Meteorologistas preveem período seco e risco de incêndios em Mato Grosso do Sul

Depois de um período com volumes de chuva acima da média histórica, regiões do Sul e Sudoeste de Mato Grosso do Sul devem enfrentar uma fase de estiagem e redução na disponibilidade de água. A mudança no cenário climático eleva o alerta para o surgimento de focos de calor e aumento do risco de incêndios nos próximos dias, segundo análise apresentada por meteorologistas do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul. A tendência para o próximo trimestre indica chuvas irregulares e volumes abaixo da média, além de temperaturas mais altas do que o esperado. Entre os dias 3 e 19 de março, a previsão aponta queda significativa nas precipitações principalmente nas regiões Sul e Sudoeste do estado, cenário que aumenta a preocupação com queimadas em áreas de vegetação. As condições climáticas estão relacionadas ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico, fenômeno conhecido como El Niño, que provoca alterações no clima em várias partes do planeta. A combinação entre calor elevado e pouca chuva favorece a propagação de incêndios florestais, especialmente em áreas de vegetação mais seca. Diante do cenário, órgãos estaduais se reuniram para planejar ações de prevenção e combate ao fogo. Participaram representantes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul e da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação. A estratégia inclui monitoramento constante e mobilização de equipes terrestres e aeronaves para conter possíveis incêndios.
INSS antecipa perícias e abre 455 vagas em mutirão neste fim de semana em MS

Atendimentos ocorrerão em cinco cidades; segurados devem solicitar antecipação até quinta-feira O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realizará neste fim de semana um novo mutirão para antecipação de perícias médicas em Mato Grosso do Sul. Ao todo, 455 vagas serão disponibilizadas para segurados que já possuem atendimento agendado para datas futuras. A ação ocorrerá em cinco municípios do Estado e tem como objetivo reduzir a fila de espera para avaliação médica. Para participar, o segurado precisa comparecer até às 17h desta quinta-feira (5) à agência onde ocorrerá o mutirão e solicitar a antecipação do atendimento. Distribuição das vagas O mutirão será realizado nas seguintes cidades: Solicitação deve ser presencial De acordo com o INSS, a antecipação não ocorre automaticamente. O segurado precisa procurar a agência onde o mutirão será realizado e solicitar a mudança do atendimento para o fim de semana. O pedido deve ser feito obrigatoriamente até às 17h desta quinta-feira, prazo final definido pelo instituto para reorganizar a agenda de perícias. A iniciativa faz parte das ações do INSS para reduzir o tempo de espera por perícias médicas e agilizar a análise de benefícios previdenciários.
SUS ganha neste mês teleatendimento para mulheres expostas à violência

Mulheres expostas à violência ou em vulnerabilidade psicossocial que vivem no Recife e no Rio de Janeiro terão acesso a teleatendimento em saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir deste mês. O cronograma do Ministério da Saúde prevê que, em maio, a ação chegará a cidades com mais de 150 mil habitantes e, em junho, ao restante do país. Em nota, a pasta informou que estão previstos 4,7 milhões de teleatendimentos psicológicos ao ano, por meio de parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Para ter acesso ao serviço, as mulheres poderão ser orientadas e encaminhadas por unidades da atenção primária à saúde, unidades básicas de saúde (UBS) e serviços da rede de proteção. Também será possível buscar o atendimento diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, por meio de um mini app previsto para começar a funcionar no fim do mês. Na plataforma, a mulher fará um cadastro para avaliação inicial da situação de violência e, a partir dessas informações, o aplicativo enviará uma mensagem com o dia e o horário do teleatendimento. A primeira consulta, segundo o ministério, identificará riscos, rede de apoio e demandas, com articulação junto a serviços de referência. “A gente lançou esta semana o teleatendimento como suporte para pessoas que já estão em situação de compulsão por jogos eletrônicos. E a gente vai construir o mesmo modelo, mas com arranjos diferentes na relação com a atenção primária em saúde e na pactuação com estados e municípios”, detalhou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Ofertar esse teleatendimento com psiquiatra, psicólogo, assistente social e, em algumas situações, com terapeuta ocupacional para mulheres – não só aquelas que já foram vítimas de violência, mas àquelas que estão sinalizando ou que estão em extrema vulnerabilidade”, completou.
Produção hospitalar cresce 49% em dois anos e consolida ampliação da rede estadual

A produção hospitalar da rede própria do Governo de Mato Grosso do Sul cresceu 49,21% entre 2023 e 2025, passando de 39.486 para 58.916 internações. No mesmo período, o valor aprovado hospitalar aumentou 163,66%, refletindo a ampliação da capacidade instalada e a reestruturação do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. Os dados integram o RDQA (Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior), referente ao 3º quadrimestre de 2025, e o RAG (Relatório Anual de Gestão) 2025 da SES (Secretaria de Estado de Saúde). Para o Secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, os números consolidam o impacto direto dos investimentos estruturantes realizados nos últimos dois anos. “O crescimento da produção hospitalar é resultado de uma estratégia clara de fortalecimento da rede própria. Ampliamos leitos, reestruturamos unidades e investimos em equipamentos e equipes. Isso amplia o acesso, aumenta a resolutividade e fortalece a regionalização da saúde no Estado”, afirma. Produção assistencial em crescimento Entre julho e novembro de 2025, a rede própria estadual registrou crescimento expressivo: Em dezembro de 2025, a rede contava com 84 estabelecimentos, sendo 61 de administração pública, consolidando a estrutura estadual de atendimento. Expansão de leitos críticos e regionalização O crescimento da produção está diretamente associado à ampliação da estrutura física e dos leitos críticos no Estado. Além da reestruturação do HRMS, houve reforço estratégico nos polos regionais, com ampliação da capacidade instalada em: No HRMS, estão em andamento reformas na UTI e na enfermaria pediátrica (R$ 4,4 milhões), além de melhorias no CME (Central de Material e Esterilização) e na estrutura externa. Em dezembro de 2025, foi realizado o leilão da PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) para concessão dos serviços de “bata cinza” por 30 anos, prevendo aumento de 60% na capacidade de leitos da unidade. A superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro, destaca que a expansão regional fortalece a linha de cuidado. “A ampliação de leitos críticos e a organização da rede de referência garantem atendimento de alta complexidade mais próximo da população, reduzindo deslocamentos e qualificando a assistência em todas as macrorregiões”, explica. Execução orçamentária sustenta expansão No 3º quadrimestre de 2025, o montante pago pela SES foi de R$ 985,2 milhões, sendo 79,24% provenientes de recursos estaduais. No consolidado anual, o valor pago em 2025 atingiu R$ 2,47 bilhões. As principais despesas concentraram-se em outras despesas correntes (34,0%), transferências a municípios (26,5%) e pessoal e encargos (21,1%), assegurando suporte financeiro à ampliação da assistência e manutenção dos serviços. Indicadores e qualificação contínua O Hospital Regional alcançou 75% de satisfação do usuário, superando a meta estabelecida para 2025, enquanto a cobertura da APS (Atenção Primária à Saúde) atingiu 97,8% em Mato Grosso do Sul. Entre as prioridades da gestão está o fortalecimento da linha de cuidado materno e infantil, com foco na qualificação do pré-natal, ampliação do acesso à assistência especializada e integração entre os níveis de atenção. “Quando ampliamos estrutura hospitalar e articulamos com a atenção primária, garantimos um cuidado mais seguro, contínuo e resolutivo. O trabalho é permanente para que os indicadores avancem de forma consistente”, conclui Angélica Congro. André Lima, Comunicação SESFoto: Arquivo SES
Da escuta ao cuidado: programa fortalece servidores da SAS

“Foi um espaço de escuta, de acolhimento e de troca, onde podemos compartilhar as nossas vivências.” É assim que a assistente social Jozemara Socorro Neri Amorim resume a participação no Cuidando de Quem Cuida. Acostumada a lidar diariamente com histórias difíceis, ela encontrou no grupo reflexivo algo raro na rotina acelerada da assistência social: tempo para falar e ser ouvida. “A gente lida diariamente com situações muito delicadas e muitas vezes acabamos nos deixando em segundo plano”, completa a servidora, que passa a entender melhor as angústias vividas ao dividir sentimentos com colegas que têm os mesmos desafios. O relato de Jozemara traduz o propósito do programa, criado em 2017 para cuidar da saúde mental dos servidores da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS). A iniciativa oferece plantão psicológico para atendimentos individuais e grupos reflexivos que fortalecem vínculos, estimulam o autocuidado e ajudam a prevenir o adoecimento emocional. Ao longo dos anos, o Cuidando de Quem Cuida se consolidou como uma rede de apoio, totalizando 6.967 atendimentos realizados desde a criação do programa, 764 somente no ano passado. Além disso, uma pesquisa institucional em andamento tem ouvido os profissionais para mapear a saúde mental das equipes e orientar novas ações. Para a secretária de Assistência Social e Cidadania, Camilla Nascimento, investir em quem está na linha de frente é essencial. “Nosso objetivo é que o profissional trabalhe satisfeito, em um ambiente acolhedor. Dessa forma a qualidade do serviço público melhora e podemos oferecer um serviço com um maior grau de excelência à população”, afirmou. Com inscrições abertas durante todo o ano, o programa segue ampliando o acesso ao acolhimento com a inauguração de uma sala exclusiva para atendimentos individuais na nova sede da SAS.
Sistema Famasul reforça a defesa do campo em Conferência Nacional de Segurança Pública

Com o tema “Combate ao crime organizado nos setores produtivos”, a Conferência iLab-Segurança 2026 colocou no centro do debate uma das maiores preocupações do agro brasileira, o avanço da criminalidade que atinge propriedades rurais, cadeias produtivas e a vida de quem produz. Nesse cenário, o presidente do Sistema Famasul e diretor secretário da CNA, Marcelo Bertoni, representa os produtores sul-mato-grossenses, em Brasília, reforçando a importância de enfrentar o problema com articulação nacional e ações concretas. “A segurança no campo é uma demanda constantes dos produtores rurais de todo o país. Como presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da CNA, acompanho casos que mostram a importância desse debate e do fortalecimento do setor. Estar aqui e acompanhar as inovações relacionadas ao tema ajuda a garantir a segurança no meio rural”, comenta Bertoni. Em Mato Grosso do Sul, essa atuação vai além do debate institucional. O Sistema Famasul é parceiro ativo das forças de segurança na construção de políticas públicas voltadas ao campo e participou da articulação que resultou na criação do Batalhão de Polícia Militar Rural, dentro do programa estadual de patrulhamento rural lançado em 2022. A entidade também contribuiu com o fortalecimento do programa “Campo Mais Seguro”, incluindo a entrega de 15 mil placas de identificação de propriedades, ampliando a capacidade de monitoramento e resposta das equipes policiais. Os resultados comprovam a efetividade do modelo. Entre 2024 e 2025, foram cumpridos cerca de 30 mandados de prisão, apreensão e recuperação de mais de 40 veículos, 20 armas de fogo ligadas diretamente ao crime de abigeato retiradas de circulação, 216 animais recuperados, recuperação de maquinários agrícolas e joias, incluindo um trator e um lote avaliado em R$ 80 mil. Somente em 2025, o uso de drones contribuiu diretamente para a apreensão de mais de 4 toneladas de drogas, 60 animais furtados, gerando prejuízo superior a R$ 9 milhões ao crime. Nos mais de três anos de existência, a patrulha realizou mais de 31 mil visitas preventivas em todo o estado e 52 operações rurais, entre elas a Operação Falcão, que intensificou o policiamento em regiões com maior incidência de furto de gado, maquinário e tráfico de drogas. No período, houve redução de 31,5% nos furtos, 50,7% nos casos de abigeato, 45,1% nos roubos e 28,2% nos homicídios dolosos. Conferência iLab A Conferência de Segurança Pública – iLab Segurança 2026 é considerada o principal espaço institucional de articulação estratégica entre os Conselhos Nacionais das forças de segurança pública do Brasil. O evento reúne Secretários estaduais, comandantes-gerais, delegados-gerais, dirigentes de polícia científica, gestores do sistema prisional e representantes federais para alinhar diagnósticos, fortalecer a cooperação federativa e transformar experiências operacionais em propostas estruturantes para o país. Em 2026, o evento aprofunda o debate sobre o combate ao crime organizado nos setores produtivos, discutindo a asfixia econômica do ilícito e a necessidade de novos marcos regulatórios. O objetivo é consolidar uma abordagem integrada que una repressão qualificada, inteligência financeira, regulação eficiente e cooperação entre Estado e setor produtivo. A mesa de abertura contou ainda com a presença do vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, que destacou a insegurança enfrentada em diversos estados brasileiros e o impacto direto na vida dos produtores. “Vir para um evento como este, onde a demonstração da unificação das forças de segurança nos gera uma expectativa bastante positiva em observar a vontade de se resolver o problema da insegurança do país”, afirmou. Nesta quarta-feira (4), o vice-presidente da CNA, Humberto Miranda, e o consultor de segurança pública instituição, Rodney Miranda, participam do painel “Segurança no Campo”, que discutirá desafios e estratégias para o enfrentamento da criminalidade rural. O painel contará ainda com a presença do secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar. Ainda no contexto do agronegócio, o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, ressaltou, durante a abertura, que a segurança no campo é uma das prioridades da gestão do presidente do Sistema CNA/Senar, João Martins, com incentivo à interação entre sindicatos rurais e forças policiais para ampliar a proteção no meio rural. A participação de Marcelo Bertoni no evento reforça o compromisso do Sistema CNA/Senar e da Famasul em levar aos principais fóruns nacionais a realidade vivida no campo e defender medidas que garantam mais segurança aos produtores rurais e suas famílias. Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Michael Franco
Vereador Landmark assegura R$ 9,6 milhões para a saúde campo-grandense

O vereador Landmark Rios (PT) confirmou a destinação de mais de R$ 9,6 milhões para a saúde pública de Campo Grande (MS). Os valores incluem recursos viabilizados em 2025 e novos compromissos firmados no início de 2026. Os investimentos abrangem aquisição de medicamentos, recomposição do estoque da farmácia municipal, custeio das unidades básicas e compra de equipamentos odontológicos. No dia 10 de fevereiro, o vereador reuniu-se com o senador Nelsinho Trad, quando foi confirmado o envio de R$ 4 milhões para compra de medicamentos destinados à rede municipal. “Este ano nós já temos compromisso nesses primeiros bimestres de R$ 4 milhões para pagamento ou compra de medicamentos para a farmácia da saúde pública de Campo Grande”, declarou. RECURSOS CONFIRMADOS O montante informado reúne emendas parlamentares de diferentes esferas. São R$ 5 milhões do deputado federal Vander Loubet, confirmados em 2025, para aquisição de medicamentos. Outros R$ 4 milhões foram destinados pelo senador Nelsinho Trad para reforço do estoque da rede municipal. A deputada estadual Gleice Jane destinou R$ 350 mil à área da saúde, incluindo apoio à Santa Casa de Campo Grande e outras entidades. Já o deputado estadual Pedro Kemp indicou R$ 300 mil para compra de compressores odontológicos. “A emenda do deputado Pedro Kemp é específica para compra de compressores odontológicos novos, já que desde o ano passado as unidades vêm sofrendo com problemas recorrentes com esses aparelhos, o que tem impactado diretamente o atendimento ao público”, explicou Landmark. Segundo o vereador, a maior parte dos recursos será aplicada na recomposição do estoque de medicamentos. “No final do ano passado tivemos a confirmação de R$ 5 milhões do deputado Vander para a área da saúde. São recursos para atender as demandas, principalmente na compra de medicamentos”, afirmou. ATUAÇÃO PARLAMENTAR A destinação dos recursos ocorre após cobranças relacionadas ao abastecimento da farmácia municipal e à gestão da rede pública. Ao longo de 2025, o vereador realizou fiscalizações em unidades de saúde e apresentou propostas voltadas à reorganização administrativa. Entre os pontos defendidos estão regularização do fornecimento de medicamentos, fiscalização de contratos, defesa de profissionais da saúde e captação de recursos junto às bancadas estadual e federal. “São investimentos que vêm especificamente para atender a saúde pública de Campo Grande. Nosso compromisso é buscar recursos, fiscalizar e garantir que cheguem na ponta, onde a população mais precisa”, completou.
Uma em cada cinco crianças e adolescentes tem sobrepeso ou obesidade

Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2026 revelam – no Dia Mundial da Obesidade, lembrado hoje (4) – que 20,7% das crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos em todo o planeta vivem com sobrepeso ou obesidade – o equivalente a um em cada cinco, totalizando 419 milhões. A previsão da Federação Mundial de Obesidade é que, até 2040, o número salte para 507 milhões de crianças e adolescentes no mundo com sobrepeso ou obesidade. Em nota, a entidade alerta que a obesidade e o sobrepeso na infância levam a condições semelhantes às observadas em adultos, incluindo quadros como hipertensão e doença cardiovascular. A estimativa é que, até 2040, 57,6 milhões de crianças apresentem sinais precoces de doença cardiovascular e que 43,2 milhões apresentem sinais de hipertensão. “O atlas mostra como as ações para enfrentar a obesidade infantil permanecem inadequadas em todo o mundo, com muitos países aquém do conjunto de políticas necessárias para prevenção, monitoramento, rastreamento e manejo”, destacou a federação, ao cobrar medidas firmes para reverter as tendências atuais. Entre as ações a serem implementadas, a entidade destaca impostos sobre bebidas adoçadas com açúcar; restrições ao marketing direcionado a crianças, incluindo plataformas digitais; implementação das recomendações globais de atividade física para crianças; proteção do aleitamento materno; padrões mais saudáveis de alimentação escolar e integração da prevenção e do cuidado aos sistemas de atenção primária. Brasil Os números revelam que, no Brasil, 6,6 milhões de crianças com idade entre 5 e 9 anos estão com sobrepeso ou obesidade. O número sobe para 9,9 milhões quando considerados crianças e adolescentes com idade entre 10 e 19 anos, totalizando 16,5 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos vivendo com sobrepeso ou obesidade no país. Desse total, quase 1,4 milhão foram diagnosticados, em 2025, com hipertensão atribuída ao Índice de Massa Corporal (IMC), enquanto 572 mil foram diagnosticados com hiperglicemia atribuída ao IMC; 1,8 milhões com triglicerídeos elevados atribuídos ao IMC; e 4 milhões com doença hepática esteatótica metabólica (quando há acúmulo de gordura no fígado). A previsão é que, até 2040, os números no Brasil passem a ser os seguintes: mais de 1,6 milhão de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos diagnosticados com hipertensão atribuída ao IMC; 635 mil com hiperglicemia atribuída ao IMC; 2,1 milhões com triglicerídeos elevados atribuídos ao IMC; e 4,6 milhões com triglicerídeos elevados atribuídos ao IMC; e doença hepática esteatótica metabólica. Análise Para o vice-presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), Bruno Halpern, o atlas mostra “crescimento assustador” nos índices de obesidade e sobrepeso infantil em todo o mundo, sobretudo em países de média e baixa renda. “A alimentação à base de alimentos pouco ricos nutricionalmente, ultraprocessados e baratos vem crescendo exponencialmente. Isso afeta mais crianças de classes socioeconômicas mais baixas dentro desses países.” “O Brasil não é exceção. Há dois anos, a gente já sabia que, em dez anos, metade das crianças e adolescentes no Brasil teria sobrepeso ou obesidade. Os dados estão se confirmando. Os índices estão crescendo, são alarmantes”, completou. Halpern, que também é membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e presidente eleito da Federação Mundial de Obesidade para o biênio 2027-2028, lembra que a obesidade é problema de todos. “Temos 8 bilhões de razões para agir – a população do mundo”. “Temos que sair da ideia de que a obesidade é um problema individual e entender que, hoje, é também um problema socioeconômico”, disse. “Se metade das crianças vai ter obesidade ou sobrepeso em alguns anos, não é problema dos outros, é problema de todos nós. Se não for o seu filho, vai ser o filho da sua irmã ou alguém muito próximo vivendo com isso”, completou. “Precisamos ter estratégias de taxação de ultraprocessados e refrigerantes, a gente precisa diminuir a propaganda infantil. A gente precisa trabalhar também a obesidade materna, que é um ponto que o atlas focou bem. Se a gente tratar a obesidade nas mães, pode ser uma forma de prevenir a obesidade dessas crianças no futuro”, concluiu. Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Convênio marca início das obras de recuperação do Horto em Campo Grande

O Sistema Comércio MS oficializou parceria com o Conselho da Comunidade de Campo Grande para empregar internos do regime semiaberto na revitalização do Horto Florestal, na região central da Capital. A iniciativa faz parte de programa de ressocialização acompanhado pela 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande. Nesta primeira etapa, 15 detentos já atuam na limpeza e manutenção da área verde, que possui 4,3 hectares. A proposta é que a mão de obra também seja utilizada em fases posteriores da reforma, respeitando critérios legais e acompanhamento judicial. O projeto prevê investimento inicial de aproximadamente R$ 3,5 milhões, destinados à recuperação estrutural, melhoria do calçamento, instalação de novos equipamentos e requalificação de espaços de lazer. A expectativa é que parte das intervenções seja concluída no segundo semestre deste ano. Além do Sistema Comércio e do Conselho da Comunidade, a ação conta com apoio da Polícia Militar Ambiental e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. A proposta alia preservação ambiental, requalificação urbana e oportunidade de reinserção social por meio do trabalho supervisionado.
Telediagnóstico em dermatologia amplia acesso e identifica casos de câncer de pele em MS

O telediagnóstico em dermatologia tem fortalecido a rede pública de saúde em Mato Grosso do Sul ao permitir que lesões de pele sejam avaliadas por especialistas sem que o paciente precise, inicialmente, sair do município de origem. A estratégia integra o STT (Sistema de Telemedicina e Telessaúde) e é ofertada nacionalmente pelo Telessaúde da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), em parceria com a Central Estadual de Telemedicina de Santa Catarina, referência no país. Além de ampliar o acesso, a ferramenta é reconhecida pelo Ministério da Saúde como estratégia capaz de aumentar a resolutividade da APS (Atenção Primária à Saúde), com potencial para solucionar cerca de 70% dos casos sem a necessidade de consulta presencial com dermatologista. O objetivo central é melhorar o acesso da população aos serviços de média e alta complexidade em dermatologia, classificando o risco das lesões e organizando a fila de encaminhamentos conforme a gravidade. A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, destaca que a iniciativa fortalece o SUS (Sistema Único de Saúde) e garante mais resolutividade na ponta. “Estamos falando de uma ferramenta que qualifica a Atenção Primária, reduz deslocamentos desnecessários e permite que casos suspeitos de câncer sejam identificados com mais rapidez. Isso impacta diretamente no prognóstico e na qualidade de vida dos pacientes”, afirma. Como funciona o fluxo O processo começa na UBS (Unidade Básica de Saúde), onde o médico identifica uma lesão suspeita e solicita o exame pelo STT, sendo responsável pela triagem e decisão clínica. Em seguida, é realizado o registro fotográfico da lesão, etapa considerada decisiva para a qualidade do diagnóstico, que pode ser feita por profissional capacitado ou pelo próprio médico. As imagens e informações clínicas são enviadas pela plataforma e avaliadas por dermatologistas especializados. O laudo, com classificação de risco e conduta indicada, é devolvido à unidade solicitante em até 72 horas. O serviço atende tanto casos suspeitos de câncer de pele (melanoma e não melanoma) quanto outras dermatoses, permitindo que grande parte das situações seja resolvida na própria Atenção Primária, evitando encaminhamentos desnecessários e qualificando a fila para atendimento presencial. A superintendente de Saúde Digital da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Marcia Tomasi, ressalta que o telediagnóstico organiza o fluxo assistencial. “Além de ampliar o acesso ao especialista, o sistema estratifica o risco e prioriza quem realmente precisa de atendimento presencial. É tecnologia aplicada à gestão do cuidado, com impacto direto na eficiência da rede”, pontua. Diagnóstico precoce e impacto no câncer de pele Desde a implantação do serviço, em 2019, Mato Grosso do Sul já conta com 28 municípios, com 43 pontos de atendimento, aderidos à oferta de telediagnóstico em dermatologia. Com base nos dados do serviço, foram identificados casos de melanoma e câncer de pele não melanoma em diferentes macrorregiões do estado. Melanoma Não melanoma Os números reforçam a importância da detecção precoce, especialmente no caso do melanoma, que apresenta maior agressividade. Ao identificar a lesão em estágio inicial e encaminhar rapidamente para confirmação e tratamento, aumentam-se significativamente as chances de cura e controle da doença. A coordenadora do Telessaúde da SES, Rosângela Dobbro, destaca que a qualidade do registro é determinante para o sucesso do serviço. “O exame só é validado quando segue rigorosamente os protocolos de imagem, identificação e consentimento do paciente. Investimos na capacitação das equipes porque quanto melhor o registro, mais preciso é o laudo e mais ágil é a conduta clínica”, explica. Estrutura, segurança e adesão dos municípios Para implantar o serviço, o município deve formalizar adesão ao Telessaúde e adquirir o Kit de Dermatologia, composto por dermatoscópio, adaptador e equipamento de captura de imagem (smartphone ou câmera digital), seguindo especificações técnicas mínimas de qualidade. A habilitação exige cadastro no sistema, capacitação para realização do registro fotográfico e cumprimento dos protocolos de segurança, incluindo identificação adequada das lesões e termo de consentimento assinado pelo paciente antes do envio das imagens. Casos graves e pacientes sintomáticos não devem aguardar o laudo do sistema e devem ser encaminhados imediatamente para a rede de urgência e emergência. Tecnologia a serviço da Atenção Primária De natureza ambulatorial, a teledermatologia fortalece a resolutividade da Atenção Primária e amplia a capacidade diagnóstica dos municípios. Ao mesmo tempo em que evita deslocamentos e filas desnecessárias, garante prioridade aos casos de maior risco e contribui diretamente para o enfrentamento do câncer de pele no estado. André Lima, Comunicação SESFoto: Arquivo SES