Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

INW participa de agenda institucional com o Governo de MS para fortalecer políticas públicas voltadas às mulheres

Nesta quinta-feira (27), a fundadora do Instituto Nelson Wilians (INW) e especialista em impacto social, Anne Wilians, participou de um encontro estratégico promovido pela primeira-dama do Mato Grosso do Sul, Mônica Riedel, com a presença de todas as secretárias estaduais. A reunião, realizada no Receptivo do Governador, teve como objetivo debater desafios e oportunidades para o fortalecimento de políticas públicas voltadas às mulheres no estado. Durante o diálogo, Anne compartilhou experiências acumuladas pela atuação do Instituto em diferentes territórios do país, com foco na promoção da cidadania, da cultura da legalidade e da equidade de gênero. A escuta ativa e a troca com as gestoras estaduais revelaram uma sinergia de propósitos e a abertura para iniciativas colaborativas entre o poder público e o terceiro setor. O encontro destacou temas como inclusão produtiva, empreendedorismo feminino e participação política das juventudes — áreas em que o INW vem estruturando ações que aliam advocacy, educação cidadã e articulação multissetorial. A presença do Instituto Nelson Wilians em agendas como essa reforça seu papel como ator estratégico na construção de soluções integradas para a transformação social. A agenda em Campo Grande também incluiu a participação de Anne em evento promovido pelo Sebrae-MS, voltado ao fortalecimento do empreendedorismo feminino e à ampliação de oportunidades para mulheres em Mato Grosso do Sul.

Responsabilidade social é tema de diálogo com lideranças femininas em MS

O compromisso com a responsabilidade social e o fortalecimento de políticas públicas foi o foco de um encontro entre Nelson Wilians Advogados, pela Faculdade Insted e pelo Instituto Nelson Wilians (INW), que reuniu lideranças femininas do Governo de Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (27), em Campo Grande. Realizado no Receptivo do Governadonadoria, o evento reuniu secretárias e dirigentes estaduais para debater os desafios e as oportunidades na construção de políticas públicas inclusivas e sustentáveis. A iniciativa teve como anfitriã a primeira-dama Mônica Riedel, que tem liderado ações voltadas à inclusão produtiva e ao fortalecimento da participação feminina na gestão pública. Entre as participantes estavam Ana Carolina Nardes (Secretária de Governo e Gestão Estratégica), Crhistinne Gonçalves (Secretária de Saúde), Patrícia Elias Cozzolino de Oliveira (Secretária da Cidadania), Cristiane Mota Gonçalves (Secretária Adjunta de Saúde), Maria Cecília Amendola da Motta (Diretora-presidente da Fundação FAED) e Cristiane Schmidt (Diretora-presidente da MSGÁS). Durante o encontro, Anne Wilians, fundadora do INW, destacou a relevância da articulação entre setor público, privado e terceiro setor para promover impacto social e garantir políticas mais efetivas. O Instituto atua nacionalmente com programas voltados à cidadania, à cultura da legalidade e à equidade de gênero. Neca Chaves Bunlai, diretora da Faculdade Insted, reforçou a importância da educação e da inovação como eixos estruturantes da transformação social e econômica, com foco na formação de lideranças e na ampliação de oportunidades. A parceria entre o Nelson Wilians Advogados, a Faculdade Insted e o INW reforça o papel estratégico dessas instituições na construção de pontes entre conhecimento, prática institucional e responsabilidade social, com foco em soluções de impacto para a população sul-mato-grossense.

Rastreabilidade de bovinos e búfalos avança e pecuaristas têm até 2032 para se adaptar

A rastreabilidade de bovinos e búfalos no Brasil avançou para uma nova etapa com o lançamento do Plano Nacional de Identificação Individual (PNIB), que será implementado gradualmente até 2032. Em uma reunião estratégica realizada nessa semana, durante a Dinapec 2025, a Comissão Nacional de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu as implicações dessa iniciativa para a cadeia produtiva da carne bovina, com a participação da Famasul e outras nove federações, além de especialistas e entidades representativas. O encontro teve como um dos principais temas o avanço da rastreabilidade individual dos rebanhos, um movimento que visa atender à crescente demanda global por maior transparência e segurança alimentar. De acordo com Francisco de Castro, presidente da comissão, a rastreabilidade será um diferencial para garantir o controle sanitário e a sustentabilidade da pecuária brasileira, especialmente em face das exigências internacionais. “O período até 2026 é uma fase de transição, de testes e aperfeiçoamento das ações de rastreabilidade. Nosso objetivo é garantir que, quando essa exigência entrar em vigor, os pecuaristas estejam preparados, com um sistema eficiente e adaptado à realidade da nossa pecuária. Essa medida é uma oportunidade de agregar ainda mais valor ao nosso produto, garantindo qualidade ao que chega à mesa do consumidor e fortalecendo nossa competitividade no mercado internacional”, afirma Francisco. O plano, anunciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), visa monitorar a movimentação e a sanidade dos animais, estabelecendo um sistema informatizado que permitirá acompanhar o rebanho de forma detalhada. Para os pecuaristas de Mato Grosso do Sul, o projeto é uma oportunidade estratégica, já que o estado se destaca pela certificação internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação, prevista para maio de 2025. Mariana Urt, diretora-técnica da Famasul, destaca que a rastreabilidade será fundamental para garantir a integridade dessa certificação e além de colocar o Brasil como referência em sanidade e sustentabilidade, abrindo novas portas para a pecuária. “O PNIB fortalece a vigilância sanitária ao permitir um controle mais preciso da movimentação dos animais, o que reduz riscos e garante maior segurança à produção. Além disso, a certificação internacional eleva a credibilidade do estado, possibilitando uma melhor valorização da carne sul-mato-grossense no mercado global”, pontua. Para Rafael Gratão, presidente da Novilho Precoce MS e vice-presidente da comissão, a implementação da rastreabilidade pode gerar custos com tecnologias como brincos eletrônicos, sistemas de monitoramento e softwares de gestão. No entanto, a modernização da pecuária, aliada à evolução da gestão, pode compensar esses gastos, tornando a atividade mais eficiente e ampliando o acesso a mercados premium. “Em sete anos, a rastreabilidade será uma exigência para todos, e é fundamental enxergar esse monitoramento como uma oportunidade. Quem se preparar desde agora terá um diferencial competitivo, agregando valor ao seu produto e garantindo mais segurança e qualidade ao consumidor. Seguiremos atentos às movimentações do mercado e trabalhando para que os pecuaristas tenham a melhor informação e as melhores oportunidades para se adequarem às mudanças”, destaca Gratão. A implementação será gradual e ocorrerá ao longo dos próximos sete anos. Até 2026, será construída a base de dados nacional. Entre 2027 e 2029, terá início a identificação individual dos animais, com a previsão de atingir todo o rebanho até 2032. Além da rastreabilidade, outros dois temas de grande impacto para a pecuária foram discutidos. Um deles foi a atualização das regulamentações da União Europeia (UE) sobre o uso de antimicrobianos. As novas regras estabelecem restrições mais rígidas quanto ao uso desses medicamentos em animais destinados à exportação, o que exige atenção dos pecuaristas brasileiros para garantir conformidade com as exigências sanitárias internacionais. Essas mudanças reforçam a necessidade de uma produção cada vez mais sustentável e alinhada às demandas globais. Outro ponto abordado foi a investigação iniciada pelo Ministério do Comércio da China sobre a importação de carne bovina. O país asiático está analisando o impacto do aumento das importações em seu mercado interno e pode adotar medidas como tarifas adicionais ou cotas. Essa movimentação exige um monitoramento constante, e a CNA segue acompanhando o processo para defender os interesses da pecuária brasileira e preservar a competitividade no principal destino da carne bovina brasileira. Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Ana Palma

Crise na Santa Casa: Prefeitura recorre contra pagamento de R$ 46 milhões

A Prefeitura de Campo Grande ingressou com recurso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) para suspender uma liminar que a obriga a repassar R$ 46,3 milhões à Santa Casa no prazo de 48 horas. A administração municipal argumenta que o cumprimento imediato dessa decisão comprometeria a prestação de outros serviços essenciais à população. ​ A dívida em questão refere-se a repasses federais destinados ao hospital durante a pandemia de COVID-19. Embora reconhecidos judicialmente como devidos, esses valores ainda estão em disputa no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Santa Casa alega que os recursos são fundamentais para a manutenção dos serviços básicos. ​ Recentemente, o hospital enfrentou superlotação e falta de insumos, levando à suspensão do recebimento de novos pacientes. Diante dessa situação, a Justiça determinou o repasse emergencial dos recursos, sob pena de bloqueio dos valores diretamente das contas municipais. ​ A direção da Santa Casa alertou para o risco iminente de interrupção total dos serviços devido às dificuldades financeiras, destacando que a instituição opera há anos em situação de subfinanciamento, apesar de ser responsável por mais da metade dos atendimentos hospitalares da capital. Além disso, médicos do hospital denunciaram a falta de insumos básicos e o fechamento do setor de ortopedia, registrando boletim de ocorrência sobre a situação crítica enfrentada pela unidade. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul acompanha de perto a crise, tendo instaurado procedimentos para apurar irregularidades nos atendimentos e o desabastecimento de medicamentos e insumos na Santa Casa.

Vacinação contra a gripe em Campo Grande: opções gratuitas e particulares

A partir de quinta-feira (27), as unidades públicas de saúde de Campo Grande iniciaram a aplicação da vacina contra a Influenza para os grupos prioritários. Simultaneamente, laboratórios da rede privada também disponibilizam o imunizante para o público em geral, com valores que podem chegar a R$ 140.​ Público-alvo da vacinação Nos serviços privados, qualquer indivíduo a partir de seis meses de idade pode receber a vacina. Já na rede pública, as primeiras semanas da campanha focam em grupos prioritários, como idosos, pessoas com comorbidades, crianças e profissionais da linha de frente. Em Campo Grande, a vacinação está disponível para bebês a partir de 6 meses, idosos com 60 anos ou mais, gestantes e puérperas.​ Além disso, podem se vacinar povos indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua. Profissionais da saúde, professores de todos os níveis de ensino, membros das Forças de Segurança e Salvamento, das Forças Armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário (urbano e de longa distância), portuários e funcionários dos Correios também estão incluídos.​ A proteção se estende a pessoas com deficiência permanente e à população privada de liberdade, incluindo funcionários do sistema prisional, bem como adolescentes e jovens de 12 a 21 anos que cumprem medidas socioeducativas. Indivíduos com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais também fazem parte do público prioritário desta etapa da campanha.​ Para receber a dose na rede pública, basta comparecer à unidade de saúde mais próxima, portando documento de identidade com foto e cartão do SUS.​ Laboratórios com vacina disponível em Campo Grande Alguns laboratórios da rede particular em Campo Grande já iniciaram a imunização contra a gripe. Segue uma lista de clínicas que oferecem a vacina, com os respectivos valores:​ Laboratório Preço Sabin R$ 135 Vaccini R$ 140 Imunitá R$ 135 Vaccine Care R$ 140 Observa-se que os preços na rede privada variam entre R$ 135 e R$ 140. É recomendável entrar em contato com os laboratórios para confirmar a disponibilidade e possíveis atualizações nos valores.​ Unidades de saúde para vacinação gratuita A vacinação gratuita está disponível em diversas Unidades de Saúde da Família (USFs) em Campo Grande. A seguir, algumas das unidades com seus respectivos endereços e horários de atendimento:​ Recomenda-se verificar os horários de funcionamento das salas de vacina nas unidades de saúde mais próximas de sua residência, pois podem variar.​ A vacinação é uma medida essencial para prevenir a gripe e suas complicações, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. Tanto a rede pública quanto a privada oferecem opções para a imunização da população de Campo Grande.​

Campo Grande tem fim de semana cultural imperdível e atrações gratuitas nos bairros

​O próximo fim de semana em Campo Grande promete uma agenda cultural diversificada, com destaque para apresentações musicais, intervenções artísticas e eventos culturais gratuitos. Entre as atrações, estão os shows de Sandra Sá, Humberto Gessinger e as atividades do Campão Cultural.​ Sexta-feira, 28 de março: Sábado, 29 de março: Domingo, 30 de março: Além dessas atrações, o Campão Cultural oferece uma programação extensa, incluindo intervenções artísticas, exposições, espetáculos de dança, circo e teatro em diversos bairros de Campo Grande. A iniciativa busca democratizar o acesso à cultura e valorizar os artistas locais. ​ Para mais detalhes sobre a programação e possíveis alterações, recomenda-se consultar os canais oficiais dos eventos e locais de apresentação.

Governo inicia cobrança de valores recebidos indevidamente do auxílio emergencial

O governo federal começou a notificar cidadãos que receberam o Auxílio Emergencial nos anos de 2020 e 2021 de forma indevida, ou seja, sem cumprir os critérios exigidos para o recebimento do benefício. De acordo com estimativas do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mais de 176 mil pessoas estão nessa situação e podem ter seus nomes incluídos em cadastros restritivos caso não regularizem os débitos. O benefício foi criado para mitigar os efeitos econômicos da pandemia da Covid-19, atendendo trabalhadores informais, autônomos, microempreendedores individuais (MEIs) e pessoas desempregadas. Os valores pagos variavam entre R$ 150 e R$ 600 por mês, durante um período que podia chegar a sete meses. Menores de 18 anos (com exceção de mães adolescentes), pessoas em situação de prisão e dependentes financeiros de outro titular não tinham direito ao benefício. Como verificar se você está na lista de cobrança? A consulta dos nomes com pendências pode ser feita por meio do edital de notificação publicado no Diário Oficial da União. Para isso, acesse o link: 👉 https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/edital-de-notificacao-n-16/2025-620164778 Caso seu nome esteja incluído, você terá 45 dias para resolver a pendência, seja efetuando o pagamento (à vista ou parcelado) ou apresentando defesa. Plataforma VEJAE: onde e como resolver a pendência A regularização do débito pode ser feita pela plataforma VEJAE, que permite consultar a situação do benefício, identificar valores a devolver e apresentar recursos. Veja como acessar: O que pode acontecer se o valor não for devolvido? Quem não regularizar a situação poderá ser incluído em cadastros federais de inadimplência, como: As consequências incluem: A recomendação do MDS é que todos os beneficiários consultem sua situação e, caso necessário, regularizem o quanto antes para evitar sanções. O ministério criou uma página de perguntas e respostas sobre as pendências e também um manual detalhado de como acessar a plataforma.

Negociações travadas: contrato entre Prefeitura e Santa Casa segue sem definição em Campo Grande

As tratativas para um novo contrato entre a Prefeitura de Campo Grande e a Santa Casa continuam sem avanço. Segundo a prefeita Adriane Lopes (PP), ainda não há previsão para a formalização de um novo acordo com o hospital filantrópico. Durante a abertura do evento Delas Day, na noite de terça-feira (26), a gestora municipal afirmou que o impasse persiste, mesmo com o diálogo mantido entre as equipes técnicas da administração pública e da instituição hospitalar. Adriane reconheceu que houve progresso em outras áreas da saúde, mas destacou que o processo de contratualização com a Santa Casa permanece estagnado. “A entidade afirma que houve uma diminuição de repasses, mas isso não condiz com os dados da Prefeitura. Houve um contrato firmado com recursos de emenda parlamentar, mas, com o fim do repasse, o serviço foi encerrado”, explicou a prefeita ao Campo Grande News. Diante da sobrecarga enfrentada pelo sistema de saúde da capital, a prefeita adiantou que uma nova reunião entre representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e da Santa Casa será realizada para discutir o que a instituição pode oferecer ao município neste momento. O contrato com a Santa Casa costumava ser renovado anualmente entre julho e agosto. No entanto, desde 2021, o ajuste tem sido feito apenas por meio de aditivos contratuais, sem a inclusão de reajustes significativos. Nesta semana, a administração da Santa Casa alegou que o município optou por manter recursos em caixa ao invés de aplicá-los integralmente na saúde. A entidade obteve na Justiça uma liminar que obriga a Prefeitura a repassar R$ 46 milhões, com o argumento de que apenas 84,97% do orçamento destinado a hospitais e clínicas foi executado em 2024. Segundo a direção do hospital, a retenção de verbas do Ministério da Saúde agravou ainda mais a crise financeira da instituição, resultando em atrasos no pagamento de médicos e fornecedores. A dívida acumulada, de acordo com a Santa Casa, já chega a R$ 59,2 milhões. Em nota oficial, a Sesau reafirmou que os repasses estão sendo realizados regularmente e garantiu que mantém diálogo permanente com a Santa Casa e outras unidades para assegurar a continuidade dos atendimentos hospitalares. A pasta também informou que ativou um Plano de Contingência para redistribuir os fluxos de pacientes e ampliar a capacidade de atendimento, principalmente diante da alta demanda por doenças respiratórias. Apesar da crise, a secretaria assegurou que os atendimentos de alta complexidade, como casos de politrauma e neurocirurgia, continuarão sendo realizados na Santa Casa. Já os atendimentos de menor complexidade deverão ser redirecionados para outras unidades da rede municipal, conforme a capacidade de cada hospital.

Fazenda em MS pode ser confiscada pela Justiça por uso de trabalho análogo à escravidão

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ingressou com uma ação na Justiça solicitando o confisco da Fazenda Carandazal, localizada na zona rural de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, próxima à fronteira com a Bolívia. A medida foi tomada após a constatação de trabalho em condições análogas à escravidão no local, em operação realizada em fevereiro deste ano. Durante a fiscalização, quatro trabalhadores foram resgatados em situação degradante, com moradias precárias, ausência de equipamentos de proteção individual (EPIs), pagamento irregular e outras violações à legislação trabalhista. A investigação ainda revelou que o proprietário da fazenda, Moacir Duim Júnior, tentou ocultar os trabalhadores e destruir evidências antes da chegada dos fiscais. Ele também teria alegado que os empregados estavam vinculados a um suposto terceiro, tentando se eximir da responsabilidade. Com histórico de infrações trabalhistas, Moacir Duim Júnior já havia sido penalizado anteriormente por violações semelhantes. Na nova ação judicial, o MPT solicita que a propriedade seja destinada à reforma agrária, caso a Justiça defira o pedido. Além disso, o órgão pede o pagamento de uma indenização de R$ 25 milhões por danos morais coletivos. A esposa do fazendeiro, Cristiane Kanda Abe, também foi incluída no processo como ré. O Ministério Público do Trabalho requer ainda que os proprietários sejam obrigados judicialmente a garantir condições dignas aos trabalhadores da fazenda, incluindo habitação adequada, acesso à água potável e fornecimento de equipamentos de segurança. Também foi solicitado o pagamento imediato de todos os direitos trabalhistas devidos aos trabalhadores resgatados. O caso agora está sob análise da Justiça do Trabalho, que decidirá sobre a responsabilização dos envolvidos e a possibilidade de confisco da fazenda para fins de utilidade social.

Gleice enaltece mulheres e critica deputados do PL contra moção à Marina Silva

Em apoio à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) aprovou, por maioria, uma moção em virtude aos ataques sofridos durante o evento realizado na Fecomércio do Amazonas. A iniciativa foi da deputada Gleice Jane, líder do Partido dos Trabalhadores na Casa de Leis, que subiu à tribuna nesta quarta-feira (26) para criticar os votos contrários emitidos pelos membros do Partido Liberal (PL), deputados João Henrique, Coronel David e Neno Razuk. “A moção faz referência à ministra Marina, que nessa semana teve sua existência questionada em evento pelo senador Plínio Valério [PSDB/AM], que disse que não sabe como conseguiu ouvi-la por tanto tempo sem enforcá-la. A fala foi extremamente violenta e reflete o pensamento de como se tratam as mulheres. Aprovar a moção foi fundamental para dizer que elas estão em todos os lugares. Somos violentadas recorrentemente e, às vezes, as mulheres nem sabem que estão sofrendo violência de gênero, por isso é importante falar e não tolerar em qualquer circunstância”, explicou a deputada. Gleice Jane criticou os votos contrários e disse que representam um pensamento ideológico. “Quero fazer o registro sim de que o PL votou contra o apoio à uma mulher que foi vítima da violência política de gênero. É importante, porque as violências também são ideológicas, no sentido de que para alguma parte da política, em especial à extrema-direita, nós mulheres não podemos e não devemos ocupar espaços como o da política. E para nós, que estamos nesses espaços, a gente enfrenta isso com certa frequência. É comum ter o direito de fala negado. É normal negar a existência. É normal, às vezes, ter que falar mais alto e brigar para ocupar espaço que aos homens são comuns, porque a política não foi um local feito para as mulheres. Passamos a enfrentar esse processo coletivamente: primeiro pelo direito ao voto e a ser votada, pelo direito a ter cotas no processo eleitoral e hoje lutamos para que tenhamos espaços iguais. Agora estamos lutando por salários iguais a funções iguais entre mulheres e homens também”, destacou. Ela completou que quando se demonstra a ideologia com os votos contra, o PL manifesta como pensa também ideologicamente quanto ao enfrentamento às violências contra às mulheres. “Inclusive registro que esse partido trouxe manifestações transfóbicas, recentemente, questionando a presença de mulheres trans dentro das escolas. Isso não é isolado, é uma política ideológica que temos que enfrentar para garantir a presença das mulheres em todos os espaços, para conseguir garantir respeito à nossa existência, pois tentam nos calar a todo o momento”, disse a deputada relembrando a ex-prefeita de Mundo Novo, Dorcelina Oliveira Folador, assassinada com dez tiros em 1999 por um então funcionário da prefeitura. “Assim foi com Mariele Franco e tantas outras mortas porque falavam. Nós não vamos nos calar”, finalizou. Por: Fernanda Kintschner    Foto: Luciana Nassar