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Governo vai comprar 150 mil antídotos contra intoxicação por metanol

O Ministério da Saúde comprará, em caráter emergencial, antídotos contra intoxicações por metanol, a serem utilizados por estados e municípios para o tratamento de vítimas que tenham tomado bebidas alcoólicas adulteradas. O governo pretende adquirir 150 mil ampolas de etanol farmacêutico, além da possibilidade de adquirir Fomepizol junto a produtores e agências internacionais. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, via redes sociais. “Determinamos a compra emergencial de 150 mil ampolas de etanol farmacêutico para reforçar estados e municípios no tratamento de vítimas. A Anvisa também acionou produtores e agências internacionais para adquirir Fomepizol, outro antídoto usado em casos de intoxicação”, postou o ministro. Na quinta-feira (2), Padilha detalhou ações estratégicas de enfrentamento a esse tipo de intoxicação, durante reunião da sala de situação, criada pelo governo federal visando o monitoramento e a coordenação das iniciativas, em meio aos casos de suspeita e contaminação que vêm sendo identificados. “O Ministério da Saúde estruturou, em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), um estoque estratégico em hospitais universitários federais e serviços do SUS com 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico. Além disso, está em andamento a compra emergencial de mais 5 mil tratamentos (150 mil ampolas), garantindo a reposição e distribuição do produto conforme a necessidade de estados e municípios”, informou o ministério. Chamada Pública De acordo com a pasta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez uma chamada pública para identificar “fornecedores internacionais do fomepizol, medicamento específico para intoxicação por metanol, atualmente não disponível no Brasil”. Esta ação vai mobilizar as 10 maiores agências reguladoras do mundo para que indiquem, em seus países, quais são os produtores do fomepizol. O governo oficializou também um pedido à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para a doação imediata de 100 tratamentos de fomepizol. Precaução O ministério manifestou a intenção de adquirir outras 1 mil unidades do medicamento por meio da linha de crédito do Fundo Estratégico da Opas, o que poderá ampliar ainda mais o estoque nacional. Ao anunciar as medidas, Padilha disse que esses pedidos e compras de antídotos estão sendo feitos por precaução. “Nos últimos anos, não ultrapassamos 20 casos por ano, mas temos observado um registro maior no estado de São Paulo. Essas são medidas preventivas do Ministério da Saúde”, disse o ministro. Casos suspeitos Até a tarde de quinta-feira (2), o Brasil havia registrado 48 casos suspeitos de intoxicação por metanol. Outros 11 casos já haviam sido confirmados por meio de detecção laboratorial pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs), segundo a Sala de Situação instalada pelo governo federal Apenas uma morte decorrente desse tipo de intoxicação foi confirmada pelo Ministério da Saúde no estado de São Paulo. Mais sete óbitos seguem em investigação, sendo dois em Pernambuco e os outros cinco também em São Paulo. Agência Brasil Foto: José Cruz/Agência Brasil

Deputados de MS votam a favor da isenção do IR até R$ 5 mil e comemoram aprovação na Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil. A medida, uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contou com apoio integral da bancada de Mato Grosso do Sul: todos os oito deputados federais do Estado votaram favoravelmente ao texto. Com 493 votos a favor, a proposta passou sem resistência significativa e agora segue para análise do Senado. Se for aprovada sem alterações, a nova regra entra em vigor em janeiro. Para viabilizar a medida, o governo incluiu no texto a taxação de contribuintes de alta renda e de dividendos acima de R$ 50 mil mensais, que passarão a ter cobrança de 10% de Imposto de Renda na fonte. Segundo a Receita Federal, pouco mais de 141 mil pessoas serão alcançadas pela mudança, representando menos de 1% dos declarantes — grupo que hoje paga, em média, uma alíquota efetiva inferior à da classe média. Em contrapartida, milhões de trabalhadores deixarão de pagar o imposto, aliviando a carga sobre categorias como policiais, professores e servidores públicos. Deputados comemoram decisão Parlamentares sul-mato-grossenses usaram as redes sociais para destacar o impacto positivo da aprovação. A proposta teve orientação favorável até mesmo de partidos da oposição, um raro consenso no Congresso.

Vander Loubet avalia aliança com Simone Tebet em possível disputa ao Senado por MS em 2026

O deputado federal Vander Loubet (PT-MS) confirmou que não descarta a possibilidade de disputar o Senado em 2026 e sinalizou abertura para uma composição com a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB). O petista afirmou que sua prioridade é a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas reconheceu que uma eventual aproximação com a ministra poderia fortalecer o campo democrático no Estado. “O meu nome já está confirmado, e a prioridade é a reeleição do presidente Lula. Estamos otimistas e construindo esse processo. Cogitamos trazer a Simone para fazermos um movimento democrático, de apoio ao presidente, independente de partido”, afirmou Vander. Segundo o parlamentar, ainda é cedo para definições. Ele explicou que a própria Simone avalia se mantém domicílio eleitoral em Mato Grosso do Sul ou se transfere o título para São Paulo. “Nos interessa dialogar com ela. Mais adiante, vamos decidir se é melhor termos dois candidatos ao Senado ou apenas um. Como presidente do PT, estou aberto à melhor construção”, acrescentou. No MDB, a possibilidade de Simone disputar novamente uma cadeira no Senado por Mato Grosso do Sul divide opiniões. O partido no Estado tende a apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Parte dos emedebistas, no entanto, vê espaço para a ministra dentro da sigla, por sua ligação com o governo Lula. O vereador Jamal Salem avaliou que a direção nacional do MDB não interviria em uma decisão estadual sobre o nome da ministra. Já a vereadora Luiza Ribeiro (PT) declarou que, caso Simone ingresse no PT, o partido poderia ter dois nomes na corrida: Vander e a ministra. “Ela é nossa companheira também. Se vier para o partido, será uma grande alegria”, afirmou. Além do cenário em Mato Grosso do Sul, Simone também é cotada para disputar o Senado por São Paulo, possibilidade levantada após pedido do presidente Lula para que avaliasse a mudança.

Hugo Motta confirma para hoje votação de isenção do Imposto de Renda

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou para esta quarta-feira (1º) a votação do Projeto de Lei nº 1.087/25, que concede isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. “Hoje é um dia muito importante [porque] inclui o projeto de isenção de imposto de renda na pauta de votação. A matéria sempre foi uma prioridade da minha gestão”, escreveu, em seu perfil na rede social X – antigo Twitter. Reconhecimento de um direito No post, o político avaliou, ainda, que “a medida não é um favor do Estado, mas um reconhecimento de um direito e um avanço na justiça social do país”. A proposta é o único item da pauta do plenário desta quarta-feira. Enviado em março deste ano à Câmara pelo Poder Executivo, o projeto estabelece que a isenção – que deve custar R$ 25,8 bilhões por ano – será compensada taxando mais quem ganha acima de R$ 600 mil por ano. Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Foto: Lula Marques/Agência Brasil

PF investiga ligação de intoxicação por metanol com crime organizado

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, informou nesta terça-feira (30) que já foi instaurado inquérito policial para investigar as circunstâncias envolvendo os casos de intoxicação por metanol identificados no estado de São Paulo. Segundo ele, a corporação investiga, inclusive, a ligação da adulteração de bebidas alcoólicas com o crime organizado. “Dentre as razões, a questão da interestadualidade [há indícios de distribuição fora do estado de São Paulo] e a possível conexão com investigações recentes que fizemos, especialmente no estado do Paraná, com outras duas de São Paulo, em razão de toda a cadeia de combustível, onde parte disso passa pela importação de metanol pelo Porto de Paranaguá”, explicou. O diretor da PF disse que a investigação dirá se há conexão com o crime organizado baseado em operações anteriores, e que o trabalho será integrado com a Polícia Civil de São Paulo.  “A gente vai buscar trabalhar de maneira integrada. São investigações que se complementam com investigações na parte administrativa, com investigação a cargo também da Polícia Civil de São Paulo”, disse. Emergência médica A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte. Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese). Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir: É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.

Adriane Lopes decide revogar decreto que alterava adicionais de professores temporários da Reme

A Prefeitura de Campo Grande vai revogar o Decreto nº 16.389/2025, que regulamentava as aulas temporárias da Rede Municipal de Ensino (Reme). A decisão foi confirmada pela ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) e deve ser oficializada nos próximos dias, por meio de publicação no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande). A medida vinha sendo alvo de protestos de professores, que alegavam prejuízo à remuneração de caráter extra por titulação — como pós-graduação, mestrado e doutorado. Segundo a ACP, a Assembleia Geral Extraordinária, que havia sido convocada para esta segunda-feira (29) para discutir os impactos do decreto, foi cancelada diante da conquista. “Essa vitória é fruto da resistência coletiva e da união da categoria, que não aceita retrocessos na valorização da escola pública e no respeito à carreira docente”, destacou o sindicato em nota oficial. Entre os pontos mais criticados do decreto estavam a revogação de aulas em caso de afastamento superior a 15 dias por atestado médico, a ausência de adicionais por titulação (limitando todos os docentes ao nível PH2/A), a limitação da carga horária máxima em 20 horas semanais e a falta de garantias de estabilidade ou progressão na carreira. Com a revogação, professores temporários voltam a contar com os benefícios anteriores, em especial os adicionais de formação, considerados fundamentais para a valorização da educação municipal.

COP-30 será oportunidade para fortalecer multilateralismo, diz Marina

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse que a 30ª edição da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-30), que acontecerá em Belém (PA), em novembro deste ano, será uma oportunidade de os países fortalecerem o multilateralismo climático, ou seja, a cooperação global contra as mudanças do clima. “A COP-30 é uma forma de fortalecermos o multilateralismo e de buscarmos novos paradigmas”, declarou a ministra durante uma coletiva de imprensa.  A conversa com os jornalistas foi realizada logo após o último dos seis encontros regionais do chamado Balanço Ético Global (BEG), uma iniciativa de mobilização social que aconteceu em Nova York. Na companhia do presidente designado da COP-30, o embaixador brasileiro André Corrêa do Lago; da fundadora do Centro de Ética da Terra, Karenna Gore e do conselheiro especial do Secretário-Geral da ONU para a Ação Climática e Transição Justa, Selwin Hart, Marina destacou a importância do fortalecimento da diplomacia e do multilateralismo climático que, segundo ela estão sob ameaça. “O multilateralismo corre o risco de ser estilhaçado e este seria o pior dos mundos”, declarou Marina, pouco antes de, ao responder a uma pergunta sobre “os retrocessos na agenda ambiental”, citar a decisão dos Estados Unidos de deixarem, em janeiro de 2026, o chamado Acordo de Paris, pactuado por 195 países, durante a COP-21, para enfrentar e tentar reverter as mudanças climáticas globais, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e evitar um aumento da temperatura média global superior a 1,5°C acima dos níveis pré-Revolução Industrial, nos fins do século 18. “Claro que isso é um prejuízo enorme. Os EUA são, de longe, a maior potência econômica, o segundo maior emissor [de gases de efeito estufa], a maior potência tecnológica. Se não estão alinhados com o Acordo de Paris, há sim um imenso prejuízo e não seremos negacionistas de não reconhecermos isso. Por outro lado, esta é a oportunidade para […] que diferentes países possam dar uma demonstração de fortalecimento do multilateralismo climático”, ponderou a ministra. Ela frisou que os desafios do clima exigem uma mudança de perspectiva e a implementação de iniciativas para viabilizar, até 2035, os US$ 1,3 trilhão necessários para apoiar os países em desenvolvimento a executarem ações de redução de emissão de gases de efeito estufa e de adaptação aos impactos da mudança do clima e a substituição gradual dos combustíveis fósseis, poluentes, como petróleo, carvão e gás natural, por energias renováveis (solar, eólica, hidrelétrica e biomassa). “Ainda temos uma limitação de fontes renováveis para suprir toda a demanda por energia, sobretudo dos setores econômicos, mas isto tem que ser superado pelo fornecimento de energia limpa” A ministra enfatizou que não se pode mais protelar as decisões já tomadas. “Como as de triplicar [o uso de fontes de energia] renovável, duplicar a eficiência energética e investir, global e nacionalmente, em uma matriz energética limpa e diversificada que substitua estas fontes fósseis. Se não, vira uma eterna desculpa: não fazemos a transição porque ainda não há alternativas [capazes de atender a demanda], mas não se investe [no desenvolvimento e disseminação das] alternativas”, concluiu. Ainda durante a entrevista coletiva, Marina comentou a questão dos preços da estadia em Belém durante a COP-30. “São inaceitáveis”, disse, assegurando que o governo brasileiro vem adotando as medidas cabíveis para garantir que as delegações internacionais e a sociedade civil consigam participar, presencialmente, do evento. “Em parceria com o governo do Pará, o governo federal tem procurado os meios legais de que dispõe para pôr um freio nestes preços exorbitantes, inaceitáveis”, disse a ministra. Marina Silva ressaltou que, em outras edições da COP, em diferentes países, o valor das diárias aumentaram, em média, três vezes em comparação aos valores habitualmente cobrados. Desta vez, em Belém, há relatos de aumentos de até dez vezes. “É o absurdo do absurdo”. “Estamos fazendo tudo para que todos os países possam estar presentes”, acrescentou o embaixador André Corrêa do Lago, explicando que uma das propostas é assegurar ao menos 15 quartos para as delegações de países de “menor desenvolvimento relativo” e para “as pequenas ilhas”, além de, no mínimo, dez quartos para as nações que tenham “mais meios para tentar conseguir quartos no mercado”. “Infelizmente, o preço dos quartos em Belém continuam completamente desproporcional a qualquer COP. Isso, realmente, não tem facilitado [a organização do evento]. E temos que lembrar que não são apenas os delegados – sem os quais não há COP -, mas também a sociedade civil, a academia, o setor privado e a imprensa. Há, ainda, muita gente precisando de quartos”, admitiu Lago.

Brasil tem redução recorde na lista Piores Formas de Trabalho Infantil

O Brasil atingiu o menor número já registrado de crianças e adolescentes trabalhando em atividades que fazem parte da Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil, conhecida como Lista TIP. Em 2024, o país tinha 560 mil pessoas de 5 a 17 anos na Lista TIP. Esse resultado representa queda de 39% em relação a 2016, quando o Brasil tinha quase 1 milhão (919 mil) de crianças e adolescentes nessas atividades. Em comparação a 2023 (590 mil), o recuo foi de 5%. O dado de 2024 representa 1,5% do total de 37,9 milhões de crianças de 5 a 17 anos no país. A constatação está em edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Na trajetória de queda da série histórica iniciada em 2016, o IBGE ressalta que houve recuo ainda mais acentuado (-22,7%) entre 2022 e 2023. Confira o número de crianças e adolescentes na Lista TIP a partir de 2016: 2016: 919 mil 2017: 762 mil 2018: 763 mil 2019: 707 mil 2022: 763 mil 2023: 590 mil 2024: 560 mil Por causa da pandemia de covid-19, não houve a pesquisa nos anos 2020 e 2021. Lista internacional A Lista TIP é uma relação regulamentada pelo Decreto 6.481 da Presidência da República, de acordo com a Convenção 182 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).  A relação reúne atividades desempenhadas em locais como serralherias, indústria extrativa, esgoto, matadouros e manguezais, entre outros. São ocupações relacionadas a intenso esforço físico, calor, insalubridade e outras características que podem causar fraturas, mutilações, envenenamento e outros danos aos menores de idade. Perfil O IBGE classifica os resultados em três faixas etárias. No universo de 560 mil crianças e adolescentes na Lista TIP, 60% (336 mil) estão faixa de 16 a 17 anos. As faixas de 5 a 13 anos e de 14 e 15 anos representam 12% e 28%, respectivamente. Enquanto pretos e pardos representam 59,7% do total da população de 5 a 17 anos, quando se observa o conjunto de pessoas na Lista TIP eles respondem por 67,1%. Em relação ao sexo, os homens são 51,2% da população dessa faixa etária e 74,4% do contingente da Lista TIP. Em termos de remuneração, os pesquisadores apuraram que as crianças e adolescentes em atividades da Lista TIP tiveram remuneração média mensal de R$ 789 em 2024. O valor é abaixo da renda dos brasileiros de 5 a 17 anos que exerciam atividade econômica que não se caracterizava como trabalho infantil (R$ 1.083).   De acordo com o analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes, os dados revelam dupla desvantagem para crianças e adolescentes submetidos a atividades da Lista TIP. “Além de estar em condições de trabalho com maiores riscos ocupacionais, maiores riscos de gerar algum tipo de prejuízo, as crianças também tinham rendimento menor que aquelas que não estavam em situação de trabalho infantil”, avalia. Informalidade A pesquisa do IBGE traz um retrato da situação do trabalho infantil no país, que atingiu 1,65 milhão de brasileiros em 2024.  Outro dado que revela avanço é a redução da informalidade entre os 1,090 milhão de adolescente de 16 e 17 anos que realizavam alguma atividade econômica, que atingiu 69,4%. Ou seja, 756 mil faziam trabalho informal. Essa é a menor taxa registrada pelo levantamento. Em 2022, essa proporção era de 76,3%, a maior já apurada. Em 2016, quando começou a série, era 75,3%. De acordo com a legislação brasileira, o trabalho de jovens de 16 a 17 anos é permitido apenas com carteira assinada (formal), sendo proibidas atividades insalubres, perigosas e em horário noturno. “As ações realizadas pelo Ministério Público do Trabalho e as ações governamentais de fiscalização têm contribuído para a queda do trabalho infantil, então isso também pode ter contribuído para essa queda da informalidade nesse grupo de 16 a 17 anos de idade”, avalia Gustavo Fontes.

Corregedoria da Câmara pede suspensão de Pollon, deputado bolsonarista de MS

A corregedoria da Câmara dos Deputados recomendou nesta sexta-feira (19) a suspensão dos mandatos de três deputados e a aplicação de censura escrita para 14 parlamentares da oposição que participaram do motim no plenário da Casa, no início do mês passado. Ao finalizar a análise das representações abertas contra os parlamentares, o corregedor da Casa, deputado Diego Coronel (PSD-BA), sugeriu ao Conselho de Ética da Câmara a suspensão do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por 90 dias e dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS)  e Zé Trovão (PL-SC) por 30 dias. Todos são acusados de obstrução da cadeira da Presidência.  Pollon também é alvo de outro pedido de suspensão por 30 dias, totalizando 120 dias. O deputado foi acusado de fazer declarações difamatórias contra a presidência da Casa. O corregedor também defendeu a aplicação da pena de censura escrita aos deputados Allan Garcês (PP-MA), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ), Caroline de Toni (PL-SC), Domingos Sávio (PL-MG), Julia Zanatta (PL-SC), Nikolas Ferreira (PL-MG), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Marco Feliciano (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Zucco (PL-RS), além de Pollon, Van Hattem e Zé Trovão. Segundo Diego Coronel, as solicitações de punição ocorreram a partir da análise das imagens internas da Câmara e com base nas argumentações das defesas dos parlamentares. “O papel da corregedoria é institucional. Atuamos com imparcialidade, analisamos cada conduta de forma individual e cumprimos o nosso compromisso de agilidade, entregando nosso relatório passados 22 dias úteis da representação, ou seja, metade do prazo. Agora, cabe à Mesa decidir sobre as recomendações apresentada”, declarou o corregedor. De acordo com as regras internas da Câmara, os pedidos de suspensão de mandatos serão analisados pelo Conselho de Ética e o plenário. A aplicação da censura escrita será avaliada pela Mesa Diretora da Casa. A corregedoria analisou os pedidos de afastamento de deputados do PL, PP e do Novo, enviados pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Motim No dia 5 de agosto, senadores e deputados da oposição ocuparam as mesas diretoras dos plenários do Senado e da Câmara dos Deputados para protestar contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que havia sido decretada no dia anterior pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.  Ao chegar no plenário da Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), teve dificuldades de assumir sua cadeira na Mesa Diretora, impedido por alguns parlamentares, especialmente os deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS).  Os senadores e deputados pernoitaram no local, inviabilizando os trabalhos legislativos. Eles exigiam ainda que fossem pautadas as propostas de anistia geral e irrestrita aos condenados por tentativa de golpe de Estado no julgamento da trama golpista e o impeachment de Moraes.  Parlamentares da base de apoio ao governo repudiaram o ato, classificado como “chantagem”. No dia 6 de agosto, por volta das 22h30, Hugo Motta abriu a sessão plenária após um longo período de obstrução pelos parlamentares da oposição. Motta criticou a ação dos deputados e disse que as manifestações têm que obedecer o regimento da Casa.  Agência Brasil

Deputados se arrependem e pedem desculpas após votação da PEC da Blindagem

A aprovação da chamada PEC da Blindagem na Câmara dos Deputados gerou reações de arrependimento entre parlamentares que apoiaram a proposta. O texto, que busca restringir a abertura de processos penais contra deputados e senadores no Supremo Tribunal Federal (STF), foi aprovado em dois turnos, mas agora enfrenta resistência no Senado. Nos últimos dias, alguns deputados usaram as redes sociais para admitir erro e pedir desculpas pelo posicionamento. A deputada Silvye Alves (União Brasil-GO) classificou seu voto como um “erro gravíssimo” e relatou ter cedido à pressão de “pessoas influentes do Congresso”. Segundo ela, a decisão foi tomada no fim da votação, motivada pelo medo de retaliações. Outro arrependido foi Merlong Solano (PT-PI), que disse ter cometido um “grave equívoco”. Em justificativa, afirmou que sua intenção era preservar o diálogo entre seu partido e a presidência da Câmara, além de tentar viabilizar pautas sociais como a isenção do Imposto de Renda e a taxação das casas de apostas. Na mesma linha, o deputado Pedro Campos (PSB-PE), irmão do prefeito do Recife, reconheceu que buscava evitar o boicote a projetos do governo federal, mas que a estratégia se mostrou equivocada. “A PEC acabou aprovada da forma que não queríamos, inclusive com a volta do voto secreto. Reconheço que não escolhemos o melhor caminho”, declarou. Deputados de MS se dividiram Em Mato Grosso do Sul, a votação expôs divisões. Votaram contra a PEC os deputados Vander Loubet (PT), Geraldo Resende (PSDB) e Camila Jara (PT). Já Dagoberto Nogueira (PSDB), Marcos Pollon (PL), Rodolfo Nogueira (PL), Luiz Ovando (PP) e Beto Pereira (PSDB) optaram pelo sim. O placar geral registrou 353 votos a favor e 134 contra no primeiro turno, e 344 a favor e 133 contra no segundo. Agora, o futuro da proposta será decidido no Senado, onde a expectativa é de um debate mais acirrado. Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados