Governo antecipa 13º salário de aposentados do INSS para abril e maio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto de antecipação do 13º de aposentados e pensionista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como feito em outros anos. A primeira parcela será paga em abril e a segunda, em maio. Lula ainda firmou o decreto que regulamenta as mudanças no Fundo Social, que destina R$ 18 bilhões para o programa Minha Casa, Minha Vida. O presidente também voltou a prometer a ampliação do Minha Casa, Minha Vida para a classe média e anunciou a implementação da TV 3.0, sistema integrado de televisão aberta e internet. Lula participou do evento intitulado O Brasil dando a volta por cima, que, segundo ele, foi “um breve balanço daquilo que fomos capazes de realizar em apenas dois anos”. A solenidade ocorreu no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, com a presença de ministros, parlamentares e representantes de movimentos sociais. Balanço “Ao longo de 2023 e 2024, o governo federal se dedicou à reconstrução de políticas que, além de recuperar a economia, alcançaram resultados importantes na redução da fome e da pobreza, no acesso ao trabalho e em áreas como educação, saúde, infraestrutura e relações exteriores”, destacou a Presidência. Entre os números apresentados estão: Economia – O Brasil voltou para o ranking das dez economias do mundo. Nos últimos dois anos, o país cresceu duas vezes mais que a média registrada entre 2019 e 2022. O Produto Interno Bruto (PIB – soma dos bens e serviços produzidos) foi de 3,2% em 2023 e de 3,4% em 2024. Empregabilidade – O Brasil registrou em 2024 a menor taxa de desemprego dos últimos 12 anos, de 6,6%, “situação de quase pleno emprego”, disse a Presidência. Em 2021, o indicador havia chegado a 14,9%, o maior da série histórica. Desde 2023, mais de 3,2 milhões de empregos formais foram gerados. O salário mínimo também foi reajustado acima da inflação. Comércio internacional – Nos últimos dois anos, o presidente manteve reuniões com líderes de 67 países. Mais de 340 mercados foram abertos para produtos do agronegócio e a inserção comercial brasileira foi ampliada, em acordos com China, União Europeia e Oriente Médio. Em 2025, o país sedia a Cúpula do Brics, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) e assume a presidência do Mercosul. Combate à fome – “O Brasil retomou múltiplas políticas para nutrição e combate à fome e tornou-se uma das nações que mais reduziram a insegurança alimentar no período”, diz. Relatório das Nações Unidas apontou que a insegurança alimentar severa caiu 85% no Brasil em 2023. Em números absolutos, 14,7 milhões deixaram de passar fome no país. A insegurança alimentar severa, que afligia 17,2 milhões de brasileiros em 2022, caiu para 2,5 milhões. Nesse sentido, o programa Bolsa Família protege mais de 20 milhões de famílias todo mês, com repasse mínimo de R$ 600. Mais Médicos – Para ampliar o acesso ao atendimento em saúde, o Mais Médicos dobrou o número de vagas. São mais de 26 mil profissionais atuando, após o programa ter sido reduzido a 13 mil. Hoje, eles chegam a 4,5 mil municípios e cobrem uma região com 64 milhões de brasileiros. Farmácia Popular – O Farmácia Popular, hoje, oferece 41 medicamentos de forma gratuita, incluindo fraldas geriátricas. Cirurgias no SUS – Houve recorde de cirurgias eletivas no SUS, com mais de 14 milhões de procedimentos em 2024, alta de 37% em relação a 2022. Ambulâncias – O Ministério da Saúde aumentou em cinco vezes a entrega de ambulâncias do Samu. Entre 2019 e 2022, 366 foram distribuídas. Nos últimos dois anos, o número subiu para 2.067. Vacinação – “Após superar um período de negacionismo, o Brasil saiu da lista de países com mais crianças não vacinadas no mundo, segundo o Unicef”, diz o governo. A cobertura vacinal aumentou consideravelmente para 15 das 16 vacinas infantis. Pé-de-meia – O programa Pé-de-Meia é um dos destaques no estímulo à educação. Criado para garantir a permanência de estudantes do ensino médio em sala, o incentivo financeiro já chega a 4 milhões de jovens. O programa transfere até R$ 9,2 mil por alunos durante os três anos do ensino médio. Escola integral – “Mais tempo na escola, atividades esportivas, culturais e científicas, além de tranquilidade para os pais trabalharem”. É essa a perspectiva do governo para o ensino em tempo integral, que chegou a mais de 1 milhão de estudantes, o equivalente a 33 mil salas de aula. Ensino superior – O governo federal anunciou 10 novos campi de universidades, 400 obras em universidades e hospitais universitários pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e 102 novos institutos federais de educação. As bolsas de estudo da pós-graduação também foram reajustadas depois de 10 anos. Nova indústria – Criado para fomentar o desenvolvimento produtivo, o programa Nova Indústria Brasil estimula o setor. A indústria cresceu 3,3% em 2024 e foi um dos destaques para puxar o PIB de 3,4% do Brasil. O setor sozinho gerou quase 200 mil empregos formais no ano. Novo PAC — Desenvolvido pelo governo federal a partir de prioridades de estados e municípios, o Novo PAC envolve mais de 20 mil obras e ações. Os investimentos superam R$ 1,8 trilhão para acelerar o crescimento do Brasil. Habitação – O Minha Casa, Minha Vida foi modernizado e ampliado, com a contratação de mais de 1,2 milhão de moradias em dois anos. Agronegócio — O Brasil tem o maior volume de investimentos da história do agronegócio, superando R$ 765 bilhões de crédito para a produção agropecuária pelo Plano Safra. Servidores – O Concurso Público Nacional Unificado atraiu mais de 2 milhões de candidatos para 6.640 vagas na administração pública. O formato inclusivo, com provas em todas as unidades da federação, será adotado novamente em 2025. Imposto de renda – O governo federal isentou do Imposto de Renda (IR) 10 milhões de pessoas com renda de até dois salários mínimos. Além disso, já foi enviado ao Congresso o projeto que concede isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês e desconto progressivo até R$ 7 mil, o que deve tirar outros 10 milhões de brasileiros do IR a partir de 2026. Turismo – O Brasil teve recorde de 6,7 milhões
Criação da Universidade do Pantanal impulsionará desenvolvimento à região

A manifestação externa desta quinta-feira (3) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) foi de um representante do movimento UFPantanal, que destaca-se pela defesa da criação da Universidade Federal do Pantanal. Convidado pela deputada Gleice Jane (PT), o professor Helvio Rech, doutor em Ciência e Mestre em Energia pela Universidade de São Paulo (USP), defendeu na tribuna o projeto que ultrapassa o campo educacional, trazendo o desenvolvimento para uma região. “Trata-se da universidade pública, autônoma, sediada no coração do Pantanal e da América do Sul, um verdadeiro centro de excelência em pesquisas sobre áreas úmidas capaz de articular esforços científicos, tecnológicos e sociais, desenvolvendo ações concretas para a preservação desse patrimônio natural único e impulsionar o desenvolvimento econômico”, explicou. “Como motor econômico, a universidade será grande empregadora, centro de formação profissional, estimulando a economia local e regional, sua atuação influenciará investimentos em setores estratégicos, como o turismo sustentável, biotecnologia e energias renováveis, com impacto direto no desenvolvimento regional. Projetos de infraestrutura, como a construção de um novo campus universitário para a cidade de Corumbá, moderno, com biblioteca, laboratórios, ajudam a revitalizar a cidade e a região do seu entorno. A história mostra que onde há universidade, há crescimento econômico, inovação, qualificação de mão de obra, novas oportunidades de emprego e impacto social permanente. Exemplos são os de Santa Maria e Pelotas, e aqui temos Dourados”, continuou Helvio Rech. O professor destacou também que a história da universidade no Brasil é tardia. “Só chegou nos anos 20 a primeira universidade, seis foram implementadas em 1950, foi aumentado o número de universidade, e em uma nova fase a partir de 2002, foram criadas 29 universidades de 2019 federais para cá, essas últimas tinham a missão clássica de ajudar também no desenvolvimento regional, e esse movimento ainda não está completo. Em Mato Grosso do Sul, há apenas duas universidades federais, está na hora de termos a nossa terceira, um investimento federal permanente. Temos quase oito mil assinaturas em apoio a criação da universidade. É necessário nos unir. Faço um apelo aos senhores”, concluiu Helvio Rech. O deputado Pedrossian Neto (PSD) ressaltou a necessidade da educação para o desenvolvimento de um local. “A fala tem componente histórico, lembro do meu avô, Pedro Pedrossian, que foi governador do Estado, sonhou Mato Grosso do Sul [MS], e antes sonhou Mato Grosso [MT], e quando perguntado qual sua grande obra, ele falou sobre as universidades em ambos lugares, e quando achavam que era impossível levar para o interior, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul [Uems], fundada inicialmente atendendo 15 pólos, ampliando o ensino superior da capital ao interior. Quando vejo alguém sonhando esse projeto, não posso deixar de somar-me a esse projeto. Sim, é possível, e eu gostaria de incluir também a cidade de Miranda nesse projeto. A universidade tem que capturar e preparar as pessoas para as grandes tendências do século XXI. Conte conosco, vamos junto construir esse grande sonho”, frisou. O deputado Paulo Duarte (PSB) relatou qua a deputada Gleice Jane fará documento, que será encaminhado pela Casa de Leis, pedindo apoio a essa causa ao governador do Estado, Eduardo Riedel (PSDB). “Corumbá, por ser de fronteira como outras, ficou a margem do desenvolvimento por conta de gestões de governo e também restrições de caráter ambiental. A universidade é importante pois teria um orçamento próprio para este local, geraria a indústria do conhecimento, fortaleceria as relações de fronteira, e com certeza entendo que é a grande chance de desenvolvimento da região que tem limitações por conta das questões ambientais. Parabéns, conte conosco nessa luta. Sou um entusiasta dessa causa”, declarou o parlamentar. O deputado e vice-presidente da Assembleia Legislativa, Renato Câmara (MDB), também considera essencial a instalação da universidade no Pantanal. “Eu quero me somar a essa luta. Tenho a clara convicção da necessidade de termos uma universidade no Pantanal. Vi claramente isso como aluno da Fundação Bradesco, tive esse impacto em saber como é diferente produzir no Pantanal e no cerrado, acompanhei como agrônomo da UFMS quando foi transformado UFMS em Universidade da Grande Dourados [UFGD], que, na minha época, eram engessada as pesquisas para a localidade, a UFGD trouxe autonomia para pensar a região, ganha-se então autonomia, como já aconteceu em Dourados, em Corumbá e na região do Pantanal, trazendo um ganho incrível, pensando o Pantanal em soluções pro desenvolvimento dessa região tão importante. Conte comigo, com meus esforços e minhas emendas”, destacou. A deputada Gleice Jane (PT) detalhou o que foi dito a ela quando ela visitou as comunidades ribeirinhas. “Vejo que essa universidade também atende a demanda da população. Precisamos de mais pesquisa, de desenvolvimento, esse projeto vem de encontro ao anseio da população e a necessidade de desenvolvimento econômico pautado em novas rotas em relação aos países vizinhos, à rota bioceânica. E precisamos, nesse novo momento do Estado de Mato Grosso do Sul, ter um Estado forte. A produção de conhecimento local, como mencionada por Renato Câmara, ajuda a desenvolver a região. O Pantanal merece essa universidade, a fronteira merece. Corumbá pode ser um portal de integração da fronteira, como um portal binacional. Esse pode ser mais um movimento de unificação da ALEMS, junto ao Governo do Estado e ao federal, um movimento fundamental ao desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, em especial do bioma Pantanal que pede socorro nesse momento e a universidade pode ser uma grande resposta para aquela comunidade e para Mato Grosso do Sul. Parabéns e contem com a gente nesta luta”, ressaltou. Helvio Rech defende criação da UFPantanal
Seminário Internacional propõe estratégias integradas para prevenir incêndios no Pantanal

Campo Grande sediou, nesta quarta-feira (2), o Seminário Internacional de Manejo Integrado do Fogo no Pantanal, reunindo especialistas, pesquisadores e autoridades do Brasil e de outros países para debater ações eficazes de prevenção e combate aos incêndios que ameaçam o bioma pantaneiro. O encontro teve como foco principal a troca de experiências e a articulação entre diferentes setores para fortalecer a política de Manejo Integrado do Fogo (MIF), especialmente diante do cenário preocupante de estiagem prolongada e elevação nos focos de calor. Para a pesquisadora Navashini Govender, com mais de 30 anos de experiência na área, a rapidez na identificação dos focos de incêndio é crucial. “Quanto mais cedo o fogo for detectado, maior a chance de controle com menor impacto ambiental”, explicou. A detecção precoce permite que os brigadistas atuem antes que o fogo se espalhe descontroladamente. O diretor de comunicação do Instituto S.O.S. Pantanal, Gustavo Figueiroa, reforçou que a união de esforços e o aprendizado com outros países são fundamentais para acelerar as soluções. “Estamos lidando com profissionais que já testaram estratégias bem-sucedidas em outras regiões do mundo. Precisamos aprender com os acertos e erros deles, porque o tempo para agir está se esgotando”, alertou. A preocupação é reforçada pelos números alarmantes: somente em 2024, mais de 2 milhões de hectares foram destruídos pelo fogo nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. De 1º de janeiro a 23 de julho, o bioma perdeu 802.875 hectares, um aumento de 2.362% em relação ao mesmo período de 2023. O total já supera inclusive os registros de 2020, ano considerado o mais destrutivo da história recente do Pantanal. Diante dessa realidade, o seminário enfatizou a importância da cooperação internacional, inovação tecnológica e capacitação contínua de brigadistas, visando minimizar os danos causados pelas queimadas e preservar um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta.
Reajuste de servidores federais será pago em maio, garante governo

O governo federal confirmou nesta quinta-feira (27) que o reajuste salarial dos servidores públicos, que dependia da aprovação do Orçamento Geral da União de 2025, será incluído na folha de abril, com pagamento a ser efetivado em maio. A Medida Provisória (MP) 1.286, que consolidou os reajustes salariais de diversas categorias, negociados ao longo do ano anterior, será prorrogada no dia 2 de abril, por mais 60 dias. Mesmo assim, o governo enviará um projeto de lei (PL) para substituir a MP. Enquanto o PL não é aprovado, a MP continua surtindo efeito, informou o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, em nota. Ocupantes de funções e de cargos comissionados também foram contemplados pela medida, mas são válidos a partir de 1º de fevereiro, e não de 1º de janeiro. A Lei Orçamentária Anual foi aprovada na semana passada pelo Congresso, e aguarda ainda a sanção presidencial para entrar em vigor, o que deve ocorrer nas próximas semanas. O reajuste dos servidores será pago de forma retroativa a janeiro, ou seja, incluindo as diferenças salariais que já deveriam estar sendo pagas desde o começo do ano. “Dado o prazo para sanção da LOA, e os procedimentos necessários para operacionalizar a folha de pagamentos, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e os demais órgãos da administração federal estão adotando todos os procedimentos para realizar o pagamento do salário de abril e dos salários retroativos no dia 2 de maio”, disse a pasta. Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
INW participa de agenda institucional com o Governo de MS para fortalecer políticas públicas voltadas às mulheres

Nesta quinta-feira (27), a fundadora do Instituto Nelson Wilians (INW) e especialista em impacto social, Anne Wilians, participou de um encontro estratégico promovido pela primeira-dama do Mato Grosso do Sul, Mônica Riedel, com a presença de todas as secretárias estaduais. A reunião, realizada no Receptivo do Governador, teve como objetivo debater desafios e oportunidades para o fortalecimento de políticas públicas voltadas às mulheres no estado. Durante o diálogo, Anne compartilhou experiências acumuladas pela atuação do Instituto em diferentes territórios do país, com foco na promoção da cidadania, da cultura da legalidade e da equidade de gênero. A escuta ativa e a troca com as gestoras estaduais revelaram uma sinergia de propósitos e a abertura para iniciativas colaborativas entre o poder público e o terceiro setor. O encontro destacou temas como inclusão produtiva, empreendedorismo feminino e participação política das juventudes — áreas em que o INW vem estruturando ações que aliam advocacy, educação cidadã e articulação multissetorial. A presença do Instituto Nelson Wilians em agendas como essa reforça seu papel como ator estratégico na construção de soluções integradas para a transformação social. A agenda em Campo Grande também incluiu a participação de Anne em evento promovido pelo Sebrae-MS, voltado ao fortalecimento do empreendedorismo feminino e à ampliação de oportunidades para mulheres em Mato Grosso do Sul.
Responsabilidade social é tema de diálogo com lideranças femininas em MS

O compromisso com a responsabilidade social e o fortalecimento de políticas públicas foi o foco de um encontro entre Nelson Wilians Advogados, pela Faculdade Insted e pelo Instituto Nelson Wilians (INW), que reuniu lideranças femininas do Governo de Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (27), em Campo Grande. Realizado no Receptivo do Governadonadoria, o evento reuniu secretárias e dirigentes estaduais para debater os desafios e as oportunidades na construção de políticas públicas inclusivas e sustentáveis. A iniciativa teve como anfitriã a primeira-dama Mônica Riedel, que tem liderado ações voltadas à inclusão produtiva e ao fortalecimento da participação feminina na gestão pública. Entre as participantes estavam Ana Carolina Nardes (Secretária de Governo e Gestão Estratégica), Crhistinne Gonçalves (Secretária de Saúde), Patrícia Elias Cozzolino de Oliveira (Secretária da Cidadania), Cristiane Mota Gonçalves (Secretária Adjunta de Saúde), Maria Cecília Amendola da Motta (Diretora-presidente da Fundação FAED) e Cristiane Schmidt (Diretora-presidente da MSGÁS). Durante o encontro, Anne Wilians, fundadora do INW, destacou a relevância da articulação entre setor público, privado e terceiro setor para promover impacto social e garantir políticas mais efetivas. O Instituto atua nacionalmente com programas voltados à cidadania, à cultura da legalidade e à equidade de gênero. Neca Chaves Bunlai, diretora da Faculdade Insted, reforçou a importância da educação e da inovação como eixos estruturantes da transformação social e econômica, com foco na formação de lideranças e na ampliação de oportunidades. A parceria entre o Nelson Wilians Advogados, a Faculdade Insted e o INW reforça o papel estratégico dessas instituições na construção de pontes entre conhecimento, prática institucional e responsabilidade social, com foco em soluções de impacto para a população sul-mato-grossense.
Governo inicia cobrança de valores recebidos indevidamente do auxílio emergencial

O governo federal começou a notificar cidadãos que receberam o Auxílio Emergencial nos anos de 2020 e 2021 de forma indevida, ou seja, sem cumprir os critérios exigidos para o recebimento do benefício. De acordo com estimativas do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mais de 176 mil pessoas estão nessa situação e podem ter seus nomes incluídos em cadastros restritivos caso não regularizem os débitos. O benefício foi criado para mitigar os efeitos econômicos da pandemia da Covid-19, atendendo trabalhadores informais, autônomos, microempreendedores individuais (MEIs) e pessoas desempregadas. Os valores pagos variavam entre R$ 150 e R$ 600 por mês, durante um período que podia chegar a sete meses. Menores de 18 anos (com exceção de mães adolescentes), pessoas em situação de prisão e dependentes financeiros de outro titular não tinham direito ao benefício. Como verificar se você está na lista de cobrança? A consulta dos nomes com pendências pode ser feita por meio do edital de notificação publicado no Diário Oficial da União. Para isso, acesse o link: 👉 https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/edital-de-notificacao-n-16/2025-620164778 Caso seu nome esteja incluído, você terá 45 dias para resolver a pendência, seja efetuando o pagamento (à vista ou parcelado) ou apresentando defesa. Plataforma VEJAE: onde e como resolver a pendência A regularização do débito pode ser feita pela plataforma VEJAE, que permite consultar a situação do benefício, identificar valores a devolver e apresentar recursos. Veja como acessar: O que pode acontecer se o valor não for devolvido? Quem não regularizar a situação poderá ser incluído em cadastros federais de inadimplência, como: As consequências incluem: A recomendação do MDS é que todos os beneficiários consultem sua situação e, caso necessário, regularizem o quanto antes para evitar sanções. O ministério criou uma página de perguntas e respostas sobre as pendências e também um manual detalhado de como acessar a plataforma.
Gleice enaltece mulheres e critica deputados do PL contra moção à Marina Silva

Em apoio à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) aprovou, por maioria, uma moção em virtude aos ataques sofridos durante o evento realizado na Fecomércio do Amazonas. A iniciativa foi da deputada Gleice Jane, líder do Partido dos Trabalhadores na Casa de Leis, que subiu à tribuna nesta quarta-feira (26) para criticar os votos contrários emitidos pelos membros do Partido Liberal (PL), deputados João Henrique, Coronel David e Neno Razuk. “A moção faz referência à ministra Marina, que nessa semana teve sua existência questionada em evento pelo senador Plínio Valério [PSDB/AM], que disse que não sabe como conseguiu ouvi-la por tanto tempo sem enforcá-la. A fala foi extremamente violenta e reflete o pensamento de como se tratam as mulheres. Aprovar a moção foi fundamental para dizer que elas estão em todos os lugares. Somos violentadas recorrentemente e, às vezes, as mulheres nem sabem que estão sofrendo violência de gênero, por isso é importante falar e não tolerar em qualquer circunstância”, explicou a deputada. Gleice Jane criticou os votos contrários e disse que representam um pensamento ideológico. “Quero fazer o registro sim de que o PL votou contra o apoio à uma mulher que foi vítima da violência política de gênero. É importante, porque as violências também são ideológicas, no sentido de que para alguma parte da política, em especial à extrema-direita, nós mulheres não podemos e não devemos ocupar espaços como o da política. E para nós, que estamos nesses espaços, a gente enfrenta isso com certa frequência. É comum ter o direito de fala negado. É normal negar a existência. É normal, às vezes, ter que falar mais alto e brigar para ocupar espaço que aos homens são comuns, porque a política não foi um local feito para as mulheres. Passamos a enfrentar esse processo coletivamente: primeiro pelo direito ao voto e a ser votada, pelo direito a ter cotas no processo eleitoral e hoje lutamos para que tenhamos espaços iguais. Agora estamos lutando por salários iguais a funções iguais entre mulheres e homens também”, destacou. Ela completou que quando se demonstra a ideologia com os votos contra, o PL manifesta como pensa também ideologicamente quanto ao enfrentamento às violências contra às mulheres. “Inclusive registro que esse partido trouxe manifestações transfóbicas, recentemente, questionando a presença de mulheres trans dentro das escolas. Isso não é isolado, é uma política ideológica que temos que enfrentar para garantir a presença das mulheres em todos os espaços, para conseguir garantir respeito à nossa existência, pois tentam nos calar a todo o momento”, disse a deputada relembrando a ex-prefeita de Mundo Novo, Dorcelina Oliveira Folador, assassinada com dez tiros em 1999 por um então funcionário da prefeitura. “Assim foi com Mariele Franco e tantas outras mortas porque falavam. Nós não vamos nos calar”, finalizou. Por: Fernanda Kintschner Foto: Luciana Nassar
Jair Bolsonaro vira réu por tentativa de golpe

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal acolheu denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) para tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete de seus aliados em ação penal por tentativa de golpe de Estado. Os outros sete réus são: Walter Braga Netto, General Augusto Heleno, Alexandre Ramagem, Anderson Torres, Almir Garnier, Paulo Sérgio Nogueira e Mauro Cid. O julgamento da denúncia começou nessa terça-feira (25) na Primeira Turma do STF, que é formada pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia. A denúncia feita pela PGR e acolhida no STF denuncia 34 pessoas por golpe tentativa de golpe de Estado, o que inclui os atos de 8 de janeiro de 2023 e planos de assassinatos do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Nas próximas semanas, o STF vai decidir se outros 26 denunciados por participação na tentativa de golpe também se tornarão réus e vão responder a ação penal. Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Lula e Janja são recebidos por casal imperial do Japão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja da Silva foram recebidos pelo imperador do Japão, Naruhito, e a imperatriz Masako, às 21h20 desta segunda-feira (24), manhã de terça-feira (25) no horário oficial de Tóquio (12 horas à frente do horário de Brasília). A cerimônia de boas-vindas, com honras militares, ocorreu no Palácio Imperial, na capital japonesa, no primeiro ato oficial da visita de Estado de Lula ao país asiático. De acordo com o Palácio do Itamaraty, no Japão, as visitas de Estado, consideradas as mais relevantes do ponto de vista diplomático, são organizadas, no máximo, uma vez por ano, e esta será a primeira visita de Estado organizada pelo Japão desde 2019. Este ano, Brasil e Japão celebram 130 anos de relações diplomáticas. O Brasil abriga a maior população nipodescendente fora do Japão, com cerca de 2 milhões de pessoas, enquanto o Japão abriga a quinta maior comunidade brasileira no exterior, com cerca de 200 mil pessoas. Após a recepção, Lula e Janja cumprimentaram a delegação japonesa, ao som de músicas brasileiras, como Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, executada pela banda militar imperial do país anfitrião. Presidente Lula e comitiva durante chegada a Tóquio. Foto: Ricardo Stuckert / PR Do lado brasileiro, cerca de 20 ministros, parlamentares e autoridades, incluindo os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), acompanham o presidente. Em seguida, Lula seguiu para uma reunião reservada com o casal imperial. Segundo a agenda oficial, após o encontro reservado e cumprimentos do casal imperial à delegação brasileira, está previsto um almoço privado do presidente. Por volta das 15h, horário local (3h no horário de Brasília), Lula terá reunião com integrantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). No início da noite de terça, no horário japonês, a delegação brasileira participa de um jantar oferecido pelas majestades imperiais. Nesta quarta-feira (26), Lula participará do Fórum Empresarial Brasil-Japão, com cerca de 500 empresários de ambos os países, e terá uma reunião com o primeiro-ministro Shigeru Ishiba, seguido de um jantar oferecido pelo anfitrião no Palácio Akasaka. Carne brasileira e Mercosul Uma das expectativas da viagem, em termos comerciais, é de abrir o mercado japonês para a carne bovina brasileira e avançar nas negociações para um acordo entre o gigante asiático e os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). Do ponto de vista comercial, em 2024, o Japão foi o terceiro maior parceiro comercial do Brasil na Ásia e terceiro maior destino de exportações brasileiras à região, com intercâmbio comercial de US$ 11 bilhões e superávit de US$ 148 milhões. Segundo o Banco Central (BC), em 2023, o Japão respondia por um total de US$ 35 bilhões em investimentos diretos no país, sendo o nono maior estoque de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no Brasil e o segundo maior investidor asiático. A última visita de Lula ao Japão ocorreu em 2023, quando ele participou, como convidado, da Cúpula do G7. E, ao todo, esta é a quinta vez que Lula visita o Japão como presidente da República, ao longo de seus mandatos. Nos dias 28 e 29 de março, Lula cumpre visita oficial em Hanói, no Vietnã. O primeiro-ministro do país do Sudeste Asiático, Pham Minh Chính, esteve no Brasil em 2023. O presidente retorna ao Brasil no dia 30. Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil