7º Prêmio Agrociência abre inscrições com R$ 94 mil em premiações e bolsas em MS

Estão abertas as inscrições para a 7ª edição do Prêmio Agrociência, iniciativa que visa incentivar a pesquisa e a inovação no agronegócio no Estado. A ação é realizada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), em parceria com a Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul). As inscrições podem ser realizadas até o dia 10 de julho. O prêmio busca aproximar ciência e campo, reconhecendo propostas que contribuam para o desenvolvimento do setor agropecuário de forma econômica, social e sustentável. Como incentivo, serão concedidas bolsas de custeio para pesquisas de pós-graduação e de iniciação científica para graduação. A iniciativa ocorre por meio da submissão de artigos científicos alinhados aos temas propostos no regulamento. Serão premiados os melhores trabalhos de acadêmicos dos níveis técnico, tecnólogo, graduação e pós-graduação, regularmente matriculados em instituições de ensino de Mato Grosso do Sul, bem como seus respectivos orientadores. Os artigos devem abordar uma das seguintes áreas temáticas: Produção Vegetal, Produção Animal, Economia, Meio Ambiente e Sociedade, Inovação e Desenvolvimento Local. A proposta é valorizar trabalhos que apresentem soluções inovadoras, com potencial de gerar novas linhas de pesquisa e impacto direto no agronegócio sul-mato-grossense. “O Prêmio Agrociência tem como objetivo reconhecer e valorizar pesquisas que contribuam para o desenvolvimento do agronegócio, promovendo inovação, conhecimento e soluções aplicadas ao setor. E nesta 7ª edição esperamos ampliar o alcance do prêmio, incentivando trabalhos de alta qualidade que fortaleçam a produção agropecuária do nosso Estado”, destaca Regiane Miranda, analista técnica da Famasul e responsável pela premiação. PremiaçãoA Famasul premiará os autores classificados em 1º, 2º e 3º lugar em três categorias, com certificados em barras de ouro: Técnico e Tecnólogo1º lugar – R$ 8702º lugar – R$ 6503º lugar – R$ 430 Graduação1º lugar – R$ 9802º lugar – R$ 7603º lugar – R$ 540 Pós-graduação1º lugar – R$ 1.0802º lugar – R$ 8703º lugar – R$ 650 Além disso, os orientadores dos trabalhos premiados também receberão certificado em barras de ouro no valor de R$ 220 cada. A Fundect também disponibilizará fomento financeiro complementar: os três projetos finalistas da pós-graduação receberão R$ 20 mil cada, enquanto, na graduação, será concedida bolsa de iniciação científica no valor de R$ 700 mensais, pelo período de 12 meses. InscriçõesAs inscrições estão abertas até o dia 10 de julho e devem ser realizadas por meio do sistema SIGFUNDECT: https://sigfundect.ledes.net/ É necessário preencher o formulário eletrônico e anexar toda a documentação exigida no regulamento. Em caso de dúvidas, o contato deve ser feito pelo e-mail: premioagrociencia@famasul.com.br Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Larissa Adami
Suinocultura de MS cresce quase 50% e se consolida como potência do agro

A suinocultura de Mato Grosso do Sul vive um momento de forte expansão e já acumula crescimento de quase 50% nos últimos três anos, consolidando-se como um dos destaques do agronegócio estadual. O avanço do setor foi evidenciado durante o 4º Encontro de Lideranças da Suinocultura, realizado pela Asumas (Associação Sul-Mato-grossense de Suinocultores), que reuniu produtores, investidores e autoridades para discutir o fortalecimento da cadeia produtiva. Presente no evento, o governador Eduardo Riedel destacou a evolução da atividade. “É uma cadeia estruturada, profissionalizada e com crescimento impressionante. Em três anos, avançou cerca de 50%. Mais do que posição em ranking, o que importa é essa curva consistente de crescimento”, afirmou. O encontro também contou com representantes da Semadesc e da Iagro, reforçando o apoio do Governo do Estado ao desenvolvimento sustentável do setor. Entre as políticas públicas, o programa Leitão Vida se destaca como um dos principais incentivos à produção. Em 2025, o programa contabilizou 262 estabelecimentos atendidos, mais de 108 mil matrizes e 3,29 milhões de animais abatidos, com R$ 91 milhões em incentivos. Já em 2026, até o momento, são 257 estabelecimentos, 110,5 mil matrizes e mais de 1 milhão de abates, somando R$ 39,2 milhões. O presidente da Asumas, Renato Spera, ressaltou o papel do crédito no crescimento da atividade. “Temos potencial, sanidade e acesso a crédito. O Estado é parceiro e isso faz toda a diferença. Nos últimos anos, foram quase R$ 2 bilhões em financiamentos via FCO para a suinocultura”, disse. Atualmente, Mato Grosso do Sul possui mais de 300 granjas, cerca de 121 mil matrizes e produção anual de aproximadamente 3,6 milhões de suínos abatidos. A cadeia gera cerca de 32 mil empregos diretos e movimenta diversos segmentos, como grãos, genética e serviços. No mercado externo, o desempenho também é positivo. As exportações ultrapassam 20 mil toneladas, com crescimento de 11%, tendo como principais destinos países como Singapura, Filipinas e Emirados Árabes Unidos. Outro fator que impulsiona o setor é a Rota Bioceânica, que deve reduzir custos logísticos e ampliar o acesso aos mercados asiáticos. Segundo o secretário Artur Falcette, o ambiente favorável tem atraído novos investimentos. “Temos uma cadeia cada vez mais dinâmica, com maior uso de tecnologia e chegada de novas indústrias e cooperativas. Nosso objetivo é manter esse crescimento e ampliar as oportunidades no Estado”, afirmou.
Prefeitura investe R$ 3,5 mi em máquinas para agricultura familiar

A Prefeitura de Campo Grande investe mais de R$ 3,5 milhões na compra de máquinas e equipamentos para a agricultura familiar, com foco na ampliação da produção e no aumento da renda de produtores rurais. No campo, os efeitos já aparecem no dia a dia. O presidente da Associação de Moradores e Pequenos Agricultores da região do Aguão, Pedro Martins Nés, destaca a mudança na rotina. “Esse maquinário traz uma estrutura que a gente não tinha. Nossa região é voltada para o leite, e agora conseguimos dar mais suporte aos produtores, melhorar a produção e, principalmente, aumentar a renda das cerca de 120 famílias atendidas.” A produtora Indira Laís Micky também aponta os impactos. “É a primeira vez que estou participando do PNAE e estou muito ansiosa. A Prefeitura deu todo o suporte na parte de documentação e orientação. A expectativa é melhorar a renda. Hoje trabalho com hortaliças folhosas, e essa oportunidade faz toda a diferença.” Já a representante da Comunidade Quilombola Chácara Buriti, Lucinéia de Jesus Domingos Gabelão, reforça a importância da continuidade das ações. “Essa parceria é fundamental. Já utilizamos os maquinários e agora estamos renovando esse apoio, o que garante a continuidade da produção. Estamos preparados para atender às demandas e participar desse processo. Para nós, é a realização de um sonho poder fornecer para o PNAE municipal.” O investimento contempla a aquisição de equipamentos que reduzem custos, dão mais agilidade às atividades e ampliam a capacidade produtiva no campo. Os recursos são provenientes de convênio com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), por meio da Plataforma + Brasil. Ao todo, foram firmados seis contratos para aquisição de novos equipamentos, que serão cedidos aos produtores. Ao comentar a iniciativa, o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, destacou os efeitos na produção. “Estamos investindo diretamente na base da nossa produção, que é a agricultura familiar. Esses equipamentos vão garantir mais eficiência no trabalho no campo, reduzir custos e ampliar a capacidade produtiva dos nossos agricultores”. Com os novos maquinários, produtores ganham tempo, aumentam a produtividade e ampliam as possibilidades de renda, fortalecendo a produção local.
MS atualiza regras para produção de carne sustentável no Pantanal

O Governo de Mato Grosso do Sul publicou novas regras para orientar a produção de carne sustentável e orgânica no Pantanal, com critérios mais detalhados voltados ao manejo do rebanho, infraestrutura das propriedades e controle ambiental. As mudanças foram divulgadas no Diário Oficial do Estado e envolvem ações conjuntas da Secretaria de Estado de Fazenda e da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação. Entre as principais exigências, estão práticas obrigatórias de conservação dos recursos naturais, como o uso adequado da água, medidas de prevenção à erosão e manejo correto de resíduos, com o objetivo de evitar a contaminação do solo e dos rios. O texto também reforça regras mais rígidas para o bem-estar animal, incluindo controle de lotação, garantia de alimentação adequada e ações para reduzir o estresse dos animais durante o manejo e o transporte. Outro ponto central é a rastreabilidade do rebanho. Os produtores deverão realizar a identificação individual dos animais desde os primeiros meses de vida, além de cumprir protocolos sanitários, como vacinação, controle de doenças e acompanhamento técnico especializado. Na parte de infraestrutura, passam a valer critérios específicos para armazenamento de insumos, funcionamento de confinamentos e destinação adequada de resíduos. Também são exigidas a regularização ambiental das propriedades e o cumprimento das normas trabalhistas e de segurança no campo. As novas diretrizes fazem parte de uma estratégia para alinhar a produção do Pantanal às exigências de mercados mais rigorosos, especialmente no exterior, que demandam garantias de sustentabilidade e origem responsável. Com isso, o Estado busca fortalecer a competitividade da carne pantaneira, conciliando produtividade com conservação ambiental.
Expogrande abre portas e transforma o futuro de estudante com oportunidade de estágio

A Expogrande é conhecida por movimentar o setor agropecuário e atrair milhares de visitantes todos os anos. Mas, para o estudante de Agronomia Otávio, a edição de 2025 teve um significado ainda maior: foi o ponto de virada para o início da sua carreira profissional. Em meio à programação da feira, ele encontrou no estande do Senar/MS uma oportunidade que mudaria seu rumo. Ao se cadastrar no balcão de talentos da Agência de Integração de Estágio da Funar/MS, iniciativa ligada ao Sistema Famasul, Otávio deu o primeiro passo para ingressar no mercado de trabalho. Confira o vídeo: “Foi tudo muito rápido. Eu estava procurando estágio, fui até o balcão, me atenderam super bem e logo apareceram oportunidades”, relembra.Aluno do último ano de Agronomia e já familiarizado com cursos do Senar/MS, ele decidiu aproveitar a chance ao ver o serviço disponível durante a feira. A decisão trouxe resultados quase imediatos. Em poucos dias, o que era busca virou conquista. “No segundo dia já tinham encaminhado meu currículo para uma empresa. Fiz a entrevista e, no terceiro dia, já estava estagiando”, conta. A experiência foi além da prática profissional. Durante o estágio, Otávio desenvolveu habilidades essenciais que vão acompanhar toda a sua trajetória. “Aprendi muito tecnicamente, mas também cresci como pessoa. Melhorei minha comunicação, perdi a timidez e ampliei meu networking”, destaca. Segundo ele, um dos diferenciais do programa está na forma como a conexão é feita. A Funar/MS realiza um alinhamento entre o perfil dos estudantes e das empresas, garantindo mais segurança e assertividade no processo, além de oferecer suporte completo durante o estágio. “A gente entra em uma oportunidade mais estruturada. A empresa ensina, e nós contribuímos com dedicação e vontade de aprender. É uma troca muito positiva”, afirma. Agora, com mais experiência e confiança, Otávio incentiva outros estudantes a seguirem o mesmo caminho. “Vale muito a pena. Às vezes, a oportunidade está onde a gente nem imagina e, no meu caso, estava na Expogrande.” E a história dele pode se repetir. Com o início da Expogrande 2026, o público terá novamente acesso ao balcão de empregabilidade da Funar/MS, com oportunidades de estágio e vagas para quem busca ingressar ou se recolocar no mercado de trabalho. A ação acontece no dia 16 de abril, das 8h às 17h, no estande do Senar/MS.
Pronaf B amplia acesso ao crédito e fortalece agricultura familiar em Mato Grosso do Sul

Mais do que facilitar o acesso ao crédito, o Pronaf B tem se consolidado como uma porta de entrada para o fortalecimento da agricultura familiar em Mato Grosso do Sul, com apoio direto da Agraer no planejamento e execução dos projetos. O trabalho começa ainda no atendimento inicial, quando os extensionistas realizam uma escuta ativa para entender a realidade de cada produtor. A partir disso, auxiliam na organização da documentação e estruturam projetos produtivos viáveis, voltados à geração de renda e ao desenvolvimento sustentável no campo. Segundo a servidora da Agraer, Aldione Soares, o programa cumpre um papel estratégico ao incluir produtores que enfrentam dificuldades para acessar crédito. “Essa linha atende produtores com renda bruta familiar de até R$ 50 mil. A importância está justamente na inclusão: ao acessar esse crédito, esses produtores passam a ter condições de investir, gerar renda e fortalecer sua atividade”, destaca. Com condições facilitadas, o Pronaf B permite investimentos em pequenas produções, aquisição de insumos e melhorias na propriedade. Além disso, apresenta juros reduzidos, de 0,5% ao ano, e bônus de adimplência que pode chegar a 25% de desconto para quem mantém os pagamentos em dia. O impacto vai além da renda. A linha também contribui para a produção de alimentos da cesta básica, incentiva a diversificação e promove práticas agrícolas sustentáveis. “Dessa forma, o Pronaf B fomenta a produção de alimentos e fortalece a segurança alimentar”, explica a técnica. Nesse processo, a Agraer tem papel fundamental ao garantir que o crédito seja acessado de forma planejada e responsável, evitando riscos e orientando o produtor sobre as melhores alternativas. Para acessar o programa, é necessário estar inscrito no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e atender aos critérios de renda. O primeiro passo é procurar o escritório da Agraer no município, onde será feita a análise e o enquadramento. Com orientação técnica e planejamento adequado, o Pronaf B segue como uma ferramenta essencial para impulsionar a agricultura familiar, gerar oportunidades e promover o desenvolvimento no meio rural.
Tecnologia e clima: painel discute os novos rumos do agro na Expogrande

A programação da Expogrande 2026 abre espaço para discutir o futuro do agronegócio com um painel que reúne especialistas em clima, tecnologia e produção. O encontro será no dia 16 de abril, às 16h, no Pavilhão Tecnológico. Com o tema “Agro, Clima, Bioeconomia: os novos vetores da competitividade”, o debate propõe uma conversa prática sobre como fatores como clima, uso de dados e novas tecnologias já influenciam a produção no campo e as decisões do setor. O painel reúne representantes de diferentes áreas do agro e da indústria. Entre eles, Érico Paredes, da Biosul, que traz a visão da bioenergia e da produção sustentável; Sarita Severien, da Suzano, que atua com estratégias ligadas às mudanças climáticas dentro do setor empresarial; e Willians Bini, da Metos Brasil, especialista em meteorologia e uso de dados aplicados à produção. A mediação será feita por Rafaela Capelari, da Semades, e a abertura fica por conta de Adriana Tozzetti, diretora do Parktec CG. A proposta é mostrar, de forma acessível, como o uso de tecnologia, o acompanhamento do clima e novos modelos de produção vêm impactando diretamente o dia a dia no campo e abrindo caminhos para tornar o agro mais eficiente e competitivo. O painel é aberto ao público e integra a programação da Expogrande, ampliando o debate sobre os desafios e as oportunidades do setor. Serviço Data: 16 de abril de 2026Horário: 16hLocal: Pavilhão Tecnológico – Expogrande 2026Endereço: Parque de Exposições Laucídio Coelho – Rua Américo Carlos da Costa, 320, Vila Carvalho A entrada é gratuita, mas é necessário realizar cadastro para acesso ao parque. O credenciamento pode ser feito antecipadamente pelo site ingressoagro.com.br ou no local.
Agraer fortalece acesso ao crédito rural em projetos que abrem oportunidades a quem trabalha no campo

A Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) reforça seu papel ao lado dos agricultores familiares, levando orientação e apoio na elaboração de projetos de crédito voltados ao Pronaf B, linha do Governo Federal que abre oportunidades para quem vive do trabalho no campo e busca melhorar sua produção e sua renda. Mais do que viabilizar o acesso ao financiamento, o trabalho dos extensionistas começa com escuta e acompanhamento próximo. No atendimento, os técnicos conhecem a realidade de cada produtor, ajudam a organizar a documentação e constroem, junto com ele, um projeto produtivo viável, pensado para gerar resultados concretos e fortalecer a atividade no campo com segurança. Segundo a servidora da Agraer, Aldione Soares, o Pronaf B desempenha um papel estratégico ao ampliar oportunidades para um público que, muitas vezes, encontra dificuldades de acesso ao crédito. “Essa linha atende produtores com renda bruta familiar de até R$ 50 mil. A importância está justamente na inclusão: ao acessar esse crédito, esses produtores passam a ter condições de investir, gerar renda e fortalecer sua atividade.” O Pronaf B é considerado uma importante ferramenta de inclusão produtiva no meio rural. Com condições facilitadas, a linha permite investimentos em pequenas produções, aquisição de insumos, melhorias na estrutura da propriedade e desenvolvimento de atividades que ampliam a renda familiar. Além disso, apresenta custos reduzidos, o que torna o crédito mais acessível e seguro para o agricultor familiar. “É uma linha com juros de 0,5% ao ano, com bônus de adimplência. Se o pagamento for feito até a data de vencimento, o produtor pode ter um desconto de até 25%. Isso faz muita diferença para quem está começando ou precisa fortalecer sua produção.” Outro aspecto relevante é o impacto direto na produção de alimentos e na sustentabilidade das propriedades rurais. “Dessa forma, o Pronaf B fomenta a produção de alimentos da cesta básica, atividades de subsistência e fortalece a segurança alimentar. Também incentiva práticas agrícolas sustentáveis e a diversificação da produção”. Nesse contexto, o papel da Agraer é assegurar que o crédito seja acessado de forma responsável e planejada. O trabalho técnico evita que o produtor busque o financiamento sem estar devidamente enquadrado, além de orientar sobre outras possibilidades quando necessário. “Essa linha é muito interessante para o público da agricultura familiar que tem essa faixa de renda e quer investir em uma atividade. Mas é importante destacar que existe um processo de análise.” Para os agricultores interessados, o primeiro passo é buscar orientação diretamente nos escritórios da Agraer. “O produtor deve procurar a unidade do município onde está localizada sua área produtiva. A equipe vai analisar se ele se enquadra dentro das regras do programa, que é uma política do Governo Federal”. A servidora também reforça a importância da regularização cadastral como requisito básico para acesso ao crédito. “É necessário estar no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar, o CAF, que tem critérios próprios. Com esse documento e atendendo à renda bruta anual de até 50 mil reais, o produtor pode acessar o Pronaf B”. Além da elaboração dos projetos, a Agraer também atua no acompanhamento técnico das atividades produtivas, contribuindo para que os investimentos gerem resultados concretos no campo. Essa orientação prévia, aliada ao planejamento técnico, garante que o crédito cumpra seu principal papel: fortalecer a agricultura familiar, gerar renda e promover desenvolvimento sustentável no meio rural. Produtores interessados em saber se podem acessar o Pronaf B devem procurar o escritório local da Agraer para receber orientação e avaliação de enquadramento. Ricardo Campos Júnior, Comunicação AgraerFoto: Bruno Rezende/Secom-MS
Excesso de chuvas causa aumento no preço do feijão

Os custos para aquisição dos alimentos da cesta básica subiram nas 27 capitais, segundo monitoramento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). São Paulo permanece com o maior valor apurado, de R$ 883,94, enquanto Aracaju tem a cesta mais barata, uma média de R$ 598,45. Os alimentos com maior impacto foram o feijão, a batata, o tomate, a carne bovina e o leite, todos com aumento, sendo que os três primeiros tiveram impacto decisivo das chuvas nas principais regiões produtoras. Na contramão, o açúcar teve queda no custo médio em 19 cidades, relacionada ao excesso de oferta. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as cidades com aumento mais expressivo foram Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%), Aracaju (6,32%), Natal (5,99%), Cuiabá (5,62%), João Pessoa (5,53%) e Fortaleza (5,04%). Entre os valores nominais, além da capital paulista há destaque para as cidades do Rio de Janeiro (R$ 867,97), de Cuiabá (R$ 838,40), Florianópolis (R$ 824,35) e Campo Grande (R$ 805,93), com as demais capitais tendo valores médios abaixo do patamar dos R$ 800. Com o salário mínimo a R$ 1.621,00 o trabalhador nessas cidades precisa de cerca de 109 horas para custear a cesta. Ainda que alto, o valor apresentou queda se comparado à renda, em relação ao ano passado. “Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em março de 2026, 48,12% do rendimento para adquirir os itens alimentícios básicos e, em fevereiro, 46,13% da renda líquida. Em março de 2025, considerando as 17 capitais analisadas, o percentual médio ficou em 52,29%”, indicou o levantamento. Em março, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 97 horas e 55 minutos, enquanto em fevereiro era de 93 horas e 53 minutos. Se comparado com março de 2025, considerando o conjunto restrito de 17 capitais analisadas, a jornada média foi de 106 horas e 24 minutos. O estudo permite comparar, ainda, o aumento desde o ano passado, e aponta que houve alta em 13 cidades e queda em quatro nos últimos 12 meses, com destaque para os aumentos em Aracaju (5,09%), Salvador (4,51%) e Recife (4,38%). As principais reduções ocorreram em Brasília (-4,63%) e Florianópolis (-0,91%). A comparação de intervalo anual é limitada a 17 capitais, pois o Dieese não realiza levantamentos mensais nas cidades de Boa Vista, Cuiabá, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, São Luiz e Teresina. Regime de chuvas O estudo indica que o valor do feijão subiu em todas as cidades. O grão preto, pesquisado nos municípios da Região Sul, do Rio de Janeiro e de Vitória, apresentou alta, com percentuais entre 1,68%, em Curitiba, e 7,17%, em Florianópolis. Para o grão carioca, coletado nas demais capitais, os aumentos ficaram entre 1,86%, em Macapá, e 21,48%, em Belém. A alta do feijão ocorreu devido à restrição de oferta, por dificuldades na colheita, redução de área na primeira safra e expectativa de menor produção na segunda safra, mostra o levantamento. “Quando a gente vê um aumento de preços, tende a pensar que os produtores estão lucrando mais, mas nesses casos menos produtores têm o produto e aí podem estar vendendo por mais, só que o que aconteceu bastante neste ano é que quem plantou, por exemplo, 60 sacas colheu apenas 30 ou 40. O clima prejudicou no Paraná e na Bahia, e a gente tem uma área plantada menor”, explicou Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe). Lüders lembrou que a produção ainda tem atraso considerável em outras áreas, como Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuvas levou a uma janela menor entre culturas e forçou a substituição por um tipo de feijão preto destinado principalmente ao mercado indiano. “Os números que a gente tem hoje não refletem a nossa realidade, a gente tem tido menos o carioca, pois é um feijão que o governo não garante preço, já que o preço mínimo existe para enfeite, o produtor não se beneficia em nenhum momento disso não há mercado externo”. Esses fatores levaram a uma diferença considerável entre o feijão carioca e o feijão preto, variedades mais procuradas nos maiores mercados. O grão carioca chega a ser vendido hoje a R$ 350 a saca, com possibilidade de queda de fato a partir dos meses de agosto, setembro e outubro, quando se colhe a safra irrigada. O feijão preto ainda tem um valor melhor, em torno de R$ 200 a 210 a saca, pois há muito estoque das duas colheitas de 2025, mas esse excedente será pressionado já que se plantou pouco na segunda safra, que é a do começo do ano, e a cultura sofreu impacto da chuva forte no Paraná. A expectativa é de uma inversão de preços, com o feijão preto mais caro do que o carioca em 2026. “Isso é terrível para os produtores. A exportação diminuiu em 2025, isso é cíclico. O estímulo para plantar o feijão carioca é muito grande, e isso é um risco pois pode derrubar o preço”, complementa o analista. A estimativa da Conab indica uma produção superior a 3 milhões de toneladas, com avanço de 0,5% em relação ao ciclo 2024/2025. O impacto do aumento do custo de fertilizantes e de combustíveis ainda não foi sentido pelo setor, o que aumenta a incerteza. Há expectativa de aumento global dos valores de alimentos. Salário mínimo O Dieese também mostra o valor ideal do salário mínimo. Para isso, considera a cesta mais cara, em São Paulo e os custos básicos que dariam conta das necessidades garantidas na Constituição para o trabalhador e sua família: alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em março, o valor para uma família de quatro pessoas seria R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo vigente. Em fevereiro, o valor necessário era de R$ 7.164,94 e correspondeu a 4,42 vezes o piso mínimo. Na comparação com março de 2025 o mínimo
Senar-MS abre 480 vagas para cursos técnicos com foco em formação profissional para o agro

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo de cursos técnicos do Senar/MS, uma das principais portas de entrada para quem busca qualificação profissional voltada ao agro. Ao todo são 480 vagas, distribuídas em 13 municípios, para os cursos gratuitos de Agropecuária, Florestas, Segurança do Trabalho no Agro, Zootecnia e Agronegócio. As inscrições seguem até 26 de maio, clique aqui e inscreva-se. Com duração média de dois anos, os cursos foram estruturados para atender às demandas reais do campo e das agroindústrias, formando profissionais preparados para atuar em um dos setores que mais cresce no estado. A formação alia teoria e prática, com conteúdos diretamente conectados às necessidades do mercado de trabalho rural, com oportunidades tanto na modalidade presencial quanto semipresencial (híbrida). As capacitações são ofertadas, em sua maioria, na modalidade semipresencial (híbrida), ampliando o acesso à formação técnica no agro em diferentes regiões do estado. Nesse formato, os cursos de Agronegócio, Zootecnia, Segurança do Trabalho no Agro, Florestas e Agropecuária estão distribuídos entre os municípios de Anastácio, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Camapuã, Campo Grande (a depender do curso, as aulas acontecem no Sindicato Rural da capital ou no Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte, nas dependências da Embrapa), Chapadão do Sul, Coxim, Dourados, Inocência, Ivinhema, Maracaju, Sidrolândia e Três Lagoas. Para quem busca uma formação totalmente presencial, o Senar/MS também oferece vagas concentradas no Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte, em Campo Grande, e em Três Lagoas, com turmas dos cursos de Florestas e Agropecuária e uma estrutura voltada à prática intensiva e à imersão no ambiente produtivo do agro. O superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan, reforça que a expansão dos cursos acompanha o crescimento e a diversificação do agro sul-mato-grossense. “A oferta vem crescendo em função da demanda. Há uma procura muito grande pelos cursos, o que nos leva a ampliar polos e áreas de formação. O Mato Grosso do Sul vive um momento de expansão e diversificação no agro, e isso exige profissionais cada vez mais qualificados”, destaca. Além de gratuitos, os cursos se destacam pelo alto índice de inserção no mercado de trabalho. De acordo com o diretor do Centro de Excelência, Gustavo Cavalca, cerca de 87% dos alunos formados na última turma de Agropecuária já saíram empregados, evidenciando a forte conexão entre a formação técnica e as oportunidades no campo. “As indústrias do agro vêm se instalando no estado e isso aumenta a necessidade de profissionais especializados em segurança do trabalho. Essa é uma oportunidade de qualificação alinhada com uma demanda real do mercado”, explica Cavalca. O resultado com a lista de classificados está previsto para o dia 10 de junho, com a divulgação dos aprovados no dia 18. As matrículas devem ser realizadas entre os dias 19 e 27 de junho. As inscrições e o edital completo estão disponíveis no site oficial: https://etec.senar.org.br/. É fundamental que o candidato acompanhe todas as etapas do processo seletivo pela plataforma. Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Ana Carla Souza