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Ministério Público investiga fila de até 35 meses para exame urinário em Campo Grande

Mais de 1,3 mil pacientes aguardam avaliação urodinâmica na rede pública da Capital A demora para realização de exames que avaliam o funcionamento da bexiga e do trato urinário na rede pública de Campo Grande passou a ser investigada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. O tempo de

Mais de 1,3 mil pacientes aguardam avaliação urodinâmica na rede pública da Capital

A demora para realização de exames que avaliam o funcionamento da bexiga e do trato urinário na rede pública de Campo Grande passou a ser investigada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. O tempo de espera pode chegar a 35 meses, segundo informações apuradas pelo órgão.

Diante do cenário, a 32ª Promotoria de Justiça da Saúde Pública instaurou um inquérito civil para investigar as causas da fila prolongada e a oferta insuficiente do procedimento no sistema público de saúde.


Mais de 1.300 pacientes aguardam exame

Relatórios analisados pelo Ministério Público indicam que, nos últimos seis meses, a quantidade de exames realizados ficou muito abaixo do necessário para reduzir a demanda acumulada.

Atualmente, 1.393 pacientes aguardam na fila para realizar a avaliação urodinâmica — exame essencial para diagnosticar problemas como:

  • incontinência urinária
  • obstruções do trato urinário
  • alterações neurológicas que afetam a bexiga

Além da demora, o MPMS identificou divergências entre o número de exames previstos em contratos com hospitais e a quantidade efetivamente realizada.


Quatro hospitais realizam o procedimento

O exame urodinâmico é realizado em quatro unidades habilitadas na Capital:

  • Santa Casa de Campo Grande
  • Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian
  • Hospital do Câncer Alfredo Abrão
  • Hospital São Julião

O Ministério Público solicitou à Secretaria Municipal de Saúde informações atualizadas sobre a fila de espera, o tempo médio para realização do exame e as medidas adotadas para ampliar a oferta do serviço.

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul também deverá se manifestar sobre a organização e a distribuição dos atendimentos.


Direito à saúde

A investigação busca identificar possíveis falhas na gestão ou na execução dos serviços contratados. O MPMS afirma que acompanhará o caso para garantir o acesso da população ao diagnóstico e tratamento adequado dentro do Sistema Único de Saúde.

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