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Landmark se defende após ser chamado de fujão pelo próprio partido: ‘tentativa clara de desgaste’

O vereador Landmark Rios (PT) afirmou, nesta quarta-feira (18), que é alvo de uma ‘tentativa clara de desgaste’ dentro do próprio partido após faltar à sessão que manteve o veto ao projeto que barrava o aumento da Taxa do Lixo, em Campo Grande. A votação ocorreu no último dia 10

O vereador Landmark Rios (PT) afirmou, nesta quarta-feira (18), que é alvo de uma ‘tentativa clara de desgaste’ dentro do próprio partido após faltar à sessão que manteve o veto ao projeto que barrava o aumento da Taxa do Lixo, em Campo Grande.

A votação ocorreu no último dia 10 de fevereiro, na Câmara Municipal. Na ocasião, os vereadores analisaram o veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto que suspendia o reajuste. A oposição precisava de 15 votos para derrubar o veto, mas obteve 14, mantendo o aumento.

Landmark não participou da sessão por estar em Brasília, segundo ele, cumprindo agenda institucional para buscar recursos destinados à habitação, saúde e políticas públicas voltadas às comunidades vulneráveis de Campo Grande. O vereador afirmou que tentou participar remotamente, mas teve problemas técnicos que impediram a conexão no momento da votação.

A ausência motivou uma representação disciplinar protocolada por Ido Luiz Michels, chefe de gabinete do deputado federal Vander Loubet (PT), considerado padrinho político de Landmark. No documento, Michels pede a punição do vereador por suposta infidelidade partidária e classifica a ausência como “fuga” e “traição” aos eleitores.

Segundo a representação, em tempos de plenário virtual, a votação poderia ter sido feita pela internet. O texto afirma ainda que vereadores da bancada tentaram contato com Landmark durante a sessão, mas não teriam conseguido retorno.

O pedido foi encaminhado ao presidente municipal do PT, deputado estadual Pedro Kemp, e pode resultar em sanções que vão de advertência à expulsão do partido.

A denúncia também cita a indicação da esposa do vereador para receber uma homenagem no aniversário da Capital, apontando possível desvio ético.

Em nota divulgada à imprensa, Landmark rebateu as acusações e disse que o episódio está sendo usado para “arranhar” sua trajetória política.

“Há uma tentativa clara de desgastar a minha imagem dentro do partido. Estão pegando um fato isolado dentro de toda a minha trajetória para tentar descredibilizar um mandato que sempre foi coerente, combativo e alinhado às pautas do PT”, afirmou.

O vereador destacou que sempre votou de acordo com as orientações da Executiva Estadual, do Diretório Municipal e da bancada do partido na Câmara quando houve decisão coletiva. Ele também afirmou que esteve na linha de frente da oposição ao Executivo municipal, reforçando denúncias sobre possíveis irregularidades na saúde e encaminhando pedido de auditoria ao DenaSUS.

Landmark citou ainda projetos apresentados, como o “Ar no Busão”, e atuação em defesa da agricultura familiar, da reforma agrária e das comunidades periféricas. Segundo ele, em 2025 foi um dos parlamentares mais atuantes da Casa e o que mais apresentou emendas ao orçamento.

Para o vereador, o momento político contribui para o acirramento das disputas internas.

“Estamos às vésperas de um pleito importante. Não é segredo que meu nome vem sendo lembrado para novos desafios. Quem não tem trabalho para apresentar muitas vezes tenta enfraquecer quem construiu espaço com atuação concreta”, declarou.

Ele concluiu dizendo que permanece tranquilo e que continuará focado no mandato. “O tempo e os fatos colocam cada coisa no seu lugar.”

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