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Agraer fortalece acesso ao crédito rural em projetos que abrem oportunidades a quem trabalha no campo

A Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) reforça seu papel ao lado dos agricultores familiares, levando orientação e apoio na elaboração de projetos de crédito voltados ao Pronaf B, linha do Governo Federal que abre oportunidades para quem vive do trabalho no campo e busca melhorar sua produção e sua renda. Mais do que viabilizar o acesso ao financiamento, o trabalho dos extensionistas começa com escuta e acompanhamento próximo. No atendimento, os técnicos conhecem a realidade de cada produtor, ajudam a organizar a documentação e constroem, junto com ele, um projeto produtivo viável, pensado para gerar resultados concretos e fortalecer a atividade no campo com segurança. Segundo a servidora da Agraer, Aldione Soares, o Pronaf B desempenha um papel estratégico ao ampliar oportunidades para um público que, muitas vezes, encontra dificuldades de acesso ao crédito. “Essa linha atende produtores com renda bruta familiar de até R$ 50 mil. A importância está justamente na inclusão: ao acessar esse crédito, esses produtores passam a ter condições de investir, gerar renda e fortalecer sua atividade.” O Pronaf B é considerado uma importante ferramenta de inclusão produtiva no meio rural. Com condições facilitadas, a linha permite investimentos em pequenas produções, aquisição de insumos, melhorias na estrutura da propriedade e desenvolvimento de atividades que ampliam a renda familiar. Além disso, apresenta custos reduzidos, o que torna o crédito mais acessível e seguro para o agricultor familiar. “É uma linha com juros de 0,5% ao ano, com bônus de adimplência. Se o pagamento for feito até a data de vencimento, o produtor pode ter um desconto de até 25%. Isso faz muita diferença para quem está começando ou precisa fortalecer sua produção.” Outro aspecto relevante é o impacto direto na produção de alimentos e na sustentabilidade das propriedades rurais. “Dessa forma, o Pronaf B fomenta a produção de alimentos da cesta básica, atividades de subsistência e fortalece a segurança alimentar. Também incentiva práticas agrícolas sustentáveis e a diversificação da produção”. Nesse contexto, o papel da Agraer é assegurar que o crédito seja acessado de forma responsável e planejada. O trabalho técnico evita que o produtor busque o financiamento sem estar devidamente enquadrado, além de orientar sobre outras possibilidades quando necessário. “Essa linha é muito interessante para o público da agricultura familiar que tem essa faixa de renda e quer investir em uma atividade. Mas é importante destacar que existe um processo de análise.” Para os agricultores interessados, o primeiro passo é buscar orientação diretamente nos escritórios da Agraer. “O produtor deve procurar a unidade do município onde está localizada sua área produtiva. A equipe vai analisar se ele se enquadra dentro das regras do programa, que é uma política do Governo Federal”. A servidora também reforça a importância da regularização cadastral como requisito básico para acesso ao crédito. “É necessário estar no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar, o CAF, que tem critérios próprios. Com esse documento e atendendo à renda bruta anual de até 50 mil reais, o produtor pode acessar o Pronaf B”. Além da elaboração dos projetos, a Agraer também atua no acompanhamento técnico das atividades produtivas, contribuindo para que os investimentos gerem resultados concretos no campo. Essa orientação prévia, aliada ao planejamento técnico, garante que o crédito cumpra seu principal papel: fortalecer a agricultura familiar, gerar renda e promover desenvolvimento sustentável no meio rural. Produtores interessados em saber se podem acessar o Pronaf B devem procurar o escritório local da Agraer para receber orientação e avaliação de enquadramento. Ricardo Campos Júnior, Comunicação AgraerFoto: Bruno Rezende/Secom-MS

Excesso de chuvas causa aumento no preço do feijão

Os custos para aquisição dos alimentos da cesta básica subiram nas 27 capitais, segundo monitoramento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). São Paulo permanece com o maior valor apurado, de R$ 883,94, enquanto Aracaju tem a cesta mais barata, uma média de R$ 598,45. Os alimentos com maior impacto foram o feijão, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite, todos com aumento, sendo que os três primeiros tiveram impacto decisivo das chuvas nas principais regiões produtoras. Na contramão, o açúcar teve queda no custo médio em 19 cidades, relacionada ao excesso de oferta.  Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as cidades com aumento mais expressivo foram Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%), Aracaju (6,32%), Natal (5,99%), Cuiabá (5,62%), João Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%). Entre os valores nominais, além da capital paulista há destaque para as cidades do Rio de Janeiro (R$ 867,97), de Cuiabá (R$ 838,40), Florianópolis (R$ 824,35) e Campo Grande (R$ 805,93), com as demais capitais tendo valores médios abaixo do patamar dos R$ 800. Com o salário mínimo a R$ 1.621,00 o trabalhador nessas cidades precisa de cerca de 109 horas para custear a cesta. Ainda que alto, o valor apresentou queda se comparado à renda, em relação ao ano passado. “Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em março de 2026, 48,12% do rendimento para adquirir os itens alimentícios básicos e, em fevereiro, 46,13% da renda líquida. Em março de 2025, considerando as 17 capitais analisadas, o percentual médio ficou em 52,29%”, indicou o levantamento. Em março, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 97 horas e 55 minutos, enquanto em fevereiro era de 93 horas e 53 minutos. Se comparado com março de 2025, considerando o conjunto restrito de 17 capitais analisadas, a jornada média foi de 106 horas e 24 minutos. O estudo permite comparar, ainda, o aumento desde o ano passado, e aponta que houve alta em 13 cidades e queda em quatro nos últimos 12 meses, com destaque para os aumentos em Aracaju (5,09%), Salvador (4,51%) e Recife (4,38%). As principais reduções ocorreram em Brasília (-4,63%) e Florianópolis (-0,91%). A comparação de intervalo anual é limitada a 17 capitais, pois o Dieese não realiza levantamentos mensais nas cidades de Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luiz e Teresina. Regime de chuvas O estudo indica que o valor do feijão subiu em todas as cidades. O grão preto, pesquisado nos municípios da Região Sul, do Rio de Janeiro e de Vitória, apresentou alta, com percentuais entre 1,68%, em Curitiba, e 7,17%, em Florianópolis. Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, os aumentos ficaram entre 1,86%, em Macapá, e 21,48%, em Belém. A alta do feijão ocorreu devido à restrição de oferta, por dificuldades na colheita, redução de área na primeira safra e expectativa de menor produção na segunda safra, mostra o levantamento. “Quando a gente vê um aumento de preços, tende a pensar que os produtores estão lucrando mais, mas nesses casos menos produtores têm o produto e aí podem estar vendendo por mais, só que o que aconteceu bastante neste ano é que quem plantou, por exemplo, 60 sacas colheu apenas 30 ou 40. O clima prejudicou no Paraná e na Bahia, e a gente tem uma área plantada menor”, explicou Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe). Lüders lembrou que a produção ainda tem atraso considerável em outras áreas, como Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuvas levou a uma janela menor entre culturas e forçou a substituição por um tipo de feijão preto destinado principalmente ao mercado indiano. “Os números que a gente tem hoje não refletem a nossa realidade, a gente tem tido menos o carioca, pois é um feijão que o governo não garante preço, já que o preço mínimo existe para enfeite, o produtor não se beneficia em nenhum momento disso não há mercado externo”. Esses fatores levaram a uma diferença considerável entre o feijão carioca e o feijão preto, variedades mais procuradas nos maiores mercados. O grão carioca chega a ser vendido hoje a R$ 350 a saca, com possibilidade de queda de fato a partir dos meses de agosto, setembro e outubro, quando se colhe a safra irrigada. O feijão preto ainda tem um valor melhor, em torno de R$ 200 a 210 a saca, pois há muito estoque das duas colheitas de 2025, mas esse excedente será pressionado já que se plantou pouco na segunda safra, que é a do começo do ano, e a cultura sofreu impacto da chuva forte no Paraná. A expectativa é de uma inversão de preços, com o feijão preto mais caro do que o carioca em 2026.  “Isso é terrível para os produtores. A exportação diminuiu em 2025, isso é cíclico. O estímulo para plantar o feijão carioca é muito grande, e isso é um risco pois pode derrubar o preço”, complementa o analista.   A estimativa da Conab indica uma produção superior a 3 milhões de toneladas, com avanço de 0,5% em relação ao ciclo 2024/2025. O impacto do aumento do custo de fertilizantes e de combustíveis ainda não foi sentido pelo setor, o que aumenta a incerteza. Há expectativa de aumento global dos valores de alimentos. Salário mínimo  O Dieese também mostra o valor ideal do salário mínimo. Para isso, considera a cesta mais cara, em São Paulo e os custos básicos que dariam conta das necessidades garantidas na Constituição para o trabalhador e sua família: alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em março, o valor para uma família de quatro pessoas seria R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo vigente. Em fevereiro, o valor necessário era de R$ 7.164,94 e correspondeu a 4,42 vezes o piso mínimo. Na comparação com março de 2025 o mínimo

Senar-MS abre 480 vagas para cursos técnicos com foco em formação profissional para o agro

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo de cursos técnicos do Senar/MS, uma das principais portas de entrada para quem busca qualificação profissional voltada ao agro. Ao todo são 480 vagas, distribuídas em 13 municípios, para os cursos gratuitos de Agropecuária, Florestas, Segurança do Trabalho no Agro, Zootecnia e Agronegócio. As inscrições seguem até 26 de maio, clique aqui e inscreva-se.  Com duração média de dois anos, os cursos foram estruturados para atender às demandas reais do campo e das agroindústrias, formando profissionais preparados para atuar em um dos setores que mais cresce no estado.  A formação alia teoria e prática, com conteúdos diretamente conectados às necessidades do mercado de trabalho rural, com oportunidades tanto na modalidade presencial quanto semipresencial (híbrida). As capacitações são ofertadas, em sua maioria, na modalidade semipresencial (híbrida), ampliando o acesso à formação técnica no agro em diferentes regiões do estado. Nesse formato, os cursos de Agronegócio, Zootecnia, Segurança do Trabalho no Agro, Florestas e Agropecuária estão distribuídos entre os municípios de Anastácio, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Camapuã, Campo Grande (a depender do curso, as aulas acontecem no Sindicato Rural da capital ou no Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte, nas dependências da Embrapa), Chapadão do Sul, Coxim, Dourados, Inocência, Ivinhema, Maracaju, Sidrolândia e Três Lagoas. Para quem busca uma formação totalmente presencial, o Senar/MS também oferece vagas concentradas no Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte, em Campo Grande, e em Três Lagoas, com turmas dos cursos de Florestas e Agropecuária e uma estrutura voltada à prática intensiva e à imersão no ambiente produtivo do agro. O superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan, reforça que a expansão dos cursos acompanha o crescimento e a diversificação do agro sul-mato-grossense. “A oferta vem crescendo em função da demanda. Há uma procura muito grande pelos cursos, o que nos leva a ampliar polos e áreas de formação. O Mato Grosso do Sul vive um momento de expansão e diversificação no agro, e isso exige profissionais cada vez mais qualificados”, destaca. Além de gratuitos, os cursos se destacam pelo alto índice de inserção no mercado de trabalho. De acordo com o diretor do Centro de Excelência, Gustavo Cavalca, cerca de 87% dos alunos formados na última turma de Agropecuária já saíram empregados, evidenciando a forte conexão entre a formação técnica e as oportunidades no campo.  “As indústrias do agro vêm se instalando no estado e isso aumenta a necessidade de profissionais especializados em segurança do trabalho. Essa é uma oportunidade de qualificação alinhada com uma demanda real do mercado”, explica Cavalca. O resultado com a lista de classificados está previsto para o dia 10 de junho, com a divulgação dos aprovados no dia 18. As matrículas devem ser realizadas entre os dias 19 e 27 de junho. As inscrições e o edital completo estão disponíveis no site oficial: https://etec.senar.org.br/. É fundamental que o candidato acompanhe todas as etapas do processo seletivo pela plataforma. Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Ana Carla Souza

UEMS e parceiros realizam ‘Dias de Campo’ para a difusão de tecnologias no cultivo de amendoim em MS

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) realiza, no mês de abril, dois Dias de Campo dedicados à difusão de tecnologias para a cultura do amendoim. As atividades ocorrerão em áreas experimentais nos municípios de Eldorado (09/04) e Pedro Gomes (23/04), reunindo produtores rurais, técnicos, estudantes e instituições do setor agropecuário. As ações são fruto de uma cooperação entre a UEMS, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), com o apoio estratégico das empresas Agrisolo e Agrisoluções. O objetivo central é transformar a pesquisa científica em soluções práticas que aumentem a produtividade e a rentabilidade do amendoim no Estado. Ciência aplicada ao campo O prof. Dr. Tiago Zoz, pesquisador da UEMS, destaca que os experimentos conduzidos nas duas regiões abordam gargalos reais do produtor, como o arranjo espacial de plantas, o uso de reguladores vegetais e o manejo nutricional com cálcio e boro. “O objetivo é gerar informações consistentes e aplicáveis, que contribuam diretamente para o aumento da produtividade e da rentabilidade da cultura”, afirma. Os participantes poderão conferir de perto o desempenho de cultivares desenvolvidas pelos programas de melhoramento da Embrapa e do IAC. Ainda de acordo com o pesquisador, que também é responsável pelos experimentos, a realização dos eventos em duas localidades distintas é estratégica. “Ao trabalharmos simultaneamente em Eldorado e Pedro Gomes, conseguimos avaliar o desempenho do amendoim em ambientes distintos, o que permite avançar em recomendações mais seguras e ajustadas às diferentes condições do estado”, explica Zoz. Além disso, um diferencial do projeto é a integração com a formação profissional. Os experimentos servem de base para dissertações do Programa de Pós-Graduação em Agronomia (PGAC) e para projetos de iniciação científica. Exemplo disso são os consultores da Agrisolo, Thiago Martins dos Santos e Bruno Aparecido Fronk. Ambos são mestrandos na UEMS e atuam diretamente na validação das tecnologias em condições reais de produção. “Conseguimos transformar os resultados das pesquisas em recomendações técnicas mais seguras para os produtores”, pontua Santos. Para Fronk, “a integração entre a universidade e a empresa nos permite levar soluções mais eficientes, com base científica, para o setor produtivo”. Desenvolvimento regional  A iniciativa também conta com o apoio do Governo do Estado, via Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). O foco é consolidar o amendoim como uma alternativa econômica viável para diversificar a matriz produtiva sul-mato-grossense. O Secretário-Executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Rogério Beretta, reforça que o estado busca protagonismo nacional no setor. “Nosso objetivo é garantir que a inovação tecnológica chegue ao produtor rural, conectando a pesquisa ao campo e consolidando a cultura do amendoim como uma alternativa lucrativa para o desenvolvimento regional e geração de renda”, afirma Beretta. Serviço: Data Local Foco Principal 09 de Abril Eldorado/MS Manejo tecnológico e cultivares 23 de Abril Pedro Gomes/MS Inovação e desenvolvimento regional Público-alvo: Produtores, técnicos, acadêmicos e parceiros do setor.

Senar/MS leva debate sobre reforma tributária no agro para a Expogrande

A reforma tributária no agro será tema de um evento especial promovido pelo Senar/MS durante a programação da Expogrande 2026. O encontro acontece em 10 de abril, às 8h, no Tatersal II da Acrissul e visa esclarecer dúvidas e apresentar aos produtores rurais e profissionais do setor as principais mudanças previstas no sistema tributário brasileiro e seus impactos diretos na atividade agropecuária. As inscrições são gratuitas e limitadas pelo link oficial do evento, basta clicar aqui. O presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, avalia que discutir a reforma tributária com quem está no campo é fundamental neste momento de mudanças no sistema de impostos do país. “O produtor rural precisa entender o que muda e como isso pode impactar a atividade no dia a dia. Nosso objetivo é justamente levar informação clara e abrir espaço para esse debate com o setor produtivo”, afirma. A ação conta com apoio da Famasul, Acrissul, Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso do Sul e Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de Mato Grosso do Sul. O evento reunirá especialistas, representantes do setor produtivo e profissionais ligados ao agronegócio para discutir como a reforma tributária pode afetar a produção rural, a comercialização de produtos e a organização financeira das propriedades. A iniciativa integra a programação institucional do Sistema Famasul dentro da Expogrande, que contará com várias ações relacionadas aos serviços que a instituição presta. Reforma Tributária  A reforma tributária prevê a substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por dois novos impostos sobre consumo: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de competência federal, e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), compartilhado entre estados e municípios. Para o agro, o novo modelo prevê mecanismos específicos, como regimes diferenciados e possibilidades de crédito tributário, que podem impactar custos de produção, comercialização e competitividade do setor. Serviço Reforma Tributário no Agro – Realização do Senar/MS com apoio de: Famasul, Acrissul, CRCMS e Sescon/MS 10 de abril, às 8h, no Tatersal II da Acrissul Inscrições gratuitas e limitadas, via link oficial, clique aqui.

Segunda chamada do PSA Pantanal recebe inscrições até 6 de abril

O Governo de Mato Grosso do Sul publicou a segunda chamada do edital do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) do Pantanal, iniciativa que remunera produtores rurais pela conservação da vegetação nativa excedente, além do mínimo exigido, no bioma, por meio do subprograma “Conservação e Valorização da Biodiversidade. As inscrições seguem abertas até o dia 6 de abril de 2026. Na primeira chamada, mais de 70 propriedades rurais pantaneiras foram aprovadas, totalizando 112 mil hectares conservados e reconhecidos pelo programa O processo gerou o montante de R$ 3 milhões a serem pagos aos proprietários dos imóveis.  O presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, destaca que iniciativas como o PSA reforçam o reconhecimento do produtor pantaneiro como aliado da preservação ambiental. “Os produtores rurais do bioma têm um histórico de convivência harmoniosa com o bioma. Programas como o PSA ajudam a valorizar esse trabalho e criam mecanismos que incentivam ainda mais a conservação aliada à produção”, afirma. Nesta chamada, o Estado destinará até o limite de R$ 30 milhões por meio do Fundo Clima Pantanal, administrado pela Funar/MS. A proposta reconhece o papel do produtor rural na conservação do bioma e busca fortalecer práticas produtivas que conciliam preservação ambiental e atividade econômica. Para o produtor rural pantaneiro na Nhecolândia, Vicente Jurgielewicz, contemplado na primeira chamada, destaca que o pagamento significa  o reconhecimento após anos de luta pela valorização da produção sustentável no bioma.  “Ficamos muito satisfeitos. É um valor que ajuda a amenizar algumas despesas como impostos. É muito satisfatório e estou incentivando outros amigos a também participarem”, comenta. Quem pode participar Podem se inscrever produtores rurais pessoa física ou jurídica com propriedades localizadas no bioma Pantanal segundo IBGE (2019) e que estejam com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular. As inscrições devem ser realizadas pela internet, com envio da documentação exigida no edital, que inclui comprovação de propriedade do imóvel, certidões negativas de débitos fiscais e trabalhistas, declaração de regularidade ambiental e registro no CAR. Uma das exigências do edital é que propriedades com autorização vigente para supressão de vegetação nativa ou substituição de campos nativos optem pelo cancelamento dessas autorizações no momento da inscrição. Caso contrário, o proponente será desclassificado. Também está previsto que áreas atingidas por incêndios no período de Janeiro de 2025 a Janeiro de 2026 terão a área queimada descontada no cálculo da vegetação nativa excedente, utilizada como base para o pagamento. Clique aqui e confira o edital completo. Cronograma Os pagamentos previstos nesta chamada são referentes ao ano de 2026. O Programa de Pagamento por Serviços Ambientais integra a política estadual de conservação do Pantanal e busca reconhecer economicamente os produtores rurais que mantêm áreas naturais preservadas em suas propriedades, contribuindo para a manutenção da biodiversidade e para a sustentabilidade do bioma.

Sistema Famasul reforça a defesa do campo em Conferência Nacional de Segurança Pública

Com o tema “Combate ao crime organizado nos setores produtivos”, a Conferência iLab-Segurança 2026 colocou no centro do debate uma das maiores preocupações do agro brasileira, o avanço da criminalidade que atinge propriedades rurais, cadeias produtivas e a vida de quem produz. Nesse cenário, o presidente do Sistema Famasul e diretor secretário da CNA, Marcelo Bertoni, representa os produtores sul-mato-grossenses, em Brasília,  reforçando a importância de enfrentar o problema com articulação nacional e ações concretas. “A segurança no campo é uma demanda constantes dos produtores rurais de todo o país.  Como presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da CNA, acompanho casos que mostram a importância desse debate e do fortalecimento do setor. Estar aqui e acompanhar as inovações relacionadas ao tema ajuda a garantir a segurança no meio rural”, comenta Bertoni. Em Mato Grosso do Sul, essa atuação vai além do debate institucional. O Sistema Famasul é parceiro ativo das forças de segurança na construção de políticas públicas voltadas ao campo e participou da articulação que resultou na criação do Batalhão de Polícia Militar Rural, dentro do programa estadual de patrulhamento rural lançado em 2022. A entidade também contribuiu com o fortalecimento do programa “Campo Mais Seguro”, incluindo a entrega de 15 mil placas de identificação de propriedades, ampliando a capacidade de monitoramento e resposta das equipes policiais. Os resultados comprovam a efetividade do modelo. Entre 2024 e 2025, foram cumpridos cerca de 30 mandados de prisão, apreensão e recuperação de mais de 40 veículos, 20 armas de fogo ligadas diretamente ao crime de abigeato retiradas de circulação, 216 animais recuperados, recuperação de maquinários agrícolas e joias, incluindo um trator e um lote avaliado em R$ 80 mil. Somente em 2025, o uso de drones contribuiu diretamente para a apreensão de mais de 4 toneladas de drogas, 60 animais furtados, gerando prejuízo superior a R$ 9 milhões ao crime. Nos mais de três anos de existência, a patrulha realizou mais de 31 mil visitas preventivas em todo o estado e 52 operações rurais, entre elas a Operação Falcão, que intensificou o policiamento em regiões com maior incidência de furto de gado, maquinário e tráfico de drogas. No período, houve redução de 31,5% nos furtos, 50,7% nos casos de abigeato, 45,1% nos roubos e 28,2% nos homicídios dolosos. Conferência iLab A Conferência de Segurança Pública – iLab Segurança 2026 é considerada o principal espaço institucional de articulação estratégica entre os Conselhos Nacionais das forças de segurança pública do Brasil. O evento reúne Secretários estaduais, comandantes-gerais, delegados-gerais, dirigentes de polícia científica, gestores do sistema prisional e representantes federais para alinhar diagnósticos, fortalecer a cooperação federativa e transformar experiências operacionais em propostas estruturantes para o país. Em 2026, o evento aprofunda o debate sobre o combate ao crime organizado nos setores produtivos, discutindo a asfixia econômica do ilícito e a necessidade de novos marcos regulatórios. O objetivo é consolidar uma abordagem integrada que una repressão qualificada, inteligência financeira, regulação eficiente e cooperação entre Estado e setor produtivo. A mesa de abertura contou ainda com a presença do vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, que destacou a insegurança enfrentada em diversos estados brasileiros e o impacto direto na vida dos produtores. “Vir para um evento como este, onde a demonstração da unificação das forças de segurança nos gera uma expectativa bastante positiva em observar a vontade de se resolver o problema da insegurança do país”, afirmou. Nesta quarta-feira (4), o vice-presidente da CNA, Humberto Miranda, e o consultor de segurança pública instituição, Rodney Miranda, participam do painel “Segurança no Campo”, que discutirá desafios e estratégias para o enfrentamento da criminalidade rural. O painel contará ainda com a presença do secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar. Ainda no contexto do agronegócio, o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, ressaltou, durante a abertura, que a segurança no campo é uma das prioridades da gestão do presidente do Sistema CNA/Senar, João Martins, com incentivo à interação entre sindicatos rurais e forças policiais para ampliar a proteção no meio rural. A participação de Marcelo Bertoni no evento reforça o compromisso do Sistema CNA/Senar e da Famasul em levar aos principais fóruns nacionais a realidade vivida no campo e defender medidas que garantam mais segurança aos produtores rurais e suas famílias. Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Michael Franco

Agrotóxicos estão mais nocivos em todo o mundo, aponta estudo

O grau de toxicidade dos pesticidas aumentou em todo o mundo de 2013 e 2019, com o Brasil entre os países líderes. A conclusão está em um estudo publicado este mês na revista Science e contraria a meta de redução de riscos dos pesticidas até 2030, estabelecida na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP15). Pesquisadores alemães da universidade de Kaiserslautern-Landau avaliaram 625 pesticidas em 201 países. Eles utilizaram o indicador de Toxicidade Total Aplicada (TAT), que considera o volume usado e o grau de toxicidade de cada substância. Seis de oito grupos de espécies estão mais vulneráveis aos níveis crescentes de toxicidade. São eles: artrópodes terrestres (como insetos, aracnídeos e lacraias), cuja toxicidade aumentou 6,4% ao ano; organismos do solo (4,6%), peixes (4,4%); invertebrados aquáticos (2,9%), polinizadores (2,3%) e plantas terrestres (1,9%). O TAT global diminuiu apenas para plantas aquáticas (−1,7%) e vertebrados terrestres (−0,5% ao ano). Humanos fazem parte desse último grupo. “O aumento das tendências globais de TAT representa um desafio para o alcance da meta de redução de risco de pesticidas da ONU e demonstra a presença de ameaças à biodiversidade em nível global”, diz um dos trechos do estudo. Brasil em destaque O Brasil aparece como um dos principais protagonistas desse cenário. O estudo identifica o país como detentor de uma das maiores intensidades de toxicidade por área agrícola em todo o planeta, ao lado de China, Argentina, Estados Unidos e Ucrânia. Além disso, Brasil, China, Estados Unidos e Índia respondem juntos por 53% a 68% da toxicidade total aplicada no mundo. A relevância brasileira está diretamente ligada ao peso do agronegócio, especialmente de culturas extensivas. Embora cereais tradicionais e frutas ocupem grandes áreas, a toxicidade associada a culturas como soja, algodão e milho exerce impacto significativamente maior em relação à extensão cultivada. Tipos de pesticidas Um dos achados mais relevantes do estudo indica que o problema é altamente concentrado: em média, apenas 20 pesticidas por país respondem por mais de 90% da toxicidade total aplicada. O levantamento aponta que diferentes classes químicas dominam os impactos. Classes de inseticidas, como piretroides e organofosforados, contribuíram com mais de 80% do TAT de invertebrados aquáticos, peixes e artrópodes terrestres. Neonicotinoides, organofosforados e lactonas representaram mais de 80% do TAT de polinizadores. Organofosforados, juntamente com outras classes de inseticidas, foram os que mais contribuíram para os TATs de vertebrados terrestres. Herbicidas acetamida e bipiridil contribuíram com mais de 80% para o TAT das plantas aquáticas, enquanto uma mistura mais ampla de herbicidas (incluindo acetamida, sulfonilureia e outros) definiu o TAT das plantas terrestres. Herbicidas de alto volume, como acetoclor, paraquat e glifosato, pertencem a essas classes e têm sido associados a riscos ambientais e à saúde humana. Fungicidas conazol e benzimidazol, juntamente com os inseticidas neonicotinoides, ​​aplicados no revestimento de sementes, contribuíram principalmente para o TAT dos organismos do solo. Meta global distante O estudo também avaliou a trajetória de 65 países. O diagnóstico é de que, sem mudanças estruturais, apenas um país (Chile) atingirá a meta da ONU de redução de 50% da toxicidade dos pesticidas até 2030. Segundo os pesquisadores, China, Japão e Venezuela estão no caminho para atingir a meta e apresentam tendências de queda em todos os indicadores. Mas precisam de uma aceleração nas mudanças de uso de agrotóxicos. Tailândia, Dinamarca, Equador e Guatemala estão se afastando da meta, com pelo menos um indicador dobrando nos últimos 15 anos. Eles precisam reverter as tendências de rápido aumento para voltar a trajetória anterior. Todos os outros países do estudo, o que inclui o Brasil, precisam retornar os riscos de pesticidas aos níveis de mais de 15 anos atrás. O que significa reverter padrões de uso das substâncias consolidadas há décadas, em termos de volume e toxicidade das misturas. Os pesquisadores indicam três frentes principais para conter a escalada dos riscos: substituição de pesticidas altamente tóxicos, expansão da agricultura orgânica e adoção de alternativas não químicas. Tecnologias de controle biológico, diversificação agrícola e manejo mais preciso são apontadas como estratégias capazes de reduzir impactos sem comprometer produtividade. Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil Foto: Cenipa/Divulgação

Lar de idosos em Porto Murtinho aprimora rotina de cuidados com capacitação do Senar/MS

Cuidar de quem já viveu tanto requer mais do que boa vontade, exige preparo, conhecimento e sensibilidade. Foi com esse propósito que o curso Saúde do Idoso, do Senar/MS, chegou ao Lar dos Idosos São Vicente de Paulo, em Porto Murtinho (MS), e transformou a rotina das cuidadoras, a organização da instituição e, principalmente, a qualidade de vida dos idosos atendidos no local. Ao longo de três dias, cuidadoras e colaboradores do lar participaram de uma formação intensiva, com foco no envelhecimento saudável e nos cuidados diários com a pessoa idosa. Segundo o consultor de odontologia do Senar/MS, Adilton Júnior, o curso nasceu a partir da observação de uma necessidade real. “Quando falamos em qualidade de vida, precisamos pensar no cuidado, no carinho, no respeito. Envelhecer não é um problema, pelo contrário, é uma conquista. O curso prepara as pessoas para entender esse processo e cuidar melhor de si e do outro”, destacou. Com carga horária de 24 horas, o curso tem uma metodologia que alia teoria e prática. “São 60% de conteúdo teórico e 40% prático, porque não basta saber, é preciso agir diante das dificuldades do dia a dia, seja no autocuidado ou no cuidado com o outro”, explicou Adilton. A formação aborda temas como alimentação, hidratação, uso correto de medicamentos, primeiros socorros e as mudanças físicas e emocionais do envelhecimento. No Lar São Vicente de Paulo, a capacitação envolveu diretamente dez participantes, sendo sete integrantes da equipe da instituição. Para a assistente social Mara Estela, o curso chegou em um momento decisivo. “A gente já tinha o básico, mas precisava de atualização. Esse curso veio para reforçar, organizar e trazer mais segurança para o trabalho das cuidadoras”, afirmou. Mara destaca que uma das principais transformações foi na organização e no armazenamento dos medicamentos. A partir do curso, a equipe implantou um mural com o nome dos idosos, horários e tipos de medicação, facilitando a rotina e evitando erros. “Hoje, qualquer cuidadora que entra no turno consegue visualizar tudo de forma clara. Isso trouxe mais segurança para todos”, explicou. Outra mudança importante aconteceu nos cuidados com os idosos acamados, especialmente na troca de fraldas. “Aprendemos técnicas corretas que melhoraram o conforto dos idosos e ainda ajudaram a reduzir o consumo de fraldas, o que impacta diretamente nos custos da instituição, que vive de doações”, ressaltou a assistente social. Esta foi a primeira capacitação da cuidadora Antônia Ramires, que atua no lar há 19 anos. “A gente sempre quer fazer o melhor, mas quando aprende o jeito certo, tudo fica mais fácil. Hoje eu me sinto mais segura para cuidar, principalmente dos acamados. Agora eu sei aferir pressão, controlar a glicemia e técnicas de primeiros socorros”, contou. A cozinheira Gilda Benitez, responsável também pela separação dos medicamentos, afirma que a capacitação trouxe mais organização e tranquilidade para o trabalho. “No curso, reforçaram muito a importância da separação correta, dos horários e do armazenamento. Hoje tudo está identificado, organizado, e isso facilita muito a nossa rotina”, explicou. Além da medicação, Gilda também recebeu orientações sobre manipulação e preparo dos alimentos, fundamentais para idosos com dificuldade de mastigação. “A gente trabalha com o que tem, com doações, mas aprendi como preparar melhor os alimentos para atender às necessidades deles”, completou. As cuidadoras Fátima Rosana Torres Medeiros e Maria Dora Gimenez também relatam mudanças significativas após a capacitação. “Aprendemos a aplicar insulina, usar corretamente a bombinha, fazer curativos e agir em emergências”, contam. Para elas, o conhecimento adquirido vai além do trabalho no lar. “A gente aprende pensando também no futuro, porque todos nós vamos envelhecer. É um aprendizado que levamos para a vida”, afirmaram. Segundo Adilton Júnior, o curso não substitui uma formação técnica em enfermagem, mas oferece uma base sólida para quem cuida de idosos no dia a dia e o melhor: totalmente gratuito. Interessados em realizar o curso Saúde do Idoso podem procurar o Sindicato Rural do seu município e solicitar a capacitação. Assessoria do Imprensa do Sistema Famasul – Ana Palma

Agroindústrias atendidas pelo Senar/MS conquistam Selo ARTE e ampliam valorização de produtos artesanais

Duas agroindústrias de Mato Grosso do Sul, atendidas pela ATeG Agroindústria do Senar/MS, conquistaram o Selo ARTE, certificação nacional que autoriza a comercialização de produtos artesanais de origem animal em todo o Brasil. Ao todo, três produtos receberam o reconhecimento, que atesta a qualidade, a segurança alimentar e a preservação do modo de fazer artesanal. Foram certificados o Salame Pantaneiro, da agroindústria Nostra Charcuterie, de Campo Grande, e o Queijo Nicola e a Manteiga de Garrafa, da agroindústria Vaca Braba, do município de Anastácio. A certificação amplia o acesso a novos mercados e fortalece a identidade cultural e os sabores regionais presentes em cada produto. Para a produtora Lúcia Maria Oliveira Monteiro, da agroindústria Vaca Braba, atendida pela técnica de campo Bruna Rocha, o Selo ARTE representa um marco na trajetória do empreendimento. A parceria com o Senar/MS teve início em 2022, por meio da ATeG Bovinocultura de Leite e ATeG Agroindústria. “Mais do que um certificado, é a valorização da nossa história e do nosso cuidado em cada etapa da produção. É o reconhecimento de um trabalho feito com as mãos e com o coração”, destaca a produtora. O acompanhamento da técnica de campo Natália Trindade também foi decisivo para a agroindústria Nostra Charcuterie. Segundo o proprietário Everson Fleck, o processo exigiu ajustes e planejamento, sempre com o suporte da equipe do Senar/MS. “O caminho foi longo, com várias reuniões e algumas mudanças estruturais pontuais, mas sempre contando com a assistência da equipe do Senar, atenta aos detalhes e com a certeza de que iríamos conseguir, e conseguimos. A certificação representa uma alegria muito grande, pois hoje temos na nossa agroindústria um produto que representa todo um estado e que nos permite alcançar o Brasil inteiro” destacou Everson. Criado para reconhecer e valorizar produtos artesanais de origem animal, o Selo ARTE permite que agroindústrias legalizadas comercializem seus produtos nacionalmente, desde que cumpram critérios de qualidade, identidade regional e exigências sanitárias. A certificação respeita tradições, saberes locais e o uso de matérias-primas regionais, aliando tradição e segurança alimentar. Do campo ao mercado nacional: o papel da ATeG Agroindústria De acordo com a coordenadora da ATeG Agroindústria, Camila Lima, o Senar MS através da ATeG Agroindústria tem o objetivo de fortalecer as agroindústrias artesanais de Mato Grosso do Sul e, acima de tudo, reconhecer a nossa identidade. “O Selo ARTE representa nossas tradições, do uso consciente das nossas matérias-primas regionais e do cuidado da produção artesanal. Quando um produto conquista essa certificação, é a história do nosso Estado que ganha visibilidade, dignidade e espaço nos mercados do Brasil inteiro” frisou. A conquista do Selo ARTE é resultado de um trabalho construído ao longo do tempo, com o envolvimento direto dos produtores e o apoio técnico do Senar/MS, por meio da ATeG Agroindústria. O programa atua com orientações técnicas e gerenciais voltadas à formalização, adequações sanitárias, organização dos processos produtivos, gestão do negócio e agregação de valor aos produtos. Segundo a técnica especialista em certificação Selo ARTE do Senar/MS, Emylia Gabriella, o processo de formalização começa com informação, planejamento e acompanhamento contínuo. Ela destaca que o trabalho conjunto com as técnicas de campo da ATeG Agroindústria, que acompanham as agroindústrias no dia a dia, torna o caminho mais acessível ao produtor. “A orientação que eu daria para o produtor que tem interesse em se certificar e se formalizar é, primeiro, visitar propriedades que já são certificadas. O ideal é buscar uma realidade parecida com a sua, conversar, procurar o sindicato rural do município e entrar em contato com um técnico de campo que possa visitar a propriedade e avaliar os próximos passos. O Senar tem todas as ferramentas para orientar esse sonho, e a formalização não é o fim do caminho, é só o começo, com novas oportunidades, participação em feiras, expansão da comercialização e outros projetos que vêm junto com esse processo”, destaca.  A certificação dos três produtos foi conquistada no final do ano passado e, com essas novas conquistas, o total de Selos ARTE conquistados com o auxílio do Senar MS até o fim de 2025 chega a cinco. Além disso, já estão protocolados 36 processos para 2026, que seguem em tramitação, demonstrando a continuidade e o fortalecimento do trabalho de apoio à agroindústria artesanal no Estado. Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Johnny Gomes