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Grupo chinês vai instalar fábrica para atender setor de celulose em Três Lagoas

O ambiente favorável de negócios construído pelo Governo de Mato Grosso do Sul continua atraindo investimentos internacionais para fortalecer a cadeia produtiva da celulose no Estado. Na quarta-feira (6), o governador Eduardo Riedel recebeu representantes do grupo chinês Broad Wire para a assinatura de um protocolo de intenções voltado à instalação de uma unidade industrial em Três Lagoas. A empresa pretende instalar uma fábrica em área do polo industrial do município para fornecer arames utilizados nos fardos de celulose produzidos pelas indústrias da região. A iniciativa faz parte da estratégia estadual de ampliar a industrialização, atrair fornecedores, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento regional. Segundo o secretário da Semadesc, Artur Falcette, a empresa já atua com grandes companhias do setor em outras regiões do Brasil e do mundo.  “Ela já tem como clientes a Suzano, Bracell e Arauco em outros lugares do Brasil e do mundo e vem justamente para Mato Grosso do Sul para atender as fábricas aqui do Estado. Isto gera benefícios diretos para estas indústrias, que passam a acessar essa matéria-prima com um custo mais baixo. A empresa já tem reuniões marcadas em Três Lagoas para viabilizar esta instalação”, afirmou. A chegada da Broad Wire integra uma estratégia do Governo do Estado de realizar uma “busca ativa” por empresas fornecedoras da cadeia da celulose para instalação de unidades em Mato Grosso do Sul, especialmente na região conhecida como Vale da Celulose. “Esta é uma nova fase de busca ativa do Estado por esse pool de fornecedores da área da celulose, com foco em trazê-los para cá também. Estamos fazendo este mapeamento, já que foi criado este ambiente positivo, com esta nova cadeia produtiva em Mato Grosso do Sul. Assim produzimos mais empregos e geramos riquezas no nosso Estado”, explicou Falcette.  Alvaro Rezende/GOV MS Grupo chinês vai instalar fábrica para atender setor de celulose em Três Lagoas Além do governador e do secretário da Semadesc, participaram da reunião o secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho, Esaú Aguiar, e o superintendente de Administração Tributária da Sefaz, Bruno Bastos. Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul consolidou-se como um dos principais polos de investimentos industriais do país, atraindo mais de R$ 81 bilhões da iniciativa privada. O crescimento está ligado à política de desburocratização, incentivo ao ambiente de negócios, modernização de serviços públicos e investimentos em infraestrutura e logística. Entre os projetos estratégicos está a chamada “Rota da Celulose”, que envolve a concessão de trechos das rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267. O projeto prevê investimentos privados de R$ 10,1 bilhões em melhorias rodoviárias voltadas à modernização, segurança e ampliação da capacidade logística do Estado.

Exame inédito marca avanço da alta complexidade no Hospital Regional de Dourados

O Hospital Regional de Dourados deu mais um passo importante na ampliação da assistência especializada com a realização da primeira Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) na Policlínica Cone Sul, no dia 23 de abril. O procedimento representa um avanço significativo no diagnóstico e tratamento de doenças que afetam as vias biliares e pancreáticas. De acordo com o diretor técnico do HRD, João Angelo Hoffmann, a conquista representa um marco para a instituição. “A realização da primeira CPRE na Policlínica Cone Sul demonstra o avanço técnico e estrutural do hospital. Estamos ampliando o acesso a procedimentos de alta complexidade, com segurança e qualidade, garantindo um cuidado mais completo e resolutivo para a nossa população”, destacou. A implantação da CPRE também se integra à assistência já ofertada na instituição, especialmente no cuidado de pacientes que necessitam de colecistectomia (cirurgia para retirada da vesícula biliar), permitindo que todo o percurso assistencial seja realizado no próprio hospital. Benefícios para o paciente A CPRE é um procedimento minimamente invasivo que combina endoscopia e radiologia (raios-X), permitindo identificar e tratar, no mesmo ato, condições como cálculos (pedras) biliares, tumores, estreitamentos e outras obstruções. Entre os principais benefícios estão a redução da necessidade de cirurgias abertas, a possibilidade de intervenções como retirada de cálculos, colocação de próteses (stents) e realização de biópsias durante o exame, além de uma recuperação mais rápida e segura para o paciente. O procedimento foi realizado por equipe especializada em endoscopia e radiologia do hospital, seguindo rigorosamente os protocolos de segurança do paciente. A iniciativa fortalece a linha de cuidado voltada às doenças das vias biliares e pancreáticas, ampliando a resolutividade da unidade. O gastroenterologista e especialista em endoscopia digestiva, Dr. Robin Yance, responsável pela condução do procedimento, destacou o resultado da intervenção. “A CPRE foi realizada com sucesso, com agilidade e dentro de todos os protocolos de segurança. A paciente evolui muito bem, e o procedimento reforça os benefícios de uma abordagem minimamente invasiva, com recuperação mais rápida e resolutividade no atendimento”, afirmou. Comunicação SES*com informações do HRDFotos: HRD

Governo de MS autoriza novo concurso com 2 mil vagas para professores da Rede Estadual

Em uma construção coletiva, de diálogo permanente com a categoria, o governador Eduardo Riedel autorizou nesta segunda-feira (4) a realização de um novo concurso para contratação de 2 mil professores para Rede Estadual de Ensino. Isto reforça o compromisso para uma educação e ensino de qualidade em Mato Grosso do Sul. Esta assinatura ocorreu durante reunião com a direção da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS), na Governadoria. O encontro também contou com a presença dos secretários estaduais Hélio Daher (Educação) e Roberto Gurgel (Administração). “Esta decisão foi construída com um diálogo aberto e constante com a categoria. A autorização para este novo concurso mostra o nosso compromisso com uma educação moderna e de qualidade no Estado, com valorização dos profissionais, e um resultado que se vê na prática, não apenas na infraestrutura das escolas, mas, principalmente, na melhoria dos nossos indicadores”, afirmou o governador. A presidente da Fetems, Deumeires Batista de Souza, reconheceu o esforço do Governo do Estado em abrir 2 mil vagas neste certame. “Houve a compreensão do governador da necessidade do concurso e do número de vagas que é satisfatório. Nós consideramos um grande avanço na luta da categoria, que culminou nesta conquista, com vagas para professores da educação básica e ensino médio”, comemorou. Deumeires ainda lembrou que o último concurso (professores) teve 722 vagas abertas, mas que o Governo chamou mais de 1.300 aprovados. “Ainda temos o compromisso do Governo de chamar mais aprovados desta lista de espera, antes do próximo concurso”, completou a presidente. O secretário estadual de Educação, Hélio Daher, explicou que o novo concurso público para professores vai suprir a demanda dentro das escolas estaduais, com vagas para ensino fundamental e médio, funcionando em um modelo diferente do anterior, já que será para todo o território de Mato Grosso do Sul e não por vagas específicas por cidades. “Desta forma vai facilitar a vida do professor concursado que poderá concorrer em todos os municípios, de acordo com sua necessidade. Algo novo dentro daquilo que a própria categoria esperava e o Governo do Estado também chegou a conclusão que era a melhor alternativa”, descreveu. Com a autorização para o concurso, agora o próximo passo é a definição do cronograma pela SAD (Secretaria Estadual de Administração), que vai planejar todo o processo de execução do certame, incluindo a publicação do edital e demais datas para sua realização. Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MSFotos: Álvaro Rezende/Secom-MS

Governo de MS convoca 750 estudantes para receber bolsas de 1 salário mínimo por mês

A Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos de Mato Grosso do Sul (Sead), convocou, na 5ª feira (23.abr.25), 750 estudantes aprovados no processo seletivo 2026 do MS Supera, programa que concede bolsas de estudo de um salário mínimo mensal (R$ 1.621,00) a estudantes de baixa renda. Os aprovados devem assinar o Termo de Concessão até 30 de abril. Inicialmente, o processo seletivo previa a oferta de 600 vagas, conforme divulgado na abertura. Com o surgimento de novas oportunidades — motivadas por desligamentos de beneficiários que concluíram o curso, solicitaram saída ou descumpriram critérios do programa — o número foi ampliado, resultando na convocação adicional de 150 estudantes nesta etapa. Para receber o benefício, o estudante deve ter renda individual de até 1,5 salário mínimo (para quem mora sozinho) ou renda familiar total de até 3 salários mínimos; estar aprovado ou matriculado em curso técnico ou superior (presencial ou EAD autorizado pelo MEC); e estudar em instituição que tenha polo em Mato Grosso do Sul. Além disso, o bolsista não pode ter curso superior concluído; deve morar em Mato Grosso do Sul há mais de 2 anos; estar inscrito no CadÚnico; não receber outra bolsa ou auxílio semelhante; não ter mais de 4 reprovações no curso; e não ter outro familiar já beneficiário do MS Supera. O processo seletivo contou com 6.094 inscritos, sendo que 1.572 foram habilitados: 101 do Ensino Médio Profissionalizante (incluindo 3 indígenas) e 1.471 do Ensino Superior (96 indígenas). Os habilitados que ainda não foram convocados ficarão no cadastro de reserva e serão chamados assim que abrirem novas vagas. O pagamento do primeiro benefício aos novos bolsistas está previsto para acontecer até 8 de maio. A relação de habilitados e convocados e também de inabilitados e desclassificados pode ser conferida no site https://www.sead.ms.gov.br/programas-e-projetos/ms-supera/. Já a assinatura do termo de concessão é feita no Sistema MS Supera.

Obras de captação no rio Paraguai recebem R$ 26,4 milhões e reforçam abastecimento em Corumbá

Corumbá recebe um novo investimento estratégico para garantir a segurança no fornecimento de água. A Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) destina R$ 26,4 milhões para obras na estrutura de captação de água bruta no rio Paraguai, principal fonte que atende o município. O extrato do contrato foi publicado no Diário Oficial do Estado e prevê a execução de melhorias estruturais importantes no sistema, incluindo a elaboração do projeto executivo, a construção de dispositivos de proteção contra impactos de embarcações e a revitalização de pilares e da ponte de captação. A ordem de serviço para o início das obras foi assinada pelo diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, e pelo diretor de Engenharia e Meio Ambiente, Leopoldo Godoy do Espírito Santo. O investimento tem como objetivo reforçar a segurança operacional da estrutura, especialmente diante do intenso tráfego fluvial na região, além de garantir a continuidade e a eficiência do abastecimento de água para a população. Os recursos são próprios da Sanesul, e a execução das obras deve ocorrer ao longo de 15 meses, dentro de um prazo total de vigência de 18 meses. O investimento acompanha a estratégia do Governo do Estado de fortalecer a infraestrutura de saneamento em regiões consideradas prioritárias. Em Corumbá, cidade com características geográficas específicas e forte atividade econômica ligada ao turismo, comércio e logística, a segurança hídrica é um fator essencial para o desenvolvimento sustentável. Prevenção de riscos operacionais Mesmo com o abastecimento de água já universalizado nos 68 municípios atendidos, a Sanesul mantém uma política contínua de investimentos para modernização e ampliação dos sistemas, priorizando a confiabilidade dos serviços e a prevenção de riscos operacionais. No caso de Corumbá, a obra na captação do rio Paraguai é considerada fundamental para garantir maior proteção à estrutura e assegurar o fornecimento regular de água tratada, beneficiando diretamente a população e as atividades econômicas locais. A ação integra o conjunto de investimentos que vêm sendo realizados por determinação do governador Eduardo Riedel, com foco na melhoria contínua dos serviços de saneamento em Mato Grosso do Sul. O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, destaca a importância do investimento para garantir a segurança do sistema de abastecimento em Corumbá. “Estamos investindo mais de R$ 26 milhões para reforçar a segurança hídrica e a qualidade dos serviços prestados à população. Em Corumbá, esse recurso é fundamental para fortalecer a estrutura de captação no rio Paraguai e assegurar a continuidade do abastecimento com eficiência e confiabilidade”, afirma o dirigente. Desta forma, a expectativa é reduzir riscos estruturais na captação e garantir maior estabilidade no sistema, especialmente em períodos de maior movimentação no rio Paraguai. A obra também reafirma o planejamento da Sanesul visando antecipar demandas e evitar interrupções no fornecimento, acompanhando o crescimento urbano e econômico de Corumbá. Comunicação Sanesul

MS revela quem são seus povos originários em painel inédito

Quem são, onde vivem e como estão os povos originários de Mato Grosso do Sul? A resposta, por muito tempo fragmentada ou invisível, ganha forma a partir de agora. Com o lançamento do Painel Povos Originários, o Estado passa a contar com uma ferramenta inédita que reúne dados sobre população, território, etnias e condições de vida. Um retrato necessário, em números, para transformar realidade em política pública. Mato Grosso do Sul abriga a terceira maior população indígena do Brasil: são 116.469 pessoas, o equivalente a 6,9% do total do país. Mais da metade (59%) vive em terras indígenas, em uma população majoritariamente jovem, entre 15 e 29 anos, e com leve predominância de mulheres. Mas é na diversidade que o painel revela sua maior força: são 139 etnias e 48 línguas indígenas presentes no Estado. Um dado que amplia o olhar e rompe com visões simplificadas sobre quem são esses povos. Importante destacar que, oficialmente, Mato Grosso do Sul tem oito etnias originárias reconhecidas pela Funai: Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva, Terena, Kadiwéu, Kinikinau, Guató, Ofaié e Atikum. O número mais amplo, de 139 etnias, reflete outro fenômeno, o Estado se consolidou como um polo de referência, especialmente nas áreas de educação e saúde, atraindo indígenas de diferentes regiões do país.  Dados Desenvolvido pelo Observatório da Cidadania, em parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania e a UFMS, o painel organiza informações que vão desde natalidade e envelhecimento até educação, moradia e distribuição territorial nos 79 municípios sul-mato-grossenses. “Este painel tem como objetivo dar visibilidade à presença e à diversidade dos povos originários em Mato Grosso do Sul. Ao reunir informações sobre distribuição territorial, perfil populacional e condições socioeconômicas, ele contribui para o reconhecimento das especificidades culturais e históricas desses povos e para o fortalecimento de políticas públicas mais justas e direcionadas”, afirma o coordenador do Observatório da Cidadania, professor Samuel Leite de Oliveira. Para o secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento, o acesso a esses dados marca um avanço histórico na forma de pensar políticas públicas. “Não existe política pública séria sem dados. Hoje, o que mais se valoriza em qualquer gestão é isso. Sem informação, a gente corre o risco de investir recursos onde não são mais necessários e deixar de atender quem realmente precisa. O Observatório funciona como uma lupa, que nos permite enxergar de verdade quem são essas pessoas”, afirmou. Em um discurso marcado pela emoção, Sarmento também relembrou o passado recente, quando essas informações simplesmente não existiam. “Por muito tempo, essas pessoas estavam no mundo, mas não apareciam nos dados. Eu fico imaginando quantas histórias poderiam ter sido diferentes se lá atrás a gente tivesse acesso a esse tipo de informação. O que estamos fazendo agora é olhar para essas pessoas com seriedade e responsabilidade”, disse. Histórico A construção desse retrato não começou com números, pelo contrário, foi justamente motivado pela ausência deles. O técnico da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, Josias Ramires Jordão, do povo Terena, lembra que houve um tempo em que era preciso recorrer diretamente às comunidades para tentar entender a própria realidade do Estado. “Lá atrás, a gente não tinha indicadores. Era ligar para as lideranças e perguntar quantas crianças, quantas mulheres havia nas comunidades. Era tudo muito disperso. Hoje, com esses dados, a gente consegue enxergar a população indígena como um todo, e isso muda completamente a forma de construir políticas públicas”, explicou. Ele também destaca que o painel também ajuda a ampliar a compreensão sobre a diversidade indígena em Mato Grosso do Sul. “Muita gente conhece apenas alguns povos, mas o Estado tem 139 etnias. Isso mostra a riqueza que temos e a necessidade de políticas que considerem essas diferenças.” Para quem vive nas aldeias e atua na ponta, o acesso a esses números têm um significado que vai além da gestão, de reconhecimento. Técnico da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, Heliton Cavanha, da etnia Kaiowá, define o momento como histórico. “São mais de 500 anos de luta. Hoje, a gente ter esses dados significa olhar para as pessoas de verdade. Não é sobre política partidária, é sobre atender quem precisa”, afirmou. Segundo ele, os números também fortalecem as próprias comunidades na busca por direitos. “A gente sempre fala: para pedir política pública, precisa ter dados. Quantas pessoas trabalham com agricultura? Quantas crianças precisam de escola? Sem esses números, a gente não consegue dialogar. Agora a gente começa a falar e a ser ouvido.” Olhar, reconhecer, transformar Para o secretário José Francisco Sarmento, o painel representa mais do que um avanço técnico, é uma mudança de postura. “A cidadania tem o papel de colocar luz sobre quem historicamente foi deixado de lado. Quando a gente conhece, a gente se responsabiliza. E é isso que estamos fazendo: olhando para essas pessoas como sujeitos de direitos, independentemente de qualquer outra condição”, afirmou. Disponível de forma gratuita e acessível, o Painel Povos Originários é o oitavo a ser divulgado pelo Observatório da Cidadania. Para visualizar o conteúdo completo, acesse: https://observatoriodacidadania.ufms.br/ Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania*com informações do Observatório da CidadaniaFoto de capa: Paula Maciulevicius/SEC

Itaporã sai na frente e inicia vacinação contra Chikungunya em MS

Mato Grosso do Sul deu um passo decisivo para frear o avanço da Chikungunya com o início da vacinação em Itaporã, a 220 quilômetros da Capital. O município tornou-se o pioneiro no estado ao aplicar as primeiras doses na última sexta-feira (18), após receber um lote de 3 mil unidades. A meta das autoridades locais é imunizar 21,2% do público-alvo, focando inicialmente em adultos de 18 a 59 anos sem comorbidades, em uma tentativa de conter a escalada da enfermidade na região. A urgência da imunização é justificada por números alarmantes: em 2026, MS já registrou 12 mortes por Chikungunya, o que representa 63% de todos os óbitos pela doença no Brasil. Com mais de 6 mil casos prováveis este ano, o estado vive uma epidemia severa. O cenário é agravado pelo fato de que 67% dos municípios sul-mato-grossenses estão em nível de alerta para a infestação do mosquito Aedes aegypti, vetor que também transmite Dengue e Zika. Ao todo, Mato Grosso do Sul recebeu uma remessa inicial de 20 mil doses, de um total de 46,5 mil previstas pelo Ministério da Saúde. A estratégia da Secretaria de Estado de Saúde (SES) prioriza as cidades de Dourados e Itaporã para esta fase piloto. “A divisão considerou o público apto a participar da estratégia-piloto de vacinação”, informou a SES, destacando que o envio das doses ocorre de forma fracionada para garantir a conservação adequada na rede de frio estadual. Diferente de outros imunizantes, a vacina contra a Chikungunya é aplicada em dose única, facilitando a adesão da população. Em MS, além do público geral na faixa etária estipulada, a estratégia contempla prioritariamente profissionais de saúde e a população indígena, grupo que tem sido severamente impactado pela atual epidemia. A expectativa é que, com o avanço da vacinação nestes polos, a taxa de transmissão e, principalmente, a letalidade da doença apresentem queda nos próximos meses. Por se tratar de uma vacina de vírus vivo atenuado, as autoridades de saúde reforçam os critérios de restrição. O imunizante é contraindicado para gestantes, puérperas, pessoas imunocomprometidas ou com doenças crônicas descompensadas. Aqueles que possuem histórico de reações alérgicas graves a componentes da fórmula também não devem ser vacinados. “A recomendação é que o cidadão procure a unidade de saúde levando seu documento e cartão de vacina para avaliação técnica”, orientam os profissionais da linha de frente. A chegada da vacina em Mato Grosso do Sul coloca o estado na vanguarda do combate às arboviroses no país. Enquanto Itaporã avança com a aplicação, a SES monitora a distribuição para o Núcleo Regional de Dourados, que recebeu 7 mil doses. O sucesso desta etapa em solo sul-mato-grossense servirá de base para a expansão da vacinação em nível nacional, consolidando MS como um laboratório estratégico para o controle de crises sanitárias provocadas pelo mosquito.

MS Cidadão ultrapassa 2,4 mil atendimentos e reforça municipalismo no interior e Capital

O programa MS Cidadão já alcança resultados expressivos nas primeiras edições realizadas em Mato Grosso do Sul. Somando as ações em Aquidauana, no bairro Jardim Noroeste em Campo Grande e no município de Jardim, a iniciativa ultrapassa a marca de 2.400 atendimentos, consolidando-se como uma importante ferramenta de aproximação entre o poder público e a população. Com uma proposta de atendimento integrado, o MS Cidadão levou à população serviços essenciais em áreas como saúde, educação, identificação, assistência social, cultura e lazer. Entre os principais resultados, estão a emissão de cerca de 300 documentos de identidade e a realização de mais de 150 exames preventivos e mamografias, além de centenas de atendimentos médicos e odontológicos. A ação reúne, em um só espaço, diversos órgãos estaduais e instituições parceiras, promovendo mais agilidade, comodidade e acesso aos serviços públicos. Participam da iniciativa, além do Governo do Estado com toda a estrutura da gestão estadual, prefeituras municipais e parceiros como Energisa, Cassems, entre outros. Mais do que ampliar o acesso, o MS Cidadão reforça um dos pilares da atual gestão estadual: o municipalismo. A proposta é descentralizar os serviços e levá-los diretamente às comunidades, facilitando o atendimento, especialmente para quem enfrenta dificuldades de deslocamento ou acesso a estruturas públicas. Ao aproximar o Estado da população, o programa contribui para reduzir a burocracia e garantir um atendimento mais humanizado e eficiente, atendendo às demandas reais dos cidadãos onde eles vivem. Com resultados positivos nas primeiras edições, o MS Cidadão terá continuidade nos próximos meses, com novas ações previstas em diferentes municípios do Estado, ampliando ainda mais seu alcance e impacto social. Beatricce Bruno, Comunicação Casa CivilFotos: Divulgação

Seis cidades de Mato Grosso do Sul recebem R$ 10,2 milhões para reforçar a saúde pública

A população de seis municípios de Mato Grosso do Sul será beneficiada com investimento de R$ 10,2 milhões para a área da saúde pública. A informação foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (14). Os municípios que receberão os investimentos são: Anastácio, Aparecida do Taboado, Bandeirantes, Nova Alvorada do Sul, Paranhos e Porto Murtinho. De acordo com o edital, os valores destinados à Secretaria de Estado de Saúde (SES) serão usados para a compra de veículos e execução de obras na área da saúde nos municípios citados. Confira o cronograma de investimentos Anastácio No município de Anastácio, o pacote de investimentos ultrapassa R$ 4,2 milhões e contempla custeio e incremento de serviços de média e alta complexidade, além de reforço ao piso da atenção primária e aquisição de equipamentos para unidades de saúde. Aparecida do Taboado Em Aparecida do Taboado, serão destinados R$ 500 mil para custeio de serviços de média e alta complexidade. Bandeirantes Em Bandeirantes, foram destinados R$ 240 mil para ações e serviços na mesma área, beneficiando a unidade mista do município. Nova Alvorada do Sul Em Nova Alvorada do Sul, está prevista a aquisição de uma ambulância do tipo A, destinada ao atendimento eletivo, com investimento de R$ 334,4 mil, por meio de repasse fundo a fundo do Ministério da Saúde. Paranhos Também foram homologadas propostas para a construção de duas unidades de atenção especializada em saúde em Paranhos. Os projetos somam mais de R$ 3,1 milhões em recursos oriundos de emendas parlamentares. Porto Murtinho Em Porto Murtinho, os recursos superam R$ 1,7 milhão e incluem investimentos para fortalecer a atenção primária à saúde, além da compra de equipamentos e materiais permanentes para unidades básicas. Ainda de acordo com o edital, as medidas buscam fortalecer o atendimento regionalizado e reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes que precisam de atendimento mais especializado em Campo Grande. Os recursos dão prosseguimento às propostas encaminhadas ao Ministério da Saúde, por meio do Fundo Nacional de Saúde. Os documentos foram assinados pelo secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões Corrêa.

Mais de R$ 27,5 milhões por ano chegam à saúde de Dourados após articulação de Vander

O deputado federal Vander Loubet celebrou a destinação de mais de R$ 27,5 milhões anuais em novos recursos federais para a saúde pública de Dourados. O investimento é resultado de articulação conduzida pelo parlamentar junto ao Ministério da Saúde, em diálogo direto com o ministro Alexandre Padilha, a partir de demandas apresentadas pela população da Grande Dourados, pelos vereadores Franklin e Elias Ishy, pelo PT Dourados, pela deputada Gleice Jane (líder da bancada do PT-MS) e pelo prefeito Marçal Filho. “Estamos garantindo um volume expressivo de recursos permanentes para a saúde pública de Dourados. Esse resultado é fruto de diálogo, trabalho institucional e compromisso do governo Lula com as necessidades concretas da população. Nosso foco foi transformar demandas em investimentos efetivos”, afirmou Vander. As informações sobre o repasse foram encaminhadas pelo secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, no âmbito do acompanhamento técnico das ações voltadas ao fortalecimento da rede assistencial na região. Novos recursos atendem demandas dos vereadores Franklin e Elias Ishy, PT Dourados, deputada Gleice Jane e prefeito Marçal Filho. A destinação dos recursos está diretamente relacionada à agenda realizada em Dourados no dia 20 de dezembro de 2025, quando o secretário Mozart Sales esteve no município. Na ocasião, Vander acompanhou as atividades do Ministério da Saúde e participou de reuniões com gestores estaduais, municipais e federais, além de visitas técnicas ao Hospital Regional de Dourados e ao Hospital Universitário da UFGD, consolidando encaminhamentos que agora se materializam em investimento. FORTALECIMENTO REGIONAL Os recursos contemplam diferentes frentes da assistência e fortalecem a rede regional de saúde. Entre as principais medidas está a habilitação de 20 novos leitos de UTI Tipo II no Hospital Regional de Dourados, sendo 10 adultos e 10 pediátricos, com financiamento anual de R$ 3,94 milhões. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) 192 também será fortalecido, com a qualificação de três unidades móveis, sendo uma Unidade de Suporte Avançado e duas Unidades de Suporte Básico, além de recursos destinados à Central de Regulação das Urgências. O investimento ultrapassa R$ 696 mil por ano. Na área de reabilitação, o Centro Especializado em Reabilitação II passa a contar com habilitação nas modalidades física e visual, com aporte anual de R$ 2,26 milhões, ampliando o acesso a serviços especializados. Outro eixo estratégico é a ampliação do teto de Média e Alta Complexidade para o Hospital Regional da Grande Dourados, com incremento superior a R$ 19,3 milhões por ano, reforçando a capacidade de realização de procedimentos especializados. O Hospital Universitário da UFGD também será contemplado com recursos para a Atenção Especializada aos Povos Indígenas, no valor de R$ 1,01 milhão por ano, além da habilitação do serviço de terapia enteral, com R$ 325 mil anuais. A avaliação do deputado Vander Loubet é de que os novos recursos ampliam a capacidade instalada, qualificam o atendimento e fortalecem a organização da rede regional, garantindo maior resolutividade e acesso à população de Dourados e municípios da macrorregião.