estabelecidos, o MP poderá adotar medidas judiciais. Técnicos ambientais ressaltam que ações como cercamento de APPs, recomposição da vegetação nativa e armazenamento correto de combustíveis são medidas simples, eficazes e fundamentais para preservar os rios de Bonito, cuja economia depende diretamente da conservação ambiental.

Dezembro Vermelho reforça prevenção ao HIV e alerta para avanço da doença no MS

O Dezembro Vermelho volta a mobilizar Mato Grosso do Sul no combate ao HIV, à Aids e a outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). No Estado, a campanha ganhou caráter permanente em 2021, quando passou a integrar o Calendário Oficial de Eventos por meio da Lei nº 5.684, de autoria do deputado estadual Zé Teixeira, vice-presidente da Assembleia Legislativa. A medida garante que, todos os anos, ações de conscientização e prevenção sejam intensificadas em todo o território sul-mato-grossense. Os dados mais recentes do Boletim Epidemiológico 2024/2025 do Ministério da Saúde mostram avanços importantes no cenário nacional. O Brasil registrou, nos últimos cinco anos, uma média de 33 mil novos casos de HIV por ano, com queda no coeficiente de mortalidade, que passou de 4,1 óbitos por 100 mil habitantes em 2022 para 3,9 em 2024. Situação em Mato Grosso do Sul preocupa Apesar da redução gradual da mortalidade, Mato Grosso do Sul ainda apresenta indicadores preocupantes. Em 2024, o Estado registrou 20,7 casos de Aids por 100 mil habitantes, ocupando a 9ª posição no ranking nacional. No mesmo ano, foram contabilizados 162 óbitos relacionados à doença, mesmo com uma queda de 7,8% na mortalidade ao longo da última década. Atualmente, cerca de 11,2 mil pessoas vivem com HIV em MS e recebem tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde. Em relação às novas infecções, foram registrados 321 casos em 2024, número inferior aos 365 de 2023, mas ainda acima da média histórica. A maior concentração de novos diagnósticos ocorre na faixa etária de 15 a 29 anos, cenário atribuído, em parte, à redução da percepção de risco entre os jovens. Alerta para prevenção contínua Para o deputado Zé Teixeira, os avanços no tratamento não podem levar ao relaxamento das medidas preventivas.“Os avanços científicos são uma conquista, mas não significam ausência de risco. A prevenção continua sendo essencial, principalmente entre os jovens”, alerta. O parlamentar destaca ainda que o Estado precisa ampliar o alcance das campanhas educativas e facilitar o acesso aos testes rápidos.“O diagnóstico precoce aumenta significativamente a expectativa e a qualidade de vida de quem vive com o vírus. Mato Grosso do Sul ainda aparece entre os estados com maiores taxas de detecção, e isso precisa ser enfrentado”, reforça. Desafio permanente Embora o Brasil já tenha alcançado duas das três metas globais da ONU para eliminar a Aids como problema de saúde pública — com 96% das pessoas vivendo com HIV diagnosticadas e 95% com carga viral indetectável —, o desafio permanece na adesão contínua ao tratamento, atualmente em 82%. No cenário global, segundo o UNAIDS, cerca de 39,9 milhões de pessoas vivem com HIV. Em 2023, aproximadamente 630 mil pessoas morreram por doenças relacionadas à Aids, número bem inferior ao pico de 2,1 milhões em 2004. A meta mundial para 2025 é reduzir esse total para menos de 250 mil mortes anuais. Para Zé Teixeira, o Dezembro Vermelho vai além do simbolismo.“A camisinha continua sendo a forma mais simples e eficaz de prevenir o HIV e outras ISTs. O Dezembro Vermelho é um alerta coletivo. Precisamos unir esforços para reduzir novos casos e salvar vidas”, conclui.

Luz, Cultura e Poesia transformam a Praça das Américas em Rio Verde

A cidade de Rio Verde (MS) recebeu em 15/12 uma das mais sensíveis e potentes celebrações natalinas já realizadas na região. O Projeto “Natal Raízes Pantaneiras – Luz, Cultura e Poesia” chegou em dezembro de 2025 para transformar a Praça das Américas em um espaço de encantamento, identidade e profunda conexão com o imaginário pantaneiro. Com o tema “Natal das Mãos que Tecem os Sonhos Pantaneiros”, o projeto propõe uma vivência artística que une fé, ancestralidade, memória afetiva e sustentabilidade. A direção artística e curadoria são assinadas pela artista Eli Tosta Menasce, da Ateliê Brasil A2, nascida em Campo Grande e formada em artes na Europa, que traz ao projeto um olhar sensível capaz de unir dois mundos: o Natal europeu e a essência poética do Pantanal. Percurso Cenográfico e Sensorial – Um caminho que nasce do algodão e floresce em luz A Praça das Américas foi toda ambientada como um grande percurso de descobertas. Cada entrada se tornou um portal simbólico, representando elementos da natureza e da espiritualidade pantaneira — do vento às águas, do sol ao silêncio da terra fértil. Os materiais utilizados, como tule, madeira, cipó, cerâmica, couro e galhos secos, foram escolhidos pelas texturas orgânicas e pelo compromisso de reaproveitamento sustentável, reforçando o respeito à natureza pantaneira. A experiência é contínua: o visitante caminha por um cenário que remete às plantações de algodão da região, onde o branco — ao invés da neve — simboliza a pureza da terra, o trabalho humano e a luminosidade do amanhecer pantaneiro. Justificativa Conceitual – Raízes, Luz e Pertencimento Mais do que uma decoração natalina, o projeto apresenta uma imersão poética e identitária.A proposta transforma a praça em um espaço onde fé, arte e memória se entrelaçam, refletindo o encontro entre o que nasce da terra e aquilo que é tecido pelas mãos do povo pantaneiro. A artista Eli Tosta Menasce, que passou a primeira infância em Rio Verde, vivenciou de perto as cores, texturas e musicalidades do Pantanal. Na Europa, absorveu a estética delicada e luminosa dos natais tradicionais. Em “Natal Raízes Pantaneiras”, ela devolve ao Brasil a fusão dessas vivências: um Natal nascido da terra, tecido de luz e bordado de pertencimento. Inspirado na obra de Manoel de Barros, o projeto transforma poesia em forma e música em matéria. Cada instalação dialoga com o ritmo das águas, o canto das aves, o som do vento e o dourado do entardecer, despertando lembranças e celebrando a ancestralidade viva da região. Sustentabilidade e Materiais Todo o projeto se fundamenta em práticas de reutilização e baixo impacto ambiental.Entre os materiais utilizados estão: A estética do brilho — composta por purpurinas, laminados e pigmentos — é aplicada de forma simbólica, evocando o brilho do orvalho sobre a terra ao amanhecer, e não apenas uma ornamentação decorativa. SERVIÇO Projeto: Natal Raízes Pantaneiras – Luz, Cultura e PoesiaTema: Natal das Mãos que Tecem os Sonhos PantaneirosLocal: Praça das Américas – Rio Verde (MS)Data: 15/12/2025 a 06/01/2026 Direção Artística e Curadoria: Eli Tosta Menasce (11) 95551-9242 Ateliê Brasil A2

Novo status sanitário projeta suinocultura de MS no mercado global e amplia exportações

O reconhecimento do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação, oficializado em 2025, colocou a suinocultura de Mato Grosso do Sul em um novo patamar de competitividade no cenário internacional. O avanço sanitário fortaleceu a confiança de importadores, abriu portas em mercados mais rigorosos e já se reflete no desempenho das exportações do setor. Somente em novembro, o Estado exportou 1,84 mil toneladas de carne suína in natura, com receita de US$ 4,49 milhões. No acumulado de janeiro a novembro, os embarques alcançaram 20,7 mil toneladas, totalizando US$ 49,2 milhões, crescimento de 11,76% em relação ao mesmo período do ano passado. Selo estratégico e responsabilidade da cadeia Para a consultora de economia da Famasul, Eliamar de Oliveira, o reconhecimento sanitário funciona como um diferencial estratégico, mas também impõe responsabilidades adicionais ao setor.“A certificação amplia oportunidades de mercado, mas exige compromisso permanente com padrões elevados de biosseguridade e gestão sanitária em toda a cadeia produtiva”, afirma. O avanço ocorre em um momento de forte desempenho produtivo. Em novembro, os frigoríficos sul-mato-grossenses abateram 311,1 mil suínos, volume 4,96% superior ao registrado no mesmo mês de 2024, demonstrando a capacidade do Estado de atender à demanda internacional. Mercados exigentes e profissionalização Segundo a consultora técnica da Famasul, Fernanda Lopes, competir em mercados como Singapura, Filipinas e Emirados Árabes Unidos exige evolução constante das granjas.Ela destaca a adoção rigorosa de práticas de biosseguridade, como controle de acesso, monitoramento do plantel, planos de contingência e gestão sanitária permanente. Fernanda ressalta ainda que o novo status sanitário, embora relevante, atua de forma indireta na valorização do suíno vivo.“O equilíbrio entre oferta e demanda, aliado ao bom ritmo das exportações, sustenta os preços. O status sanitário mantém mercados abertos e reforça a confiança dos compradores”, explica. Cadeia em processo contínuo de modernização Com maior exposição internacional, a suinocultura de Mato Grosso do Sul passa por um ciclo de modernização e elevação de padrões. Para Fernanda Lopes, a certificação consolida esse movimento.“Ela impõe normas mais rigorosas, vigilância constante e reforça o compromisso do Estado com qualidade, fortalecendo toda a cadeia produtiva”, conclui.

Mato Grosso do Sul forma maioria a favor de projeto que preserva investimentos essenciais

A bancada de Mato Grosso do Sul formou maioria nesta segunda-feira (15), em Brasília, a favor do substitutivo do Senado ao PLP 163/25. A proposta exclui do arcabouço fiscal as despesas temporárias em educação e saúde financiadas pelo Fundo Social do pré-sal, permitindo que esses recursos não impactem os limites de gastos primários nem a meta fiscal do governo. O projeto segue agora para sanção presidencial. Entre os deputados da bancada, votaram a favor Humberto “Beto” Pereira, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende (PSDB), e Camila Jara (PT). Contra, votaram Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira (PL), enquanto Vander Loubet (PT) e Luiz Ovando (PP) se abstiveram. A aprovação do substitutivo garante consenso sobre a importância do Fundo Social para investimentos essenciais. O substitutivo estabelece que 5% da receita do Fundo Social, equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão por ano, seja destinado à saúde e educação por cinco anos. Segundo o relator, deputado José Priante (MDB-PA), a medida não cria novas despesas, apenas assegura a execução orçamentária desses recursos, mantendo os limites primários e respeitando empréstimos internacionais e suas contrapartidas. O Fundo Social, proveniente da exploração do petróleo, financia programas em educação, saúde, meio ambiente e adaptação climática. Com a medida, o governo poderá aplicar os recursos sem comprometer o orçamento discricionário, estimado em R$ 237 bilhões para 2026, e garantindo os pisos constitucionais de 15% em saúde e 18% em educação. O texto final será enviado à sanção presidencial, tornando-se lei.