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INSS inicia pagamento de benefícios de outubro nesta segunda; veja quem recebe

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa nesta segunda-feira (27) o pagamento dos benefícios referentes a outubro de 2025 para aposentados e pensionistas. O cronograma, divulgado pelo Ministério da Previdência Social, segue até o dia 7 de novembro e leva em conta o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador que aparece após o traço. Os primeiros a receber são os segurados que ganham até um salário mínimo, com depósitos realizados entre os dias 27 de outubro e 7 de novembro. Já quem recebe acima do piso nacional terá os pagamentos creditados a partir do dia 3 de novembro. 📅 Calendário de pagamentos — até um salário mínimo 📅 Acima de um salário mínimo O calendário segue o padrão tradicional do INSS, que organiza os pagamentos para evitar sobrecarga nas agências e garantir fluidez nos créditos. Para os próximos meses, as previsões são de 24 de novembro a 5 de dezembro (referente a novembro) e 22 de dezembro a 8 de janeiro (referente a dezembro). 💬 Como consultar o benefício Os valores podem ser conferidos pelo aplicativo “Meu INSS”, disponível para Android e iOS, ou pelo site meu.inss.gov.br. Também é possível obter informações pela Central 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h, informando o CPF e confirmando dados pessoais. Com o reajuste do salário mínimo previsto para 1º de janeiro de 2026, o novo valor será pago entre o fim de janeiro e o início de fevereiro.

Inflação acumulada dos alimentos é a menor desde setembro de 2024

A prévia da inflação oficial no país mostra que, em outubro, o preço de alimentos e bebidas caiu 0,02%, em média. O resultado representa o quinto mês seguido de deflação (inflação negativa). De junho a outubro, os alimentos e bebidas ficaram 0,98% mais baratos. Os dados foram apurados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador apontou desaceleração para 0,18%, uma vez que tinha alcançado 0,48% em setembro. O IBGE mostra que, de setembro de 2024 a maio de 2025, os alimentos e bebidas apresentaram nove meses seguidos de alta, influenciados por fatores como questões climáticas, que prejudicaram a safra. Desde então, sucederam-se cinco recuos: Com a sequência de quedas, o acumulado de 12 meses da inflação de alimentos marca 6,26% em outubro. Esse patamar fica acima da inflação geral apurada pelo IPCA-15 (4,94%) no período. No entanto, é o menor desde setembro de 2024, quando registrava 5,22%. Desde então, a variação chegou a marcar 8,02% em maio de 2025. Em setembro de 2024, o acumulado era de 7,21%. O IPCA-15 apura a variação média do custo de 377 produtos e serviços que fazem parte da cesta de compras do brasileiro que ganha até 40 salários mínimos. Os alimentos e bebidas são a parcela mais representativa dessa cesta, respondendo por 21,63% do índice. Observando especificamente a alimentação no domicílio, que exclui gastos com lanches, refeições e cafezinho na rua, a inflação marcou -0,10% em outubro e 5,47% no acumulado de 12 meses, menor patamar desde agosto de 2024, quando ficou em 4,19%. Alimentos em outubro No IPCA-15 de outubro, os itens que mais pesaram para a queda dos alimentos foram: Cada um desses recuos representa 0,01 p.p. no índice. Na cesta de produtos, quatro subitens tiveram quedas de preço na casa de dois dígitos: Apesar da variação, o peso desses itens no total do índice não supera 0,01 ponto percentual. No intervalo de 12 meses, as maiores quedas foram da batata-inglesa (-39%), feijão preto (-32%), cebola (-27%) e pepino (-27%). Na outra ponta, estão as altas do café moído (53%), abobrinha (43%) e pimentão (36%). Veja o comportamento de outros itens no mês: Safra Para o economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados, Felipe Queiroz, o resultado de outubro é bastante positivo e aponta para uma convergência rumo ao centro da meta de inflação, estipulada pelo governo em 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, até 4,5%. Queiroz destaca o comportamento dos preços dos alimentos. “Tendo em vista a importância que a alimentação possui no orçamento familiar, especialmente das famílias de menor renda, o resultado de outubro é bastante animador por conta da queda de produtos essenciais como o arroz, o leite, os ovos e a cebola”, diz. Para o representante da associação de supermercados do maior estado do país, que reúne mais de 4,5 mil estabelecimentos comerciais, a expectativa é que a inflação mantenha a tendência de desaceleração nos próximos meses. “Nós temos uma safra recorde de grãos, o que deve contribuir com a queda de itens básicos da cesta dos consumidores”, cita.

Mato Grosso do Sul tem o etanol mais barato do país, com média de R$ 3,93 por litro

O Mato Grosso do Sul registrou o menor preço médio do etanol hidratado no Brasil entre os dias 12 e 18 de outubro, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) compilado pelo AE-Taxas. O litro do combustível foi comercializado, em média, por R$ 3,93, valor abaixo da média nacional, que ficou em R$ 4,30. O estudo apontou variação nos preços do etanol em todo o país: em nove estados houve queda, em oito houve aumento, e em nove mais o Distrito Federal, os valores permaneceram estáveis. Em São Paulo, maior produtor e consumidor do país, o preço do litro caiu 0,24%, chegando a R$ 4,10. “Apesar das oscilações regionais, Mato Grosso do Sul mantém um dos preços mais competitivos do Brasil”, destacou um analista do setor. Já em estados como Amazonas e Pernambuco, o etanol segue bem mais caro, alcançando R$ 5,49 e R$ 6,49 por litro, respectivamente. O Rio Grande do Norte apresentou a maior alta percentual, de 8,64%, enquanto o Acre teve a maior redução, com queda de 4,35%. Com esse desempenho, Mato Grosso do Sul consolida sua posição como referência em preços acessíveis de combustíveis no Centro-Oeste, beneficiando motoristas e fortalecendo o setor de biocombustíveis na região. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Auxílio Gás de R$ 108 começa a ser pago a partir de hoje

Mais de cinco milhões de famílias de todo o país começam a receber o Auxílio Gás nesta segunda-feira (20).  O benefício, no valor de R$ 108, é pago duas vezes a cada semestre e segue o calendário do Bolsa Família.   Os primeiros a receber são os beneficiários que têm o NIS, Número de Identificação Social, com dígito final 1.  O cronograma de pagamentos segue até 31 de outubro, quando recebem os beneficiários com NIS final 0. Neste mês, o investimento do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome é de pouco mais de R$ 542 milhões. O Auxílio Gás foi criado para aliviar o impacto do preço do gás de cozinha no orçamento doméstico dos lares em situação de vulnerabilidade. O valor pago aos beneficiários corresponde a 100% ao do botijão de 13 quilos. Gás do povo Em setembro, o governo federal lançou o programa Gás do Povo, que vai gradualmente substituir o Auxílio Gás. Em vez do benefício em dinheiro, as famílias vão retirar a recarga do botijão de gás em revendedoras credenciadas.  A previsão do novo programa é triplicar o número de favorecidos, alcançando cerca de 15 milhões de famílias.  

Lote extra de R$ 1,5 bi do abono salarial será pago nesta quarta-feira

Cerca de 1,6 milhão de trabalhadores com inconsistência nos dados enviados pelos empregadores que trabalharam de carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2023 e com salário de até dois mínimos receberão um dinheiro extra. O governo federal inicia nesta quarta-feira (15) o pagamento de lote extra de R$ 1,5 bilhão do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). A medida beneficia trabalhadores que ficaram de fora do calendário regular por falhas ou atrasos no envio de informações pelos empregadores à Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou ao e-Social. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o lote extraordinário foi autorizado pela Resolução Codefat nº 1.013/2025, que permitiu a correção dos dados pelas empresas até 20 de junho. Os pagamentos variam de R$ 126,50 a R$ 1.518,00, conforme o número de meses trabalhados em 2023, ano-base para o cálculo do benefício. Os recursos ficarão disponíveis para saque até 29 de dezembro de 2025. Quem tem direito Está inscrito no PIS/Pasep ou no CNIS há pelo menos cinco anos; Trabalhou com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias em 2023; Recebeu remuneração média de até dois salários mínimos no período; Teve seus dados informados corretamente pelo empregador na Rais ou no eSocial; O lote extra contempla apenas trabalhadores que atendiam aos critérios gerais, mas tiveram as informações corrigidas e reenviadas até junho deste ano. Não têm direito ao abono salarial Empregados domésticos; Trabalhadores rurais e urbanos contratados por pessoa física; Empregados de pessoa física equiparada a jurídica. Como consultar se você vai receber Aplicativo Carteira de Trabalho Digital: basta acessar com CPF e senha do gov.br, ir até a aba “Benefícios” e selecionar “Abono Salarial”; Central Alô Trabalho (158): atendimento gratuito; Aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem, para trabalhadores da iniciativa privada. Como será feito o pagamento Para quem recebe PIS (trabalhadores da iniciativa privada): Crédito automático para quem tem conta na Caixa Econômica Federal; Poupança Social Digital acessada pelo Caixa Tem; Saque com Cartão Cidadão em terminais, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui; Saque presencial nas agências da Caixa com documento de identificação. Para quem recebe Pasep (servidores públicos e trabalhadores de estatais) Crédito em conta corrente no Banco do Brasil (BB); Transferência via TED ou PIX para outras instituições; Saque presencial nas agências do BB. Prazo e recursos O saque pode ser feito até 29 de dezembro de 2025. Quem acredita ter direito, mas não foi incluído no lote, pode registrar recurso diretamente no aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 158 (Alô Trabalho), pelo e-mail trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo “uf” pela sigla do estado) ou nas superintendências regionais do Trabalho.

Novo modelo de crédito imobiliário amplia acesso da classe média à casa própria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, na última sexta-feira (10), um novo modelo de crédito imobiliário que promete modernizar o uso dos recursos da poupança e ampliar o acesso da classe média ao financiamento habitacional. O anúncio foi feito durante o evento Incorpora 2025, em São Paulo, com a presença de representantes do setor da construção civil e autoridades econômicas. 💡 Modernização do sistema habitacional Atualmente, o sistema obriga os bancos a destinar 65% dos recursos da poupança ao crédito imobiliário, mantendo 15% livres para outras operações e 20% retidos como depósito compulsório no Banco Central. O novo modelo, proposto pelo governo, prevê o fim desses depósitos compulsórios, permitindo que todo o valor depositado seja usado como referência para o crédito habitacional. Segundo o governo, a mudança aumentará a disponibilidade de recursos, incentivará a concorrência entre bancos e reduzirá o custo dos financiamentos. “Queremos modernizar o sistema para que mais famílias tenham acesso à casa própria”, destacou Lula durante o evento. 🏠 Mais crédito e teto ampliado Outra medida importante é a elevação do teto de financiamento no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. A mudança deve beneficiar principalmente famílias de renda média, ampliando a faixa de imóveis financiáveis com condições mais acessíveis. A Caixa Econômica Federal projeta financiar 80 mil novas moradias até 2026 com o novo modelo. “Mais crédito habitacional será possível conforme a poupança crescer, o que aumenta a competição e beneficia o consumidor”, diz a nota do governo. 📅 Transição até 2027 O governo prevê um período de transição até janeiro de 2027, quando o novo sistema estará em funcionamento completo. Nesse intervalo, os limites atuais serão ajustados de forma gradual para reduzir os depósitos compulsórios e liberar mais recursos para o financiamento habitacional. Com o novo modelo, o governo espera fortalecer o mercado imobiliário brasileiro, estimular o setor da construção civil e garantir que o crédito chegue a um público mais amplo, promovendo crescimento econômico com inclusão social.

Caixa prevê financiar 80 mil moradias com novo programa imobiliário

O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, disse hoje (9) em São Paulo que a nova política do governo federal – e que deverá ser anunciada amanhã (10) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva – deverá fazer com que a Caixa Econômica Federal financie mais 80 mil novas moradias até 2026. De acordo com o governo federal, a nova política prevê uma reforma estrutural no uso da poupança para alavancar o crédito habitacional, modernizando as regras de direcionamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com o objetivo de tornar o uso da poupança mais eficiente e ampliar a oferta de crédito imobiliário. “A previsão é que só a Caixa Econômica Federal possa ter mais 80 mil novos financiamentos até 2026. Vamos começar isso imediatamente, agora. Então, só na Caixa estão previstos mais 80 mil novas habitações financiadas”, disse o ministro, que participou do evento Incorpora 2025, um dos maiores do setor e que reúne autoridades públicas, CEOs das maiores incorporadoras do país,  representantes de instituições financeiras e especialistas para discutir os desafios e oportunidades do setor imobiliário no Brasil. Embora não tenha dado muitos detalhes sobre o novo modelo de crédito imobiliário “para não furar o anúncio” que será feito pelo presidente Lula amanhã na capital paulista, o ministro afirmou que a medida foi trabalhada entre o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal, o Ministério da Fazenda e o Banco Central e que o governo federal está preocupado em oferecer uma alternativa de financiamento para a classe média, principalmente entre as famílias que ganham de R$12 mil a R$ 20 mil. “Nós temos em boa parte da nossa sociedade famílias que ganham mais ou menos entre R$ 12 mil e até R$ 20 mil e que estão hoje numa situação de não ter nenhuma fonte de financiamento ou apenas fontes de financiamento que nós temos hoje. Nós queremos ampliar isso”, disse Jáder Filho durante o evento. Mais tarde, em entrevista, ele ressaltou a grande carência de financiamento imobiliário para essa faixa da população. “Aquelas famílias que vão de R$ 12 mil a R$ 20 mil estavam desatendidas. E isso, obviamente, nos incomodava profundamente. Antes da criação do programa Minha Casa, Minha Vida da classe média, esse problema ainda era maior porque as famílias acima de R$ 9,6 mil não eram atendidas. O que buscamos com essas alterações que vão ser anunciadas pelo presidente Lula é dar mais financiamento, mais recursos para que as famílias todas que queiram realizar o sonho da casa própria – e não só as das classes mais baixas – que se elas forem a uma instituição bancária, encontrem uma alternativa e um financiamento que caiba no seu bolso”. Para o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, o novo modelo do governo federal deverá impulsionar o setor. “Não dá para ter uma expectativa em número de valores, mas o que o governo federal, junto com o Banco Central, está fazendo é uma fórmula muito inteligente de poder trazer mais recursos para o mercado, no momento em que todos estão vendo que há uma redução dos volumes da carteira de poupança. Então, isso vai fazer com que venha mais volume para o mercado. E vindo mais volume, naturalmente as pessoas vão ter acesso ao financiamento, e isso é o que nós precisamos para que tenham capacidade de adquirir seus imóveis. Então, isso vai em direção ao que é necessário para o mercado”, disse ele a jornalistas. Ajustes Na entrevista, o ministro informou ainda que o governo está estudando ajustes nas três primeiras faixas do programa Minha Casa Minha Vida. “A questão do teto de imóveis, eu tive ontem um diálogo com o ministro Rui Costa, da Casa Civil, e foi determinado que, em algumas faixas de renda, vamos sim fazer o ajuste do teto dos imóveis. Existe um processo de discussão, inclusive um pedido que foi feito por parte da Abrainc e de outros segmentos, de fazer também um ajuste no teto da renda. Isso é uma coisa que estamos estudando conjuntamente com a Abrainc e nossa equipe técnica dentro do Ministério das Cidades, mas é provável que façamos também um ajuste no teto da renda”. Elaine Patrícia Cruz – Repórter da Agência Brasil Foto: Ricardo Stuckert/PR

Dólar cai para R$ 5,31 após conversa entre Lula e Trump

Em meio ao maior apetite por moedas de países emergentes, o dólar encerrou em queda após a chamada telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.  A bolsa de valores caiu em dia de realização de lucros, com investidores vendendo papéis para embolsarem ganhos recentes. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (6) vendido a R$ 5,311, com recuo de R$ 0,025 (-0,47%). A cotação iniciou o dia em R$ 5,35, mas recuou ainda na primeira hora de negociações. Na mínima do dia, por volta das 16h20, chegou a R$ 5,30. Com o resultado desta segunda, a moeda estadunidense acumula queda de 14,08% em 2025. O euro comercial fechou o dia vendido a R$ 6,21, com queda de 0,75%, no menor valor desde 3 de abril, dia em que Trump começou a anunciar as retaliações comerciais contra países com superávit comercial dos Estados Unidos. Bolsa A euforia no câmbio não se repetiu no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 143.608 pontos, com recuo de 0,41%. Ainda em um movimento de realização de lucros, os investidores estão vendendo ações, após o indicador ter superado os 146 mil pontos na última semana de setembro. Além da conversa entre Lula e Trump, o dólar caiu em um contexto favorável para as economias em desenvolvimento. A desvalorização do iene, moeda japonesa, beneficiou as divisas de países emergentes. Além disso, a alta do preço do petróleo no mercado global favoreceu países exportadores de commodities (bens primários com cotação internacional), como o Brasil.

Lula conversa com Trump e pede fim de tarifaço a produtos brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,  tiveram nesta segunda-feira (6) uma conversa de 30 minutos por videoconferência. Na oportunidade, Lula solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a conversa entre os dois chefes de Estado como “positiva”, do ponto de vista econômico. “Em tom amistoso, os dois líderes conversaram por 30 minutos, quando relembraram a boa química que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU. Os dois presidentes reiteraram a impressão positiva daquele encontro”, informou o Planalto. De acordo com o Planalto, a ligação telefônica ocorreu por iniciativa de Trump. Os dois presidentes chegaram a trocar telefones para estabelecer via direta de comunicação. Na conversa, Lula disse que o contato representa uma “oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Ele recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Na sequência, solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta a produtos nacionais, além das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras. “O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad”, informou o Planalto. Os dois presidentes acordaram encontrar-se pessoalmente em breve. Lula sugeriu que o encontro seja durante a Cúpula da Asean, na Malásia. Ele reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém; e se dispôs  também a viajar aos Estados Unidos.

Conta de luz terá redução parcial, mas cobrança extra segue em outubro

A conta de energia elétrica vai ficar um pouco menos pesada em outubro, mas o alívio será apenas parcial. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a aplicação da bandeira vermelha patamar 1 para o próximo mês, o que significa acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos. Atualmente, vigora o patamar 2, mais oneroso, que vinha pressionando ainda mais o bolso dos consumidores. De acordo com a Aneel, a mudança reflete uma leve melhora no cenário energético, mas a situação ainda inspira cuidados. A falta de chuvas comprometeu os reservatórios das hidrelétricas, obrigando o acionamento de usinas termelétricas, cuja geração é mais cara. Isso explica a manutenção da cobrança adicional. A agência também ressaltou que, embora a energia solar contribua significativamente para a matriz elétrica, sua produção é intermitente, o que a torna insuficiente para atender à demanda nos horários de pico, sobretudo à noite. Nessas horas, as termelétricas seguem sendo fundamentais para manter o fornecimento em todo o país. O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, é uma forma de informar os consumidores sobre as condições de geração de energia e os custos envolvidos. A bandeira verde indica situação favorável, sem custo extra. Já as bandeiras amarela e vermelha (nos patamares 1 e 2) sinalizam maior dificuldade no abastecimento e refletem diretamente na conta de luz.