Mato Grosso do Sul deu mais um passo no fortalecimento do setor florestal com o início da produção comercial de novos clones de eucalipto desenvolvidos para consumir menos água, resistir melhor aos períodos de estiagem e aumentar a produtividade das florestas plantadas. A tecnologia é resultado de nove anos de pesquisas e chega em um momento em que os impactos das mudanças climáticas têm se tornado cada vez mais frequentes.
Ao todo, 14 clones foram selecionados após avaliações realizadas com centenas de materiais genéticos. A expectativa é de que as novas variedades aumentem em até 20% a produtividade das plantações, mesmo em regiões que enfrentam longos períodos de seca.
O projeto reúne empresas do setor de papel e celulose, instituições de pesquisa e universidades, com foco no desenvolvimento de florestas mais adaptadas às condições climáticas do país. Além da maior resistência à falta de água, os novos materiais também apresentam melhor desempenho contra doenças e ventos fortes, reduzindo perdas na produção.
Outro diferencial é a maior eficiência no uso dos recursos hídricos, característica considerada estratégica diante dos desafios ambientais enfrentados pelo agronegócio e pela indústria florestal. A expectativa é garantir maior estabilidade na produção de madeira sem comprometer o abastecimento das fábricas de celulose instaladas no Estado.
Reconhecido como o “Vale da Celulose”, Mato Grosso do Sul concentra algumas das maiores indústrias do setor no país. A chegada dos novos clones reforça o investimento em inovação, sustentabilidade e produtividade, consolidando o Estado como referência nacional na produção florestal.