Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Pantanal de MS é destaque em evento promovido pela Embratur no coração de Nova York

O Pantanal é um palco vivo onde o ciclo das águas transforma a paisagem a cada estação, revelando a beleza selvagem e a poesia atemporal da natureza em movimento. De 29 de outubro a 2 de novembro, Nova York receberá mais uma edição da Visit Brasil Gallery — uma experiência imersiva que convida o público internacional a descobrir o Brasil com todos os sentidos. O tema deste ano é o Pantanal, o maior ecossistema de áreas alagáveis do mundo e Patrimônio Natural da Humanidade reconhecido pela UNESCO. Criada pela Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur/Visit Brasil), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Gallery é um projeto itinerante inovador que transforma destinos brasileiros em experiências sensoriais únicas por meio da arte, moda, gastronomia e sustentabilidade. Mais do que uma exposição, é um convite para sentir o Brasil de dentro para fora — através de seus sabores, ritmos, tradições e paisagens. Esta edição é apresentada em parceria com os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso que abrangem todo o bioma pantaneiro com cerca de 67% e 33% do território, respectivamente. “Esta é a ação do ano para o turismo de Mato Grosso do Sul. A Galeria Visit Brasil vai culminar com o lançamento de uma campanha disruptiva, inovadora e fora da curva do nosso destino, que reúne elementos da natureza, sons do Pantanal, gastronomia pantaneira, conservação e, claro, a promoção do bioma para o mercado internacional com a presença de empresário sul-mato-grossenses nas rodadas de negócios”, explica Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundação de Turismo de MS. Ao longo de cinco dias, a iniciativa reunirá mídia, autoridades, influenciadores, profissionais do turismo e o público americano em torno de uma narrativa que celebra o Pantanal como uma obra-prima viva. A cada estação, suas águas redesenham os contornos da terra, conduzindo ciclos de vida em uma coreografia natural de cores, sons e emoções refletida em cada espaço da Gallery. A programação será tão diversa quanto o próprio bioma. Além de exposições fotográficas e audiovisuais que revelam a vibrante fauna, flora e as águas do Pantanal, a Gallery contará com rodadas de negócios entre parceiros estratégicos e empreendedores interessados em expandir conexões com o Brasil, palestras culturais com artistas e especialistas regionais e debates sobre sustentabilidade e inovação no turismo. O público também poderá vivenciar apresentações culinárias ao vivo com chefs convidados, que irão destacar a rica herança gastronômica pantaneira preparando pratos tradicionais no local. Viagem sensorial em Mato Grosso do Sul Mato Grosso do Sul levará à Nova York um pouco da vivência local com gastronomia, artesanato e muita música numa verdadeira viagem sensorial. A começar pela playlist dos cinco dias de evento feita exclusivamente com músicas de Mato Grosso do Sul. Acesse no Spotify a playlist ‘Visit MS’: https://abrir.link/OSsuZ. E a música de MS também será destaque no sábado (01/11) quando acontece o lançamento do projeto musical que traz os sons do Pantanal de Mato Grosso do Sul como protagonista. Na gastronomia, o chef Paulo Machado vai apresentar a cozinha pantaneira em duas aulas show. A primeira tem inspiração na Rota Gastronômica Pantaneira com a ‘chipa pantaneira’, um clássico de Mato Grosso do Sul que une a tradição guarani em uma massa leve de polvilho e queijo, símbolo das fronteiras do estado. O Macarrão de Comitiva com aioli de pequi e brotos, prato da transumância no Pantanal feito com carne seca, alho e macarrão quebrado. O toque do aioli de pequi traz o sabor marcante do fruto nativo e a leveza dos brotos frescos. A aula finaliza com um drink de tereré, bebida gelada de erva-mate típica de Mato Grosso do Sul servida com limão e açúcar, além de um toque de cachaça para celebrar o espírito pantaneiro. A segunda aula show é baseada na Rota das Águas e o chef vai fazer um ceviche de tilápia e mandioca, versão sul-mato-grossense encontrada nas embarcações turísticas do Pantanal. O prato combina o frescor do pescado com a textura da mandioca e o equilíbrio dos cítricos. Em seguida, ele serve doce de leite artesanal com queijo fresco, puro aconchego pantaneiro. Tudo acompanhado de ‘mate cocido’, uma infusão tostada de erva-mate com melado e gelo. Bebida refrescante e aromática que traduz a hospitalidade e a simplicidade do Pantanal. Durante todos os dias de evento uma sala de projeção vai exibir o clipe da história da música ‘Trem do Pantanal’, dos compositores Geraldo Roca e Paulo, e um documentário sobre a concepção do projeto musical com os sons Pantanal de Mato Grosso do Sul. Haverá também exposição do rico e variado artesanato de Mato Grosso do Sul, uma verdadeira viagem pela cultura miscigenada. Cada peça conta histórias: os grafismos dos povos, a fauna e flora sul-mato-grossense esculpidas em madeira, traz peças em pedra, argila, ossos e até couro de peixe. Confira a programação Quarta-feira (29/10) Quinta-feira (30/10) Sexta-feira (31/10) Sábado (01/11) Domingo (02/11) Um dos destaques será uma colaboração inédita entre a Embratur e a National Geographic CreativeWorks, que apresentará o projeto “Safari for the Senses” (Safári dos Sentidos). Pelas lentes do premiado fotógrafo de vida selvagem Filipe De Andrade, as paisagens intocadas, os encontros com a fauna e a riqueza cultural da região serão capturados em imagens e histórias poderosas, exibidas nas plataformas globais da National Geographic. O estilo de vida e a cultura tradicionais do Pantanal, retratados pelo fotógrafo mato-grossense José Medeiros, também farão parte das exposições. É a força do Pantanal revelada ao mundo com toda a emoção e profundidade que só a natureza é capaz de transmitir. Mais do que um destino de viagem, o Pantanal é o espetáculo da natureza em sua forma mais pura. A vastidão de suas planícies alagadas, o voo da arara-azul, a majestade da onça-pintada e a harmonia entre água, terra e céu revelam um bioma sem igual. Sua beleza está na autenticidade: na simplicidade de suas comunidades, no delicado equilíbrio que sustenta a vida através dos ciclos das cheias e na sensação de que

Falha técnica deixa números 190 e 193 fora do ar em Mato Grosso do Sul; veja contatos alternativos

Os números de emergência 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros) estão temporariamente fora do ar em todo o Mato Grosso do Sul desde as 7h20 desta terça-feira (28), segundo informou a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). De acordo com o órgão, a falha foi causada por um problema técnico na rede da operadora Oi, que afeta a comunicação dos centrais de atendimento de emergência. A empresa já foi notificada e trabalha para restabelecer os serviços, com previsão de normalização até 12h40. Enquanto o sistema não é restabelecido, a Sejusp orienta que a população utilize os números alternativos disponibilizados para acionar as forças de segurança e socorro em casos de urgência. 📞 Contatos emergenciais provisórios Corpo de Bombeiros Militar:(67) 99987-9034(67) 99948-7570 Polícia Militar:(67) 99216-8069 (Claro)(67) 99653-6240 (Vivo)(67) 99648-8928 (Vivo)(67) 99216-9833 (Claro)(67) 99648-4264 (Vivo)(67) 99219-7344 (Claro)(67) 99691-0190 (Vivo) A Sejusp informou que todas as viaturas da Polícia Militar permanecem em ronda ostensiva, garantindo o atendimento rápido às ocorrências e a segurança da população. “É importante que a população mantenha a calma e utilize os canais alternativos até que os serviços sejam restabelecidos”, destacou a Secretaria em nota. O sistema de emergência é essencial para o atendimento rápido a situações de risco, como acidentes, incêndios, assaltos e casos médicos graves, e sua indisponibilidade mobiliza equipes técnicas em todo o Estado.

MS defende segurança pública brasileira com olhar regional e enfrentamento com forças integradas

Mato Grosso do Sul defende uma atuação conjunta e integrada entre os estados brasileiros, forças nacionais de segurança e países vizinhos no enfrentamento ao crime organizado. Essa foi a posição apresentada pelo governador Eduardo Riedel durante sua participação, como palestrante e debatedor, do Fórum de Segurança Pública – Elo Brasil SP, realizada no sábado (25) em São Paulo (SP). Diante de um vasto público, Riedel discutiu soluções e propostas para encarar o desafio da segurança pública brasileira ao lado dos goverdores do Rio de Janeiro (Cláudio Castro), São Paulo (Tarcísio de Freitas) e Roraima (Antônio Denarium) em painel moderado pelo senador Ciro Nogueira. Também participaram as vice-governadoras do Acre e do Distrito Federal, Mailza Assis e Celina Leão, respectivamente. “Como todos os estados, Mato Grosso do Sul tem particularidades. Estamos em uma posição geográfica de forte interação com cinco estados [SP, PR, MT, GO e MG], além de dois países [Paraguai e Bolívia]. Boa parte da fronteira é seca ou pelo rio Paraguai, regiões de baixa densidade demográfica. Essa nossa relação com países e estados vizinhos talvez seja a chave para contribuirmos para o Brasil”, frisa Riedel. Citando indicadores gerais sobre a segurança pública sul-mato-grossense que se refletem em uma percepção positiva da população nessa área, o governador não deixou de lembrar que o Estado é, por sua posição logística, rota do tráfico internacional de drogas. Esse é tratado com o principal desafio da gestão da segurança pública local, mas que só pode ser enfrentada de forma integrada. “Nossa capacidade de enfrentamento vem aumentando cada vez mais. O problema é que grande parte do ônus desse enfrentamento fica conosco, o Estado, de modo que, por exemplo 35% da população carcerária é fruto desse enfrentamento ao tráfico internacional. É um custo alto, pois assim gastamos 35% a mais com presos que não seriam nossos. Isso nos coloca como o maior número de presos por 100 mil habitantes no Brasil. O ônus está conosco de todo esse enfrentamento”, destaca. Além da integração entre estados, Riedel reforça a importância do enfrentamento ser feito em colaboração com as forças de segurança pública federais e até com às forças armadas, envolvendo também os países vizinhos. Ele cita o Paraguai como um exemplo de relacionamento para realizar um trabalho nesse sentido. “Um dos pontos que defendemos é o fortalecimento das Forças Armadas como agente de apoio e suporte às nossas ações de fronteira. Temos em Mato Grosso do Sul o CMO (Comando Militar do Oeste), e todas as forças já são parceiras nesse enfrentamento, mas há limitações ainda, inclusive de recurso. Ficam mais em uma posição de participação pontual do que em uma atuação contínua nas fronteiras”, explica Riedel. Olhar regional é fundamental A defesa do governador sul-mato-grossense pela colaboração e integração de forças nacionais e estaduais no combate ao crime organizado é acompanhada ainda pela argumentação que o olhar regional é fundamental para que tais ações sejam efetivas e contemplem o máximo de metas e alcancem os melhores resultados. “Existe uma discussão no Congresso pela constitucionalização da segurança e espero que ela não represente uma concentração das formças de segurança pública na União. Vejo isso com um retrocesso em um país de dimensões continentais. Tirar isso dos estados enfraquece o sistema”, disse Riedel. “Só quem está no Rio [de Janeiro] sabe como fazer segurança lá, e só quem está em Mato Grosso do Sul sabe como fazer segurança lá. Cada local tem suas especificidades que precisam ser respeitadas”, conclui. Antes do fim de sua participação, o governador Riedel ainda destacou que os resultados obtidos pelas apreensões feitas por forças estaduais devem permanecer no respectivo estado, e que Mato Grosso do Sul atinge índices de crescimento econômico de 5%, 6% ao ano graças à confiança criada regionalmente sobre um ambiente seguro, juridicamente e também no campo da segurança pública. “Aqui no Fórum, onde está o que há de mais moderno na segurança atualmente, tivemos uma discussão robusta sobre os maiores desafios do Brasil nesse setor. Não existe futuro, não há tranquilidade e não temos investimentos se a gente não criar um ambiente capaz de fazer o enfrentamento a altura dessa ameação, ao crime organizado e a essas faccções presente no País”, opiniou o governador ao final do evento. Eduardo Riedel representou Mato Grosso do Sul no Fórum de Segurança Pública – Elo Brasil SP ao lado do secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, e da senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina. Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MSFotos: Sidinei Lopes/Ascom FSP

Chuva de meteoros Orionídeas poderá ser vista no céu de Mato Grosso do Sul entre 21 e 23 de outubro

Entre os dias 21 e 23 de outubro, o céu de Mato Grosso do Sul será palco de um espetáculo natural: a chuva de meteoros Orionídeas, formada por fragmentos deixados pelo famoso Cometa Halley. O fenômeno poderá ser observado em todo o Brasil, desde que o tempo esteja limpo e o observador esteja em um local com baixa poluição luminosa. De acordo com o Observatório Nacional, os melhores horários para acompanhar o evento são da meia-noite até o amanhecer. “Todo o país poderá ver o fenômeno, mas nas regiões Norte e Nordeste a visibilidade é ainda melhor, pois o radiante fica mais alto no céu”, explica o astrônomo Marcelo De Cicco, do Projeto Exoss. As Orionídeas costumam apresentar entre 15 e 20 meteoros por hora, com partículas que atingem velocidades de até 66 km por segundo, resultando em traços luminosos rápidos e intensos. Para apreciar o fenômeno, não é necessário nenhum equipamento especial. Basta procurar um local escuro e aberto, de preferência longe das luzes urbanas. Deitar ou usar uma cadeira reclinável ajuda na observação. Especialistas recomendam aguardar 15 a 30 minutos para que os olhos se adaptem à escuridão e o espetáculo possa ser aproveitado ao máximo.

Com reconhecimento nacional, MS poderá captar recursos internacionais para conservar florestas e reduzir emissões de carbono

Mato Grosso do Sul está elegível para certificação e futura comercialização de 86 milhões de toneladas de carbono no bioma Cerrado. O passo importante para tornar o território do Estado, “Carbono Neutro” até 2030, ocorre após reconhecimento e aprovação – na terça-feira (14) – da elegibilidade pela Comissão Nacional para REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal / CONAREDD+), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Com isso, o Estado passa a estar oficialmente habilitado a captar recursos internacionais voltados à conservação das florestas e à redução das emissões de gases de efeito estufa. A decisão reconhece a capacidade técnica e de governança ambiental de Mato Grosso do Sul, consolidando o estado entre os protagonistas nacionais na implementação de políticas de mitigação climática reconhecidas pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). “Essa decisão reconhece a capacidade técnica, jurídica e institucional do Governo do Estado, por meio da Semadesc, para coordenar o programa jurisdicional de REDD+ no território sul-mato-grossense”, afirmou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O Governo do Estado vai realizar o chamamento para parceria e iniciar o processo de verificação e certificação dos créditos gerados pela redução de desmatamento e degradação. “É justamente nesse movimento que o Estado avança agora. Não apenas com esses créditos do Cerrado, mas incorporando todo o território estadual em um chamamento público para estruturar o REDD+ jurisdicional. Nossa expectativa é de que, apenas em créditos de REDD+, o potencial esteja na casa de R$ 1 bilhão”, disse o secretário adjunto da Semadesc, Artur Falcette.  O Estado também avança em um projeto voltado à restauração de áreas dentro das unidades de conservação estaduais. “Isso traz outro potencial relevante, que está sendo calculado. É importante lembrar que os recursos do REDD+ seguem um sistema de repartição de benefícios. Todos os entes da sociedade que contribuíram, direta ou indiretamente, para o desempenho desses créditos poderão acessar, conforme a governança criada, os recursos obtidos com a venda. Estamos estruturando esse modelo e o chamamento público deve ocorrer ainda este ano, para que o projeto avance em 2026”, finalizou. Reconhecimento do CONAREDD+ A resolução de oficialização da elegibilidade pelo CONAREDD+ será publicada nos próximos dias pelo Ministério do Meio Ambiente. O reconhecimento abrange a redução de emissões provenientes do desmatamento no bioma Cerrado e permitirá à Semadesc conduzir a captação dos recursos de REDD+ em nome do Estado. Na mesma reunião, também foi aprovada a elegibilidade do estado de Goiás. Com base em políticas públicas consolidadas, sistemas de monitoramento e salvaguardas socioambientais já em operação, Mato Grosso do Sul demonstrou estar preparado para acessar mecanismos financeiros internacionais com transparência, segurança e legitimidade. O engenheiro florestal Fábio Bolzan, da Secretaria-Executiva de Meio Ambiente da Semadesc, foi responsável pela defesa da proposta sul-mato-grossense durante a 6ª Reunião Ordinária da CONAREDD+. Ele destacou que o resultado é fruto de mais de um ano de trabalho técnico coordenado pela Semadesc, com apoio do Earth Inovation Institute. “Cumprimos todas as exigências legais e técnicas necessárias para organizar a estrutura do REDD+ institucional em Mato Grosso do Sul”, disse. A submissão reforçou a relevância ambiental do Estado, que abriga três biomas: Cerrado (62,2%), Pantanal (27,3%) e Mata Atlântica (10,5%). São mais de 110 mil km² de vegetação nativa remanescente, essenciais para a regulação do clima e para a oferta de serviços ecossistêmicos. No CONAREDD+, Mato Grosso do Sul comprovou que reduziu suas emissões de forma consistente, deixando o uso da terra como principal fonte e avançando rumo a um modelo sustentável de desenvolvimento. Marcelo Armôa, SemadescFoto: Arquivo/Secom

Mato Grosso do Sul decreta situação de emergência por incêndios florestais

O Governo de Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência por 180 dias devido ao agravamento dos incêndios florestais que atingem diversas regiões do estado. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE-MS) nesta quinta-feira (16) e tem como base o prolongamento da estiagem e o alto risco de queimadas identificado por órgãos técnicos. 🔥 Ações imediatas e abrangência A medida autoriza a mobilização de órgãos públicos, forças de segurança e voluntários para o combate direto às chamas, além de ações de prevenção e mitigação dos danos ambientais e à saúde da população.O decreto também permite dispensar licitações em contratações emergenciais, bem como o uso temporário de propriedades particulares em casos de risco público, mediante indenização posterior. A decisão foi amparada em nota técnica do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) e em parecer da CEPDEC-MS (Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil), que confirmaram a ocorrência de desastres ambientais registrados no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). 🌎 Contexto climático O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima já havia reconhecido, em fevereiro de 2025, o Estado de Emergência Ambiental para as mesorregiões Centro-Norte, Leste, Pantanais Sul e Sudoeste do estado. A Portaria GM/MMA nº 1.327 determinou o período de emergência de março a dezembro de 2025, reforçando a necessidade de medidas conjuntas entre União e estados. 🤝 Mobilização e campanhas O decreto estadual autoriza ainda a realização de campanhas de arrecadação de recursos e doações, além do uso de voluntários em ações de resposta, reabilitação e reconstrução das áreas atingidas. De acordo com o Governo, as medidas emergenciais visam garantir agilidade na contenção dos focos de incêndio, preservar vidas e reduzir os impactos sobre biomas sensíveis como o Pantanal e o Cerrado sul-mato-grossense, duramente afetados pela seca e pelas altas temperaturas.

MS cria Comitê Executivo do Proclima para enfrentar mudanças climáticas

O Governo de Mato Grosso do Sul formalizou, nesta quinta-feira (9), a criação do Comitê Executivo do Proclima, órgão que será responsável por coordenar e articular as políticas públicas ligadas ao Plano Estadual de Mudanças Climáticas. A medida foi publicada no Diário Oficial e representa um novo passo na institucionalização das ações voltadas à mitigação dos efeitos da crise climática no estado. 🌱 Estrutura e atribuições O comitê terá poder deliberativo e será encarregado de definir diretrizes, metas e ações para o Proclima e para o Programa Jurisdicional de REDD+, iniciativa voltada à redução das emissões por desmatamento e degradação florestal.Entre suas funções estão: 🤝 Representação e transparência O grupo será composto por representantes da Semadesc, da Secretaria Executiva de Meio Ambiente (Sema) e de três conselhos estaduais: As reuniões ocorrerão trimestralmente e poderão contar com a presença de instituições convidadas, sem direito a voto. Todas as atas e deliberações serão disponibilizadas online, garantindo transparência e acesso público. 🌍 Conexão com políticas nacionais e globais O texto da resolução também determina que o comitê siga os princípios da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa e das Salvaguardas de Cancún, que reforçam critérios internacionais de transparência e respeito aos direitos socioambientais. Com essa estrutura, Mato Grosso do Sul reforça seu papel de destaque na agenda ambiental brasileira, buscando conciliar desenvolvimento econômico, sustentabilidade e inclusão social.

Gestores de Bonito são presos em operação que investiga fraude de R$ 4,3 milhões em licitações

A Operação Águas Turvas, deflagrada nesta terça-feira (7) pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), resultou na prisão de três pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraudes em contratos públicos no município de Bonito (MS). Entre os presos estão o secretário de Administração e Finanças, Edilberto Cruz Gonçalves, e a diretora de Licitações, Luciane Cíntia Pazette, além do empresário Carlos Henrique Sanches Corrêa. Um quarto investigado está foragido. Durante o cumprimento dos mandados, Luis Fernando Xavier Duarte, funcionário de uma imobiliária, foi preso em flagrante por porte ilegal de arma, mas liberado após pagamento de fiança de R$ 2 mil. 💰 Fraudes e direcionamento de contratos Segundo as investigações, o grupo atuava desde 2021 fraudando licitações e direcionando contratos para empresas específicas. Em troca, servidores municipais recebiam vantagens indevidas. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 4,3 milhões. A operação cumpre 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de Bonito, Campo Grande, Terenos e Curitiba (PR), incluindo a sede da Prefeitura de Bonito. O nome da operação faz referência à ironia de uma cidade famosa por suas águas cristalinas, agora associada à “falta de transparência” na gestão pública. 🚨 Ação e investigação A ação foi coordenada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Gecoc, com apoio da Polícia Civil. Os alvos são suspeitos de manipular editais, simular concorrência e interferir no resultado de licitações de obras e serviços de engenharia. Até o momento, a Prefeitura de Bonito não se manifestou oficialmente. A reportagem do Capital News tentou contato por telefone e e-mail institucional, mas não obteve resposta.

Governo investe R$ 4,5 milhões em melhorias nas aldeias Bororó e Jaguapiru, em Dourados

O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou novas obras de reforma e ampliação nas aldeias Bororó e Jaguapiru, em Dourados — consideradas as maiores comunidades indígenas urbanas do país. O investimento total ultrapassa R$ 4,5 milhões e será executado pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), com foco na valorização cultural, na educação e no bem-estar social. Intervenções nas comunidades Na Aldeia Bororó, as obras contemplam a reforma da Escola Infantil e do Núcleo de Atividades Múltiplas (NAM). O contrato foi firmado no valor de R$ 2.599.999,86, com previsão de conclusão para o primeiro semestre de 2027. O projeto prevê modernização das salas de aula, revitalização dos espaços culturais e ampliação das áreas de convivência comunitária. Já na Aldeia Jaguapiru, o investimento será de R$ 1.935.393,75, com entrega prevista para o segundo semestre de 2026. O NAM da comunidade será totalmente revitalizado, passando a atuar como polo educacional, cultural e social, abrigando oficinas, reuniões comunitárias e projetos de integração e inclusão. “Investir em infraestrutura é investir em pessoas” O secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, destacou que as intervenções representam mais do que obras físicas — tratam-se de ações voltadas à dignidade e ao fortalecimento das comunidades indígenas. “Esses espaços cumprem papel central na formação das novas gerações. Investir em infraestrutura é também investir em pessoas e garantir oportunidades reais”, afirmou o secretário. Dourados abriga mais de 15 mil indígenas e o maior conjunto de aldeias urbanas do Brasil, o que torna a cidade um referencial nacional de políticas públicas voltadas à valorização cultural e social dos povos originários.

Monitoramento ambiental será ampliado para novos biomas e inclui o Pantanal

O Pantanal e outras áreas estratégicas do Brasil devem entrar na nova fase de expansão dos sistemas de monitoramento ambiental — iniciativa que já opera na Amazônia e no Cerrado e agora busca prevenir desastres naturais em tempo real. A ação envolve instalação de torres equipadas com sensores de alta precisão e o uso de tecnologias espaciais para garantir a coleta e transmissão de dados mesmo em locais sem acesso à internet. De acordo com especialistas que participam do projeto, um dos principais desafios no Pantanal é justamente a ausência de conectividade. A solução encontrada está na integração entre sensores terrestres autônomos e satélites. “O sistema precisa ser capaz de gerar sua própria energia, armazenar dados e transmiti-los via satélite. Assim, mesmo em regiões isoladas, o monitoramento continua ativo e confiável”, explicou um dos pesquisadores responsáveis pela implementação. A iniciativa utiliza conceitos de gêmeos digitais, tecnologias capazes de replicar ambientes reais em modelos virtuais para análise e previsão de riscos. “Trabalhamos com monitoramento de barragens e biomas naturais, usando inteligência artificial para prever o momento certo de intervenção. Esse tipo de tecnologia pode evitar desastres como rompimentos ou queimadas de grandes proporções”, destacou uma das pesquisadoras envolvidas. Além da prevenção de queimadas e enchentes, o monitoramento permitirá avaliar impactos da ação humana sobre o meio ambiente. Para isso, as torres coletam informações em diferentes níveis — do subsolo até a copa das árvores —, cruzando dados com imagens de satélite. “A combinação entre dados de solo e observação orbital é o que possibilita compreender fenômenos em larga escala e agir com precisão”, explicou outro especialista em sensoriamento ambiental. O projeto também beneficiará o Cerrado sul-mato-grossense, área fortemente pressionada pelo desmatamento e uso intensivo do solo. A expectativa é que a coleta de dados em tempo real permita tomadas de decisão mais eficientes em políticas públicas, conservação e planejamento agrícola sustentável. “Nosso objetivo é garantir informações seguras, acessíveis e integradas, capazes de orientar ações sustentáveis em todos os níveis — público e privado”, concluiu a especialista em sistemas preditivos que participa da coordenação do projeto.