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COP30: rascunho de carta final tem propostas para limitar aquecimento

O rascunho da carta final da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) reúne uma série de recomendações para acelerar a ação climática global e tentar limitar o aquecimento do planeta a 1,5°C. O texto reforça que a meta estabelecida no Acordo de Paris, em 2015, permanece “viva”, mas exige esforços definidos por calendários e mecanismos de implementação, sobretudo no que diz respeito ao fim dos combustíveis fósseis. Governos, sociedade civil, povos originários e especialistas apontam que, para romper ciclos de desigualdade e destruição ambiental, é preciso combinar ciência, justiça climática, financiamento adequado e participação efetiva de quem vive nos territórios mais afetados. O documento destaca que a COP30 deve entregar um acordo que coloque o mundo “no rumo de emissões líquidas zero” até meados do século, alinhado ao horizonte científico do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Para isso, defende que países avancem com trajetórias claras de redução na produção e uso de combustíveis fósseis, incluindo metas para eliminação progressiva do carvão e diminuição substancial do petróleo e gás. A proposta inclui mecanismos de cooperação internacional para garantir uma transição justa em regiões dependentes desses setores. O texto reforça que limitar o aquecimento a 1,5°C depende de novo pacto global baseado em equidade. Em especial, destaca que países historicamente responsáveis pelas emissões precisam aumentar suas metas e prover recursos financeiros acessíveis e adequados. Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30  A ampliação do financiamento climático é tratada como prioridade, incluindo mecanismos para adaptação, mitigação, perdas e danos, e apoio a iniciativas locais lideradas por povos indígenas e comunidades tradicionais. O rascunho indica que “sem financiamento previsível e suficiente, não há como tornar viável a transição que o planeta exige”. O documento também aponta que a COP30 deve fortalecer o recém-criado Fundo de Perdas e Danos. O objetivo é garantir que comunidades atingidas por eventos extremos — como secas, enchentes e desastres induzidos pelo clima — tenham acesso simplificado e direto aos recursos. O texto observa que regimes de financiamento atuais são lentos, burocráticos e incompatíveis com a magnitude dos impactos que já ocorrem no mundo. A COP30, segundo o rascunho, deve avançar para “um sistema de proteção global que reconheça que perdas e danos já são parte da realidade climática”. A adaptação climática, segundo o documento, precisa ocupar o mesmo espaço político da mitigação (termo para redução de emissão de gases do efeito estufa). A proposta de Belém sugere a construção de um quadro global mais robusto, com métricas claras para medir progresso e instrumentos que orientem investimentos estratégicos em infraestrutura resiliente, segurança hídrica, saúde, sistemas alimentares, proteção costeira e redução de riscos de desastres. O texto indica que as políticas de adaptação devem priorizar regiões vulneráveis e incorporar conhecimentos tradicionais. O rascunho dedica atenção especial aos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, destacando que suas contribuições são essenciais para manter florestas em pé, proteger a biodiversidade e fortalecer a resiliência climática. O documento propõe ampliar a participação desses grupos nos espaços formais da Organização das Nações Unidas (ONU) e reforça que decisões climáticas não podem ignorar seus direitos territoriais. Entre as diretrizes, afirma que “a consulta livre, prévia e informada deve ser respeitada como princípio inegociável e como pilar da justiça climática”.

Governo de MS amplia modelo integrado de agência que une serviços do Detran e emissão do novo RG

Novo modelo de agência que oferece serviços de CNH, veículos e identificação civil chega a Dourados e Santa Rita do Pardo, e segue expandindo O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Detran-MS e Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), está ampliando o modelo de Agência Integrada, que reúne diversos serviços públicos em um mesmo endereço para oferecer mais praticidade e agilidade ao cidadão. A partir desta segunda-feira (17), o conceito será implantado na agência do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) de Santa Rita do Pardo, com previsão de expansão para outras cidades nos próximos meses. Este novo modelo de agência permite que o cidadão tenha acesso em um só local a serviços de diferentes órgãos do Governo de Mato Grosso do Sul, como a emissão da nova Carteira de Identificação Nacional (CIN) – antigo RG –, além de serviços de CNH e veículos do Detran-MS. A iniciativa, já implantada na agência Comper Itanhangá em Campo Grande, e nas agências regionais do Detran-MS de Corumbá e Dourados, reduz deslocamentos, tempo de espera e burocracia, tornando o atendimento mais eficiente e centrado nas necessidades do usuário. Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, destaca que o modelo reforça a presença do Estado junto à população. “A integração amplia o alcance do atendimento e fortalece a política de proximidade com o cidadão. Quando reunimos acolhimento, eficiência e excelência em um só local, criamos um serviço público mais acessível e resolutivo. A expansão desse formato leva inteligência, economia e inclusão para mais regiões do Estado”, afirma. Segundo o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, o formato reforça o compromisso do órgão com a inovação e a melhoria contínua dos serviços públicos. “O atendimento integrado representa um avanço na forma de atender o cidadão. Quando reunimos diferentes serviços em um mesmo ambiente, além de otimizar estruturas, oferecemos uma experiência mais rápida, resolutiva e humanizada. É um passo importante na modernização do Governo do Estado e na construção de uma administração pública mais econômica e próxima das pessoas”, destacou Rudel. A Agência Integrada do Comper Itanhangá, foi a primeira a reunir serviços públicos estaduais no mesmo local. No espaço, o cidadão pode emitir a nova CIN e utilizar os totens de autoatendimento do Detran-MS para consultas e pagamentos. Já em Corumbá e Dourados, a integração entre o Detran-MS e o Posto de Identificação da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) está em funcionamento, atendendo a população no mesmo endereço. Em Santa Rita do Pardo, o serviço passa a funcionar a partir da próxima semana. Para fazer a nova CIN, é necessário realizar o agendamento prévio pela internet, no site da Sejusp-MS: servicos.sejusp.ms.gov.br . Basta escolher o serviço desejado e definir a data, local e o horário do atendimento. Próximas unidades A previsão é que, na segunda quinzena de dezembro, a Agência Híbrida da Marcelino Pires, em Dourados, também passe a operar nesse formato, ampliando as opções de atendimento unificado no município. Na sequência, as unidades do Detran-MS localizadas no Shopping de Três Lagoas e no Shopping Campo Grande devem ser as próximas a receber o modelo. De acordo com a diretora de Engenharia do Detran-MS, Maria Moura Borba, as adequações estruturais são essenciais para garantir conforto e funcionalidade aos espaços. “Esses ajustes realizados pela equipe de engenharia, permitem que as agências estejam preparadas para bem receber o cidadão, com ambientes mais modernos, acessíveis e integrados”, afirmou. Agências Integradas MS Joaquim Murtinho, 1679 – Itanhangá Park – Campo Grande Rua Piauí, n°3015, Vila Guarani – Corumbá Cel. Ponciano, 600 – Parque dos Jequitibás – Dourados Av. João Gregório Rodrigues, 1123 – Santa Rita do Pardo Mireli Obando, Comunicação Detran-MSFoto: Rachid Waqued/Detran

UEMS promove aulões gratuitos para reforçar estudos antes do Vestibular 2026

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) promove, nos dias 18 e 19 de novembro, o Esquenta Vestibular Online 2025, uma programação de aulões gratuitos voltada aos candidatos que vão disputar uma vaga no Vestibular UEMS 2026. As transmissões serão realizadas ao vivo pelo Google Meet, sempre das 19h às 21h15 (horário de MS). A iniciativa reúne professores da universidade e convidados de várias áreas com o objetivo de revisar os principais conteúdos cobrados na prova. Em dois dias intensos, os participantes terão acesso a explicações rápidas, objetivas e focadas em Química, Matemática, Física, Biologia, Redação, Língua Portuguesa, Atualidades e Literatura Brasileira. Para a chefe do setor de Formação Educacional da UEMS, Mônica Mattos, os aulões cumprem um papel que vai além do reforço acadêmico.“Nosso objetivo é acolher e motivar cada participante por meio desse gesto de incentivo e esperança. É uma forma de dizermos que é possível alcançar e realizar sonhos por meio da educação”, destacou. A programação foi organizada para que os estudantes revisem pontos essenciais das disciplinas, reforcem a confiança e se sintam mais preparados para a reta final do processo seletivo. Confira a programação completa: 18 de novembro (terça-feira) • 19h — 19h30Prof. Dr. Wagner Assen (Redação – CG)Tema: Produção de Texto e Critérios de Avaliação • 19h35 — 20h05Prof. Esp. Fabis do Nascimento (Química – CG)Tema: Reações Orgânicas, pH e pOH, Funções Orgânicas e Inorgânicas • 20h10 — 20h40Profa. Me. Lúcia Donizete Modesto (Língua Portuguesa – ES)Tema: Análise Sintática – Tipos de Sujeito • 20h45 — 21h15Prof. Esp. André Luiz (Atualidades – CG)Tema: Geografia Regional e Geopolítica Mundial 19 de novembro (quarta-feira) • 19h — 19h30Prof. Me. Maurício Soares dos Reis (Matemática – Nova Andradina)Tema: Média, Moda e Mediana • 19h35 — 20h05Prof. Me. Raul Andrade (Biologia – CG)Tema: Fotossíntese, Respiração e Fermentação • 20h10 — 20h40Prof. Esp. Fabis do Nascimento (Física – CG)Tema: Ondulatória, Eletricidade e Energia • 20h45 — 21h15Prof. Dr. Daniel Abrão (Literatura – CG)Tema: Linha do Tempo Literária, Literatura Contemporânea e Regionalismo Com conteúdo conciso e direcionado, os aulões representam uma oportunidade para que os candidatos revisem pontos-chave antes da prova, numa revisão dinâmica e gratuita promovida pela UEMS.

Chuvas intensas atingem 49 municípios de MS e ventos passam de 80 km/h

As instabilidades que atuam sobre Mato Grosso do Sul provocaram chuva forte e ventania em boa parte do Estado nas últimas 12 horas desta segunda-feira (17). De acordo com o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), 49 municípios registraram precipitação no período, com destaque para Dois Irmãos do Buriti, que acumulou 52,6 mm, seguido por Aquidauana (50,4 mm) e Campo Grande (40,4 mm). Além da chuva volumosa, o temporal veio acompanhado de rajadas intensas de vento. Paraíso das Águas teve o maior registro, com 80,3 km/h, seguido de Corumbá (79,6 km/h), Paranaíba (72,7 km/h) e Figueirão (69,1 km/h). Em alguns pontos, a combinação de vento forte e chuva causou transtornos pontuais, como queda de galhos, risco de danos em estruturas e instabilidade na rede elétrica. Outros municípios também apareceram entre os maiores acumulados de chuva nas últimas 12 horas, como Angélica (40,2 mm), Nhumirim, na região da Nhecolândia (40 mm), e Sidrolândia (38,8 mm). O Cemtec aponta que o avanço de uma frente fria intensificou as áreas de instabilidade, favorecendo pancadas fortes e persistentes em diferentes regiões. Em Campo Grande, a chuva é constante desde a última quarta-feira (13), e a manhã desta segunda-feira (17) foi marcada por novas pancadas intensas em vários bairros, mantendo o solo encharcado e aumentando a atenção para alagamentos. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) manteve o alerta laranja de tempestade para todo o Estado. A previsão indica chuva entre 50 e 100 mm por dia, ventos que podem chegar a 100 km/h e risco de queda de energia, danos em plantações, queda de árvores e alagamentos urbanos. O aviso vale para os 79 municípios de Mato Grosso do Sul e segue em vigor até às 10h desta terça-feira (18). As autoridades recomendam que a população redobre os cuidados, evite áreas de alagamento, não busque abrigo sob árvores durante temporais e acione os órgãos de emergência em caso de ocorrências graves.

Justiça volta a negar pedido da JBS e mantém ações por mau cheiro do frigorífico em Campo Grande

A Justiça de Mato Grosso do Sul rejeitou, mais uma vez, o pedido da JBS para extinguir as ações individuais movidas por moradores da Vila Nova Campo Grande, que denunciam o mau cheiro vindo do frigorífico instalado na região. A decisão é do juiz Flávio Saad Peron, da 15ª Vara Cível da Capital, que considerou infundados todos os argumentos apresentados pela empresa. No recurso, a JBS afirmou que os advogados dos moradores teriam agido com litigância de má-fé e sustentou que a questão deveria ser tratada como direito coletivo, impossibilitando ações individuais. A companhia ainda declarou que opera há mais de 15 anos com licenciamento ambiental regular e que não há comprovação de que o odor tenha origem na unidade — apenas indícios levantados em vistorias recentes. O magistrado afastou todas as alegações. Em sua decisão, destacou que as queixas não são novas, tampouco isoladas.“É fato notório, amplamente divulgado na imprensa local, que os moradores da vizinhança vêm há vários anos reclamando do constante mau cheiro da região, que alegam ser proveniente das instalações da ré”, registrou Saad Peron. O juiz reiterou que, mesmo havendo necessidade de novas perícias, não é possível ignorar os relatos e a possibilidade concreta de incômodo ambiental causado pela atividade industrial. Além disso, rejeitou o pedido para que os moradores arcassem com os custos do processo, afirmando que a JBS não comprovou que eles teriam condições financeiras de assumir esse ônus. Com isso, cerca de dez ações individuais continuam suspensas e devem aguardar o julgamento da ação civil pública movida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). O resultado desse processo coletivo irá definir os rumos das ações que tratam do mesmo problema, que se arrasta há mais de uma década.

Campo Grande lidera volume de chuva no país nas últimas 24 horas, aponta Inmet

Campo Grande registrou o maior volume de chuva entre todas as capitais brasileiras nas últimas 24 horas, segundo boletim divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) nesta segunda-feira (17). A estação localizada na capital computou 31 milímetros, resultado que colocou o município no topo do ranking nacional. A segunda colocação ficou com Cuiabá, que teve 9,5 mm de precipitação no mesmo período. A diferença expressiva mostra o impacto das instabilidades que atingiram Mato Grosso do Sul no fim de semana e se estenderam para o início desta semana, enquanto boa parte do país recebeu apenas volumes moderados ou baixos. O destaque não ficou restrito à Capital. Mato Grosso do Sul também emplacou diversas cidades entre os 30 maiores acumulados de chuva do Brasil. Entre elas estão Costa Rica, com 30,8 mm; Chapadão do Sul, com 24 mm; e Amambai, com 9,6 mm — todas bem posicionadas no ranking divulgado pelo Inmet. As precipitações foram influenciadas por áreas de instabilidade que avançaram sobre o Centro-Oeste, criando condições favoráveis para chuvas mais fortes e abrangentes no Estado. A previsão dos meteorologistas indica que as instabilidades devem perder força gradualmente nos próximos dias, reduzindo a intensidade e a frequência da chuva.

Parquímetro volta a Campo Grande com tarifa inicial de R$ 5; veja como vai funcionar

O estacionamento rotativo voltará a fazer parte da rotina de quem circula pelo Centro de Campo Grande. A Prefeitura publicou, nesta segunda-feira (17), o decreto que autoriza a concessão do sistema — conhecido como parquímetro — e fixa o valor inicial de R$ 5 por hora. A data de início ainda não foi definida, já que o serviço só poderá operar após o processo de licitação e assinatura do contrato com a empresa vencedora. Depois disso, a concessionária terá até 12 meses para colocar o sistema em funcionamento. Como será o novo parquímetro O modelo aprovado prevê 3 mil vagas no início da operação, podendo chegar a 6,2 mil vagas ao longo dos anos de contrato. Ao todo, 37 ruas da região central terão estacionamento rotativo. Entre as principais vias estão: A lista completa está disponível no Diário Oficial do Município. O horário de cobrança será de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 13h. Aos domingos e feriados, o estacionamento será gratuito. Regras para motoristas O pagamento será exclusivamente digital, por meio de ticket virtual adquirido via aplicativo ou pontos de venda credenciados. O tempo permitido por vaga será de 15 minutos a 2 horas, sem possibilidade de renovação no mesmo local. Quem ultrapassar o limite estará sujeito às penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Idosos e pessoas com deficiência terão vagas exclusivas, mas não serão isentos do pagamento. Somente táxis e mototáxis terão gratuidade. O que muda na mobilidade urbana O retorno do parquímetro faz parte das ações da prefeitura para reorganizar o fluxo de veículos na região central, aumentar a rotatividade e facilitar o acesso ao comércio. Segundo o município, a medida também deve contribuir para reduzir irregularidades e oferecer maior controle sobre as vagas disponíveis. A expectativa é que, após a definição da empresa e início das instalações, o sistema passe a funcionar gradualmente nas principais ruas do Centro.

MS Agro: Ricardo Amorim trará perspectivas econômicas e desafios do agro brasileiro em 2026

Economista considerado o mais influente do Brasil, segundo a Forbes, é destaque de tradicional evento realizado pela Famasul A Famasul, com patrocínio do Senar/MS, realiza no próximo dia 27 de novembro a 16ª edição do MS Agro, um dos eventos mais tradicionais do agronegócio sul-mato-grossense, que reúne produtores rurais, lideranças e especialistas. O economista Ricardo Amorim, considerado o mais influente do Brasil pela revista Forbes, apresentará a palestra “Cenários e Perspectivas para a Economia Mundial e Brasileira”, abordando o panorama político e econômico global e nacional, e seus impactos no agronegócio. Amorim é autor do best-seller Depois da Tempestade e foi apresentador do programa Manhattan Connection, da GloboNews, por 18 anos. O MS Agro será realizado no auditório da Famasul, em Campo Grande. Além do Senar/MS, o evento também conta com o patrocínio da OCB/MS e apoio da CNA. Programação  • 18h30 – Abertura • 19h00 – Palestra: Cenários e Perspectivas para a Economia Mundial e Brasileira, com Ricardo Amorim • 20h00 – Perguntas e respostas • 20h30 – Encerramento As inscrições são gratuitas e já estão abertas no link: https://eventos.senarms.org.br/inscricao/ms-agro-2025-perspectivas-para-a-economia-e-o-agronegocio-brasileiro-

China apoia combate à mudança do clima, diz presidente da COP30

O embaixador André Corrêa do Lago vê uma disputa geopolítica entre os Estados Unidos e a China no debate sobre clima. “Uma coisa muito clara nesta COP é a presença muito forte da China e essa situação curiosa em que nós temos a China como a grande apoiadora dessa nova economia e o governo norte-americano defendendo um retorno a uma economia antiga”, afirmou Corrêa do Lago, em entrevista ao programa Brasil no Mundo que foi ao ar na TV Brasil neste domingo (16), às 19h30. “O país para o qual os Estados Unidos estão de olhando é a China e a China está totalmente apoiadora desta agenda de combate à mudança do clima. Então tornou-se quase um embate geopolítico dentro desta negociação de qual direção o mundo deve tomar”, afirma o embaixador, que é o atual presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Ele considera que há uma preocupação entre certos setores econômicos e políticos dos EUA de que, ao abandonar a transição energética, o país perca a liderança tecnológica nesta nova fase da economia global. “Essa diferença de caminhos é uma coisa muito interessante de se observar nesta COP”, afirma. Corrêa do Lago alertou também para o que considera um novo negacionismo, o “negacionismo econômico”. “É muito o que defende o secretário de Energia dos EUA [Chris Wright], que não nega o impacto das atividades humanas sobre a mudança do clima. Ele considera que a mudança do clima é uma consequência de algo que é muito positivo que é o desenvolvimento, portanto, acredita que a solução está mais ligada a se adaptar do que a mitigar”, afirma. Corrêa do Lago destaca o que considera uma tendência à imposição da agenda também pelo aspecto econômico, já que em muitos setores da economia as tecnologias que usam substitutos dos combustíveis dos fósseis já estão mais baratas. “Fica muito difícil você negar isso”, comenta. Ao falar da ausência dos Estados Unidos, Corrêa destacou a presença de governadores, como o da Califórnia, que juntos representam 60% do PIB norte-americano. “A ausência do governo norte-americano faz com que o governo não participe, mas a ausência mais marcante dos EUA é se persistirem em um direcionamento de voltar para os combustíveis fósseis”, avalia. “Isso teria um impacto muito grande pelo peso dos EUA na economia mundial”. Fundo Florestas para Sempre Durante a entrevista para os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, o embaixador falou também sobre o novo instrumento de financiamento lançado pelo Brasil, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). “O fundo apresentado pelo Brasil é muito inovador, ao mesmo tempo lida com a questão essencial que é a preservação de florestas, e lida também com biodiversidade e populações locais”, afirma. O embaixador acredita que é um fundo que, por estar fora dos mecanismos oficiais da COP, tem mais condições de receber recursos de países em desenvolvimento, como Brasil e China. “Porque tudo que está dentro da convenção está no princípio que os países desenvolvidos devem fornecer recursos para os países em desenvolvimento”, explica. “Portanto, é inovador em vários sentidos, inclusive ao abrir a porta para que países como a China participem”. Corrêa do Lago afirma que o foco do TFFF são fundos soberanos – fundos de investimentos geridos por países – que buscam rendimentos fixos e deve ter novos anúncios de investimentos após a COP. Segundo ele, o fato de ser um fundo inovador faz com que os países levem um tempo a entender o modelo.

Peixes aparecem mortos após transbordamento do Córrego Segredo na Ernesto Geisel

Uma grande quantidade de peixes surgiu morta às margens do Córrego Segredo, na Avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande, na tarde desta quinta-feira (13). O episódio ocorreu logo após a forte chuva que voltou a provocar o transbordamento do córrego, repetindo um cenário já conhecido pelos moradores da região. Quem passava pelo local se deparou com dezenas de peixes acumulados na beira da água, alguns já boiando e outros misturados à lama deixada pelo alagamento. A cena causou revolta entre moradores, que associam a mortandade ao acúmulo de resíduos, à baixa oxigenação da água e ao histórico de problemas estruturais do canal. O Segredo está entre os córregos urbanos mais vulneráveis durante períodos de chuva intensa. Quando o volume de precipitação sobe rapidamente, a água costuma ultrapassar as margens, arrastando lixo, terra e sedimentos que reduzem a qualidade da água, um ambiente hostil para a fauna aquática. Na quarta e na quinta-feira, Campo Grande registrou novos episódios de enxurrada, e o Segredo mais uma vez não suportou a força da água. Moradores relatam que, além do transbordamento, o odor forte e a cor turva do córrego indicam possível mistura de esgoto e detritos carregados pela chuva. Os órgãos ambientais ainda não se pronunciaram sobre o caso, e moradores aguardam explicações sobre as causas da mortandade e possíveis medidas de prevenção.