Estoques de suco de laranja devem ultrapassar nível crítico em 2026, após 4 safras em queda

O setor de suco de laranja no Brasil projeta uma recuperação importante na safra 2025/26, após quatro anos com estoques abaixo do nível crítico. De acordo com dados da CitrusBR, o volume armazenado ao fim da safra 2024/25 foi de 146,3 mil toneladas de FCOJ (suco concentrado congelado), uma alta de 25,3% em relação ao ciclo anterior. Apesar de ainda abaixo do ideal, o número surpreendeu positivamente o mercado, que enfrentou dificuldades como a escassez de frutas e os preços elevados da laranja. Segundo projeções do Cepea, se a moagem da variedade pera continuar e as condições forem mantidas, os estoques poderão chegar a 200 mil toneladas até junho de 2026. Isso representaria a primeira vez em cinco anos que o volume superaria o limite considerado crítico (150 mil toneladas). Para atingir esse patamar, será necessário que o consumo global se estabilize, o rendimento industrial continue na média de 278 caixas de 40,8 kg por tonelada de suco, e que pelo menos 260 milhões de caixas de laranja sejam processadas pela indústria.
Último dia para se inscrever no concurso do Crefito-MS com salários de até R$ 5,6 mil

Se você está em busca de uma nova oportunidade de trabalho em Mato Grosso do Sul, aqui vai um aviso importante: hoje (segunda-feira, 8 de setembro de 2025) é o último dia de inscrição para o concurso do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Estado (Crefito‑MS). São duas vagas imediatas (com formação de cadastro de reserva) nas funções de: Cargo Requisitos Salário Agente Administrativo Ensino médio completo R$ 2.046,36 Agente Fiscal Graduação em Fisioterapia ou TO + CNH “B” R$ 5.618,34 Além da remuneração, há benefícios como vale-alimentação de R$ 1.000, plano de cargos e salários, vale-transporte (legislação), folga no aniversário e abono natalino de R$ 400,00. Como se inscrever
Hospital Regional abre inscrições para Residências Multiprofissional e Uniprofissional em Saúde

A Funsau (Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul), por meio da Coremu (Comissão de Residência Multiprofissional), está com inscrições abertas para o Processo Seletivo 2026-2028 dos Programas de Residência Multiprofissional e Uniprofissional em Saúde do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul). As vagas são destinadas a profissionais das áreas de Biomedicina, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia e Serviço Social. O programa, com duração de dois anos e carga horária de 60 horas semanais, garante bolsa mensal de R$ 4.106,09. O processo seletivo será realizado em duas etapas: prova objetiva (22/11/2025) e análise curricular. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site www.fundatec.org.br até 17 de outubro de 2025, mediante pagamento da taxa de R$ 379. O resultado final está previsto para 21 de janeiro de 2026, e as atividades terão início em 2 de março de 2026 no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. Áreas contempladas Documentação e requisitos Podem participar profissionais graduados em instituições reconhecidas pelo MEC, com registro no respectivo conselho de classe. Candidatos formados no exterior devem apresentar diploma revalidado no Brasil. A matrícula exige documentação completa, incluindo diploma ou declaração de conclusão, carteira profissional, RG, CPF, comprovante de residência, título de eleitor, certificado de reservista (para homens), carteira de vacinação atualizada, entre outros.Informações adicionais O edital completo está disponível nos sites www.fundatec.org.br e www.hospitalregional.ms.gov.br. Dúvidas podem ser esclarecidas junto à COREMU/HRMS pelo telefone (67) 3378-2909, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 13h às 16h. Patrícia Belarmino, Comunicação HRMS
Líderes do Brics conversam sobre tarifaço e guerras em reunião virtual

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, na manhã desta segunda-feira (8), de reunião virtual com líderes dos países membros do Brics. A cúpula foi organizada pelo Brasil, que está na presidência rotativa do bloco de países emergentes, com o objetivo de coordenar estratégias centradas no multilateralismo, em meio à nova política dos Estados Unidos de elevar as tarifas contra parceiros comerciais. O fortalecimento de acordos e o uso de moedas nacionais e mecanismos alternativos de comércio devem ser discutidos, bem como as guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza e a necessidade de reformas nas instituições de governança global. Lula ainda deve reforçar o convite aos líderes para participar da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em Belém, em novembro próximo. O tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump tenta reverter a relativa perda de competitividade da economia do país norte-americano para a China nas últimas décadas. Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a medida do governo estadunidense também é uma chantagem política com objetivo de atingir o Brics, já que o grupo de potências do Sul Global tem sido encarado por Washington como uma ameaça à hegemonia dos Estados Unidos no mundo, em especial, devido à proposta de substituir o dólar nas trocas comerciais. A reunião extraordinária de hoje ocorre dois meses após a Cúpula do Brics no Rio de Janeiro, momento em que Trump voltou a ameaçar os países que se alinhassem às políticas do bloco. O Brics é formado por Brasil, Rússia, Índia, China – que são os países fundadores –, África do Sul – que integrou o bloco logo após a criação –, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. A reunião será fechada e o governo deve divulgar uma nota após o encontro com detalhes do que foi tratado na reunião. Em sua fala, Lula deve reforçar a defesa da soberania do país e a importância de ampliação e diversificação comercial entre os países do Sul Global. Andreia Verdélio – repórter da Agência Brasil Foto: Ricardo Stuckert/PR
Câmara aprova primeira lei federal de proteção ao Pantanal

O Pantanal, um dos biomas mais emblemáticos do Brasil, acaba de conquistar um marco histórico. A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) o Projeto de Lei 5482/2020, que estabelece diretrizes específicas para a conservação, recuperação e exploração sustentável do bioma. O texto, já aprovado pelo Senado, agora segue para sanção presidencial. Com abrangência nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além de partes da Bolívia e do Paraguai, o Pantanal é a maior planície alagável do mundo e o menor bioma brasileiro em extensão, mas também o mais afetado por queimadas nas últimas décadas. 🔍 O que prevê a nova lei: A proposta traz sete diretrizes principais para a gestão do bioma: 🚨 Contexto ambiental crítico: Entre 1985 e 2024, 62% do Pantanal foi atingido por incêndios, segundo o MapBiomas. Isso representa 9,3 milhões de hectares, com 93% das áreas queimadas compostas por vegetação nativa. Especialistas alertam que, embora o fogo faça parte do ciclo natural do bioma, as mudanças climáticas e a ação humana têm intensificado a degradação.
Funsat oferece 1.704 vagas de emprego nesta sexta-feira em Campo Grande

A Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (Funsat) divulgou nesta sexta-feira (5) a oferta de 1.704 vagas de emprego para diversas áreas, com e sem exigência de experiência. As oportunidades contemplam desde funções técnicas até atividades operacionais, atendendo a um público variado. Para quem já possui experiência, há vagas como: Já para quem busca o primeiro emprego ou quer migrar de área, estão disponíveis funções como: 📍 Atendimento presencial:A Funsat realiza atendimentos de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, na Rua 14 de Julho, nº 992, Vila Glória. 📞 Informações: (67) 4042-0585 – Ramal 5800
MS lança planos estratégicos de turismo para Campo Grande dos Ipês e Vale das Águas

As regiões turísticas Campo Grande dos Ipês e Vale das Águas, em Mato Grosso do Sul, lançaram nos dias 2 e 3 de setembro seus Planos Estratégicos de Turismo, com foco em sustentabilidade, inovação e fortalecimento da governança. A iniciativa é da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS), em parceria com a Lab Turismo Consultoria, responsável pela criação e aplicação da metodologia Maptur – Mapa Estratégico do Turismo. O processo de construção dos planos contou com a participação de representantes do setor público, do trade turístico, da comunidade e de instituições parceiras, em um modelo colaborativo que garantiu o envolvimento direto das lideranças locais. As entregas foram realizadas por meio da metodologia Maptur, desenvolvida pela Lab Turismo Consultoria. O modelo alia participação social, inteligência estratégica e tecnologia digital, permitindo que os planos deixem de ser documentos estáticos e se transformem em ferramentas vivas, capazes de orientar decisões e gerar resultados de forma contínua. “Hoje demos um passo histórico para o futuro do turismo em nossa região. O lançamento dos planos de Campo Grande dos Ipês e do Vale das Águas fortalece nossa governança e consolida essas regiões como destinos turísticos competitivos, inovadores e preparados para crescer de forma sustentável”, destacou Bruno Wendling, presidente da Fundtur-MS. Metodologia A metodologia inclui consultoria especializada, utilização de um sistema online exclusivo (plataforma Maptur) e mentorias mensais de acompanhamento, garantindo que os planos sejam monitorados, atualizados e aplicados com efetividade. Com isso, as instâncias de governança regionais ganham suporte técnico permanente, alinhando suas estratégias às demandas do mercado e às potencialidades locais. Segundo Richard Alves, diretor executivo da Lab Turismo, o diferencial do Maptur está em transformar o planejamento em prática. “Criamos a metodologia justamente para superar a ideia de planos engavetados. O Maptur conecta tecnologia, acompanhamento contínuo e participação social, garantindo que cada região tenha não apenas um diagnóstico, mas um caminho claro, viável e monitorado para impulsionar o turismo”. Com os Planos Estratégicos de Turismo lançados, as regiões de Campo Grande dos Ipês e Vale das Águas iniciam uma nova etapa de desenvolvimento, consolidando o turismo como vetor estratégico para a economia, a cultura e a sustentabilidade de Mato Grosso do Sul. Comunicação Fundtur-MSFotos: Bruno Rezende/Secom/Arquivo
Assistência ao parto avança no Brasil, mas pré-natal ainda preocupa

Dados da maior pesquisa sobre parto e nascimento no Brasil mostram avanços expressivos na prática hospitalar. A realização de episiotomia, o corte do canal vaginal com bisturi, para supostamente aumentar a via de passagem do bebê, caiu de 47% para 7% nos partos vaginais ocorridos no Sistema Único de Saúde (SUS), em cerca de dez anos. Queda semelhante (de 36% para 9%) foi observada na realização da manobra de Kristeller, quando o profissional de saúde sobe sobre a gestante ou empurra a sua barriga com força, para acelerar o nascimento. No sistema privado, a redução foi ainda mais expressiva: apenas 2% das mulheres que tiveram parto vaginal relataram ter passado pela manobra, que é considerada uma forma de violência obstétrica e traz risco para a parturiente e o bebê. Os dados fazem parte da Pesquisa Nascer no Brasil 2, realizada pela Fiocruz, que coletou dados de mais de 22 mil mulheres entre 2021 e 2023. Nessa quinta-feira (4), os pesquisadores divulgaram as informações referentes ao estado do Rio de Janeiro e adiantaram algumas informações nacionais, para comparação. Eles mostram que aumentou a quantidade de mulheres que puderam se alimentar e se movimentar durante o parto e que quase todas que pariram no Rio de Janeiro, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS), quanto em unidades particulares, optaram por posições verticalizadas, que favorecem a saída do bebê. “É uma adesão enorme às boas práticas e uma eliminação de intervenções desnecessárias. No Rio, não tem mais aquela forma de parir, em litotomia, em que a mulher fica com as pernas pra cima, , sem poder fazer força. Acabou. Isso é lindo! É uma mudança de cultura que estamos vendo. Não está perfeito, mas é uma mudança enorme na atenção ao parto, fruto de políticas públicas”, afirmou a coordenadora-geral da pesquisa, Maria do Carmo Leal. Por outro lado, a proporção daquelas que tiveram acesso à analgesia, para reduzir as dores das contrações, caiu de 7% para 2% no SUS em todo o Brasil, e apenas 1% no Rio de Janeiro. Nos serviços privados, a queda nacional foi de 42% para 33%, chegando a 30% no estado. “Entre as mulheres que entraram em trabalho de parto no Rio de Janeiro, caminhou melhor para o parto vaginal quem fez uso de analgesia, mostrando que talvez tenhamos aqui um aliado. Foi quase seis vezes maior a chance de terminar em um parto vaginal”, acrescentou Maria do Carmo. A pesquisa também mostra que os índices de parto normal e cesarianas permanecem um grande desafio no país. A quantidade de mulheres que passaram pela cirurgia no SUS aumentou de 43% para 48%, comparando com a primeira edição do levantamento, divulgado em 2014. A coordenadora-geral da pesquisa ressalva que, ao menos, a maior parte desse aumento se refere a cesarianas intraparto, ou seja, realizadas após a mulher entrar em trabalho de parto, que totalizaram 13% no Brasil. Os partos vaginais no SUS somaram 52% no Brasil e 50% no estado. Já a proporção de cesáreas no sistema privado foi de 81% no país e 86% no Rio de Janeiro, e apenas 9% e 7%, respectivamente, foram feitas após o início do trabalho de parto. Ainda assim, houve ligeiro aumento na quantidade de partos vaginais no Brasil, de 12% para 19%. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que as cirurgias sejam feitas apenas em casos de necessidade e o índice do país não passe de 15%. O cenário sobre o pré-natal mostrado pela pesquisa, no entanto, não é tão positivo. Apesar de 98,5% das mulheres do Rio de Janeiro terem recebido o acompanhamento, apenas um terço apresentava registro completo de aferição de pressão arterial e exames de glicemia. Esses exames são essenciais para detectar e controlar as duas complicações mais comuns e perigosas da gestação: a hipertensão e o diabetes. Menos de 34% tiveram prescrição registrada de ácido fólico, substância essencial para o desenvolvimento neurológico do feto, e apenas 31,6% foram vacinadas contra o tétano e a hepatite B, dois dos principais imunizantes que devem ser tomados na gestação. Maria do Carmo Leal destaca outras lacunas importantes no cuidado das gestantes de alto risco, ou seja, que já tinham alguma condição diagnosticada no momento do parto. “Setenta e cinco por cento delas nunca fizeram uma consulta com especialista, só na atenção básica. Tem alguma coisa errada aqui. Trinta e seis por cento dessas mulheres disseram que a pressão arterial delas não foi medida em todas as consultas e também não tinham exame de glicemia, como o recomendado. São mulheres que peregrinaram mais (até serem admitidas para o parto), porque não tinha vaga, mas principalmente porque eram de alto risco e deveriam procurar uma unidade adequada. Peregrinar na hora do parto é tudo que elas não tinham que fazer”.
Brasil e Chile fortalecem laços comerciais e impulsionam rota bioceânica em MS

Com o objetivo de intensificar a cooperação entre Brasil e Chile e consolidar a rota bioceânica, autoridades dos dois países participaram nesta quarta-feira (3) de uma rodada de negócios na sede da Fiems (Federação das Indústrias de MS), em Campo Grande. O encontro reuniu empresários, investidores e representantes dos governos federal, estadual e municipal. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, destacou que a nova infraestrutura pode dobrar o comércio bilateral com o Chile nos próximos cinco anos, com destaque para a ponte de Porto Murtinho, prevista para ser entregue em 2026. “Agora não falta mais logística”, afirmou. 🚛 Rota estratégica para o comércio com a Ásia O governador Eduardo Riedel ressaltou que a rota vai integrar o Centro-Oeste aos mercados asiáticos, beneficiando não apenas o MS, mas também os estados do Sudeste e Sul. Ele citou investimentos como: “A China é o maior comprador do Mato Grosso do Sul e do Brasil. A rota encurta caminhos para países como Japão, Vietnã, Malásia e Singapura”, destacou Riedel. 🏙️ Campo Grande se posiciona como polo logístico A prefeita Adriane Lopes afirmou que Campo Grande está pronta para receber novos investimentos. Segundo ela, a cooperação entre os três níveis de governo oferece segurança para o empresariado. Já o presidente da Fiems, Sérgio Longen, alertou sobre a necessidade de reduzir a burocracia, apontando a Receita Federal como gargalo logístico que pode comprometer o avanço do projeto. 🤝 Conexões internacionais e oportunidades para negócios locais Empresários sul-mato-grossenses aproveitaram o evento para buscar parcerias internacionais. O empreendedor Daniel Pavão, da startup Nivo, afirmou que a rota bioceânica abre portas para pequenas e médias empresas de ecoturismo. “É hora de ampliar nossa atuação e atrair investidores para o setor”, disse. O evento também contou com a presença de: A programação incluiu painéis empresariais, rodada de negócios e coquetel de encerramento. Foto: Governo MS
Milho surpreende em Mato Grosso do Sul e produção pode chegar a 14,2 milhões de toneladas

A nova estimativa da produção de milho em Mato Grosso do Sul apresenta um salto expressivo, com crescimento de 68,2% em relação à safra anterior. Segundo o boletim da Aprosoja, por meio do Projeto SIGA-MS, publicado no dia 2 de setembro, a produção passou de uma projeção inicial de 10,1 milhões de toneladas para 14,2 milhões, refletindo uma revisão significativa baseada principalmente no ganho de produtividade. Mesmo com a área cultivada praticamente estável, totalizando 2,1 milhões de hectares, o avanço na produtividade média, agora estimada em 112,7 sacas por hectare, foi o grande motor desse crescimento. O aumento foi de 68,1% em comparação com a última safra, resultado de uma combinação entre condições climáticas favoráveis durante fases críticas, janela de plantio adequada, avanço tecnológico e boas práticas de manejo adotadas pelos produtores. A maior parte da semeadura ocorreu entre fevereiro e março, o que favoreceu o desenvolvimento das plantas durante abril, mês em que o volume de chuvas foi ideal para o crescimento. Segundo o boletim, 78,1% das lavouras foram classificadas como “boas”, 15,3% como “regulares” e apenas 6,6% como “ruins”. Embora as projeções sejam animadoras, especialistas alertam para a necessidade de cautela, já que a colheita ainda não foi concluída. Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS, destaca alguns pontos importantes sobre a análise até agora. “A análise amostral realizada em 10% da área estimada já aponta um aumento expressivo na produtividade. É importante ressaltar, no entanto, que ainda é cedo para uma definição precisa. Restam 20% da área a serem amostrados, o que pode alterar esse panorama. E mais do que a produtividade em si, o que vai realmente determinar o sucesso da safra e os níveis de retorno para o produtor é a relação de troca. Vale destacar que muitos municípios ainda estão abaixo da média estadual nesse quesito”, afirmou Balta. Apesar dos avanços em várias áreas, o boletim revela diferenças marcantes de produtividade entre os municípios de Mato Grosso do Sul. Maiores Produtividades (sacas por hectare):Chapadão do Sul – 173,3 sc/haAlcinópolis – 160,0 sc/haSonora – 152,5 sc/haSão Gabriel do Oeste – 147,1 sc/haBrasilândia – 145,8 sc/ha Menores Produtividades (sacas por hectare):Ivinhema – 57,8 sc/haRochedo – 50,7 sc/haAparecida do Taboado – 35,0 sc/haNova Andradina – 31,0 sc/haAquidauana – 19,1 sc/ha Efeitos econômicos O avanço da produção de milho em Mato Grosso do Sul eleva as expectativas do mercado, refletindo positivamente na economia regional e na competitividade do setor.“O aumento na expectativa da produção de milho em Mato Grosso do Sul, impulsionado pelo ganho de produtividade, projeta impactos positivos sobre a renda agrícola, a rentabilidade dos produtores e a competitividade do agronegócio. Além de fortalecer a capacidade exportadora e ampliar o superávit comercial, o avanço da oferta consolida o Estado como referência no abastecimento nacional e internacional. Esse cenário favorece a atração de investimentos em tecnologia, logística e infraestrutura, reforçando o papel estratégico do milho como vetor de crescimento econômico regional”, afirma Jean Américo, analista de economia da Famasul. Vale destacar que, atualmente, 933 propriedades rurais são atendidas pela ATeG Grãos -Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS, que oferece capacitação técnica e assistência especializada aos produtores, garantindo melhores práticas agrícolas e impulsionando a produtividade. Com esse apoio, Mato Grosso do Sul reforça sua posição no cenário agrícola nacional, onde o milho se destaca como vetor estratégico de desenvolvimento econômico, atraindo investimentos e ampliando oportunidades para toda a cadeia produtiva.