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Conectividade ecológica é essencial para preservar espécies, afirma representante da ONU em MS

Discurso na COP15 reforça necessidade de cooperação internacional e proteção de habitats integrados A secretária-executiva da Convenção sobre Espécies Migratórias, Amy Fraenkel, destacou a importância da conectividade ecológica como estratégia central para a preservação da biodiversidade global. A declaração foi feita durante a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, realizada em Campo Grande. Representando a Organização das Nações Unidas, a dirigente enfatizou que a sobrevivência de espécies migratórias depende diretamente da integração entre ecossistemas e da cooperação entre países. “As espécies não reconhecem fronteiras” Durante o discurso, Fraenkel ressaltou que a conectividade entre habitats é fundamental para manter populações viáveis de espécies que percorrem grandes territórios. Segundo ela, a fragmentação ambiental aumenta riscos como: “As espécies migratórias dependem de redes de habitats que cruzam continentes. Sem conectividade, essas populações se tornam isoladas e vulneráveis”, afirmou. Como exemplos, citou a onça-pintada e peixes migratórios, que necessitam de territórios contínuos para sobrevivência. Áreas úmidas e infraestrutura sob alerta A representante da ONU também chamou atenção para o papel estratégico das áreas úmidas, essenciais para alimentação, reprodução e descanso de diversas espécies. Apesar disso, alertou que: “Sem planejamento conjunto, cerca de 25 milhões de quilômetros de novas estradas podem impactar diretamente esses habitats”, destacou. Nova iniciativa global e prioridades Durante a conferência, foi anunciada uma nova iniciativa internacional com participação de entidades como: O objetivo é ampliar ações globais voltadas à conectividade ecológica. Fraenkel também apresentou três prioridades da COP15: Brasil amplia áreas protegidas Durante a agenda do evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou medidas voltadas à conservação ambiental. Entre elas: Segundo Lula, a iniciativa fortalece a biodiversidade, a conectividade ecológica e os modos de vida de comunidades tradicionais. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, também destacou que a preservação ambiental está diretamente ligada ao desenvolvimento e à estabilidade social. Evento reúne mais de 130 países A COP15 ocorre entre os dias 23 e 29 de março, reunindo representantes de mais de 130 países para discutir estratégias globais de conservação. O encontro deve definir ações conjuntas para:

Petrobras diz que está entregando todo o combustível produzido

A Petrobras afirmou, em nota, que continua entregando ao mercado “todo o volume de combustíveis produzidos em suas refinarias, que estão operando em carga máxima”. A companhia diz ainda que tem “ampliado e antecipado entregas às distribuidoras, fornecendo volumes de 15% superiores aos montantes acordados no início do mês”. A manifestação ocorreu após, nesta quinta-feira (19), a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informar que irá notificar a Petrobras para que oferte imediatamente os volumes de combustíveis referentes aos leilões de diesel e gasolina de março deste ano que haviam sido cancelados.  A Petrobras disse ainda que irá analisar o teor completo da decisão da ANP e avaliar todos os detalhes e implicações envolvidas. “A Petrobras sempre prestou e continuará prestando todas as informações e esclarecimentos solicitados pela ANP, com a qual mantém relação de respeito e colaboração, conforme é a obrigação da empresa perante seu órgão regulador”, garantiu a companhia na nota.  Suspensão Nessa quarta-feira (18), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a suspensão do leilão de diesel e gasolina está diretamente ligada à necessidade de reavaliar estoques. O mercado internacional de petróleo e derivados enfrenta cenário de incertezas por causa do conflito no Oriente Médio.  Segundo ela, o leilão foi suspenso, primeiramente, porque há necessidade de reavaliar todo o estoque disponível.  “Adiantamos entre 10% e 15% das nossas entregas de combustíveis. Mas as condições não permitiam mais que fizéssemos isso, sob risco de penalizar novamente a sociedade, que a gente procura resguardar das ansiedades e da volatilidade do mercado internacional”, disse a presidente.  ANP  Segundo a ANP, após a notificação, a Petrobras deve apresentar detalhes sobre importações previstas, produtos a serem ofertados, preços de compra e venda, datas de chegada e nome dos navios, e demais informações que aumente a previsibilidade do setor. A agência informou também que, até o momento, não identifica restrições à manutenção das atividades ou à disponibilidade de combustíveis no mercado doméstico, considerando as fontes usuais de suprimento do país e as importações. Agência Brasil

Lula anuncia pacote para conter alta dos combustíveis e reduzir preço do diesel

Medidas incluem corte de tributos federais, subsídio ao diesel e reforço na fiscalização do mercado O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (12) um pacote de medidas para tentar conter a alta dos combustíveis no país, com foco na redução do preço do diesel. A estratégia envolve corte de tributos federais, criação de subsídio ao combustível e reforço na fiscalização do mercado. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, em Brasília, durante coletiva com ministros do governo. Participaram da apresentação nomes como Fernando Haddad, da Fazenda, Rui Costa e Alexandre Silveira. Segundo o governo, a iniciativa busca reduzir os impactos da alta internacional do petróleo e evitar que o aumento do diesel pressione ainda mais os custos do transporte e dos alimentos. Redução de tributos e subsídio ao diesel Entre as principais medidas anunciadas está a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, o que pode representar queda aproximada de R$ 0,32 por litro no preço do combustível. Além disso, uma medida provisória cria subsídio de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel, valor que deverá ser repassado ao consumidor final. Somadas, as duas iniciativas podem gerar redução estimada de R$ 0,64 por litro no preço do diesel. Novo imposto sobre exportação de petróleo O pacote também prevê a criação de imposto de exportação sobre o petróleo bruto. Segundo o governo, a medida tem o objetivo de estimular o refino dentro do país, ampliar a oferta interna de combustíveis e compartilhar com a população parte da renda gerada pela valorização do petróleo no mercado internacional. Fiscalização mais rígida no setor O governo anunciou ainda reforço na atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. A agência poderá ampliar o monitoramento do mercado para identificar práticas consideradas abusivas, como retenção de estoques e reajustes injustificados. Outra medida determina que postos de combustíveis informem de forma visível ao consumidor o impacto da redução de tributos e do subsídio no preço final do diesel, ampliando a transparência nas bombas. Alta do petróleo pressiona preços O pacote foi anunciado em meio à alta do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent voltou a ultrapassar US$ 100, influenciado pela escalada de tensões no Oriente Médio envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo, também contribuiu para a valorização do combustível no mercado internacional. Segundo Lula, o objetivo do governo é evitar que o aumento do diesel eleve o custo do transporte de cargas e impacte diretamente o preço dos alimentos no país.

Decreto zera impostos e cria subsídio ao diesel para conter alta provocada por guerra no Irã

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (12) um decreto que zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre a importação e comercialização do diesel e uma medida provisória que cria subvenção ao combustível para produtores e importadores. As medidas buscam conter o impacto da alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Irã. Segundo o governo federal, as duas ações devem reduzir em até R$ 0,64 o preço do litro do diesel nas refinarias. O anúncio foi feito durante coletiva no Palácio do Planalto, em Brasília. De acordo com o governo, a redução deve ocorrer em duas etapas: R$ 0,32 por litro com o corte de tributos e outros R$ 0,32 com o subsídio concedido aos produtores e importadores. A subvenção será condicionada à comprovação de que o benefício foi repassado ao consumidor final. Durante a coletiva, Lula afirmou que as medidas têm o objetivo de impedir que a crise internacional chegue ao custo de vida da população. “[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”. As medidas têm caráter temporário e devem valer até 31 de dezembro deste ano. Impacto fiscal Com a isenção de PIS e Cofins, o governo federal estima perda de arrecadação de cerca de R$ 20 bilhões. Já o subsídio ao diesel deve representar impacto adicional de R$ 10 bilhões nas contas públicas. Para compensar a redução de receitas, o governo instituiu uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo bruto. A expectativa do Ministério da Fazenda é arrecadar cerca de R$ 30 bilhões até o fim do ano com a medida. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que as ações não alteram a política de preços da estatal Petrobras. “Não estamos falando de nada que altera estruturalmente o país, nem do ponto de vista fiscal, nem do ponto de vista tarifário”, disse. Segundo Haddad, a preocupação do governo está concentrada no impacto do diesel na economia. “A maior pressão que o mercado de combustível sofre hoje vem exatamente do diesel, não vem da gasolina. É com o diesel que nós estamos mais preocupados pelo fato do diesel afetar as cadeias produtivas de maneira muito enfática. Toda a colheita que está sendo feita agora da safra brasileira depende do diesel”, afirmou. Fiscalização de preços Além das medidas tributárias, o governo publicou um segundo decreto que estabelece novas regras de fiscalização e transparência no mercado de combustíveis para evitar aumentos considerados abusivos. As normas serão regulamentadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que deverá definir critérios objetivos para caracterizar irregularidades no setor. Segundo Haddad, duas novas situações poderão configurar prática abusiva: armazenamento injustificado de combustíveis e aumento excessivo de preços. “Nós criamos dois novos tipos para caracterizar a abusividade do distribuidor, tanto no caso de um armazenamento de combustível injustificado, quanto do aumento abusivo do preço que passa a ser fiscalizado pela ANP a partir de critérios objetivos que serão produto de uma resolução da agência”. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que atualmente faltam referências técnicas para impedir manipulações no mercado. “Quando a Petrobras, que tem a produção majoritária do Brasil – mais de 70% do mercado – reduz o preço, essa redução demora muito para chegar na bomba. Quando chega, ou chega só parcialmente, ou mesmo quando chega integralmente, chega semanas ou meses depois”. Incentivo ao refino no Brasil De acordo com o governo, a nova taxação sobre exportação de petróleo também tem como objetivo estimular que parte da produção permaneça no mercado interno, ampliando o refino no país. Rui Costa afirmou que o aumento do preço internacional poderia incentivar exportadores a priorizar vendas externas. “Como o preço do óleo bruto está disparando, se você não der uma medida compensatória que estimule quem produz óleo bruto a deixar nas refinarias brasileiras, ele vai colocar uma parcela ainda maior no mercado internacional, desabastecendo nossas refinarias”. O governo federal afirma que continuará monitorando o mercado de combustíveis diante da volatilidade do preço do petróleo no cenário internacional.

Guerra no Oriente Médio: governo vai monitorar mercado de combustíveis

O Ministério de Minas e Energia (MME) criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, que vai acompanhar, diariamente, as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis em articulação com órgãos reguladores e com os principais agentes do setor nos elos de fornecimento primário e distribuição. Segundo o governo, a iniciativa intensifica o monitoramento das cadeias de suprimento globais de derivados de petróleo, da logística nacional do abastecimento de combustíveis e dos preços dos principais produtos, em razão do Conflito no Oriente Médio – maior região exportadora de petróleo do mundo, com cerca de 60% das reservas globais. “A pasta também ampliou, nos últimos dias, as interlocuções junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a agentes de preços e de mercado que atuam na produção, na importação e na distribuição de combustíveis no país”, diz nota do ministério. O objetivo é identificar rapidamente eventuais riscos ao abastecimento e coordenar as medidas necessárias para preservar a segurança energética e a normalidade do fornecimento de combustíveis no país, em linha com medidas já adotadas pelo MME em situações geopolíticas semelhantes. Até o momento, apesar do cenário de instabilidade, a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada limitada. O país é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos internamente, sobretudo diesel, mas a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores de derivados de petróleo é relativamente pequena. Aumento nas distribuidoras A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando a análise de recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal. O pedido foi encaminhado após declarações públicas de representantes de sindicatos (Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro-MG e Sulpetro-RS) informarem que distribuidoras elevaram os preços de venda para os postos sob a justificativa de alta no preço internacional do petróleo, associada ao conflito no Oriente Médio.  Até o momento, porém, a Petrobras não anunciou aumento nos preços praticados em suas refinarias. “Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado, e que podem indicar tentativa de influência à adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes”, completa o MME. Entenda o conflito no Oriente Médio Pela segunda vez, desde junho de 2025, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa.  A ofensiva mais recente teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel bombardearam a capital Teerã. O líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morreu neste ataque, além de outras autoridades do país persa. O filho do aiatolá, Mojtaba Khamenei, foi escolhido novo líder do país. O Irã, por sua vez, disparou mísseis contra países árabes do Golfo com presença militar dos Estados Unidos, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.  Ainda no primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo sobre armas nucleares, firmado em 2015 sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa iraniano. Israel e EUA sempre acusaram Teerã de buscar armas nucleares. Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e se colocavam à disposição para inspeções internacionais.  Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas, nunca permitiu qualquer inspeção internacional do seu programa nuclear.  Ao assumir seu segundo mandato em 2025, Trump iniciou nova ofensiva contra Teerã exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e do apoio a grupos de resistência a Israel como o Hamas, na Palestina, e Hezbollah, no Líbano.

Cesta básica fica mais cara em 14 capitais no mês de fevereiro

Em fevereiro, o custo médio da cesta básica subiu em 14 capitais brasileiras. Já no Distrito Federal e em outras 12 capitais do país, a cesta básica ficou mais barata. É o que aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A maior elevação ocorreu em Natal, onde o custo médio da cesta variou 3,52%. Em seguida estão João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%) e Vitória (1,79%). Já a maior queda ocorreu em Manaus, que apresentou variação negativa de 2,94%, seguida por Cuiabá (-2,10%) e Brasília (-1,92%). Quando se considera o acumulado do ano, 25 cidades tiveram alta, enquanto o restante apresentou queda. As maiores elevações ocorreram no Rio de Janeiro (4,41%), Aracaju (4,34%) e Vitória (3,98%). Por outro lado, Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%) foram as capitais que tiveram queda. Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta no mês passado foi o feijão, que apresentou alta em 26 unidades federativas, com exceção de Boa Vista, onde houve queda de 2,41% no preço do quilo. Em Campo Grande, o quilo do feijão teve uma variação positiva de 22,05%. Segundo os pesquisadores, a alta no preço se deve à oferta restrita, devido às dificuldades de colheita e menor área de produção em relação ao ano passado. A carne bovina de primeira apresentou alta de preços em 20 cidades, resultado de uma menor disponibilidade de animais prontos para o abate e do bom desempenho das exportações, que mantiveram a carne bovina valorizada. Cesta mais cara do país Em fevereiro, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 852,87, seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77). Já nas capitais do Norte e do Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98). Com base na cesta mais cara do país, que em fevereiro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o valor vigente no mês passado deveria ser de R$ 7.164,94 ou 4,42 vezes superior ao mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.

Indústria nacional cresce 1,8% em janeiro de 2026

A produção industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro de 2026, em relação ao mês de dezembro de 2025, registrando o maior crescimento desde junho de 2024, quando a indústria deu um salto de 4,4%. Com a expansão no início deste ano, a indústria nacional reverte parte das perdas acumuladas entre setembro e dezembro de 2025. As informações foram divulgada nesta sexta-feira (6) pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e integram a Pesquisa Industrial Mensal (PIM). Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento deste ano, de 0,2%, interrompe três meses consecutivos de queda na produção. Em dezembro, novembro e outubro, a indústria tinha recuado -0,1%, -1,4% e -0,5%, respectivamente. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Com o resultado positivo em janeiro, a indústria nacional conseguiu crescer também de 1,8% acima do patamar de produção antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020. Mas ainda está abaixo do recorde de 15,3% de crescimento no mês de maio de 2011. De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o crescimento de janeiro de 2026 se deu diante de uma “intensa queda” da produção em dezembro de 2025, que tinha sido a mais elevada desde março de 2021. “Naquele mês, além do movimento de menor dinamismo que vinha caracterizando o setor industrial, observou-se também uma maior frequência de férias coletivas. Com a retomada das atividades produtivas no início do ano, ocorre uma recuperação de parte dessa perda”, explicou, em nota divulgada à imprensa pelo IBGE. Como fatores que ainda travam a economia, Macedo cita a política monetária, de juros altos, que dificultam o acesso ao crédito para investimentos. “O avanço de janeiro de 2026 é relevante, mas ainda não é suficiente para compensar integralmente a perda acumulada no final do ano passado, de setembro a dezembro, permanecendo um saldo negativo de 0,8%”, observou.

INSS antecipa perícias e abre 455 vagas em mutirão neste fim de semana em MS

Atendimentos ocorrerão em cinco cidades; segurados devem solicitar antecipação até quinta-feira O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realizará neste fim de semana um novo mutirão para antecipação de perícias médicas em Mato Grosso do Sul. Ao todo, 455 vagas serão disponibilizadas para segurados que já possuem atendimento agendado para datas futuras. A ação ocorrerá em cinco municípios do Estado e tem como objetivo reduzir a fila de espera para avaliação médica. Para participar, o segurado precisa comparecer até às 17h desta quinta-feira (5) à agência onde ocorrerá o mutirão e solicitar a antecipação do atendimento. Distribuição das vagas O mutirão será realizado nas seguintes cidades: Solicitação deve ser presencial De acordo com o INSS, a antecipação não ocorre automaticamente. O segurado precisa procurar a agência onde o mutirão será realizado e solicitar a mudança do atendimento para o fim de semana. O pedido deve ser feito obrigatoriamente até às 17h desta quinta-feira, prazo final definido pelo instituto para reorganizar a agenda de perícias. A iniciativa faz parte das ações do INSS para reduzir o tempo de espera por perícias médicas e agilizar a análise de benefícios previdenciários.

Governo derruba alta de imposto para smartphones e eletrônicos

Após repercussão negativa no Congresso e nas redes sociais, o governo federal decidiu revogar parte do aumento do imposto de importação sobre produtos eletrônicos e bens de capital anunciado no início do mês. A medida foi aprovada nesta sexta-feira (27) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), vinculado à Câmara de Comércio Exterior (Camex). A decisão restabelece as alíquotas anteriores para 15 produtos de informática, incluindo smartphones e notebooks. A Camex também zerou a tarifa de importação para 105 itens classificados como bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) e produtos das áreas de informática e telecomunicações. Nos dois casos, a redução de tarifas de importação ocorre por meio do mecanismo de ex-tarifário, que reduz alíquotas para itens sem produção de similar ou equivalente no Brasil. Smartphones  Com o recuo, a alíquota de importação de smartphones retorna a 16%. A proposta anterior previa elevação para 20%. Em alguns casos, o aumento poderia chegar a até 7,2 pontos percentuais. Também tiveram as tarifas restabelecidas produtos como notebooks, que retornam à alíquota original de 16%; gabinetes com fonte de alimentação (10,8%); placas-mãe (10,8%); mouses e track-balls (10,8%); mesas digitalizadoras (10,8%) e unidades de memória SSD (10,8%). Segundo o governo, as alterações passam a valer a partir da publicação da resolução no Diário Oficial da União. A lista completa de produtos beneficiados está disponível no site da Camex. Desgaste político O aumento inicial atingia cerca de 1,2 mil itens e gerou reação de parlamentares da oposição e de setores empresariais, que alertaram para possível impacto nos preços ao consumidor. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vinha defendendo a medida sob o argumento de proteção à indústria nacional e de correção de distorções no comércio exterior. Ele esclareceu que mais de 90% dos produtos afetados são produzidos no Brasil, e o aumento só atingia produtos importados. No caso de eletrônicos produzidos ou montados no país com insumos importados, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) esclareceu que os componentes seriam beneficiados pelo mecanismo de drawback, que reduz o Imposto de Importação de insumos usados para fabricar produtos destinados à exportação. O governo estimava arrecadar até R$ 14 bilhões em 2026 com a elevação das alíquotas. A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão consultivo do Senado, previa receita maior, de R$ 20 bilhões neste ano. Pressão  Diante da pressão política, o Executivo optou por um recuo parcial. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a decisão acolheu pedidos protocolados por empresas até 25 de fevereiro e já estava prevista nas regras de ex-tarifário, mecanismo que permite zerar imposto para produtos sem similar nacional. A pasta informou que as alíquotas mais altas anunciadas no início do mês não chegaram a entrar em vigor. Os 105 produtos que tiveram a tarifa reduzida a zero permanecerão com isenção por 120 dias. Novas revisões poderão ocorrer nas próximas reuniões do Gecex, que delibera mensalmente sobre realinhamentos tarifários.

BC decreta liquidação do Banco Pleno, presidido por ex-sócio do Master

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno. Anunciada nesta quarta-feira (18), em Brasília, a medida inclui nesse regime especial a Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários – integrante do conglomerado prudencial Pleno. Segundo a autoridade monetária, trata-se de conglomerado de porte pequeno, enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial, tendo como instituição líder o Banco Pleno. Este conglomerado detém, de acordo com o BC, 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional. Banco Master Anteriormente conhecido como Banco Voiter, o Banco Pleno integrava, até meados de 2025, o conglomerado financeiro do Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero. A operação investiga a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal. Segundo as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões. Pleno O Banco Pleno é comandado por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master. “A liquidação extrajudicial [do Banco Pleno e de sua distribuidora] foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”, justificou, em nota, o BC. Outras medidas podem ser tomadas pela autoridade monetária para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. Caso as suspeitas de irregularidades se confirmem, serão adotadas medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes. Entre as medidas previstas está a indisponibilidade dos bens de controladores e administradores do conglomerado prudencial Pleno.