Unimed Campo Grande celebra 52 anos de contribuições para a saúde de Mato Grosso do Sul

Neste mês, a Unimed Campo Grande celebra 52 anos de história. Uma história marcada pelo compromisso contínuo com a saúde e o bem-estar da população de Mato Grosso do Sul. Reconhecida como o maior e melhor plano de saúde do estado, a cooperativa médica celebra mais de cinco décadas focada no atendimento de excelência e no constante aprimoramento dos seus serviços. Fundada em 1973, a cooperativa nasceu com a missão de promover acesso à saúde de qualidade para todos os sul-mato-grossenses. Ao longo dos anos, tem expandido seus serviços, sempre com inovação e infraestrutura de ponta, além de investir em recursos próprios, como o Hospital Unimed Campo Grande, o Laboratório Unimed CG – unidades 1 e Zahran, e sua rede credenciada, conquistando a confiança dos quase 130 mil beneficiários, assim como a de médicos cooperados e parceiros. A operadora também se tornou destaque em ações sociais, com programas preventivos, parcerias e iniciativas educativas que contribuem para a melhoria da saúde e da qualidade de vida de pessoas de todas as idades e classes sociais. Em sua trajetória, a Unimed Campo Grande ainda se consolidou como uma referência em cooperativismo, com um modelo de gestão que valoriza tanto os médicos cooperados quanto seus colaboradores e beneficiários, sempre pautada na ética e na transparência como valores fundamentais, criando um ambiente de confiança que tem sido crucial para o seu crescimento e sucesso. “Nesses 52 anos de trajetória, a Unimed Campo Grande permanece firme em seu compromisso de expandir, inovar e transformar o sistema de saúde de Mato Grosso do Sul, sempre com a missão de cuidar de cada vida com respeito, dignidade e carinho. Para nós, é uma honra fazer parte dessa história e acompanhar o seu crescimento exponencial, mas é também um desafio manter a excelência em tudo que nos propomos a oferecer, mesmo frente às adversidades da saúde suplementar”, destacou Dr. Eduardo Kawano, presidente do Conselho de Administração. Ao celebrar seus 52 anos, na próxima segunda-feira (12/5), a Unimed Campo Grande reafirma seu compromisso com a construção de um futuro cada vez mais saudável e acessível para todos. Com base na confiança, ética e inovação, segue como um pilar fundamental para a saúde de Mato Grosso do Sul.
Região Norte do Brasil registra casos de mpox

Entre 1º de janeiro e 30 de abril, o estado do Amazonas registrou 63 notificações de mpox, sendo 33 casos confirmados e 29 descartados. A Secretaria de Saúde do Amazonas informou que, até o momento, não há registro de óbito causado pelo vírus. Em nota, o órgão reforçou que pessoas que apresentarem sintomas suspeitos, incluindo febre, lesões na pele ou cansaço extremo, devem procurar atendimento médico em uma unidade básica de saúde (UBS), além de seguir orientações de isolamento. As orientações indicadas pela pasta para reduzir o risco de infecção são: No Pará, de 1º de janeiro à 23 de abril, foram confirmados 19 casos de mpox, sendo 14 apenas na capital, Belém. As demais infecções foram confirmadas nos municípios de Ananindeua e Marituba, além de um caso importado de outro estado. Também em comunicado, a Secretaria de Saúde do Pará nega surto no estado e destaca alinhamento e comprometimento para fortalecer medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. “É fundamental que os profissionais dos municípios estejam atentos com os fluxos de notificação e diagnóstico que já estão bem estabelecidos pela secretaria, que segue as diretrizes do Ministério da Saúde para que a doença não se propague.” Nova cepa Em março, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de infecção pela cepa 1b da mpox no Brasil. A paciente, uma mulher de 29 anos que mora na região metropolitana de São Paulo, teve contato com um familiar que esteve na República Democrática do Congo, país que enfrenta surto da doença. Em nota, o ministério informou que o caso no Brasil foi confirmado laboratorialmente, por meio da realização de sequenciamento para caracterizar o agente infeccioso. O exame permitiu a obtenção do genoma completo que, segundo a pasta, é muito próximo aos de casos detectados em outros países. “Até o presente momento, não foram identificados casos secundários. A equipe de vigilância municipal mantém o rastreamento de possíveis contatos”, destacou o comunicado. Ainda de acordo com o ministério, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi informada sobre o caso e a pasta, junto às secretarias estadual e municipal de Saúde, solicitou o reforço da rede de vigilância epidemiológica e o acompanhamento da busca ativa de pessoas que tiveram contato com a paciente. Doença Causada pelo vírus Monkeypox, a doença pode se espalhar entre pessoas e, ocasionalmente, do ambiente para pessoas, por meio de objetos e superfícies que foram tocados por um paciente infectado. Em regiões onde o vírus está presente entre animais selvagens, a mpox também pode ser transmitida para humanos que tenham contato com os animais infectados. A infecção pode causar uma série de sinais e sintomas. Embora algumas pessoas apresentem sintomas menos graves, outras podem desenvolver quadros mais sérios e necessitar de atendimento em unidades de saúde. O sintoma mais comum é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode começar com ou ser seguido de febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal. Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Foto: Reuters/Dado Ruvic
Saúde Mental Materna: Chamado para o Cuidado e o Respeito no Maio Furta-Cor

A sociedade costuma idealizar a mãe como uma figura sempre amorosa, paciente e realizada. Quando demonstra cansaço, tristeza, dúvidas e ansiedade, a mulher é muitas vezes julgada como descontrolada, surtada, exagerada ou fraca, já que foge do ideal enraizado pelo machismo e pelas pressões culturais. Todo este estigma impede que milhares de mães recebam o cuidado necessário. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostram que cerca de 1 em cada 4 mulheres desenvolve sintomas de ansiedade ou depressão no período gestacional ou pós-parto. Muitas jamais são diagnosticadas. Outras até desconfiam, mas preferem se calar para não serem vistas como “loucas”. Foi o que aconteceu com A.P, ao dar à luz ao primeiro filho. “Quando meu bebê tinha seis meses, percebi que havia algo errado. Eu estava prostrada e cansada. Dava de mamar, fazia arrotar e ninava no automático. Quando tomava banho, chorava muito. Tinha vergonha de me abrir com alguém e ser julgada. Tinha uma culpa enorme por sentir uma tristeza profunda. Hoje, lembrando esses momentos, percebo o quanto é cruel o silêncio que cerca a saúde mental das mães”, disse. O relato de A.P. ecoa o de tantas outras que enfrentam batalhas invisíveis. A pressão para corresponder a um ideal de maternidade inalcançável, tem calado as dores e isolado mães em um sofrimento que poderia ser tratado. “Muitas mulheres acabam desenvolvendo quadros depressivos e acham que os sintomas são típicos do período do puerpério. Sem conseguir fazer o autocuidado, ela pode ter raiva do bebê ou não consegue oferecer os cuidados básicos dessa criança. Em casos mais graves, chega até mesmo a ter quadros de psicose. É preciso ficar atenta a qualquer sinal que possa ser de quadro depressivo”, destacou a médica psiquiatra Carolina Gomes da Silva. Campanha Maio Furta-Cor Diante de tantos silêncios e diagnósticos tardios, tornou-se urgente romper com a ideia de que o sofrimento faz parte da maternidade e, mais do que isso, garantir que essas mulheres sejam vistas, acolhidas e cuidadas. Foi com esse propósito que nasceu a Campanha Maio Furta-Cor, instituída oficialmente em Mato Grosso do Sul pela Lei 6.121 de 2023. A norma, de autoria do deputado Pedro Kemp (PT), prevê a realização de palestras, cursos, oficinas, seminários, distribuição de material informativo como forma de conscientização da população sobre a saúde mental materna. “A campanha visa dar visibilidade às diferentes nuances da maternidade que, assim como a cor que lhe dá nome, muda de acordo com a luz. Ser mãe é uma experiência intensa e merece ser tratada com empatia e responsabilidade”.
Pessoas que usam medicamento preventivo contra HIV terão vacina contra hepatite A no SUS

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (2) que usuários da PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), medicamento usado na prevenção ao HIV, passarão a receber gratuitamente a vacina contra hepatite A pelo SUS. A medida tem como objetivo conter surtos da doença, especialmente entre adultos, público que registra maior gravidade nos casos. A decisão leva em conta o novo perfil epidemiológico da hepatite A no país. A vacinação infantil já reduziu em 95% os casos entre crianças, mas o número de infecções em adultos cresceu — especialmente entre pessoas com práticas sexuais de maior risco, como homens que fazem sexo com homens (HSH). “Vamos conseguir reduzir riscos de internação, casos graves e óbitos por hepatite A no SUS, protegendo a população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Como será a vacinação? Atualmente, mais de 120 mil pessoas fazem uso da PrEP no Brasil. A meta do governo é vacinar 80% desse público. Hepatite A: o que é e como se transmiteTrata-se de uma inflamação no fígado causada por um vírus. A forma mais comum de transmissão é fecal-oral (água ou alimentos contaminados), mas a partir de 2016 a OMS passou a observar surtos relacionados a práticas sexuais, inclusive em países com baixos índices da doença. No Brasil, o primeiro caso de transmissão sexual foi registrado em São Paulo em 2017. Desde então, 786 casos foram diagnosticados, com duas mortes confirmadas. A maior parte dos surtos foi controlada com campanhas de vacinação.
Anvisa volta a proibir venda do creme dental Colgate

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) retomou a proibição da comercialização do creme dental Colgate Total Clean Mint em todo o território nacional. A medida volta a valer após a própria fabricante ter retirado o recurso judicial que havia apresentado contra a interdição. A suspensão do produto havia sido determinada no dia 27 de março como medida cautelar após relatos de consumidores sobre possíveis reações alérgicas. Os sintomas relatados incluíam ardência na boca, inchaço, irritação e vermelhidão após o uso do creme dental. No mesmo dia da decisão inicial, a Colgate obteve uma liminar que interrompeu temporariamente os efeitos da medida. No entanto, com a retirada voluntária do recurso pela empresa, a proibição volta a vigorar. Em nota oficial, a Colgate afirmou que a decisão de retirar o recurso foi motivada pelo “avanço das investigações técnicas junto à Anvisa” e destacou que a empresa segue colaborando com o órgão regulador. A marca reforçou ainda sua confiança na segurança e qualidade do produto.
Vacinação contra gripe continua nesta sexta em supermercados de Campo Grande

A campanha de imunização contra a gripe segue nesta sexta-feira (2), ponto facultativo após o feriado do Dia do Trabalhador, com plantões de vacinação em dois supermercados de Campo Grande. As doses estarão disponíveis no Comper da Avenida Tamandaré (nº 635) e no Fort Atacadista Parati (Rua da Divisão, nº 1.208), das 9h às 15h. Podem se vacinar todas as pessoas com mais de seis meses de idade, desde que não estejam com sintomas gripais no momento da aplicação. É necessário apresentar documento com foto ou cartão do SUS. Confira a programação do fim de semana: 📍 Sábado (3/5):🕘 9h às 16h – Pátio Central Shopping (Rua Marechal Rondon, 1380) 📍 Domingo (4/5):🕚 11h às 17h – Shopping Norte Sul Plaza (Av. Ernesto Geisel, 2.300)
Campo Grande enfrenta colapso na saúde com leitos 100% ocupados e mais de 200 pessoas na fila

A cidade de Campo Grande vive um cenário crítico na área da saúde. Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) nesta terça-feira (29) mostram que 229 pessoas estão à espera de internação — sendo 186 adultos e 43 crianças. A ocupação total dos leitos (100%) agrava a situação, com UTIs neonatais e pediátricas completamente lotadas. As 49 vagas disponíveis para recém-nascidos estão em uso, e os 24 leitos pediátricos também não têm mais disponibilidade. Entre os hospitais, a Santa Casa registra 18 pacientes na fila, com apenas 6 leitos. No Hospital Regional, a situação se repete: 18 aguardando e 6 vagas disponíveis. O Hospital do Pênfigo tem apenas 2 leitos, ambos ocupados. Diante do agravamento da crise, a prefeitura decretou estado de emergência no último sábado (26) e anunciou medidas emergenciais, como a ampliação do atendimento pediátrico 24h nas unidades: Além disso, clínicos gerais de outras unidades foram treinados para atender casos de doenças respiratórias. A secretária municipal de saúde, Rosana Leite, destacou que todos os profissionais passaram por capacitações específicas em abril, e que a estrutura de apoio conta com equipes móveis para reforço em locais com alta demanda. Outra medida adotada foi a contratação emergencial de 40 médicos, visando reforçar as escalas de plantão nas unidades de saúde. 💉 Vacinação contra a gripe ampliada Na tentativa de conter o avanço das doenças respiratórias, a vacinação contra a Influenza foi estendida para toda a população a partir de segunda-feira (28). O infectologista Júlio Croda, da Fiocruz, reforça que a vacinação em massa pode reduzir internações: “Com coberturas elevadas e aplicação rápida, é possível evitar hospitalizações. A proteção já começa a aparecer cerca de sete dias após a dose.” Croda também fez um alerta para pessoas acima de 60 anos e com comorbidades: “Evitem aglomerações e, se necessário, usem máscara como forma de proteção adicional.”
Alta de covid-19 faz cidade do Amazonas retomar uso de máscara

A prefeitura de São Gabriel da Cachoeira, na região da cabeça do cachorro, no Amazonas, decretou o retorno do uso obrigatório de máscaras em ambientes fechados, como repartições públicas, estabelecimentos comerciais, escolas, igrejas e transportes coletivos. A medida, anunciada na última sexta-feira (25), foi tomada em razão do aumento nos casos de covid-19 no município. A ação atende uma recomendação da Defensoria Pública do Amazonas. De acordo com o órgão, somente em abril, o município, distante a 852 km de Manaus, havia registrado quase 400 casos positivos de covid-19 de 897 suspeitos. Em março, de 197 casos suspeitos, foram registrados 87 casos positivos. Em dezembro do ano passado, o número de casos registrados foi 14. “A alta procura pelos testes revelam outra informação: mesmo os casos negativos para covid-19 indicam que outras viroses respiratórias estão circulando na cidade, colocando em risco a saúde da população”, diz ofício encaminhado pelo defensor público Marcelo Barbosa à Secretaria Municipal de Saúde, na quarta-feira (23), recomendando a medida. Além da obrigatoriedade do uso de máscaras, a prefeitura também restringiu o acesso às áreas indígenas para pessoas que não apresentem caderneta de vacinação contra a covid-19 atualizada ou teste negativo realizado nas últimas 48 horas. O decreto permanecerá vigente enquanto houver recomendações das autoridades sobre o uso de máscaras. Segundo a prefeitura, a medida visa proteger a população local, especialmente as comunidades indígenas, que representam cerca de 90% dos habitantes do município. Em nota, a prefeitura anunciou o adiamento do evento de lançamento do Festival Cultural dos Povos Indígenas do Alto Rio Negro (Festribal), que ocorreria no sábado. “Informamos que nova data será divulgada em tempo oportuno”, diz aviso da prefeitura. A Secretaria Municipal de Saúde informou que está realizando testes rápidos de covid-19 nas unidades básicas de saúde (UBS), para pessoas que apresentarem sintomas gripais. A fiscalização para o cumprimento das determinações do decreto ficará a cargo de órgãos e do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), que poderão solicitar documentação comprobatória, no caso da entrada em áreas indígenas. O descumprimento das medidas determinadas poderá resultar em sanções administrativas, além de outras medidas cabíveis conforme a legislação vigente. Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Pergunta de médico motiva Yuri a mudar de vida após 9 anos de hipertensão

“Como você vai correr atrás da sua filha?” A pergunta feita pelo médico foi determinante para Yuri mudar hábitos nove anos após diagnóstico de hipertensão Cardiologista explica que hábitos saudáveis são determinantes para prevenção e controle da doença, muitas vezes, silenciosa Aos 15 anos, Yuri Lucas Correa Wandscheer estava no auge da juventude. Sua rotina era dividida entre estudos, amigos e planos para o futuro, como a de muitos jovens nessa idade. Mas uma dor de cabeça intensa que entendia pela nuca e a cervical passou a incomodá-lo. Depois de procurar um médico, o diagnóstico veio logo: hipertensão arterial. Apesar do histórico familiar — pai e avós também hipertensos, o garoto cheio de sonhos não imaginava que poderia ser afetado tão cedo pela doença “Eu não imaginava que poderia desenvolver a doença tão cedo, na verdade, nem passava pela minha cabeça”, relembra. E como tantos jovens, seguiu a vida normalmente acreditando que bastava tomar o remédio prescrito pelo médico e seguir em frente. Já com 24 anos, casado, Yuri e a esposa sonhavam em ser pais. E foi durante uma consulta de rotina, enquanto compartilhava com o médico os planos de engravidar, que veio a pergunta do especialista: ‘como você vai fazer pra correr atrás da sua filha?’. A pergunta, que parecia simples, naquele instante, foi um divisor de águas na vida dele. Imaginado como seria cuidar do filho (a), sem ter saúde, decidiu dar o primeiro passo. Melhorou a alimentação, cortou o açúcar de forma significativa, passou a praticar atividade física regularmente, inicialmente com musculação e, mais tarde, entrou para o Clube de Corridas da Unimed Campo Grande, um programa voltado para colaboradores como forma de incentivar hábitos saudáveis na rotina. Hoje, corre três vezes por semana e até agora já perdeu 8kg. Ciente que ainda precisa perder mais peso, afirma que já tem colhido bons frutos com as mudanças adotadas até aqui: “tenho muito mais disposição, meu humor melhorou muito, as noites de sono são mais tranquilas, até medicação que tomo diariamente diminuiu e agora consigo enxergar uma vida com outra perspectiva, muito melhor, com certeza”, fala orgulhoso. Mas o melhor presente dessa nova fase de Yuri chegou há nove meses: Noemi, a filha tão esperada. “Muita coisa melhorou na minha vida depois que entendi a importância da mudança de hábitos, mas a melhor coisa de todas foi ver minha filha nascer. Hoje ela tem só nove meses, mas eu já estou ansioso para vê-la andar e correr. Quero falar pro meu médico que aquela pergunta foi uma virada de chave na minha vida”, revela Yuri, com sorriso largo no rosto e um brilho de gratidão no olhar. O que diz especialista sobre a hipertensão Cardiologista da Unimed Campo Grande, Dr. Délcio Gonçalves Júnior, alerta que um dos maiores desafios no controle da hipertensão é a adesão ao tratamento. “Estudos mostram que apenas 25% dos pacientes que sabem que são hipertensos tomam a medicação adequadamente. E apenas 12,5% desses pacientes estão com a pressão arterial bem controlada, dentro das metas estabelecidas”, afirma. O médico explica que hipertensão arterial é uma doença silenciosa e muitas vezes sem sintomas evidentes, mas que pode causar danos sérios ao coração, cérebro, rins e vasos sanguíneos. “Se não controlada corretamente, pode resultar em infarto, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral e insuficiência renal crônica”, alerta. Para prevenir ou controlar a doença, o especialista destaca a importância de adotar hábitos saudáveis. “Todo adulto deve aferir a pressão regularmente, ao mesmo 1 vez ao ano. Para aqueles com fatores de risco, como obesidade, diabetes, tabagismo e histórico familiar de hipertensão, a aferição deve ser mais frequente. Além disso, é essencial praticar atividades físicas, ter uma alimentação saudável, não fumar, não abusar de álcool e controlar o estresse”, recomenda. Comunicação Unimed Campo Grande
Exercícios podem prevenir quedas em idosos e melhorar recuperação

Os brasileiros estão vivendo mais, e as pessoas com idade acima de 65 anos já passam de 10% da população, conforme dados do último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cuidados simples previnem uma das principais causas de diminuição da qualidade de vida entre os idosos, que podem inclusive resultar em incapacidade permanente e morte: as quedas. O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) estima que, anualmente, um terço das pessoas com mais de 65 anos sofrem quedas, proporção que sobe para 40% entre os idosos a partir de 80 anos. E o local onde ocorrem mais quedas é dentro da própria casa. A fisioterapeuta Raquel Gonçalves, que é doutora em ciências da reabilitação pela Universidade de São Paulo (USP), diz que a população já tem mais consciência sobre as adaptações necessárias no ambiente, como a retirada de tapetes, colocação de barras de apoio em locais de maior perigo, como o banheiro, e o uso de sapatos antiderrapantes. Ainda existem, porém, pessoas que negligenciam a atividade física, essencial para melhoria da resistência, flexibilidade e equilíbrio, o que reduz o risco de quedas. “A pessoa que se mantém ativa ao longo da vida ou começa a fazer exercícios vai ter um processo de envelhecimento muito diferente. A gente fala muito de sarcopenia, que é a perda de massa muscular e se você faz atividade física, você evita essa sarcopenia, que já começa aos 30 anos. Então, quando você chegar aos 65, 70 anos, se mesmo assim eventualmente acontecer algum tipo de queda ou fratura, a recuperação é muito mais fácil”, complementa Raquel. De acordo com a especialista, mesmo quem já é idoso e não acumulou essa reserva ao longo da vida, se beneficia dos exercícios iniciados nessa fase: “Eles podem ser administrados por um fisioterapeuta, claro, mas também podem ser reproduzidos por um familiar ou um cuidador. Mesmo exercício simples de equilíbrio, de força muscular, já contribuem muito.” Raquel também reforça que a reabilitação após a queda é essencial para que a pessoa recupere sua qualidade de vida: “Quando o idoso cai, se ele tiver uma fratura, geralmente ele perde autonomia, muitas vezes precisa ficar de repouso na cama… Isso tem uma consequência psicológica muito grande. Além disso, ele começa a ter uma perda de massa muscular cada vez mais acentuada, porque ele está imóvel”. Ela alerta que os exercícios não podem ser abandonados após a recuperação. “Muita gente pensa: ‘melhorei um pouco, então eu posso parar’. Não! Tem que pensar: ‘eu me recuperei, agora eu vou permanecer fazendo os exercícios, para manter essa massa muscular, para manter a minha força e não ser tão afetado com o passar do tempo’”, afirma a fisioterapeuta. Tâmara Freire – Repórter da Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil