Uma ferramenta criada para reduzir ligações de telemarketing e chamadas fraudulentas passou a ser alvo de discussão entre operadoras de telefonia e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O sistema, utilizado pela Vivo, bloqueia automaticamente chamadas consideradas suspeitas antes que elas cheguem ao consumidor.
Segundo empresas do setor, o filtro também estaria impedindo ligações legítimas, incluindo chamadas de hospitais, órgãos públicos, empresas e prestadores de serviços. Ao menos sete companhias apresentaram reclamações formais à Anatel, alegando falta de transparência nos critérios adotados pelo sistema.
A Vivo afirma que a ferramenta foi desenvolvida para proteger os clientes contra chamadas em massa, fraudes e robocalls, e que empresas que seguem as regras não deveriam ser afetadas. Já as operadoras que contestam o sistema defendem que bloqueios indevidos podem prejudicar serviços essenciais e a comunicação com os consumidores.
Diante da divergência, a Anatel passou a analisar os casos apresentados e deve avaliar se os critérios utilizados pelo sistema precisam de ajustes para evitar que chamadas legítimas sejam bloqueadas, mantendo ao mesmo tempo a proteção contra spam telefônico.