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Campo Grande reduz casos de dengue em 63% em 2025 com uso do Método Wolbachia

Campo Grande registrou uma queda de 63% nas notificações de dengue em 2025 após a implantação do Método Wolbachia, segundo estudo aceito para publicação na revista The Lancet Regional Health – Americas. A capital se tornou o primeiro município brasileiro totalmente coberto pela técnica, que consiste em liberar mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, impedindo a transmissão de arboviroses. “É a primeira vez que uma cidade inteira conta com a presença do mosquito com Wolbachia, por isso os resultados são tão significativos”, destacou Veruska Lahdo, superintendente de Vigilância em Saúde e Ambiente. Prevenção continua sendo essencial Mesmo com o avanço, as ações de combate ao vetor seguem intensificadas. Veruska lembra que não é possível diferenciar o Aedes com Wolbachia do Aedes capaz de transmitir dengue, zika ou chikungunya.“É sempre melhor não ter mosquito em casa. A eliminação dos criadouros continua sendo fundamental”, reforçou. A Prefeitura mantém visitas domiciliares dos agentes de endemias e amplia mutirões entre dezembro e março, período de maior incidência das doenças. A força-tarefa “Meu Bairro Limpo” recolhe materiais que possam acumular água e orienta os moradores.“O descarte pode ser feito pelo agente durante a visita ou diretamente pelo morador no ponto de coleta definido”, explicou Rubens Bitancourt, gerente de Controle de Endemias Vetoriais. Modelo para outras cidades A junção da tecnologia Wolbachia com ações preventivas coloca Campo Grande como referência nacional no combate sustentável à dengue. Especialistas avaliam que a estratégia pode ser replicada em outras regiões do país, reduzindo a ocorrência de epidemias e fortalecendo a proteção da população.

STF marca julgamento sobre morte de Marielle Franco e Anderson Gomes

O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para fevereiro o julgamento sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, mortos a tiros de metralhadora em março de 2018, na região central do Rio de Janeiro.  Foram convocadas formalmente três sessões para o julgamento do caso, a primeira está marcada para começar às 9h de 24 de fevereiro, uma terça-feira. No mesmo dia, à tarde, a sessão ordinária da Primeira Turma também foi reservada para a análise do caso, no horário das 14h às 18h. Caso necessário, mais uma sessão extraordinária foi marcada para o 25 de fevereiro, às 9h.  Dino marcou as datas nesta sexta-feira (5), após o processo ter sido liberado no dia anterior pelo relator, ministro Alexandre de Moraes. O julgamento ficou para o ano que vem devido ao período de recesso no Supremo, que começa no dia 19 deste mês e vai até 1° de fevereiro.  São réus pela suposta participação no crime o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Policia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estão presos preventivamente. Conforme a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso de realizar os disparos de arma de fogo contra a vereadora, os irmãos Brazão e Barbosa atuaram como mandantes do crime. Rivaldo Barbosa teria participado dos preparativos da execução do crime. Ronald é acusado de realizar o monitoramento da rotina da vereadora e repassar as informações para o grupo. Robson Calixto teria entregue a arma utilizada no crime para Lessa.  De acordo com a investigação realizada pela Polícia Federal, o assassinato de Marielle está relacionado ao posicionamento contrário da parlamentar aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que têm ligação com questões fundiárias em áreas controladas por milícias no Rio. Nos depoimentos prestados durante a investigação, os acusados negaram participação no assassinato. Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil Foto:  EFE/Mário Vasconcellos

Donas do Agro do Senar/MS fez Valda enxergar sua força como gestora

Valda Fernandes sempre pertenceu ao campo. Mas foi por meio do programa Donas do Agro, do Senar/MS, que ela passou a se reconhecer como protagonista dentro dele. Criada em fazenda e marcada desde cedo pela lida com o gado, teve sua trajetória ressignificada ao integrar a primeira turma da iniciativa, voltada ao fortalecimento, à capacitação e à liderança feminina no setor. A partir dali, Valda não apenas assumiu o papel de gestora, como passou a se enxergar como líder e dona do próprio destino. “Hoje me sinto dona de mim e dona do agro. Me fortaleci de uma forma que eu não imaginei que eu seria capaz”, relembra Valda. Mesmo sem saber exatamente do que se tratava, a produtora rural aceitou o convite para participar do programa. Logo no primeiro encontro, teve a certeza de estar no lugar certo. As aulas abordavam temas como liderança, posicionamento e autoestima. Foi durante uma atividade específica, a construção da própria linha do tempo, que algo se transformou definitivamente. Ao olhar para a sua história, Valda reconheceu tudo o que havia enfrentado e construído. Foi, acima de tudo, um reencontro consigo mesma. “Ali me reconheci como gestora, como administradora do meu negócio. Parece que eu não acreditava em mim mesma. Só pude entender e aceitar isso agora no início do Donas do Agro”, comenta. Essa é a história do Transformando Vidas de hoje, confira: Quebrando barreiras Nascida na zona rural, Valda aprendeu desde cedo o que é vida no meio rural, era uma típica criança de fazenda, acostumada à liberdade, ao trabalho e às artes que só quem vive esse contexto entende. Entre a infância e a adolescência foi para a cidade estudar, veio o ensino médio e outro rumo de vida. O afastamento da rotina rural parecia definitivo, até que, em 1994, após se casar, Valda retornou para a fazenda e para as origens que nunca deixaram de fazer parte dela. No início, seguiu o papel tradicional de dona de casa, mas nunca deixou a lida de lado. Quando era preciso, selava o cavalo e seguia para o campo. “Minhas filhas cresceram em cima de cavalo”, relembra. Apartava o gado, ajudava na marcação e acompanhava de perto a rotina da propriedade. Aos poucos, tornou-se indispensável na fazenda. Em 2006, assumiu oficialmente a administração do negócio da família. Mesmo com o incentivo constante do marido, que nunca impôs limites ou preconceitos, a sociedade ao redor ainda não estava preparada para enxergar uma mulher à frente de uma propriedade rural. “Perdi as contas de quantas vezes participei de toda a negociação de uma venda, estive em cada etapa do processo, mexia com tudo, mas, no momento do pagamento, o dinheiro era dado ao meu marido. E quando ele orientava que pagassem diretamente para mim, a reação das pessoas era sempre de surpresa, estranhamento e até desconforto”, relata. Essa realidade se estendeu por muitos anos e, mesmo recentemente, ainda se manifestava. No ano passado, um comprador quase desistiu de um negócio ao ouvir que “uma mulher comandava a propriedade”. Situações que, em vez de desanimá-la, fortaleceram ainda mais sua resistência. O Senar/MS apareceu Apesar de já exercer a função de gestora há anos, Valda não se reconhecia como tal. Havia uma insegurança construída ao longo de décadas em um ambiente predominantemente masculino. O Donas do Agro despertou algo que sempre esteve ali, mas ainda não havia sido nomeado. Valda é gestora, líder e protagonista da própria história. “Só me impulsionou, porque às vezes tinha decisões para tomar e eu ficava esperando meu esposo decidir. Faltava coragem porque não me achava a pessoa própria para isso. Mas agora mudou, acabou aquele medo de tomar a decisão”. O impacto do programa foi imediato e concreto. Uma área da fazenda que há muito tempo precisava de reforma, mas que ela adiava por receio, finalmente saiu do papel. Logo nas primeiras aulas, Valda decidiu que a obra começaria e ela já está em andamento. Mais do que aprendizado técnico, o Donas do Agro ofereceu acolhimento. Em um espaço exclusivamente feminino, as participantes se sentiram seguras para compartilhar dores, desafios, vivências e inseguranças. A diversidade da turma também marcou o processo. Mulheres de pouco mais de 20 anos, senhoras com quase 80, histórias diferentes, uma conexão em comum, a redescoberta da própria força. Histórias como a de Valda comprovam que investir na formação de mulheres é investir em um campo mais justo, produtivo, inovador e humano. E é exatamente isso que o Senar/MS e vem fazendo ao abrir caminhos, fortalecer trajetórias e revelar protagonistas que sempre estiveram ali. Só precisavam de um espaço para se reconhecer.

CDL Campo Grande devolve R$ 22,5 milhões às empresas filiadas por meio do SPC Brasil

Ao longo de 2025, a CDL Campo Grande devolveu R$ 22,5 milhões ao patrimônio de empresas da cidade por meio dos mecanismos de consulta, cobrança e renegociação do SPC Brasil. Na prática, o número representa capital que voltou a circular, contratos que puderam ser retomados e operações que permaneceram de pé graças à recomposição imediata de recursos antes tidos como perdidos. A atuação do SPC Brasil na Capital, sob representação exclusiva da CDL, sustenta-se em uma vantagem rara no setor: a construção de uma base de informações que nasce do próprio país. Não se trata de um modelo importado nem de uma leitura distante do comportamento do consumidor. É um acervo alimentado diariamente por negócios que conhecem, na prática, a volatilidade dos prazos, as rupturas de fluxo e as oscilações de confiança que moldam a economia brasileira. Essa aderência à realidade é o que torna o sistema tão decisivo para quem precisa avaliar risco com precisão. O alcance do SPC no município também mostra essa consistência. Indústrias que lidam com cadeias longas, distribuidoras que operam sob pressão de estoque, construtoras que administram ciclos financeiros extensos e propriedades rurais que enfrentam riscos próprios do campo recorreram ao sistema ao longo de 2025. Cada setor, com suas demandas e ritmos, encontrou na estrutura do SPC Brasil um instrumento capaz de restituir previsibilidade num ambiente que raramente a oferece. Outro resultado que merece destaque é a regularização de 107 mil consumidores, um contingente que voltou a ter acesso ao crédito, às compras parceladas e aos serviços financeiros básicos que sustentam o consumo cotidiano. Para as empresas, isso significa a ampliação imediata do mercado ativo. Para a economia local, representa milhares de relações comerciais restabelecidas, com impacto direto na receita e na estabilidade dos negócios. Como único birô de crédito integralmente nacional, o SPC Brasil combina capilaridade, memória de dados e leitura fina do comportamento de pagamento no país. A CDL Campo Grande é a porta de entrada dessa estrutura na Capital, com atendimento técnico, orientação detalhada e suporte constante para que cada empresa utilize o sistema com assertividade. Empresas interessadas em operar com o SPC Brasil em Campo Grande podem procurar a CDL para informações, habilitação e acesso completo aos serviços.

Governo lança licitações de R$ 187,9 milhões para pavimentar trecho da MS-040

O Governo de Mato Grosso do Sul abriu duas licitações que somam R$ 187,9 milhões para obras de implantação e pavimentação da MS-040 no trecho que liga Santa Rita do Pardo a Brasilândia. Os avisos foram publicados pela Agesul e preveem a execução de quase 50 quilômetros de asfalto, uma etapa importante para completar a rota estratégica usada pelo setor de celulose. Segundo o Diário Oficial do Estado, o Lote 04 prevê a pavimentação do trecho entre os km 294,154 e 317,9, totalizando 23,746 km no município de Brasilândia. O valor estimado é de R$ 81.918.012,14, com abertura da licitação marcada para 22 de dezembro de 2025, às 8h30. O segundo edital, referente ao Lote 01, inclui a pavimentação entre os km 228,7 e 253,4, somando 24,7 km em Santa Rita do Pardo. O investimento previsto é de R$ 106.006.796,96, com abertura das propostas no mesmo dia, às 10h. As duas concorrências serão julgadas pelo critério de menor preço, no modo aberto, e executadas por empreitada de preço unitário. A MS-040 é uma rota essencial para o transporte de eucalipto e insumos da indústria de celulose, concentrada no leste do Estado. O trecho entre Santa Rita do Pardo e Brasilândia é o único ainda não pavimentado da rodovia e deve ganhar importância adicional com a futura fábrica da Bracell em Bataguassu.

Asilo São João Bosco enfrenta desafio diário para manter estoque de fraldas

O Asilo São João Bosco, referência no cuidado a idosos em Campo Grande, enfrenta um desafio constante: garantir o estoque de 12 mil fraldas mensais, quantidade necessária para atender os cerca de 400 itens usados todos os dias pela instituição. Apesar de um almoxarifado aparentemente cheio, a equipe explica que o consumo elevado exige reposições contínuas para que o atendimento não seja comprometido. As doações chegam de diferentes formas — desde pacotes entregues por moradores até contribuições de empresas e grupos organizados. Todo o material é recebido na portaria do asilo, no bairro Tiradentes, e levado à triagem, onde passa por uma organização minuciosa.“Este espaço é específico para as fraldas. Tudo é separado por tamanho para facilitar o trabalho das equipes”, explica Sidney Dutra Nunes, responsável técnico e colaborador há quase 10 anos. Oscilação nas doações aumenta preocupação Segundo Sidney, as doações variam muito e, por isso, mesmo quando a sala de triagem parece cheia, o estoque não é suficiente para muitos dias.“O consumo é grande e a fralda é fundamental, não só pela higiene, mas pela prevenção de infecções. Precisamos de uma quantidade significativa para garantir o cuidado adequado aos idosos”, destaca. Ele conta que ações solidárias de empresas, escolas e grupos de voluntários ajudam a criar momentos de alívio, mas reforça que a demanda é diária.“Graças a Deus sempre aparece alguém para ajudar, mas é uma luta constante”, afirma. O Asilo mantém campanhas frequentes nas redes sociais para lembrar a população sobre a necessidade permanente. Segundo Sidney, manter uma margem de segurança é essencial para que o produto nunca falte aos moradores. Qualidade de vida e segurança A fralda tem papel direto na autonomia dos idosos. “Temos muitos cadeirantes, e a fralda dá segurança para que eles se movimentem pelo espaço, evitando acidentes e desconfortos. Isso proporciona qualidade de vida, principalmente em um ambiente grande como o nosso”, completa.

Campo Grande recebe Encontro Nacional de Qualidade Ambiental

Campo Grande sedia, nos dias 04 e 05 de dezembro, o 3º Encontro Nacional de Qualidade Ambiental (ENQA 2025), promovido pelo Instituto Aegea. O evento reúne profissionais de diversas unidades da Aegea para debates e atividades voltadas ao fortalecimento da gestão ambiental, inovação e práticas sustentáveis. A escolha da Capital reforça o protagonismo da cidade na preservação ambiental, impulsionado pelo trabalho da Águas Guariroba ao longo de 25 anos na proteção dos mananciais e na ampliação do saneamento básico. “Um dos nossos destaques pela concessionária é a conservação da Bacia do Guariroba, principal fonte de abastecimento da cidade, com ações de reflorestamento, proteção de nascentes, manejo sustentável e investimentos contínuos em esgotamento sanitário. Essas iniciativas ocorrem por meio do Viveiro Isaac de Oliveira, que tem capacidade de produção de 80 mil mudas nativas por ano”, explica o gerente de Meio Ambiente da Águas Guariroba, Fernando Garayo. O evento conta com a presença de Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea e ex-presidente do Instituto Trata Brasil, onde liderou estudos e ações de referência nacional em saneamento. A programação conta com palestras, debates e painéis. Também ocorrerá uma visita de campo, onde os participantes conhecerão o Viveiro Isaac de Oliveira e o PRADA (Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas) da captação Lageado. Ao receber o ENQA 2025, Campo Grande reafirma sua posição de referência nacional em gestão ambiental e destaca o compromisso da Águas Guariroba com a preservação dos recursos hídricos e práticas sustentáveis que contribuem para o futuro da cidade. As visitas de campo serão abertas à imprensa: Viveiro Isaac de Oliveira – Dentro da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Los Angeles.Horário: 08h30Local: Rua Assis Brasil, s/nº, Jardim Colorado.

Dia do Orientador Educacional: profissão gera escolas mais acolhedoras

Nesta quinta-feira, 4 de dezembro, é celebrado o Dia do Orientador Educacional, profissão que atua no aconselhamento dos estudantes, seja sobre seu futuro e metas ou sobre a organização cotidiana, e no apoio à gestão do ambiente escolar, mediando conflitos e promovendo o acolhimento dos alunos. Predominantemente feminina, com 78% de mulheres entre os cerca de 81 mil profissionais, segundo o dado mais recente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a profissão avança em meio à perspectiva de ampliação do ensino integral e promoção de métodos que valorizam a saúde mental e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais dos estudantes. O orientador pode atuar em apoio ao corpo docente, em consonância com outros especialistas, como coordenadores pedagógicos, ou diretamente com estudantes e familiares, principalmente nas disciplinas que se dedicam ao desenvolvimento de habilidades de planejamento e desenvolvimento pessoal, como os chamadas “Projetos de Vida”. “Acredito que a orientação educacional evoluiu com a necessidade de acompanhar as crianças e os jovens em seu desenvolvimento integral. A educação se transformou e hoje as escolas são fundamentais para promover o autoconhecimento, habilidades emocionais e de vida, disse, à Agência Brasil, Ana Claudia Favano, psicóloga, pedagoga e gestora da Escola Internacional de Alphaville, instituição localizada em Barueri (SP). “Não estamos mais na época em que a orientação educacional focava em questões de disciplina e dificuldades emocionais relacionadas ao aprendizado cognitivo”, acrescentou. Ela pondera que o foco da educação hoje está cada vez mais no sujeito e não apenas nas disciplinas, com a qualidade da aprendizagem relacionada ao avanço da maturidade emocional, e vê sua atuação como orientadora na direção de uma espécie de “promotora de cultura do bem-estar”. O acolhimento também é uma das habilidades importantes para esses profissionais, como a atenção que pesquisas e políticas públicas voltadas ao enfrentamento do bullying têm mostrado constantemente.  “Minha vivência como orientadora educacional me revelou o poder transformador do olhar atento, da escuta afetiva e do cuidado genuíno. São gestos que, embora simples, têm impacto profundo na trajetória de estudantes que encontraram em mim um ponto seguro de apoio”, acrescentou Ana Cláudia. Para ela, o orientador atua como mediador sensível entre alunos, professores, famílias e profissionais externos à escola, como psicólogos, psiquiatras, psicopedagogos e fonoaudiólogos, formando uma rede de apoio que sustenta o desenvolvimento global de cada criança e adolescente, com estratégias personalizadas de acompanhamento”, explicou Isis Galindo, orientadora educacional da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP).  Como pedagoga, Ísis considera que escolas que não contam com essa escuta especializada perdem oportunidades de compreender com profundidade o que seus alunos vivem, sentem e precisam, ocupando um espaço de diálogo, mediação e cuidado. Outro papel desse profissional está na superação das dificuldades de aprendizagem. Esse elemento foi a porta de entrada do professor de matemática Carlos Augusto Lima na profissão. Ele buscou formações que lhe ajudassem a solucionar esses entraves e encontrou, na psicopedagogia e na psicologia da educação, as ferramentas que lhe ajudaram a abordar esses problemas. A profissão, que existe no país desde os anos 1960, tem se atualizado constantemente em fontes cada vez mais integradas às outras ciências.  “Também faz parte do papel do orientador educacional colaborar com os professores e a equipe escolar para identificar e lidar com os desafios de aprendizagem, trabalhar em parceria com os pais, oferecendo informações sobre desenvolvimento acadêmico e comportamental dos alunos. Segundo Lima, hoje o grande desafio é trabalhar com a saúde emocional dos alunos e entender sobre sua aprendizagem. “Percebo que muita coisa que o aluno traz para dentro da sala de aula fica ali escondido e passa desapercebido pelo professor, naqueles 45, 50 minutos”, explicou ele, que atua na Brazilian International School, em São Paulo. 

MS sedia o 3º Encontro Nacional das Casas da Mulher Brasileira nesta quinta-feira

Mato Grosso do Sul sediará nesta semana, entre quinta (4) e sexta-feira (5), o 3º Encontro Nacional das Casas da Mulher Brasileira, que será realizado no auditório Reni Domingos, da Faculdade Insted, em Campo Grande. O evento é promovido pela SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), por meio da Gestão Estadual e Gestão Municipal da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, em parceria com o Ministério das Mulheres, através da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres. As gestoras das 15 unidades da Casa da Mulher Brasileira no país, além de representantes do Colegiado Gestor, estarão reunidas para discutir práticas, alinhar políticas públicas e atualizar protocolos de atendimento às mulheres que procuram o serviço e o fortalecimento da rede nacional de proteção. A abertura contará com a presença da Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e da Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Estela Bezerra; do vice-governador de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa; da Secretaria de Estado da Cidadania, Viviane Luiza; Manuela Nicodemos, Subsecretária de Estado de Políticas Públicas para Mulheres, Carla Stephanini, Gestora Estadual da Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande e da Secretária Executiva da Mulher de Campo Grande, Angélica Fontanari. Além da presença das gestoras dos estados da Bahia, Ceará, Pará, Piauí, Maranhão, Roraima, Tocantins, São Paulo, Paraná, Sergipe, Amapá e do Distrito Federal. Além do debate, o evento tem como valor simbólico aos fazer referência aos 10 anos de implantação da primeira Casa da Mulher Brasileira do país. “É uma grande honra para Mato Grosso do Sul sediar o 3º Encontro Nacional das Casas da Mulher Brasileira. Receber gestoras de todas as regiões do país reforça o compromisso do nosso Estado com a proteção, o acolhimento e o empoderamento das mulheres”, destaca a secretária sul-mato-grossense Viviane Luiza. “Este encontro é uma oportunidade estratégica para compartilharmos experiências e aprimorarmos protocolos de atendimento olhando as especificidades de cada região do país. Trabalhar de forma integrada é essencial para garantir que as políticas públicas se tonem mais eficientes, humanas e acessíveis”, completa Viviane. Casa da Mulher Brasileira A Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande foi a primeira a ser inaugurada no Brasil, em 3 de fevereiro de 2015, reafirmando o pioneirismo do Estado de Mato Grosso do Sul nas políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres e iniciando um novo tempo de atendimento integral, humanizado e especializado às mulheres em situação de violência. Com foco no atendimento multidisciplinar e humanizado às mulheres, a CMB integra, no mesmo espaço, diversos serviços especializados para atender mulheres em situação de violência: acolhimento e triagem; apoio psicossocial; delegacia; Juizado; Ministério Público, Defensoria Pública; promoção de autonomia econômica; cuidado das crianças – brinquedoteca; alojamento de passagem e central de transportes. Desde a inauguração em 2015 até 30 de dezembro de 2024, foram realizados mais de 1,6 milhão de atendimentos psicossociais, 138 mil acolhimentos na recepção, cerca de 80 mil boletins de ocorrência, além de mais de 63 mil medidas protetivas concedidas. De janeiro a outubro de 2025, foram 10.959 atendimentos na recepção e mais de 137 mil atendimentos nos demais setores. SERVIÇO Comunicação SECFoto: Saul Schramm/Secom/Arquivo

Servidores de Campo Grande terão acréscimo no salário-base até 2028

A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou por unanimidade o projeto de lei nº 1.005/25, que incorpora ao salário-base dos servidores da terceira classe da prefeitura um valor antes pago como auxílio-alimentação. O acréscimo será feito de forma escalonada até 2028. A medida contempla profissionais de nível superior da área da saúde, como fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais, entre outros cargos. Como será o aumento O valor total de R$ 750 será incorporado ao salário-base nas seguintes etapas: Segundo a prefeitura, a proposta foi aprovada pela categoria e está alinhada às normas da Lei de Responsabilidade Fiscal. A mudança representa ganho real aos servidores, já que o valor deixa de ser um benefício acessório e passa a compor o vencimento básico. Como o texto foi aprovado em primeira votação, ainda precisará passar por nova análise antes de seguir para sanção da prefeita Adriane Lopes (PP).