COP 30 anuncia conselho para adaptação às mudanças climáticas

O presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), o embaixador André Corrêa do Lago, anunciou nesta terça-feira (5) a formalização de um conselho para discutir com a sociedade e autoridades locais soluções para a adaptação às mudanças climáticas. Corrêa do Lago reafirmou que a questão da adaptação às mudanças do clima será um dos temas principais da COP 30, que ocorrerá em novembro, em Belém, no Pará. “O conselho de adaptação para a COP 30 inclui várias personalidades brasileiras que vão nos apoiar nesse diálogo com a sociedade civil e com as autoridades locais”, disse Lago, em evento da Insper. O embaixador falou via teleconferência ao evento, que ocorreu em São Paulo. Entre os membros do conselho, Lago citou a secretária-executiva para América do Sul no ICLEI (Governos Locais pela Sustentabilidade), Jussara Carvalho; o cientista peruano José Marengo; a diretora-executiva da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Vanessa Grazziotin; e Ellen Johnson-Sirleaf, ex-presidente da Libéria. “Nós temos que definir globalmente 100 indicadores que vão passar a ser a referência para nós compreendermos o que se deve fazer com adaptação. Depois de Belém, a adaptação vai ter um guia, vai ter tipo um mapa do caminho das principais preocupações que os 196 países que participam da negociação concordam que são prioritários”, afirmou Lago. Infraestrutura O embaixador destacou ainda que o governo brasileiro está trabalhando para que os preços da hospedagem nos hotéis em Belém não afetem a presença de todas as delegações no evento. “O meu interesse, obviamente, é impedir que os preços dos hotéis interfiram na presença de todas as delegações em Belém, porque se nós não tivermos todas as delegações em Belém, você pode ter um questionamento sobre a legitimidade do que nós negociamos, porque alguns países não terão podido ir por causa de preço de hotel”, disse.
Com ‘Ar no Busão’ e defesa da agricultura familiar, Landmark tem semestre de protagonismo na Câmara

Com forte atuação nas ruas, no plenário e em pautas de interesse social, o vereador Landmark Rios encerra o primeiro semestre de 2025 com um mandato participativo, combativo e conectado às lutas populares. Ao todo, foram mais de 800 agendas entre atendimentos no gabinete, fiscalizações, reuniões e ações externas, com destaque para a presença constante em comunidades, assentamentos, acampamentos, hortas e regiões onde há maior vulnerabilidade. Na produção legislativa, Landmark apresentou 30 projetos, sendo 10 já aprovados, entre eles a resolução que criou a Medalha da Agricultura Familiar, entregue em sessão solene inédita na segunda-feira (14), e resolução que instituiu a Frente Parlamentar de Regularização das Hortas Urbanas e Periurbanas, uma pauta histórica que busca valorizar os produtores que atuam na Capital. O vereador também é autor do Projeto de Lei que criou o Programa Banho Solidário, iniciativa voltada à população em situação de rua, assim como o “Ar no Busão”, que prevê ar-condicionado nos novos veículos do transporte coletivo, e o Selo da Agricultura Familiar, que aguardam sanção do Executivo Municipal. Na discussão do orçamento da cidade, Landmark apresentou 41 emendas à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), sendo 37 aprovadas. As propostas visam estruturar políticas públicas voltadas ao campo e à cidade, com foco em: apoio técnico e logístico às hortas urbanas; criação de agrovilas com infraestrutura básica; ampliação da Central de Processamento de Alimentos para garantir merenda com alimentos da agricultura familiar; manutenção das escolas rurais e formação continuada para professores do campo; estruturação de um cinturão verde com até 400 famílias assentadas; melhoria na drenagem, pavimentação e acessibilidade em bairros periféricos. Além disso, Landmark protocolou 340 indicações, 329 ofícios e 115 moções, sempre em diálogo com as comunidades e com foco em reivindicações populares. Como membro da Frente Parlamentar de Regularização Fundiária, tem sido voz ativa na defesa de moradia digna, propondo soluções para o déficit habitacional que afeta bairros inteiros de Campo Grande. Também promoveu o Seminário de Segurança Alimentar, em parceria com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), reunindo especialistas e lideranças sociais. O vereador reacendeu ainda a luta contras maçarocas, aqueles emaranhados de fios sem utilidade que ficam pendurados pelos postes de Campo Grande, oferecendo risco de acidente, bem como foi voz ativa de moradores que buscavam melhorias para seus bairros. O vereador foi o principal articulador para resolver o problema deixado por uma obra na Chácara dos Poderes, onde moradores ficavam ilhadas e às vezes mal podiam entrar ou sair de casa. Landmark também é presidente da comissão de Agropecuária e Agronegócio, da comissão de Participação Legislativa e vice-presidente da Comissão de Finanças e Orçamento. É ainda membro das comissões de Causas Indígenas e Obras e Serviços Públicos. Na tribuna e nas ruas, Landmark segue fortalecendo a luta pela reforma agrária, pela valorização dos povos indígenas, quilombolas e assentados e pela construção de uma cidade mais justa e sustentável. “Nosso mandato é popular, participativo e de fiscalização. A gente faz política com os pés no barro, o coração no povo e os olhos no futuro”, afirma Landmark. Foto: Pedro Roque
TCE-MS suspende compra de merenda de R$ 916 mil por indícios de superfaturamento em Caracol

O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) determinou a suspensão imediata do Pregão Eletrônico nº 20/2025, lançado pela Prefeitura de Caracol, que previa o registro de preços para aquisição de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar da rede municipal. A medida foi tomada por meio de decisão publicada na última 5ª feira (11.jul.25), após constatação de uma série de irregularidades no processo licitatório, que totaliza R$ 916 mil em recursos públicos. A licitação, marcada para ocorrer no próximo dia 17 de julho, previa a compra de itens como arroz, óleo, carne de frango e hortifrutigranjeiros. No entanto, uma análise técnica da Divisão de Fiscalização de Educação do TCE identificou falhas graves, que colocaram em dúvida a legalidade e a economicidade do certame. Entre as irregularidades apontadas, destaca-se a ausência de uma ampla pesquisa de preços. De acordo com o levantamento, os valores apresentados pela Prefeitura de Caracol estavam, em diversos casos, muito acima dos praticados por outros municípios. Um exemplo citado foi o da abobrinha verde, com valor estimado em R$ 6,54 em Caracol, contra R$ 1,95 registrado em licitação semelhante realizada em Bonito, uma diferença de 235%. O mesmo ocorreu com outros itens, como alho, cebola e leite, evidenciando possível sobrepreço. Além disso, a decisão cita falhas no planejamento da contratação, como a inexistência de medidas para mitigação de riscos na execução contratual, ausência de parecer jurídico sobre o edital, falta de cláusula específica sobre a apresentação de amostras e omissões na descrição detalhada dos produtos e quantidades na minuta do contrato. Outra irregularidade identificada foi a ausência de publicação do edital no Diário Oficial do Município, etapa obrigatória para garantir a publicidade do certame, conforme previsto na Lei nº 14.133/2021, que rege as contratações públicas. Diante das falhas, a conselheira substituta Patrícia Sarmento dos Santos, relatora do processo, concedeu medida cautelar determinando a suspensão da licitação, impedindo sua homologação e a prática de atos decorrentes. A Prefeitura de Caracol foi notificada a apresentar, em até cinco dias úteis, a documentação comprovando as providências adotadas para corrigir o edital ou, se for o caso, a anulação definitiva do procedimento. A decisão também estabelece multa de 300 Uferms em caso de descumprimento.
Lula diz que Brics seguirá discutindo alternativas ao dólar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na noite desta quinta-feira (10), que o Brics, fórum que reúne grandes países do chamado Sul Global, seguirá discutindo mecanismos mais autônomos para impulsionar as relações comerciais. As declarações de Lula, concedidas em duas entrevistas a canais de televisão, ocorre em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos, desde que o presidente Donald Trump anunciou tarifa comercial de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados. “O Brics é um fórum que ocupa metade da população mundial e quase 30% do PIB mundial. E 10 países do Brics participam do G20 [incluindo o Brasil], onde o senhor Trump participa [pelos EUA]”, destacou o presidente em entrevista exibida pelo Jornal Nacional, da TV Globo. “Nós cansamos de ser subordinados ao Norte. Queremos ter independência nas nossas políticas, queremos fazer comércio mais livre e as coisas estão acontecendo de forma maravilhosa. Nós estamos discutindo, inclusive, a possibilidade de ter uma moeda própria, ou quem sabe com as moedas de cada país a gente fazer comércio sem precisar usar o dólar”, acrescentou Lula. Discussão civilizada Em outra entrevista, exibida pelo Jornal da Record, da Record TV, Lula também reforçou que a ação de Trump contra o Brasil mostra a insatisfação dele com o protagonismo mundial do Brics. “Eu não sou obrigado a comprar dólar para fazer relação comercial com a Venezuela, com a Bolívia, com o Chile, com a Suécia, com a União Europeia, com a China. A gente pode fazer nas nossas moedas. Por que eu sou obrigado a ficar lastreado pelo dólar, que eu não controlo? Quem tem uma máquina de produzir dólar são os EUA, não nós”, criticou. O presidente enfatizou que qualquer discordância deveria ser discutida em uma mesa de negociação, e não com ataques comerciais e à soberania dos países. “Se ele [Trump] tivesse divergência, o correto seria numa reunião do G20 ele levantar o problema, vamos fazer uma discussão civilizada, nos convença, vamos discutir. O que ele não pode é agir como se fosse dono dos outros”. Ao Jornal Nacional, Lula explicou que, no momento, não pretende ligar para Trump, mas que vai sair em defesa do setor produtivo brasileiro com a abertura de novos mercados. O presidente observou que o tom de abordagem do norte-americano é desrespeitoso e que não aceitará esse tipo de comportamento. “Ele, por exemplo, poderia ter ligado para o Brasil para dizer a medida que ele vai tomar. Ele não mandou nenhuma carta, nós não recebemos carta. Ele publicou no site dele, numa total falta de respeito, que é um comportamento dele com todo mundo. E eu não sou obrigado a aceitar esse comportamento desrespeitoso entre relações de chefe de Estado, de relações humanas”. Manutenção do IOF Ainda na entrevista para a TV Record, Lula anunciou que vai insistir no aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Segundo o presidente, se o governo tiver de cortar R$ 10 bilhões em despesas, como está sendo projetado, o corte também vai afetar as emendas parlamentares. “O deputado sabe que, se eu tiver que cortar R$ 10 bilhões, eu vou cortar das emendas dele também. Como eles sabem e eu sei, é importante a gente chegar num ponto de acordo. Eu posso antecipar para você: eu vou manter o IOF. Se tiver um item no IOF que esteja errado, a gente tira aquele item, mas o IOF vai continuar”, declarou o presidente. “Fazer decreto é responsabilidade do presidente da República. E os parlamentares podem fazer um decreto-lei para eles, se tiver cometido algum erro constitucional, coisa que não cometi”, completou. Na semana passada, após uma derrota histórica do governo no Legislativo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu tanto os decretos do Executivo que elevam o IOF quanto o decreto que foi aprovado pelo Congresso Nacional e que derruba essa medida. Para resolver o impasse, Moraes determinou a realização de uma audiência de conciliação entre o governo federal e o Congresso Nacional sobre o tema para o próximo dia 15 de julho, em Brasília.
Vander vence eleição e assume presidência do PT-MS com ampla maioria dos votos

O deputado federal Vander Loubet (PT-MS) foi eleito presidente estadual do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul com mais de 70% dos votos no Processo de Eleição Direta (PED), realizado no domingo (6). Em Campo Grande, o parlamentar conquistou mais de 80% dos votos válidos, consolidando uma vitória expressiva sobre o adversário Humberto Amaducci. Com parciais divulgadas por volta das 23h30, a confirmação do resultado foi celebrada por Vander e seus apoiadores em frente à sede da CUT-MS, na Capital. Até o momento, foram contabilizados 7.583 votos em todo o estado — um aumento de 38% em relação à última eleição partidária — com os resultados de cinco municípios ainda pendentes. “Esse PED é a celebração da nossa democracia interna. É o momento de renovar lideranças e fortalecer nossa base militante para os próximos desafios”, afirmou Vander, que percorreu mais de 60 municípios durante a campanha interna. Para ele, o voto igualitário de cada filiado simboliza a essência participativa do partido. Unidade e diretrizes para o futuro Após a vitória, Vander destacou a necessidade de unificar o PT. “Acabou a disputa e agora é momento de diálogo. Vamos reunir todas as forças internas e manter nossa militância engajada para construir um partido mais forte”, declarou. O deputado também reafirmou que o fortalecimento do partido será decisivo para as próximas eleições. “Vamos trabalhar pela reeleição do presidente Lula, por uma bancada popular no Congresso e por pautas como a taxação dos super-ricos, o fim da escala 6×1 e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.” Plataforma: organização, formação e comunicação A campanha de Vander se baseou em três pilares principais: reorganização partidária, formação política e fortalecimento da comunicação. Ele pretende aprimorar o uso de tecnologias para atualizar o banco de dados dos filiados e retomar cursos de formação ideológica como eixo de mobilização. “Cada filiado com formação política vale por cem”, frisou, ao defender a retomada do programa de capacitação interna. Sobre comunicação, destacou a importância de integrar militância e direção nacional. “A comunicação precisa ser via de mão dupla. Precisamos conectar nossos filiados com o projeto nacional, fortalecer a defesa do governo Lula nos municípios e combater as fake news com informação”, concluiu.
Tentativas de aprimorar a LDO são barradas e Franklin critica postura da base do governo

Durante a 23ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Dourados, realizada nesta segunda-feira (08), o vereador Franklin Schmalz (PT) teve atuação destacada no debate da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2026. A Câmara realizou duas sessões no mesmo dia para garantir a votação do projeto antes do recesso parlamentar, que se inicia nesta terça-feira (09). Franklin apresentou 16 emendas à LDO, com foco em inclusão social, mobilidade urbana, meio ambiente, saúde mental, acessibilidade na educação e valorização da cultura. Após diálogo com a liderança do governo, o parlamentar retirou 7 emendas para viabilizar um acordo e manteve 9 na pauta final. Apesar da tentativa de construção coletiva, nenhuma de suas propostas foi acatada pela base governista, que votou em bloco contra todas as emendas apresentadas pela oposição. Entre as propostas de Franklin estavam a criação de metas para ampliação da coleta seletiva — com objetivo de atingir 25% da cobertura em 2026 —, a implantação e manutenção de ciclovias, a reforma de pontos de ônibus, a aquisição de materiais pedagógicos acessíveis para alunos com deficiência nas escolas municipais, o apoio à realização de eventos culturais e a construção de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Duas das emendas foram assinadas também pelo vereador Elias Ishy (PT), reforçando a atuação da bancada petista em defesa de políticas públicas sustentáveis e inclusivas. Outras duas foram assinadas em conjunto com o Vereador Marcelo Mourão (PL) e Ana Paula (Republicanos). Na tribuna, Franklin lamentou o bloqueio sistemático da base do prefeito Marçal Filho (PSDB) às sugestões dos vereadores, mesmo diante de propostas viáveis e de interesse público. “Estivemos abertos ao diálogo, fizemos concessões e priorizamos aquilo que é fundamental para a população, mas a base do governo preferiu ignorar tudo isso. Não se trata apenas de rejeitar emendas, mas de fechar as portas para a construção democrática do orçamento e de desconsiderar o trabalho dos vereadores”, afirmou. Franklin foi um dos quatro vereadores que votaram favoravelmente a todas as emendas, inclusive às demais apresentadas unilateralmente por Marcelo Mourão (PL), ao lado de Elias Ishy (PT) e Ana Paula (Republicanos) e Marcelo Mourão (PL). O vereador Rogério Yuri (PSDB) foi o único da base governista a apoiar uma das propostas — a que trata das ciclovias. Sérgio Nogueira (PP) esteve ausente na votação da emenda sobre o pagamento de insalubridade às merendeiras, de autoria de Mourão (PL). Ao final da sessão, Franklin reafirmou seu compromisso com a fiscalização do orçamento e com a luta por uma cidade mais justa, democrática e atenta às reais necessidades da população. “Seguiremos firmes, com responsabilidade e coragem, para defender quem mais precisa e cobrar do governo a escuta que o povo merece e um orçamento mais participativo”, concluiu.
Assembleia Legislativa vota projeto que destina IR de empresas com benefício fiscal a fundos sociais

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) realiza nesta terça-feira (1º), a primeira sessão ordinária de julho com quatro projetos em pauta. O destaque vai para o Projeto de Lei Complementar 18/2024, de autoria do deputado Pedrossian Neto (PSD), que propõe a destinação obrigatória de parte do Imposto de Renda de empresas com benefícios fiscais aos fundos estaduais voltados à infância, adolescência e idosos. 📌 A proposta determina que empresas beneficiadas por incentivos fiscais, financeiro-fiscais ou extrafiscais repassem de 0,85% a 1% do IRPJ para os Fundos da Infância e Adolescência (FIA) e de Direitos da Pessoa Idosa, fortalecendo o financiamento de políticas sociais. Outras propostas na Ordem do Dia 🔹 PL nº 226/2024Autores: Junior Mochi (MDB) e Paulo Corrêa (PSDB)Garante transparência na venda de veículos seminovos e usados, obrigando as revendedoras a informarem se o carro veio de leilão, locadora, ou se foi recuperado por seguradoras. 🔹 Projeto de Decreto Legislativo 4/2025Autor: Junior Mochi (MDB)Declara o Carnaval de Campo Grande como patrimônio imaterial e cultural de Mato Grosso do Sul. 🔹 PL nº 114/2025Autor: Poder JudiciárioDá nome à sala do Tribunal do Júri da comarca de Glória de Dourados, oficializando uma homenagem no âmbito judicial. 🖥 Como acompanhar A sessão é aberta ao público e será transmitida ao vivo pelos canais oficiais da ALEMS: 📺 TV ALEMS: canal 7.2 (sinal aberto) e canal 9 (Claro NET TV)📻 Rádio ALEMS FM: 105.5🌐 Online: Facebook, YouTube, TV ALEMS e Rádio ALEMS
No banco dos réus do STF, Bolsonaro admite mentira e pede desculpas a Moraes

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta 3ª feira (10.jun.25) os depoimentos de réus acusados de planejar um golpe de Estado. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi o sexto a ser interrogado na ação penal que envolve o chamado “núcleo crucial” da trama golpista após a derrota nas extrema direita nas urnas em 2022. Durante a audiência, Bolsonaro foi questionado pelo ministro Alexandre de Moraes sobre falas que atribuíram crimes a membros do STF. O ministro confrontou o ex-presidente a respeito de acusações sobre supostos desvios milionários ligados ao processo eleitoral. “Quais eram os indícios que o senhor tinha de que nós estaríamos levando US$ 50 milhões, US$ 30 milhões?”, perguntou Moraes. Diante da pergunta, Bolsonaro afirmou não ter provas e classificou a declaração como um “desabafo”. Segundo ele, a fala ocorreu em uma reunião privada e não tinha intenção de ofender os magistrados. “Não tem indício nenhum, senhor ministro”, disse Bolsonaro, acrescentando que usou uma “retórica”. Ele ainda pediu desculpas: “Me desculpe, não tinha qualquer intenção de acusar de qualquer desvio de conduta os senhores três”. A declaração faz referência a uma reunião fechada, que acabou sendo registrada por aliados. A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta Bolsonaro como figura central na articulação para romper a ordem constitucional. Segundo a denúncia, ele tinha conhecimento de uma minuta que propunha medidas autoritárias. Entre elas, a decretação de estado de sítio e a prisão de ministros do STF. O plano visava reverter o resultado da eleição de 2022 e impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. O depoimento desta terça é parte da fase final de instrução do processo. Já foram ouvidos Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres e Augusto Heleno. Ainda estão previstos os depoimentos de Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. O julgamento final dos réus está previsto para o segundo semestre deste ano. Se condenados, eles podem enfrentar penas superiores a 30 anos de prisão. O caso é considerado um dos mais graves da história recente do Supremo Tribunal Federal.
STF encerra primeiro dia de interrogatório dos réus da trama golpista

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou há pouco o primeiro dia dos interrogatórios dos réus do núcleo 1 da trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro. Durante cerca de seis horas de audiência, o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal do golpe, interrogou o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem sobre as acusações de participação na trama. Após o depoimento, a audiência foi suspensa e será retomada nesta terça-feira (10), às 9h. O próximo a depor será o ex-comandante da Marinha Almir Garnier. Mauro Cid Primeiro a depor, Mauro Cid confirmou que esteve presente em uma reunião na qual foi apresentado ao ex-presidente Jair Bolsonaro um documento que previa a decretação de medidas de estado de sítio e prisão dos ministros do STF. Cid também confirmou que recebeu dinheiro do general Braga Netto dentro de uma sacola de vinho para que fosse repassado ao major do Exército Rafael de Oliveira, integrante dos kids-pretos, esquadrão de elite da força. Ramagem O ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem negou ter usado o órgão para monitorar ilegalmente a rotina de ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o governo de Jair Bolsonaro. Interrogatórios Até a próxima sexta-feira (13), Alexandre de Moraes vai interrogar presencialmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, Braga Netto e mais seis réus acusados de participarem do “núcleo crucial” de uma trama para impedir a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o resultado das eleições de 2022. Confira a ordem dos depoimentos: Os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. O interrogatório dos réus é uma das últimas fases da ação penal. A expectativa é de que o julgamento que vai decidir pela condenação ou absolvição do ex-presidente e dos demais réus ocorra no segundo semestre deste ano. Em caso de condenação, as penas passam de 30 anos de prisão. André Richter – Repórter da Agência Brasil Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Famílias recebem concessões de uso da terra em cerimônia com participação do vereador Landmark Rios

m cerimônia realizada nesta segunda-feira (9), agricultores do Assentamento Estrela, em Campo Grande, receberam os Contratos de Concessão de Uso (CCUs), documentos que garantem segurança jurídica sobre os lotes ocupados e representam um avanço rumo à titulação definitiva da terra. O evento foi promovido pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), reunindo movimentos sociais, autoridades e representantes de instituições como UFMS, FAPE e FETTAR. Presente na solenidade, o vereador Landmark Rios (PT), que preside a Comissão Permanente de Agropecuária e Agronegócio da Câmara Municipal, destacou que os documentos não apenas asseguram direitos aos moradores, como também abrem portas para o acesso a políticas públicas e financiamentos. “Essa entrega é mais que um papel — é um símbolo de dignidade, de segurança e de esperança para quem vive no campo”, afirmou o parlamentar. Avanço para a reforma agrária Ao todo, cerca de 19 mil famílias em todo o Mato Grosso do Sul serão beneficiadas com os CCUs. No Assentamento Estrela, são 59 lotes reconhecidos. O presidente da associação de moradores, Raul Nunes Malheiro, enfatizou a importância do momento: “É um presente para todos. Traz tranquilidade e reconhecimento”. A agricultora Cleonice Pinto reforçou o impacto emocional da conquista: “É um sonho que se realiza. A CCU me dá liberdade para acessar programas e construir um futuro melhor”. Também participaram da solenidade os deputados federais Zeca do PT e Vander Loubet (PT), reforçando o apoio às pautas da reforma agrária e da agricultura familiar. Landmark finalizou seu discurso pedindo mais representatividade nas instituições: “Quando falo de reforma agrária na Câmara, apanho. Por isso precisamos de mais vozes do povo nos espaços de poder”.