Drive-thru da vacinação contra gripe imuniza quase 4 mil pessoas em Campo Grande

Em apenas cinco dias de funcionamento, o drive-thru de vacinação contra a Influenza em Campo Grande aplicou 3.730 doses, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). A ação foi implementada para ampliar a cobertura vacinal diante do surto de gripe que tem causado superlotação nas unidades de saúde da Capital. A estratégia tem se mostrado eficiente ao facilitar o acesso da população à vacina, com atendimento direto nos veículos. “No sábado, chegamos a aplicar cerca de cinco doses por minuto, quase triplicando a expectativa inicial de 500 aplicações por dia”, destacou a enfermeira Maristela Chamorro. A colega Heloísa Lunardi informou que, no fim de semana, foram aplicadas 2.630 vacinas, sendo 1.470 no sábado (5) e 1.260 no domingo (6). Desde a abertura, na última quarta-feira (2), a procura tem sido constante, o que levou a equipe a intensificar os atendimentos. A vacinação gratuita segue disponível apenas para grupos prioritários, como idosos, crianças entre seis meses e seis anos, gestantes, puérperas, profissionais da saúde, professores e pessoas com comorbidades. O drive-thru funciona até o dia 17 de abril, no Quartel do Corpo de Bombeiros, localizado na Rua 14 de Julho. O atendimento ocorre de segunda a sexta, das 18h às 22h, e aos fins de semana das 7h às 11h e das 13h às 17h. A SES também informou que as 524 mil doses da vacina contra a gripe já foram distribuídas para os 79 municípios do Estado, após envio pelo Ministério da Saúde. A expectativa é ampliar gradualmente o público-alvo da campanha, conforme o avanço da imunização nos grupos prioritários.
Mude1Hábito: evento gratuito incentiva vida com mais saúde e qualidade em todas as idades

Promovido pela Unimed Campo Grande, programação acontece no dia 13 de abril, no Parque dos Poderes A hora de mudar chegou! No dia 13 de abril, a Unimed Campo Grande promove o Dia Nacional Mude1Hábito, um evento gratuito que já faz parte do calendário anual de ações da cooperativa e vai muito além da prática de atividades físicas, mas incentiva uma vida com mais saúde e qualidade para todas as idades. Com o objetivo de inspirar mudanças positivas no cotidiano das pessoas, o evento contará com aulas de alongamento, funcional e bike. Para as crianças, um playground animado e diversas brincadeiras, incluindo pintura facial, garantirão a diversão. E para completar o cronograma de atividades, a Feira da Sorte Unimed ofertará prêmios especiais para os participantes, e um DJ animará ainda mais a manhã de domingo. “O Dia Nacional Mude1Hábito reforça o compromisso da Unimed Campo Grande com a saúde e o bem-estar não só dos nossos beneficiários, mas de toda a população campo-grandense. E falar de hábitos saudáveis não se limita à prática regular de atividade física e uma alimentação balanceada, mas também de pequenas atitudes que contribuem para uma vida mais equilibrada, como ler mais, tomar mais água, abandonar vícios, praticar o autocuidado, cuidar da saúde mental, contemplar a natureza, cultivar amizades. Enfim, há uma infinidade de hábitos que ajudam a tornar a vida com mais qualidade e feliz, e esse é o propósito do nosso evento”, destaca Allison Victor Moreira, supervisor de Comunicação e Marketing da cooperativa. Mude1Hábito – é um movimento o Movimento Nacional da Unimed que promove o cuidado com a saúde, incentivando práticas saudáveis para que as pessoas possam viver mais e melhor. A ideia é começar devagar, aos poucos, sem cobranças inatingíveis, e essas mudanças podem ser na alimentação mais equilibrada, na prática regular de atividade física, no cuidado com a saúde emocional, enfim, com tudo aquilo que traga mais qualidade de vida às pessoas. Serviço: O Dia Nacional Mude1Hábito acontece no dia 13 de abril, das 8h às 12h, na Avenida do Poeta nº 322 – Jardim Veraneio / Parque dos Poderes.
Justiça Federal realiza mutirão de atendimento e saúde em aldeia indígena de Caarapó

Nos dias 7 e 8 de abril, a aldeia Te’yi´kue, da etnia guarani kaiowá, localizada em Caarapó (MS), receberá o projeto “Caminho do Acordo”, uma iniciativa da Justiça Federal de Mato Grosso do Sul que busca garantir acesso à Justiça e a serviços essenciais a populações em situação de vulnerabilidade social. O mutirão acontecerá das 9h às 16h, na Escola Estadual Indígena Yvy Poty, com atendimentos voltados a benefícios previdenciários como aposentadoria rural por idade, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão. Além dos serviços jurídicos, esta edição terá ações de saúde, promovidas em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Serão oferecidos atendimentos médicos, odontológicos, vacinação e realização de exames básicos. Os participantes devem apresentar documentos pessoais no local, para que os pedidos possam ser analisados diretamente por juízes federais, defensores públicos, procuradores e técnicos do INSS e da Funai. Havendo reconhecimento do direito, o acordo pode ser homologado na hora, sem necessidade de deslocamento posterior. O projeto é coordenado pelas Centrais de Conciliação da Justiça Federal, em articulação com a Defensoria Pública da União Foto: Divulgação/SED
Campanha de vacinação contra a gripe começa hoje

A campanha nacional de vacinação contra a influenza começa na próxima segunda-feira (7). A meta é imunizar 90% dos chamados grupos prioritários, que incluem crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes. Também podem receber a dose: Doses De acordo com o Ministério da Saúde, o imunizante distribuído na rede pública protege contra três vírus do tipo influenza e garante uma redução do risco de casos graves e óbitos provocados pela doença. Para a vacinação deste ano, a pasta adquiriu um total de 73,6 milhões de doses. No primeiro semestre, 67,6 milhões de doses devem ser distribuídas para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. No segundo semestre, 5,9 milhões serão enviadas para o Norte. Inverno amazônico A campanha, este ano, será realizada em dois momentos: “Enquanto no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste o pico de casos ocorre no outono e inverno (abril a junho), na Região Norte, devido ao clima tropical e ao regime de chuvas, a maior circulação do vírus acontece no segundo semestre, geralmente entre setembro e novembro, o chamado inverno amazônico”, destacou o ministério. Eficácia e segurança Ainda de acordo com a pasta, a vacina contra a gripe é capaz de evitar entre 60% e 70% dos casos graves e dos óbitos relacionados à doença. Em 2025, a dose contém as seguintes cepas: H1N1, H3N2 e B. A administração, de acordo com o ministério, pode ser feita junto a outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante é contraindicado para crianças menores de 6 meses e pessoas com histórico de anafilaxia grave após doses anteriores. “A influenza e a covid-19 continuam sendo ameaças para a saúde pública, especialmente para as pessoas não vacinadas”, ressaltou a pasta. Em 2024, a cobertura vacinal contra a gripe entre os públicos prioritários foi de 48,89% na Região Norte e 55,19% nas demais regiões. “O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação e conta com a participação de toda a população. Vacinar-se é um ato de cuidado próprio e coletivo. As vacinas são seguras, eficazes e gratuitas.”
Saúde amplia acesso a medicamento para pacientes com doença falciforme

O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (3) que vai incorporar o medicamento deferiprona para o tratamento da sobrecarga de ferro em pacientes com doença falciforme no Sistema Único de Saúde (SUS). Em nota, a pasta destacou que, com a incorporação, qualquer pessoa que precise de tratamento para acúmulo excessivo de ferro no organismo, independentemente da causa, terá acesso a todas as alternativas terapêuticas disponíveis na rede pública. Segundo o ministério, o excesso de ferro é uma condição comum em pessoas que convivem com a doença falciforme em razão da necessidade de transfusões sanguíneas frequentes, realizadas para controlar crises de dor e outras complicações. “O acúmulo de ferro no organismo, se não tratado, pode causar danos graves a órgãos vitais como coração, fígado e glândulas endócrinas”, alertou o comunicado. Entenda De acordo com a pasta, a deferiprona é um quelante de ferro – substância que se liga ao ferro em excesso no corpo e facilita sua eliminação pela urina. “Além de reduzir os riscos por conta do acúmulo de ferro, o medicamento tem melhor posologia em relação a outras opções, facilitando na adesão ao tratamento.” Até então, o uso da deferiprona no SUS era restrito a pacientes com talassemia maior que não podiam utilizar a desferroxamina devido a contraindicações, intolerância ou dificuldades de administração. A doença falciforme é uma doença genética e hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos tenham formato de foice. Essa alteração prejudica a circulação sanguínea, causando dor intensa, anemias, infecções e complicações em diversos órgãos. O Ministério da Saúde estima que, no Brasil, cerca de 60 mil pessoas vivam com a doença, que tem maior prevalência em pessoas negras. O tratamento inclui o controle dos sintomas, a prevenção de complicações e, em muitos casos, transfusões sanguíneas regulares.
Detecção precoce do autismo ajuda na alfabetização e inclusão escolar

Moradora de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a neurocientista e biomédica Emanoele Freitas começou a perceber que o filho, Eros Micael, tinha dificuldades para se comunicar quando ele tinha 2 anos. “Foi, então, que veio o diagnóstico errado de surdez profunda. Só com 5 anos, com novos exames, descobriu-se que, na realidade, ele ouvia bem, só que ele tinha outra patologia. Fui encaminhada para a psiquiatra, e ela me deu o diagnóstico de autismo. Naquela época, não se falava do assunto”, diz a mãe do jovem, que hoje tem 21 anos. Ser de um grau menos autonomo do espectro autista, também chamado de nível 3 de suporte, trouxe muitas dificuldades na vida escolar, que Eros frequentou até o ensino fundamental, com quase 15 anos. “O Eros iniciou na escola particular e, depois, eu o levei para a escola pública, que foi onde eu realmente consegui ter uma entrada melhor, ter uma aceitação melhor e ter profissionais que estavam interessados em desenvolver o trabalho”, acrescenta Emanoele. “Ele não conseguia ficar em sala de aula e desenvolver a parte acadêmica. Ele tem um comprometimento cognitivo bem acentuado. Naquele momento, vimos que o primordial era ele aprender a ser autônomo. Ele teve mediador, o professor que faz sua capacitação em mediação escolar. Meu filho não tinha condições de estar em uma sala de aula regular, e ele ficava em uma sala multidisciplinar”. A inclusão escolar e a alfabetização de crianças e adolescentes do espectro autista estão entre os desafios para a efetivação de direitos dessa população, que tem sua existência celebrada nesta quarta-feira (2), Dia Mundial de Conscientização do Autismo, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para difundir informações sobre essa condição do neurodesenvolvimento humano e combater o preconceito. Diretora-executiva do Instituto NeuroSaber, a psicopedagoga e psicomotricista Luciana Brites explica que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno de neurodesenvolvimento caracterizado por déficits de interação social, problemas de comunicação verbal e não verbal e comportamentos repetitivos, com interesses restritos. Características comuns no autismo são pouco contato visual, pouca reciprocidade, atraso de aquisição de fala e linguagem, desinteresse ou inabilidade de socializar, manias e rituais, entre outros. “Por volta dos 2 anos, a criança pode apresentar sinais que indicam autismo. O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento. Como o transtorno é um espectro, algumas crianças com autismo falam, mas não se comunicam, ou são pouco fluentes e até mesmo não falam nada. Uma criança com autismo não verbal se alfabetiza, mas a dificuldade muitas vezes é maior”, diz Luciana. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, na sigla em inglês) estabelece atualmente que as nomenclaturas mais adequadas para identificar as diferentes apresentações do TEA são nível 1 de suporte, nível 2 de suporte e nível 3 de suporte, sendo maior o suporte necessário quanto maior for o nível. Aprendizado A psicopedagoga ressalta que os desafios que surgem no processo de alfabetização no autismo não impedem que ele ocorra na maioria das vezes. “É possível a inserção do autista no ensino regular. A questão da inclusão é um grande desafio para qualquer escola, porque estamos falando de uma qualificação maior para os nossos professores”. Segundo Luciana, o mais importante é considerar a individualidade de cada aluno no planejamento pedagógico, fazendo as adaptações necessárias. “Atividades que podem estimular a consciência fonológica de crianças com autismo são, por exemplo, com sílabas, em que você escolhe uma palavra e estimula a repetição das sílabas que compõem a palavra. Outra dica são os fonemas, direcionando a atenção da criança aos sons que compõem cada palavra, sinalizando padrões e diferenças entre eles. Já nas rimas, leia uma história conhecida e repita as palavras que rimem”. A psicopedagoga acrescenta que as crianças autistas podem ter facilidade na identificação direta das palavras, ou seja, conseguem decorar facilmente, mas têm dificuldade nas habilidades fonológicas mais complexas, como perceber o seu contexto. “A inclusão é possível, mas a realidade, hoje, do professor, é que muitas vezes ele não dá conta do aluno típico, quem dirá dos atípicos. Trabalhar a detecção precoce é muito importante para se conseguir fazer a inserção de uma forma mais efetiva. É muito importante o sistema de saúde, junto com o sistema de educação, olhar para essa primeira infância para fazer essa detecção do atraso na cognição social. Por isso, é muito importante o trabalho da escola com o posto de saúde”, afirma Luciana. A especialista destaca que a inclusão é um tripé e depende de famílias, escolas e profissionais de saúde. “Professor, sozinho, não faz inclusão. Tudo começa na capacitação do professor e do profissional de saúde. É na escola que, muitas vezes, são descobertos os alunos com algum transtorno e encaminhados para equipes multidisciplinares do município”. Mãe em tempo integral A dona de casa Isabele Ferreira da Silva Andrade, mãe de dois filhos autistas, Pérola, de 7 anos, e Ângelo, de 3 anos. Isabele Ferreira/Arquivo Pessoal Moradora da Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro, a dona de casa Isabele Ferreira da Silva Andrade é mãe de duas crianças do espectro autista, Pérola, de 7 anos, e Ângelo, de 3 anos. Ela explica que o menino tem “autismo moderado”, ou nível 2 de suporte com atrasos cognitivos e hiperatividade. Já a filha, mais velha, tem “autismo leve”, nível 1 de suporte, e epilepsia. “Eu a levei no pediatra porque ela já tinha 2 anos e estava com o desenvolvimento atrasado, não falava muito. Ela falava uma língua que ninguém entendia. Vivia num mundo só dela, não brincava, não ria. Comecei a desconfiar. O pediatra me explicou o que era autismo e disse que ela precisava de acompanhamento. Eu a levei para o neurologista, para psicólogo, fonoaudióloga. Fiz alguns exames que deram alteração”, lembra Isabele. “Já meu filho foi muito bem até 1 ano de idade. Depois de1 ano, começou a regredir. Parou de comer, parou de brincar, não queria mais andar. Chorava muito. Comecei a achar estranho. Ele foi encaminhado ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da prefeitura. Fizeram a avaliação dele lá, por uma equipe multidisciplinar. Tentei continuar trabalhando, mas com as demandas da Pérola e do Ângelo, tive que parar de trabalhar
Hospital Regional convoca 164 aprovados em concurso público de 2024

O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) anunciou a convocação de 164 profissionais aprovados no concurso público realizado em 2024 pela Fundação Serviços de Saúde (Funsau). O decreto com a autorização para nomeação foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (1º). Serão chamados 96 enfermeiros e 35 médicos, além de outros profissionais da saúde para completar o quadro de servidores da unidade hospitalar. A convocação também inclui vagas destinadas a pessoas com deficiência (PcDs), negros e indígenas, conforme previsto em edital. O concurso ofereceu ao todo 279 vagas de níveis fundamental, médio e superior. Neste momento, a convocação contempla 162 vagas para cargos de nível superior, com destaque para a área da enfermagem, que receberá o maior número de profissionais. Confira os cargos que serão convocados: A nomeação seguirá a ordem de classificação dos candidatos que foram aprovados em todas as etapas do concurso, dentro da validade do certame. Os nomes dos convocados ainda não foram divulgados oficialmente.
Infraestrutura de vacinação de Mato Grosso do Sul terá reforço com aquisição de novos equipamentos

A aquisição de equipamentos visa aprimorar a infraestrutura das salas de vacina, garantindo melhor conservação e controle das doses Manter a conservação adequada de vacinas é um dos desafios da saúde pública, e Mato Grosso do Sul dá um passo importante para fortalecer sua rede de imunização. Com a aquisição de kits para salas de vacina em todo o estado, a infraestrutura desses espaços será aprimorada, garantindo maior segurança no armazenamento e no registro das doses aplicadas. A compra dos equipamentos será realizada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) com recursos provenientes de uma emenda parlamentar da senadora Soraya Thronicke. O investimento totaliza R$ 9.380.681,00 (nove milhões, trezentos e oitenta mil, seiscentos e oitenta e um reais). Após a aquisição, os equipamentos serão entregues aos 79 municípios sul-mato-grossenses, beneficiando um total de 439 salas de vacina. Cada unidade receberá um conjunto composto por refrigerador para conservação de imunobiológicos (capacidade de 300 litros, temperatura de 2º a 8ºC), computador desktop, nobreak e ar-condicionado tipo split. A distribuição será feita em duas etapas: na primeira fase, 197 salas de vacina serão contempladas, e, na segunda, mais 242 unidades receberão os equipamentos. O gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, afirma que o investimento fortalece a rede de imunização do estado e demonstra o compromisso da SES com a ampliação do acesso a vacinas e com a saúde pública como um todo. “A estruturação das salas de vacina é um passo fundamental para garantir a qualidade do serviço prestado à população. Com a aquisição desses novos equipamentos, estamos reforçando a segurança no armazenamento e na conservação dos imunizantes, assegurando que cheguem à população em perfeitas condições. Além disso, a informatização dos atendimentos permitirá um controle mais eficiente da aplicação das doses, beneficiando diretamente os usuários do SUS (Sistema Único de Saúde)”, afirma. O objetivo é estruturar os postos de vacinação em diversas regiões do estado, assegurando condições adequadas para armazenamento e manuseio das vacinas, além de melhorar a informatização dos atendimentos. A iniciativa reforça a importância de investir na estruturação das salas de vacina, garantindo não apenas a preservação dos imunizantes, mas também a qualidade do serviço prestado à população. Kamilla Ratier, Comunicação SESFoto: Bruno Rezende/Secom
Preço dos remédios pode subir até 5% a partir de hoje

A partir desta segunda-feira (31), entra em vigor o novo teto de reajuste dos preços de medicamentos no Brasil. A atualização foi definida pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que autorizou um reajuste máximo de 5% para este ano. A medida estabelece um limite para o aumento dos valores praticados, com o objetivo de evitar abusos e proteger o consumidor. No entanto, a aplicação do reajuste não é automática. Cabe às farmacêuticas, distribuidoras e estabelecimentos comerciais decidirem se irão ou não aplicar o aumento, dentro dos percentuais autorizados e conforme a concorrência do mercado. Como será o reajuste por categoria Os medicamentos são divididos em três categorias, e os percentuais de reajuste variam conforme o nível de concorrência dos genéricos em cada faixa: O índice autorizado para 2025 é superior ao reajuste de 4,5% aplicado no ano anterior, que havia sido alinhado à inflação. A tabela completa com os preços máximos permitidos está disponível no site da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
“Chegamos ao fundo do poço”, lamenta Rinaldo sobre crise na Santa Casa

A crise na Santa Casa de Campo Grande preocupa deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), após a Justiça determinar o repasse imediato do montante de mais de R$ 46 milhões, pactuados com a Prefeitura de Campo Grande, que está em atraso. A informação é do deputado Professor Rinaldo Modesto (Podemos), que disse lamentar a situação. “Chegamos ao fundo do poço, se é que há o fundo, chegamos a esse local. Digo isso com muita tristeza. Nunca usei microfone para usar da demagogia, não faz parte da minha natureza, mas a realidade é que estamos tratando de vidas e quando eu digo isso é que eu vi ontem que três médicos que foram até a delegacia fazer boletim de ocorrência de preservação de direitos, alegando o risco de perdermos a vida de 70 pacientes por falta de insumos para cirurgias. Isso é lamentável”, discursou. De acordo com o Rinaldo, há familiares de pacientes alegando que receberam telefonema de marcação de cirurgia após 60 dias do falecimento de quem estava esperando. “Ao longo da campanha foram dezenas de testemunhos como esse, mas a situação é muito pior que imaginávamos. Não tem um dia que eu não recebo pessoas que estão há anos precisando de atendimento. Por isso faço o apelo à Prefeitura que ressarça a Santa Casa a dívida que tem, com a contratualização tripartite, deixou de pagar. A Saúde está colapsada. A preocupação é de todos nós”, ressaltou. Rinaldo sugeriu pedido de ajuda da Prefeitura aos membros da bancada federal, pois é na Santa Casa que são resolvidos os casos de maior complexidade no estado. “Não deixe as pessoas morrerem de forma indigente. Sem contar os inúmeros que estão em uma cama com dor, à espera. E eu que achei que a pandemia ia ensinar o povo a ter mais empatia, mas parece que não mudou nada. A culpabilidade era em cima do ex-prefeito e agora? Não é possível que no momento de maior vulnerabilidade, contribui com os impostos e não tem o retorno com o atendimento. Fico na torcida que nenhuma vida venha se perder pela insensibilidade da gestão”, concluiu. O deputado Pedro Kemp (PT) concordou dizendo que a necessidade é urgente, tendo em vista que a Santa Casa também atende pacientes do interior. “O que é revoltante é que lembramos muito bem do processo eleitoral o discurso que tudo estava uma maravilha. E parece que está falida, não só na área da Saúde, mas podem ver nas outras áreas que a Prefeitura não consegue dar respostas mínimas aos buracos, aos CRAS, aos conselhos tutelares, sem condições mínimas. Quem sente muito de perto é quem mais precisa do atendimento, de fazer um exame mais completo. Fiquei muito preocupado com os médicos registrando na polícia, nunca vi isso. A prefeitura precisa dar prioridade”, destacou Kemp.