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Anvisa proíbe medicamento falsificado utilizado em procedimentos estéticos; saiba identificar

Lote de toxina botulínica apresenta alterações na embalagem, no prazo de validade e no formato do frasco. Agência determinou a apreensão e proibiu a comercialização e o uso do produto

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e proibiu a comercialização, a distribuição e o uso de unidades falsificadas do medicamento Dysport, utilizado em procedimentos estéticos e tratamentos médicos. A medida foi publicada nesta segunda-feira, 19 de outubro, no Diário Oficial da União.

O medicamento contém toxina botulínica tipo A, substância utilizada para suavizar rugas e linhas de expressão, além de possuir aplicações terapêuticas em determinadas condições de saúde.

A decisão envolve o lote 025155 do Dysport, após a identificação de unidades com características diferentes das encontradas no produto original.

A irregularidade foi comunicada à Anvisa pela Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda., empresa responsável pelo registro do medicamento no Brasil.

Como identificar o medicamento falsificado?

Segundo as informações divulgadas, foram encontradas diferenças na apresentação do produto que podem ajudar profissionais e estabelecimentos de saúde a reconhecer as unidades irregulares.

Uma das principais divergências está no prazo de validade. Enquanto o medicamento original correspondente apresenta validade até junho de 2027, as unidades falsificadas informam validade até junho de 2028.

Também foram identificadas alterações no espaçamento e no alinhamento dos números referentes ao lote, à validade e ao código do material.

Outro detalhe observado foi o formato do frasco-ampola, que apresenta diferenças em relação ao medicamento original.

A embalagem externa também possui características gráficas distintas, e o código de barras encontrado corresponde ao lote W26232.

Essas informações são importantes para que clínicas, consultórios e profissionais responsáveis pela aplicação do medicamento verifiquem a procedência dos produtos utilizados.

Quais são os riscos de utilizar medicamentos falsificados?

Medicamentos falsificados representam um risco à saúde porque sua composição, concentração e condições de fabricação podem ser desconhecidas.

No caso da toxina botulínica, utilizada por meio de aplicação injetável, a falta de garantia sobre a origem e a qualidade do produto pode comprometer a segurança do procedimento.

Além da possibilidade de resultados inesperados, produtos irregulares podem provocar reações adversas e outras complicações.

A Anvisa reforça a importância de utilizar somente medicamentos regularizados, adquiridos por estabelecimentos autorizados e administrados por profissionais legalmente habilitados.

Cuidados antes de realizar procedimentos estéticos

A decisão também chama a atenção para a importância de verificar a procedência dos medicamentos utilizados em tratamentos estéticos.

Antes de realizar uma aplicação de toxina botulínica, o paciente pode solicitar informações sobre a marca, o lote, a validade e a origem do produto.

Também é importante observar as condições do estabelecimento e procurar profissionais habilitados para realizar o procedimento.

O cuidado não deve se limitar ao resultado estético. A segurança do paciente precisa ser considerada em todas as etapas, desde a escolha do profissional até a utilização de medicamentos de procedência comprovada.

Caso o paciente apresente sintomas inesperados após uma aplicação, deve procurar avaliação médica. Dificuldades para respirar, falar ou engolir exigem atendimento de emergência.

Anvisa determina apreensão e proíbe utilização do lote

A decisão foi formalizada por meio da Resolução RE nº 4.090, de 15 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 19 de outubro.

A norma determina a apreensão das unidades falsificadas e proíbe sua comercialização, distribuição e utilização em todo o território nacional.

A medida entrou em vigor na data da publicação.

É importante destacar que a determinação não representa a proibição de todos os medicamentos da marca Dysport, mas das unidades falsificadas identificadas no lote mencionado.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a quantidade de unidades irregulares encontradas ou sobre os locais onde esses produtos foram identificados.

Fiscalização busca proteger pacientes e profissionais

A atuação da Anvisa tem como objetivo impedir que medicamentos de origem desconhecida sejam comercializados e utilizados em procedimentos médicos e estéticos.

A falsificação de produtos farmacêuticos é uma preocupação para os órgãos de vigilância sanitária, especialmente quando envolve substâncias administradas diretamente no organismo.

A identificação de lotes irregulares permite que estabelecimentos de saúde adotem medidas preventivas e evitem o uso de produtos cuja qualidade não pode ser comprovada.

Para a população, a principal orientação é buscar atendimento em locais regularizados, esclarecer dúvidas antes dos procedimentos e verificar a procedência dos medicamentos.

A segurança deve ser prioridade em qualquer tratamento, inclusive naqueles realizados com finalidade estética.

Fontes: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Diário Oficial da União — Resolução RE nº 4.090/2026;

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